Dublin sediará próximo encontro mundial das famílias com o Papa

“O Evangelho da família, alegria para o mundo” será o tema do IX Encontro Mundial das Famílias, em Dublin, entre 22 e 26 de agosto de 2018. Foi o que anunciou o Presidente do Pontifício Conselho para a Família, Dom Vincenzo Paglia, durante uma coletiva de imprensa realizada na Sala de Imprensa da Santa Sé. “É o primeiro grande encontro das famílias do mundo depois do Sínodo dos Bispos, após o qual o Papa Francisco publicou a Exortação Apostólica Amoris Laetitia, que torna-se, obviamente, a “Carta Magna” de todo o encontro, quer na sua preparação como na sua celebração”, afirmou Dom Paglia. “A Exortação Apostólica, que foi às Igrejas locais para ser acolhida, abraçada, aprofundada e aplicada nos diversos contextos culturais, terá em Dublin uma etapa significativa desta recepção. Amoris in Laetitia requer não uma simples atualização da pastoral familiar, mas bem mais do que isto: um novo modo de viver a Igreja, um novo modo de realizar aquele amor que torna alegre a vida do povo de Deus, das famílias e da própria sociedade”. Neste sentido, o Encontro de Dublin assume uma característica particular em relação aos outros Encontros Mundiais”, acrescenta Dom Paglia. Sinodalidade “É a nossa intenção – prosseguiu o Presidente do Pontifício Conselho para a Família – viver os próximos meses e os anos acentuando ou promovendo esta sinodalidade que está no coração da Exortação Apostólica Amoris Laetitia. O Papa, de fato, sugere uma espécie de inculturação, um aprofundamento de temas, é um verdadeiro itinerário, não somente uma preparação – entre aspas – exterior. É um verdadeiro processo eclesial do qual a Irlanda, junto ao Pontifício Conselho, assume a sua responsabilidade” Neste sentido, o Pontifício Conselho  está trabalhando para elaborar catequeses e instrumentos de reflexão. O país, “marcado por um delicado momento de transição, também através deste Encontro Mundial pode ajudar a si mesmo, a Europa e o Mundo, a reencontrar a força, a energia, a tensão missionária, mediante a redescoberta da vocação e da missão da família. O título do Encontro Mundial – “O Evangelho da família, alegria para o mundo” – é um convite a escolher o “nós” da família para responder à necessidade de amor que brota de cada homem e cada mulher”. Organização O Arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, defendeu por sua vez, que o evento deve ser  “mundial a nível de preparação”, pois às vezes vemos “críticas a eventos que parecem mundiais, mas a preparação é local”. A realização deste evento – avaliou – “será uma ocasião para a renovação eclesial e a Igreja na Irlanda poderá ser um estímulo para outros países. É este o desafio que a Igreja na Irlanda deve enfrentar, mas estou certo que conseguiremos vencê-lo bem”. Os organizadores do encontro anteciparam que gostariam de envolver na preparação também os movimentos voltados à espiritualidade das famílias, que normalmente vivem fora das paróquias e por isto, quem sabe, participam em massa do evento, mas não no percursos de preparação. “Precisamente ontem – revelou Dom Martin – falávamos disto em uma reunião da Conferência Episcopal irlandesa e pensamos a um momento de partilha de experiências de todos os movimentos familiares europeus. Falta somente a data, mas será provavelmente em setembro ou outubro”. Dom Paglia informou que o Pontifício Conselho para a Família está organizando diversas iniciativas voltadas aos movimentos, com o envolvimento de teólogos de todo o mundo e de comunidades e universidades. Fonte: Rádio Vaticano

