Reportagem sobre Francisco: Papa mudará o Vaticano ou o Vaticano mudará o Papa?

“Papa Francisco transforma o Vaticano”. Com este título, a edição estadunidense de agosto da National Geographic dedica a capa ao Papa Francisco, acompanhada por uma ampla reportagem sobre o primeiro Pontífice latino-americano. A edição, com fotos de Dave Yoder, será lançada junto com o livro “Pope Francis and the New Vatican”, escrito por Robert Draper. Clique aqui e confira reportagem traduzida e postada por AIS. O fotógrafo da National Geographic, Yoder, passou cerca de seis meses seguindo os passos do Papa em Roma e no Vaticano, enquanto Draper dedicava um mês para conversar com autoridades vaticanas em Roma e três semanas na Argentina falando com amigos de Bergoglio. Foco A reportagem que tem por título “O Papa mudará o Vaticano ou o Vaticano mudará o Papa?” fala do foco do pontificado de Francisco nos pobres e na reforma da Cúria. A matéria é ilustrada com testemunhos e histórias recolhidas por Draper e as muitas imagens captadas por Yoder. O fotógrafo afirmou estar “impressionado com o entusiasmo de Francisco ao interagir com as pessoas comuns”. A revista destaca alguns pontos do pontificado de Bergoglio. “Ao longo de numerosas entrevistas com autoridades do Vaticano – muitas das quais afirmaram que o Papa é um enigma – aprendemos mais sobre a postura de Francisco em relação a uma série de assuntos”, dizem os editores. Personalidade Jorge Mario Bergoglio escolheu o nome de Francisco em homenagem a São Francisco, conhecido também como “defensor dos pobres”. O Papa recusou-se a andar em um carro de luxo e optou em viver em uma casa de hóspedes ao invés do tradicional apartamento papal, no Palácio Apostólico. Nos primeiros dois meses, ele já deixava claro que imprimiria um estilo diferente no papado. Francisco escolheu passar a Quinta-feira Santa em uma prisão juvenil, lavando os pés dos reclusos e rezando. Ele faz piadas sem perder a compostura e gosta de improvisar. No entanto, seus amigos mais próximos na Argentina, o descreveram como um “jogador de xadrez”. Seus amigos também afirmam saber que ele quer passar seus últimos dias “em casa”, desejo já manifestado pelo próprio Francisco, escrevem os autores da reportagem. (JE)   Fonte: Rádio Vaticano

Jubileu da Misericórdia começa em dezembro. Confira calendário oficial

O calendário dos principais eventos do Jubileu da Misericórdia foi publicado esta quinta-feira (30/07). No site dedicado ao evento, disponível também em português, é possível consultar todas as datas, começando com o dia 8 de dezembro de 2015, Solenidade da Imaculada Conceição, e abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro. A Abertura da Porta Santa da Basílica de São João em Latrão e nas Catedrais do Mundo será feita alguns dias depois, em 13 de dezembro. Já a abertura da Porta Santa da Basílica de Santa Maria Maior, será feita no primeiro dia do ano de 2016, único evento previsto para o mês de janeiro. Em fevereiro, destaque para o Jubileu da Vida Consagrada e encerramento do Ano da Vida Consagrada, e o Jubileu da Cúria Romana. No mês de abril, o Papa Francisco convocou o Jubileu dos adolescentes, de 13 a 16 anos, no Domingo de Páscoa. Em junho, será a vez de os Doentes e as Pessoas com deficiência celebrarem o seu Jubileu. Os jovens o viverão em Cracóvia, na Polônia, na Jornada Mundial da Juventude, em julho. Setembro será o mês dos catequistas. Outubro, o Jubileu Mariano. A novidade, em novembro, é o Jubileu dos Presos, na Praça S. São Pedro, no dia 6. No dia 13, haverá o Encerramento da Porta Santa nas Basílicas de Roma e nas Dioceses. E no dia 20, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, o Encerramento da Porta Santa em São Pedro e conclusão do Jubileu da Misericórdia. Fonte: Rádio Vaticano

