Três familiares do Papa morrem em acidente na Argentina

Sobrinho do Papa ficou gravemente ferido; sua esposa e dois filhos não resistiram e faleceram Três familiares do Papa Francisco morreram nesta terça-feira, 19, em um acidente de carro na Argentina. Trata-se da esposa e dos dois filhos de Emanuel Horacio Bergoglio, que é sobrinho do Santo Padre. Emanuel, de 35 anos, ficou gravemente ferido. As vítimas foram sua esposa, Valeria Carmona, 39 anos, e seus dois filhos, Antônio, 8 meses, e José, 2 anos. O Papa foi informado sobre o acontecimento e ficou profundamente triste com a notícia. Todos os seus colaboradores mais próximos, assim como os funcionários da Santa Sé, unem-se ao Papa Francisco em oração e participam do luto que atingiu sua família.   Fonte: Canção Nova (editado)

Sociólogo faz palestra na Semana da Família

Na noite desta segunda-feira (11), o Centro de Evangelização da Comunidade Católica Shalom em Salvador recebeu Marcelo Couto, sociólogo, mestre em família pela UCSAL e membro do Instituto da Família para uma pregação por ocasião da Semana da Família. Um forte momento de oração abriu a noite encerrando este primeiro momento com a consagração dos casais e famílias à Nossa Senhora. Em seguida, Marcelo pregou para assembleia sobre o tema “Família Missionária”. O sociólogo utilizou como subsídio da pregação a Lumen Fidei – A Luz da fé, primeira encíclica do Papa Francisco. O pontífice dedica duas páginas do documento à família. “Fundados sobre este amor, homem e mulher podem prometer-se amor mútuo com um gesto que compromete a vida inteira e que lembra muitos traços da fé: prometer um amor que dure para sempre é possível quando se descobre um desígnio maior que os próprios projetos, que nos sustenta e permite doar o futuro inteiro à pessoa amada” (Carta Lumen Fidei). O sociólogo abordou vários aspectos que atingem diretamente a família nos tempos atuais, como por exemplo a ideologia do gênero, que quer negar que Deus fez homem e mulher diferentes e complementares. “A família é uma resposta de Deus à natureza do homem”, disse Marelo. “Depois, a fé pode ajudar em toda a sua profundidade e riqueza a geração dos filhos, porque faz reconhecer nela o amor criador que nos dá e nos entrega o mistério de uma nova pessoa; foi assim que Sara, pela sua fé, se tornou mãe, apoiando-se na fidelidade de Deus à sua promessa (cf. Heb 11, 11)” (Carta Lumen Fidei) Em testemunho pessoal embasado nessas palavras da Carta, o sociólogo de 27 anos, que é casado e tem 3 filhas, falou sobre a ação de Deus que cumpre suas promessas: “A abertura à vida gera providência. Deus não se deixa vencer em generosidade”. “A missão começa no coração, quando começamos a dizer a Deus que queremos viver a fé e que queremos ser abertos à vida”, concluiu Marcelo.     Confira as fotos: https://comshalom.org/?p=152986  

Líder evangélico segue o gesto do Papa Francisco e pede perdão pela discriminação contra católicos

Geoff Tunnicliffe, secretário geral da Aliança Evangélica Mundial, que reúne 600 milhões de fiéis protestantes, destacou a reunião do Papa Francisco com cristãos pentecostais em Caserta (Itália), e afirmou que os fiéis evangélicos também têm que reconhecer suas faltas e pedir perdão por ter discriminado os católicos. “Reconheço que na história houve situações em que os protestantes, incluindo os evangélicos, cometeram atos de discriminação em relação aos cristãos católicos. Eu fico realmente muito triste com essas ações: na verdade, podemos não estar de acordo sobre a questão teológica, mas isso nunca deveria levar à discriminação e muito menos às perseguições. Devemos reconhecer todos os nossos pecados e nos pedir perdão uns aos outros. Parece-me que o Papa Francisco deu um grande exemplo”, manifestou Tunnicliffe à Rádio Vaticano. O pastor evangélico afirmou que o passo dado pelo Papa ao pedir perdão “é um grande exemplo” e deve ser uma mensagem para todo mundo, em especial, para aqueles países onde existem tensões entre católicos e evangélicos. Em sua visita a Caserta, o Papa Francisco teve uma reunião com seu amigo, o pastor pentecostal Giovanni Traettino e com duzentos fiéis pentecostais vindos dos Estados Unidos, Argentina e outros países. Em seu discurso, Francisco fez um chamado à unidade dos cristãos e lamentou as divisões ocorridas no passado. Nesse sentido, pediu perdão pelas vezes que alguns católicos “perseguiram e denunciaram os irmãos pentecostais”. “Eu sou o pastor dos católicos e peço perdão por aqueles irmãos e irmãs católicos que não compreenderam e foram tentados pelo diabo e fizeram o mesmo que os irmãos de José. Peço ao Senhor que nos dê a graça de reconhecer e de perdoar”, expressou. Nesse sentido, o Santo Padre alentou os fiéis evangélicos a participarem do caminho da unidade. “Nós estamos neste caminho da unidade, entre irmãos. Alguém estará surpreso: ‘O Papa foi visitar evangélicos!’ Foi encontrar irmãos! Sim! Porque, na verdade, foram eles que vieram primeiro me encontrar em Buenos Aires. E isso é um testemunho. Vieram e se aproximaram. E assim começou esta amizade, esta proximidade entre os pastores de Buenos Aires. E hoje aqui. Agradeço muito a vocês, peço que rezem por mim”, expressou.   Fonte: ACI Digital