Ser cristão é ligar toda a vida a Jesus, ensina Francisco

As “funções” e ações do Espírito Santo estiveram ao centro da reflexão do Santo Padre que precede a oração do Regina Coeli, que foi rezada neste Domingo de Pentecostes pela última vez este ano. Francisco precisou que o Espírito “nos assiste, nos defende” e tem a função de “ensinamento e de memória”. O Papa recordou que a Festa de Pentecostes leva ao cumprimento o Tempo Pascal, precisamente cinquenta dias após a Ressurreição de Cristo. “A Liturgia – observou  ele – nos convida a abrir a nossa mente e o nosso coração ao dom do Espírito Santo, que Jesus prometeu em diversas ocasiões aos seus discípulos, o primeiro e principal dom que Ele obteve para nós com a sua Ressurreição”. Este dom foi implorado ao Pai pelo próprio Jesus – recordou – “como atesta o Evangelho de hoje, ambientado na Última Ceia”. O Papa explica que as palavras de Jesus aos seus discípulos – “Se me amais, observareis os meus mandamentos; e eu rezarei ao Pai e ele vos dará um outro Paráclito, para que permaneça sempre convosco e para sempre” –  “nos recordam antes de tudo que o amor por uma pessoa, e também pelo Senhor, se demonstra não com as palavras, mas com os fatos”, e “observar os mandamentos”, “ deve ser entendido no sentido existencial, de modo que toda a vida seja envolvida por eles”: “De fato, ser cristãos não significa principalmente pertencer a uma certa cultura ou aderir a uma certa doutrina, mas sim ligar a própria vida, em todos os seus aspectos, à pessoa de Jesus e, por meio dele, ao Pai. Para este objetivo Jesus promete a efusão do Espírito Santo aos seus discípulos. Precisamente graças ao Espírito Santo, Amor que une o Pai e o Filho e deles procede, todos podemos viver a mesma vida de Jesus. O Espírito, de fato, nos ensina cada coisa, ou seja, a única coisa indispensável: amar como Deus ama”. Francisco explica então outra definição dada por Jesus ao Espírito Santo, ou seja, “o Paráclito”: “Ao prometer o Espírito Santo, Jesus o define como “um outro Paráclito”, que significa Consolador, Advogado, Intercessor, aquele que nos assiste, nos defende, está ao nosso lado no caminho da vida e na luta pelo bem e contra o mal. Jesus diz “um outro Paráclito”, porque o primeiro é Ele, Ele mesmo, que se fez carne precisamente para assumir a nossa condição humana e libertá-la da escravidão do pecado”. Além disto – recordou Francisco – o Espírito Santo “exerce a função de ensinamento e de memória”, como descrito no versículo 26 do Evangelho de João: “O Espírito Santo não traz um ensinamento diferente, mas torna vivo, torna atuante o ensinamento de Jesus, para que o tempo que passa não o apague ou não o arrefeça. O Espírito Santo coloca este ensinamento dentro de nosso coração, nos ajuda a interiorizá-lo, fazendo-o tornar-se parte de nós, carne da nossa carne. Ao mesmo tempo, prepara o nosso coração para que seja capaz realmente de receber as palavras e os exemplos do Senhor. Todas as vezes que a palavra de Jesus é acolhida com alegria em nosso coração, isto é obra do Espírito Santo”. Ao concluir, o Papa Francisco pediu a intercessão da Virgem Maria, para que “nos obtenha a graça de sermos fortemente animados pelo Espírito Santo, para testemunhar Cristo com franqueza evangélica e abrir-nos sempre mais à plenitude de seu amor”. Após rezar o Regina Coeli com os milhares de fieis presentes na Praça São Pedro, o Santo Padre falou que neste domingo de Pentecostes foi publicada a sua Mensagem para o próximo Dia Mundial das Missões, a ser  celebrado no terceiro domingo de outubro. “Que o Espírito Santo dê força a todos os missionários ad gentes e sustenha a missão da Igreja no mundo inteiro. E que o Espírito Santo nos dê jovens – moças e rapazes – fortes, que tenham vontade de anunciar o Evangelho. Peçamos isto hoje ao Espírito Santo”. Por fim, saudou os diversos grupos presentes, provenientes de diversas partes do mundo, concluindo com o tradicional “não esqueçam de rezar por mim! Bom almoço e até logo!”.   Fonte: Rádio Vaticano

