Papa comove peregrinos com a história de Maciek, o voluntário falecido antes da JMJ

A partir da varanda da qual por diversas ocasiões São João Paulo II saiu para saudar os fiéis no Palácio do Arcebispado de Cracóvia, o Papa Francisco dirigiu algumas palavras em seu primeiro encontro com os jovens participantes na Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Em suas palavras improvisadas em italiano, o Santo Padre recordou Maciej Szymon, o jovem voluntário que faleceu de câncer no último dia 2 de julho e que projetou uma grande quantidade de materiais para a JMJ de Cracóvia, como as imagens dos santos padroeiros e o kit peregrino. A partir do testemunho de “Maciek”, o Papa exortou os jovens a não ter medo, porque Deus é grande, a escolher o “caminho justo” para chegar ao céu como fez o falecido voluntário. A seguir, as palavras do Papa: Saúdo-os cordialmente, vejo-os com grande entusiasmo e alegria. Mas, agora, quero lhes dizer algo que entristece o coração. Façamos silêncio. Um de vocês, Maciej Szymon Ciesla, tinha pouco mais de 21 anos, tinha estudado design gráfico e deixado seu trabalho para ser voluntários da JMJ. Todos os desenhos das bandeiras são seus, as imagens dos santos padroeiros, o kit peregrino e muitas outras coisas que adornam a cidade. Neste trabalho, redescobriu sua fé. Em novembro, foi diagnosticado com câncer. Os médicos não puderam fazer nada, nem sequer com a amputação da perna. Ele queria chegar vivo à visita do Papa, tinha um assento no trem, no qual agora o Papa viajará. Mas, morreu em 2 de julho. As pessoas estão muito tocadas, porque ele fez um grande bem. Agora, todos em silencio, pensemos neste companheiro de caminho, que trabalhou tanto por esta Jornada. E todos nós, em silêncio, de coração, rezemos. Cada um reze em seu coração, ele está presente entre nós. (Todos rezam em silêncio) Alguns de vocês podem pensar, este Papa nos entristece a noite… mas é verdade; e nós devemos nos habituarmos às coisas boas e às coisas ruins. A vida é assim, queridos jovens. Mas, há uma coisa que não podemos duvidar: a fé desse menino, de nosso amigo que trabalhou tanto por esta JMJ, o levou ao céu e ele está com Jesus neste momento, olhando a todos nós. E isso é uma graça, um aplauso a nosso companheiro (aplausos). Também nós o encontraremos um dia. Ah, era você! Prazer em conhecê-lo. A vida é assim, hoje estamos aqui, amanhã estaremos lá. O problema é escolher o caminho justo como ele fez. Agradecemos ao Senhor porque nos dá esses exemplos de coragem, de jovens valentes que nos ajudam a seguir adiante na vida. Não tenham medo, não tenham medo, porque Deus é grande, Deus é bom e todos nós temos algo de bom dentro. Agora, me despeço, amanhã nos veremos. Vocês façam seu dever que é fazer bagunça a noite toda e façam ver a alegria cristã, a alegria que o Senhor lhes dá de ser uma comunidade que segue Jesus. E agora, dou-lhes a bênção. E como aprendemos quando criança, antes de sairmos, saudamos a Mãe, todos saudamos a Virgem, cada um em seu próprio idioma. (Ave Maria) Abençoe-os o Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo. Boa noite e rezem por mim. A história de Maciek O site oficial da JMJ cita o Pe. Grzegorz Suchodolski, secretário-geral do comitê organizador da Jornada, que afirma que “Maciek é uma das pessoas que durante as preparações para a Jornada Mundial da Juventude Deus chamou para Ele através do sofrimento. Ele não foi o único que passou por um período difícil de doença, mas somente o seu sacrifício foi completo e total”. Maciej Szymon Ciesla era um designer gráfico da Academia de Belas Artes de Cracóvia. Ganhador de prêmios, com experiência. Chegou ao comitê organizador da JMJ em setembro de 2014, graças a um anuncia sobre voluntariado divulgado na universidade. “Ele começou com a preparação gráfica para o primeiro retiro: em uma tentativa ele fez algo incrível. Após este retiro nós já sabíamos que Maciek é um profissional. Nós estávamos terminando o website em quatro pessoas. Foi muito difícil para nós: nós pedimos ajuda ao Maciek. Ele veio à tarde, após trabalhar por algumas horas”, comenta Monika Rybczy?ska, que trabalha na área de design gráfico do comitê organizador. Maciek pediu demissão do emprego em dezembro de 2014 e entrou para a equipe de design gráfico da JMJ. Não estava muito comprometido com a Igreja; de fato, quando chegou, estava muito desanimado nesse sentido. Ainda assim, queria trabalhar lá. “Uma vez ele me disse: sabe, Monika, eu estou aqui porque eu quero ainda acreditar que existe algo bom na Igreja”, recorda ela. Junto com Monika, começou a trabalhar nas imagens para decorar a cidade. Em seguida, vieram os projetos do kit peregrino e das casulas. Após a confirmação de sua doença e a pedido de seu pai, continuou trabalhando de casa. O câncer se espalhou para os pulmões e seus companheiros no voluntariado rezavam muito por ele: jejuavam e rezavam diariamente o terço da Divina Misericórdia por sua saúde. “O que o Maciek deu ao Comitê Organizador além de seu belíssimo trabalho de design é a confiança de que Deus é maior do que as fraquezas e enfermidades humanas, que Ele pode transformá-las. Durante o seu trabalho no Comitê ele tornou-se uma pessoa que acredita e confia em Deus. Ele foi capaz de receber o seu sofrimento, aceitar a Cruz e tornou-se um professor para nós”, afirma Pe. Suchodolski. Em maio deste ano, ele postou no Facebook: “Como a vida e as prioridades mudam rapidamente… e como nós temos os mais variados sonhos. Alguns sonham com carreira e fama, promoção, novo trabalho, nova propriedade, ou mesmo que o maior evento deste ano em Cracóvia (JMJ) seja um sucesso. Eu por 150 dias sonho com uma coisa… eu só queria viver”. Em junho, Maciek teve a perna amputada e, depois de muito batalhar, faleceu no dia 2 de julho de 2016. O funeral foi realizado em 5 de julho na Igreja do Santíssimo Corpo e Sangue

