Vaticano publica tema do Dia Mundial da Paz 2017

Dia Mundial da Paz é celebrado todos os anos em 1º de janeiro a pedido do Papa Paulo VI Foi publicado, nesta sexta-feira, 26, o tema da Mensagem do Papa para o 50° Dia Mundial da Paz, que se celebrará no dia 1° de janeiro de 2017. “A não-violência: estilo de uma política para a Paz”: eis o tema escolhido por Francisco para o próximo Dia Mundial da Paz, o quarto do seu Pontificado. A violência e a paz estão à origem de dois modos opostos de construir a sociedade. A difusão dos focos de violência gera experiências sociais gravíssimas e negativas. O Papa resume esta situação na expressão “Terceira guerra mundial em capítulos”. Ao invés, a paz tem consequências sociais positivas e permite um verdadeiro progresso. Devemos, portanto, agir nos espaços possíveis, negociando caminhos de paz, até mesmo onde tais caminhos parecem tortuosos ou impraticáveis. Caminho de esperança Deste modo, a “não violência” pode assumir um significado mais amplo e novo: não apenas aspiração, inspiração, rejeição moral da violência, das barreiras, dos impulsos destruidores, mas também método político realista, aberto à esperança. Trata-se de um método político fundado na primazia do direito. Se o direito e a igual dignidade de cada ser humano são salvaguardados sem discriminações e distinções. De consequência, a “não violência”, entendida como método político, pode constituir um meio realista para superar os conflitos armados. Nesta perspectiva, é importante reconhecer, sempre mais, não o direito da força, mas a força do direito. Com esta Mensagem para o Dia Mundial da Paz, o Santo Padre deseja indicar um passo ulterior, um caminho de esperança apropriado às circunstâncias históricas presentes: chegar à solução das controvérsias através das negociações, evitando que elas se degenerem em conflito armado. Atrás desta perspectiva, há também o respeito pela cultura e a identidade dos povos, portanto, a superação da ideia, segundo a qual, uma parte seja moralmente superior à outra. Mas, ao mesmo tempo, isto não significa que uma nação possa ser indiferente diante das tragédias de outras. Pelo contrário, significa reconhecer a primazia da diplomacia diante dos estrondos das armas. O tráfico mundial das armas é tão vasto a ponto de ser subestimado. O tráfico ilegal das armas sustenta muitos conflitos no mundo. A “não violência” como estilo político, pode e deve fazer muito mais para superar este flagelo. Origem O Dia Mundial da Paz teve início por desejo do Beato Paulo VI e é celebrado todos os anos no dia 1° de janeiro. A Mensagem do Papa é enviada a todas as Chancelarias do mundo e assinala as diretrizes diplomáticas da Santa Sé. Fonte: Canção Nova

