O Postal de Natal do Papa

O Papa Francisco escolheu uma frase de São Leão Magno, ‘Exultemus in die salutis nostrae’ («Exultemos no dia da nossa salvação), para o seu cartão de votos natalícios deste ano. No postal foi reproduzida a imagem ‘Os anjos em adoração ao Menino Jesus’ de Carlo Maratti (Maratta). Nascido em 1625 em San Germano di Camerano (Ancona), Maratti foi uma figura central da pintura italiana da segunda metade do século XVII. Formado em Roma (onde faleceu em 1713) na escola de Andrea Sacchi, entre os máximos expoentes do classicismo, é autor de importantes obras sacras que ainda hoje é possível admirar no Vaticano e nalgumas igrejas da cidade. Fonte: Ecclesia

Papa: a guerra desfigura os laços entre irmãos, entre nações

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta segunda-feira (26/10), na Sala Clementina, no Vaticano, os participantes do 4º curso de formação dos Capelães Militares ao Direito Internacional Humanitário. O evento é promovido pela Congregação para os Bispos, pelo Pontifício Conselho da Justiça e da Paz e pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso. Os capelães militares vieram de várias partes do mundo para refletir juntos sobre alguns desafios atuais do direito internacional humanitário, relativos à proteção da dignidade humana durante os conflitos armados não internacionais e os novos conflitos armados. “Trata-se de um tema atual, especialmente se pensamos na intensificação da violência e na multiplicação dos palcos de guerra em várias partes do mundo, como África, Europa e Oriente Médio”, disse Francisco. Este é um momento para “meditar e trocar experiências sobre como a sua missão de acompanhamento espiritual dos membros das forças armadas e suas famílias possa contribuir para prevenir as violações do direito humanitário, com o objetivo de reduzir a dor e os sofrimentos que a guerra provoca nas vítimas e naqueles que combatem”, frisou ainda o pontífice. Segundo o Papa, “a guerra desfigura os lações entre irmãos, entre nações, e desfigura também aqueles que são testemunhas de tais atrocidades”. “Muitos militares voltam depois das operações de guerra ou de uma missão de restabelecimento da paz com feridas interiores profundas. A guerra pode deixar o seu sinal indelével. A guerra, na realidade, deixa sempre um sinal indelével”, sublinhou Francisco. A esse propósito, o Papa afirmou que é necessário se interrogar sobre a modalidade adequada para curar as feridas espirituais dos militares que, tendo vivido a experiência de guerra, viram crimes atrozes. “Essas pessoas e suas famílias precisam de uma atenção pastoral específica, uma solicitude em que possam sentir a proximidade maternal da Igreja. O capelão militar deve acompanhá-las e ajudá-las em seu caminho, e ser uma presença consoladora e fraterna”, frisou o pontífice. “O direito humanitário se propõe a salvaguardar os princípios essenciais de humanidade num contexto de guerra que é desumanizante. Ele deve proteger aqueles que não participam do conflito, como a população civil, os agentes de saúde e religiosos, feridos e prisioneiros. Ao mesmo tempo, esse direito deve banir as armas que causam sofrimentos atrozes e inúteis aos combatentes, e danos graves ao ambiente natural e cultural.” “O direito humanitário deve ser difundido e promovido por todos os militares e forças armadas, pela polícia e demais agentes de segurança. Ele precisa ser mais desenvolvido para enfrentar a nova realidade da guerra que, hoje, infelizmente, dispõe de instrumentos cada vez mais letais.” “Espero que os momentos de debate previstos no curso possam contribuir na busca corajosa de novos caminhos nesta direção”, disse ainda o Papa. “Todavia, como cristãos, estamos convencidos de que a guerra deve ser abolida. Devemos nos comprometer cada vez mais com a construção de pontes que unem e não muros que dividem. Devemos ajudar a buscar a mediação e a reconciliação. Não devemos nunca ceder à tentação de considerar o outro somente como um inimigo a ser destruído, mas como uma pessoa, dotada de dignidade e criada por Deus à sua imagem. Em meio à dilaceração da guerra devemos recordar sempre que “cada um é imensamente sagrado.” “Neste período em que estamos vivendo uma ‘terceira guerra mundial em pedaços’ vocês são chamados a nutrir nos militares e suas famílias a dimensão espiritual e ética que os ajude a enfrentar as dificuldades e os interrogativos muitas vezes dilacerantes ínsitos neste serviço à Pátria e à humanidade”, disse ainda o Santo Padre. O Papa reiterou a necessidade da oração. “Os capelães devem rezar. Sem a oração não é possível fazer tudo aquilo que a humanidade, a Igreja e Deus nos pedem neste momento”, concluiu  Francisco pedindo aos capelães militares para rezarem por ele. Fonte: Rádio Vaticano

