Igreja do Ressuscitado que passou pela Cruz: construa também esse monumento para a glória de Deus!

O stand da Igreja do Ressuscitado está bem movimentado neste Renascer 2014. Podemos já vislumbrar como será esse espaço sagrado que será construído com materiais naturais (pedra , madeira e metais) a fim de expressar a beleza e a verdade Daquele que é o Belo e o Bom. A maquete exposta no stand nos dá uma idéia das grandes dimensões desta construção. A Igreja, que se localiza em Aquiraz, terá 3 formas geométricas: o círculo que remete a o eterno; o triângulo que faz relação à Trindade e o quadrado, que na leitura bíblica, representa o homem e suas limitações. A estrutura da Igreja e a cobertura já estão prontas e hoje a obra está na fase de aterramento. A previsão para o encerramento das obras é até o final de 2015. “Essa obra é uma manifestação concreta do mistério do Carisma Shalom”, diz Lorena Soares, missionária que compõe a equipe empenhada na concretização desse projeto de Deus. Lorena convida todas pessoas que queiram colaborar com essa construção, que será um belíssima herança de fé para todo o povo cearense. Se você também deseja erguer esse monumento para á glória de Deus basta entrar em contato com a Equipe Coração da Obra através dos seguintes contatos: coracaodaobra@comshalom.org comshalom.org/igreja-vida     Redação Renascer Texto: Umbelina Helena Foto: Wallace Freitas

Igreja, mãe da juventude

A humanidade toda – sobretudo a juventude – tem sede de radicalidade, de liberdade, da Verdade. Diante da descoberta do amor de Deus nossa vida se enche de sentido, tudo ganha novo colorido, o qual queremos manter. Aí entra a Igreja, fiel depositária e mestra por excelência de tão grande amor. Depositária e doadora de Jesus Eucarístico A Igreja é mãe, e como uma mãe zelosa e amorosa, alimenta seus filhos a fim de que cresçam fortes e saudáveis. Este alimento é a Eucaristia. Jesus se veste de fraqueza e nos oferece tudo, aliás, se oferece todo a nós: seu corpo, sangue, alma e divindade estão ali, ao nosso alcance e à nossa mesa! E dando-se todo, realiza em nós aquela revolução à qual o Papa João Paulo II nos convida e aponta o caminho: “Jovens de todos os continentes, não tenhais medo de ser os santos do novo milênio. Sede contemplativos e amantes da oração, coerentes com a vossa fé e generosos no serviço aos irmãos, membros vivos da Igreja e artífices da paz. E para realizardes esse importante projeto de vida, é preciso permanecer na escuta da palavra, haurir vigor dos sacramentos, especialmente da Eucaristia e da penitência”. Para conseguirmos manter a chama do amor acesa, o caminho é a oração. “A sós, com aquele que sabemos que nos ama”, colhemos o seu amor e aprendemos a retribuí-lo como Deus mesmo nos ensina. Mas não é suficiente rezar sozinho, aquela oração pessoal precisa ser fortalecida por momentos de oração em comum; aí corremos para a Missa, onde, unida, a comunidade dos fiéis rende graças ao Senhor por suas maravilhas. Sustentados pela força do amor, alimentados pelo pão do céu, seremos membros vivos do corpo místico de Cristo (a Igreja), protagonistas da história, e não meros coadjuvantes. Casa de acolhida e serviço “Toda a Igreja é apostólica na medida em que é ‘enviada’ ao mundo inteiro; todos os membros, ainda que de formas diversas, participam deste envio” (Cat, 863). Depois de ter nossa vida transformada e iluminada pela descoberta de que somos pessoal e infinitamente amados por Deus, não podemos guardar isso somente para nós. Sentimos a necessidade de dizer ao mundo o quanto somos felizes; queremos que toda a humanidade faça essa descoberta também, e fazemos essa “divulgação” da boa nova através das nossas palavras, sim – porque “a boca fala daquilo que o coração está cheio” –, mas sobretudo através da nossa vida, é ela que realmente testemunha a conversão que Cristo opera em nós. Na Igreja, somos acolhidos e aprendemos a acolher. Aprendemos a servir aqueles que chegam, que, por sua vez, depois de fortalecidos pelo pão da vida, também estarão fortes o suficiente para servir, porque Jesus ensinou: “Não vim para ser servido, mas para servir”. Às vezes, na escola ou nos ambientes em que vivemos, as pessoas ficam espantadas com a nossa disposição de servir, de ajudar – nas pequenas coisas, mesmo: arrumar as cadeiras que estão bagunçadas antes da aula, apagar a lousa, emprestar o caderno para alguém que perdeu a aula anterior, tirar dúvidas de alguém em alguma disciplina… –, de não falar mal das pessoas nem julgar os professores, de saber o nome dos funcionários, especialmente os de cargos menos valorizados, e conversar com eles etc. Essa disposição de ir ao encontro do outro e ver nele Jesus nos é ensinada pela mãe Igreja, e essa nova forma de vida nos faz muito felizes! Na fase em que nos encontramos, somos “inquietos”, queremos mudar o mundo, desejamos implantar a verdade e a bondade na sociedade. Na Igreja, aprendemos que isso é impossível, mas que é possível dar a nossa parte, o nosso contributo para que algo – pela graça de Deus – mude em nós mesmos e nos ambientes em que vivemos, pois se plantamos paz, o que colheremos? Se plantamos amor, gratuidade e serviço, o que nos espera? A fé nos responde que Deus não decepciona. Uma experiência Como é próprio do jovem, sempre tive sede de novos desafios. Há algum tempo surgiram desafios alucinantes: drogas, álcool, sexo… Buscando lugar de destaque entre os “amigos” ou tentando ser o “radical”, ia sempre além do que podia. As drogas e o álcool foram tomando conta do meu ser, até que já não dormia sem estar sob o efeito de alguma coisa. O tempo ia passando e eu me afogando em minha própria lama. Porém, um “anjo” me socorreu: convidou-me a participar de um Seminário de Vida no Espírito Santo, dizendo que aquela seria uma “viagem” única para mim. Realmente foi! Encontrei e reconheci Jesus como meu Salvador e Ele tomou conta do meu ser. Hoje, renovado pelo seu corpo e pelo seu sangue, vivo na esperança de subir ao céu e contemplar a face do meu Senhor! Escola de Formação Shalom Formação Jan /2009

