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Ouça a homilia de hoje: “O que tenho para oferecer a Jesus?”
O Evangelho de hoje (20), Lucas 8,1-3, narra o seguimento de piedosas mulheres a Jesus. Sacerdote missionário da Comunidade de Vida Shalom, padre Dênis Lima propõe reflexão sobre o que podemos oferecer a Cristo, a exemplo de Madalena. Ouça:
Santo André Kim e companheiros mártires, rogai por nós!
O testemunho dos santos celebrados hoje (20) deve suscitar em cada um de nós a intercessão pela Igreja no continente asiático. Santo André Kim e mais 102 cristãos regaram com seu próprio sangue a semente da Igreja na Coréia do Sul, no século XIX. Martirizado aos 25 anos, Santo André Kim foi escolhido um dos intercessores da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. A história teve início ainda no século XVII, quando um grupo de coreanos teve acesso ao livro do missionário Mateus Riccci “O verdadeiro sentido de Deus”. Yi Sung-Hun, filho do embaixador coreano na China, dirigiu-se ao bispo de Pequim, que o catequizou e batizou. Assim, por meio da ousadia do jovem leigo, o Evangelho adentrou a Coreia. Uma década depois, os cristãos já eram em número de 10 mil, apesar de sofrerem grandes perseguições e martírios. A comunidade clamava por sacerdotes. A esse pedido, correspondeu o seminarista coreano na China, André Kim. Filho e neto de mártires, já ordenado diácono, conseguiu entrar no país para fazer ingressar, mais tarde, outros dois missionários: Pe. Antoine Daveluy e Jean Férreol. André Kim ordenou-se sacerdote, tornando-se o primeiro padre coreano. Ao organizar a entrada de mais dois sacerdotes na Coreia, padre Kim foi preso e executado em 16 de setembro de 1846, com mais oito cristãos. Em 1866, houve perseguição ainda maior. No dia 13 de dezembro, o número de martirizados chegou a 103. Em 6 de maio de 1984, o papa João Paulo II canonizou os 103 mártires, dentre eles André Kim, dez clérigos e 92 leigos. Confira trecho da homilia do Papa João Paulo II, realizada em março de 2001, na inauguração do Pontifício Colégio Coreano. Aqui ele se refere ao testemunho de André Kim: “Pai Santo, guarda em Teu nome aqueles que Me deste, para que sejam um, assim como Nós” (Jo 17, 11). Na nossa assembleia ressoaram, ricas de conforto, estas palavras de Jesus, que nos conduzem ao Cenáculo, à dramática vigília da sua morte na cruz. São palavras que continuam a ser proclamadas na Igreja ao longo dos tempos; palavras que sustentaram numerosos mártires e confessores da fé nos momentos da dificuldade e da prova. Penso nesta tarde nos santos da amada Coreia e, entre eles, em Santo André Kim Tae-gon, escolhido por vós como padroeiro. Podemos imaginar que ele se tenha detido com frequência a meditar estas palavras do Mestre divino. No momento decisivo, encorajado pela invocação do Senhor, não hesitou em “perder” tudo (cf. Fl 3, 8) por Ele. Foi fiel até à morte. Conta-se que, enquanto aguardava a sua execução, encorajava os irmãos na fé com expressões que faziam eco de maneira impressionante da oração que Jesus dirigiu ao Pai pelos seus Discípulos. “Não vos deixeis impressionar pelas calamidades – suplicava ele -, não percais a coragem e não volteis atrás no serviço de Deus, mas antes, seguindo as pegadas dos santos, promovei a glória da sua Igreja e mostrai-vos verdadeiros soldados e súbditos de Deus. Mesmo se sois muitos, sede um só coração; recordai-vos sempre da caridade; apoiai-vos e ajudai-vos uns aos outros, e esperai pelo momento em que Deus terá piedade de vós”. “Sede um só coração!”. Santo André Kim Tae-gon exortava os crentes a haurir da divina caridade a força para permanecer unidos e resistir ao mal. Como a comunidade primitiva, dentro da qual todos eram “um só coração e uma só alma” (Act 4, 32), também a Igreja coreana devia encontrar o segredo da própria união e do seu crescimento na adesão aos ensinamentos dos Sucessores dos Apóstolos, na oração e na fracção do pão (cf. Act 2, 42).