Papa: Anjo da Guarda é um embaixador de Deus

Papa Francisco disse hoje que Deus dá a cada pessoa um Anjo da Guarda, um amigo que não vemos, mas sentimos, e que a docilidade ao Espírito Santo começa com a docilidade a esse “companheiro de viagem” O Papa Francisco celebrou Missa, na manhã desta sexta-feira, na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, na festa dos Santos Anjos da Guarda, da qual participou um grupo de bispos, sacerdotes e leigos. Em sua breve homilia, o Santo Padre afirmou que “Deus deu a cada pessoa um Anjo da Guarda, para acompanhá-la, aconselhá-la e protegê-la. Trata-se de um dom da paternidade divina, que tudo ama e tudo acompanha”. Tomando a liturgia do dia, o Papa citou orações e salmos que recordam a figura do Anjo da Guarda, que sempre está presente em todas as vicissitudes do homem: “Eis que te envio um anjo diante de ti para proteger-te no caminho e levar-te ao lugar que preparei para ti”. E, reafirmando que cada um de nós tem um anjo que nos guarda, diz: “Ele está sempre conosco! Esta é uma realidade. Ele é como um embaixador de Deus em meio a nós. Por isso, o Senhor nos aconselha a respeitar a sua presença, a ouvir a sua voz e seus conselhos e jamais a rebelar-nos contra ele”. O Anjo da Guarda nos defende sempre, sobretudo do mal, assegura o Papa. Às vezes, pensamos que podemos esconder-lhe tantas coisas feias, mas, no final, elas virão à luz. O Anjo está sempre ao nosso lado como um amigo, que não vemos, mas sentimos; um amigo que, um dia, estará conosco no Céu, na alegria eterna: “Este respeito e escuta ao nosso companheiro de viagem se chama docilidade! Deus nos pede apenas para ouvi-lo, respeitá-lo. Só isto: escuta e respeito! O cristão deve ser dócil ao Espírito Santo. A docilidade ao Espírito Santo começa com a docilidade ao nosso companheiro”. No entanto, recorda o pontífice, para sermos dóceis ao Espírito devemos ser pequenos, como as crianças, aquelas que Jesus diz ser “as maiores” no Reino do seu Pai. Logo, o Anjo da Guarda é nosso companheiro de viagem, que nos ensina a humildade: “Peçamos hoje ao Senhor a graça desta docilidade de dar ouvidos a este nosso companheiro de viagem, deste embaixador divino, que está ao nosso lado, em seu nome, que nos apoia e ajuda”. Durante esta Missa, com a qual louvamos ao Senhor, conclui o Papa, lembremos quanto o Senhor é bom! Quanto ele é justo e nunca nos deixa sozinhos, nunca nos abandona! Fonte: Rádio Vaticano

Discurso de Francisco no Congresso dos EUA se estruturou no exemplo de quatro filhos da América