A influência do Papa Francisco no pensamento político

A relação do Papa com a política, na reflexão do padre Francisco Occhetta, na próxima edição da revista La Civiltà Cattolica, deste sábado, 19 de Julho Na última edição de ” La Civiltà Cattolica”, que sairá neste sábado, 19 de julho, padre Francisco Occhetta se inspirou na missa que o Papa Francisco celebrou no passado dia 27 de março para cerca de 500 parlamentares, para falar sobre a relação que o Pontífice tem com o mundo da política. As leituras do dia, tiradas do Livro de Jeremias, Capítulo 7 e Capítulo 11 do Evangelho de Mateus, destacam, de acordo com a interpretação do Papa, por um lado, a necessária fidelidade a Deus e à sua palavra para a obter a prosperidade em um Estado, e do outro, a obrigação por parte da classe governante de estar perto do povo e servi-lo, porque sem a lógica do serviço acaba-se descartando o que é verdadeiro e bom. De fato, o Papa afirma: “O povo de Deus estava só, e esta classe de dirigentes, os doutores da lei, os saduceus, os fariseus, estava fechada nas suas ideias, na sua pastoral, na sua ideologia. E esta classe é aquela que não escutou a Palavra do Senhor, e para justificar-se fala o que escutamos no Evangelho: este homem, Jesus, expulsa os demônios pelo poder de Belzebu (Mt 11,15). ” Durante a homilia o Papa refletiu no conceito de corrupção, uma reflexão que tem feito muitas vezes. Explica o padre Occhetta: “A raiz da corrupção para o Papa é de natureza espiritual, e não moral; encontra-se no cansaço da transcendência e na pretensão da auto-suficiência”. A corrupção para o papa Francisco “é uma atitude do coração com relação a um tesouro que o seduz, o acalma e o engana.” Aqueles que deveriam ser apenas as palavras de um sermão, acabaram se transformando em uma espécie de “exame de consciência público”. As palavras do pontífice abalaram as mentes e os corações dos parlamentares que participaram da missa do 27 de março, os quais refletiram nas indicações do Papa. Quarenta e dois destes pensamentos foram recolhidos no livro italiano “Eletti per servire. Papa Francesco e i Parlamentari italiani”, (Eleitos para servir. Papa Francisco e os parlamentares italianos), editado pelo capelão do Parlamento italiano, Mons. Leuzzi. De acordo com o jesuíta: “As palavras contidas no livro podem ser resumidas em três direções: tornar visível a dimensão da honestidade; o retorno à sua própria consciência como lugar de discernimento para fazer escolhas e escrever leis; refletir sobre quais maneiras, formas e conteúdos o fiel, na política, deva se confrontar com o contexto secular no qual atua”. Padre Occhetta conclui o seu artigo com uma reflexão sobre o papel dos católicos na política, citando as palavras de Mons. Galantino: “O bipolarismo, assim como tem sido feito no plano institucional e político, mais tarde, acabou por criar o efeito de duas posições políticas em busca do voto católico, cada uma fazendo-se mais ou menos utilmente fiadora de um pacote de valores, mas sem integrar nas próprias perspectivas a contribuição do personalismo cristão. Faltou um debate real entre os mesmos católicos e entre eles e as outras culturas sobre novas questões da democracia: das novas ciências e às suas consequências práticas às novas emergências sociais”. De acordo com o religioso, portanto, “a prioridade continua sendo a capacidade de discernir nos problemas da agenda política aquelas referências à antropologia cristã que permitem mover a questão do problema particular – que pode ter soluções políticas e técnicas diversas, todas compatíveis com a fé – para os processos de discernimento que trazem à luz as questões sobre o sentido do homem e do mundo, próprios de uma civilização humana”.   Fonte: ZENIT