Acamp’s Natal 2016 – 2° Dia

Após saída de Reino Unido da UE, Papa pede assegurar paz

Nesta sexta-feira, 24, durante seu voo à Armênia, o Papa Francisco se referiu ao referendum que decidiu a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) e assinalou que este resultado requer “a todos nós uma grande responsabilidade” para garantir o bem dos britânicos e a convivência no Velho Continente. Ontem, no Reino Unido – formado pela Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e Gales –a população foi consultada se estava a favor da sua saída da União Europeia (Brexit) ou queria permanecer (Bremain). Ao final, 52% votou a favor de deixar a UE. Perguntado pela imprensa, o Pontífice assinalou que só tinha lido a informação básica do resultado justo antes de sair de Roma, mas sentia que esta era a “vontade expressa pelo povo”. “Isto requer a todos nós uma grande responsabilidade”, indicou, “para garantir o bem do povo do Reino Unido e também a convivência de todo o continente europeu. Assim eu espero”. Mesmo que o referendum não seja vinculante, a imprensa britânica não acredita que o Parlamento interfira neste processo. Caso seja concretizado, Reino Unido será o primeiro país que sairia da UE desde sua criação em 1992. Por isso, o resultado da consulta significou um terremoto político e econômico na UE e em outras partes do mundo. David Cameron anunciou sua renúncia como Primeiro-ministro do Reino Unido e indicou que deixará o cargo antes de outubro. Além disso, a libra esterlina caiu mais de 10% com relação ao dólar e registrou seu preço mais baixo desde 1985, antes de ter uma leve melhora. Entre os líderes europeus que se pronunciaram está a chanceler alemã Angela Merkel, para quem o triunfo de Brexit “supõe um ponto de inflexão para a Europa e para o projeto europeu”. A chefe do governo alemão advogou por relações amistosas com o Reino Unido e chamou à unidade dos demais 27 países membros da EU, porque “os desafios” da globalização “são muito grandes para superá-los sozinhos”. Nesse sentido, pediu não tomar decisões rápidas a respeito da futura relação do Reino Unido com o bloco, pois isto só “dividirá a Europa”. Entretanto, analistas consultados pela imprensa europeia advertem que o Brexit pode animar outros países a deixar a UE, ou até mesmo motivar setores que buscam a independência da Escócia, pois a maioria dos escoceses (62% contra 38%) votou por permanecer no bloco europeu. Do mesmo modo, na Irlanda do Norte, onde 55% das pessoas votaram por permanecer na UE, já se começa a escutar vozes a favor da reunificação com a Irlanda. Fonte: ACI Digital

