Vítimas de abusos encontrarão o Papa em 1º de maio

A Praça de São Pedro vai receber a 1 de maio um encontro de voluntários empenhados na proteção de menores, famílias de crianças abusadas e vítimas da pedofilia, numa iniciativa da ‘Associação Meter’. Eles se encontrarão com o Papa na oração do Regina Coeli. O 20.º Dia das Crianças Vítimas da Violência assinala-se assim no Vaticano, durante o encontro para a recitação da oração do ‘Regina Caeli’, com o Papa Francisco. “As crianças são abusadas por todos, não há uma categoria social específica. São devastadas na sua intimidade e os seus corpos são objeto do tráfico e do mercado. Assim, não podemos tolerar esta absurda comercialização, que encontra na Internet canais de difusão inimagináveis e lucrativos. Unamo-nos e ajamos juntos pelo bem dos menores”, explica à Rádio Vaticano o padre Fortunato Di Noto, fundador da ONG. O Papa Francisco reafirmou em fevereiro a política de ‘tolerância zero’ na Igreja Católica para casos de abuso sexuais e criticou os bispos que ignoram ou encobrem estas situações. “Um bispo que muda de paróquia um sacerdote quando se reconhece um caso de pedofilia é um inconsciente e a melhor coisa que pode fazer é [apresentar] a renúncia. Está claro?”, disse aos jornalistas, no regresso a Roma, durante o voo que partiu de Ciudad Juárez, onde concluiu a sua visita ao México. A 7 de julho de 2014, o Papa condenou no Vaticano os “atos execráveis” de abusos sexuais perpetrados contra menores e pediu perdão às vítimas, afirmando que não há lugar na Igreja para membros do clero que pratiquem estes “crimes”. “Perante Deus e o seu povo, manifesto a minha dor pelos pecados e graves crimes de abusos sexuais cometidos pelo clero contra vós e humildemente peço perdão”, declarou Francisco, na homilia da Missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta. A celebração contou então pela primeira vez com a presença de um grupo de vítimas de abusos sexuais de sacerdotes, que o Papa recebeu depois pessoalmente em privado na sua residência, durante mais de três horas.   Fonte: Ecclesia

24 horas de encontro com a Misericórdia

“A iniciativa « 24 horas para o Senhor », que será celebrada na sexta-feira e no sábado anteriores ao IV Domingo da Quaresma, deve ser incrementada nas dioceses.” Assim nos anima o Papa Francisco  a viver o segundo ano desta experiência das 24h de intercessão, adoração e reconciliação em cada Diocese. Nos dias 3 e 4 de março, a Comunidade Shalom teve a alegria de sair pelas ruas da cidade de Senhor do Bonfim convidando as pessoas para um encontro com a misericórdia de Deus através do Sacramento da reconciliação e da adoração ao Santíssimo Sacramento. ” Eu não sabia que estava acontecendo uma coisa tão maravilhosa, aqui perto da minha casa, ontem a noite um grupo do Shalom bateu na minha porta e me fez esse convite e hoje eu vim me encontrar com esse Jesus Misericordioso” Testemunhava um senhora durante o aconselhamento. Além da experiência da evangelização, o curso de preparação para o Sacramento da Reconciliação e o aconselhamento foram o incremento desta iniciativa na diocese de Bonfim.

