Joinville: cidade da dança e das flores agora é também cidade da Comunidade Shalom

Missa abre as atividades da missão da Comunidade Católica Shalom na maior cidade do estado de Santa Catarina. No dia 15 deste mês chegaram os primeiros missionários na maior cidade do estado de Santa Catarina. Depois de muitas expectativas o sul do país terá duas novas missões. A capital onde a comunidade já está há quase 10 anos e agora Joinville. Hoje dia 26 de setembro as 19h30 na Paróquia Nossa Senhora Medianeira acontece a Missa de abertura da nova missão. Presidida pelo bispo Dom Irinei Roque Scherer, a celebração marca um novo tempo na evangelização da Diocese. Para Mônica de Morais Correia responsável local o rema deste tempo “é preciso que o grão de trigo morra para dar frutos, nesta terra de missão é onde queremos permanecer em Deus e nos consumir inteiramente.” A casa comunitária é composta por cinco missionários: Aline Mari de Araujo Aragão (Fortaleza), Luciano da Silva Pedroza (Patos-Paraiba) Bruno Soares de Almeida Pereira (Fortaleza) Regina Maria De Almeida (São Paulo) e Mônica de Morais Correia (São Paulo).   Jean Ricardo

Palestra no Encontro Geral da Obra aborda “unidade e missão”

Obra Shalom é o conjunto da ação evangelizadora realizada pela Comunidade e os seus frutos. Dela fazem parte membros dos grupos de oração, das comunidades de Vida e de Aliança e cada pessoa que é alcançada por essa ação. Segundo a cofundadora da Comunidade Shalom, Emmir Nogueira, a unidade entre os membros reunidos em grupos de oração, células e casas comunitárias só é mantida através da oração e da adesão à Palavra de Deus e ao Carisma Shalom. Ela palestrou ontem (15) no Encontro Geral da Obra, em Fortaleza, sobre o tema “família espiritual”. Leia mais sobre o evento clicando aqui. “Como fortalecer os laços de unidade, de amizade espiritual? Só convivências não resolvem, nem na família de sangue nem na família espiritual. Isso até ajuda, é uma alavanca, mas são laços de amor e de amizade que precisam ser desenvolvidos”, enfatizou. “Nosso Carisma nos foi dado em uma nova família. Enquanto Moysés se ajoelhava aos pés de João Paulo II, nós também nos ajoelhávamos com ele. Muitas pessoas estavam lá no Castelão e não se conheciam, mas eram uma nova família”, afirmou, recordando o encontro do fundador do Shalom, Moysés Azevedo, aos 20 anos, com o papa João Paulo II. Nesse dia, 9 de julho de 1980, dois anos antes da fundação da Comunidade, ele entregou carta ao pontífice, expressando desejo de ofertar vida e juventude pela evangelização da humanidade. “O nosso DNA tem em si uma vida ofertada. Ofertar tudo pela evangelização, mas dá tudo o que tem por amor, uns pelos outros. Esse teu irmão sentado à tua frente e do teu lado no grupo de oração, precisa de tudo o que você é e tem e ele precisa te dar tudo o que ele é e tem. O princípio da Comunhão de Bens é dar tudo o que tenho e o que sou. Quem não dá sua Comunhão de Bens, como dará a sua vida? O maior bem do Pai é o Seu Filho, como Ele, que nos deu o seu Filho, não nos daria também os demais bens?”, completou. Na Comunidade Shalom, os membros da Comunidade de Vida e de Aliança devem direcionar 15% de seus rendimentos para ações de evangelização e de promoção humana realizadas pelo Shalom. “Ser uma só família no Coração Imaculado de Maria. Nós queremos uma só coisa: ter um coração inflamado de amor por Jesus, o Amor Esponsal. Isso também faz parte do nosso DNA. Não somos chamados a viver uns com os outros com laços carnais, somos chamados a viver laços do Evangelho, a ter olhos de caridade, ouvidos de caridade. Mesmo que eu nunca mais veja o meu irmão, nós estamos ligados por laços espirituais”, concluiu. Emanuele Sales Confira também: Moysés Azevedo: “Está no DNA da família Shalom não viver mais para si mesma” Emmir Nogueira: “O Pai do Céu nos gerou uma nova família”  

Moysés Azevedo: “Está no DNA da família Shalom não viver mais para si mesma”

