Papa aos jovens: Ter asas para sonhar coisas boas, para sonhar um mundo melhor

O Santo Padre encontrou na tarde desta quinta-feira, na Sala do Sínodo, no Vaticano, os participantes do III Congresso das “Scholas occurrentes”, que se realizou no Vaticano de 1° de setembro até esta quinta-feira, 4. A iniciativa reúne realidades educativas de culturas e religiões diferentes e nasceu pelo impulso e encorajamento de Bergoglio. Em seu discurso, o Papa reafirmou o que disse no avião ao concluir sua visita à Coreia, ou seja, de que estamos em guerra – fruto da cultura da desintegração e do desencontro. Nos dias atuais, se tornou recorrente a expressão “meninos de rua”, como se fosse possível crescer abandonado, sem um ambiente cultural, familiar e escolar. Francisco contou um episódio de sua infância, quando certa vez desrespeitou sua professora. Sua mãe foi chamada na escola e, ali, o pequeno Bergoglio teve que pedir desculpa pelo ato que cometeu – dando o caso por encerrado. Todavia, a cena foi diferente ao chegar em casa, pois Francisco teve que fazer as contas com sua mãe, sem a professora por perto. Hoje – disse o Papa – quando um filho é repreendido na escola, os pais querem processar os professores, resultado do pacto educativo que se rompeu. “Nesse sentido, é muito importante fortalecer os vínculos sociais, familiares e pessoais, porque todos – especialmente as crianças e os jovens – necessitam de um habitat realmente humano, em que encontrem as condições para seu desenvolvimento pessoal harmônico e para sua integração na sociedade.” Durante a audiência o Pontífice lançou a plataforma tecnológica de rede das “Scholas Occurrentes”, que prevê a possibilidade de usar as novas tecnologias para favorecer os encontros e as trocas entre estudantes e escolas de diferentes países. Neste contexto, o Papa participou de uma vídeo-conferência, via internet, com estudantes que aderiram à rede de ‘Scholas’, de El Salvador, África do Sul, Turquia européia, Israel e Austrália, representando assim os cinco continentes. O primeiro estudante, da Austrália, perguntou ao Papa como as Escolas podem avançar nesta comunicação e construir pontes. “Vocês – respondeu o Papa – podem fazer duas coisas opostas: construir pontes ou levantar muros. Os muros separam, dividem; as pontes aproximam”. Portanto – acrescentou – continuar a comunicar. Comunicar experiências”: “As experiências que vocês fazem. Vocês têm muito no coração e podem realizar muitas coisas… comunicá-las – para que outros se inspirem -, e escutar dos outros aquilo que dizem a vocês. E com esta comunicação ninguém comanda, mas tudo funciona! É a espontaneidade da vida: é dizer sim à vida! Comunicar é dar; comunicar é generosidade; comunicar é respeito; comunicar é evitar qualquer tipo de comunicação. Sigam em frente, jovens!”. “Me agrada aquilo que vocês dizem e fazem”. Ao responder a segunda pergunta, vinda de Israel, o Papa salientou como os estudantes se viram bem e sabem comunicar em diferentes línguas e com a identidade da própria religião. Já o estudante da Turquia falou de paz e diálogo inter-religioso. “Os jovens – disse o Papa – não querem a guerra, querem a paz! E isto vocês devem gritar com o coração, de dentro: ‘Queremos a paz!’”