Recife abre as 24 horas para o Senhor

A Missão Recife, atendendo a convocação do Papa Francisco e unindo-se à Igreja, abriu na tarde desta sexta-feira (4) as “24 horas para o Senhor” com a celebração eucarística na Paróquia Nossa Senhora das Graças. Na sua homilia, o Pe. Josenildo Tavares, falou do sentimento que não pode ser nunca deixado de lado. “Paradoxalmente, a vida vazia é uma vida mais pesada. O amor torna tudo leve e suportável. Nossa vida se torna qualitativa na medida em que crescemos na vivência do amor”. O padre também nos encorajou a vivê-lo como foi visto no evangelho do dia. “O escriba do evangelho se apresenta a Jesus com uma pergunta autêntica – Qual o primeiro de todos os mandamentos –, não para por Jesus à prova, por isso no fim do texto Jesus o elogiou –Tu não estás longe do Reino de Deus-. Ele havia compreendido que a autenticidade do amor é mais importante do que sacrifícios e holocaustos”. Após a celebração, o Santíssimo foi exposto e estará sendo adorado até às 18h30 deste sábado (5), quando as “24 horas para o Senhor” será encerrado com a Missa. Até lá, confissões, orações e aconselhamentos, pregações e evangelizações também estarão acontecendo na Paróquia Nossa Senhora das Graças. Abertura em Roma Na celebração penitencial que marcou abertura das “24 horas para o Senhor”,  o Santo Padre comparou nossa situação de pecado com a do cego Bartimeu. “Também o pecado tem este efeito: nos empobrece e nos isola. É uma cegueira do espírito que impede de ver o essencial, fixar o olhar no amor que dá a vida; e, aos poucos, leva a deter-se no que é superficial até deixar insensíveis aos outros e ao bem”. Ele também exortou os cristãos a buscarem o Senhor neste tempo, pois “este Jubileu da Misericórdia é tempo favorável para acolher a presença de Deus, experimentar o seu amor e voltar a Ele de todo o coração”. E você, o que está esperando para viver estas 24 horas de graças não somente para, mas com o Senhor? Confira a programação:     Serviço: Paróquia Nossa Senhora das Graças Rua das Graças s/n, Graças, Recife, PE. Informações: (81) 3314.6681 | (81) 99911.8405  

Shalom Recife realiza 24 horas para Jesus

A Comunidade Católica Shalom Recife, atendendo à convocação do santo padre, participa da iniciativa “24 horas para o Senhor”, nos dias 4 e 5 de março, quando as igrejas do mundo inteiro abrirão as portas, durante o dia todo, para atividades voltadas ao sacramento da Reconciliação.  O Papa Francisco, na Bula Misericordiae Vultus,  explica que o objetivo da ação é para que a  “quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus.” “Convidamos você a viver essa experiência com a misericórdia de Deus de forma pessoal, mas também de forma comunitária com a Comunidade Shalom e com toda a Igreja e assim ter a sua vida verdadeiramente transformada pelo amor de Deus que consola, perdoa e dá esperança”, exortou o coordenador da evangelização e discípulo da aliança, Josué Júnior. A abertura, no dia 4, será com a celebração eucarística na Paróquia de Nossa Senhora das Graças, no bairro homônimo, às 16:30. Na programação, que será feita em conjunto com a Paróquia das Graças, adoração ao Santíssimo, confissões, aconselhamento, pregações, evangelização nas ruas do bairro, terço da misericórdia, oficio de Nossa Senhora, rosário, etc. Para isso, os diversos grupos da paróquia e da Comunidade Shalom se revezarão, bem como os padres nas confissões, para que seja, “para cada penitente, fonte de verdadeira paz interior”, como exorta o Pontífice. O Papa lembrou ainda que “Há muitas pessoas – e, em grande número, jovens – que estão a aproximar-se do sacramento da Reconciliação e que frequentemente, nesta experiência, reencontram o caminho para voltar ao Senhor, viver um momento de intensa oração e redescobrir o sentido da sua vida.” O encerramento do “24 horas para o Senhor”, no domingo (5), será com a missa, às 18:30, na Paróquia das Graças. Mais informações: 99911.8405 | 3314.6681