Papa Francisco recebe o Grão-Mestre da Ordem de Malta

Por ocasião da festa de São João Batista, padroeiro da Ordem Soberana de Malta, o Santo Padre Francisco, como todos os anos, recebeu em audiência no Vaticano, o Grão-Mestre Fr. Matthew Festing. Durante a audiência de 16 minutos, com a ajuda de um intérprete, o Grão-Mestre falou sobre o compromisso da Ordem em ajudar os refugiados e migrantes em várias partes do mundo. Festing também citou os projetos de assistência médica aos refugiados que fogem da guerra, da violência e da pobreza, bem como projetos sociais para refugiados nos países de destino, como França e Alemanha. Por sua parte, o Santo Padre agradeceu a Ordem pelas diversas atividades humanitárias e de assistência social, referindo-se também às atividades desenvolvidas em Roma para os migrantes. A Ordem distribuiu alimentos para imigrantes eritreus hospedados no centro Baobab. Ambos expressaram grande preocupação com o aumento do tráfico humano na região do Mediterrâneo, especialmente pelas crianças não acompanhadas. Festing recordou os médicos da Ordem de Malta a bordo dos navios da Marinha italiana e de outros organismos. Durante o encontro falou-se também das iniciativas espirituais que caracterizam a vida da Ordem de Malta, como as peregrinações, a formação de novos membros e os retiros. Após o encontro privado, o Papa recebeu a delegação vestida com uniforme de gala. No momento da troca de presentes, o Grão-Mestre deu ao Papa um medalhão de São João, cuja cópia original está na igreja dos Cavaleiros de Malta. O Papa, por sua vez, deu-lhe um medalhão de São Martinho de Tours cobrindo um pobre com seu manto, e uma cópia em Inglês da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium e da encíclica Laudato Si.   Fonte: ZENIT

A encíclica de Francisco diz não à ideologia de gênero

Em continuidade com o magistério precedente, o texto destaca a necessidade de uma ecologia humana que respeite as diferenças sexuais. Que o papa Francisco está bem atento às questões relacionadas com as raízes biológicas e antropológicas do homem, já era claro faz tempo. Em várias ocasiões durante as últimas semanas, o papa recordou a necessidade de salvaguardar a complementaridade entre homem e mulher, chamando-a de “vértice da criação de Deus”. Esta sensibilidade do papa se refletiu também na encíclica “Laudato sì”. Numa passagem crucial do texto, ele destaca que “não se pode propor uma relação com o ambiente que prescinda da relação com as outras pessoas e com Deus”. Tal atitude, avisa Francisco, evitando qualquer equívoco ambientalista, não passaria de “individualismo romântico disfarçado de beleza ecológica e um sufocante fechar-se na imanência”. Em suma, o respeito pelo homem precede e antecipa o respeito pelo meio ambiente. Já na catequese de 5 de junho de 2013, Dia Mundial do Meio Ambiente, o Santo Padre salientou que “cultivar e salvaguardar” são conceitos que não compreendem apenas “a relação entre nós e o meio ambiente, entre o homem e a criação”, mas envolvem “também as relações humanas”. Daí a necessidade, sentida por Francisco, de redescobrir uma “ecologia humana”, termo usado pela primeira vez por São João Paulo II na “Centesimus Annus”. O papa polonês observou que, “para além da destruição irracional do ambiente natural, deve-se lembrar a destruição ainda mais grave do ambiente humano, que está longe de receber a atenção necessária”. A ligação entre aquele aviso da “Centesimus Annus” e as solicitações do papa Francisco está no discurso que Bento XVI pronunciou no Bundestag, o parlamento federal alemão, em setembro de 2011. “O homem também tem uma natureza que ele deve respeitar e que não pode manipular à vontade. O homem não é apenas uma liberdade que ele cria para si mesmo. O homem não cria a si mesmo. Ele é espírito e vontade, mas é também natureza, e a sua vontade é justa quando ele respeita a natureza, a escuta e aceita a si mesmo como aquilo que é e que não foi ele quem criou”. Quando o homem pretende governar a natureza para esvaziá-la de significado e substituir a Deus, a sua vontade assume contornos que não são justos, mas soberbos, evocando o mito de Prometeu, que rouba de Zeus o fogo e decreta assim a própria condenação. É nesta perspectiva que se coloca a redefinição do sexo com bases meramente culturais: o homem que se arvora como Deus se arroga a ilusão de controlar até a própria identidade sexual, de torná-la um elemento líquido em que as diferenças se confundem e se dissolvem. Nasce assim a ideologia de gênero, que, na audiência geral de 15 de abril, o papa Francisco perguntou se “não é uma expressão de frustração e resignação, que visa apagar a diferença sexual porque não sabe mais lidar com ela”. O papa observou ainda que a remoção da diferença é “o problema, não a solução”. O assunto foi retomado dois meses depois, em 8 de junho. Recebendo os bispos de Porto Rico em visita ad limina ao Vaticano, o papa explicou que “as diferenças entre homens e mulheres não são para contraposição ou subordinação, mas para comunhão e geração, sempre à imagem e semelhança de Deus”. Daí o apelo do papa aos bispos da Estônia e da Letônia, dois dias depois, a “promoverem a família como dom de Deus para a realização do homem e da mulher criados à sua imagem e como célula fundamental da sociedade”. No domingo seguinte, abrindo o Congresso Eclesial da Diocese de Roma, Francisco se dirigiu às famílias incentivando-as a enfrentar a batalha contra a “colonização ideológica” sub-repticiamente introduzida nas escolas italianas e “que envenena a alma e a família”. Esse veneno, que mina as bases biológicas e antropológicas do homem, é mais prejudicial que o veneno que se dissolve nos oceanos ou que penetra nas raízes de árvores seculares: ele pode corroer até demolir a humanidade, porque mata a propensão ao encontro entre homem e mulher como ocasião e condição essencial para a reprodução da espécie humana. No terceiro capítulo, “Ecologia da vida cotidiana”, nº 155, a encíclica “Laudato sì” aborda com muita clareza a ideologia de gênero, mesmo sem nunca mencioná-la explicitamente. “A aceitação do próprio corpo como dom de Deus é necessária para acolher e aceitar o mundo inteiro como um dom do Pai e como casa comum; já uma lógica de domínio sobre o próprio corpo se torna uma lógica às vezes sutil de domínio sobre a criação”. Portanto, “aprender a acolher o próprio corpo, cuidar dele e respeitar os seus significados é essencial para uma verdadeira ecologia humana”. E “também apreciar o próprio corpo na sua feminilidade ou masculinidade é necessário para se reconhecer no encontro com o outro diferente. Desta forma, é possível aceitar com alegria o dom específico do outro ou da outra, obra de Deus Criador, e enriquecer uns aos outros”. Assim, conclui com palavras inequívocas, “não é sadia uma atitude que pretenda ‘apagar a diferença sexual por não saber mais lidar com ela’”. Esta passagem da encíclica traça uma clara linha de continuidade entre os três últimos papas no tocante à “ecologia do homem”.   Fonte: ZENIT

