Deus nos consagrou em vista de um povo

Fazemos parte da Comunidade Católica Shalom há 16 anos e somos membros com promessas definitivas no Carisma desde este ano de 2013. Por volta de 2002, sentimos o desejo de imigrar para o Canadá. Naquela época somente havia os “Amigos do Shalom” em Toronto, e a realidade da imigração era ainda um caminho não muito claro, nem para nós, nem para a Comunidade. Ao colocar nossa intenção para o Conselho Geral da Comunidade, só sabíamos que Deus nos chamava a partir, a ajudar de alguma forma os “Amigos do Shalom” e a viver esse novo com o espírito missionário, mas mantendo a vivência da vocação sob a forma de Comunidade de Aliança. Tudo era novo e não muito claro, tanto para nós quanto para as autoridades. Lembro-me de uma conversa em que Emmir Nogueira nos dizia “mas a Comunidade não tem como sustentar vocês lá!”. E nós prontamente dissemos: “Sabemos disso! Iremos continuar a viver como Comunidade de Aliança”. Como se tivéssemos alguma certeza do que nos esperava. Não tínhamos nada garantido, nada! Nem casa, nem carro, nem trabalho, nem amigos, nem uma missão ou estrutura organizada, nada! Estávamos trocando uma vida completamente estável em todos os níveis por uma incerteza. Mas, Deus tinha suscitado e loucamente ou ingenuamente ou arriscadamente, dissemos sim. Demos, então, entrada no processo de imigração e partimos três meses depois, assim que obtivemos o visto, em outubro de 2004. Somente agora ao escrever este testemunho me dei conta que outubro é considerado um mês missionário, terá sido uma “coincidência?” Participar da fundação de uma missão é algo desafiante e, ao mesmo tempo um privilégio que não se esquece, uma oportunidade de ter o nosso sim questionado, provado, fortalecido e renovado. “O mundo precisa de paz”, diz uma antiga canção. “O mundo” precisa de pessoas novas, famílias novas, profissionais novos… Certa vez, numa oração comunitária, Deus nos dizia que a missão da Comunidade Shalom se dava como um quebra-cabeça em que as peças iam sendo colocadas aos poucos e havia peças que iram ser colocadas somente pelos irmãos da Comunidade de Aliança. Enquanto nós não as puséssemos os espaços ficariam vazios, o quebra-cabeça inacabado. Meu Deus! Misericórdia! Dá-nos amor, coragem e paresia! Através da imigração, tivemos a oportunidade de continuar a viver a nossa forma de vida, sendo testemunho no mundo secular. Tínhamos o desejo, mas também o medo estava presente, mas a gente foi vivendo como se ele não existisse. Deus em sua fidelidade e bondade cuidou de tudo para nós. Aqui ganhamos novos amigos, família, nossa filha, estudo, trabalho, estabilidade, adaptação à nova língua e cultura, e, principalmente, maturidade vocacional. O Canadá ainda é um país que oferece muitas oportunidades para quem busca aproveitar-se delas. Existe a possibilidade e assistência por parte do governo, de associações para as famílias e jovens recém-imigrantes. A Comunidade em Toronto, por sua vez, hoje se encontra bem mais estruturada e adaptada, o que sem dúvida ajuda muito os novos irmãos que vão chegando. Acredito ser este um tempo favorável para que muitos se inquietem e questionem a esse respeito, colocando-se abertos para a evangelização de outros povos. Somos gratos, por Deus ter confiado em nós, ter nos chamado e ter nos dado a graça de tentar ser fiel a sua voz. Deus nos consagrou em vista de um povo, e esse povo, para nós hoje, são os canadenses. Que Maria interceda por nosso sim, seja aonde for.   Andrea e Alex Reis Missionários da Comunidade de Aliança em Toronto, Canadá Clique aqui e assista mais sobre este testemunho

“Só o amor explica a missão”