Diante da crise política, Papa pede paz e diálogo aos brasileiros

Na saudação após a Catequese de hoje, o Papa Francisco deixou uma mensagem especial aos brasileiros Ao final da catequese desta quarta-feira, 11, o Papa Francisco fez uma saudação especial aos brasileiros, devido ao conturbado momento político do país: “Ao saudar vocês, peregrinos brasileiros, o meu pensamento vai à sua amada nação. Nesses dias em que nos preparamos para Pentecostes, peço ao Senhor que derrame abundantemente os dons do Espírito Santo para que, nesses momentos de dificuldade, o país caminhe pelas sendas da harmonia e da paz com a ajuda da oração e do diálogo. Que a proximidade de Nossa Senhora Aparecida – que como uma boa mãe jamais abandona seus filhos – seja defesa e guia no caminho”, disse o Pontífice. O Papa Francisco está informado e acompanha a situação política brasileira por meio dos bispos da CNBB. Ao final da Assembleia, realizada em Aparecida em abril, a entidade emitiu uma nota a respeito. Na semana passada, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, teve a oportunidade de falar com o Santo Padre sobre o tema. Dom Orani pedira ao Papa que rezasse pelo Brasil. Em resposta, Francisco disse que reza sempre pelo nosso país. A crise também esteve na pauta da audiência privada que o Papa concedeu nesta terça-feira, 10, à atriz Letícia Sabatella e à juíza substituta do Tribunal de Justiça de São Paulo, Kenarik Boujikian. O Senado brasileiro vota nesta quarta-feira o parecer pela admissibilidade do processo de impeachment que, se aprovado, afastará a Presidente Dilma Rousseff temporariamente por 180 dias. Fonte: Canção Nova

Vítimas de abusos encontrarão o Papa em 1º de maio

A Praça de São Pedro vai receber a 1 de maio um encontro de voluntários empenhados na proteção de menores, famílias de crianças abusadas e vítimas da pedofilia, numa iniciativa da ‘Associação Meter’. Eles se encontrarão com o Papa na oração do Regina Coeli. O 20.º Dia das Crianças Vítimas da Violência assinala-se assim no Vaticano, durante o encontro para a recitação da oração do ‘Regina Caeli’, com o Papa Francisco. “As crianças são abusadas por todos, não há uma categoria social específica. São devastadas na sua intimidade e os seus corpos são objeto do tráfico e do mercado. Assim, não podemos tolerar esta absurda comercialização, que encontra na Internet canais de difusão inimagináveis e lucrativos. Unamo-nos e ajamos juntos pelo bem dos menores”, explica à Rádio Vaticano o padre Fortunato Di Noto, fundador da ONG. O Papa Francisco reafirmou em fevereiro a política de ‘tolerância zero’ na Igreja Católica para casos de abuso sexuais e criticou os bispos que ignoram ou encobrem estas situações. “Um bispo que muda de paróquia um sacerdote quando se reconhece um caso de pedofilia é um inconsciente e a melhor coisa que pode fazer é [apresentar] a renúncia. Está claro?”, disse aos jornalistas, no regresso a Roma, durante o voo que partiu de Ciudad Juárez, onde concluiu a sua visita ao México. A 7 de julho de 2014, o Papa condenou no Vaticano os “atos execráveis” de abusos sexuais perpetrados contra menores e pediu perdão às vítimas, afirmando que não há lugar na Igreja para membros do clero que pratiquem estes “crimes”. “Perante Deus e o seu povo, manifesto a minha dor pelos pecados e graves crimes de abusos sexuais cometidos pelo clero contra vós e humildemente peço perdão”, declarou Francisco, na homilia da Missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta. A celebração contou então pela primeira vez com a presença de um grupo de vítimas de abusos sexuais de sacerdotes, que o Papa recebeu depois pessoalmente em privado na sua residência, durante mais de três horas.   Fonte: Ecclesia

24 horas de encontro com a Misericórdia

“A iniciativa « 24 horas para o Senhor », que será celebrada na sexta-feira e no sábado anteriores ao IV Domingo da Quaresma, deve ser incrementada nas dioceses.” Assim nos anima o Papa Francisco  a viver o segundo ano desta experiência das 24h de intercessão, adoração e reconciliação em cada Diocese. Nos dias 3 e 4 de março, a Comunidade Shalom teve a alegria de sair pelas ruas da cidade de Senhor do Bonfim convidando as pessoas para um encontro com a misericórdia de Deus através do Sacramento da reconciliação e da adoração ao Santíssimo Sacramento. ” Eu não sabia que estava acontecendo uma coisa tão maravilhosa, aqui perto da minha casa, ontem a noite um grupo do Shalom bateu na minha porta e me fez esse convite e hoje eu vim me encontrar com esse Jesus Misericordioso” Testemunhava um senhora durante o aconselhamento. Além da experiência da evangelização, o curso de preparação para o Sacramento da Reconciliação e o aconselhamento foram o incremento desta iniciativa na diocese de Bonfim.