Diretor-Geral da FAO expressa satisfação com Encíclica papal

O Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, expressou sua satisfação com a Encíclica papal “Laudato si” sobre o meio ambiente. “O Papa confere sua autoridade moral à necessidade de agir frente às mudanças climáticas, e de agir agora”, manifestou José Graziano da Silva em comunicado. “Como destaca o Pontífice, todos compartilhamos a responsabilidade de proteger e cuidar da Terra, nosso lar comum, para as gerações atuais e futuras.” Ação Para o Diretor-Geral da FAO, a Encíclica afirma com clareza que o problema da pobreza e os do meio ambiente são, de fato, uma só crise. “Para combatê-la, precisamos da cooperação e da solidariedade entre os povos e as nações.” Graziano citou o recente discurso do Papa Francisco para os participantes da Conferência da FAO, quando questionou: “Temos que garantir condições ambientais cada vez mais saudáveis, mas podemos fazê-lo excluindo alguém?”. A resposta do Diretor-Geral da FAO é: “Não podemos chamar de desenvolvimento sustentável se milhões de pessoas ficam para trás, excluídos da possibilidade de uma vida digna por causa da pobreza e da fome. Devemos transformar nossas palavras de compromisso em ação, mantendo os pobres e famintos no centro de nossos esforços”.   Fonte: Rádio Vaticano

Papa: a encíclica sobre a criação é dirigida a todos

“Como foi anunciado, na próxima quinta-feira será publicada uma Carta Encíclica sobre o cuidado da criação”. Convido – disse o Papa Francisco durante o Angelus deste domingo (14) a acompanhar este evento com uma renovada atenção à situação de degradação ambiental, mas também de recuperação, nos próprios territórios. .: Leia mais sobre o Angelus deste domingo (14). “Esta encíclica é dirigida a todos: rezemos para que todos possam receber a sua mensagem e crescer na responsabilidade para com a casa comum que Deus nos confiou”. “Laudato si, sobre o cuidado da Terra”.  Este é o título da Encíclica do Papa Francisco sobre a ecologia que será apresentada no próximo dia 18, às 11h locais, na Sala Nova do Sínodo, no Vaticano. Um comunicado divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, ressalta que o documento será ilustrado pelo Presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, Cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, pelo Metropolita de Pérgamo, John Zizioulas, representante do Patriarcado Ecumênico e da Igreja Ortodoxa, e pelo Prof. John Schellnhuber, fundador e diretor do Potsdam Institute for Climate Impact Research. A encíclica estará disponível em italiano, francês, inglês, alemão, espanhol e português. Fonte: Rádio Vaticano