“Sejam alegres instrumentos do amor e da misericórdia de Deus” (Bento XVI) Inicio com esta frase do nosso querido Papa emérito Bento XVI, para assim testemunhar a minha experiência neste tempo na Escola de Evangelização. Meu nome é Marianna, sou natural de Belo Horizonte(MG). Atualmente sou vocacionada e jovem em missão e moro na Escola de Evangelização Shalom São Felipe Néri em Fortaleza (CE). Vivo neste tempo, de forma especial, uma experiência intensa com a misericórdia de Deus. A sua misericórdia que me resgatou e me trouxe em missão e assim alcançada por ela sou enviada a evangelizar pela misericórdia. A nossa missão como Escola de Evangelização, como o nome já diz, é evangelizar, anunciar o Cristo Ressuscitado que passou pela cruz aos  Tomés de hoje. Como o nosso fundador, Moysés Azevedo, diz: é preciso ter uma sadia inquietação diante do sofrimento da humanidade, e assim não paralisarmos em nós mesmos,mas com alegria, partilhar o nosso grande tesouro. Vivemos como Comunidade de Vida em um período de sete meses. Nossas manhãs são dedicadas à oração e formação, nossas tardes e noites são de apostolado que é a evangelização porta a porta, onde de dois a dois somos enviados a determinadas áreas de evangelização para acompanharmos (com oração e transbordamento dos dons do Espírito) as casas destas áreas durante todo o período da escola. Como evangelizadores, somos enviados não para doutrinar, mas alcançados pela misericórdia de Deus, somos chamados e enviados a sermos portadores deste coração misericordioso, levando as pessoas a terem uma  experiência concreta com o amor de Deus. O tempo na Escola para mim tem sido um tempo de grandes graças, onde vou sendo mergulhada de forma muito intensa no mistério da vida Trinitária de comunhão, serviço, oferta e unidade, experimentando da fidelidade, amor, cuidado, providência e intervenção de Deus. Tempo fecundo de experiência com Deus, que reflete no amadurecimento espiritual, humano e vocacional; tempo de escuta e resposta à vontade de Deus; tempo feliz onde vou experimentando da gratuidade do amor de Deus por mim e ardentemente vou desejando partilhar este amor. Diante do pedido do Senhor ‘Ide e fazei discípulos em todas as nações’, não há outra resposta (quando alcançados por este amor), se não responder ‘Eis-me aqui , envia-me Senhor!’. Se você, assim como eu, foi alcançado por este amor e tem um coração inquieto no desejo de ir em missão e partilhar este amor, não tenha medo, pois é caminho de e para a felicidade. E o Senhor espera pela sua resposta. Sede generosos e Deus lhes recompensará com a felicidade eterna. Shalom! Marianna Júlia (Jovem em missão e vocacionada à Comunidade Católica Shalom) Quer ofertar um ano de sua vida na evangelização? Para saber mais sobre Jovem em Missão, clique aqui.