Recife abre as 24 horas para o Senhor

A Missão Recife, atendendo a convocação do Papa Francisco e unindo-se à Igreja, abriu na tarde desta sexta-feira (4) as “24 horas para o Senhor” com a celebração eucarística na Paróquia Nossa Senhora das Graças. Na sua homilia, o Pe. Josenildo Tavares, falou do sentimento que não pode ser nunca deixado de lado. “Paradoxalmente, a vida vazia é uma vida mais pesada. O amor torna tudo leve e suportável. Nossa vida se torna qualitativa na medida em que crescemos na vivência do amor”. O padre também nos encorajou a vivê-lo como foi visto no evangelho do dia. “O escriba do evangelho se apresenta a Jesus com uma pergunta autêntica – Qual o primeiro de todos os mandamentos –, não para por Jesus à prova, por isso no fim do texto Jesus o elogiou –Tu não estás longe do Reino de Deus-. Ele havia compreendido que a autenticidade do amor é mais importante do que sacrifícios e holocaustos”. Após a celebração, o Santíssimo foi exposto e estará sendo adorado até às 18h30 deste sábado (5), quando as “24 horas para o Senhor” será encerrado com a Missa. Até lá, confissões, orações e aconselhamentos, pregações e evangelizações também estarão acontecendo na Paróquia Nossa Senhora das Graças. Abertura em Roma Na celebração penitencial que marcou abertura das “24 horas para o Senhor”,  o Santo Padre comparou nossa situação de pecado com a do cego Bartimeu. “Também o pecado tem este efeito: nos empobrece e nos isola. É uma cegueira do espírito que impede de ver o essencial, fixar o olhar no amor que dá a vida; e, aos poucos, leva a deter-se no que é superficial até deixar insensíveis aos outros e ao bem”. Ele também exortou os cristãos a buscarem o Senhor neste tempo, pois “este Jubileu da Misericórdia é tempo favorável para acolher a presença de Deus, experimentar o seu amor e voltar a Ele de todo o coração”. E você, o que está esperando para viver estas 24 horas de graças não somente para, mas com o Senhor? Confira a programação:     Serviço: Paróquia Nossa Senhora das Graças Rua das Graças s/n, Graças, Recife, PE. Informações: (81) 3314.6681 | (81) 99911.8405  

Shalom Recife realiza 24 horas para Jesus

A Comunidade Católica Shalom Recife, atendendo à convocação do santo padre, participa da iniciativa “24 horas para o Senhor”, nos dias 4 e 5 de março, quando as igrejas do mundo inteiro abrirão as portas, durante o dia todo, para atividades voltadas ao sacramento da Reconciliação.  O Papa Francisco, na Bula Misericordiae Vultus,  explica que o objetivo da ação é para que a  “quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus.” “Convidamos você a viver essa experiência com a misericórdia de Deus de forma pessoal, mas também de forma comunitária com a Comunidade Shalom e com toda a Igreja e assim ter a sua vida verdadeiramente transformada pelo amor de Deus que consola, perdoa e dá esperança”, exortou o coordenador da evangelização e discípulo da aliança, Josué Júnior. A abertura, no dia 4, será com a celebração eucarística na Paróquia de Nossa Senhora das Graças, no bairro homônimo, às 16:30. Na programação, que será feita em conjunto com a Paróquia das Graças, adoração ao Santíssimo, confissões, aconselhamento, pregações, evangelização nas ruas do bairro, terço da misericórdia, oficio de Nossa Senhora, rosário, etc. Para isso, os diversos grupos da paróquia e da Comunidade Shalom se revezarão, bem como os padres nas confissões, para que seja, “para cada penitente, fonte de verdadeira paz interior”, como exorta o Pontífice. O Papa lembrou ainda que “Há muitas pessoas – e, em grande número, jovens – que estão a aproximar-se do sacramento da Reconciliação e que frequentemente, nesta experiência, reencontram o caminho para voltar ao Senhor, viver um momento de intensa oração e redescobrir o sentido da sua vida.” O encerramento do “24 horas para o Senhor”, no domingo (5), será com a missa, às 18:30, na Paróquia das Graças. Mais informações: 99911.8405 | 3314.6681