O ano da misericórdia nos abre ao encontro com Deus

Na busca de uma vida toda nova, centenas de pessoas se reuniram nesta segunda-feira (08) de fevereiro no Colégio Vera Cruz para o segundo dia do Renascer – retiro de carnaval realizado pela Comunidade Católica Shalom Missão Recife. Propondo um caminho de encontro com Deus, segundo a óptica do Ano da Misericórdia –  aberto em 8 de dezembro pelo Papa Francisco – o Renascer 2016 possui momentos de oração, formação, louvor e encontro com Cristo. No desejo de apresentar a cada coração a face da Misericórdia, o Coordenador Apostólico da Missão Recife, Marcos José, convidou a cada um a assumir e reconhecer uma presença única e paterna de Deus em nossas vidas: “Se vivemos distantes de Deus, Ele que sabe as coisas mais profundas do nosso ser, acabaremos fechados em nós mesmos, imersos num deserto, distante da graça de Deus e de Sua Misericórdia” Aprofundando o tema, Marcos José afirmou que a falta de perdão nos faz distantes de Deus, e que os ressentimentos nos afasta da graça de possuir um coração misericordioso, gerando em nós tristeza, desespero, doença: ” Uma pessoa no deserto, ela tem uma sede muito grande e por não encontrar nada acaba entrando em desespero, e o desespero pode levar até a morte. E é por Deus nos amar muito, que para nos tirar do deserto nos concede um grande oásis chamado Cristo e a Sua misericórdia, que na vida de ressentimento e falta de perdão é o único caminho para o encontro a presença de Cristo”. Oásis da Misericórdia “O oásis da Misericórdia é encontrado na Igreja. A igreja é misericórdia quando ministra os sacramentos. É pelo bastimo que somos colocados dentro desse oásis de Misericórdia, é pelo sacramento da reconciliação que somos limpos. Não precisamos ter medo, mesmo nos sentindo culpados, Cristo vai sempre nos perdoar. Não interessa quais sejam, Ele perdoará. Sendo o próprio Cristo a figura que nos reconcilia, não ter medo é o primeiro passo para acolher a Misericórdia” concluiu Marcos  José ao expressar as recomendações do Santo Padre sobre o caminho do ano da Misericórdia, encontrado na bula “O Rosto da Misericórdia”. Sendo o batismo o sacramento que nos insere, a reconciliação o que nos limpa, Marcos exortou os fiéis a bem viverem a Eucaristia que ” é um mergulho na misericórdia de Deus” e que nos faz um só com o Cristo, nos concedendo não apenas o “Oásis da Igreja que é misericordiosa, fazendo de nós mesmos um oásis de Misericórdia, para que recebendo essa graça de Deus” possamos dar aos outros! Como viver o “Oásis da Misericórdia”? A igreja recomenda como obras corporais: Dar de comer aos famintos; Dar de beber aos sedentos; Vestir os nus; Acolher os peregrinos; Dar assistências aos enfermos; Visitar os presos… E como obras espirituais: Aconselhar os indecisos, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, ajudar os ignorantes, e suportar com paciência as pessoas que nos ofendem.

