Maria Madalena chorou a ausência de Jesus. Ela O amava. Deu para Ele tudo o que tinha… Seus melhores perfumes! Em meio a sua dor, a grande angústia que sentia naquele momento, Maria Madalena não conseguia enxergar, não podia ver a presença do seu Senhor. Quantas vezes eu também, em meio as minhas dores, fraquezas e limitações, não me deixo cegar? Me paraliso em minhas angústias, deixando que elas tomem conta de meus pensamentos, dos meus afetos, memória, inteligência, do meu coração, enfim, todo o meu ser se encontra na amargura e sofrimento, não deixando espaço para que Ele, meu Senhor, ilumine toda essa escuridão. Dou-me conta nesse momento de como meu bom Jesus é PACIENTE! Quantas e quantas vezes me deixo encobrir por trevas, chorando minhas mortes, enquanto Ele está bem aqui, ao meu lado, só esperando que eu silencie por um instante para então dizer-me: “Mulher, por que choras?” E ainda sem reconhecê-Lo, diante tamanha escuridão em meu olhar, Ele insiste… Chama pelo NOME, me despertando e recordando quem sou EU e quem é ELE! Me recordando de onde VIM e para onde VOU! Me despertando que mesmo em meio a toda a minha dor, Ele permanece aqui, de pé, a me consolar e me dar toda a GRAÇA necessária. Afinal, sou pequena, miserável, vaso de argila. Ele é Deus, o Cristo Ressuscitado, que venceu toda a morte, que me libertou da escravidão do pecado! Eu vim do barro, meu lugar é aos Seus pés! Ele me mostra SEMPRE O CAMINHO, para onde vou… Meu lugar é o CÉU! “Vi o Senhor!” É o grito do meu coração nesse dia! Porque eu chorava a dor da morte, mas Ele devolveu-me a dignidade de filha e, de hoje em diante, posso anunciar aos confins da terra: ELE VIVE! O meu Senhor vive, eu O vi! E posso parafrasear o próprio Cristo: Ele está com meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus! Danielle Araújo Consagrada, CCSh