. “O futuro será melhor ou pior?” – havia questionado o estudante, a quem o Papa respondeu: “Sabes onde está o futuro? Está no coração, está na tua mente e está em tuas mãos! Se tu sentes bem, se tu pensas bem e se tu, com as tuas mãos, segue em frente com este pensar bem e este sentimento bom, o futuro será melhor. O futuro o tem os jovens! Porém atenção, jovens com duas qualidades: jovens com as asas e jovens com as raízes. Jovens que tenham asas para voar, para sonhar, para criar; e que tenham raízes para receber dos idosos o conhecimento que somente os maiores podem dar. Por isto o futuro está em vossas mãos, se tiverdes asas e raízes. Ter asas para sonhar coisas boas, para sonhar um mundo melhor, para protestar contra as guerras. Por outro lado, respeitar o conhecimento que vocês têm recebido dos anciãos, dos teus pais, dos teus avós; dos anciãos do teu povo. O futuro está nas vossas mãos. Apeguem-se a ele para que seja melhor”. Após, foi a vez de um estudante da África do Sul que falou do nascimento das ‘Scholas Occurrentes”. O Papa recordou que ‘Scholas’ nasceu em Buenos Aires como “uma rede de escolas próximas para construir pontes entre as escolas da Diocese. Foram construídas muitas pontes, “também algumas pontes transoceânicas! Começou como algo pequeno, como uma ilusão, como alguma coisa que não sabíamos quem seria atingido. Hoje podemos comunicar. Por quê? Porque estamos convencidos de que a juventude tem necessidade de comunicar, tem necessidade de mostrar e partilhar os seus valores”: “A juventude hoje tem necessidade de três pilares chaves: educação, esporte e cultura. Por isto ‘Scholas’ junta tudo: jogamos uma partida de futebol; se faz escola e se faz cultura. Educação, esporte e cultura. O esporte é importante porque ensina a jogar em equipe: o esporte salva do egoísmo, ajuda a não sermos egoístas! Por isto é importante trabalhar em equipe, estudar em equipe e seguir no caminho da vida juntos, em equipe”. “Sigam em frente neste caminho da comunicação, de construir pontes e de buscar a paz através a educação, o esporte e a cultura”. Respondendo a um estudante de El Salvador, o Santo Padre fez uma advertência: “Porque assim como existem pontes nas quais se pode subir, existem também comunicações que destroem! Estejam bem atentos! Quando existem grupos que procuram a destruição, que buscam a guerra e que não sabem fazer um trabalho de equipe, defendam-se entre vocês como equipe, como grupo, defendendo-vos daqueles que querem ‘atomizar-vos’ e tirar-lhes a força do grupo”. Por fim, o Papa lançou uma calorosa exortação aos jovens: “Uma coisa que não é minha, mas que Jesus dizia muitas vezes: ‘Não tenham medo!’…Sigam em frente. Construam pontes de paz. Joguem em equipe e tornem o futuro melhor, mas recordem-se que o futuro está em vossas mãos. Sonhem o futuro voando, mas não esqueçam a herança cultural, sapiencial