Teresinha, plena luz

“Os santos foram contemplados como as estrelas do Céu, entorno a Jesus, Sol de Justiça e ‘Estrela radiosa da manhã’ (Ap. 22,16), com as duas estrelas mais próximas e mais luminosas que são Maria e José”, ensina o padre François-Marie Lethel. A afirmação se refere também à Santa Teresinha do Menino Jesus, cuja vida é objeto de estudo do sacerdote francês. “Santa Teresinha, doutora da Igreja, a plena luz do amor de Jesus. Esta expressão, a plena luz do amor de Jesus, vem da carta Lumen Fidei do papa Francisco e simboliza a teologia dos santos”, afirma. Santa Teresinha, em sua intercessão pelos grandes pecadores, pediu a Deus que a atraísse ao Seu amor e dela fizesse instrumento para alcançá-los. Ela sempre acreditou que o amor e a misericórdia de Deus eram capazes de salvar mesmo aqueles que tivessem cometidos os “piores crimes”, os maiores pecados. Em sua união com Deus através da oração e da oferta de pequenos sacrifícios, viveu o amor esponsal a Jesus Cristo desde muito jovem, “tornando-se plena luz do amor de Jesus”, como ensina padre Lethel. Aos 15 anos, ingressa no Carmelo, sua casa até a morte, aos 24 anos, vítima de uma enfermidade pulmonar. “Eis a minha oração: peço a Jesus que me atraia às chamas do seu amor, que me uma tão estreitamente a Ele que seja Ele quem viva e aja em mim. Sinto que quanto mais o fogo do amor abrasar meu coração, mais repetirei: ― ‘Atraí-me’. Mais as almas se aproximarem de mim (pobres pequenos escombros de ferro inúteis, se eu fosse afastada do braseiro divino), mais rápido correrão em direção ao odor dos perfumes do seu Bem-amado”. Santidade e missão, chamado para todos os homens A “Dança cósmica dos santos e anjos”, do beato Fra Angelico, apresenta anjos e santos que se dão as mãos. Diferentes um do outro, os personagens representados podem ser comparados a homens e mulheres, distintos em cultura, região geográfica, temperamento, mas todos chamados à santidade, segundo padre Lethel. Ele afirma que todos os batizados são chamados por Deus a fazer essa experiência de “dar as mãos”. “Santa Teresinha soube dar o melhor de sua vida pra Deus, até a morte. O que ela teria a ver com missão, já que era religiosa reclusa, uma carmelita? Mesmo sem que percorresse geograficamente os lugares, ela teve profunda experiência de ‘espiritualidade geográfica’. Mesmo sem sair de determinado espaço, percorreu vários lugares das terra através de sua intercessão”, afirma Rafael Silva, membro da Assistência Missionária do Shalom. Intercessora no céu O livro A História de Uma Alma reúne manuscritos autobiográficos de Santa Teresinha do Menino Jesus dedicados a suas irmãs Madre Inês de Jesus e Maria do Sagrado Coração, que também eram religiosas carmelitas, e a Madre Maria de Gonzaga, priora do Carmelo. A telefonista Silvania Chagas afirma que a leitura de A História de Uma Alma a conduziu em uma experiência de maturidade humana e espiritual. “À medida que eu lia a história de Santa Teresinha, identificava-me com ela e Deus foi me dando a graça de viver intensamente a vida de oração, de amizade com Ele, de cura interior. Eu que me sentia como criança em vários aspectos, experimentei da graça de Deus que nos torna maduros”, conta. Foi durante uma confissão que a Natássia Pinho, advogada e missionária da Comunidade de Aliança Shalom, foi recomendada a leitura dos manuscritos da santa, há três anos. “O padre que me atendeu pediu que eu lesse A História de Uma Alma. Até o ano passado, o livro estava engavetado, até que surgiu o interesse em ler. Experimentei, então, intensamente, a fé e a misericórdia de Deus. Santa Teresinha é uma grande mulher que descobriu a infância espiritual, a juventude, que não depende de idade ‘cronológica’. Isso me tocou bastante”, afirma. Emanuele Sales

Fim de semana missionário em Londres

“Pela Igreja, pelos jovens, pelos homens…” Nos últimos dias 28 e 29 de setembro, a Comunidade Católica Shalom em Londres, Inglaterra, participou de mais uma Jornada Missionária. Os missionários puderam andar pelas ruas do bairro Hackney, nordeste de Londres, batendo às portas na vizinhança da paróquia de Santa Monica. A cada porta, puderam oferecer uma palavra de paz e de bênção além de convidar as pessoas a terem um experiência mais profunda com Deus na paróquia local ou participando do grupo de oração para jovens. Inspirados por um amor maior que um dia os alcançou e mudou suas vidas, os missionários saíram prontos para o que quer que fossem encontrar atrás de cada porta. “Somos chamados a evangelizar e a dar de graça o que de graça recebemos de Jesus!”, disse Emanuela Cardoso, missionária da Comunidade de Aliança Shalom. Francisca Oliveira, que também é missionária, partilha sua experiência: “A evangelização porta a porta, pessoa a pessoa, é um sopro de vida e de esperança para os homens que ainda não conhecem a Deus e para nós missionários Shalom, que nascemos para anunciar o Cristo Ressuscitado, a evangelização é vida. É uma experiência que nos ressuscita”. A Jornada Missionária contou com o apoio dos Padres Agostinianos e das Irmãs Ursulinas, que juntos administram a paróquia local. Membros da Legião de Maria da paróquia também auxiliaram na intercessão e ações. Todos participaram de um momento especial de adoração diante do Santíssimo Sacramento no sábado à noite, enquanto pessoas nas ruas eram convidadas a entrar e acender uma vela por suas intenções pessoais. Ao final dos dois dias, 266 casas foram visitadas.  A Comunidade Católica Shalom é chamada a evangelizar através do anúncio explícito de Jesus Cristo, como parte de seu carisma e espiritualidade. Emanuela Cardoso Responsável local pela missão do Shalom em Londres