Cifra e melodia do Salmo deste domingo, dia 22 de setembro (Salmo 112)
http://www.youtube.com/watch?v=KOnXLSTzcos Baixe a cifra do Salmo 112
São José de Cupertino, rogai por nós!
Hoje (18), a Igreja celebra São José de Cupertino. Na vida deste santo, realiza-se muito visivelmente o que a Virgem Maria cantou no Magnificat: “exaltou os humildes, saciou de bens os indigentes” (Lc 1, 52-53). Como Jesus, o santo era filho de pais pobres e nasceu em um estábulo, em Cupertino, no reino de Nápoles, em 17 de junho de 1603. Entrou e foi despedido de vários conventos franciscanos, pois desde a infância era considerado limitado na inteligência, a ponto de pouco aprender e apresentar dificuldades nos trabalhos manuais. Porém, sempre progredia em oração e caridade, tendo sido conduzido ao sacerdócio pela graça de Deus. Tornou-se conhecido devido aos fenômenos místicos que Deus operava nele e através dele, como levitação e curas milagrosas. Confira trecho da mensagem feita pelo papa João Paulo II em 2003, por ocasião dos 400 anos do nascimento do santo: “São José é antes de mais mestre de oração. Colocava no centro dos seus dias a celebração da Santa Missa, à qual se seguiam longas horas de adoração diante do tabernáculo. Segundo a mais genuína tradição franciscana, ele sentia-se fascinado e comovido pelos mistérios da Encarnação e da Paixão do Senhor. São José de Cupertino viveu em profunda união com o Espírito Santo; estava totalmente imbuído do Espírito, do qual aprendia as coisas de Deus para depois as transpor numa linguagem simples e compreensível a todos. Quem o encontrava ouvia de boa vontade as suas palavras porque, como nos é transmitido pelos biógrafos, mesmo não sendo muito culto na linguagem e escrevendo com dificuldade, quando falava de Deus transformava-se. Em segundo lugar, o Santo de Cupertino continua a falar aos jovens e, em particular, aos estudantes, que o veneram como seu padroerio. Ele estimula-os a apaixonarem-se pelo Evangelho, a “fazer-se ao largo” no vasto oceano do mundo e da história, permanecendo firmemente ancorados na contemplação do Rosto de Cristo. Os meus votos são por que vós, queridos jovens e estudantes, assim como também vós, que estais empenhados no âmbito cultural e formativo, sigais o exemplo de São José, comprometendo-vos a conjugar a sabedoria da fé com o método rigoroso da ciência, para que o saber humano, sempre aberto à transcendência, progrida com firmeza para um conhecimento da verdade cada vez mais pleno. Por fim, São José de Cupertino resplandece como modelo exemplar de santidade para os seus Irmãos da Ordem Franciscana dos Frades Menores Conventuais. A tensão constante para pertencer unicamente a Cristo faz dele um ícone do frade “menor”, que, na escola do Pobrezinho de Assis, assume Cristo como centro de toda a sua existência. Torna-se eloquente o seu compromisso decidido para orientar constantemente o coração para Deus, para que nada o separe do “seu” Jesus, amado acima de qualquer coisa ou pessoa. O testemunho deste grande Santo, que resplandece de luz singular nesta data centenária, constitui uma mensagem de vida evangélica encorajadora. Para todos os que abraçaram os ideais da vida de consagração, ela representa uma forte chamada a viver tendendo sempre para os valores do espírito, totalmente consagrados ao Senhor e a um necessário serviço de caridade para os irmãos. Como todos os Santos, José de Cupertino está sempre na moda! Depois de quatro séculos, o seu testemunho continua a representar para todos um convite a ser santos. Mesmo pertencendo a uma época que, em certos aspectos, é bastante diferente da nossa, ele indica um percurso de espiritualidade válido para todos os tempos; recorda a primazia de Deus, a necessidade da oração e da contemplação, a adesão fervorosa e confiante a Cristo, o compromisso do anúncio missionário, o amor à Cruz. Ao renovar os votos de que as celebrações centenárias contribuam para fazer conhecer melhor o “Santo dos voos”, invoco sobre quantos as promoveram e nelas participam a celeste protecção da Virgem Maria. Com estes sentimentos e votos, concedo de coração a Bênção apostólica a vós aqui presentes, às vossas Comunidades e aos numerosos devotos do Santo de Cupertino da Itália e do mundo”.
São Roberto Belarmino, rogai por nós!
