Membros do Shalom em Curitiba conversam hoje em chat sobre “envio missionário”

Membros da Comunidade Católica Shalom em Curitiba (PR) conversam hoje em chat no Facebook sobre “partir em missão” e a evangelização no Carisma Shalom, na capital paranaense. Adicione facebook.com/queroiremmissao e participe do bate-papo. O Shalom de Curitiba foi fundado em 15 de maio de 2000. 44 membros das comunidades de Vida e de Aliança e jovens em missão promovem ações evangelizadoras como grupos de oração, encontros vocacionais, missas, retiros de aprofundamento e formação básica sobre a doutrina da Igreja. As atividades também são desenvolvidas na área das artes e da comunicação, através do programa “Vida Melhor não há”, na Rádio Evangelizar é Preciso. Confira a página da Missão de Curitiba aqui, e saiba mais sobre horários e localização do Centro de Evangelização. A conversa acontece de 14h às 18h no perfil da Assistência Missionária. Interaja.

Missionários do Shalom em Macapá visitam Monte Dourado (PA)

Neste tempo em que a Igreja nos envia como discípulos e ministros da Paz de Jesus ressuscitado, irmãos da Missão de Macapá visitam a cidade de Monte Dourado (PA) para lançar as sementes de uma nova evangelização. A cidade de Monte Dourado fica localizada na fronteira com Laranjal do Jari no Amapá, no extremo sul do estado. De barco atravessando o Rio Jari chegamos até a cidade e lá já na mesma noite nossos irmãos se encontraram com o grupo de oração e realizaram um grande momento de louvor e oração na praça local. Nos dias que se seguiram também fizeram uma participação em uma rádio, falando sobre a Vocação Shalom e evangelizando os ouvintes do programa católico, organizado pelos próprios membros do grupo de oração. Grandes momentos de partilha e de vivência fraterna também marcaram essa iniciativa em um novo campo de missão que o Senhor nos confia. Peçamos a intercessão da Virgem de Nazaré para que as sementes lançadas nesta cidade façam brotar muitos frutos para o Seu Reino.

E se eu não tivesse mandado carta?