Um discurso inspirador, concreto e efusivamente aplaudido pelos deputados e senadores no congresso dos Estados Unidos foi inscrito na história pelo papa Francisco, que o estruturou com base no exemplo de “sonho e luta” de “quatro filhos da América”, ainda capazes de orientar, hoje, a trajetória do povo norte-americano. Abraham Lincoln: o sonho e a luta por um novo nascimento da liberdade Sua apaixonada defesa da liberdade é um alerta atual em meio à “inquietante situação social e política do mundo hoje”, que continua sendo palco de “conflitos violentos, ódios e atrocidades brutais, cometidos inclusive em nome de Deus e da religião (…) Sabemos que nenhuma religião é imune às formas de engano individual e de extremismo ideológico (…) Precisamos de um delicado equilíbrio para combater a violência cometida em nome de uma religião, de uma ideologia ou de um sistema econômico, protegendo, ao mesmo tempo, a liberdade religiosa, a liberdade intelectual e as liberdades individuais”. É preciso evitar, para isto, “o reducionismo simplista que enxerga apenas bem ou mal, justos e pecadores”. O resultado da polarização do mundo, da sociedade e das pessoas é a divisão: “Na tentativa de nos libertar do inimigo externo, podemos alimentar o inimigo interno (…) Imitar o ódio e a violência dos tiranos e dos assassinos é a melhor maneira de acabar sendo como eles”. Como agir, então? Cooperação: este é “um recurso poderoso na batalha para eliminar as novas formas globais de escravidão”, causadas por “graves injustiças” que só podem ser vencidas com uma política “a serviço da pessoa humana” e não “da economia e das finanças”. “Toda atividade política deve servir e promover o bem da pessoa humana e se basear no respeito pela dignidade de cada um”. “O trabalho legislativo é sempre baseado no cuidado das pessoas”. Martin Luther King: o sonho e a luta pelos direitos civis e políticos plenos para todos Em 1965, Martin Luther King liderou a marcha de 25 mil manifestantes que pediam plenos direitos civis e políticos para os norte-americanos negros. “Aquele sonho continua nos inspirando”, disse o papa. “Nós, os povos deste continente, não temos medo dos estrangeiros, porque muitos de nós fomos estrangeiros”. Francisco lembrou que os direitos “daqueles que estavam aqui muito antes de nós” foram pisoteados e avisou que o erro não pode se repetir: as novas gerações não podem “virar as costas para o seu próximo e para tudo o que nos rodeia”. A “crise de refugiados de proporções inéditas desde a Segunda Guerra Mundial nos apresenta grandes desafios e muitas decisões difíceis”: o fluxo imenso de pessoas em busca de melhores condições de vida não deve nos assustar; temos que “vê-las como pessoas, olhando para o seu rosto, ouvindo as suas histórias” e respondendo de “modo justo, humano e fraterno”. O papa defendeu então o fim da pena de morte. “Estou convencido de que este é o melhor caminho, porque toda vida é sagrada, toda pessoa humana tem uma dignidade inalienável e a sociedade só tem a se beneficiar com a reabilitação dos condenados”. Dorothy Day: o sonho e a luta pela justiça e pela causa dos oprimidos Ela fundou o Movimento Operário Católico e lutou pela inclusão social e econômica dos mais vulneráveis, inspirando o papa Francisco a mencioná-la como exemplo para se fazer mais e para não se perder, no meio da crise econômica, “o espírito de solidariedade global”. A criação e distribuição da riqueza são cruciais para isto, assim como “o uso correto dos recursos naturais, a aplicação adequada da tecnologia e a capacidade de orientar o espírito empreendedor”. Igualmente, é preciso combater “os efeitos mais graves da degradação ambiental provocada pela atividade humana”. Thomas Merton: o sonho e a luta pela paz entre os povos e religiões Este monge cisterciense foi “uma fonte de inspiração espiritual e um guia para muitas pessoas” em sua promoção do diálogo. Partido do seu exemplo, Francisco elogiou “os esforços dos últimos meses para superar as diferenças históricas ligadas a dolorosos episódios do passado”. Em menção ao embargo contra Cuba, o papa declarou que, “quando nações em desacordo retomam o caminho do diálogo, novas oportunidades se abrem para todos (…) O bom líder político é aquele que, pelo bem de todos, capta o momento com espírito de abertura e senso prático”. O diálogo e a causa da paz também exigem “reduzir e, no longo prazo, acabar com os muitos conflitos armados em todo o mundo”. Com total clareza e indo direto ao ponto, Francisco indagou: “Por que são vendidas armas mortais para quem planeja causar sofrimentos incalculáveis a indivíduos e sociedades?”. E ele mesmo deu a corajosa resposta: “A resposta, como todos nós sabemos, é simplesmente o dinheiro. Um dinheiro encharcado de sangue, muitas vezes sangue inocente. Diante deste silêncio vergonhoso e culpável, temos o dever de encarar este problema e dar fim ao comércio de armas”. Palavras finais A chave de ouro do discurso do papa Francisco no Congresso dos EUA foi a família, “essencial na construção deste país e merecedora do nosso apoio e incentivo! Mas eu não posso esconder a minha preocupação com a família, ameaçada hoje, talvez mais do que nunca antes, de dentro e de fora. Relações fundamentais estão sendo questionadas, assim como a própria base do matrimônio e da família. Eu só posso voltar a propor a importância e, principalmente, a riqueza e a beleza da vida familiar”. Que esses “quatro indivíduos e quatro sonhos” continuem encorajando os Estados Unidos, exortou Francisco, para que “o maior número possível de jovens possa herdar e habitar uma terra que inspirou tantas pessoas a sonharem. Deus abençoe a América!”.   Fonte: Aleteia