A dor de Francisco pelos pobres de Buenos Aires

O Papa Francisco disse não entender o motivo do desalojamento de moradores de uma ocupação que levava seu nome em Buenos Aires e que se identifica com essas pessoas. “Parece que a crueldade se instalou em nossos corações. Uma crueldade que tem várias faces”, escreveu Francisco em um e-mail enviado a Gustavo Vera, o fundador da ONG La Alameda de Buenos Aires, que luta pelos direitos dos mais necessitados. “Acabei de ler sua carta e sua última frase resume os meus sentimentos – escreveu Francisco: Parecia Gaza e então eu comecei a chorar. Não entendo por que. Essas mães desalojadas com seus filhos eu as acaricio com as minhas lágrimas”, concluiu. O prédio ocupado no final de fevereiro foi batizado com nome do Pontífice por se localizar a poucos metros de onde ele nasceu, em Villa Lugano, ao sul da capital argentina. As autoridades de segurança alegaram que atividades ilícitas e atos de criminalidade eram registrados no local. O prédio foi palco do assassinato da jovem de 18 anos Melina López após uma tentativa de assalto. Episódio chocou todo o país. Fonte: Rádio Vaticano

Três familiares do Papa morrem em acidente na Argentina

Sobrinho do Papa ficou gravemente ferido; sua esposa e dois filhos não resistiram e faleceram Três familiares do Papa Francisco morreram nesta terça-feira, 19, em um acidente de carro na Argentina. Trata-se da esposa e dos dois filhos de Emanuel Horacio Bergoglio, que é sobrinho do Santo Padre. Emanuel, de 35 anos, ficou gravemente ferido. As vítimas foram sua esposa, Valeria Carmona, 39 anos, e seus dois filhos, Antônio, 8 meses, e José, 2 anos. O Papa foi informado sobre o acontecimento e ficou profundamente triste com a notícia. Todos os seus colaboradores mais próximos, assim como os funcionários da Santa Sé, unem-se ao Papa Francisco em oração e participam do luto que atingiu sua família.   Fonte: Canção Nova (editado)

Sociólogo faz palestra na Semana da Família

Na noite desta segunda-feira (11), o Centro de Evangelização da Comunidade Católica Shalom em Salvador recebeu Marcelo Couto, sociólogo, mestre em família pela UCSAL e membro do Instituto da Família para uma pregação por ocasião da Semana da Família. Um forte momento de oração abriu a noite encerrando este primeiro momento com a consagração dos casais e famílias à Nossa Senhora. Em seguida, Marcelo pregou para assembleia sobre o tema “Família Missionária”. O sociólogo utilizou como subsídio da pregação a Lumen Fidei – A Luz da fé, primeira encíclica do Papa Francisco. O pontífice dedica duas páginas do documento à família. “Fundados sobre este amor, homem e mulher podem prometer-se amor mútuo com um gesto que compromete a vida inteira e que lembra muitos traços da fé: prometer um amor que dure para sempre é possível quando se descobre um desígnio maior que os próprios projetos, que nos sustenta e permite doar o futuro inteiro à pessoa amada” (Carta Lumen Fidei). O sociólogo abordou vários aspectos que atingem diretamente a família nos tempos atuais, como por exemplo a ideologia do gênero, que quer negar que Deus fez homem e mulher diferentes e complementares. “A família é uma resposta de Deus à natureza do homem”, disse Marelo. “Depois, a fé pode ajudar em toda a sua profundidade e riqueza a geração dos filhos, porque faz reconhecer nela o amor criador que nos dá e nos entrega o mistério de uma nova pessoa; foi assim que Sara, pela sua fé, se tornou mãe, apoiando-se na fidelidade de Deus à sua promessa (cf. Heb 11, 11)” (Carta Lumen Fidei) Em testemunho pessoal embasado nessas palavras da Carta, o sociólogo de 27 anos, que é casado e tem 3 filhas, falou sobre a ação de Deus que cumpre suas promessas: “A abertura à vida gera providência. Deus não se deixa vencer em generosidade”. “A missão começa no coração, quando começamos a dizer a Deus que queremos viver a fé e que queremos ser abertos à vida”, concluiu Marcelo.     Confira as fotos: https://comshalom.org/?p=152986  

Líder evangélico segue o gesto do Papa Francisco e pede perdão pela discriminação contra católicos