Na missa de envio da JMJ, Papa convida jovens a serem mais fortes do que o mal

“Poderão considerar-vos sonhadores, porque acreditais numa humanidade nova, que não aceita o ódio entre os povos, não vê as fronteiras dos países como barreiras e guarda as suas próprias tradições, sem egoísmos nem ressentimentos. Não desanimeis! Com o vosso sorriso e os vossos braços abertos, pregais esperança e sois uma bênção para a única família humana”, disse o pontífice para mais de 1,5 milhão de jovens reunidos no Campus Misericordiae na manhã deste domingo (30) O Papa Francisco presidiu hoje na Polônia à Missa final da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2016 e desafiou os jovens católicos a acreditar numa “humanidade nova”, sem ceder às aparências ou ao egoísmo. “Não vos deixeis anestesiar a alma, mas apostai no amor belo, que requer também a renúncia e um ‘não’ forte ao doping do sucesso a todo o custo e à droga de pensar só em si mesmo, nas próprias comodidades”, realçou, na homilia da celebração que, segundo a organização, reuniu mais de 1,5 milhões de participantes no ‘Campus da Misericórdia’, um espaço ao ar livre situado 15 km a sul de Cracóvia. Francisco partiu de um episódio narrado no Evangelho, em que um homem chamado Zaqueu sobe a uma árvore para ver Jesus e acaba por recebê-lo em sua casa, convertendo-se. “O encontro com Jesus muda a sua vida, como sucedeu ou pode sucede cada dia com cada um de nós”, observou. O Papa defendeu que os jovens católicos devem saber viver sem tristeza nem pensamentos negativos sobre si próprios, fugindo das “liturgias mundanas do aparecer, da maquilhagem da alma”. “Tu és importante! E Deus conta contigo por aquilo que és, não pelo que tens: a seus olhos, não vale mesmo nada a roupa que vestes ou o telemóvel que usas; não Lhe importa se andas na moda ou não, importas-Lhe tu. A seus olhos, tu vales; e o teu valor é inestimável”, apontou. A intervenção falou da tristeza como um “um vírus que infecta e bloqueia tudo” e apresentou o “segredo da alegria”: “Não apagar a boa curiosidade, mas colocar-se em jogo, porque a vida não se deve fechar numa gaveta”. “Perante Jesus, não se pode ficar sentado à espera de braços cruzados; a Ele que nos dá a vida, não se pode responder com um pensamento ou com uma simples SMS”, prosseguiu o Papa. Francisco afirmou depois que a fé na misericórdia e numa humanidade nova, “que não aceita o ódio entre os povos, não vê as fronteiras dos países como barreiras”, pode levar a que muitos se riam dos jovens católicos e os vejam como “sonhadores”, mas pediu-lhes que “não desanimem”. O Papa realçou depois a importância da Confissão na vida espiritual dos católicos. “Fiai-vos na recordação de Deus: a sua memória não é um disco rígido que grava e armazena todos os nossos dados, mas um coração terno e rico de compaixão, que se alegra em eliminar definitivamente todos os nossos vestígios de mal”, recomendou. No final da JMJ 2016, iniciada na terça-feira, Francisco disse que este evento deve continuar agora na casa de cada um. “Rezemos em silêncio, fazendo memória, agradecendo ao Senhor que aqui nos quis e encontrou”, concluiu. Antes da Missa, o Papa abençoou duas estruturas de solidariedade – um centro de dia para idosos e um centro da Cáritas – que vão ficar como testemunho da JMJ 2016, cujo tema foi a misericórdia. Já no início da celebração, foi anunciado que os participantes neste evento vão oferecer uma ambulância à Cáritas do Líbano, para ajudar no apoio aos refugiados sírios no país. Fonte: Ecclesia

Panamá sediará próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2019

O Papa anunciou hoje que o Panamá vai acolher a próxima edição internacional das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), em 2019 Esta é a quarta vez que a JMJ é acolhida por uma cidade americana, mas a primeira em que vai decorrer na América Central. “A providência de Deus precede-nos sempre. Pensai que já decidiu qual será a próxima etapa desta grande peregrinação iniciada em 1985 por São João Paulo II. E, por isso, é com alegria que vos anuncio que a próxima Jornada Mundial da Juventude – depois das duas a nível diocesano – será em 2019, no Panamá”, disse Francisco, antes da conclusão da Missa de encerramento da JMJ 2016, que decorreu desde terça-feira na cidade polaca de Cracóvia. O anúncio foi saudado por uma delegação de jovens panamianos, com bandeiras do país, que estavam junto ao altar, para assinalar o momento. O Panamá é o país com maior percentagem de católicos na América Central: os cerca de 2,6 milhões de batizados representam 80% da população; a Igreja Católica está organizada, territorialmente, nesta nação, em oito dioceses. Em 2015, o Papa criou cardeal o bispo D. José Luis Lacunza Maestrojuán, de David (Panamá). O presidente panamiano, Juan Carlos Varela Rodriguez, marcou presença em vários dos eventos da JMJ em Cracóvia, incluindo a Missa conclusiva. No final da JMJ 2016, o Papa quis agradecer a todo os que contribuíram para o seu “bom êxito” e aos jovens que encheram Cracóvia com o “entusiasmo contagiante” da sua fé. “Foi uma oxigenação espiritual, para poderdes viver e caminhar na misericórdia quando voltardes aos vossos países e às vossas comunidades”, disse, no ‘Campus da Misericórdia’, espaço ao ar livre que acolheu os eventos finais da JMJ de Cracóvia. “Pela intercessão de Maria, invocamos o Espírito Santo para que ilumine e sustente o caminho dos jovens, na Igreja e no mundo, a fim de serdes discípulos e testemunhas da Misericórdia de Deus”, concluiu. As JMJ nasceram por iniciativa de João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude. Este é um acontecimento religioso e cultural que reúne jovens de todo o mundo durante uma semana. Cada JMJ realiza-se, anualmente, a nível diocesano no Domingo de Ramos, alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos numa grande cidade: em 1987, Buenos Aires (Argentina); em 1989, Santiago de Compostela (Espanha); em 1991, Czestochowa (Polónia); em 1993 em Denver (EUA); em 1995, Manila (Filipinas); em 1997, Paris (França); em 2000, Roma (Itália); em 2002, Toronto (Canadá); em 2005, Colônia (Alemanha); em 2008, Sidney (Austrália); em 2011, Madrid (Espanha); Rio de Janeiro (Brasil), em 2013; e Cracóvia (Polónia), em 2016. Fonte: Ecclesia