Quando começamos a pensar na nossa vida missionária, várias coisas vêm à lembrança. Neste momento penso: como começar a falar da minha experiência com Deus? Aos dezenove anos, tive a grande oportunidade de fazer faculdade em Natal (RN), uma cidade abençoada, onde o Carisma Shalom já tinha forte presença, mas ainda não havia me alcançado. Em um semestre em que as aulas já tinham começado, uma pessoa despretensiosamente falou-me do Shalom, dizendo-me onde ficava. Resolvi ir à missa, mas não consegui encontrar o lugar. Cerca de um mês depois, indo pra faculdade, entrou no ônibus uma moça, que olhou diretamente para mim. Senti que ela viria sentar ao meu lado, mas não tinha ideia que ela me faria um convite tão certeiro e que, finalmente, eu encontraria o caminho da felicidade! Ela começou a me evangelizar e me perguntou se eu conhecia o Shalom. Respondi que já havia procurado e que há algum tempo queria conhecer, mas não sabia onde ficava. Para minha sorte, obrigatoriamente meu ônibus passava todos os dias em frente à casa mas, como não havia nenhuma placa informando que era ali, não conseguia identificar. Ela me chamou para ir ao grupo de oração e eu fui. Desde então, não parei de ir ao Shalom. No mês seguinte, ainda em 2002, aconteceu o Renascer, retiro de carnaval promovido pela Comunidade em várias cidades do Brasil. Ali, tive minha primeira grande experiência com Deus. O mundo mudou completamente para mim, depois do Renascer. Tudo era novidade. Como poderia ter vivido tanto tempo sem aquela experiência maravilhosa? Passaram-se dois anos até que resolvi fazer o Vocacional. Fiz por dois anos. Foi um tempo em que o desafio de deixar para sempre a família atormentava meus pensamentos, mas eu não queria passar o resto da minha vida pensando: “e ‘se’ eu tivesse mandado carta? ‘Se’ eu tivesse entrado na comunidade?” Precisava tomar uma firme decisão e a graça de Deus me alcançou bravamente. Em 2006, fui em missão para Recife. Tempo de cura e de “apaixonamento” ainda maior pelo Carisma. Meus pais sofriam com a minha decisão e eu sofria por não me sentir compreendida por eles, mas posso afirmar com toda convicção: eu estava muito feliz! Sabia que apesar de todas as renúncias, estava fazendo a vontade de Deus e aquilo era o que mais importava para mim. Segui a caminhada e fui para o Discipulado da Comunidade de Vida em Quixadá. Foi um ano muito intenso, cheio de grandes descobertas, tempo de autoconhecimento, de prova das decisões. Ao final do ano, fui enviada para São Paulo. Lá pude conhecer pessoas que marcaram minha vida para sempre. Quando cheguei, me senti como um filhote de águia que é empurrado pela mãe do ninho para voar. Ou voa ou morre! Decidi voar. Em São Paulo tive a oportunidade de evangelizar em uma penitenciária de segurança máxima, junto a outras comunidades novas, às vésperas do Natal. Tornei-me amiga de um morador de rua.Conheci pessoas do mundo das artes e do futebol. Conheci pessoas que desacreditaram da religião e que afirmavam agora ter uma “relação pessoal” com Deus, sem vincular-se a nada mais, e que, no entanto, permaneciam infelizes. Coordenei várias vezes grupo de oração com apenas um participante, que perseverava e era grato por perceber na minha vida a determinação e o cuidado de Deus por sua vida. Descobri que verdadeiramente há mais alegria em dar que em receber. Pude sair de mim de várias formas, superar meus medos e minhas limitações. Não me tornei uma “super missionária”, mas uma mulher mais decidida pela vontade de Deus. Saindo de São Paulo, fui enviada para Aquiraz. Hoje moro na Diaconia Geral, sede da Comunidade Shalom. Conviver com Moysés, nosso fundador, ser olhada por ele nos olhos, ouvir a voz de nossa cofundadora, Emmir, e por ela ser orientada em momentos difíceis, ver e ouvir ao vivo pregações e discernimentos para o rumo da Comunidade são bênçãos que temos na “terra da Paz”. Aqui nesta terra, abracei o celibato, estado de vida que Deus escolheu para mim, e a cada momento vou entendendo o significado de ser mãe espiritual, com suas graças e desafios, ser responsável pela vida de muitos, amá-los e por eles sofrer, com eles se alegrar e deixá-los partir como eu, para a vontade de Deus. Hoje caminho para os votos definitivos no Carisma Shalom. A cada dia, descubro que o caminho se faz caminhando. Desistir, jamais! Perseverar sempre e dizer junto aos meus irmãos: “Sim Pai, não é fácil, mas eu desejo, eu quero, eu vou. Amém!” Carolini Albuquerque missionária da Comunidade de Vida Shalom

Membros do Shalom compartilham em chat suas experiências sobre envio missionário

Durante este mês, membros da Comunidade Católica Shalom em missão nos mais diversos estados do Brasil e em outros países estarão partilhando suas experiências no perfil “Promoção Missionária Shalom” no Facebook. Eles conversarão com os internautas sempre de 14h as 18h sobre temas relacionados à missão: de que forma vive um missionário do Shalom, qual o tempo de duração de uma missão, como ocorre a evangelização naquele lugar, entre outras abordagens. Adicione facebook.com/queroiremmissao e tire sua dúvida, saiba mais sobre o que faz um missionário e a evangelização no Carisma Shalom. Com você podemos fazer mais. Clique aqui e ajude-nos