Papa agradece o trabalho do Pontifício Conselho para os Leigos

O Santo Padre recebeu, no final desta manhã de sexta-feira (17/6), na Sala Clementina, no Vaticano, 85 participantes na Assembleia do Pontifício Conselho para os Leigos, entre os quais Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Católica Shalom e Dom Orani João Tempesta, Cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro. Em seu discurso, o Papa recordou que o “Pontifício Conselho para os Leigos” será incorporado no Pontifício Conselho para a Família, em conexão com a Academia para a Vida. Na primeira parte do seu pronunciamento, Francisco fez uma retrospectiva das atividades do Pontifício Conselho para os Leigos, desde a sua instituição, há quase 50 anos, por obra do bem-aventurado Paulo VI, que, na época (1976), não hesitou em definir o organismo da Santa Sé “um dos melhores frutos do Concílio Vaticano II”, cujo objetivo era a coordenação, estudo e consulta para “estimular os leigos a tomar parte ativa da vida e da missão da Igreja”. Desta forma, o Papa agradeceu ao Senhor pelos abundantes frutos deste organismo Vaticano que, em todos estes anos, suscitou o nascimento de tantas associações laicais, movimentos e comunidades de índole missionária. Em modo particular, o Santo Padre destacou o crescente papel e presença da mulher na Igreja, como também a criação das Jornadas Mundiais da Juventude, gesto providencial de São João Paulo II, instrumento de evangelização das novas gerações, mantido com particular carinho pelo Pontifício Conselho para os Leigos. E recordou: “O mandato que receberam do Concílio era exatamente o de ‘impelir’ os fiéis leigos a se engajar, cada vez mais e melhor, na missão salvífica e evangelizadora da Igreja. Com o Batismo e a Confirmação o fiel leigo se torna discípulo missionário do Senhor, sal da terra, luz do mundo e fermente que transforma a sociedade”. Com efeito, nesta Assembleia do Pontifício Conselho para os Leigos, foram recordados todos aqueles que se dedicaram, com paixão e empenho, à promoção da vida e do apostolado dos leigos ao longo destes quase 50 anos. À luz deste caminho percorrido, o Papa encorajou os presentes a olhar novamente o futuro com esperança, pois muito ainda deve ser feito, diante dos novos desafios: “Convido-lhes a acolher esta Reforma da Cúria Romana, que os envolverá, como sinal de estima e valorização do seu trabalho, na vocação e missão dos leigos no seio da Igreja. O novo Organismo terá como ‘leme’ prosseguir na sua navegação, tendo como campos privilegiados a família e a defesa da vida. Sobretudo neste Ano Jubilar, a Igreja é chamada a ser ‘casa paterna’, comunidade evangelizadora.” Neste sentido, o Papa Francisco propôs, como horizonte de referência para o imediato futuro, o seguinte binômio: “Igreja em saída” e “laicato em saída”, lançando o olhar para os que se encontram ‘distantes’ do nosso mundo, às tantas famílias em dificuldade e necessitadas de misericórdia, aos campos de apostolado ainda inexplorados, e aos numerosos leigos, que devem ser envolvidos e valorizados pelas instituições eclesiais. O Santo Padre concluiu seu discurso dizendo que “precisamos de leigos bem formados, animados pela fé cristã, que “sujem suas mãos” e não tenham medo de errar, mas que prossigam adiante. Precisamos de leigos com visão do futuro e não fechados nas pequenezas da vida, mas experientes e com novas visões apostólicas”. Fonte: Rádio Vaticano

Moysés Azevedo participa da 28ª Plenária do Pontifício Conselho para os Leigos em Roma