Papa na ONU: família, cuidado com meio ambiente e luta pelos excluídos

Papa Francisco discursa na 70ª Assembleia Geral da ONU e destaca cuidado com o meio ambiente e luta pelos excluídos; questão nuclear também foi abordada O Papa visitou na manhã desta sexta-feira, 25, a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque. O convite foi feito pelo secretário geral da ONU, Ban Ki-moon. Esta é a quinta visita de um Pontífice ao Concerto das Nações. Logo que chegou ao local, o Santo Padre teve um encontro privado com Ban Ki-moon e assinou o Livro de Ouro da ONU, registrando sua presença. Em seguida, Francisco dirigiu algumas palavras aos funcionários da casa, ressaltando que apesar do trabalho discreto e simples que realizam nos bastidores, seu compromisso diário torna possível as iniciativas das Nações Unidas. O Papa desejou ainda que os funcionários, enquanto trabalham, sejam capazes de, segundo as próprias capacidades, cuidar uns dos outros, sendo solidários e respeitosos, encarnando neles mesmos, o ideal da Organização, sendo “uma família humana unida, que vive em harmonia, que trabalha não só pela paz, mas em paz”. Ao final, houve um momento de silêncio, em homenagem a todos os funcionários que tombaram em serviço. .: Leia a saudação na íntegra clicando aqui Após este breve momento, o Santo Padre se dirigiu a Assembleia Geral da ONU, em que estavam presentes chefes de Estado e de Governo e representantes de 193 países. A sessão da 70ª Assembleia Geral das Nações Unidas foi aberta pelo seu presidente, o dinamarquês Mogens Lykketoft, que apresentou as preocupações atuais do mundo. Em seguida, o secretário geral Ban Ki-moon disse que jamais na história as Nações Unidas sentiram-se tão honrados. Ele agradeceu Francisco por ter mostrado ser um homem de fé, de todos os credos, e exaltou o exemplo e testemunho do Pontífice, que “inspira a todos”. O secretário lembrou ainda que a visita do Papa a ONU coincide com o estudo da agenda para o desenvolvimento sustentável, e isso “não é uma coincidência”, fazendo alusão a Encíclica Laudato Si, sobre o cuidado da casa comum. Assista: Discurso do Papa Em seu discurso aos líderes, Papa Francisco destacou o cuidado com o Meio ambiente e a questão dos excluídos. Logo no início, o Papa reconheceu o apreço que a Igreja tem pela Organização, que festeja seu 70º aniversário, e disse que a mesma é uma resposta jurídica e política adequada para o momento histórico. Francisco lembrou que, no trabalho das Nações Unidas, a justiça é um requisito indispensável para se realizar o ideal de fraternidade universal. E recordou que a limitação do poder é uma ideia implícita no conceito de direito: “Dar a cada um o que lhe é devido, segundo a definição clássica de justiça, significa que nenhum indivíduo ou grupo humano se pode considerar onipotente, autorizado a pisar a dignidade e os direitos dos outros indivíduos ou dos grupos sociais.” A partir daí, o Papa concentrou seu discurso em dois problemas, consequentes de um mau exercício do poder: a questão do meio ambiente e a luta pelos excluídos. O Papa lembrou que existe um “direito do ambiente”, que o ser humano faz parte deste, e “só pode sobreviver e se desenvolver se o ambiente ecológico lhe for favorável”, e que qualquer dano ao meio ambiente é um dano ‘a humanidade. Além disso, Francisco frisou que toda a criação provém do Amor de Deus, e que cada uma das criaturas têm seu valor; ao ser humano é permitido, portanto, “servir-se respeitosamente da criação para o bem dos seus semelhantes e para a glória do Criador, mas sem abusar dela e muito menos sentir-se autorizado a destruí-la”. Acesse: .: Discurso completo (vídeo e texto) Quanto à questão dos excluídos, o Papa disse que a ambição egoísta e ilimitada de poder e bem-estar material leva não só ao abuso dos meios materiais disponíveis, mas também à exclusão dos “fracos e menos hábeis”, frisando que a exclusão econômica e social é uma negação total da fraternidade humana e um atentado grave aos direitos humanos e ao ambiente. Francisco lembrou que os mais pobres “são descartados pela sociedade, ao mesmo tempo são obrigados a viver de desperdícios, e devem sofrer injustamente as consequências do abuso do ambiente. Estes fenômenos constituem, hoje, a «cultura do descarte» tão difundida e inconscientemente consolidada.” O Papa destacou a responsabilidade de todos os governantes neste quesito: “O mundo pede vivamente a todos os governantes uma vontade efetiva, prática, constante, feita de passos concretos e medidas imediatas, para preservar e melhorar o ambiente natural e superar o mais rapidamente possível o fenômeno da exclusão social e econômica, com suas tristes consequências de tráfico de seres humanos, tráfico de órgãos e tecidos humanos, exploração sexual de meninos e meninas, trabalho escravo, incluindo a prostituição, tráfico de drogas e de armas, terrorismo e criminalidade internacional organizada. Tal é a magnitude destas situações e o número de vidas inocentes envolvidas que devemos evitar qualquer tentação de cair num nominalismo declamatório com efeito tranquilizador sobre as consciências.” Francisco ressaltou que deve-se cuidar para que as instituições sejam realmente eficazes na luta contra os problemas. E chamou a atenção para que este cuidado não fique somente na burocracia e no levantamento de estatísticas e metas, mas que seja observado que, além dos números, “existem homens e mulheres concretos, iguais aos governantes, que vivem, lutam e sofrem, e que muitas vezes se vêem obrigados a viver miseravelmente, privados de qualquer direito.” O Papa apontou que para estes, a solução é que sejam atores do seu próprio destino. “O desenvolvimento humano integral e o pleno exercício da dignidade humana não podem ser impostos; devem ser construídos e realizados por cada um, por cada família, em comunhão com os outros seres humanos e num relacionamento correto com todos os ambientes onde se desenvolve a sociabilidade humana – amigos, comunidades, aldeias e vilas, escolas, empresas e sindicatos, províncias e países, e reafirmou a importância da educação. O Papa chamou a atenção para que seja assegurado a todos o direito ao mínimo a nível material e espiritual.