A certeza que dá sentido à missão

Durante os seis meses em que estive em missão na Escola de Evangelização São Felipe Néri, em Santa Maria (DF), tive a oportunidade de experimentar concretamente da misericórdia de Deus em minha vida pois, ao anunciar aos outros que Jesus os amava, eu também era alcançado pela verdade deste amor. O anúncio era, então, o meio de transbordar para o outro aquilo que na oração e na vida fraterna Deus ia fazendo de maneira particular em cada um de nós. Não falávamos de uma teoria, mas de algo que em nossa vida era experimentado e cultivado. Nesta experiência de evangelização, foi possível ter contato com realidades muito desafiantes. Conhecemos famílias que se deparavam com desafios relacionados à dependência química e à homossexualidade e, até mesmo, que enfrentavam problemas com criminalidade. Mas a situação que me fez perceber o sentido da oferta da minha vida foi quando, em um determinado dia, pela manifestação da divina providência, estivemos na casa de um senhor que se dizia ateu e que tinha planos de tirar sua própria vida naquele momento. Graças à ação de Deus por meio da nossa visita, ele se arrependeu de tal ato e, dentro de poucos dias, começou a participar da missa dominical. Diante de tantas situações dolorosas, muitas vezes surgia em meu coração a tentação de perder a esperança. Mas, nesses momentos, Deus se mostrava muito fiel, me fazendo entender que da mesma forma que Ele não perdia a esperança em mim, da mesma forma que Ele não era indiferente a minha dor, eu não podia deixar de acreditar que Ele iria fazer uma Obra Nova na vida daquele povo e, mesmo em pouco tempo, foi possível ver frutos da nossa pequena oferta. A descoberta da verdade bíblica de “que há mais alegria em dar do que em receber” é algo que trago hoje para minha vida e, neste tempo em que trilho o caminho vocacional no carisma Shalom, percebo que esta certeza é o que dá sentido ao desejo de me ofertar pela humanidade que sofre pelo desconhecimento de Cristo, pois não busco a minha vocação simplesmente pelo desejo de realização pessoal, mas porque, por meia dela, outros serão salvos. Luiz Fernando Cipriano, vocacionado Shalom em Brasília Com você podemos fazer mais. Clique aqui e ajude-nos

Deus nos consagrou em vista de um povo

Fazemos parte da Comunidade Católica Shalom há 16 anos e somos membros com promessas definitivas no Carisma desde este ano de 2013. Por volta de 2002, sentimos o desejo de imigrar para o Canadá. Naquela época somente havia os “Amigos do Shalom” em Toronto, e a realidade da imigração era ainda um caminho não muito claro, nem para nós, nem para a Comunidade. Ao colocar nossa intenção para o Conselho Geral da Comunidade, só sabíamos que Deus nos chamava a partir, a ajudar de alguma forma os “Amigos do Shalom” e a viver esse novo com o espírito missionário, mas mantendo a vivência da vocação sob a forma de Comunidade de Aliança. Tudo era novo e não muito claro, tanto para nós quanto para as autoridades. Lembro-me de uma conversa em que Emmir Nogueira nos dizia “mas a Comunidade não tem como sustentar vocês lá!”. E nós prontamente dissemos: “Sabemos disso! Iremos continuar a viver como Comunidade de Aliança”. Como se tivéssemos alguma certeza do que nos esperava. Não tínhamos nada garantido, nada! Nem casa, nem carro, nem trabalho, nem amigos, nem uma missão ou estrutura organizada, nada! Estávamos trocando uma vida completamente estável em todos os níveis por uma incerteza. Mas, Deus tinha suscitado e loucamente ou ingenuamente ou arriscadamente, dissemos sim. Demos, então, entrada no processo de imigração e partimos três meses depois, assim que obtivemos o visto, em outubro de 2004. Somente agora ao escrever este testemunho me dei conta que outubro é considerado um mês missionário, terá sido uma “coincidência?” Participar da fundação de uma missão é algo desafiante e, ao mesmo tempo um privilégio que não se esquece, uma oportunidade de ter o nosso sim questionado, provado, fortalecido e renovado. “O mundo precisa de paz”, diz uma antiga canção. “O mundo” precisa de pessoas novas, famílias novas, profissionais novos… Certa vez, numa oração comunitária, Deus nos dizia que a missão da Comunidade Shalom se dava como um quebra-cabeça em que as peças iam sendo colocadas aos poucos e havia peças que iram ser colocadas somente pelos irmãos da Comunidade de Aliança. Enquanto nós não as puséssemos os espaços ficariam vazios, o quebra-cabeça inacabado. Meu Deus! Misericórdia! Dá-nos amor, coragem e paresia! Através da imigração, tivemos a oportunidade de continuar a viver a nossa forma de vida, sendo testemunho no mundo secular. Tínhamos o desejo, mas também o medo estava presente, mas a gente foi vivendo como se ele não existisse. Deus em sua fidelidade e bondade cuidou de tudo para nós. Aqui ganhamos novos amigos, família, nossa filha, estudo, trabalho, estabilidade, adaptação à nova língua e cultura, e, principalmente, maturidade vocacional. O Canadá ainda é um país que oferece muitas oportunidades para quem busca aproveitar-se delas. Existe a possibilidade e assistência por parte do governo, de associações para as famílias e jovens recém-imigrantes. A Comunidade em Toronto, por sua vez, hoje se encontra bem mais estruturada e adaptada, o que sem dúvida ajuda muito os novos irmãos que vão chegando. Acredito ser este um tempo favorável para que muitos se inquietem e questionem a esse respeito, colocando-se abertos para a evangelização de outros povos. Somos gratos, por Deus ter confiado em nós, ter nos chamado e ter nos dado a graça de tentar ser fiel a sua voz. Deus nos consagrou em vista de um povo, e esse povo, para nós hoje, são os canadenses. Que Maria interceda por nosso sim, seja aonde for.   Andrea e Alex Reis Missionários da Comunidade de Aliança em Toronto, Canadá Clique aqui e assista mais sobre este testemunho