O fundador da Comunidade Shalom e conselheiro do Pontifício Conselho para os Leigos, Moysés Azevedo, participa de 16 a 18 de junho da 28ª Plenária do Pontifício Conselho para os Leigos, que trará como tema “Um dicastério para os leigos: passado e futuro”. O Papa Francisco, como parte da reforma da Cúria Romana, comunicou oficialmente ano passado no Sínodo dos Bispos, sua decisão de “instituir um novo Dicastério com competência sobre os leigos, a família e a vida, que substituirá o Pontifício Conselho para os leigos e o Pontifício Conselho para a família, e ao qual será ligada a Pontifícia Academia para a vida.” No último dia 04, o Papa aprovou em fase experimental o Estatuto do novo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. Segundo a Rádio Vaticano, “com a entrada em vigor do estatuto a partir de 1° de setembro de 2016, os atuais Pontifício Conselho para os Leigos e o Pontifício Conselho para a Família cessarão suas funções. À luz dessa mudança iminente, a próxima plenária do dicastério será um momento significativo para o Pontifício Conselho para os Leigos porque encerrará um longo e profícuo caminho do organismo, nascido por vontade do Concílio  Vaticano II, e que esteve a serviço da vocação e missão do laicato católico no mundo inteiro nos últimos cinquenta anos.”. Especialistas competentes provenientes de vários países do mundo participarão do encontro como relatores, que contará com a presença de todos os membros e consultores do dicastério.   A assembleia terá início, no próximo dia 16, com a palestra introdutiva do Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanislaw Rylko, sobre o tema “Há 50 anos caminhando com os fiéis leigos”. A seguir, o Bispo de Fréjus-Toulon (França), Dom Dominique Rey, falará sobre o tema “Vocação e missão dos leigos à luz do Concílio Vaticano II”. Na parte da tarde, a professora Pilar Río, docente na Pontifícia Universidade Santa Cruz, fará uma palestra intitulada “Os leigos católicos há cinquenta anos do Concílio Vaticano II”. Na sexta-feira, 17 de junho, o professor Fabrice Hadjadj, diretor do Instituto Europeu de Estudos Antropológicos ‘Philanthropos’ de Friburgo, Suíça, apresentará suas reflexões sobre o tema “Ser luz no mundo e sal da terra. Os leigos diante dos desafios de nossos tempos”. Depois da palestra, todos os participantes da assembleia do Pontifício Conselho para os Leigos serão recebidos em audiência pelo Papa Francisco, no Vaticano. Na parte da tarde, o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Cardeal Robert Sarah, falará sobre o tema “A formação dos fiéis leigos: desde a iniciação à maturidade cristã”. Sábado, 18 de junho, último dia da assembleia, contará com a presença do Bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro, Secretário do grupo de cardeais chamados a auxiliar o Papa no processo de reforma da Cúria Romana, que na palestra intitulada “O Pontifício Conselho para os Leigos no limiar de uma nova etapa de sua história”, dará algumas diretrizes para o desenvolvimento futuro do organismo. Durante a assembleia plenária será dado amplo espaço ao debate e testemunhos pessoais dos participantes sobre a missão dos leigos no mundo e sobre sua experiência de serviço à Santa Sé como membros e consultores do dicastério. Redação com informações da Rádio Vaticano  