A Igreja celebra hoje (17) São Roberto Belarmino, cardeal que viveu no século XVI . O papa emérito Bento XVI, durante Audiência Geral em fevereiro de 2011, discursou sobre a vida deste santo, ressaltando duas de suas características: a fidelidade à Igreja e à dedicação ao pastoreio das almas. Confira texto assinado pelo papa emérito: “Nasceu a 4 de Outubro de 1542 em Montepulciano, nos arredores de Sena, e era sobrinho por parte da mãe do Papa Marcelo II. Recebeu uma excelente formação humanística antes de entrar na Companhia de Jesus, a 20 de Setembro de 1560. Os estudos de filosofia e teologia, que completou entre o Colégio Romano, Pádua e Lovaina, centrados sobre s. Tomás e os Padres da Igreja, foram decisivos para a sua orientação teológica. Ordenado sacerdote a 25 de Março de 1570, foi durante alguns anos professor de teologia em Lovaina. Sucessivamente, tendo sido chamado a Roma como professor no Colégio Romano, foi-lhe confiada a cátedra de «Apologética»; na década em que desempenhou tal cargo (1576–1586), elaborou um curso de lições que depois confluíram nas Controversiae, obra que se tornou imediatamente célebre pela clareza e riqueza de conteúdo e pela sua tonalidade predominantemente histórica. O Concílio de Trento tinha terminado há pouco tempo e para a Igreja católica era necessário revigorar e confirmar a sua identidade, também em relação à Reforma protestante. A obra de Belarmino inseriu-se neste contexto. De 1588 a 1594 foi inicialmente padre espiritual dos estudantes jesuítas do Colégio Romano, entre os quais encontrou e orientou são Luís Gonzaga, e depois superior religioso. O Papa Clemente VIII nomeou-o teólogo pontifício, consultor do Santo Ofício e reitor do Colégio dos Penitenciários da Basílica de São Pedro. Ao biénio de 1597–1598 remonta o seu catecismo, Doutrina cristã breve, que foi a sua obra mais popular. No dia 3 de Março de 1599 foi criado cardeal pelo Papa Clemente VIII e, a 18 de Março de 1602, nomeado arcebispo de Cápua. Recebeu a ordenação episcopal em 21 de Abril desse mesmo ano. Durante os três anos em que foi bispo diocesano, distinguiu-se pelo zelo de pregador na sua catedral, pela visita que realizava semanalmente às paróquias, pelos três Sínodos diocesanos e um Concílio provincial que promoveu. Depois de ter participado nos conclaves que elegeram Papas Leão XI e Paulo V, foi novamente chamado a Roma, para ser membro das Congregações do Santo Ofício, para o Índex, os Ritos, os Bispos e a Propagação da Fé. Desempenhou inclusive funções diplomáticas, junto da República de Veneza e da Inglaterra, em defesa dos direitos da Sé Apostólica. Nos seus últimos anos, compôs vários livros de espiritualidade, nos quais condensou o fruto dos seus exercícios espirituais anuais. Com a sua leitura o povo cristão ainda hoje se sente muito edificado. Faleceu em Roma, no dia 17 de Setembro de 1621. O Papa Pio XI beatificou-o em 1923, canonizou-o em 1930 e proclamou-o Doutor da Igreja em 1931. São Roberto Belarmino desempenhou um papel importante na Igreja das últimas décadas do século XVI e do início do século seguinte. As suas Controversiae constituem um ponto de referência, ainda hoje válido, para a eclesiologia católica sobre as questões relativas à Revelação, à natureza da Igreja, aos Sacramentos e à antropologia teológica. Nelas é acentuado o aspecto institucional da Igreja, por causa dos erros que então circulavam a propósito de tais questões. Todavia, Belarmino esclareceu também os aspectos invisíveis da Igreja como Corpo místico e explicou-os com a analogia do corpo e da alma, com a finalidade de descrever a relação entre as riquezas interiores da Igreja e os aspectos exteriores que a tornam perceptível. Nesta obra monumental, que procura sistematizar as várias controvérsias teológicas dessa época, ele evita toda a abordagem polémica e agressiva em relação às ideias da Reforma, mas utilizando os argumentos da razão e da Tradição da Igreja, ilustra a doutrina católica de modo claro e eficaz. Todavia, a sua herança consiste no modo como concebeu o seu trabalho. Com efeito, as gravosas