O ano da misericórdia nos abre ao encontro com Deus

Na busca de uma vida toda nova, centenas de pessoas se reuniram nesta segunda-feira (08) de fevereiro no Colégio Vera Cruz para o segundo dia do Renascer – retiro de carnaval realizado pela Comunidade Católica Shalom Missão Recife. Propondo um caminho de encontro com Deus, segundo a óptica do Ano da Misericórdia –  aberto em 8 de dezembro pelo Papa Francisco – o Renascer 2016 possui momentos de oração, formação, louvor e encontro com Cristo. No desejo de apresentar a cada coração a face da Misericórdia, o Coordenador Apostólico da Missão Recife, Marcos José, convidou a cada um a assumir e reconhecer uma presença única e paterna de Deus em nossas vidas: “Se vivemos distantes de Deus, Ele que sabe as coisas mais profundas do nosso ser, acabaremos fechados em nós mesmos, imersos num deserto, distante da graça de Deus e de Sua Misericórdia” Aprofundando o tema, Marcos José afirmou que a falta de perdão nos faz distantes de Deus, e que os ressentimentos nos afasta da graça de possuir um coração misericordioso, gerando em nós tristeza, desespero, doença: ” Uma pessoa no deserto, ela tem uma sede muito grande e por não encontrar nada acaba entrando em desespero, e o desespero pode levar até a morte. E é por Deus nos amar muito, que para nos tirar do deserto nos concede um grande oásis chamado Cristo e a Sua misericórdia, que na vida de ressentimento e falta de perdão é o único caminho para o encontro a presença de Cristo”. Oásis da Misericórdia “O oásis da Misericórdia é encontrado na Igreja. A igreja é misericórdia quando ministra os sacramentos. É pelo bastimo que somos colocados dentro desse oásis de Misericórdia, é pelo sacramento da reconciliação que somos limpos. Não precisamos ter medo, mesmo nos sentindo culpados, Cristo vai sempre nos perdoar. Não interessa quais sejam, Ele perdoará. Sendo o próprio Cristo a figura que nos reconcilia, não ter medo é o primeiro passo para acolher a Misericórdia” concluiu Marcos  José ao expressar as recomendações do Santo Padre sobre o caminho do ano da Misericórdia, encontrado na bula “O Rosto da Misericórdia”. Sendo o batismo o sacramento que nos insere, a reconciliação o que nos limpa, Marcos exortou os fiéis a bem viverem a Eucaristia que ” é um mergulho na misericórdia de Deus” e que nos faz um só com o Cristo, nos concedendo não apenas o “Oásis da Igreja que é misericordiosa, fazendo de nós mesmos um oásis de Misericórdia, para que recebendo essa graça de Deus” possamos dar aos outros! Como viver o “Oásis da Misericórdia”? A igreja recomenda como obras corporais: Dar de comer aos famintos; Dar de beber aos sedentos; Vestir os nus; Acolher os peregrinos; Dar assistências aos enfermos; Visitar os presos… E como obras espirituais: Aconselhar os indecisos, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, ajudar os ignorantes, e suportar com paciência as pessoas que nos ofendem.