Quem são os santos?

O que vem à nossa cabeça quando pensamos nos santos? Certamente, à mente de alguns vem a lembrança daquelas estátuas de pedra ou madeira nas igrejas, retratos de pessoas que estão muito longe no tempo e no espaço e que tiveram vidas tão extraordinárias que nos fazem sentir-nos completamente diferentes e distantes, incapazes de possuir qualquer “ligeira” semelhança.Quando pensamos nos santos, às vezes os vemos como seres que caminharam neste mundo já totalmente restaurados à imagem e semelhança de Deus, como Adão e Eva antes do pecado original. Outras vezes, pensamos em pessoas tímidas, solitárias, que desprezaram esta vida a fim de pensar só na morte e no que vinha depois dela. Mas, ao contrário do que muitos pensam, os santos foram e são pessoas normais, que ao longo de suas vidas fizeram escolhas fundamentais, as quais os levaram a uma união cada vez maior com Deus.Quando as Sagradas Escrituras mostram os primeiros santos da Igreja primitiva, que são os Apóstolos, não o fazem de forma desencarnada, mas, ao contrário, mostram esses discípulos de Jesus como verdadeiros seres humanos, cheios de conflitos, medos e lutas interiores. Muitos deles cometeram pecados gravíssimos e, mesmo no seguimento de Jesus, ainda sofreram quedas enormes. Caminhavam e travavam duro combate para se verem livres da superficialidade de suas ambições mundanas que os levavam a ter horror ao sofrimento. Os santos são homens e mulheres que, buscando ardentemente a Deus, alcançam um entendimento tal de si mesmos, que abandonam sua própria justiça e desejos de superioridade para aceitar os outros como são. Compreendem que por si mesmos e independentes de Deus jamais podem sair de suas misérias. Todo esse processo só pode se assemelhar a um novo nascimento. Jesus disse um dia a Nicodemos que era necessário “nascer de novo”, nascer da água e do Espírito Santo (cf. Jo 3,5). Jesus passou muito tempo preparando os seus discípulos para este novo nascimento. Aqueles homens foram retirados de uma vida comum, como a nossa, para o convívio íntimo de Jesus. Pescadores incultos, coletores de impostos… todos homens comuns. Realmente, a única esperança que eles tinham e que nós temos hoje para ser santos é nascer do alto, nascer do Espírito Santo. Eles acompanharam Jesus de perto, descendo dia a dia com Ele o caminho do Calvário, e caíram muitas vezes, sempre que desejavam “inventar” outro caminho para si que não fosse o caminho indicado pelo Mestre. Ao chegar o momento crítico, do aparente fracasso total, tiveram medo e encheram-se de tristeza, mas quando Jesus ressuscitou e apareceu a eles, foram inundados da alegria que o mundo não dá nem pode tirar. Esta paz que a “gente normal” não pode compreender foi o resultado de um doloroso treinamento pelo qual haviam passado através da convivência com Jesus. Haviam aprendido um caminho novo, o caminho do Senhor, uma nova maneira de viver e relacionar-se. Haviam aprendido a depender de Jesus. Mas quando subiu ao céu e enviou-lhes seu Espírito, Jesus passou a estar com eles de uma forma nova. Já não podiam vê-lo nem tocá-lo como antes, mas algo de mais importante e comprometedor havia acontecido: pelo poder do Espírito Santo, Jesus e o Pai agora habitavam dentro deles, assim como habitam em nós pelo nosso Batismo. Isso é grandioso! Assim é que, à medida que davam oportunidade a Jesus de usar seus olhos, suas mãos, suas pernas, sua inteligência, sua afetividade, sua vontade… ficavam cada vez mais plenos do Espírito, e foram se tornando mansos, pacientes e misericordiosos, inclusive com aqueles que não eram assim com eles. A cada dia morria o homem velho e nascia o homem novo dentro de cada um. Este é o processo simples e ao mesmo tempo tão profundo que se instala em nós quando recebemos o Espírito Santo e damos espaço para que Ele gere Jesus a cada dia em nós: a morte do homem velho, escravo do egoísmo e do orgulho, e o nascimento do homem novo que Deus sonhou quando criou cada um de nós. A santidade é um chamado de Deus para cada um de nós (cf. 1Pd 1,16) e não somente para alguns privilegiados que conviveram com Jesus, como os Apóstolos. O próprio Evangelho nos faz ver que, infelizmente, muitos dos que viveram no tempo de Jesus não creram nele, como atesta São João: “Estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Mas a todos os que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Os quais não nasceram do sangue nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus” (Jo 1,10-13). O Papa João Paulo II, ao longo do seu pontificado, beatificou e canonizou centenas de cristãos, homens e mulheres, religiosos, leigos, casais, mães de família. Assim, também, Bento XVI. Alguns desses viveram em tempos bem próximos aos nossos e, com certeza, enfrentaram desafios semelhantes aos que enfrentamos hoje. Homens e mulheres santos que, atendendo ao apelo de Deus para si e sendo dóceis à ação do Espírito Santo, tornaram-se como setas apontadas para Jesus, ou melhor, mesmo tendo suas características pessoais conservadas, cada um em seu estado de vida, foram e são “Cristo” no mundo, falando conosco, comendo conosco e amando concretamente, refletindo assim a glória de Deus no mundo em nosso tempo. O caminho da santidade não é inacessível a nenhum de nós; ele só nos é estranho e impossível enquanto não nos decidimos a trilhá-lo. Este caminho não exclui a dor nem a renúncia nem as tentações nem a nossa humanidade, justamente porque é como o caminho de Jesus, um caminho da morte para a Ressurreição. Aqui e ali surge o medo das “mortes” que virão pela frente, mas, para trilhá-lo na alegria é preciso abraçar Jesus do modo como Ele se apresenta hoje, com os olhos fixos nele e no que Ele nos pede agora.   Artigo