Francisco aos jovens: sejam corajosos

Na segunda etapa de sua visita pastoral à região italiana do Molise, o Papa Francisco, após ter passado a manhã e início da tarde deste sábado em Campobasso, transferiu-se de helicóptero para Castelpetroso, onde, no adro do Santuário da cidadezinha do sul da Itália, encontrou os jovens das dioceses do Abruzzo e do Molise. “Agradeço-lhes pela numerosa e alegre presença de vocês”, disse Francisco inicialmente. “O entusiasmo e o clima de festa que sabem criar são contagiosos”, ressaltou. “Com este entusiasmo – acrescentou –, sejam abertos à esperança e desejosos de plenitude, de dar significado ao futuro de vocês, a suas vidas, a entrever o caminho adequado para cada um de vocês e a escolher o caminho que lhes dê serenidade e realizaçãohumana.” “De um lado – frisou –, estejam à procura daquilo que realmente conta, que permanece estável no tempo e é definitivo, estejam em busca de respostas que iluminem a mente de vocês e aqueça o coração não somente no espaço de uma manhã ou por um breve trecho de estrada, mas para sempre.” “A sociedade de hoje e seus prevalentes modelos culturais, por exemplo, a ‘cultura do provisório’ – evidenciou –, não oferecem um clima favorável para a formação de escolhas de vida estáveis com laços sólidos, construídos numa rocha do amor, de responsabilidade, mas na areia da emoção do momento.” Após evocar a dificuldade em nossos dias a se fazer escolhas importantes e longamente ponderadas, falando sem texto, disse: “Hoje escolho isso, amanhã aquilo, mas, vou para onde o vento sopra; ou quando acaba meu entusiasmo, minha vontade, inicio outro caminho… E assim se dá voltas pela vida, como num labirinto! O caminho não é o labirinto… Não se pode desperdiçar a vida dando voltas”. “Todavia, caros jovens – disse ainda –, o coração do ser humano aspira coisas grandes, a valores importantes, a amizades profundas, a laços que se reforçam nas provações da vida, ao invés de romper-se. O ser humano aspira amar e ser amado: essa é a nossa aspiração mais profunda.” “A cultura do provisório não exalta a nossa liberdade, mas nos priva do nosso verdadeiro destino, das metas mais verdadeiras e autênticas. É uma vida em pedaços. É triste chegar a uma certa idade, olhar o caminho que fizemos e descobrir que foi feita em diferentes pedaços, sem unidade, sem definição: tudo provisório…” “Não deixem que lhes seja roubado o desejo de construir na vida de vocês coisas grandes e sólidas! É isso que nos leva adiante. Não se contentem com pequenas metas! Aspirem a felicidade, tenham coragem, a coragem de sair de vocês mesmos, de arriscar plenamente o futuro de vocês junto a Jesus… Ele nos ama definitivamente, escolheu-nos definitivamente, doou-se definitivamente a cada um de nós. É nosso defensor e irmão mais velho e será nosso único juiz.” E, falando sem texto, acrescentou: “Uma palavra que gosto de repetir, porque a esquecemos muito. Deus não se cansa de perdoar. Isso é verdade, hein?… Somos nós que nos cansamos de pedir perdão, mas Ele perdoa sempre, todas as vezes que Lho pedimos”. Por fim, o Papa Francisco deixou aos jovens uma veemente exortação: “Tenham coragem e esperança também ao enfrentar as dificuldades derivantes dos efeitos da crise econômica. A coragem e a esperança são dotes de todos, mas, em particular, dos jovens: coragem e esperança.”   Fonte: news.va