Como família, partir em busca do homem necessitado do amor e da misericórdia de Deus, trilhando o Caminho da Paz e ofertando a própria vida nesta via de e para a felicidade. Esta foi a mensagem central da palestra do fundador da Comunidade Católica Shalom, Moysés Azevedo, na manhã de hoje (15) no Encontro Geral da Obra Shalom, em Fortaleza. Com o tema “Somos uma família”, o evento reúne cerca de 8 mil membros de grupos de oração e das Comunidades de Vida e de Aliança da região da capital cearense. “Nós, família espiritual Shalom, temos uma característica, um DNA espiritual, que é a misericórdia, é este Caminho da Paz: um caminho de contemplação, de unidade e de evangelização. Está no nosso DNA a unidade, estarmos juntos, porque é aí onde Cristo Ressuscitado se manifesta. Está também a evangelização: o nosso olhar deve voltar-se para Deus e para os outros, não para nós mesmos. Está no DNA da família Shalom não viver mais para si mesma, e descobrir que esta é a fonte da Paz e da Felicidade. Sabe qual é o maior problema? Viver para mim mesmo! Assim, vou acolhendo cada vez mais o dissabor de uma vida perdida”, afirmou Moysés. Frutos e fonte de misericórdia Ao fundamentar sua pregação no Evangelho de João 20, 19-23, em que se baseia o Carisma Shalom, e nos discursos do papa Francisco, Moysés explicou que a Paz, Shalom, é fruto da misericórdia divina. Por amor e gratidão a Deus misericordioso que salvou seu povo, homens e mulheres partem em missão para anunciar “a graça que já não podem conter”. “No dia da Exaltação da Santa Cruz, ontem, o papa Francisco dizia: ‘Cruz de Cristo, ninguém pode se aproximar desta cruz senão de joelhos, com oração e lágrimas, cheio de gratidão’. Que Deus é esse, que de tão bom, estendeu sua mão sobre mim, tomou os meus pecados sobre si, redimiu-me, abraçou-me, beijou-me e restituiu a minha dignidade de filho? Por isso o salmista diz: Eterna é a sua misericórdia! Esta misericórdia tem de ser transmitida, porque é grande demais”, afirmou. Ele recordou as palavras do papa emérito Bento XVI em 2012 para a Comunidade, que recebia a aprovação definitiva de seus Estatutos: “Sejam alegres instrumentos do amor e da misericórdia de Deus”. “A Cruz nos deixa um bem que ninguém pode tirar: o amor de Deus por cada um de nós, como nos diz o Papa Francisco. Jesus, com sua humanidade, vem até nós, ovelhas presas em espinheiros, e nos traz sobre seus ombros, nos seus braços. É um amor tão grande que entra no nosso pecado e nos perdoa. Na Cruz de Cristo está todo o amor de Deus, a sua imensa misericórdia. A justiça de Cristo é tomar sobre si as nossas dores e nos dar a sua graça para superarmos o pecado, como um povo”, destacou. Emanuele Sales