Geoff Tunnicliffe, secretário geral da Aliança Evangélica Mundial, que reúne 600 milhões de fiéis protestantes, destacou a reunião do Papa Francisco com cristãos pentecostais em Caserta (Itália), e afirmou que os fiéis evangélicos também têm que reconhecer suas faltas e pedir perdão por ter discriminado os católicos. “Reconheço que na história houve situações em que os protestantes, incluindo os evangélicos, cometeram atos de discriminação em relação aos cristãos católicos. Eu fico realmente muito triste com essas ações: na verdade, podemos não estar de acordo sobre a questão teológica, mas isso nunca deveria levar à discriminação e muito menos às perseguições. Devemos reconhecer todos os nossos pecados e nos pedir perdão uns aos outros. Parece-me que o Papa Francisco deu um grande exemplo”, manifestou Tunnicliffe à Rádio Vaticano. O pastor evangélico afirmou que o passo dado pelo Papa ao pedir perdão “é um grande exemplo” e deve ser uma mensagem para todo mundo, em especial, para aqueles países onde existem tensões entre católicos e evangélicos. Em sua visita a Caserta, o Papa Francisco teve uma reunião com seu amigo, o pastor pentecostal Giovanni Traettino e com duzentos fiéis pentecostais vindos dos Estados Unidos, Argentina e outros países. Em seu discurso, Francisco fez um chamado à unidade dos cristãos e lamentou as divisões ocorridas no passado. Nesse sentido, pediu perdão pelas vezes que alguns católicos “perseguiram e denunciaram os irmãos pentecostais”. “Eu sou o pastor dos católicos e peço perdão por aqueles irmãos e irmãs católicos que não compreenderam e foram tentados pelo diabo e fizeram o mesmo que os irmãos de José. Peço ao Senhor que nos dê a graça de reconhecer e de perdoar”, expressou. Nesse sentido, o Santo Padre alentou os fiéis evangélicos a participarem do caminho da unidade. “Nós estamos neste caminho da unidade, entre irmãos. Alguém estará surpreso: ‘O Papa foi visitar evangélicos!’ Foi encontrar irmãos! Sim! Porque, na verdade, foram eles que vieram primeiro me encontrar em Buenos Aires. E isso é um testemunho. Vieram e se aproximaram. E assim começou esta amizade, esta proximidade entre os pastores de Buenos Aires. E hoje aqui. Agradeço muito a vocês, peço que rezem por mim”, expressou.   Fonte: ACI Digital

A influência do Papa Francisco no pensamento político

A relação do Papa com a política, na reflexão do padre Francisco Occhetta, na próxima edição da revista La Civiltà Cattolica, deste sábado, 19 de Julho Na última edição de ” La Civiltà Cattolica”, que sairá neste sábado, 19 de julho, padre Francisco Occhetta se inspirou na missa que o Papa Francisco celebrou no passado dia 27 de março para cerca de 500 parlamentares, para falar sobre a relação que o Pontífice tem com o mundo da política. As leituras do dia, tiradas do Livro de Jeremias, Capítulo 7 e Capítulo 11 do Evangelho de Mateus, destacam, de acordo com a interpretação do Papa, por um lado, a necessária fidelidade a Deus e à sua palavra para a obter a prosperidade em um Estado, e do outro, a obrigação por parte da classe governante de estar perto do povo e servi-lo, porque sem a lógica do serviço acaba-se descartando o que é verdadeiro e bom. De fato, o Papa afirma: “O povo de Deus estava só, e esta classe de dirigentes, os doutores da lei, os saduceus, os fariseus, estava fechada nas suas ideias, na sua pastoral, na sua ideologia. E esta classe é aquela que não escutou a Palavra do Senhor, e para justificar-se fala o que escutamos no Evangelho: este homem, Jesus, expulsa os demônios pelo poder de Belzebu (Mt 11,15). ” Durante a homilia o Papa refletiu no conceito de corrupção, uma reflexão que tem feito muitas vezes. Explica o padre Occhetta: “A raiz da corrupção para o Papa é de natureza espiritual, e não moral; encontra-se no cansaço da transcendência e na pretensão da auto-suficiência”. A corrupção para o papa Francisco “é uma atitude do coração com relação a um tesouro que o seduz, o acalma e o engana.” Aqueles que deveriam ser apenas as palavras de um sermão, acabaram se transformando em uma espécie de “exame de consciência público”. As palavras do pontífice abalaram as mentes e os corações dos parlamentares que participaram da missa do 27 de março, os quais refletiram nas indicações do Papa. Quarenta e dois destes pensamentos foram recolhidos no livro italiano “Eletti per servire. Papa Francesco e i Parlamentari italiani”, (Eleitos para servir. Papa Francisco e os parlamentares italianos), editado pelo capelão do Parlamento italiano, Mons. Leuzzi. De acordo com o jesuíta: “As palavras contidas no livro podem ser resumidas em três direções: tornar visível a dimensão da honestidade; o retorno à sua própria consciência como lugar de discernimento para fazer escolhas e escrever leis; refletir sobre quais maneiras, formas e conteúdos o fiel, na política, deva se confrontar com o contexto secular no qual atua”. Padre Occhetta conclui o seu artigo com uma reflexão sobre o papel dos católicos na política, citando as palavras de Mons. Galantino: “O bipolarismo, assim como tem sido feito no plano institucional e político, mais tarde, acabou por criar o efeito de duas posições políticas em busca do voto católico, cada uma fazendo-se mais ou menos utilmente fiadora de um pacote de valores, mas sem integrar nas próprias perspectivas a contribuição do personalismo cristão. Faltou um debate real entre os mesmos católicos e entre eles e as outras culturas sobre novas questões da democracia: das novas ciências e às suas consequências práticas às novas emergências sociais”. De acordo com o religioso, portanto, “a prioridade continua sendo a capacidade de discernir nos problemas da agenda política aquelas referências à antropologia cristã que permitem mover a questão do problema particular – que pode ter soluções políticas e técnicas diversas, todas compatíveis com a fé – para os processos de discernimento que trazem à luz as questões sobre o sentido do homem e do mundo, próprios de uma civilização humana”.   Fonte: ZENIT

