Ao colocar o Menino Jesus no presépio, reze em família
À meia-noite de 25 de dezembro, muitas famílias se reúnem para colocar a imagem do Menino Jesus no presépio.
À meia-noite de 25 de dezembro, muitas famílias se reúnem para colocar a imagem do Menino Jesus no presépio.
Rezamos esta oração, entregando as nossas vidas completamente a Deus, para que possamos cumprir todas as Suas vontades. E assim, criamos um laço ainda mais íntimo com Nosso Senhor, confiando a Ele com fé e amor tudo o que vamos fazer.
Vamos rezar juntos neste dia dedicado a Eucaristia
Em vídeo, o Pontífice dedica mês de novembro à intercessão por aqueles que choram a morte de um filho
Sim, é possível ter alegria em meio ao sofrimento. Rezemos com o Papa.
Oração de Santo Antônio Maria Claret contra qualquer tipo de violência
Vamos rezar juntos pedindo a Nossa Senhora Aparecida que conduza o futuro da nossa nação.
A humanidade foge cada vez mais do silêncio, e um dos motivos é o medo. Temos por vezes medo do silêncio porque confundimos silêncio com vazio. Temos receio do silêncio, fugimos dele utilizando mil artifícios: em nosso momento de oração nos perdemos nas redes sociais, em nosso tempo diário reservado ao silêncio interior conversamos animadamente com outras pessoas porque temos coisas muito ‘’urgentes’’ para resolver e que não podem esperar…não sabemos mais a diferença entre o ‘’urgente’’ e o ‘’importante’’. Há sempre muito o que fazer, o que resolver, o mundo parece que só espera por nossa ação decisiva em tantas de suas esferas. O som de palavras vazias ressoa sem cessar, os gritos animam as festas, as músicas se esvaziam de sentido com palavras por vezes até agressivas e de baixo calão. O homem não consegue calar-se, angustia-se tão logo silencia. O filósofo Pascal observou que «toda a infelicidade dos homens provém de uma só coisa: não saber ficar tranquilo num quarto» (Pensamentos, 139). Isso porque longe de Deus o silêncio torna-se um encontro com a própria miséria interior, realidade por demais dura a assumir: procura-se então a embriaguez do barulho e das múltiplas distrações para anestesiar a própria consciência. Essa reação é consequência da experiência de um silêncio vazio, que não foi preenchido por uma palavra, a Palavra que dá sentido a cada realidade do mundo porque é seu núcleo mais profundo, é sua Verdade. O Santo Padre Francisco, em uma catequese sobre São José e o silêncio, fala sobre um versículo do livro da Sabedoria que é lido durante o tempo do Natal: ‘’quando a noite estava no silêncio mais profundo, Tua Palavra desceu à terra’’. E Santo Agostinho comenta: “Na medida em que cresce em nós a Palavra- o Verbo que se fez homem- diminuem as palavras.” (Sermão 288, 5: PL 38, 1307). São João Batista, que é «a voz que clama no deserto: “Preparai o caminho do Senhor”» (Mt 3, 1), diz em relação ao Verbo: «Ele deve crescer e eu diminuir» (Jo 3, 30). «O Pai pronunciou uma palavra, e foi o Filho – comentou São João da Cruz – e ela fala sempre em eterno silêncio, e no silêncio deve ser ouvida pela alma» (Dichos de luz y amor, BAC, Madrid, 417, n. 99). >> Clique aqui para seguir o canal da “Comunidade Católica Shalom” no Whatsapp Nós todos -inclusive consagrados que devemos ser especialistas em silêncio- precisamos redescobrir a prática do silêncio, que é graça do Espírito Santo. Experimentar o gosto do silêncio, silêncio que não é vazio, mas habitado pela Trindade: “Eu encontrei o Céu na terra, o Céu é Deus e Ele mora em minha alma, e gostaria de partilhar essa Verdade com todos os que amo!” (S. Elizabeth da Trindade, Carta 122). Deus em nós, delícia eterna. Deus Vivo em nós, felicidade sem limites. Viver sob o olhar divino, ordenados por Sua Palavra Santa, e assim tantas palavras humanas que nos ferem não teriam poder algum sobre nós. O Papa Francisco