Precisamos de um ‘sacode’

Na sociedade, hoje, alguns se dizem diferentes, outros indiferentes, e tudo passa a ser relativo. Vivemos no tempo de uma cultura do ‘normal’, e nada mais é diferente. O ‘ser’ e o ‘viver’, para alguns, são palavras sinônimas que implicam em um só significado na vivência individual. No entanto, não é sempre que consigo viver aquilo que sou. O ser faz parte da minha identidade, não são números do meu RG, mas aquilo que é íntimo, essência, como Deus me conhece. Não caiamos no relativismo, em uma “cultura” que nega Deus, em uma cultura de morte que faz apologia ao aborto e ao suicídio, no relativismo também com relação à religião e à fé (achar que se pode professar duas ‘fés’ ao mesmo tempo) e à própria identidade de homem ou de mulher. Você é aquilo que Deus lhe fez! Só assim encontrará a verdadeira felicidade. Quando descobrimos nossa vocação, descobrimos nossa identidade, algo íntimo que Deus fez para cada um de nós, que somos chamados a ter. Assim, precisamos optar pela vivência total daquilo que Deus nos chama, cada um em sua forma de vida. Viver sem nada reter. Só vale a pena se a oferta for total, e só quem ama é capaz de se ofertar em serviço. Todos acham normal tudo no mundo, menos um jovem escolher deixar tudo para viver a radicalidade do Evangelho ou, em seu próprio dia-a-dia, testemunhar isso. Não acham normal alguém encontrar sua vocação e, assim, vivê-la, sendo celibatário, sacerdote ou optando por um matrimônio santo. Precisamos encontrar a Verdade da nossa vida. Lembro que precisamos ser firmes e persistentes no que Deus tem para nós e o único caminho é a vida de oração. Agora precisamos “ir contra a correnteza” – como disse o Papa Francisco – e não esquecer quem nos chama. Se um dia achar que sua fé está pouca lembre da experiência que Deus lhe deu com Seu amor. Só não podemos nos render aos clamores da carne e do mundo, ao mero prazer hedonista, que não tem uma fonte contínua que lhes sustentem. Deus nos dá a Fonte que nunca seca. Agora passo a ser diferente do mundo, e posso ser considerado louco em ir contra o que a sociedade apresenta como “grandes valores”. Graças a Deus, podemos ser vistos assim pois, quando pararem de nos ver dessa forma, haverá algo de errado com a vivência de nossa vocação, que implica em testemunho do Evangelho vivo e atual de Cristo. Como nos disse o Beato João Paulo II, sejamos “jovens que bebem Coca-cola, (…) jovens de calça jeans”. Devemos ser felizes por sermos católicos, professarmos nossa fé, por viver os ensinamentos da Igreja que é mãe. Felizes por ter conhecido o Ressuscitado que passou pela cruz. E sempre precisaremos de um “sacode” para poder acordar, ver que o mundo está a nossa espera e anunciar a Boa Nova: o verdadeiro “Shalom do Pai!”. Eduardo Chaves Postulante da Comunidade de Vida Shalom Garanhuns (PE)

Joinville: cidade da dança e das flores agora é também cidade da Comunidade Shalom