Papa comove peregrinos com a história de Maciek, o voluntário falecido antes da JMJ

A partir da varanda da qual por diversas ocasiões São João Paulo II saiu para saudar os fiéis no Palácio do Arcebispado de Cracóvia, o Papa Francisco dirigiu algumas palavras em seu primeiro encontro com os jovens participantes na Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Em suas palavras improvisadas em italiano, o Santo Padre recordou Maciej Szymon, o jovem voluntário que faleceu de câncer no último dia 2 de julho e que projetou uma grande quantidade de materiais para a JMJ de Cracóvia, como as imagens dos santos padroeiros e o kit peregrino. A partir do testemunho de “Maciek”, o Papa exortou os jovens a não ter medo, porque Deus é grande, a escolher o “caminho justo” para chegar ao céu como fez o falecido voluntário. A seguir, as palavras do Papa: Saúdo-os cordialmente, vejo-os com grande entusiasmo e alegria. Mas, agora, quero lhes dizer algo que entristece o coração. Façamos silêncio. Um de vocês, Maciej Szymon Ciesla, tinha pouco mais de 21 anos, tinha estudado design gráfico e deixado seu trabalho para ser voluntários da JMJ. Todos os desenhos das bandeiras são seus, as imagens dos santos padroeiros, o kit peregrino e muitas outras coisas que adornam a cidade. Neste trabalho, redescobriu sua fé. Em novembro, foi diagnosticado com câncer. Os médicos não puderam fazer nada, nem sequer com a amputação da perna. Ele queria chegar vivo à visita do Papa, tinha um assento no trem, no qual agora o Papa viajará. Mas, morreu em 2 de julho. As pessoas estão muito tocadas, porque ele fez um grande bem. Agora, todos em silencio, pensemos neste companheiro de caminho, que trabalhou tanto por esta Jornada. E todos nós, em silêncio, de coração, rezemos. Cada um reze em seu coração, ele está presente entre nós. (Todos rezam em silêncio) Alguns de vocês podem pensar, este Papa nos entristece a noite… mas é verdade; e nós devemos nos habituarmos às coisas boas e às coisas ruins. A vida é assim, queridos jovens. Mas, há uma coisa que não podemos duvidar: a fé desse menino, de nosso amigo que trabalhou tanto por esta JMJ, o levou ao céu e ele está com Jesus neste momento, olhando a todos nós. E isso é uma graça, um aplauso a nosso companheiro (aplausos). Também nós o encontraremos um dia. Ah, era você! Prazer em conhecê-lo. A vida é assim, hoje estamos aqui, amanhã estaremos lá. O problema é escolher o caminho justo como ele fez. Agradecemos ao Senhor porque nos dá esses exemplos de coragem, de jovens valentes que nos ajudam a seguir adiante na vida. Não tenham medo, não tenham medo, porque Deus é grande, Deus é bom e todos nós temos algo de bom dentro. Agora, me despeço, amanhã nos veremos. Vocês façam seu dever que é fazer bagunça a noite toda e façam ver a alegria cristã, a alegria que o Senhor lhes dá de ser uma comunidade que segue Jesus. E agora, dou-lhes a bênção. E como aprendemos quando criança, antes de sairmos, saudamos a Mãe, todos saudamos a Virgem, cada um em seu próprio idioma. (Ave Maria) Abençoe-os o Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo. Boa noite e rezem por mim. A história de Maciek O site oficial da JMJ cita o Pe. Grzegorz Suchodolski, secretário-geral do comitê organizador da Jornada, que afirma que “Maciek é uma das pessoas que durante as preparações para a Jornada Mundial da Juventude Deus chamou para Ele através do sofrimento. Ele não foi o único que passou por um período difícil de doença, mas somente o seu sacrifício foi completo e total”. Maciej Szymon Ciesla era um designer gráfico da Academia de Belas Artes de Cracóvia. Ganhador de prêmios, com experiência. Chegou ao comitê organizador da JMJ em setembro de 2014, graças a um anuncia sobre voluntariado divulgado na universidade. “Ele começou com a preparação gráfica para o primeiro retiro: em uma tentativa ele fez algo incrível. Após este retiro nós já sabíamos que Maciek é um profissional. Nós estávamos terminando o website em quatro pessoas. Foi muito difícil para nós: nós pedimos ajuda ao Maciek. Ele veio à tarde, após trabalhar por algumas horas”, comenta Monika Rybczy?ska, que trabalha na área de design gráfico do comitê organizador. Maciek pediu demissão do emprego em dezembro de 2014 e entrou para a equipe de design gráfico da JMJ. Não estava muito comprometido com a Igreja; de fato, quando chegou, estava muito desanimado nesse sentido. Ainda assim, queria trabalhar lá. “Uma vez ele me disse: sabe, Monika, eu estou aqui porque eu quero ainda acreditar que existe algo bom na Igreja”, recorda ela. Junto com Monika, começou a trabalhar nas imagens para decorar a cidade. Em seguida, vieram os projetos do kit peregrino e das casulas. Após a confirmação de sua doença e a pedido de seu pai, continuou trabalhando de casa. O câncer se espalhou para os pulmões e seus companheiros no voluntariado rezavam muito por ele: jejuavam e rezavam diariamente o terço da Divina Misericórdia por sua saúde. “O que o Maciek deu ao Comitê Organizador além de seu belíssimo trabalho de design é a confiança de que Deus é maior do que as fraquezas e enfermidades humanas, que Ele pode transformá-las. Durante o seu trabalho no Comitê ele tornou-se uma pessoa que acredita e confia em Deus. Ele foi capaz de receber o seu sofrimento, aceitar a Cruz e tornou-se um professor para nós”, afirma Pe. Suchodolski. Em maio deste ano, ele postou no Facebook: “Como a vida e as prioridades mudam rapidamente… e como nós temos os mais variados sonhos. Alguns sonham com carreira e fama, promoção, novo trabalho, nova propriedade, ou mesmo que o maior evento deste ano em Cracóvia (JMJ) seja um sucesso. Eu por 150 dias sonho com uma coisa… eu só queria viver”. Em junho, Maciek teve a perna amputada e, depois de muito batalhar, faleceu no dia 2 de julho de 2016. O funeral foi realizado em 5 de julho na Igreja do Santíssimo Corpo e Sangue