Shalom na Hungria: animação no reencontro da JMJ

Na cidade de Pécs, lado ocidental da Hungria, a Conferência do Bispos realizou um evento para a juventude de todo o país durante os dias da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 (JMJ), em especial para quem não pôde participar do encontro no Brasil. A Comunidade Shalom além de levar para o Rio de Janeiro um grupo de 14 jovens húngaros, atuou neste evento em Pécs   O evento teve a participação de 1200 jovens que, através de vídeo, acompanharam as celebrações junto ao Papa na Praia de Copacabana no Rio de Janeiro. No domingo, 8 de setembro, foi realizado em um bar, no centro de Budapeste, o reencontro dos jovens que foram para o Rio e daqueles que ficaram na Hungria e participaram desta expressão de fé. A equipe do comshalom.org conversou com Carolina Costa, direto de Budapeste, para saber mais sobre o que aconteceu. Como foi a JMJ para a missão de Budapeste? Carolina: Aqui na Hungria teve uma JMJ para os húngaros em uma cidade chamada Pécs, onde tivemos um papel fundamental, já que somos brasileiros. Além de termos feitos vários shows com músicas do Missionário Shalom e do Alto Louvor, cantadas pelos húngaros em português, fizemos a coreografia de um flash mob que reapresentamos no centro de Budapeste neste último sábado. Depois, aconteceu o reencontro que trouxe também jovens desse outro evento, além de ter reunido quase todo o grupo húngaro que foi para o Brasil participar da verdadeira JMJ. Houve também a presença de jovens novos, que não participaram de nenhum dos encontros, mas foram “atraídos” pelo show brasileiro que reapresentamos na festa. Participaram do reencontro cerca de 60 jovens. O que ficou mais forte para os jovens húngaros que tiveram a oportunidade de viver a JMJ Rio 2013? Carolina: Para alguns, a acolhida da Comunidade Shalom na pré-jornada em Fortaleza foi muito marcante. Para outros, a cultura brasileira e a alegria própria do povo fez uma grande diferença na vida deles. Aconteceu um reencontro? Carolina: Aconteceu uma festa no domingo, 8 de setembro. Iniciamos com uma discoteca e uma reapresentação do flash mob, depois relembramos o encontro de Pécs (a JMJ húngara). Teve um jogo com perguntas sobre o encontro e aula de dança típica húngara, já que este foi o programa de todas as noites em Pécs. Além da discoteca, teve bate-papo, evangelização e depois foi o momento de apresentarem como foi a JMJ no Brasil. Cada um teve a oportunidade de mostrar suas fotos e dar seu testemunho e também ensinaram a coreografia do flash mob que foi dançado para o Papa. Ao final, houve um show com o ministério de música da missão Shalom de Budapeste, o mesmo apresentado em Pécs. A JMJ passou e os jovens? Carolina: Alguns que não participam da obra Shalom e foram para o Brasil, infelizmente não desejam caminhar com a Comunidade por diversos motivos, como por exemplo, morar em outra cidade ou país, mas têm o desejo de nos visitar e, esporadicamente, participar de nossos eventos. Dos que estavam em Pécs, muitos mostraram interesse e, por isso, nesse final de semana realizaremos um Seminário de Vida no Espirito Santo (SVES). Acredito que cerca de 10 jovens participarão do retiro. Clique aqui para ver as fotos MEM

7 anos de Missão em Nazaré – Israel

No último domingo, dia da Natividade de Maria, tivemos a alegria de celebrar os sete anos da missão de Nazaré e com este evento contemplarmos a fidelidade de Deus no cumprimento de suas promessas a nosso respeito, no crescimento em sabedoria, idade e graça, como o Verbo Encarnado, na vida oculta em Nazaré. Como disse Papa Paulo VI em sua visita a este lugar : “Nazaré é a escola onde se começa a compreender a vida de Jesus, a escola do Evangelho. Aqui se aprende a olhar, a escutar, a meditar e penetrar o significado, tão profundo e tão misterioso, dessa manifestação tão simples, tão humilde e tão bela, do Filho de Deus. Talvez se aprenda até, insensivelmente, a imitá-lo. Aqui se aprende o método que nos permitirá compreender quem é o Cristo. Aqui se descobre a necessidade de observar o quadro de sua permanência entre nós: os lugares, os tempos, os costumes, a linguagem, as práticas religiosas, tudo de que Jesus se serviu para revelar-se ao mundo. Aqui tudo fala, tudo tem um sentido. E com esta graça temos aprendido as três  lições de Nazaré. Primeiro, uma lição de silêncio, essa admirável e indispensável condição do espírito. O silêncio de Nazaré ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres. Ensina-nos a necessidade e o valor das preparações, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração que só Deus vê no segredo. Uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, sua comunhão de amor, sua beleza simples e austera, seu caráter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré o quanto a formação que recebemos é doce e insubstituível: aprendamos qual é sua função primária no plano social. Uma lição de trabalho. Ó Nazaré, ó casa do “filho do carpinteiro”! Aqui compreender e celebrar a lei, severa e redentora, do trabalho humano; aqui, restabelecer a consciência da nobreza do trabalho; aqui, lembrar que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas que sua liberdade e nobreza resultam, mais que de seu valor econômico, dos valores que constituem o seu fim. “ Celebramos um tempo novo de evangelização e de florescimento da Obra Shalom. Celebramos ainda a crescente difusão do Carisma através do cotidiano de um trabalho simples e escondido. Aqui, somos testemunhas do tempo, kairós de Deus. E nas mãos de Maria só nos resta a gratidão.