Divulgado programa da viagem do Papa à Polônia para a 31ª JMJ

O programa da viagem do Papa Francisco à Polônia por ocasião da 31ª Jornada Mundial da Juventude foi divulgado esta quinta-feira. O Santo Padre partirá do Aeroporto Fiumicino de Roma às 14 horas do dia 27 de julho, com chegada prevista para as 16 horas no Aeroporto Internacional “São João Paulo II” de Balice-Cracóvia, onde terá lugar a cerimônia de boas-vindas, na área militar do aeroporto. Quarta-feira, 27 de julho Às 17 horas, o primeiro compromisso oficial e primeiro discurso do Papa em terras polonesas, no encontro com as autoridades, com a sociedade civil e com o Corpo Diplomático no pátio de honra do Wawel. Às 17h40min, Francisco faz uma visita de cortesia ao Presidente da República na Sala dos Pássaros do Palácio de Wawel. Às 18h30min o último compromisso do dia, com o encontro do Pontífice na Catedral de Cracóvia com os bispos poloneses para quem deverá proferir um discurso. Quinta-feira, 28 de julho Às 7h40min o Papa se transfere ao Aeroporto Balice-Cracóvia – com uma parada no Convento das Irmãs da Apresentação – seguindo às 8h30min, em helicóptero, até Częstochowa. Às 9h45min a chegada ao Mosteiro de Jasna Gora e a Oração na Capela da Nossa Senhora Negra. ÀS 10h30min, na área do Santuário de  Częstochowa, o Papa preside uma Santa Missa por ocasião dos 1050 anos do Batismo da Polônia. Às 12h45min o Santo Padre retorna em helicóptero ao Aeroporto de Balice-Cracóvia. Após a pausa para o almoço e descanso, Francisco participa, às 17h30min, da Cerimônia de acolhida dos jovens no Parque Jordan em Blonia, em Cracóvia. O Papa deverá proferir um breve discurso aos jovens. Sexta-feira, 29 de julho Às 8h45min o Papa Francisco desloca-se em helicóptero até Oswięcim, onde às 9h30min visita o Campo de Concentração de Auschwitz e às 10h30min o Campo de Birkenau, onde profere um discurso. Às 11h30min retorna a Cracóvia. Na parte da tarde, às 16h30min, Francisco visita o Hospital Pediátrico Universitário, em Prokocim, onde profere um discurso, e às 18 horas, um grande encontro com os jovens no Parque Jordan em Blonia, com a Via Sacra. O Papa deverá dirigir algumas palavras aos jovens. Sábado, 30 de julho Às 8h30min o Santo Padre visita o Santuário da Divina Misericórdia em Cracóvia. Às 9 horas atravessa a Porta da Divina Misericórdia e às 9h15min preside o Rito da Reconciliação de alguns jovens no Santuário. Às 10h30min, a Santa Missa com Sacerdotes, Religiosas, Religiosos, Consagrados e Seminaristas poloneses no Santuário de São João Paulo II em Cracóvia. Após a celebração, às 12h45min, o Papa almoça com alguns jovens no Arcebispado. Às 19 horas o Santo Padre chega ao Campus Misericordiae, onde atravessa a Porta Santa com alguns jovens e às 19h30min preside a Vigília de Oração com os jovens, a quem deverá dirigir algumas palavras. Domingo, 31 de julho No último dia em terras polonesas, Francisco preside, às 10 horas, a Santa Missa pela Jornada Mundial da Juventude no Campus Misericordiae e ao final da celebração o Angelus. Às 17 horas o encontro com os voluntários da JMJ e com o Comitê Organizador e Benfeitores na Tauron Arena em Cracóvia. Às 18h15min, cerimônia de despedida no Aeroporto Balice-Cracóvia, com a partida do avião prevista para às 18h30min. Às 20h25min o Papa deverá chegar ao Aeroporto de Roma/Ciampino. Fonte: Rádio Vaticano