Papa: A herança mais bonita que podemos deixar aos outros é a fé

“A herança mais bonita que podemos deixar aos outros é a fé”, disse o Papa Francisco na missa matutina desta quinta-feira (04/02), na Casa Santa Marta. A primeira leitura do dia fala sobre a morte do Rei Davi. “Toda vida tem um fim. Este é um pensamento que não gostamos muito, mas é a realidade de todos os dias”, sublinhou o pontífice. “Pensar no último passo é uma luz que ilumina a vida, é uma realidade que devemos ter sempre diante de nós”: Experiência na Audiência Geral “Numa das audiências de quarta-feira estava entre os doentes uma religiosa idosa, mas com um rosto que transmitia paz, um olhar iluminado. Quantos anos a senhora tem irmã? E com um sorriso ela respondeu: 83, mas estou terminando o meu percurso nesta vida para começar outro percurso com o Senhor, pois tenho câncer no pâncreas. Assim, em paz, aquela mulher viveu intensamente a sua vida consagrada. Não tinha medo da morte: Estou terminando o meu percurso de vida para começar outro. É uma passagem. Estas coisas nos fazem bem.” Davi reinou sobre Israel durante 40 anos, “porém quarenta anos também passam”. Antes de morrer, exorta o filho Salomão a observar a Lei do Senhor. Ele em vida pecou muito, mas aprendeu a pedir perdão e a Igreja o chama de “Santo Rei Davi. Pecador, mas Santo”! Agora, na hora da morte, deixa ao filho “a herança mais bonita e maior que um homem e uma mulher podem deixar aos filhos: deixa a fé”: O que incluir no testamento “Quando se faz o testamento, as pessoas dizem: ‘Mas a ele deixo isto, a este deixo aquilo, àquele deixo aquilo outro …’. Sim, tudo bem, mas a mais bela herança, a maior herança que um homem, uma mulher pode deixar aos seus filhos é a fé. E Davi faz memória das promessas de Deus, faz memória da própria fé nessas promessas e as recorda ao filho. Deixar a fé como herança. Quando na cerimônia de Batismo damos aos pais a vela acesa, a luz da fé, estamos dizendo: ‘Mantenha-a, faça-a crescer no seu filho e na sua filha e deixe-a como herança”. Deixar a fé como herança, isso nos ensina Davi, e morre assim, simplesmente como cada homem. Mas sabe bem o que aconselhar ao filho e qual seja a melhor herança que lhe deixa: não o reino, mas a fé!”. Nos fará bem fazer-nos uma pergunta – concluiu o Papa: “Qual é a herança que eu deixo com a minha vida?”: “Deixo a herança de um homem, uma mulher de fé? Aos meus deixo esta herança? Peçamos ao Senhor duas coisas: de não ter medo deste último passo, como a irmã da audiência de quarta-feira  – ‘estou concluindo o meu percurso e inicio outro’ – de não ter medo; e a segunda coisa, que todos nós possamos deixar com a nossa vida, como melhor herança, a fé, a fé neste Deus fiel, este Deus que sempre está ao nosso lado, este Deus que é Pai e jamais desilude”.   Fonte: Rádio Vaticano