Assassinato de estudantes em Israel: o Papa se une à dor das famílias

  “O papa Francisco se une à dor inefável das famílias atingidas por esta violência homicida e à dor de todas as pessoas golpeadas pelas consequências do ódio. Ele pede a Deus que inspire em todos pensamentos de compaixão e de paz”, declarou ontem à noite o porta-voz da Santa Sé, pe. Federico Lombardi, em comunicado divulgado pouco depois da confirmação de que os corpos dos três jovens israelenses sequestrados há quase três semanas tinham sido encontrados. O porta-voz chamou de “execrável e inaceitável” o assassinato dos jovens e acrescentou que o crime “é um gravíssimo obstáculo no caminho rumo àquela paz pela qual temos que nos empenhar e rezar incansavelmente”. Os jovens Gilad Shaar, de 16 anos, Naftali Fraenkel, da mesma idade, e Eyal Yifrah, de 19 anos, eram alunos de escolas religiosas judaicas. As famílias perderam o contato com os jovens no dia 12 de junho, quando eles pediram carona depois da aula. Alguns dias depois, o veículo que os levava foi encontrado incendiado. De acordo com o jornal local Haaretz, as forças de segurança israelenses convocaram uma reunião de emergência depois de achar os corpos dos adolescentes. Os cadáveres estavam enterrados em Halhul, na Cisjordânia, debaixo de uma pilha de pedras, a cerca de dez minutos de distância da estrada em que tinham sido vistos pela última vez. Os familiares reconheceram os estudantes pelas roupas. Os corpos passaram por um perito forense para ser analisados. Não há reivindicações oficiais, mas as suspeitas de autoria recaem nos extremistas do grupo Hamas. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que os terroristas responsáveis deverão pagar pelo crime. O vice-ministro de Defesa declarou: “É necessária uma operação que desfira um golpe mortal no Hamas. Temos que erradicar o terrorismo, demolir as casas dos assassinos, destruir os seus depósitos de armas, bloquear os financiamentos”. Na última noite, a Força Aérea israelense bombardeou 34 posições do Hamas e da Jihad Islâmica Palestina na Faixa de Gaza. Não por acaso, o comunicado do porta-voz vaticano recordou que “a violência gera mais violência e alimenta o círculo mortal do ódio”.   Fonte: ZENIT

#RetrospectivaJMJ: Comunidade Shalom à espera do Papa Francisco

Não tem como viver o mês de Julho e não lembrar da JMJ Rio 2013, não é mesmo? Para matar um pouco a saudade, faremos uma retrospectiva dessa fantástica experiência \o/. Todos os dias, o comshalom.org publicará uma foto marcante da JMJ Rio 2013. Papa Francisco faz sua primeira viagem internacional e chega em solo brasileiro Comunidade Shalom nas ruas, à espera do Papa Francisco Papa Francisco pelas ruas do Rio de Janeiro Chegada da Cruz Peregrina e ícone de Maria Peregrinos da orla de Copacabana  Missa de abertura Papa na Quinta da Boa Vista Papa na Via Crucis Peregrinos no metrô Jovens carregam a Cruz Peregrina Halleluya Rio | Festival da Juventude Bispos participam da cerimônia de abertura Símbolos da Jornada Shalom à espera do Papa Francisco  Papa celebra missa com os seminaristas Jovens peregrinando a caminho da orla de Copacabana, para a Vigília com o Papa Flash Mob

Papa em entrevista ao jornal “El Messaggero”: Graças a Deus, eu não tenho nenhuma Igreja, sigo Cristo