Acamp’s Natal 2016 – 2° Dia

Após saída de Reino Unido da UE, Papa pede assegurar paz

Nesta sexta-feira, 24, durante seu voo à Armênia, o Papa Francisco se referiu ao referendum que decidiu a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) e assinalou que este resultado requer “a todos nós uma grande responsabilidade” para garantir o bem dos britânicos e a convivência no Velho Continente. Ontem, no Reino Unido – formado pela Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e Gales –a população foi consultada se estava a favor da sua saída da União Europeia (Brexit) ou queria permanecer (Bremain). Ao final, 52% votou a favor de deixar a UE. Perguntado pela imprensa, o Pontífice assinalou que só tinha lido a informação básica do resultado justo antes de sair de Roma, mas sentia que esta era a “vontade expressa pelo povo”. “Isto requer a todos nós uma grande responsabilidade”, indicou, “para garantir o bem do povo do Reino Unido e também a convivência de todo o continente europeu. Assim eu espero”. Mesmo que o referendum não seja vinculante, a imprensa britânica não acredita que o Parlamento interfira neste processo. Caso seja concretizado, Reino Unido será o primeiro país que sairia da UE desde sua criação em 1992. Por isso, o resultado da consulta significou um terremoto político e econômico na UE e em outras partes do mundo. David Cameron anunciou sua renúncia como Primeiro-ministro do Reino Unido e indicou que deixará o cargo antes de outubro. Além disso, a libra esterlina caiu mais de 10% com relação ao dólar e registrou seu preço mais baixo desde 1985, antes de ter uma leve melhora. Entre os líderes europeus que se pronunciaram está a chanceler alemã Angela Merkel, para quem o triunfo de Brexit “supõe um ponto de inflexão para a Europa e para o projeto europeu”. A chefe do governo alemão advogou por relações amistosas com o Reino Unido e chamou à unidade dos demais 27 países membros da EU, porque “os desafios” da globalização “são muito grandes para superá-los sozinhos”. Nesse sentido, pediu não tomar decisões rápidas a respeito da futura relação do Reino Unido com o bloco, pois isto só “dividirá a Europa”. Entretanto, analistas consultados pela imprensa europeia advertem que o Brexit pode animar outros países a deixar a UE, ou até mesmo motivar setores que buscam a independência da Escócia, pois a maioria dos escoceses (62% contra 38%) votou por permanecer no bloco europeu. Do mesmo modo, na Irlanda do Norte, onde 55% das pessoas votaram por permanecer na UE, já se começa a escutar vozes a favor da reunificação com a Irlanda. Fonte: ACI Digital