funções de governo não o impediram de tender, quotidianamente, para a santidade com a fidelidade às exigências da própria condição de religioso, sacerdote e bispo. É desta fidelidade que provém o seu compromisso na pregação. Dado que, como sacerdote e bispo, é antes de tudo um pastor de almas, sentia o dever de pregar assiduamente. Pregou centenas de sermones — homilias — na Flandres, em Roma, em Nápoles e em Cápua, por ocasião das celebrações litúrgicas. Não menos abundantes são as suas expositiones e as explanationes aos párocos, às religiosas e aos estudantes do Colégio Romano, que têm com frequência como objecto a Sagrada Escritura, especialmente as Cartas de são Paulo. A sua pregação e as suas catequeses apresentam aquela mesma índole de essencialidade, que tinha aprendido da educação inaciana, inteiramente destinada a concentrar as forças da alma sobre o Senhor Jesus, intensamente conhecido, amado e imitado. Nos escritos deste homem de governo sente-se de modo muito claro, apesar da reserva por detrás da qual ele esconde os seus sentimentos, o primado que ele assegura aos ensinamentos de Cristo. Assim, são Roberto Belarmino oferece um modelo de oração, alma de todas as actividades: uma oração que ouve a Palavra do Senhor, que se satisfaz ao contemplar a sua grandeza, que não se fecha em si mesma, mas tem a alegria de se abandonar a Deus. Um sinal distintivo da espiritualidade de Belarmino é a percepção viva e pessoal da imensa bondade de Deus, pelo que o nosso santo se sentia verdadeiramente filho amado de Deus e o recolher-se com serenidade e simplicidade, em oração, em contemplação de Deus era para ele fonte de grande alegria. No seu livro De ascensione mentis in Deum — Elevação da mente a Deus — composto segundo o esquema do Itinerarium de são Boaventura, exclama: «Ó alma, o teu exemplar é Deus, beleza infinita, luz sem sombras, esplendor que supera aquele da lua e do sol. Eleva os olhos a Deus, em quem se encontram os arquétipos de todas as
São Cornélio e São Cipriano, rogai por nós!
A Igreja celebra hoje (16) São Cornélio e São Cipriano, que por amor a Deus e zelo pela fé em Jesus Cristo sofreram o martírio no século III. Os testemunhos dos dois santos ajudam na compreensão de que o cristão, quando está firme no amor esponsal por Cristo e sua Igreja, não rejeita a fé, ainda que padeça duras incompreensões, até o martírio de sangue. Cornélio Cornélio nasceu em Roma. Foi eleito para o pontificado depois de um período vago na cátedra de São Pedro, devido à violenta perseguição imposta pelo imperador Décio. O papa Cornélio foi eleito quase por unanimidade, menos por Novaciano, que esperava ser o sucessor, martirizado por aquele cruel tirano. Assim, Novaciano consagrou-se bispo e proclamou-se papa, isto é, antipapa. Nessa condição, criou-se o primeiro cisma da Igreja. A Igreja debatia, internamente, para tentar uma solução definitiva quanto à conduta a ser adotada em relação a um dos seus maiores problemas da época, referente aos “lapsos”, nome dado aos sacerdotes e fiéis que renegavam a fé e separavam-se da Igreja durante as perseguições que se impunham aos cristãos. Segundo os partidários de Novaciano, Cornélio teria adotado um discurso e uma postura muito indulgente, boa e compreensiva para com os desertores da fé católica. Atitudes que lhe valeram grandes atribulações e incompreensões. Mas a toda essa oposição contou sempre com o apoio incondicional e fiel do bispo Cipriano de Cartago, Argélia, norte da África. Entretanto o imperador Décio morreu em combate, sendo sucedido por Galo, que voltou com as perseguições. Assim, o papa Cornélio acabou preso e exilado para um lugar que hoje se chama Cività-Vecchia, em Roma. No exílio, o papa Cornélio passou os últimos dias da sua vida. Onde encontrava um pouco de alegria era nas cartas que recebia do bispo Cipriano, seu admirador e amigo de fé, muito preocupado em mandar-lhe algumas palavras de consolo. Morreu em junho de 253, sendo sentenciado ao martírio por ordem daquele imperador, por não aceitar prestar culto aos deuses pagãos. Foi sepultado no