ensina que o silêncio é “aquele espaço de interioridade nos nossos dias nos quais damos ao Espírito a oportunidade de nos regenerar, de nos consolar, de nos corrigir.” (Audiência Geral de 15 de dezembro de 2021) O Santo Padre continua: “Muitas vezes estamos a fazer um trabalho e quando terminamos procuramos imediatamente o celular para fazer outra coisa, somos sempre assim. E isto não ajuda, faz-nos escorregar para a superficialidade. A profundidade do coração cresce com o silêncio, um silêncio que não é mutismo, como eu disse, mas que deixa espaço à sabedoria, à reflexão e ao Espírito Santo. Por vezes temos medo dos momentos de silêncio, mas não devemos recear! O silêncio far-nos-á muito bem. » (Audiência Geral de 15 de dezembro de 2021) Sem o silêncio, até a nossa fala pode adoecer: “Sem a prática do silêncio o nosso falar adoece. De fato, as nossas palavras podem tornar-se adulação, jactância, mentira, maledicência, calúnia. É um dado da experiência que, como nos lembra o Eclesiástico, «a língua mata mais do que a espada» (28, 18).” (Papa Francisco, Audiência Geral de 15 de dezembro de 2021) Dom Fernando Areâs Rifan escreveu: “Diz o precioso livro A Imitação de Cristo: “Procura tempo oportuno para cuidar de ti e pensa, frequentemente, nos benefícios de Deus… Os maiores santos evitavam, quanto podiam, a convivência dos homens, preferindo viver a sós com Deus. Disse alguém: ‘Sempre que estive entre os homens menos homem voltei’. No silêncio e no sossego aperfeiçoa-se a alma devota e penetra os segredos das Escrituras”. (Artigo para o site da CNBB de 21/07/2023) Santo Agostinho lançou um apelo vibrante há muitos séculos, que continua de uma impressionante atualidade: “Entrai de novo em vosso coração! Onde quereis ir para longe de vós? Ao ir longe, vos perdereis. Por que vos dirigis a estradas desertas? Retornai do vosso deambular que vos levastes para fora da estrada; voltai para o Senhor. Ele está pronto. Em primeiro lugar, retornai ao vosso coração, vós que vos tornastes estranhos a vós mesmos, vagando lá fora: não vos conheceis a vós mesmos, e procurais aquele que vos criou! Voltai, retornai ao coração, desprendei-vos do vosso corpo… Retornai ao coração: ali examinai o que se pode perceber de Deus, porque ali se encontra a imagem de Deus; na interioridade do homem mora Cristo, na vossa interioridade vos renovais segundo a imagem de Deus” (InIoh.Ev.,18,10CCL36,p.186). O Cardeal Raniero Cantalamessa nos exorta: “Creio que em muitos ambientes religiosos exista o dilema: Ou o silêncio ou a morte! Ou encontramos um clima e tempos de silêncio e interioridade ou é o esvaziamento espiritual progressivo e total. Jesus chama o inferno de “as trevas exteriores” (cf. Mt 8,12) e esta designação é muito significativa.” (Pregação na quaresma de 2019 para a Cúria Romana) O Cardeal Newman, canonizado pelo Papa Francisco, disse certa vez que ‘’quanto mais perto estamos do Espírito Santo, mais silenciosos ficamos; e quanto mais nos afastamos, mais charlatães.’’ Mas não se trata de ficar calado, deixando-se morrer em um tédio que seria uma expressão
Setembro é o mês da Bíblia, sabia? Você tem costume de ler a Bíblia? Vamos hoje trazer para vocês uma forma muito conhecida e orientada pela Igreja para o estudo bíblico: a Lectio Divina! Lectio Divina tem como tradução: Leitura Divina. E leitura de onde? Da Palavra de Deus, leitura da Bíblia. A Lectio Divina possui quatro passos, que podemos comparar com a imagem de uma escada de quatro degraus, onde você vai subindo degrau a degrau para se aproximar mais de Deus. São esses os passos/degraus: leitura, meditação, oração e contemplação. Antes de começarmos a Lectio sempre devemos suplicar ao Espírito Santo de Deus, porque Ele é o autor de todas as coisas, é aquele que nos ensina, que pede em nosso