Papa agradece o trabalho do Pontifício Conselho para os Leigos

O Santo Padre recebeu, no final desta manhã de sexta-feira (17/6), na Sala Clementina, no Vaticano, 85 participantes na Assembleia do Pontifício Conselho para os Leigos, entre os quais Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Católica Shalom e Dom Orani João Tempesta, Cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro. Em seu discurso, o Papa recordou que o “Pontifício Conselho para os Leigos” será incorporado no Pontifício Conselho para a Família, em conexão com a Academia para a Vida. Na primeira parte do seu pronunciamento, Francisco fez uma retrospectiva das atividades do Pontifício Conselho para os Leigos, desde a sua instituição, há quase 50 anos, por obra do bem-aventurado Paulo VI, que, na época (1976), não hesitou em definir o organismo da Santa Sé “um dos melhores frutos do Concílio Vaticano II”, cujo objetivo era a coordenação, estudo e consulta para “estimular os leigos a tomar parte ativa da vida e da missão da Igreja”. Desta forma, o Papa agradeceu ao Senhor pelos abundantes frutos deste organismo Vaticano que, em todos estes anos, suscitou o nascimento de tantas associações laicais, movimentos e comunidades de índole missionária. Em modo particular, o Santo Padre destacou o crescente papel e presença da mulher na Igreja, como também a criação das Jornadas Mundiais da Juventude, gesto providencial de São João Paulo II, instrumento de evangelização das novas gerações, mantido com particular carinho pelo Pontifício Conselho para os Leigos. E recordou: “O mandato que receberam do Concílio era exatamente o de ‘impelir’ os fiéis leigos a se engajar, cada vez mais e melhor, na missão salvífica e evangelizadora da Igreja. Com o Batismo e a Confirmação o fiel leigo se torna discípulo missionário do Senhor, sal da terra, luz do mundo e fermente que transforma a sociedade”. Com efeito, nesta Assembleia do Pontifício Conselho para os Leigos, foram recordados todos aqueles que se dedicaram, com paixão e empenho, à promoção da vida e do apostolado dos leigos ao longo destes quase 50 anos. À luz deste caminho percorrido, o Papa encorajou os presentes a olhar novamente o futuro com esperança, pois muito ainda deve ser feito, diante dos novos desafios: “Convido-lhes a acolher esta Reforma da Cúria Romana, que os envolverá, como sinal de estima e valorização do seu trabalho, na vocação e missão dos leigos no seio da Igreja. O novo Organismo terá como ‘leme’ prosseguir na sua navegação, tendo como campos privilegiados a família e a defesa da vida. Sobretudo neste Ano Jubilar, a Igreja é chamada a ser ‘casa paterna’, comunidade evangelizadora.” Neste sentido, o Papa Francisco propôs, como horizonte de referência para o imediato futuro, o seguinte binômio: “Igreja em saída” e “laicato em saída”, lançando o olhar para os que se encontram ‘distantes’ do nosso mundo, às tantas famílias em dificuldade e necessitadas de misericórdia, aos campos de apostolado ainda inexplorados, e aos numerosos leigos, que devem ser envolvidos e valorizados pelas instituições eclesiais. O Santo Padre concluiu seu discurso dizendo que “precisamos de leigos bem formados, animados pela fé cristã, que “sujem suas mãos” e não tenham medo de errar, mas que prossigam adiante. Precisamos de leigos com visão do futuro e não fechados nas pequenezas da vida, mas experientes e com novas visões apostólicas”. Fonte: Rádio Vaticano

Moysés Azevedo participa da 28ª Plenária do Pontifício Conselho para os Leigos em Roma

