Mensagem do Papa Francisco para a XXX Jornada Mundial da Juventude

Confira a mensagem do Papa Francisco para a XXX Jornada Mundial da Juventude, celebrada nas dioceses no Domingo de Ramos (29 de março). «Felizes os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5, 8) Queridos jovens! Continuamos a nossa peregrinação espiritual para Cracóvia, onde em Julho de 2016 se realizará a próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude. Como guia do nosso caminho escolhemos as Bem-aventuranças evangélicas. No ano passado, reflectimos sobre a Bem-aventurança dos pobres em espírito, inserida no contexto mais amplo do «Sermão da Montanha». Juntos, descobrimos o significado revolucionário das Bem-aventuranças e o forte apelo de Jesus para nos lançarmos, com coragem, na aventura da busca da felicidade. Este ano refletiremos sobre a sexta Bem-aventurança: «Felizes os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5, 8). 1. O desejo da felicidade A palavra «felizes», ou bem-aventurados, aparece nove vezes na primeira grande pregação de Jesus (cf. Mt 5, 1-12). É como um refrão que nos recorda a chamada do Senhor a percorrer, juntamente com Ele, uma estrada que, apesar de todos os desafios, é a via da verdadeira felicidade. Ora a busca da felicidade, queridos jovens, é comum a todas as pessoas de todos os tempos e de todas as idades. Deus colocou no coração de cada homem e de cada mulher um desejo irreprimível de felicidade, de plenitude. Porventura não sentis que o vosso coração está inquieto buscando sem cessar um bem que possa saciar a sua sede de infinito? Os primeiros capítulos do livro do Génesis apresentam-nos a felicidade maravilhosa a que somos chamados, consistindo numa perfeita comunhão com Deus, com os outros, com a natureza, com nós mesmos. O livre acesso a Deus, à sua intimidade e visão estava presente no projeto de Deus para a humanidade desde as suas origens e fazia com que a luz divina permeasse de verdade e transparência todas as relações humanas. Neste estado de pureza original, não existiam «máscaras», subterfúgios, motivos para se esconderem uns dos outros. Tudo era puro e claro. Quando o homem e a mulher cedem à tentação e quebram a relação de confiante comunhão com Deus, o pecado entra na história humana (cf. Gn 3). Imediatamente se fazem notar as consequências inclusive nas suas relações consigo mesmo, de um com o outro, e com a natureza. E são dramáticas! A pureza das origens como que fica poluída. Depois daquele momento, já não é possível o acesso direto à presença de Deus. Comparece a tendência a esconder-se, o homem e a mulher devem cobrir a sua nudez. Privados da luz que provém da visão do Senhor, olham a realidade que os circunda de maneira distorcida, míope. A «bússola» interior, que os guiava na busca da felicidade, perde o seu ponto de referência e as seduções do poder e do ter e a ânsia do prazer a todo o custo precipitam-nos no abismo da tristeza e da angústia. Nos Salmos, encontramos o grito que a humanidade, desde as profundezas da sua alma, dirige a Deus: «Quem nos dará a felicidade? Resplandeça sobre nós, Senhor, a luz do vosso rosto!» (Sal 4, 7). Na sua infinita bondade, o Pai responde a esta súplica com o envio do seu Filho. Em Jesus, Deus assume um rosto humano. Com a sua encarnação, vida, morte e ressurreição, redime-nos do pecado e abre-nos horizontes novos, até então inconcebíveis. E assim, queridos jovens, em Cristo encontra-se a plena realização dos vossos sonhos de bondade e felicidade. Só Ele pode satisfazer as vossas expectativas tantas vezes desiludidas por falsas promessas mundanas. Como disse São João Paulo II, «Ele é a beleza que tanto vos atrai; é Ele quem vos provoca com aquela sede de radicalidade que não vos deixa ceder a compromissos; é Ele quem vos impele a depor as máscaras que tornam a vida falsa; é Ele quem vos lê no coração as decisões mais verdadeiras que outros quereriam sufocar. É Jesus quem suscita em vós o desejo de fazer da vossa vida algo grande» (Vigília de Oração em Tor Vergata, 19 de Agosto de 2000: L’Osservatore Romano, ed. portuguesa de 26/VIII/2000, 383). 2. Felizes os puros de coração… Procuremos agora aprofundar como esta felicidade passa pela pureza de coração. Antes de mais nada, devemos compreender o significado bíblico da palavra «coração». Na cultura hebraica, o coração é o centro dos sentimentos, pensamentos e intenções da pessoa humana. Se a Bíblia nos ensina que Deus olha, não às aparências, mas ao coração (cf. 1 Sam 16,7), podemos igualmente afirmar que é a partir do nosso coração que podemos ver a Deus. Assim é, porque o coração compendia o ser humano na sua totalidade e unidade de corpo e alma, na sua capacidade de amar e ser amado. Passando agora à definição de «puro», a palavra grega usada pelo evangelista Mateus é katharos e significa, fundamentalmente, limpo, claro, livre de substâncias contaminadoras. No Evangelho, vemos Jesus desarraigar uma certa concepção da pureza ritual ligada a elementos externos, que proibia todo o contato com coisas e pessoas (incluindo os leprosos e os forasteiros), consideradas impuras. Aos fariseus – que, como muitos judeus de então, não comiam sem antes ter feito as devidas abluções e observavam numerosas tradições relacionadas com a lavagem de objetos –, Jesus diz categoricamente: «Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro. (…) Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos, as prostituições, roubos, assassínios, adultérios, ambições, perversidade, má-fé, devassidão, inveja, maledicência, orgulho, desvarios» (Mc 7, 15.21-22). Sendo assim, em que consiste a felicidade que brota dum coração puro? Partindo do elenco dos males enumerados por Jesus, que tornam o homem impuro, vemos que a questão tem a ver sobretudo com o campo das nossas relações. Cada um de nós deve aprender a discernir aquilo que pode «contaminar» o seu coração, formando em si mesmo uma consciência reta e sensível, capaz de «discernir qual é a