“Acho que é difícil permanecer honesto na política. Há pessoas que gostariam de fazer as coisas de modo claro, mas, depois, é como se fossem engolidas por um fenómeno endémico, com vários níveis, transversal. Isso não em razão da natureza da política, mas porque numa mudança de época tornam-se mais fortes os impulsos para certos desvios morais”. – Reflexão do Papa Francisco, numa longa entrevista concedida à jornalista Franca Giansoldati, do quotidiano “Il Messaggero”, de Roma, publicada neste domingo, 29 de junho, festa dos Padroeiros da Cidade, São Pedro e São Paulo. “É preciso reabilitar a política, como diziam há uns 15 anos os Bispos franceses. Hoje o problema da política é que se desvalorizou, arruinada pela corrupção, pelo fenómeno do suborno, disse o Santo Padre. “A corrupção é, infelizmente, um fenómeno mundial. Há chefes de Estado que estão na prisão por causa disso. Tenho-me interrogado muito e cheguei à conclusão de que muitos males crescem especialmente durante as mudanças epocais. Estamos experimentando não tanto uma época de mudanças, mas uma mudança de época”, que “alimenta a decadência moral, não apenas na política, mas na vida financeira ou social”. O Papa aborda também o tema da exploração sexual de crianças. “Sinto um sofrimento enorme por Isso. Para alguns trabalhos manuais são usadas crianças por terem as mãos mais pequenas. Mas as crianças são também exploradas sexualmente”. Os “idosos” que abordam prostitutas com menos de 15 anos na rua “são pedófilos”, afirma sem meios termos o Papa, observando “que esses problemas podem ser resolvidos com uma boa política social”. Nisso a política deve responder de modo concreto. Por exemplo, com os serviços sociais que acompanham as famílias, acompanhando-as para saírem de situações difíceis”. A propósito da pobreza, Francisco considera que “os comunistas nos roubaram a bandeira. A bandeira dos pobres é cristã. A pobreza está no centro do Evangelho” (ver Mateus 25 e as bem-aventuranças). “A quem tem fome, posso ajudá-lo, mas se perdeu o emprego e não consegue encontrar trabalho, isso é outra pobreza. Vai-se degradando o próprio sentido de dignidade e cai-se numa grande prostração”, faz notar o Papa. “É uma pobreza muito grave que destrói o coração”. A crise económica é uma das causas da baixa taxa de natalidade, que “não depende apenas de uma deriva cultural guiada pelo egoísmo e o hedonismo”, acrescenta o Papa Francisco, segundo a qual o elevado gasto com os animais de estimação é “outro fenômeno de degradação cultural. Isto porque a relação afetiva com o animal é mais fácil, mais programável. Ter um filho é algo complexo”.Respondendo à questão “Em que direção se orienta a Igreja de Bergoglio?”, responde: “Graças a Deus, eu não tenho nenhuma Igreja, sigo Cristo. Eu não fundei nada. Do ponto de vista de estilo, não mudei de como eu era em Buenos Aires, seria ridículo, na minha idade. Sobre o programa, no entanto, sigo o que os cardeais pediram durante as congregações gerais antes do Conclave. O Conselho dos oito cardeais – recorda – foi pedido para que ajudasse a reformar a Cúria. O que que não é fácil, porque se dá um passo, mas depois vê-se que é preciso fazer isto ou aquilo, e se antes havia um dicastério, em seguida passam a ser quatro… As minhas decisões – conclui Franciso – são o resultado das reuniões pré-Conclave. Não fiz nada sozinho”. Fonte: news.va

Papa aos jovens: “devemos ter presente o senso do definitivo”

O Papa Francisco encontrou-se com jovens da Diocese de Roma, que participam de um curso voltado à busca vocacional, neste sábado, 28. O encontro, realizado na Gruta de Lourdes junto aos Jardins Vaticanos, fez parte da vigília da Solenidade de São Pedro e São Paulo e começou a ser realizado ainda durante o pontificado de Bento XVI. Depois da saudação do Cardeal Agostino Vallini, Vigário da Diocese de Roma, o Pontífice deu as boas-vindas aos jovens. “Agradeço-vos por esta visita, esta visita à Nossa Senhora que é tão importante na nossa vida. E Ela nos acompanha também na escolha definitiva, na escolha vocacional, porque Ela acompanhou seu filho no seu caminho vocacional que foi tão duro, tão doloroso. Ela nos acompanha sempre”, disse o Papa Francisco. E prosseguiu afirmando que “quando um cristão me diz, não que não ama a Nossa Senhora, que não procura Nossa Senhora ou não reza a Ela, eu me sinto triste. Recordo que uma vez, faz quase 40 anos, eu estava na Bélgica em um congresso, e havia um casal de catequistas, professores universitários, com filhos, uma bela família e falava de Jesus Cristo tão bem. E num certo momento eu disse: e a devoção à Nossa Senhora? Mas nós superamos esta etapa. Nós conhecemos tanto Jesus Cristo que não temos necessidade de Nossa Senhora. E aquilo que me veio à mente e ao coração foi: pobres órfãos! É assim, não? Porque um cristão sem Nossa Senhora é órfão.Também um cristão sem a Igreja é um órfão. Um cristão precisa destas duas mulheres, duas mulheres mães, duas mulheres virgens: a Igreja e Nossa Senhora. E para fazer o teste de uma vocação cristã justa, precisam perguntar-se: como vai minha relação com estas duas mães que eu tenho?, com a Mãe Igreja e com a Mãe Maria? Este não é um pensamento de piedade, não, é teologia pura. Isto é teologia. Como vai minha relação com a Igreja, com minha Mãe Igreja, que é minha Mãe?” E o papa Francisco também disse que “isto faz bem: não deixá-la nunca e não andaremos sozinhos. Desejo-vos um bom caminho de discernimento. Para cada um de nós o Senhor tem a sua vocação, aquele lugar onde Ele quer que nós vivamos nossa vida. Mas precisamos procurá-lo, encontrá-lo e depois continuarmos, andar em frente.” O Pontífice acrescentou aos jovens sobre o “senso do definitivo”. Isto para nós, disse o papa, “é importante, porque estamos vivendo uma cultura do provisório: isto sim, mas por um tempo e para um outro tempo…Te casas? Sim, sim, mas até que dure o amor, depois cada um para sua casa uma outra vez…Um rapaz, me dizia um bispo, um jovem, um profissional jovem lhe disse: eu gostaria de ser padre, mas somente por 10 anos. É assim, é o provisório. Temos medo do definitivo. E para escolher uma vocação, uma vocação qualquer, também aquelas vocações de estado, o matrimônio, a vida consagrada, o sacerdócio, devemos escolher com uma perspectiva do definitivo. Isto se opõe à cultura do provisório. É uma parte da cultura que nós temos de viver neste tempo, mas devemos vivê-la e vencê-la.” E concluiu Francisco dizendo que “também neste aspecto do definitivo, creio que um dos que têm mais garantida sua estada definitiva é o Papa! Porque o Papa…onde terminará o papa? Ali, naquele túmulo, não?”   Fonte: news.va