“Só o amor explica a missão”

“Sejam alegres instrumentos do amor e da misericórdia de Deus” (Bento XVI) Inicio com esta frase do nosso querido Papa emérito Bento XVI, para assim testemunhar a minha experiência neste tempo na Escola de Evangelização. Meu nome é Marianna, sou natural de Belo Horizonte(MG). Atualmente sou vocacionada e jovem em missão e moro na Escola de Evangelização Shalom São Felipe Néri em Fortaleza (CE). Vivo neste tempo, de forma especial, uma experiência intensa com a misericórdia de Deus. A sua misericórdia que me resgatou e me trouxe em missão e assim alcançada por ela sou enviada a evangelizar pela misericórdia. A nossa missão como Escola de Evangelização, como o nome já diz, é evangelizar, anunciar o Cristo Ressuscitado que passou pela cruz aos  Tomés de hoje. Como o nosso fundador, Moysés Azevedo, diz: é preciso ter uma sadia inquietação diante do sofrimento da humanidade, e assim não paralisarmos em nós mesmos,mas com alegria, partilhar o nosso grande tesouro. Vivemos como Comunidade de Vida em um período de sete meses. Nossas manhãs são dedicadas à oração e formação, nossas tardes e noites são de apostolado que é a evangelização porta a porta, onde de dois a dois somos enviados a determinadas áreas de evangelização para acompanharmos (com oração e transbordamento dos dons do Espírito) as casas destas áreas durante todo o período da escola. Como evangelizadores, somos enviados não para doutrinar, mas alcançados pela misericórdia de Deus, somos chamados e enviados a sermos portadores deste coração misericordioso, levando as pessoas a terem uma  experiência concreta com o amor de Deus. O tempo na Escola para mim tem sido um tempo de grandes graças, onde vou sendo mergulhada de forma muito intensa no mistério da vida Trinitária de comunhão, serviço, oferta e unidade, experimentando da fidelidade, amor, cuidado, providência e intervenção de Deus. Tempo fecundo de experiência com Deus, que reflete no amadurecimento espiritual, humano e vocacional; tempo de escuta e resposta à vontade de Deus; tempo feliz onde vou experimentando da gratuidade do amor de Deus por mim e ardentemente vou desejando partilhar este amor. Diante do pedido do Senhor ‘Ide e fazei discípulos em todas as nações’, não há outra resposta (quando alcançados por este amor), se não responder ‘Eis-me aqui , envia-me Senhor!’. Se você, assim como eu, foi alcançado por este amor e tem um coração inquieto no desejo de ir em missão e partilhar este amor, não tenha medo, pois é caminho de e para a felicidade. E o Senhor espera pela sua resposta. Sede generosos e Deus lhes recompensará com a felicidade eterna. Shalom! Marianna Júlia (Jovem em missão e vocacionada à Comunidade Católica Shalom) Quer ofertar um ano de sua vida na evangelização? Para saber mais sobre Jovem em Missão, clique aqui.