favor. Nós não sabemos pedir o que convém, como vai nos dizer Romanos 8,27, mas o Espírito Santo intercede ao nosso favor. Ele é o nosso maior intercessor nesse momento. É muito interessante que no momento de oração você tenha um espaço adequado para rezar. Procure sempre ter um ícone, uma vela, um lugar silencioso, algo que vá te remeter à oração. Nós vivemos em um mundo muito barulhento, de barulhos internos e externos, e esses barulhos nos incomodam e também são barreiras para silenciar nosso interior e deixar somente o ouvido da alma aguçado. Santa Teresa D’ávila como mestra em oração nos fala: “Não é outra coisa a oração mental, ao meu ver, se não um trato de amizade. Estando muitas vezes tratando a sós com quem sabemos que nos ama.” Resumidamente, a oração mental é de fato esse trato com um amigo, com aquele que conversamos, com aquele que confidenciamos e ouvimos, com aquele que nos aproximamos a cada dia mais por meio da amizade. E essa amizade que Santa Teresa diz é a vida de oração, intimidade com Deus. LEITURA Vamos ao primeiro passo, a leitura. O que fala o texto? É a primeira pergunta. É necessário estar atento aos detalhes, ao ambiente, aos personagens, ao contexto bíblico, ao contexto histórico, a reação das pessoas, procurando saber e entender os sentimentos, as questões mais interessantes, as palavras e os textos que me chamam mais atenção. Essa parte é uma parte que mais necessita do nosso esforço, porque usa muito da nossa imaginação. É o momento de ruminar, de entender o contexto. É o momento de pesquisar palavras que talvez você não tenha o costume de ouvir sempre, procure o significados, tudo que vá te ajudar a rezar. Leia o rodapé, leia a passagem mais de uma vez. Leia duas, três, quatro vezes. Leia pausadamente. MEDITAÇÃO No segundo passo, na meditação, você vai começar a pensar: O que diz o texto de forma pessoal? Antes a pergunta foi: O que o texto diz? Agora a pergunta é: O que o texto me diz? Esse é o momento de se colocar diante da Palavra, é hora de ruminar, saborear a palavra de Deus. Na meditação vamos nos questionando, vamos confrontando a passagem com a nossa vida por meio do Espírito Santo, Ele que é o condutor de tudo, Ele que sabe aquilo que precisamos, sabe aquilo que você precisa. O que Deus quer falar para você com essa Palavra? ORAÇÃO Passando da meditação chegamos a oração. Agora a terceira pergunta é: O que o texto me faz responder ao Senhor? Se coloque na presença de Deus e peça que o próprio Espírito te convença. O que hoje você deseja responder ao Senhor diante de uma santa inquietação? Uma inquietação, não uma acusação. O Senhor não nos acusa, não nos aponta o dedo. O acusador é outro, não o Senhor. Mas ele vai te mostrar como responder a esse amor. Como corresponder a esse amor aceso de Deus e que você também precisa corresponder com essa chama. O Espírito Santo vai te ajudar nesse momento. CONTEMPLAÇÃO Um degrau vai se misturando ao outro, um passo se torna complemento do outro. O ultimo passo é a contemplação. O que a Palavra fez em mim? O que a Palavra realizou em mim? O que de fato a oração fez e mim? O próprio Deus que age na minha vida e na sua vida. Deus recebe a oração e eleva ao coração Dele. Na contemplação nós somos chamados e impelidos a sermos como o próprio Cristo. Se você ora no Espírito, esse é o momento. Ore no Espírito. Após esse momento você anota tudo que Deus falou, tudo que seja sua resposta de amor a Ele. Quando nós escrevemos nós nos comprometemos. Que sua Lectio Divina seja pela manhã, de preferência, as primícias do dia, dar as primeiras horas ao Senhor. Lance seus propósitos para o dia. E então agradeça ao Senhor por tudo que Ele fez na sua oração.
Que saudade de viver essa relação contigo e sair com a sensação de que foi tão pouco tempo porque foi tão intenso.