Na simplicidade de Jesus, Maria e José

“Aqui se aprende a olhar, a escutar, a meditar e penetrar o significado, tão profundo e tão misterioso, dessa manifestação tão simples, tão humilde e tão bela, do Filho de Deus.  Talvez se aprenda até, insensivelmente, a imitá-lo.”  (Papa Paulo VI em Nazaré, 5 de janeiro de 1969)     Minha história com Nazaré começou em Janeiro de 2012, quando após um periodo de dois anos em Missão na Inglaterra senti que Deus me pedia mais e então tendo manifestado esse desejo à Comunidade fui enviada para a Missão de Nazaré em Israel. Passei exatos 1 ano e 3 meses em missão alí, verdadeiramente no ventre de Maria, na Escola do Evangelho, como nos disse o Papa Paulo VI; onde se aprende três grandes lições: o silêncio, o valor e a dignidade do trabalho, e a importância dos laços familiares. Em Nazaré, o silêncio e a presence de Maria são evidentes, e a confiança e fidelidade de São José são reconfortantes, e a vida escondida da Sagrada Família e do Filho de Deus nos intriga a todo momento nos levando a meditar nos desígnios de Deus para  nós e para a humanidade. A vida na Missão é muito simples: trabalhamos (muito) para guardar a Basílica da Anunciação e levar os milhares de visitantes que passam por alí todos os dias a terem uma experiência com o Verbo de Deus que se fez Carne. Uma dimensão muito forte nesse trabalho é termos contato com diversas culturas, muitas vezes nos vemos aprendendo pequenas frases e expressões nas mais diferentes línguas, no intuito de melhor acolher os peregrinos e o mais importante: vemos o “rosto de humanidade” e escutamos o seu grito por evangelização, Pela prodigiosa providência de Deus, hoje contamos com uma Obra onde podemos tocar a vida dos jovens árabes e cumprir nossa missão de anunciar a paz a todos os povos. Os jovens locais nos constrangem com sua atenção, dedicação, sede de Deus e nos leva nos  comprometermos mais com o anúncio de Cristo e da paz em uma terra tão marcada pela guerra. Em Nazaré eu cheguei atraída pela Virgem Maria e saí encantada com a vida, a fidelidade, a prontidão, a disposição, a entrega, a confiança, a perseverança, a fé e a vida de São José. Pude colher de São José que não importa o que planejamos para nossas vidas, se Deus nos pede, vale a pena, e que só mesmo a vontade de Deus vale a pena, que se nos entregarmos a Deus inteiramente, e formos fieis ao seu plano, à sua voz, estaremos realizando o feliz designio de Deus para nós e para aqueles que Ele desejar alcançar através de nossas vidas e de nossa pequena oferta. Aprendi que viver o ordinário na vontade de Deus é a melhor forma de ser feliz. Para uma consagrada, foi um privilégio muito grande ser missionária na terra onde Deus mesmo escolheu ser missionário e anunciar por primeiro a Boa Nova e fui, como Jesus, iniciada – sim, depois de 8 anos como membro da Comunidade Shalom, foi alí mesmo que fui iniciada nos mistérios do Evangelho, segundo as três lições de Nazaré. Quando depois de dois anos em missão percebi que Deus me pedia mais um período, não consegui compreender, e, sentia muita vontade de voltar para a vida normal de Comunidade de Aliança, nos nossos esquemas humanos, seria o mais lógico a se fazer; mas depois de Nazaré eu aprendi que Deus é assim: Ele tem planos que nos parece loucura ou ilógicos, mas devemos sempre cumpri-los, pois o resultado é sempre melhor do que esperamos e do que planejamos. Não consigo hoje imaginar minha vida sem a experiência de Nazaré. Há um mês encerrou-se o meu tempo de Missão e estou de volta à minha missão de origem: Teresina. O primeiro desejo, seria de ficar para sempre alí no Ventre de Maria a contemplar seu silêncio fecundo e aos pés de São José bebendo de sua fidelidade; mas ,como o Pp. Paulo VI também expressou: “Estamos apenas de passagem. Temos de abandonar este desejo de continuar aqui o estudo, nunca terminado, do conhecimento do Evangelho” e mais uma vez seguir a voz de Deus que me envia, no entanto, hoje posso sentir ecoar em mim as palavras de Maria: “faça-se em mim segundo sua palavra” na certeza de que “a Deus nada é impossível” e essa foi a melhor lição desses três anos e meio em missão.