O fundador da Comunidade Shalom e conselheiro do Pontifício Conselho para os Leigos, Moysés Azevedo, participa de 16 a 18 de junho da 28ª Plenária do Pontifício Conselho para os Leigos, que trará como tema “Um dicastério para os leigos: passado e futuro”. O Papa Francisco, como parte da reforma da Cúria Romana, comunicou oficialmente ano passado no Sínodo dos Bispos, sua decisão de “instituir um novo Dicastério com competência sobre os leigos, a família e a vida, que substituirá o Pontifício Conselho para os leigos e o Pontifício Conselho para a família, e ao qual será ligada a Pontifícia Academia para a vida.” No último dia 04, o Papa aprovou em fase experimental o Estatuto do novo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. Segundo a Rádio Vaticano, “com a entrada em vigor do estatuto a partir de 1° de setembro de 2016, os atuais Pontifício Conselho para os Leigos e o Pontifício Conselho para a Família cessarão suas funções. À luz dessa mudança iminente, a próxima plenária do dicastério será um momento significativo para o Pontifício Conselho para os Leigos porque encerrará um longo e profícuo caminho do organismo, nascido por vontade do Concílio  Vaticano II, e que esteve a serviço da vocação e missão do laicato católico no mundo inteiro nos últimos cinquenta anos.”. Especialistas competentes provenientes de vários países do mundo participarão do encontro como relatores, que contará com a presença de todos os membros e consultores do dicastério.   A assembleia terá início, no próximo dia 16, com a palestra introdutiva do Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanislaw Rylko, sobre o tema “Há 50 anos caminhando com os fiéis leigos”. A seguir, o Bispo de Fréjus-Toulon (França), Dom Dominique Rey, falará sobre o tema “Vocação e missão dos leigos à luz do Concílio Vaticano II”. Na parte da tarde, a professora Pilar Río, docente na Pontifícia Universidade Santa Cruz, fará uma palestra intitulada “Os leigos católicos há cinquenta anos do Concílio Vaticano II”. Na sexta-feira, 17 de junho, o professor Fabrice Hadjadj, diretor do Instituto Europeu de Estudos Antropológicos ‘Philanthropos’ de Friburgo, Suíça, apresentará suas reflexões sobre o tema “Ser luz no mundo e sal da terra. Os leigos diante dos desafios de nossos tempos”. Depois da palestra, todos os participantes da assembleia do Pontifício Conselho para os Leigos serão recebidos em audiência pelo Papa Francisco, no Vaticano. Na parte da tarde, o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Cardeal Robert Sarah, falará sobre o tema “A formação dos fiéis leigos: desde a iniciação à maturidade cristã”. Sábado, 18 de junho, último dia da assembleia, contará com a presença do Bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro, Secretário do grupo de cardeais chamados a auxiliar o Papa no processo de reforma da Cúria Romana, que na palestra intitulada “O Pontifício Conselho para os Leigos no limiar de uma nova etapa de sua história”, dará algumas diretrizes para o desenvolvimento futuro do organismo. Durante a assembleia plenária será dado amplo espaço ao debate e testemunhos pessoais dos participantes sobre a missão dos leigos no mundo e sobre sua experiência de serviço à Santa Sé como membros e consultores do dicastério. Redação com informações da Rádio Vaticano  