Atentado de Paris: na missa matutina, a comoção do Papa

Na manhã desta quinta-feira, 08, no início da missa celebrada na Casa Santa Marta, o Papa rezou pelas vítimas do ataque de Paris, recordando todos os atingidos pela crueldade e a ferocidade do covarde atentado de quarta-feira, 07. “O ocorrido quarta-feira em Paris nos faz pensar na tamanha crueldade humana; em tanto terrorismo, seja o terrorismo isolado, seja o terrorismo de Estado. De quanta crueldade é capaz o homem! Rezemos, nesta Missa, pelas vítimas desta crueldade. Muitas! E peçamos também pelos cruéis, para que o Senhor transforme seus corações”. A palavra da diplomacia vaticana A Secretaria de Estado do Vaticano, na pessoa do Cardeal Pietro Parolin, se pronunciou através de um telegrama, enviado ao Cardeal-arcebispo de Paris, André Vingt-Trois e divulgado à imprensa. O Secretário de Estado informa que o Papa está unido na oração e na dor das famílias atingidas pelo luto e a tristeza de todos os franceses. Ele confia as vítimas a Deus misericordioso, rogando-O para acolhê-las em Sua luz. O Pontífice expressa sua profunda proximidade às pessoas feridas e suas famílias, pedindo ao Senhor que lhes ofereça conforto e consolo nesta difícil prova. Mais uma vez, o Santo Padre condena a violência que gera tanto sofrimento e, pedindo a Deus o dom da paz, invoca sobre as famílias atingidas e os franceses a divina bênção.   Fonte: Rádio Vaticano