“Existem mais mártires hoje do que nos primeiros séculos”

Existem mais cristãos perseguidos hoje do que nos primeiros séculos: foi o que disse o Papa Francisco na Casa Santa Marta, presidindo a Missa no dia em que a Igreja recorda os Santos protomártires, sacrificados aos pés da Colina Vaticana por ordem de Nero depois do incêndio de Roma no ano de 64. A oração no início da Missa recorda que o Senhor “fecundou com o sangue dos mártires as primeiras sementes da Igreja de Roma”. “Fala-se do crescimento de uma planta” – afirmou Francisco na homilia – e isso faz pensar do que Jesus dizia: “o Reino dos Céus é como um homem que lançou por terra a semente, depois vai para casa“ e – dormindo ou acordado – “a semente cresce, brota, sem que ele saiba como”. Esta semente é a palavra de Deus que cresce e se torna Reino de Deus, se torna Igreja graças à “força do Espírito Santo” e do “testemunho dos cristãos”: “Sabemos que não há crescimento sem o Espírito: é Ele que faz a Igreja, é Ele que faz a Igreja crescer, é Ele que convoca a comunidade da Igreja. Mas o testemunho dos cristãos é necessário, e quando as circunstâncias históricas requerem um testemunho forte, ali estão os mártires, as maiores testemunhas. E esta Igreja é ‘regada’ com o sangue dos mártires. É esta a beleza do martírio. Começa com o testemunho, dia após dia, e pode terminar como Jesus, o primeiro mártir, a primeira testemunha, a testemunha fiel: com o sangue”. “Mas tem uma condição para o testemunho. Para que seja verdadeiro, tem que ser sem condições”, acrescentou Francisco: “Ouvimos o trecho do Evangelho, onde alguém diz ao Senhor querer segui-lo, mas com a condição de ir se despedir ou de enterrar o pai… o Senhor o detém: ‘não’. O testemunho não tem condições. Deve ser firme, decidido, com a linguagem de Jesus: sim ou não. Esta é a linguagem do testemunho”. “Hoje – disse o Papa –, olhamos para esta Igreja de Roma que cresce, irrigada pelo sangue dos mártires. Mas também é justo – prosseguiu – que nós pensemos nos muitos mártires de hoje, muitos mártires que dão sua vida pela fé”. É verdade que havia muitos cristãos perseguidos no tempo de Nero, mas este número hoje não é inferior”: “Hoje existem tantos mártires na Igreja, muitos cristãos perseguidos. Pensemos no Oriente Médio, nos cristãos que têm que fugir das perseguições, cristãos mortos por perseguidores; nos cristãos expulsos com luvas, de modo elegante: isto também é perseguição. Hoje existem mais testemunhas e mártires na Igreja do que nos primeiros séculos. E nesta missa, lembrando os nossos gloriosos antepassados daqui de Roma, pensemos também em nossos irmãos que vivem perseguidos, que sofrem e que com seu sangue fazem crescer a semente das Igrejas pequenas, que nascem. Rezemos por eles e também por nós”. Fonte: Rádio Vaticano

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