Teresinha, plena luz

“Os santos foram contemplados como as estrelas do Céu, entorno a Jesus, Sol de Justiça e ‘Estrela radiosa da manhã’ (Ap. 22,16), com as duas estrelas mais próximas e mais luminosas que são Maria e José”, ensina o padre François-Marie Lethel. A afirmação se refere também à Santa Teresinha do Menino Jesus, cuja vida é objeto de estudo do sacerdote francês. “Santa Teresinha, doutora da Igreja, a plena luz do amor de Jesus. Esta expressão, a plena luz do amor de Jesus, vem da carta Lumen Fidei do papa Francisco e simboliza a teologia dos santos”, afirma. Santa Teresinha, em sua intercessão pelos grandes pecadores, pediu a Deus que a atraísse ao Seu amor e dela fizesse instrumento para alcançá-los. Ela sempre acreditou que o amor e a misericórdia de Deus eram capazes de salvar mesmo aqueles que tivessem cometidos os “piores crimes”, os maiores pecados. Em sua união com Deus através da oração e da oferta de pequenos sacrifícios, viveu o amor esponsal a Jesus Cristo desde muito jovem, “tornando-se plena luz do amor de Jesus”, como ensina padre Lethel. Aos 15 anos, ingressa no Carmelo, sua casa até a morte, aos 24 anos, vítima de uma enfermidade pulmonar. “Eis a minha oração: peço a Jesus que me atraia às chamas do seu amor, que me uma tão estreitamente a Ele que seja Ele quem viva e aja em mim. Sinto que quanto mais o fogo do amor abrasar meu coração, mais repetirei: ― ‘Atraí-me’. Mais as almas se aproximarem de mim (pobres pequenos escombros de ferro inúteis, se eu fosse afastada do braseiro divino), mais rápido correrão em direção ao odor dos perfumes do seu Bem-amado”. Santidade e missão, chamado para todos os homens A “Dança cósmica dos santos e anjos”, do beato Fra Angelico, apresenta anjos e santos que se dão as mãos. Diferentes um do outro, os personagens representados podem ser comparados a homens e mulheres, distintos em cultura, região geográfica, temperamento, mas todos chamados à santidade, segundo padre Lethel. Ele afirma que todos os batizados são chamados por Deus a fazer essa experiência de “dar as mãos”. “Santa Teresinha soube dar o melhor de sua vida pra Deus, até a morte. O que ela teria a ver com missão, já que era religiosa reclusa, uma carmelita? Mesmo sem que percorresse geograficamente os lugares, ela teve profunda experiência de ‘espiritualidade geográfica’. Mesmo sem sair de determinado espaço, percorreu vários lugares das terra através de sua intercessão”, afirma Rafael Silva, membro da Assistência Missionária do Shalom. Intercessora no céu O livro A História de Uma Alma reúne manuscritos autobiográficos de Santa Teresinha do Menino Jesus dedicados a suas irmãs Madre Inês de Jesus e Maria do Sagrado Coração, que também eram religiosas carmelitas, e a Madre Maria de Gonzaga, priora do Carmelo. A telefonista Silvania Chagas afirma que a leitura de A História de Uma Alma a conduziu em uma experiência de maturidade humana e espiritual. “À medida que eu lia a história de Santa Teresinha, identificava-me com ela e Deus foi me dando a graça de viver intensamente a vida de oração, de amizade com Ele, de cura interior. Eu que me sentia como criança em vários aspectos, experimentei da graça de Deus que nos torna maduros”, conta. Foi durante uma confissão que a Natássia Pinho, advogada e missionária da Comunidade de Aliança Shalom, foi recomendada a leitura dos manuscritos da santa, há três anos. “O padre que me atendeu pediu que eu lesse A História de Uma Alma. Até o ano passado, o livro estava engavetado, até que surgiu o interesse em ler. Experimentei, então, intensamente, a fé e a misericórdia de Deus. Santa Teresinha é uma grande mulher que descobriu a infância espiritual, a juventude, que não depende de idade ‘cronológica’. Isso me tocou bastante”, afirma. Emanuele Sales