Papa: A herança mais bonita que podemos deixar aos outros é a fé

“A herança mais bonita que podemos deixar aos outros é a fé”, disse o Papa Francisco na missa matutina desta quinta-feira (04/02), na Casa Santa Marta. A primeira leitura do dia fala sobre a morte do Rei Davi. “Toda vida tem um fim. Este é um pensamento que não gostamos muito, mas é a realidade de todos os dias”, sublinhou o pontífice. “Pensar no último passo é uma luz que ilumina a vida, é uma realidade que devemos ter sempre diante de nós”: Experiência na Audiência Geral “Numa das audiências de quarta-feira estava entre os doentes uma religiosa idosa, mas com um rosto que transmitia paz, um olhar iluminado. Quantos anos a senhora tem irmã? E com um sorriso ela respondeu: 83, mas estou terminando o meu percurso nesta vida para começar outro percurso com o Senhor, pois tenho câncer no pâncreas. Assim, em paz, aquela mulher viveu intensamente a sua vida consagrada. Não tinha medo da morte: Estou terminando o meu percurso de vida para começar outro. É uma passagem. Estas coisas nos fazem bem.” Davi reinou sobre Israel durante 40 anos, “porém quarenta anos também passam”. Antes de morrer, exorta o filho Salomão a observar a Lei do Senhor. Ele em vida pecou muito, mas aprendeu a pedir perdão e a Igreja o chama de “Santo Rei Davi. Pecador, mas Santo”! Agora, na hora da morte, deixa ao filho “a herança mais bonita e maior que um homem e uma mulher podem deixar aos filhos: deixa a fé”: O que incluir no testamento “Quando se faz o testamento, as pessoas dizem: ‘Mas a ele deixo isto, a este deixo aquilo, àquele deixo aquilo outro …’. Sim, tudo bem, mas a mais bela herança, a maior herança que um homem, uma mulher pode deixar aos seus filhos é a fé. E Davi faz memória das promessas de Deus, faz memória da própria fé nessas promessas e as recorda ao filho. Deixar a fé como herança. Quando na cerimônia de Batismo damos aos pais a vela acesa, a luz da fé, estamos dizendo: ‘Mantenha-a, faça-a crescer no seu filho e na sua filha e deixe-a como herança”. Deixar a fé como herança, isso nos ensina Davi, e morre assim, simplesmente como cada homem. Mas sabe bem o que aconselhar ao filho e qual seja a melhor herança que lhe deixa: não o reino, mas a fé!”. Nos fará bem fazer-nos uma pergunta – concluiu o Papa: “Qual é a herança que eu deixo com a minha vida?”: “Deixo a herança de um homem, uma mulher de fé? Aos meus deixo esta herança? Peçamos ao Senhor duas coisas: de não ter medo deste último passo, como a irmã da audiência de quarta-feira  – ‘estou concluindo o meu percurso e inicio outro’ – de não ter medo; e a segunda coisa, que todos nós possamos deixar com a nossa vida, como melhor herança, a fé, a fé neste Deus fiel, este Deus que sempre está ao nosso lado, este Deus que é Pai e jamais desilude”.   Fonte: Rádio Vaticano