Francisco aos jovens: sejam corajosos

Na segunda etapa de sua visita pastoral à região italiana do Molise, o Papa Francisco, após ter passado a manhã e início da tarde deste sábado em Campobasso, transferiu-se de helicóptero para Castelpetroso, onde, no adro do Santuário da cidadezinha do sul da Itália, encontrou os jovens das dioceses do Abruzzo e do Molise. “Agradeço-lhes pela numerosa e alegre presença de vocês”, disse Francisco inicialmente. “O entusiasmo e o clima de festa que sabem criar são contagiosos”, ressaltou. “Com este entusiasmo – acrescentou –, sejam abertos à esperança e desejosos de plenitude, de dar significado ao futuro de vocês, a suas vidas, a entrever o caminho adequado para cada um de vocês e a escolher o caminho que lhes dê serenidade e realizaçãohumana.” “De um lado – frisou –, estejam à procura daquilo que realmente conta, que permanece estável no tempo e é definitivo, estejam em busca de respostas que iluminem a mente de vocês e aqueça o coração não somente no espaço de uma manhã ou por um breve trecho de estrada, mas para sempre.” “A sociedade de hoje e seus prevalentes modelos culturais, por exemplo, a ‘cultura do provisório’ – evidenciou –, não oferecem um clima favorável para a formação de escolhas de vida estáveis com laços sólidos, construídos numa rocha do amor, de responsabilidade, mas na areia da emoção do momento.” Após evocar a dificuldade em nossos dias a se fazer escolhas importantes e longamente ponderadas, falando sem texto, disse: “Hoje escolho isso, amanhã aquilo, mas, vou para onde o vento sopra; ou quando acaba meu entusiasmo, minha vontade, inicio outro caminho… E assim se dá voltas pela vida, como num labirinto! O caminho não é o labirinto… Não se pode desperdiçar a vida dando voltas”. “Todavia, caros jovens – disse ainda –, o coração do ser humano aspira coisas grandes, a valores importantes, a amizades profundas, a laços que se reforçam nas provações da vida, ao invés de romper-se. O ser humano aspira amar e ser amado: essa é a nossa aspiração mais profunda.” “A cultura do provisório não exalta a nossa liberdade, mas nos priva do nosso verdadeiro destino, das metas mais verdadeiras e autênticas. É uma vida em pedaços. É triste chegar a uma certa idade, olhar o caminho que fizemos e descobrir que foi feita em diferentes pedaços, sem unidade, sem definição: tudo provisório…” “Não deixem que lhes seja roubado o desejo de construir na vida de vocês coisas grandes e sólidas! É isso que nos leva adiante. Não se contentem com pequenas metas! Aspirem a felicidade, tenham coragem, a coragem de sair de vocês mesmos, de arriscar plenamente o futuro de vocês junto a Jesus… Ele nos ama definitivamente, escolheu-nos definitivamente, doou-se definitivamente a cada um de nós. É nosso defensor e irmão mais velho e será nosso único juiz.” E, falando sem texto, acrescentou: “Uma palavra que gosto de repetir, porque a esquecemos muito. Deus não se cansa de perdoar. Isso é verdade, hein?… Somos nós que nos cansamos de pedir perdão, mas Ele perdoa sempre, todas as vezes que Lho pedimos”. Por fim, o Papa Francisco deixou aos jovens uma veemente exortação: “Tenham coragem e esperança também ao enfrentar as dificuldades derivantes dos efeitos da crise econômica. A coragem e a esperança são dotes de todos, mas, em particular, dos jovens: coragem e esperança.”   Fonte: news.va