Papa pede aos sacerdotes que criem uma ‘cultura de misericórdia’

No final da tarde desta quinta-feira (02/06), o Papa Francisco reuniu-se com sacerdotes e seminaristas na Basílica São Paulo fora-dos-muros, para a terceira meditação dos Exercícios Espirituais, no âmbito do Jubileu dos Sacerdotes. O Pontífice refletiu sobre as obras de misericórdia na sua dimensão social, no amor pelos pobres, na postura do sacerdote no confessionário. Francisco recordou, inicialmente, que “as obras de misericórdia estão muito ligadas aos ‘sentidos espirituais’”, que nos abrem para uma maior sensibilidade à vida, percebendo os necessitados existentes ao nosso redor. Servindo os pobres – disse o Papa – “somos o bom odor de Cristo” e isto “é distintivo da Igreja; sempre o foi”. .: Confira também: Shalom abre inscrições para retiro de seminaristas diocesanos e religiosos ‘O amor pelos pobres – afirmou o Santo Padre – é o sinal, a luz que faz com que as pessoas glorifiquem o Pai. E é isto que o povo aprecia no Padre: se cuida dos pobres, dos doentes, se perdoa os pecadores, ensina e corrige com paciência”: Perdão “O nosso povo perdoa muitos defeitos nos padres, exceto o de serem agarrados ao dinheiro. E não é tanto pela riqueza em si, mas porque o dinheiro nos faz perder a riqueza da misericórdia. O nosso povo pressente os pecados que são graves para o pastor, que matam o seu ministério porque o transformam num funcionário ou, pior, num mercenário, e, diversamente, os pecados que são, não diria secundários, mas possíveis de suportar, carregar como uma cruz, até que o Senhor finalmente os purifique, como fará com a cizânia. Ao contrário, o que atenta contra a misericórdia é uma contradição principal: atenta contra o dinamismo da salvação, contra Cristo que «Se fez pobre para nos enriquecer com a sua pobreza»”. Francisco exorta então a deixar-se “misericordiar” por Deus, “em todos os aspectos de nossa vida e a sermos misericordiosos com os outros em toda a nossa atividade”. Para nós – recordou – “a misericórdia é o modo de transformar toda a vida do povo de Deus em sacramento. Ser misericordioso não é apenas “um modo de ser”, mas “o modo de ser”. Este olhar de misericórdia, que “vê o que falta para colocar imediatamente o remédio”, deve ser ensinado e cultivado “desde o Seminário e deve alimentar todos os planos pastorais”, defendeu o Pontífice. Pastoral O Papa recorda que nas “nossas obras de misericórdia, sempre somos abençoados por Deus e encontramos ajuda e colaboração no nosso povo”. E se algum projeto, obra ou plano pastoral não funciona, não avança, é porque lhe falta misericórdia, não é abençoado: “Falta aquela misericórdia que tem a ver mais com um hospital de campanha do que com uma clínica de luxo; aquela misericórdia que, apreciando algo de bom, prepara o terreno para um futuro encontro da pessoa com Deus, em vez de a afastar com uma crítica patente…”. Sempre na linha da misericórdia, o Papa propôs uma oração “com a pecadora perdoada”, para pedir para “ser misericordiosos na Confissão”. “No seu diálogo com a mulher – diz Francisco – o Senhor abre outros espaços: um é o espaço da não condenação: “Onde estão os que te condenavam?” e o outro é o “espaço livre”: “Doravante não peques mais”. “Esta – disse Francisco – é a delicadeza da misericórdia, que olha com piedade o passado e encoraja para o futuro”: “Esta imagem do Senhor que põe as pessoas a caminhar é muito apropriada: Ele é o Deus que Se põe a caminho com o seu povo, que faz avançar e acompanha a nossa história. Por isso, o objeto que visa a misericórdia é muito concreto: tem em vista aquilo que impede um homem ou uma mulher de caminharem no seu lugar, com os seus queridos, ao seu ritmo, para a meta aonde Deus os convida. O que faz pena, o que comove é que uma pessoa se perca, ou que fique para trás, ou que erre por presunção. Que esteja – digamos – fora do seu lugar; que não esteja à disposição do Senhor, disponível para a tarefa que Ele quiser confiar-lhe; que uma pessoa não caminhe humildemente na presença do Senhor”. Confissão Francisco passa então “ao confessionário”. Os sacerdotes, disse ele, são “sinal e instrumento” de um encontro. “Sinal, quer dizer que devemos atrair” e o instrumento “vale por sua eficácia, por estar ao alcance e incidir na realidade de forma concreta, adequada. Somos instrumentos, se verdadeiramente as pessoas se encontrarem com Deus misericordioso; a nós cabe “fazer com que se encontrem”, que fiquem face a face. O que fizerem depois é lá com eles”. Deve ficar claro em relação ao nosso ministério – reiterou Francisco –  que devemos “ser sinal e instrumento para que eles se encontrem. Fique claro que não somos o pai, nem o pastor, nem o samaritano. Antes, como pecadores, estamos do lado dos outros três. O nosso ministério tem de ser sinal e instrumento daquele encontro. Por isso, estamos situados no âmbito do mistério do Espírito Santo, que é quem cria a Igreja, quem faz a unidade, quem reaviva de cada vez o encontro”. Essencial  Outras características próprias dum sinal e dum instrumento – precisou o Pontífice – são a sua “não-autorreferencia” – pois “ninguém fica no sinal, logo que compreendeu a significação” – e a sua disponibilidade: “que o instrumento esteja pronto para ser usado”, que seja visível. Mas a essência do sinal e do instrumento é “serem mediadores”: “Talvez esteja aqui a chave da nossa missão neste encontro da misericórdia de Deus com o homem”: “Devemos aprender com os bons confessores, com aqueles que têm delicadeza com os pecadores bastando-lhes meia palavra para compreenderem tudo, como Jesus com a hemorroíssa, e naquele mesmo momento sai deles a força do perdão. A integridade da confissão não é uma questão de matemática. Às vezes, a vergonha fica-se a dever mais ao número do que ao nome do próprio pecado. Mas, para isso, é preciso deixar-se comover perante a situação das pessoas – às vezes, é uma mistura de coisas, de