Divulgado programa da viagem do Papa à Polônia para a 31ª JMJ

O programa da viagem do Papa Francisco à Polônia por ocasião da 31ª Jornada Mundial da Juventude foi divulgado esta quinta-feira. O Santo Padre partirá do Aeroporto Fiumicino de Roma às 14 horas do dia 27 de julho, com chegada prevista para as 16 horas no Aeroporto Internacional “São João Paulo II” de Balice-Cracóvia, onde terá lugar a cerimônia de boas-vindas, na área militar do aeroporto. Quarta-feira, 27 de julho Às 17 horas, o primeiro compromisso oficial e primeiro discurso do Papa em terras polonesas, no encontro com as autoridades, com a sociedade civil e com o Corpo Diplomático no pátio de honra do Wawel. Às 17h40min, Francisco faz uma visita de cortesia ao Presidente da República na Sala dos Pássaros do Palácio de Wawel. Às 18h30min o último compromisso do dia, com o encontro do Pontífice na Catedral de Cracóvia com os bispos poloneses para quem deverá proferir um discurso. Quinta-feira, 28 de julho Às 7h40min o Papa se transfere ao Aeroporto Balice-Cracóvia – com uma parada no Convento das Irmãs da Apresentação – seguindo às 8h30min, em helicóptero, até Częstochowa. Às 9h45min a chegada ao Mosteiro de Jasna Gora e a Oração na Capela da Nossa Senhora Negra. ÀS 10h30min, na área do Santuário de  Częstochowa, o Papa preside uma Santa Missa por ocasião dos 1050 anos do Batismo da Polônia. Às 12h45min o Santo Padre retorna em helicóptero ao Aeroporto de Balice-Cracóvia. Após a pausa para o almoço e descanso, Francisco participa, às 17h30min, da Cerimônia de acolhida dos jovens no Parque Jordan em Blonia, em Cracóvia. O Papa deverá proferir um breve discurso aos jovens. Sexta-feira, 29 de julho Às 8h45min o Papa Francisco desloca-se em helicóptero até Oswięcim, onde às 9h30min visita o Campo de Concentração de Auschwitz e às 10h30min o Campo de Birkenau, onde profere um discurso. Às 11h30min retorna a Cracóvia. Na parte da tarde, às 16h30min, Francisco visita o Hospital Pediátrico Universitário, em Prokocim, onde profere um discurso, e às 18 horas, um grande encontro com os jovens no Parque Jordan em Blonia, com a Via Sacra. O Papa deverá dirigir algumas palavras aos jovens. Sábado, 30 de julho Às 8h30min o Santo Padre visita o Santuário da Divina Misericórdia em Cracóvia. Às 9 horas atravessa a Porta da Divina Misericórdia e às 9h15min preside o Rito da Reconciliação de alguns jovens no Santuário. Às 10h30min, a Santa Missa com Sacerdotes, Religiosas, Religiosos, Consagrados e Seminaristas poloneses no Santuário de São João Paulo II em Cracóvia. Após a celebração, às 12h45min, o Papa almoça com alguns jovens no Arcebispado. Às 19 horas o Santo Padre chega ao Campus Misericordiae, onde atravessa a Porta Santa com alguns jovens e às 19h30min preside a Vigília de Oração com os jovens, a quem deverá dirigir algumas palavras. Domingo, 31 de julho No último dia em terras polonesas, Francisco preside, às 10 horas, a Santa Missa pela Jornada Mundial da Juventude no Campus Misericordiae e ao final da celebração o Angelus. Às 17 horas o encontro com os voluntários da JMJ e com o Comitê Organizador e Benfeitores na Tauron Arena em Cracóvia. Às 18h15min, cerimônia de despedida no Aeroporto Balice-Cracóvia, com a partida do avião prevista para às 18h30min. Às 20h25min o Papa deverá chegar ao Aeroporto de Roma/Ciampino. Fonte: Rádio Vaticano

Papa pede aos sacerdotes que criem uma ‘cultura de misericórdia’