Mensagem do Papa para a XXIV Jornada Mundial do Doente

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE FRANCISCO PARA A XXIV JORNADA MUNDIAL DO DOENTE (Terra Santa – Nazaré, 11 de Fevereiro de 2016) Tema: «Confiar em Jesus misericordioso, como Maria: “Fazei o que Ele vos disser” (Jo 2, 5)» Amados irmãos e irmãs! A XXIV Jornada Mundial do Doente dá-me ocasião para me sentir particularmente próximo de vós, queridas pessoas doentes, e de quantos cuidam de vós. Dado que a referida Jornada vai ser celebrada de maneira solene na Terra Santa, proponho que, neste ano, se medite a narração evangélica das bodas de Caná (Jo 2, 1-11), onde Jesus realizou o primeiro milagre a pedido de sua Mãe. O tema escolhido – Confiar em Jesus misericordioso, como Maria: «Fazei o que Ele vos disser» (Jo 2, 5) – insere-se muito bem no âmbito do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. A celebração eucarística central da Jornada terá lugar a 11 de Fevereiro de 2016, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lurdes, e precisamente em Nazaré, onde «o Verbo Se fez homem e veio habitar connosco» (Jo 1, 14). Em Nazaré, Jesus deu início à sua missão salvífica, aplicando a Si mesmo as palavras do profeta Isaías, como nos refere o evangelista Lucas: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano favorável da parte do Senhor» (4, 18-19). A doença, sobretudo se grave, põe sempre em crise a existência humana e suscita interrogativos que nos atingem em profundidade. Por vezes, o primeiro momento pode ser de rebelião: Porque havia de acontecer precisamente a mim? Podemos sentir-nos desesperados, pensar que tudo está perdido, que já nada tem sentido… Nestas situações, a fé em Deus se, por um lado, é posta à prova, por outro, revela toda a sua força positiva; e não porque faça desaparecer a doença, a tribulação ou os interrogativos que daí derivam, mas porque nos dá uma chave para podermos descobrir o sentido mais profundo daquilo que estamos a viver; uma chave que nos ajuda a ver como a doença pode ser o caminho para chegar a uma proximidade mais estreita com Jesus, que caminha ao nosso lado, carregando a Cruz. E esta chave é-nos entregue pela Mãe, Maria, perita deste caminho. Nas bodas de Caná, Maria é a mulher solícita que se apercebe de um problema muito importante para os esposos: acabou o vinho, símbolo da alegria da festa. Maria dá-Se conta da dificuldade, de certa maneira assume-a e, com discrição, age sem demora. Não fica a olhar e, muito menos, se demora a fazer juízos, mas dirige-Se a Jesus e apresenta-Lhe o problema como é: «Não têm vinho» (Jo 2, 3). E quando Jesus Lhe faz notar que ainda não chegou o momento de revelar-Se (cf. v. 4), Maria diz aos serventes: «Fazei o que Ele vos disser» (v. 5). Então Jesus realiza o milagre, transformando uma grande quantidade de água em vinho, um vinho que logo se revela o melhor de toda a festa. Que ensinamento podemos tirar, para a Jornada Mundial do Doente, do mistério das bodas de Caná? O banquete das bodas de Caná é um ícone da Igreja: no centro, está Jesus misericordioso que realiza o sinal; em redor d’Ele, os discípulos, as primícias da nova comunidade; e, perto de Jesus e dos seus discípulos, está Maria, Mãe providente e orante. Maria participa na alegria do povo comum, e contribui para a aumentar; intercede junto de seu Filho a bem dos esposos e de todos os convidados. E Jesus não rejeitou o pedido de sua Mãe. Quanta esperança há neste acontecimento para todos nós! Temos uma Mãe de olhar vigilante e bom, como seu Filho; o coração materno e repleto de misericórdia, como Ele; as mãos que desejam ajudar, como as mãos de Jesus que dividiam o pão para quem tinha fome, que tocavam os doentes e os curavam. Isto enche-nos de confiança, fazendo-nos abrir à graça e à misericórdia de Cristo. A intercessão de Maria faz-nos experimentar a consolação, pela qual o apóstolo Paulo bendiz a Deus: «Bendito seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação! Ele nos consola em toda a nossa tribulação, para que também nós possamos consolar aqueles que estão em qualquer tribulação, mediante a consolação que nós mesmos recebemos de Deus. Na verdade, assim como abundam em nós os sofrimentos de Cristo, também, por meio de Cristo, é abundante a nossa consolação» (2 Cor 1, 3-5). Maria é a Mãe «consolada», que consola os seus filhos. Em Caná, manifestam-se os traços distintivos de Jesus e da sua missão: é Aquele que socorre quem está em dificuldade e passa necessidade. Com efeito, no seu ministério messiânico, curará a muitos de doenças, enfermidades e espíritos malignos, dará vista aos cegos, fará caminhar os coxos, restituirá saúde e dignidade aos leprosos, ressuscitará os mortos, e aos pobres anunciará a boa nova (cf. Lc 7, 21-22). E, durante o festim nupcial, o pedido de Maria – sugerido pelo Espírito Santo ao seu coração materno – fez revelar-se não só o poder messiânico de Jesus, mas também a sua misericórdia. Na solicitude de Maria, reflecte-se a ternura de Deus. E a mesma ternura torna-se presente na vida de tantas pessoas que acompanham os doentes e sabem individuar as suas necessidades, mesmo as mais subtis, porque vêem com um olhar cheio de amor. Quantas vezes uma mãe à cabeceira do filho doente, ou um filho que cuida do seu progenitor idoso, ou um neto que acompanha o avô ou a avó, depõe a sua súplica nas mãos de Nossa Senhora! Para nossos familiares doentes, pedimos, em primeiro lugar, a saúde; o próprio Jesus manifestou a presença do Reino de Deus precisamente através das curas. «Ide contar a João o que vedes e ouvis: os cegos vêem e os coxos andam; os leprosos ficam limpos