Dublin sediará próximo encontro mundial das famílias com o Papa

“O Evangelho da família, alegria para o mundo” será o tema do IX Encontro Mundial das Famílias, em Dublin, entre 22 e 26 de agosto de 2018. Foi o que anunciou o Presidente do Pontifício Conselho para a Família, Dom Vincenzo Paglia, durante uma coletiva de imprensa realizada na Sala de Imprensa da Santa Sé. “É o primeiro grande encontro das famílias do mundo depois do Sínodo dos Bispos, após o qual o Papa Francisco publicou a Exortação Apostólica Amoris Laetitia, que torna-se, obviamente, a “Carta Magna” de todo o encontro, quer na sua preparação como na sua celebração”, afirmou Dom Paglia. “A Exortação Apostólica, que foi às Igrejas locais para ser acolhida, abraçada, aprofundada e aplicada nos diversos contextos culturais, terá em Dublin uma etapa significativa desta recepção. Amoris in Laetitia requer não uma simples atualização da pastoral familiar, mas bem mais do que isto: um novo modo de viver a Igreja, um novo modo de realizar aquele amor que torna alegre a vida do povo de Deus, das famílias e da própria sociedade”. Neste sentido, o Encontro de Dublin assume uma característica particular em relação aos outros Encontros Mundiais”, acrescenta Dom Paglia. Sinodalidade “É a nossa intenção – prosseguiu o Presidente do Pontifício Conselho para a Família – viver os próximos meses e os anos acentuando ou promovendo esta sinodalidade que está no coração da Exortação Apostólica Amoris Laetitia. O Papa, de fato, sugere uma espécie de inculturação, um aprofundamento de temas, é um verdadeiro itinerário, não somente uma preparação – entre aspas – exterior. É um verdadeiro processo eclesial do qual a Irlanda, junto ao Pontifício Conselho, assume a sua responsabilidade” Neste sentido, o Pontifício Conselho  está trabalhando para elaborar catequeses e instrumentos de reflexão. O país, “marcado por um delicado momento de transição, também através deste Encontro Mundial pode ajudar a si mesmo, a Europa e o Mundo, a reencontrar a força, a energia, a tensão missionária, mediante a redescoberta da vocação e da missão da família. O título do Encontro Mundial – “O Evangelho da família, alegria para o mundo” – é um convite a escolher o “nós” da família para responder à necessidade de amor que brota de cada homem e cada mulher”. Organização O Arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, defendeu por sua vez, que o evento deve ser  “mundial a nível de preparação”, pois às vezes vemos “críticas a eventos que parecem mundiais, mas a preparação é local”. A realização deste evento – avaliou – “será uma ocasião para a renovação eclesial e a Igreja na Irlanda poderá ser um estímulo para outros países. É este o desafio que a Igreja na Irlanda deve enfrentar, mas estou certo que conseguiremos vencê-lo bem”. Os organizadores do encontro anteciparam que gostariam de envolver na preparação também os movimentos voltados à espiritualidade das famílias, que normalmente vivem fora das paróquias e por isto, quem sabe, participam em massa do evento, mas não no percursos de preparação. “Precisamente ontem – revelou Dom Martin – falávamos disto em uma reunião da Conferência Episcopal irlandesa e pensamos a um momento de partilha de experiências de todos os movimentos familiares europeus. Falta somente a data, mas será provavelmente em setembro ou outubro”. Dom Paglia informou que o Pontifício Conselho para a Família está organizando diversas iniciativas voltadas aos movimentos, com o envolvimento de teólogos de todo o mundo e de comunidades e universidades. Fonte: Rádio Vaticano