O que a Igreja pensa sobre homossexualidade

Sobretudo desde quando foi realizada, em Buenos Aires, a primeira união civil argentina e latino-americana entre dois homens, o tema do “casamento entre homossexuais” tem ocupado muito espaço na mídia brasileira. Um aspecto que tem sido colocado em evidência é o posicionamento da Igreja, especialmente no que foi manifestado pelo Cardeal Joseph Ratzinger, à época prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, através do documento “Considerações sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais”, do dia 3 de junho de 2004. Pinçando algumas idéias isoladas e descontextualizadas, os jornais têm publicado uma visão parcial acerca do que pensa e diz a Igreja sobre isso. Tem até mesmo incitado a opinião pública contra a Igreja, lançando sobre ela uma imagem de preconceito e “perseguição” contra os homossexuais. Porém, o eixo central do documento trata, exatamente, de esclarecer o que vem a ser o matrimônio: “Nenhuma ideologia pode cancelar do espírito humano a certeza de que só existe matrimônio entre duas pessoas de sexo diferente, que através da recíproca doação pessoal, que lhes é própria e exclusiva, tendem à comunhão das suas pessoas. Assim se aperfeiçoam mutuamente para colaborar com Deus na geração e educação de novas vidas” (n. 2). O documento prossegue: “o matrimônio é instituído pelo Criador como forma de vida em que se realiza aquela comunhão de pessoas que requer o exercício da faculdade sexual. ‘Por isso, o homem deixará o seu pai e a sua mãe e unir-se-á à sua mulher e os dois tornar-se-ão uma só carne’ (Gn 2,24). (…) Deus quis dar à união do homem e da mulher uma participação especial na sua obra criadora. Por isso, abençoou o homem e a mulher com as palavras: ‘Sede fecundos e multiplicai-vos’ (Gn 1,28). No plano do Criador, a complementaridade dos sexos e a fecundidade pertencem, portanto, à própria natureza da instituição do matrimônio” (n. 3). Em virtude disso é que a união entre pessoas do mesmo sexo não deve se constituir matrimônio, logo, não deve ser legalizada. Mas a postura com relação aos homossexuais continua a mesma que a Igreja sempre pregou. O documento, no parágrafo 4, diz: “os homens e as mulheres com tendências homossexuais devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Deve evitar-se, para com eles, qualquer atitude de injusta discriminação. Essas pessoas, por outro lado, são chamadas, como os demais cristãos, a viver a castidade. A inclinação homossexual é, todavia, objetivamente desordenada e as práticas homossexuais são pecados gravemente contrários à castidade”. O que isso quer dizer? O Frei Antônio Moser explica: “Você pode ter tendência ao álcool e por isso nunca põe álcool na boca. Assim a pessoa pode ter tendência, mas nunca vai praticar atos homossexuais”. O Papa João Paulo II, diversas vezes, referiu-se aos homossexuais como pessoas amadas por Deus. Há cerca de 10 anos, quando esteve em São Francisco da Califórnia, nos Estados Unidos, disse-lhes: “Deus vos ama. E Deus vos ama infinitamente”. No Catecismo da Igreja Católica consta: “Um número não desprezível de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais. Eles não escolhem a sua condição de homossexuais; essa condição constitui, para a maior parte deles, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza (…) Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da Cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição” (n. 2358). Portanto, nossa obrigação como católicos é reconhecer as pessoas homossexuais como filhas de Deus e respeitá-las. Entretanto – finalizando com o que diz o Cardeal Ratzinger – “o respeito para com as pessoas homossexuais não pode levar, de modo algum, à aprovação do comportamento homossexual ou ao reconhecimento legal das uniões homossexuais” (n. 11).   Isabela Maria de Sales Form mar 2004