Partir em missão: um mandato vocacional

  No dia 26.08, Rafael Santos membro da Assistência Missionária de Fortaleza /CE, esteve na missão de Salvador/BA falando à Grande Comunidade sobre a missão e razão de ser da Assistência Missionária . Rafael explanou sobre a necessidade de missionários em diversas missões do mundo através de dados numéricos apresentados à Comunidade, motivando e promovendo a missionariedade da Comunidade de Aliança. “O carisma da Comunidade Shalom, é por si mesmo um carisma missionário. É inerente a ele o partir em missão. É um mandato vocacional que não cabe somente à Comunidade de Vida, mas também à Comunidade de Aliança, e a todos que são Shalom”. Disse Rafael. No final da motivação escutamos o testemunho de Luciana Perdigão acerca da vida missionária da Comunidade de Aliança. “Cheguei aqui há um ano atrás uma pessoa, e hoje com certeza sou outra mulher. A missionariedade mudou a minha vida!” disse Luciana em seu testemunho. Luciana Perdigão veio para Salvador no ano passado (2012) como jovem em missão e ingressou na Comunidade de Aliança em abril deste ano aqui. Seu tempo de missão termina em setembro, mas Luciana ficará em Salvador  até o final do Halleluya que acontecerá em novembro próximo.

Para Haifa? Venha você também

  O   amor e as surpresas de Deus.   Meu nome é Thiago Victor, tenho 27 anos e sou consagrado na     Comunidade da Católica Shalom na sua dimensão de Aliança. Tendo   concluído o curso de graduação em Direito na Universidade Federal da Bahia, senti o chamado do Senhor para ir em missão e, quando consultado pela Comunidade, aceitei imediatamente ser enviado a Haifa, Israel. Como muitas pessoas, eu sonhava em ser enviado para um lugar especifico, mas não manifestei esse desejo ao Governo Geral, só a Deus e a alguns próximos. Fui surpreendido pelo Senhor, meus planos eram muito mesquinhos e medíocres perto do Dele. Eu deixei a minha terra pelo Senhor e Ele me deu a terra Dele! Parecia um sonho, jamais imaginei ser enviado para Haifa onde estou há 3 anos. Deste tempo no qual estou em missão, das muitas coisas que o Senhor me deu, quero partilhar apenas duas coisas: o amor ao povo e as surpresas de Deus. Quando cheguei na Terra Santa, sonhava em aprender o hebraico, pois afinal era a língua original do povo judeu, do qual Jesus fazia parte. No entanto, Deus, cuja pedagogia é dar-me o melhor e não o que quero, me pediu para aprender o árabe. Lembro-me, como se fosse hoje, diante de todas as minhas dificuldades pessoais em adaptar-me ao povo, o pedido que Deus fez-me em oração. Como participava, ainda como ouvinte, dos dois grupos de oração da missão, estando eu reunido com eles, em meio ao louvor, pude sentir um pouco do grande amor que Deus tinha por aquele povo e Dele ouvi a voz que me dizia: “Esse povo precisa ser amado, precisa de pessoas que o amem”. Depois disso, minhas resistências foram quebrando-se pouco a pouco até o amor de Deus unir-me a estes Seus filhos de tal forma que hoje não existe mais o “eles e eu”, existe o “nós”, sou um árabe, embora nascido no Brasil! Hoje posso dizer que evangelizar é amar, é ser um com aquele que evangelizamos. Esse foi exemplo dos santos: a Virgem Maria, são Francisco e tantos outros, mas em especial queria referir-me a São José. O que fez dele santo? O amor. Ele amou a Virgem, a Jesus e a Vontade de Deus. Simples e profundo amor. Também foi o infinito amor de Deus que me surpreendeu. Com dois anos de missão, por diversas realidades, Deus, através da Comunidade, pediu-me que ficasse mais um ano, além dos 3 anos do discernimento inicial. Foi e tem sido um grande desalojamento interior, pois sempre estive no comando da minha vida, entretanto, tudo mudou. No dia 24 de agosto de 2014 iniciei o meu quarto ano de missão, não sei o que virá pela frente, a minha vida está nas mãos do Senhor, pois tenho experimentado que a Sua Vontade é o melhor lugar. Por isso gostaria de concluir dizendo a todos: Não tenham medo de amar, não tenham medo da vontade de Deus. Deixe supreender-se por Ele, não se apegue demais aquilo que você já conquistou em nível espiritual ou humano, Deus tem sempre respostas novas aos anseios nossos e do mundo. Nunca esqueçamos que “o melhor de Deus ainda está por vir”. Um grande abraço a todos Salam el-Massih, a Paz de Cristo!