Missa abre as atividades da missão da Comunidade Católica Shalom na maior cidade do estado de Santa Catarina. No dia 15 deste mês chegaram os primeiros missionários na maior cidade do estado de Santa Catarina. Depois de muitas expectativas o sul do país terá duas novas missões. A capital onde a comunidade já está há quase 10 anos e agora Joinville. Hoje dia 26 de setembro as 19h30 na Paróquia Nossa Senhora Medianeira acontece a Missa de abertura da nova missão. Presidida pelo bispo Dom Irinei Roque Scherer, a celebração marca um novo tempo na evangelização da Diocese. Para Mônica de Morais Correia responsável local o rema deste tempo “é preciso que o grão de trigo morra para dar frutos, nesta terra de missão é onde queremos permanecer em Deus e nos consumir inteiramente.” A casa comunitária é composta por cinco missionários: Aline Mari de Araujo Aragão (Fortaleza), Luciano da Silva Pedroza (Patos-Paraiba) Bruno Soares de Almeida Pereira (Fortaleza) Regina Maria De Almeida (São Paulo) e Mônica de Morais Correia (São Paulo).   Jean Ricardo

Palestra no Encontro Geral da Obra aborda “unidade e missão”

Obra Shalom é o conjunto da ação evangelizadora realizada pela Comunidade e os seus frutos. Dela fazem parte membros dos grupos de oração, das comunidades de Vida e de Aliança e cada pessoa que é alcançada por essa ação. Segundo a cofundadora da Comunidade Shalom, Emmir Nogueira, a unidade entre os membros reunidos em grupos de oração, células e casas comunitárias só é mantida através da oração e da adesão à Palavra de Deus e ao Carisma Shalom. Ela palestrou ontem (15) no Encontro Geral da Obra, em Fortaleza, sobre o tema “família espiritual”. Leia mais sobre o evento clicando aqui. “Como fortalecer os laços de unidade, de amizade espiritual? Só convivências não resolvem, nem na família de sangue nem na família espiritual. Isso até ajuda, é uma alavanca, mas são laços de amor e de amizade que precisam ser desenvolvidos”, enfatizou. “Nosso Carisma nos foi dado em uma nova família. Enquanto Moysés se ajoelhava aos pés de João Paulo II, nós também nos ajoelhávamos com ele. Muitas pessoas estavam lá no Castelão e não se conheciam, mas eram uma nova família”, afirmou, recordando o encontro do fundador do Shalom, Moysés Azevedo, aos 20 anos, com o papa João Paulo II. Nesse dia, 9 de julho de 1980, dois anos antes da fundação da Comunidade, ele entregou carta ao pontífice, expressando desejo de ofertar vida e juventude pela evangelização da humanidade. “O nosso DNA tem em si uma vida ofertada. Ofertar tudo pela evangelização, mas dá tudo o que tem por amor, uns pelos outros. Esse teu irmão sentado à tua frente e do teu lado no grupo de oração, precisa de tudo o que você é e tem e ele precisa te dar tudo o que ele é e tem. O princípio da Comunhão de Bens é dar tudo o que tenho e o que sou. Quem não dá sua Comunhão de Bens, como dará a sua vida? O maior bem do Pai é o Seu Filho, como Ele, que nos deu o seu Filho, não nos daria também os demais bens?”, completou. Na Comunidade Shalom, os membros da Comunidade de Vida e de Aliança devem direcionar 15% de seus rendimentos para ações de evangelização e de promoção humana realizadas pelo Shalom. “Ser uma só família no Coração Imaculado de Maria. Nós queremos uma só coisa: ter um coração inflamado de amor por Jesus, o Amor Esponsal. Isso também faz parte do nosso DNA. Não somos chamados a viver uns com os outros com laços carnais, somos chamados a viver laços do Evangelho, a ter olhos de caridade, ouvidos de caridade. Mesmo que eu nunca mais veja o meu irmão, nós estamos ligados por laços espirituais”, concluiu. Emanuele Sales Confira também: Moysés Azevedo: “Está no DNA da família Shalom não viver mais para si mesma” Emmir Nogueira: “O Pai do Céu nos gerou uma nova família”  

Moysés Azevedo: “Está no DNA da família Shalom não viver mais para si mesma”