O valor incomparável da pessoa humana

O homem é chamado a uma plenitude de vida que se estende muito para além das dimensões da sua existência terrena, porque consiste na participação da própria vida de Deus. A sublimidade desta vocação sobrenatural revela a grandeza e o valor precioso da vida humana, inclusive já na sua fase temporal. Com efeito, a vida temporal é condição basilar, momento inicial e parte integrante do processo global e unitário da existência humana: um processo que, para além de toda a expectativa e merecimento, fica iluminado pela promessa e renovado pelo dom da vida divina, que alcançará a sua plena realização na eternidade (cf. 1 Jo 3, 1-2). Ao mesmo tempo, porém, o próprio chamamento sobrenatural sublinha a relatividade da vida terrena do homem e da mulher. Na verdade, esta vida não é realidade « última », mas « penúltima »; trata-se, em todo o caso, de uma realidade sagrada que nos é confiada para a guardarmos com sentido de responsabilidade e levarmos à perfeição no amor pelo dom de nós mesmos a Deus e aos irmãos. A Igreja sabe que este Evangelho da vida, recebido do seu Senhor, encontra um eco profundo e persuasivo no coração de cada pessoa, crente e até não crente, porque se ele supera infinitamente as suas aspirações, também lhes corresponde de maneira admirável. Mesmo por entre dificuldades e incertezas, todo o homem sinceramente aberto à verdade e ao bem pode, pela luz da razão e com o secreto influxo da graça, chegar a reconhecer, na lei natural inscrita no coração (cf. Rm 2, 14-15), o valor sagrado da vida humana desde o seu início até ao seu termo, e afirmar o direito que todo o ser humano tem de ver plenamente respeitado este seu bem primário. Sobre o reconhecimento de tal direito é que se funda a convivência humana e a própria comunidade política. De modo particular, devem defender e promover este direito os crentes em Cristo, conscientes daquela verdade maravilhosa, recordada pelo Concílio Vaticano II: « Pela sua encarnação, Ele, o Filho de Deus, uniu-Se de certo modo a cada homem ». De facto, neste acontecimento da salvação, revela-se à humanidade não só o amor infinito de Deus que « amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho único » (Jo 3, 16), mas também o valor incomparável de cada pessoa humana. A Igreja, perscrutando assiduamente o mistério da Redenção, descobre com assombro incessante este valor, e sente-se chamada a anunciar aos homens de todos os tempos este « evangelho », fonte de esperança invencível e de alegria verdadeira para cada época da história. O Evangelho do amor de Deus pelo homem, o Evangelho da dignidade da pessoa e o Evangelho da vida são um único e indivisível Evangelho. É por este motivo que o homem, o homem vivo, constitui o primeiro e fundamental caminho da Igreja. Fonte: CNBB / retirado da carta encíclica Evangelium Vitae Form Fev 2008

Moysés Azevedo: a igreja do Ressuscitado que passou pela cruz será uma casa de portas abertas