Papa: Acostumar-se ao pecado sem pedir perdão torna-nos corruptos

Rezemos a Deus para que a fraqueza que nos leva a pecar nunca se transforme em corrupção. A este tema, já abordado no passado, o Papa dedicou a homilia da missa da manhã desta sexta-feira (29/01), celebrada na Casa Santa Marta. Francisco narrou a história bíblica de Davi e Betsabé, sublinhando que o demônio induz os corruptos a não sentir – como os outros pecadores – a necessidade do perdão de Deus. Pode-se pecar em muitos modos e por tudo se pode pedir sinceramente perdão a Deus e saber que sem dúvidas, o perdão será obtido. O problema nasce com os corruptos. O pior dos corruptos – reafirmou o Papa – é que “ele não precisa pedir perdão”, porque lhe é suficiente o poder no qual se sustenta a sua corrupção. Não preciso de Deus É o comportamento que o rei Davi assume quando se apaixona por Betsabé, esposa do oficial Uria, que está combatendo longe. O Papa ilustrou, citando alguns trechos, o episódio narrado na Bíblia. Depois de seduzir a mulher e saber que está grávida, Davi arquiteta um plano para encobrir o adultério. Manda chamar Uria e lhe propõe ir descansar em casa. Homem leal, Uria não aceita ir enquanto seus homens morrem na batalha. Então, Davi tenta de novo, levando-o à embriaguez, mas nem isso funciona: “Isto colocou Davi em dificuldade, mas Uria disse: ‘Não, não posso…’ E escreveu uma carta, como ouvimos: “Façam Uria ser capitão, coloquem-no à frente da batalha mais difícil e depois, retirem-se, para que seja atingido e morra”. Uma condenação à morte. Este homem, fiel – fiel à lei, fiel a seu povo, fiel a seu rei – recebeu uma sentença de morte”. A “segurança” da corrupção “Davi é santo, mas também pecador”. Cede à luxuria mas, apesar disso, considerou Francisco, Deus “gostava tanto” dele. Mesmo assim, observa, “o grande, o nobre Davi” sente-se tão “seguro” – ‘porque o reino era forte’ – que, depois de cometer adultério, move todas as alavancas à sua disposição para ajeitar as coisas, também de um modo mentiroso, até conspirar e ordenar o assassinato de um homem leal, fazendo-o passar por um infortúnio de guerra: “Este é um momento na vida de Davi que nos faz ver um momento pelo qual todos nós podemos passar em nossa vida: é a passagem do pecado à corrupção. Aqui Davi começa, dá o primeiro passo em direção à corrupção. Detém o poder e a força. E por isso, a corrupção é um pecado mais fácil para todos nós que temos um poder qualquer, seja poder eclesiástico, religioso, econômico, politico… Porque o diabo nos faz sentir seguros: ‘Eu posso’”. “Pecadores sim, corrompidos jamais” A corrupção arruinou o coração daquele “rapaz corajoso” que havia enfrentado o filisteu com uma atiradeira e cinco pedras. “Hoje gostaria de destacar somente isso”, concluiu Francisco: há “um momento em que a rotina do pecado, um momento em que a nossa situação é tão segura e somos bem vistos e temos tanto poder” que o pecado deixa “de ser pecado” e passa a ser “corrupção”. E “uma das piores coisas que há na corrupção é que o corrupto não sente necessidade de pedir perdão”: “Façamos hoje uma oração pela Igreja, começando por nós, pelo Papa, pelos bispos, pelos sacerdotes, pelos consagrados, pelos fiéis leigos: ‘Mas, Senhor, salvai-nos, salvai-nos da corrupção. Pecadores sim, Senhor, somos todos, mas corrompidos, jamais’. Peçamos esta graça”.   Fonte: Rádio Vaticano