Como família, partir em busca do homem necessitado do amor e da misericórdia de Deus, trilhando o Caminho da Paz e ofertando a própria vida nesta via de e para a felicidade. Esta foi a mensagem central da palestra do fundador da Comunidade Católica Shalom, Moysés Azevedo, na manhã de hoje (15) no Encontro Geral da Obra Shalom, em Fortaleza. Com o tema “Somos uma família”, o evento reúne cerca de 8 mil membros de grupos de oração e das Comunidades de Vida e de Aliança da região da capital cearense. “Nós, família espiritual Shalom, temos uma característica, um DNA espiritual, que é a misericórdia, é este Caminho da Paz: um caminho de contemplação, de unidade e de evangelização. Está no nosso DNA a unidade, estarmos juntos, porque é aí onde Cristo Ressuscitado se manifesta. Está também a evangelização: o nosso olhar deve voltar-se para Deus e para os outros, não para nós mesmos. Está no DNA da família Shalom não viver mais para si mesma, e descobrir que esta é a fonte da Paz e da Felicidade. Sabe qual é o maior problema? Viver para mim mesmo! Assim, vou acolhendo cada vez mais o dissabor de uma vida perdida”, afirmou Moysés. Frutos e fonte de misericórdia Ao fundamentar sua pregação no Evangelho de João 20, 19-23, em que se baseia o Carisma Shalom, e nos discursos do papa Francisco, Moysés explicou que a Paz, Shalom, é fruto da misericórdia divina. Por amor e gratidão a Deus misericordioso que salvou seu povo, homens e mulheres partem em missão para anunciar “a graça que já não podem conter”. “No dia da Exaltação da Santa Cruz, ontem, o papa Francisco dizia: ‘Cruz de Cristo, ninguém pode se aproximar desta cruz senão de joelhos, com oração e lágrimas, cheio de gratidão’. Que Deus é esse, que de tão bom, estendeu sua mão sobre mim, tomou os meus pecados sobre si, redimiu-me, abraçou-me, beijou-me e restituiu a minha dignidade de filho? Por isso o salmista diz: Eterna é a sua misericórdia! Esta misericórdia tem de ser transmitida, porque é grande demais”, afirmou. Ele recordou as palavras do papa emérito Bento XVI em 2012 para a Comunidade, que recebia a aprovação definitiva de seus Estatutos: “Sejam alegres instrumentos do amor e da misericórdia de Deus”. “A Cruz nos deixa um bem que ninguém pode tirar: o amor de Deus por cada um de nós, como nos diz o Papa Francisco. Jesus, com sua humanidade, vem até nós, ovelhas presas em espinheiros, e nos traz sobre seus ombros, nos seus braços. É um amor tão grande que entra no nosso pecado e nos perdoa. Na Cruz de Cristo está todo o amor de Deus, a sua imensa misericórdia. A justiça de Cristo é tomar sobre si as nossas dores e nos dar a sua graça para superarmos o pecado, como um povo”, destacou. Emanuele Sales