Moysés fala sobre o novo comshalom.org

A equipe do Portal Shalom recebeu a visita do fundador da Comunidade, Moysés Louro de Azevedo Filho, para os últimos ajustes antes do lançamento do novo comshalom.org. Gostaríamos de partilhar com vocês esse bate-papo que nos impulsiona a partir em missão para o “continente digital”. As motivações para estar presente também no mundo digital… O apelo de Jesus: ide e evangelizai a todos os povos, todas as nações. O apelo do Papa Francisco que nos convida como Igreja a sair e a não sermos simplesmente um lugar de acolhimento. Com as características da Igreja: ela acolhe, ela é mãe, mas sobretudo, ela vai ao encontro. A Cultura do Encontro… O Papa Francisco tem insistido muito sobre a cultura do encontro porque como podemos ver no Evangelho, Jesus está sempre se encontrando com alguém. O coração de Deus tem um desejo, um anseio muito grande de se encontrar: se encontrar com cada um de nós, se encontrar com o seu povo, e sobretudo, com as periferias existenciais. Isso nós podemos fazer muito neste mundo digital. Como Comunidade… Nós que somos chamados, convocados e enviados por Cristo e na Igreja para sair, partir, para evangelizar, não podemos deixar de ter uma presença forte, decisiva, também nesse ambiente. Presença que não é simplesmente auto referencial, mas que tenha um olhar para a humanidade, para os jovens, para os homens e mulheres do nosso tempo, um olhar para o homem do novo milênio. O homem do novo milênio… Este homem do novo milênio nós o encontramos em muitos lugares e por isso a Comunidade está presente em muitos lugares. Este homem se encontra no coração das cidades, nas praias, nos ambientes da cultura, do esporte, e se encontra também nessa dimensão que chamamos Internet, onde estão presentes não apenas os jovens, mas muitas pessoas. A presença da Comunidade Shalom no mundo digital… A Comunidade já estava presente neste continente digital, mas o novo portal é exatamente o desejo de sermos a face da Comunidade que como Igreja vai ao encontro das pessoas onde elas estiverem. Vai ao encontro dos jovens, dos homens e mulheres, dos internautas: pessoas que estão navegando na internet e que precisam ouvir a Cristo, ver a face de Cristo; precisam da presença da Igreja, da presença da Comunidade. “O portal é como se fosse um Centro de Evangelização dentro deste mundo digital”. Moysés Azevedo O portal é como se fosse um Centro de Evangelização dentro deste mundo digital, onde os missionários estão presentes de forma nova, criativa, com uma intuição nova que leva o mesmo e único Evangelho de Jesus Cristo ontem, hoje e sempre. Leva o Evangelho para aqueles que estão longe de Cristo e longe da Igreja. O que a Comunidade Shalom deseja com o novo portal? Deixar que o Espirito Santo de Deus nos atualize para que neste mundo digital possamos alcançar os jovens, os homens e as mulheres que transitam neste mundo digital e estão longe de Cristo e da Igreja. Que este portal seja como um mediador para que as pessoas possam, de uma forma ou de outra, conhecer mais e conhecer melhor a Cristo, a Igreja e a Comunidade; que favoreça o encontro com Jesus Cristo através de uma notícia, do aconselhamento online, e etc; que conduza àquele encontro indispensável que acontece entre duas pessoas em um Centro de Evangelização, na Paróquia, em algum evento, para que a Obra de Deus também possa acontecer na vida deles. Nós queremos fincar a bandeira do Evangelho de uma maneira mais bela, mais positivamente atraente para os jovens, para os homens e mulheres que estão transitando neste mundo digital, para que eles possam ver brilhar a luz de Cristo, a luz do Evangelho, a luz da Igreja e ali parem e se alimentem com experiências de fé que contribuam para despertar e alimentar a fé de todos que pelo portal passarem. Os membros da Comunidade Shalom são convocados a partir em missão para esse “novo continente”? Eles já estão em missão e devem sentir-se cada vez mais através do Portal da Comunidade. Convocados para a missão nesse grande mundo, nesse grande continente digital. Todos nós quando somos convidados a evangelizar, não escolhemos onde vamos evangelizar. É o Senhor que nos impulsiona de acordo com a necessidade. Nós sabemos que neste mundo digital encontramos de tudo: coisas positivas e, as vezes, coisas negativas. Por isso nós precisamos ser uma presença: presença da Boa Nova, presença do Evangelho, presença do coração misericordioso de Cristo neste espaço. E para que a Comunidade seja isso é preciso que cada missionário, cada irmão, cada membro da Comunidade possa aderir a esta convocação de Evangelização neste mundo digital.  

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