Obama elogia Papa e seu exemplo em favor dos pobres

O presidente disse que é possível ver em Francisco um ensinamento vivo do exemplo de Jesus, não por suas palavras, mas por suas ações A cerimônia de boas-vindas ao Papa Francisco nos Estados Unidos aconteceu nesta quarta-feira, 23, na Casa Branca, em Washington, DC, às 9h15, horário local. O Santo Padre chegou de carro para o seu primeiro compromisso oficial no país. Francisco foi recebido pelo presidente Barack Obama e pela primeira dama Michelle em frente ao Pórtico Sul da Casa Branca. Cerca de 20 mil convidados participaram da cerimônia. Francisco e Obama já haviam se encontrado na tarde desta terça-feira, 22, no aeroporto, na chegada do Pontífice ao país. Depois de honras militares e da execução dos hinos do Vaticano e dos Estados Unidos, o presidente Obama foi o primeiro a discursar. O presidente praticamente traçou um perfil da figura do Papa Francisco e do que ele representa não só para os católicos mas para o mundo. De maneira descontraída Obama disse que o jardim da Casa Branca não é sempre lotado daquela maneira, e que isso representa os milhares de católicos dos Estados Unidos. Leia também .: Papa em Washington: que a nação proteja os mais vulneráveis no nosso mundo Discurso do presidente Obama Obama destacou os trabalhos da Igreja em favor dos mais pobres e necessitados, e exaltou a humildade, simplicidade e gentileza das palavras de Francisco. “O que vimos é um ensinamento vivo dos ensinamentos de Jesus, que não vem somente por palavras, mas por ações.” Em seu discurso o presidente acrescentou que Francisco lembra que a mensagem mais poderosa de Deus é a misericórdia. “Tratar os estranhos com empatia e verdadeiro coração aberto. Dos refugiados que saem de seus países, dos imigrantes que deixam as suas terras, em tantas situações. Isso significa mostrar compaixão, amor, pelos marginalizados.” A ajuda de Francisco no processo das relações entre Estados Unidos e Cuba foi mencionada por Obama que se comprometeu em manter melhores relações com o país. Ao final do discurso o presidente afirmou que as palavras e desejos do Papa são um exemplo. “E nas linhas gerais dessas obrigações que o senhor nos lembra, você está no chacoalhando para que acordemos para diminuir as distâncias da realidade da qual vivemos daquela que deveríamos viver, mas acredito que este desconforto seja uma bênção para uma coisa melhor.” Discurso do Papa Após as palavras do presidente, o Papa Francisco fez um breve discurso em inglês, em que se apresentou como filho de emigrantes. “Como filho duma família de emigrantes, sinto-me feliz por ser hóspede nesta nação, que foi construída em grande parte por famílias semelhantes. “ Francisco disse que os católicos americanos estão comprometidos na construção duma sociedade tolerante e inclusiva, na defesa dos direitos dos indivíduos e das comunidades, e na rejeição de qualquer forma de discriminação injusta. “Juntamente com muitas outras pessoas de boa vontade desta grande democracia, eles esperam que os esforços por construir uma sociedade justa e sabiamente ordenada respeitem as suas preocupações mais profundas e os seus direitos inerentes à liberdade religiosa. Esta liberdade permanece como uma das conquistas mais valiosas da América.” O pontífice destacou a iniciativa de Obama para redução da poluição do ar e disse que diante da urgência desta questão, não se pode deixar para a geração futura a responsabilidade de encontrar uma solução. Francisco citou as palavras do pastor protestante e líder dos direitos dos negros nos Estados Unidos, Martin Luther King: “Podemos dizer que estivemos em falta quanto a alguns compromissos e, agora, chegou o momento de os honrar.” Ao final do discurso o Papa recordou os esforços feitos recentemente para reconciliar relações que haviam sido rompidas e para a abertura de novas vias de cooperação dentro da família humana. “Almejo que todos os homens e mulheres de boa vontade desta grande e próspera nação apoiem os esforços da comunidade internacional para proteger os mais vulneráveis no nosso mundo e promover modelos integrais e inclusivos de desenvolvimento.” Após a cerimônia de boas-vindas, Francisco fez uma visita de cortesia ao Presidente Obama. Os dois líderes tiveram uma reunião privada, ocasião em que aconteceu troca de presentes e apresentação dos familiares do presidente e do vice-presidente ao pontífice. Após a visita ao presidente Obama, Francisco seguiu para um Encontro com os Bispos dos Estados Unidos na Catedral de São Mateus.   Fonte: Canção Nova