Shalom na Hungria: animação no reencontro da JMJ

Na cidade de Pécs, lado ocidental da Hungria, a Conferência do Bispos realizou um evento para a juventude de todo o país durante os dias da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 (JMJ), em especial para quem não pôde participar do encontro no Brasil. A Comunidade Shalom além de levar para o Rio de Janeiro um grupo de 14 jovens húngaros, atuou neste evento em Pécs   O evento teve a participação de 1200 jovens que, através de vídeo, acompanharam as celebrações junto ao Papa na Praia de Copacabana no Rio de Janeiro. No domingo, 8 de setembro, foi realizado em um bar, no centro de Budapeste, o reencontro dos jovens que foram para o Rio e daqueles que ficaram na Hungria e participaram desta expressão de fé. A equipe do comshalom.org conversou com Carolina Costa, direto de Budapeste, para saber mais sobre o que aconteceu. Como foi a JMJ para a missão de Budapeste? Carolina: Aqui na Hungria teve uma JMJ para os húngaros em uma cidade chamada Pécs, onde tivemos um papel fundamental, já que somos brasileiros. Além de termos feitos vários shows com músicas do Missionário Shalom e do Alto Louvor, cantadas pelos húngaros em português, fizemos a coreografia de um flash mob que reapresentamos no centro de Budapeste neste último sábado. Depois, aconteceu o reencontro que trouxe também jovens desse outro evento, além de ter reunido quase todo o grupo húngaro que foi para o Brasil participar da verdadeira JMJ. Houve também a presença de jovens novos, que não participaram de nenhum dos encontros, mas foram “atraídos” pelo show brasileiro que reapresentamos na festa. Participaram do reencontro cerca de 60 jovens. O que ficou mais forte para os jovens húngaros que tiveram a oportunidade de viver a JMJ Rio 2013? Carolina: Para alguns, a acolhida da Comunidade Shalom na pré-jornada em Fortaleza foi muito marcante. Para outros, a cultura brasileira e a alegria própria do povo fez uma grande diferença na vida deles. Aconteceu um reencontro? Carolina: Aconteceu uma festa no domingo, 8 de setembro. Iniciamos com uma discoteca e uma reapresentação do flash mob, depois relembramos o encontro de Pécs (a JMJ húngara). Teve um jogo com perguntas sobre o encontro e aula de dança típica húngara, já que este foi o programa de todas as noites em Pécs. Além da discoteca, teve bate-papo, evangelização e depois foi o momento de apresentarem como foi a JMJ no Brasil. Cada um teve a oportunidade de mostrar suas fotos e dar seu testemunho e também ensinaram a coreografia do flash mob que foi dançado para o Papa. Ao final, houve um show com o ministério de música da missão Shalom de Budapeste, o mesmo apresentado em Pécs. A JMJ passou e os jovens? Carolina: Alguns que não participam da obra Shalom e foram para o Brasil, infelizmente não desejam caminhar com a Comunidade por diversos motivos, como por exemplo, morar em outra cidade ou país, mas têm o desejo de nos visitar e, esporadicamente, participar de nossos eventos. Dos que estavam em Pécs, muitos mostraram interesse e, por isso, nesse final de semana realizaremos um Seminário de Vida no Espirito Santo (SVES). Acredito que cerca de 10 jovens participarão do retiro. Clique aqui para ver as fotos MEM

7 anos de Missão em Nazaré – Israel

No último domingo, dia da Natividade de Maria, tivemos a alegria de celebrar os sete anos da missão de Nazaré e com este evento contemplarmos a fidelidade de Deus no cumprimento de suas promessas a nosso respeito, no crescimento em sabedoria, idade e graça, como o Verbo Encarnado, na vida oculta em Nazaré. Como disse Papa Paulo VI em sua visita a este lugar : “Nazaré é a escola onde se começa a compreender a vida de Jesus, a escola do Evangelho. Aqui se aprende a olhar, a escutar, a meditar e penetrar o significado, tão profundo e tão misterioso, dessa manifestação tão simples, tão humilde e tão bela, do Filho de Deus. Talvez se aprenda até, insensivelmente, a imitá-lo. Aqui se aprende o método que nos permitirá compreender quem é o Cristo. Aqui se descobre a necessidade de observar o quadro de sua permanência entre nós: os lugares, os tempos, os costumes, a linguagem, as práticas religiosas, tudo de que Jesus se serviu para revelar-se ao mundo. Aqui tudo fala, tudo tem um sentido. E com esta graça temos aprendido as três  lições de Nazaré. Primeiro, uma lição de silêncio, essa admirável e indispensável condição do espírito. O silêncio de Nazaré ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres. Ensina-nos a necessidade e o valor das preparações, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração que só Deus vê no segredo. Uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, sua comunhão de amor, sua beleza simples e austera, seu caráter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré o quanto a formação que recebemos é doce e insubstituível: aprendamos qual é sua função primária no plano social. Uma lição de trabalho. Ó Nazaré, ó casa do “filho do carpinteiro”! Aqui compreender e celebrar a lei, severa e redentora, do trabalho humano; aqui, restabelecer a consciência da nobreza do trabalho; aqui, lembrar que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas que sua liberdade e nobreza resultam, mais que de seu valor econômico, dos valores que constituem o seu fim. “ Celebramos um tempo novo de evangelização e de florescimento da Obra Shalom. Celebramos ainda a crescente difusão do Carisma através do cotidiano de um trabalho simples e escondido. Aqui, somos testemunhas do tempo, kairós de Deus. E nas mãos de Maria só nos resta a gratidão.

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