Apresentamos as palavras do fundador da Comunidade Católica Shalom, Moysés Azevedo, por ocasião do jantar beneficente em prol da construção da Igreja do Ressuscitado, na Diaconia.   Estamos vivendo um tempo especial na igreja. O Papa Francisco define este tempo como um kairós de misericórdia e ele mesmo remonta que essa intuição veio com o beato João Paulo II. Durante o pontificado de Bento XVI, também ele insistiu a respeito desse dom de misericórdia, mas é o Papa Francisco que de uma maneira particular é um instrumento, manifesta a face misericordiosa de Cristo para a igreja, e é nesse tempo de misericórdia que nós como Comunidade Católica Shalom estamos junto com você construindo esta obra, construindo esta igreja que é um sinal de paz no coração desta cidade, no coração da obra e no coração do mundo. Afinal de contas, a igreja do Ressuscitado que passou pela cruz deseja ser esta igreja de portas abertas, de coração aberto para receber tantos que virão aqui e que experimentarão da misericórdia de Deus, da força da ressurreição de Cristo, do Ressuscitado que passou pela cruz e que traz o dom da paz. Nós gostaríamos de agradecer a você, que tem sido este instrumento vivo do Senhor para construir esta obra, esta obra que é para a maior gloria de Deus, que manifesta a nossa atitude de fé em um mundo tão necessitado do amor e da misericórdia de Deus e num mundo a qual fomos enviados por Cristo, fomos enviados pelo próprio Papa durante o nosso reconhecimento pontifício, que nos convidou para sermos instrumentos alegres da misericórdia de Deus no coração deste mundo, neste espaço sagrado que é a Diaconia geral, este espaço sagrado da Comunidade Shalom, que enviada pela igreja faz menção aos jovens, às famílias e aos pobres do mundo inteiro. Nós queremos ser construtores deste monumento para a gloria de Deus. Você que tem colaborado, que já contempla com alegria esses primeiros frutos, que vê esta obra de Deus com o coração extasiado, que tem sido instrumento eficaz para que o testemunho da fé possa ser sinalizado e possa ser não só um sinal, mas ser um coração aberto que acolhe a tantos, o nosso muito obrigado e  a certeza de que você continuará junto conosco construindo esta obra. A igreja do Ressuscitado que passou pela cruz será este sinal do carisma Shalom espalhado no mundo inteiro, e ao mesmo tempo será uma casa de portas abertas, aonde muitos virão e muitos partirão, pois desta igreja serão enviados missionários para o mundo inteiro, nesta igreja serão ordenados sacerdotes que servirão à igreja e ao mundo no mundo inteiro. Desta igreja partirão famílias consagradas, servirão à igreja e à humanidade. Nesta igreja nós celebraremos os mistérios de Deus. Nesta igreja muitos encontrarão a paz em Cristo tudo terá passado pelas suas mãos. Esta obra continua, ela não pode parar. Para isso, nós confiamos inteiramente na Providência de Deus, e nós confiamos com muita alegria na sua generosidade. Esta é uma oportunidade de lançarmos pedras de eternidade, porque a igreja na verdade é um espaço de eternidade aonde Jesus Cristo se dará a nós e nós nos ofertamos a ele, vamos juntos continuar esta obra de Deus. Vamos juntos edificar a igreja do Senhor. Vamos juntos manifestar a beleza de Cristo para o coração do homem que tem fome e sede da misericórdia divina. Sejamos instrumentos alegres da misericórdia divina nesta igreja do Ressuscitado que passou pela cruz.