Assassinato de estudantes em Israel: o Papa se une à dor das famílias

  “O papa Francisco se une à dor inefável das famílias atingidas por esta violência homicida e à dor de todas as pessoas golpeadas pelas consequências do ódio. Ele pede a Deus que inspire em todos pensamentos de compaixão e de paz”, declarou ontem à noite o porta-voz da Santa Sé, pe. Federico Lombardi, em comunicado divulgado pouco depois da confirmação de que os corpos dos três jovens israelenses sequestrados há quase três semanas tinham sido encontrados. O porta-voz chamou de “execrável e inaceitável” o assassinato dos jovens e acrescentou que o crime “é um gravíssimo obstáculo no caminho rumo àquela paz pela qual temos que nos empenhar e rezar incansavelmente”. Os jovens Gilad Shaar, de 16 anos, Naftali Fraenkel, da mesma idade, e Eyal Yifrah, de 19 anos, eram alunos de escolas religiosas judaicas. As famílias perderam o contato com os jovens no dia 12 de junho, quando eles pediram carona depois da aula. Alguns dias depois, o veículo que os levava foi encontrado incendiado. De acordo com o jornal local Haaretz, as forças de segurança israelenses convocaram uma reunião de emergência depois de achar os corpos dos adolescentes. Os cadáveres estavam enterrados em Halhul, na Cisjordânia, debaixo de uma pilha de pedras, a cerca de dez minutos de distância da estrada em que tinham sido vistos pela última vez. Os familiares reconheceram os estudantes pelas roupas. Os corpos passaram por um perito forense para ser analisados. Não há reivindicações oficiais, mas as suspeitas de autoria recaem nos extremistas do grupo Hamas. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que os terroristas responsáveis deverão pagar pelo crime. O vice-ministro de Defesa declarou: “É necessária uma operação que desfira um golpe mortal no Hamas. Temos que erradicar o terrorismo, demolir as casas dos assassinos, destruir os seus depósitos de armas, bloquear os financiamentos”. Na última noite, a Força Aérea israelense bombardeou 34 posições do Hamas e da Jihad Islâmica Palestina na Faixa de Gaza. Não por acaso, o comunicado do porta-voz vaticano recordou que “a violência gera mais violência e alimenta o círculo mortal do ódio”.   Fonte: ZENIT

#RetrospectivaJMJ: Comunidade Shalom à espera do Papa Francisco

Não tem como viver o mês de Julho e não lembrar da JMJ Rio 2013, não é mesmo? Para matar um pouco a saudade, faremos uma retrospectiva dessa fantástica experiência \o/. Todos os dias, o comshalom.org publicará uma foto marcante da JMJ Rio 2013. Papa Francisco faz sua primeira viagem internacional e chega em solo brasileiro Comunidade Shalom nas ruas, à espera do Papa Francisco Papa Francisco pelas ruas do Rio de Janeiro Chegada da Cruz Peregrina e ícone de Maria Peregrinos da orla de Copacabana  Missa de abertura Papa na Quinta da Boa Vista Papa na Via Crucis Peregrinos no metrô Jovens carregam a Cruz Peregrina Halleluya Rio | Festival da Juventude Bispos participam da cerimônia de abertura Símbolos da Jornada Shalom à espera do Papa Francisco  Papa celebra missa com os seminaristas Jovens peregrinando a caminho da orla de Copacabana, para a Vigília com o Papa Flash Mob