Francisco cobra de Putin ‘esforço sincero’ pela paz

Presidente da Rússia foi recebido pelo Pontífice no Vaticano Durou 50 minutos o encontro privado desta quarta-feira (10) entre o papa Francisco e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no Vaticano. A reunião também teve a presença de dois intérpretes e aconteceu com mais de uma hora de atraso, já que o mandatário demorou a deixar Milão, onde mais cedo visitara a Expo 2015 e tivera um colóquio com o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi. Segundo o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, o Pontífice cobrou de Putin um compromisso com um “grande e sincero esforço” pela paz na Ucrânia, país que ainda convive com rebeliões de grupos separatistas pró-Moscou. Desde o início do ano passado, parte da comunidade internacional tem acusado o presidente russo de ingerência no leste ucraniano, culminando com a anexação da Crimeia, o que levou à expulsão de seu país do G8 e à adoção de sanções contra sua economia. Ainda segundo Lombardi, os dois também conversaram sobre a situação dos cristãos no Oriente Médio. Após o encontro, o presidente deixou o Vaticano sem dar declarações à imprensa. Fonte: ANSA

Intenções de oração do Papa para junho

Rezemos pelos imigrantes, pela vocação ao sacerdócio e à vida religiosa Apresentamos as intenções de oração do Santo Padre Francisco para o mês de junho confiadas ao Apostolado da Oração. Universal: Imigrantes e refugiados “Para que os imigrantes e refugiados sejam acolhidos e respeitados nos países onde chegam”. Pela Evangelização: Vocação ao sacerdócio e à vida consagrada “Para que o encontro pessoal com Jesus suscite em muitos jovens o desejo de Lhe oferecerem a própria vida no sacerdócio ou na vida consagrada”.   Fonte: Zenit

Padre brasileiro da Comunidade Shalom concelebra com Papa Francisco

O sacerdote da Comunidade Católica Shalom, padre Antonio Furtado, concelebrou com o Papa Francisco nesta sexta-feira, 15. A Santa Missa aconteceu na Casa Santa Marta, em Roma, às 7h, horário local (2h da madrugada no horário de Brasília). “Estou muito emocionado, muito tocado. Ali eu estava em nome também da Comunidade. Na Missa, senti fortemente como devo cada vez mais me dedicar ao meu sacerdócio, porque faz parte da Igreja, é minha fidelidade à Igreja, minha fidelidade ao Papa, é a unidade com os padres do mundo inteiro”, destacou o sacerdote. Padre Antonio Furtado é diretor da Rádio Shalom 690 AM, em Fortaleza, e está em Roma desde a última quinta-feira, 7. Segundo ele, a celebração da Missa foi muito simples. Na homilia, Francisco falou sobre medo e alegria, ao tomar por base o texto da Primeira Leitura de hoje, em que Jesus pede ao apóstolo Paulo que não tenha medo. “Tocou-me profundamente o que o Papa disse, que o cristão verdadeiro não tem medo, que não é triste, mas alegre. E convidou os cristãos, as comunidades e as paróquias a não terem medo de abrirem-se ao novo do Espírito”, contou. Após a Missa, o pontífice acolheu quem estava presente. Ao receber o sacerdote, Francisco saudou a Comunidade Shalom, em nome do fundador, Moysés Azevedo. Para padre Antonio, o momento agora é de gratidão a Deus. “Só Deus poderia me dar essa oportunidade, porque o Papa representa o próprio Jesus nesse mundo, é o sucessor de Pedro, e quem ama a Igreja o ama também. Papa Francisco, por sua simplicidade, atrai-nos, então, ter a oportunidade de estar em uma celebração tão próximo a ele, viver esse momento de graça realmente é algo extraordinário”, concluiu. O pedido para concelebrar com o Papa foi feito na última segunda-feira, 4. Geralmente, o agendamento pode demorar cerca de seis meses para ser avaliado. Além disso, em geral, os padres que concelebram têm mais de 25 anos de sacerdócio. Padre Antonio Furtado foi ordenado há 10 anos.   Teresa Fernandes/Emanuele Sales

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