Mensagem do Papa para a XXIV Jornada Mundial do Doente

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE FRANCISCO PARA A XXIV JORNADA MUNDIAL DO DOENTE (Terra Santa – Nazaré, 11 de Fevereiro de 2016) Tema: «Confiar em Jesus misericordioso, como Maria: “Fazei o que Ele vos disser” (Jo 2, 5)» Amados irmãos e irmãs! A XXIV Jornada Mundial do Doente dá-me ocasião para me sentir particularmente próximo de vós, queridas pessoas doentes, e de quantos cuidam de vós. Dado que a referida Jornada vai ser celebrada de maneira solene na Terra Santa, proponho que, neste ano, se medite a narração evangélica das bodas de Caná (Jo 2, 1-11), onde Jesus realizou o primeiro milagre a pedido de sua Mãe. O tema escolhido – Confiar em Jesus misericordioso, como Maria: «Fazei o que Ele vos disser» (Jo 2, 5) – insere-se muito bem no âmbito do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. A celebração eucarística central da Jornada terá lugar a 11 de Fevereiro de 2016, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lurdes, e precisamente em Nazaré, onde «o Verbo Se fez homem e veio habitar connosco» (Jo 1, 14). Em Nazaré, Jesus deu início à sua missão salvífica, aplicando a Si mesmo as palavras do profeta Isaías, como nos refere o evangelista Lucas: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano favorável da parte do Senhor» (4, 18-19). A doença, sobretudo se grave, põe sempre em crise a existência humana e suscita interrogativos que nos atingem em profundidade. Por vezes, o primeiro momento pode ser de rebelião: Porque havia de acontecer precisamente a mim? Podemos sentir-nos desesperados, pensar que tudo está perdido, que já nada tem sentido… Nestas situações, a fé em Deus se, por um lado, é posta à prova, por outro, revela toda a sua força positiva; e não porque faça desaparecer a doença, a tribulação ou os interrogativos que daí derivam, mas porque nos dá uma chave para podermos descobrir o sentido mais profundo daquilo que estamos a viver; uma chave que nos ajuda a ver como a doença pode ser o caminho para chegar a uma proximidade mais estreita com Jesus, que caminha ao nosso lado, carregando a Cruz. E esta chave é-nos entregue pela Mãe, Maria, perita deste caminho. Nas bodas de Caná, Maria é a mulher solícita que se apercebe de um problema muito importante para os esposos: acabou o vinho, símbolo da alegria da festa. Maria dá-Se conta da dificuldade, de certa maneira assume-a e, com discrição, age sem demora. Não fica a olhar e, muito menos, se demora a fazer juízos, mas dirige-Se a Jesus e apresenta-Lhe o problema como é: «Não têm vinho» (Jo 2, 3). E quando Jesus Lhe faz notar que ainda não chegou o momento de revelar-Se (cf. v. 4), Maria diz aos serventes: «Fazei o que Ele vos disser» (v. 5). Então Jesus realiza o milagre, transformando uma grande quantidade de água em vinho, um vinho que logo se revela o melhor de toda a festa. Que ensinamento podemos tirar, para a Jornada Mundial do Doente, do mistério das bodas de Caná? O banquete das bodas de Caná é um ícone da Igreja: no centro, está Jesus misericordioso que realiza o sinal; em redor d’Ele, os discípulos, as primícias da nova comunidade; e, perto de Jesus e dos seus discípulos, está Maria, Mãe providente e orante. Maria participa na alegria do povo comum, e contribui para a aumentar; intercede junto de seu Filho a bem dos esposos e de todos os convidados. E Jesus não rejeitou o pedido de sua Mãe. Quanta esperança há neste acontecimento para todos nós! Temos uma Mãe de olhar vigilante e bom, como seu Filho; o coração materno e repleto de misericórdia, como Ele; as mãos que desejam ajudar, como as mãos de Jesus que dividiam o pão para quem tinha fome, que tocavam os doentes e os curavam. Isto enche-nos de confiança, fazendo-nos abrir à graça e à misericórdia de Cristo. A intercessão de Maria faz-nos experimentar a consolação, pela qual o apóstolo Paulo bendiz a Deus: «Bendito seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação! Ele nos consola em toda a nossa tribulação, para que também nós possamos consolar aqueles que estão em qualquer tribulação, mediante a consolação que nós mesmos recebemos de Deus. Na verdade, assim como abundam em nós os sofrimentos de Cristo, também, por meio de Cristo, é abundante a nossa consolação» (2 Cor 1, 3-5). Maria é a Mãe «consolada», que consola os seus filhos. Em Caná, manifestam-se os traços distintivos de Jesus e da sua missão: é Aquele que socorre quem está em dificuldade e passa necessidade. Com efeito, no seu ministério messiânico, curará a muitos de doenças, enfermidades e espíritos malignos, dará vista aos cegos, fará caminhar os coxos, restituirá saúde e dignidade aos leprosos, ressuscitará os mortos, e aos pobres anunciará a boa nova (cf. Lc 7, 21-22). E, durante o festim nupcial, o pedido de Maria – sugerido pelo Espírito Santo ao seu coração materno – fez revelar-se não só o poder messiânico de Jesus, mas também a sua misericórdia. Na solicitude de Maria, reflecte-se a ternura de Deus. E a mesma ternura torna-se presente na vida de tantas pessoas que acompanham os doentes e sabem individuar as suas necessidades, mesmo as mais subtis, porque vêem com um olhar cheio de amor. Quantas vezes uma mãe à cabeceira do filho doente, ou um filho que cuida do seu progenitor idoso, ou um neto que acompanha o avô ou a avó, depõe a sua súplica nas mãos de Nossa Senhora! Para nossos familiares doentes, pedimos, em primeiro lugar, a saúde; o próprio Jesus manifestou a presença do Reino de Deus precisamente através das curas. «Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos vêem e os coxos andam; os leprosos ficam limpos

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