Fim de semana missionário em Londres

“Pela Igreja, pelos jovens, pelos homens…” Nos últimos dias 28 e 29 de setembro, a Comunidade Católica Shalom em Londres, Inglaterra, participou de mais uma Jornada Missionária. Os missionários puderam andar pelas ruas do bairro Hackney, nordeste de Londres, batendo às portas na vizinhança da paróquia de Santa Monica. A cada porta, puderam oferecer uma palavra de paz e de bênção além de convidar as pessoas a terem um experiência mais profunda com Deus na paróquia local ou participando do grupo de oração para jovens. Inspirados por um amor maior que um dia os alcançou e mudou suas vidas, os missionários saíram prontos para o que quer que fossem encontrar atrás de cada porta. “Somos chamados a evangelizar e a dar de graça o que de graça recebemos de Jesus!”, disse Emanuela Cardoso, missionária da Comunidade de Aliança Shalom. Francisca Oliveira, que também é missionária, partilha sua experiência: “A evangelização porta a porta, pessoa a pessoa, é um sopro de vida e de esperança para os homens que ainda não conhecem a Deus e para nós missionários Shalom, que nascemos para anunciar o Cristo Ressuscitado, a evangelização é vida. É uma experiência que nos ressuscita”. A Jornada Missionária contou com o apoio dos Padres Agostinianos e das Irmãs Ursulinas, que juntos administram a paróquia local. Membros da Legião de Maria da paróquia também auxiliaram na intercessão e ações. Todos participaram de um momento especial de adoração diante do Santíssimo Sacramento no sábado à noite, enquanto pessoas nas ruas eram convidadas a entrar e acender uma vela por suas intenções pessoais. Ao final dos dois dias, 266 casas foram visitadas.  A Comunidade Católica Shalom é chamada a evangelizar através do anúncio explícito de Jesus Cristo, como parte de seu carisma e espiritualidade. Emanuela Cardoso Responsável local pela missão do Shalom em Londres

Precisamos de um ‘sacode’

Na sociedade, hoje, alguns se dizem diferentes, outros indiferentes, e tudo passa a ser relativo. Vivemos no tempo de uma cultura do ‘normal’, e nada mais é diferente. O ‘ser’ e o ‘viver’, para alguns, são palavras sinônimas que implicam em um só significado na vivência individual. No entanto, não é sempre que consigo viver aquilo que sou. O ser faz parte da minha identidade, não são números do meu RG, mas aquilo que é íntimo, essência, como Deus me conhece. Não caiamos no relativismo, em uma “cultura” que nega Deus, em uma cultura de morte que faz apologia ao aborto e ao suicídio, no relativismo também com relação à religião e à fé (achar que se pode professar duas ‘fés’ ao mesmo tempo) e à própria identidade de homem ou de mulher. Você é aquilo que Deus lhe fez! Só assim encontrará a verdadeira felicidade. Quando descobrimos nossa vocação, descobrimos nossa identidade, algo íntimo que Deus fez para cada um de nós, que somos chamados a ter. Assim, precisamos optar pela vivência total daquilo que Deus nos chama, cada um em sua forma de vida. Viver sem nada reter. Só vale a pena se a oferta for total, e só quem ama é capaz de se ofertar em serviço. Todos acham normal tudo no mundo, menos um jovem escolher deixar tudo para viver a radicalidade do Evangelho ou, em seu próprio dia-a-dia, testemunhar isso. Não acham normal alguém encontrar sua vocação e, assim, vivê-la, sendo celibatário, sacerdote ou optando por um matrimônio santo. Precisamos encontrar a Verdade da nossa vida. Lembro que precisamos ser firmes e persistentes no que Deus tem para nós e o único caminho é a vida de oração. Agora precisamos “ir contra a correnteza” – como disse o Papa Francisco – e não esquecer quem nos chama. Se um dia achar que sua fé está pouca lembre da experiência que Deus lhe deu com Seu amor. Só não podemos nos render aos clamores da carne e do mundo, ao mero prazer hedonista, que não tem uma fonte contínua que lhes sustentem. Deus nos dá a Fonte que nunca seca. Agora passo a ser diferente do mundo, e posso ser considerado louco em ir contra o que a sociedade apresenta como “grandes valores”. Graças a Deus, podemos ser vistos assim pois, quando pararem de nos ver dessa forma, haverá algo de errado com a vivência de nossa vocação, que implica em testemunho do Evangelho vivo e atual de Cristo. Como nos disse o Beato João Paulo II, sejamos “jovens que bebem Coca-cola, (…) jovens de calça jeans”. Devemos ser felizes por sermos católicos, professarmos nossa fé, por viver os ensinamentos da Igreja que é mãe. Felizes por ter conhecido o Ressuscitado que passou pela cruz. E sempre precisaremos de um “sacode” para poder acordar, ver que o mundo está a nossa espera e anunciar a Boa Nova: o verdadeiro “Shalom do Pai!”. Eduardo Chaves Postulante da Comunidade de Vida Shalom Garanhuns (PE)

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