Após período de diminuição do ritmo de trabalho, Papa retoma atividades

Papa Francisco retomou suas atividades nesta semana após período de diminuição do ritmo de trabalho, durante o verão europeu. O pontífice, que não se concedeu férias plenas, voltou a celebrar na terça-feira, 1º, as missas matutinas na capela da Casa Santa Marta, onde reside. Até o final do ano, o Papa deve viver meses de empenho e intensas atividades, com viagens apostólicas a Cuba, aos Estados Unidos e ao continente africano. O tema, de salvaguardar o planeta e defendê-lo das mudanças climáticas junto com aqueles da luta contra a pobreza e imigração, farão parte de alguns encontros durante a sua viagem a Cuba e aos Estados Unidos, programada de 19 a 28 de setembro. Em particular, naquelas visitas consideradas históricas no Congresso em Washington e na ONU em Nova Iorque. Será a décima viagem apostólica internacional do pontificado. Nos EUA, Francisco também participará do Encontro Mundial das Famílias na Filadélfia, entrando diretamente nos temas do Sínodo dos Bispos que se reunirão em sessão ordinária no Vaticano de 4 a 25 de outubro, depois da assembleia extraordinária do ano passado. A agenda de compromissos do Santo Padre continuará intensa inclusive nos últimos meses do ano. Em novembro, será realizado o Convênio Eclesial de Florença, além de mais uma viagem apostólica: desta vez para a África (Uganda e República Centro-africana) Já em dezembro, no dia 8, com a abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o Papa inaugura o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, que vai até 20 de novembro de 2016.   Da redação, com Rádio Vaticano

Papa em conversa com rádio paroquial argentina

A voz do Santo Padre poderá ser ouvida neste sábado, dia 8 de agosto, nas frequências da rádio argentina da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, da cidade de Campo Gallo y Huachana. A emissora pertencente à Província de Santiago del Estero, um território extenso do país que permite ao pároco, através desse meio de comunicação, chegar a muitos fiéis que fisicamente estão longe da paróquia. A notícia foi confirmada pelo Pároco Padre Joaquin Giangreco na semana passada, durante a missa dominical. O Santo Padre falou a esta rádio pela primeira vez no ano passado, em 8 de agosto. Naquela ocasião, Francisco passou um longo tempo com dois interlocutores: o próprio Pároco, Padre Joaquin Giangreco, e Padre José Liebana, vigário. A existência desta rádio se deve também ao apoio do então Cardeal Jorge Mario Bergoglio.   Fonte: Rádio Vaticano

Reportagem sobre Francisco: Papa mudará o Vaticano ou o Vaticano mudará o Papa?

“Papa Francisco transforma o Vaticano”. Com este título, a edição estadunidense de agosto da National Geographic dedica a capa ao Papa Francisco, acompanhada por uma ampla reportagem sobre o primeiro Pontífice latino-americano. A edição, com fotos de Dave Yoder, será lançada junto com o livro “Pope Francis and the New Vatican”, escrito por Robert Draper. Clique aqui e confira reportagem traduzida e postada por AIS. O fotógrafo da National Geographic, Yoder, passou cerca de seis meses seguindo os passos do Papa em Roma e no Vaticano, enquanto Draper dedicava um mês para conversar com autoridades vaticanas em Roma e três semanas na Argentina falando com amigos de Bergoglio. Foco A reportagem que tem por título “O Papa mudará o Vaticano ou o Vaticano mudará o Papa?” fala do foco do pontificado de Francisco nos pobres e na reforma da Cúria. A matéria é ilustrada com testemunhos e histórias recolhidas por Draper e as muitas imagens captadas por Yoder. O fotógrafo afirmou estar “impressionado com o entusiasmo de Francisco ao interagir com as pessoas comuns”. A revista destaca alguns pontos do pontificado de Bergoglio. “Ao longo de numerosas entrevistas com autoridades do Vaticano – muitas das quais afirmaram que o Papa é um enigma – aprendemos mais sobre a postura de Francisco em relação a uma série de assuntos”, dizem os editores. Personalidade Jorge Mario Bergoglio escolheu o nome de Francisco em homenagem a São Francisco, conhecido também como “defensor dos pobres”. O Papa recusou-se a andar em um carro de luxo e optou em viver em uma casa de hóspedes ao invés do tradicional apartamento papal, no Palácio Apostólico. Nos primeiros dois meses, ele já deixava claro que imprimiria um estilo diferente no papado. Francisco escolheu passar a Quinta-feira Santa em uma prisão juvenil, lavando os pés dos reclusos e rezando. Ele faz piadas sem perder a compostura e gosta de improvisar. No entanto, seus amigos mais próximos na Argentina, o descreveram como um “jogador de xadrez”. Seus amigos também afirmam saber que ele quer passar seus últimos dias “em casa”, desejo já manifestado pelo próprio Francisco, escrevem os autores da reportagem. (JE)   Fonte: Rádio Vaticano

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