O que significa a virgindade de Maria?

Os dois primeiros capítulos dos evangelhos de São Mateus e de São Lucas afirmam claramente que Maria concebeu Jesus sem intervenção de varão: “o que nela foi concebido vem do Espírito Santo”, disse o anjo a São José (Mt 1, 20);e a Maria, que pergunta “Como se fará isso, pois não conheço homem?”, o anjo lhe responde: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra…” (Lc 1, 34-35). Por outro lado, o fato de Jesus na Cruz entregar sua Mãe aos cuidados de São João supõe que a Virgem não tinha outros filhos. Que os evangelhos mencionem em certos trechos os “irmãos de Jesus” pode explicar-se pelo uso do termo “irmãos” em hebraico com o sentido de parentes próximos (Gen 13, 8; etc). Outra hipótese seria supor que São José tivesse filhos de um matrimônio anterior (ver a pergunta: Casou São José uma segunda vez?). Também podemos considerar que o termo “irmãos” foi usado no sentido de membro do grupo de crentes, tal como é comum no Novo Testamento (cf.At 1, 15). A igreja sempre acreditou na virgindade de Maria, e a chama de “sempre virgem” (Lumen Gentium 52), antes, durante e depois do parto, como expressa uma fórmula tradicional. A concepção virginal de Jesus deve ser entendida como obra do poder de Deus,porque “a Deus nenhuma coisa é impossível” (Lc 1, 37). Foge a toda compreensão e poder humanos. Não tem relação alguma com as representações mitológicas pagã sem que um deus se une a uma mulher realizando o papel do homem. A concepção virginal de Jesus é uma obra divina no seio de Maria similar à criação. Isso é impossível de aceitar para o não crente, como era para os judeus e pagãos,entre os quais se inventou histórias grosseiras acerca da concepção de Jesus,como a que a atribui a um soldado romano chamado Pantheras. Na verdade, esse personagem é uma ficção literária, sobre o qual se inventou uma lenda para zombar dos cristãos. Partindo do ponto de vista da ciência histórica e filológica, o nome Pantheras (ou Pandera) é uma corruptela que parodia apalavra parthénos (em grego: virgem). As pessoas, que utilizavam o grego como língua de comunicação em grande parte do império romano do oriente,ouviam os cristãos falarem de Jesus como o Filho da Virgem (huiós parthénou),e quando queriam zombar deles, chamavam-no de ?filho de Pantheras?. Taishistórias, definitivamente, só testemunham que a Igreja sustentava a virgindade de Maria, ainda que parecesse impossível. O fato de Jesus ter sido concebido virginalmente é um sinal de que Ele é verdadeiramente Filho de Deus por natureza, daí que não tenha um “pai humano”e, ao mesmo tempo, verdadeiro homem nascido de mulher (Gal 4, 4). Nas passagens evangélicas, mostra-se a absoluta iniciativa de Deus na história humana, para o advento da salvação, e também que esta se insere na própria história, como mostram as genealogias de Jesus. Pode-se compreender melhor a Jesus, concebido pelo Espírito Santo e sem intervenção de homem, como o novo Adão que inaugura uma nova criação. A ela pertence o homem novo redimido por Cristo (1 Cor 15, 47; Jô 3, 34). A virgindade de Maria, além do mais, é sinal de sua fé sem vacilações e de sua entrega plena à vontade de Deus. Inclusive, diz-se que, por essa fé, Maria concebe a Cristo antes em sua mente que em seu ventre, e que “é mais bem-aventurada ao receber Cristo pela fé, que ao conceber em seu seio a carne de Cristo” (Santo Agostinho). Sendo virgem e mãe, Maria é também figura da Igreja e sua mais perfeita realização. Catecismo de la Iglesia Católica, nn. 484-511 VARO, Francisco. Rabí Jesús de Nazaret (B.A.C., Madrid, 2005) pp.212-219.   Formação Junho 2011