Ser cristão é ligar toda a vida a Jesus, ensina Francisco

As “funções” e ações do Espírito Santo estiveram ao centro da reflexão do Santo Padre que precede a oração do Regina Coeli, que foi rezada neste Domingo de Pentecostes pela última vez este ano. Francisco precisou que o Espírito “nos assiste, nos defende” e tem a função de “ensinamento e de memória”. O Papa recordou que a Festa de Pentecostes leva ao cumprimento o Tempo Pascal, precisamente cinquenta dias após a Ressurreição de Cristo. “A Liturgia – observou  ele – nos convida a abrir a nossa mente e o nosso coração ao dom do Espírito Santo, que Jesus prometeu em diversas ocasiões aos seus discípulos, o primeiro e principal dom que Ele obteve para nós com a sua Ressurreição”. Este dom foi implorado ao Pai pelo próprio Jesus – recordou – “como atesta o Evangelho de hoje, ambientado na Última Ceia”. O Papa explica que as palavras de Jesus aos seus discípulos – “Se me amais, observareis os meus mandamentos; e eu rezarei ao Pai e ele vos dará um outro Paráclito, para que permaneça sempre convosco e para sempre” –  “nos recordam antes de tudo que o amor por uma pessoa, e também pelo Senhor, se demonstra não com as palavras, mas com os fatos”, e “observar os mandamentos”, “ deve ser entendido no sentido existencial, de modo que toda a vida seja envolvida por eles”: “De fato, ser cristãos não significa principalmente pertencer a uma certa cultura ou aderir a uma certa doutrina, mas sim ligar a própria vida, em todos os seus aspectos, à pessoa de Jesus e, por meio dele, ao Pai. Para este objetivo Jesus promete a efusão do Espírito Santo aos seus discípulos. Precisamente graças ao Espírito Santo, Amor que une o Pai e o Filho e deles procede, todos podemos viver a mesma vida de Jesus. O Espírito, de fato, nos ensina cada coisa, ou seja, a única coisa indispensável: amar como Deus ama”. Francisco explica então outra definição dada por Jesus ao Espírito Santo, ou seja, “o Paráclito”: “Ao prometer o Espírito Santo, Jesus o define como “um outro Paráclito”, que significa Consolador, Advogado, Intercessor, aquele que nos assiste, nos defende, está ao nosso lado no caminho da vida e na luta pelo bem e contra o mal. Jesus diz “um outro Paráclito”, porque o primeiro é Ele, Ele mesmo, que se fez carne precisamente para assumir a nossa condição humana e libertá-la da escravidão do pecado”. Além disto – recordou Francisco – o Espírito Santo “exerce a função de ensinamento e de memória”, como descrito no versículo 26 do Evangelho de João: “O Espírito Santo não traz um ensinamento diferente, mas torna vivo, torna atuante o ensinamento de Jesus, para que o tempo que passa não o apague ou não o arrefeça. O Espírito Santo coloca este ensinamento dentro de nosso coração, nos ajuda a interiorizá-lo, fazendo-o tornar-se parte de nós, carne da nossa carne. Ao mesmo tempo, prepara o nosso coração para que seja capaz realmente de receber as palavras e os exemplos do Senhor. Todas as vezes que a palavra de Jesus é acolhida com alegria em nosso coração, isto é obra do Espírito Santo”. Ao concluir, o Papa Francisco pediu a intercessão da Virgem Maria, para que “nos obtenha a graça de sermos fortemente animados pelo Espírito Santo, para testemunhar Cristo com franqueza evangélica e abrir-nos sempre mais à plenitude de seu amor”. Após rezar o Regina Coeli com os milhares de fieis presentes na Praça São Pedro, o Santo Padre falou que neste domingo de Pentecostes foi publicada a sua Mensagem para o próximo Dia Mundial das Missões, a ser  celebrado no terceiro domingo de outubro. “Que o Espírito Santo dê força a todos os missionários ad gentes e sustenha a missão da Igreja no mundo inteiro. E que o Espírito Santo nos dê jovens – moças e rapazes – fortes, que tenham vontade de anunciar o Evangelho. Peçamos isto hoje ao Espírito Santo”. Por fim, saudou os diversos grupos presentes, provenientes de diversas partes do mundo, concluindo com o tradicional “não esqueçam de rezar por mim! Bom almoço e até logo!”.   Fonte: Rádio Vaticano

Diante da crise política, Papa pede paz e diálogo aos brasileiros

Na saudação após a Catequese de hoje, o Papa Francisco deixou uma mensagem especial aos brasileiros Ao final da catequese desta quarta-feira, 11, o Papa Francisco fez uma saudação especial aos brasileiros, devido ao conturbado momento político do país: “Ao saudar vocês, peregrinos brasileiros, o meu pensamento vai à sua amada nação. Nesses dias em que nos preparamos para Pentecostes, peço ao Senhor que derrame abundantemente os dons do Espírito Santo para que, nesses momentos de dificuldade, o país caminhe pelas sendas da harmonia e da paz com a ajuda da oração e do diálogo. Que a proximidade de Nossa Senhora Aparecida – que como uma boa mãe jamais abandona seus filhos – seja defesa e guia no caminho”, disse o Pontífice. O Papa Francisco está informado e acompanha a situação política brasileira por meio dos bispos da CNBB. Ao final da Assembleia, realizada em Aparecida em abril, a entidade emitiu uma nota a respeito. Na semana passada, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, teve a oportunidade de falar com o Santo Padre sobre o tema. Dom Orani pedira ao Papa que rezasse pelo Brasil. Em resposta, Francisco disse que reza sempre pelo nosso país. A crise também esteve na pauta da audiência privada que o Papa concedeu nesta terça-feira, 10, à atriz Letícia Sabatella e à juíza substituta do Tribunal de Justiça de São Paulo, Kenarik Boujikian. O Senado brasileiro vota nesta quarta-feira o parecer pela admissibilidade do processo de impeachment que, se aprovado, afastará a Presidente Dilma Rousseff temporariamente por 180 dias. Fonte: Canção Nova

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