Papa pede que jovens se deixem guiar por Deus e tenham humildade

Em sua visita surpresa na tarde de segunda-feira (4/1) a Greccio, localizada na região italiana do Lácio (província de Rieti), o Papa Francisco se encontrou com os jovens que participavam do “Encontro Greccio 2016”. Ao grupo, ele ressaltou a importância de dois grandes sinais de Deus na vida dos cristãos para uma vida de humildade. “Quando na nossa vida não encontramos qualquer estrela especial que nos chama a fazer algo a mais, algo bom, a conduzir um caminho, também a tomar uma decisão, significa que algo está errado. E devo pedir a graça Deus para descobrir a estrela que Ele gostaria que eu visse, porque aquela estrela me conduzirá a Jesus”, disse. Estrela de Belém Tendo como base as celebrações natalinas, o Papa lembrou da narração do Evangelho sobre a Estrela de Belém, que guiou os Três Reis Magos até a manjedoura. “No Evangelho, quando se fala do nascimento de Jesus, há dois desses sinais que me levam a refletir. Também gostaria que pensassem nisso. O primeiro sinal, que não é o primeiro cronologicamente, mas o segundo, é daquela Estrela dos Reis Magos: ‘Vimos a sua Estrela, e nós viemos’. Mas o céu é repleto de estrelas ou não? É repleto! Mas eles viram uma especial, uma estrela que os fizeram a deixar tanta coisa e a iniciar um caminho que não sabiam ao certo por onde’, ressaltou o papa. Além disso, o Papa Francisco recordou da pequenez de Deus, na presença de Cristo na manjedoura, como outro sinal para guiar a vida dos cristãos. “A pequenez de Deus: Deus se rebaixou, humilhou-se para ser um de nós, para caminhar a nossa frente”, falou. Uma vida de humildade O Papa também ressaltou sobre a mansidão de Deus presente no Menino Jesus. “Esta mansidão de uma criança é outro sinal: a minha vida, é uma vida de mansidão, humilde, que não tem o nariz empinado, que não é orgulhosa? Os dois sinais que nos faltam na vida: descobrir a Estrela que Deus quer para mim, e que me guiará ao outro”, afirmou. Segundo Francisco, os Reis Magos foram sábios ao deixarem-se guiar pela Estrela. “Espero que a vida de vocês seja acompanhada sempre com esses dois sinais, que são um dom de Deus: que não falte a vocês a Estrela e a humildade de redescobrir o Menino Jesus, nos pobres, nos humildes, naqueles que são rejeitados na sociedade e também na sua própria vida. Eu vos desejo isso. Não poderia dizer outra coisa”, finalizou o Papa, abençoando os jovens e rezando com eles a oração da Ave Maria. Fonte: Rádio Vaticano

Francisco pede aos jovens a ‘coragem da misericórdia’

Cerca de 30 mil jovens estão reunidos em Valença, na Espanha, para o 38º encontro europeu da Comunidade de Taizé. De 28 de dezembro a 1° de janeiro, Valença acolhe a juventude europeia para uma nova etapa da “Peregrinação de Confiança através da Terra”, iniciada pelo irmão Roger no final dos anos 70. O Papa Francisco enviou sua mensagem através do Secretário de Estado, Card. Pietro Parolin, pedindo que os jovens criem em suas comunidades um “oásis de misericordia”, em especial para “os inúmeros migrantes que têm necessidade de acolhimento”. O Papa – lê-se no texto – aprecia a escolha dos jovens de querer aprofundar, em seu encontro anual, o tema da Misericórdia e lhes agradece pelo seu empenho nesse sentido, com todas as forças criativas e a imaginação próprias da juventude. “Também vocês – prossegue a mensagem – desejam que a Misericórdia se manifeste em todas as suas dimensões, inclusive sociais. O Papa os encoraja a continuar neste caminho, a ter a coragem da Misericórdia, que os conduzirá não somente a recebê-la para si mesmos, em sua vida pessoal, mas também a estar próximos daqueles que estão em dificuldade. Vocês sabem que a Igreja está presente para toda a humanidade e onde há cristãos, toda pessoa deveria encontrar um oásis de Misericórdia. Isso é o que as suas comunidades podem se tornar”. Por fim, Francisco recorda o Ir. Roger, fundador da Comunidade de Taizè: “Ele amava os pobres, os mais desafavorecidos, os que aparentemente não contam nada e soube demonstrar através de sua vida que a oração se conjuga com a solidariedade humana. Por meio de sua experiência de solidariedade e misericórdia – conclui o Pontífice – que vocês possam viver esta exigente felicidade, tão rica de significado, à qual o Evangelho os chama”. Fonte: Rádio Vaticano

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