Papa em entrevista ao jornal “El Messaggero”: Graças a Deus, eu não tenho nenhuma Igreja, sigo Cristo

“Acho que é difícil permanecer honesto na política. Há pessoas que gostariam de fazer as coisas de modo claro, mas, depois, é como se fossem engolidas por um fenómeno endémico, com vários níveis, transversal. Isso não em razão da natureza da política, mas porque numa mudança de época tornam-se mais fortes os impulsos para certos desvios morais”. – Reflexão do Papa Francisco, numa longa entrevista concedida à jornalista Franca Giansoldati, do quotidiano “Il Messaggero”, de Roma, publicada neste domingo, 29 de junho, festa dos Padroeiros da Cidade, São Pedro e São Paulo. “É preciso reabilitar a política, como diziam há uns 15 anos os Bispos franceses. Hoje o problema da política é que se desvalorizou, arruinada pela corrupção, pelo fenómeno do suborno, disse o Santo Padre. “A corrupção é, infelizmente, um fenómeno mundial. Há chefes de Estado que estão na prisão por causa disso. Tenho-me interrogado muito e cheguei à conclusão de que muitos males crescem especialmente durante as mudanças epocais. Estamos experimentando não tanto uma época de mudanças, mas uma mudança de época”, que “alimenta a decadência moral, não apenas na política, mas na vida financeira ou social”. O Papa aborda também o tema da exploração sexual de crianças. “Sinto um sofrimento enorme por Isso. Para alguns trabalhos manuais são usadas crianças por terem as mãos mais pequenas. Mas as crianças são também exploradas sexualmente”. Os “idosos” que abordam prostitutas com menos de 15 anos na rua “são pedófilos”, afirma sem meios termos o Papa, observando “que esses problemas podem ser resolvidos com uma boa política social”. Nisso a política deve responder de modo concreto. Por exemplo, com os serviços sociais que acompanham as famílias, acompanhando-as para saírem de situações difíceis”. A propósito da pobreza, Francisco considera que “os comunistas nos roubaram a bandeira. A bandeira dos pobres é cristã. A pobreza está no centro do Evangelho” (ver Mateus 25 e as bem-aventuranças). “A quem tem fome, posso ajudá-lo, mas se perdeu o emprego e não consegue encontrar trabalho, isso é outra pobreza. Vai-se degradando o próprio sentido de dignidade e cai-se numa grande prostração”, faz notar o Papa. “É uma pobreza muito grave que destrói o coração”. A crise económica é uma das causas da baixa taxa de natalidade, que “não depende apenas de uma deriva cultural guiada pelo egoísmo e o hedonismo”, acrescenta o Papa Francisco, segundo a qual o elevado gasto com os animais de estimação é “outro fenômeno de degradação cultural. Isto porque a relação afetiva com o animal é mais fácil, mais programável. Ter um filho é algo complexo”.Respondendo à questão “Em que direção se orienta a Igreja de Bergoglio?”, responde: “Graças a Deus, eu não tenho nenhuma Igreja, sigo Cristo. Eu não fundei nada. Do ponto de vista de estilo, não mudei de como eu era em Buenos Aires, seria ridículo, na minha idade. Sobre o programa, no entanto, sigo o que os cardeais pediram durante as congregações gerais antes do Conclave. O Conselho dos oito cardeais – recorda – foi pedido para que ajudasse a reformar a Cúria. O que que não é fácil, porque se dá um passo, mas depois vê-se que é preciso fazer isto ou aquilo, e se antes havia um dicastério, em seguida passam a ser quatro… As minhas decisões – conclui Franciso – são o resultado das reuniões pré-Conclave. Não fiz nada sozinho”. Fonte: news.va

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