No final da tarde desta quinta-feira (02/06), o Papa Francisco reuniu-se com sacerdotes e seminaristas na Basílica São Paulo fora-dos-muros, para a terceira meditação dos Exercícios Espirituais, no âmbito do Jubileu dos Sacerdotes. O Pontífice refletiu sobre as obras de misericórdia na sua dimensão social, no amor pelos pobres, na postura do sacerdote no confessionário. Francisco recordou, inicialmente, que “as obras de misericórdia estão muito ligadas aos ‘sentidos espirituais’”, que nos abrem para uma maior sensibilidade à vida, percebendo os necessitados existentes ao nosso redor. Servindo os pobres – disse o Papa – “somos o bom odor de Cristo” e isto “é distintivo da Igreja; sempre o foi”. .: Confira também: Shalom abre inscrições para retiro de seminaristas diocesanos e religiosos ‘O amor pelos pobres – afirmou o Santo Padre – é o sinal, a luz que faz com que as pessoas glorifiquem o Pai. E é isto que o povo aprecia no Padre: se cuida dos pobres, dos doentes, se perdoa os pecadores, ensina e corrige com paciência”: Perdão “O nosso povo perdoa muitos defeitos nos padres, exceto o de serem agarrados ao dinheiro. E não é tanto pela riqueza em si, mas porque o dinheiro nos faz perder a riqueza da misericórdia. O nosso povo pressente os pecados que são graves para o pastor, que matam o seu ministério porque o transformam num funcionário ou, pior, num mercenário, e, diversamente, os pecados que são, não diria secundários, mas possíveis de suportar, carregar como uma cruz, até que o Senhor finalmente os purifique, como fará com a cizânia. Ao contrário, o que atenta contra a misericórdia é uma contradição principal: atenta contra o dinamismo da salvação, contra Cristo que «Se fez pobre para nos enriquecer com a sua pobreza»”. Francisco exorta então a deixar-se “misericordiar” por Deus, “em todos os aspectos de nossa vida e a sermos misericordiosos com os outros em toda a nossa atividade”. Para nós – recordou – “a misericórdia é o modo de transformar toda a vida do povo de Deus em sacramento. Ser misericordioso não é apenas “um modo de ser”, mas “o modo de ser”. Este olhar de misericórdia, que “vê o que falta para colocar imediatamente o remédio”, deve ser ensinado e cultivado “desde o Seminário e deve alimentar todos os planos pastorais”, defendeu o Pontífice. Pastoral O Papa recorda que nas “nossas obras de misericórdia, sempre somos abençoados por Deus e encontramos ajuda e colaboração no nosso povo”. E se algum projeto, obra ou plano pastoral não funciona, não avança, é porque lhe falta misericórdia, não é abençoado: “Falta aquela misericórdia que tem a ver mais com um hospital de campanha do que com uma clínica de luxo; aquela misericórdia que, apreciando algo de bom, prepara o terreno para um futuro encontro da pessoa com Deus, em vez de a afastar com uma crítica patente…”. Sempre na linha da misericórdia, o Papa propôs uma oração “com a pecadora perdoada”, para pedir para “ser misericordiosos na Confissão”. “No seu diálogo com a mulher – diz Francisco – o Senhor abre outros espaços: um é o espaço da não condenação: “Onde estão os que te condenavam?” e o outro é o “espaço livre”: “Doravante não peques mais”. “Esta – disse Francisco – é a delicadeza da misericórdia, que olha com piedade o passado e encoraja para o futuro”: “Esta imagem do Senhor que põe as pessoas a caminhar é muito apropriada: Ele é o Deus que Se põe a caminho com o seu povo, que faz avançar e acompanha a nossa história. Por isso, o objeto que visa a misericórdia é muito concreto: tem em vista aquilo que impede um homem ou uma mulher de caminharem no seu lugar, com os seus queridos, ao seu ritmo, para a meta aonde Deus os convida. O que faz pena, o que comove é que uma pessoa se perca, ou que fique para trás, ou que erre por presunção. Que esteja – digamos – fora do seu lugar; que não esteja à disposição do Senhor, disponível para a tarefa que Ele quiser confiar-lhe; que uma pessoa não caminhe humildemente na presença do Senhor”. Confissão Francisco passa então “ao confessionário”. Os sacerdotes, disse ele, são “sinal e instrumento” de um encontro. “Sinal, quer dizer que devemos atrair” e o instrumento “vale por sua eficácia, por estar ao alcance e incidir na realidade de forma concreta, adequada. Somos instrumentos, se verdadeiramente as pessoas se encontrarem com Deus misericordioso; a nós cabe “fazer com que se encontrem”, que fiquem face a face. O que fizerem depois é lá com eles”. Deve ficar claro em relação ao nosso ministério – reiterou Francisco –  que devemos “ser sinal e instrumento para que eles se encontrem. Fique claro que não somos o pai, nem o pastor, nem o samaritano. Antes, como pecadores, estamos do lado dos outros três. O nosso ministério tem de ser sinal e instrumento daquele encontro. Por isso, estamos situados no âmbito do mistério do Espírito Santo, que é quem cria a Igreja, quem faz a unidade, quem reaviva de cada vez o encontro”. Essencial  Outras características próprias dum sinal e dum instrumento – precisou o Pontífice – são a sua “não-autorreferencia” – pois “ninguém fica no sinal, logo que compreendeu a significação” – e a sua disponibilidade: “que o instrumento esteja pronto para ser usado”, que seja visível. Mas a essência do sinal e do instrumento é “serem mediadores”: “Talvez esteja aqui a chave da nossa missão neste encontro da misericórdia de Deus com o homem”: “Devemos aprender com os bons confessores, com aqueles que têm delicadeza com os pecadores bastando-lhes meia palavra para compreenderem tudo, como Jesus com a hemorroíssa, e naquele mesmo momento sai deles a força do perdão. A integridade da confissão não é uma questão de matemática. Às vezes, a vergonha fica-se a dever mais ao número do que ao nome do próprio pecado. Mas, para isso, é preciso deixar-se comover perante a situação das pessoas – às vezes, é uma mistura de coisas, de

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