Cemitério de São Calixto. A festa litúrgica do santo papa Cornélio foi colocada, no calendário da Igreja, no dia 16 de setembro, junto com a de São Cipriano, que depois também foi martirizado pela fé em Cristo. Cipriano Thascius Cecilianus Cyprianus nasceu na África em torno do ano de 200.Um pagão, tornou-se um advogado, professor e muito conhecido pela sua eloquência em defender seus pontos de vista nos tribunais. Ele foi convertido para o cristianismo por Caecilius, um velho sacerdote em 246 e tronou-se um renomado especialista em textos bíblicos. Em 248, Cipriano tornou-se bispo de Cartago, hoje moderna Tunísia, mas teve que fugir logo depois para escapar a perseguição que se seguiu aos cristãos. Um padre chamado Novatus provocou considerável dificuldade sobre o papel dos “lapsis”,(cristãos que renunciavam a sua fé para escapar a tortura e a morte). Cipriano conseguiu reunir um Concílio em Cartago em 251 e nele o seu grande trabalho chamado “De Catholicae Ecclesiase Unitate” foi lido. Quando Cartago foi atingida pela praga em 252, Cipriano trabalhou para ajudar as vitimas e ele e os cristãos foram culpados pela epidemia e foram odiados pela população. Cipriano escreveu “De Mortalite” para consolar os cristãos naquele tempo de duros reveses. Pouco tempo depois, ele se opôs a política do batismo do Papa Esteves (254-257). Cipriano escreveu ao Papa sobre a necessidade de rebatizar os cristãos, entretanto, um decreto imperial proibindo aos cristãos de se reunirem iniciou uma perseguição pelo Imperador Valeriano (253-260). Cipriano foi preso e ordenado a participar das cerimonias religiosas pagãs oficias do Estado. Quando ele se recusou foi exilado em uma cidade a 75 km de Cartago. Em 258, Cipriano foi julgado por Calerius Máximo, um procônsul que ordenou que ele fosse decapitado no dia 14 de setembro. Os ‘Atos do Martírio” são detalhados. Ele foi pioneiro da literatura latino-cristã e teve um papel importante na Igreja Católica ocidental. Seus escritos apresentam um zelo pastoral muito lúcido e contém inteligentes decisões. Seus tratados incluem “DeCatholicae Ecclesiase Unitate”, sobre a natureza da unidade da Igreja , o “De Lapsis” sobre as condições que os cristãos poderiam retornar a Igreja e á fé, e “Ad Quirinam” uma compilação de textos bíblicos. Uma de suas máximas era: “Você não pode ter Deus para seu pai, se não tem a Igreja como sua mãe”. São Cipriano tem seu nome incluído na primeira oração Eucarística. Na arte litúrgica da Igreja ele é mostrado como um bispo segurando uma palma e uma espada. Com informações de www.paulinas.org.br
Palavra que gera fé e esperança
No início do mês dedicado à Bíblia, a liturgia convida a refletir sobre o cumprimento da promessa divina. Em missa celebrada hoje (02) na Assembleia Geral Ordinária do Shalom, em Fortaleza, o missionário da Comunidade de Vida Shalom padre Aristóteles Alencar ensinou que a promessa, que é a vontade do Senhor, se expressa em Sua Palavra. O Evangelho de Lucas narra: “Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: ‘O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor’. (…) Hoje se cumpriu essa palavra”. (Lc 4,17b-19)”. Jesus anuncia o cumprimento da promessa e dá um tempo preciso para que isso ocorra: Hoje, “Hoje se cumpriu essa palavra”. A Palavra que é dirigida também “hoje” vem do próprio Deus e tem poder de salvação. “Esta é uma palavra de esperança que nos liberta da tristeza”, afirmou o sacerdote. Este anúncio acontece de maneira simples, muitas vezes através da pessoa que está próxima. “Às vezes a palavra de Deus pode chegar a nós de onde nós não esperamos”, destacou, ao citar a passagem do Evangelho em que os conterrâneos de Jesus diziam dele: “Não é este o filho de José?”. “A vida de Maria é exemplo de cumprimento da Palavra de Deus, pois ela jamais hesitou em dizer sim à vontade divina. Pelo exemplo de Maria podemos dizer à Palavra de Deus: cumpra-se. Que o Senhor nos faça admirar o poder dessa palavra. Que o Senhor gere em nós a fé e a esperança. A razão da nossa alegria não está em nós, mas no próprio Deus”, concluiu o padre.