Verdadeira felicidade

Fruto do amor de Deus, chamado a vida de Santidade em comunhão com Deus, o homem detêm a atenção da Trindade que não só deseja viver com o homem, mas viver no homem, fazendo nele Sua morada. Neste desejo, Deus vem colocar no coração do homem um lugar que só Ele pode preencher. Em sua liberdade o homem insiste em viver como se Deus não existisse, querendo encontrar motivos para se convencer de que Deus não liga para o Homem, que é indiferente ao homem. Em virtude disso, aquele lugar de Deus, que só o senhor pode preencher, o homem começa a tentar preencher esse vazio em busca da verdadeira felicidade que só Em Deus encontramos. Só em deus há felicidade. Querendo preencher esse espaço vazio com coisa que passam e com felicidades momentâneas, o homem tenda a voltar-se contra a si mesmo, se rebelando contra Deus e conta si. Mas Deus, apaixonado e cheio de amor pelo homem, sua imagem e semelhança, vem ao encontro do homem. Respeitando sua liberdade, Ele o chama, o espera e deseja encontrar-se com o homem. Os homens teimam em buscar Deus fora de si, quando Deus o espera dentro do coração do homem. Ao abrir-se para o toque do Amor de Deus, o homem se encanta, tem sede de Deus e deixa-se se enamora por Deus. É o toque de Deus na alma, que a atrai para si e a conduz por um caminho de e para a felicidade. Não são os homens que de repente mudaram de vida, de mentalidade, de hábitos, começando a fazer o bem, mas é Deus quem agiu na vida do homem através da sua salvação, dada de forma gratuita e, a partir daí o homem pode realizar as boas obras que Deus tem preparado para ele. Boa Nova do Evangelho é vivenciada por Graça de Deus, pelo Dom de Deus e não pelas nossas forças somente. Tudo o que Deus nos pede para viver ele nos deu antes a graça de viver. Nós podemos fazer as boas obras do Evangelho porque fomos salvos e não para alcançarmos a salvação. A sua libertação espiritual, não depende do seu esforço, não provém dos seus próprios meios e forças, mas do “poder de Deus”, da graça de Deus. No cristianismo, a primeira coisa não é o dever, mas o dom. Temos um grande auxilio no caminho ao encontro de Deus. É o Espírito Santo que nos leva a conhecer Jesus e faz com que Jesus viva em nós. É o Espírito Santo que nos transforma, fazendo-nos amar a Deus, viver Sua Palavra e ter Jesus como único Senhor. O Espírito Santo é aquele que nos dá a vida verdadeira, por isto Ele nos faz novas criaturas. Diante de tudo, reflitamos um pouco citando Bento XVI: “O centro da existência, aquilo que dá sentido pleno e firme esperança ao caminho, frequentemente difícil, é a fé em Jesus, o encontro com Cristo”. “Não se trata de seguir uma ideia, um projeto, mas de encontrá-lo como uma Pessoa viva, de deixar-se implicar totalmente por ele e por seu Evangelho” “Jesus convida a não deter-nos no horizonte humano e abrir-nos ao horizonte de Deus, ao horizonte da fé. Ele exige uma única obra: receber o plano de Deus, isto é: “Acreditar naquele que Ele enviou”. Por: Wagner Dantas

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