Corramos, ó alma: Não há tempo a perder

Pergunto a ti, ó minha alma, porque tens medo da morte? Não sabeis que já estamos mortas? E que a vida na terra só é vida se estiver em Cristo, fora Dele, é morte. Porque não tens medo disso? Porque não tens medo da morte que o mundo oferece? Queres morrer para Deus? Porque reluta em deixar Ele vencer, até que morra a carne?  Ó alma, como retribuiremos a Cristo nosso Amado, que interrompeu como um abortivo a nossa peregrinação para o inferno? Como devolver tamanho ato? Como corresponder a altura, Àquele que nos tirou das grades da mediocridade? Olha o tanto que Ele nos arrastou, porque não levantamos e corremos para Ele? Vamos! Olha para Ele e desperta, apressemo-nos em vos seguir. Deixemos de ser um peso para Ele, sejamos nós agora vos carregar o peso.  Eu sei alma que somos fracas, mas porque não começamos pelo pouco, pelo pequeno. Talvez não consigamos ainda carregar o peso do madeiro da cruz, mas conseguiremos enxugar lhe o rosto ensanguentado. Vamos alma! Peguemos o nosso paninho, corramos atrás do rosto sofrido de Cristo. Se não for nós, quem compreenderá Sua dor? Esforcemo-nos minha alma em olhar para o rosto de Cristo e abraçar Sua dor.  Nós já temos o pano em nossas mãos, basta-nos, ó alma, a coragem de atravessar o caminho e sem escrúpulos consolar Aquele que espera o nosso consolo.  Cíntia Oliveira 

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