Padre brasileiro em Gaza relata efeito da guerra nas crianças

A chegada de 2015 representou um alívio para os católicos que residem na Faixa de Gaza, já que o ano precedente foi marcado pela guerra de 52 dias que eclodiu no mês de julho. A paz, portanto, é o principal anseio da população, como relata ao Programa Brasileiro o Vice-Pároco da Paróquia da Sagrada Família, o brasileiro Pe. Mario da Silva, única paróquia católica de toda a Faixa de Gaza. Pe. Mario é membro do Instituto do Verbo Encarnado e mora há dois anos e meio na região. Talvez o motivo principal da comemoração seja ter passado o ano de 2014, que para gente foi bem difícil, principalmente pela guerra, mas também por todas as necessidades que se passaram durante este ano: os preços aumentaram muito, pouco trabalho e, agora, o frio, com 400 mil pessoas quase sem casa e muito sofrimento. O que esperamos para 2015 é principalmente a paz, é o que pedimos em todas as missas que celebramos e, ainda mais concretamente, que se comece os trabalhos de reconstrução de tudo aquilo que foi destruído, quase 30 km de fronteira de casas. Diante um panorama de destruição, que futuro têm essas crianças? As crianças crescem em grande pobreza e numa situação de grande ódio. Porque se sentem presos, justamente, e assim crescem. Além disso, as crianças que têm seis, sete, oito anos já passaram por três guerras. Pequenas guerras, mas três guerras. E todas elas contam pequenas histórias que talvez sirvam para ilustrar o que as crianças sofrem. Por exemplo, depois da guerra, muitas crianças quando voltam da escola, voltam tristes, recuadas, e quando escutam a sirene que anuncia o recreio, muitas delas se jogam embaixo das carteiras, das mesas, porque estão acostumadas em tempo de guerra a escutar barulho e sirenes e vão se proteger. Outro caso concreto: uma criança que tinha tanto medo das bombas que explodiam bem perto de sua casa que começou a perder todo o trabalho. Somente agora, três meses depois, ela começa a recuperar um pouco do cabelo. E situações de muito medo. Também os pais dessas crianças tentam protegê-las. Por exemplo, quando explode uma bomba na guerra, eles gritavam: gol do Barcelona! Para tentar disfarçar um pouco o que seria o terror da guerra. O Papa Francisco escreveu recentemente uma carta aos cristãos do Oriente Médio. Como sentem esta proximidade e esta preocupação por parte do Papa? Os cristãos do Oriente Médio sentem um amor especial pelo Papa Francisco, pela grande preocupação que ele sente por nós. Não somente por esta carta, mas também nos discursos que ele faz, nos constantes apelos pela paz. Ontem, no primeiro discurso do ano, ele pediu pela paz no Oriente Médio e isso dá uma força muito especial para a gente. Nós sabemos que o Papa, principalmente através da oração, mas não só, inclusive com ajudas materiais por meio de instituições, tem ajudado muito os cristãos do Oriente Médio. Por isso, aqui deixo publicamente o meu agradecimento ao Papa Francisco por toda sua preocupação pela nossa Igreja aqui no Oriente Médio.   Fonte: Rádio Vaticano  

O Papa Francisco “tem uma luz que penetra a alma”, afirma Irmã Cristina

“Entreguei para ele o disco e expliquei-lhe que era fruto da minha pequena contribuição ao serviço dentro da Igreja, e lhe pedi a bênção, que era o que eu realmente queria. Ele me sorriu”, são as palavras da Irmã Cristina Scuccia, religiosa ganhadora do The Voice Itália, depois de seu encontro com o Papa Francisco em 10 de dezembro na Praça São Pedro. “A verdade é que não há palavras para descrever a emoção que senti. Apertei a sua mão, e foi difícil deixá-lo ir embora! Foi tudo em frações de segundo, foi muito rápido, mas para mim foi muito intenso e importante”, afirmou no último dia 15 de dezembro em uma entrevista ao Grupo ACI. A religiosa ursulina acrescentou que “se pudesse voltar de novo para encontrá-lo seria um sonho. É o Papa que proclama a ternura, mas na realidade vive a ternura. Se nota nos seus olhos, no seu olhar simples, de verdadeiro pai. Tem uma luz que penetra a alma e, portanto, foi realmente importante este encontro com ele”. Irmã Cristina assegurou que a fama alcançada não fez com que ela perdesse a vocação. “Sou uma religiosa em todo o sentido”, assinala. A irmã fez a profissão de fé em 29 de julho de 2012 e há seis anos faz parte da congregação das Ursulinas da Sagrada Família. Renovará seus votos no próximo 2 de fevereiro, dia da Vida Consagrada. “Eu todos os dias digo ‘sim’ a Deus e me entrego a sua vontade e espero que o Senhor me tenha nos seus braços até o fim dos meus dias”, afirmou. A religiosa disse que depois do The Voice recebeu centenas de cartas e testemunhos de pessoas que voltaram para catolicismo por causa da sua atuação. “Realmente muitas vezes me digo, se isso consegue que só uma pessoa eleve os olhos para Deus, para mim, a minha missão já foi cumprida”. “Há casos de outros jovens que nos telefonam porque sentiram algo em seu interior, ao me verem, tão jovem, e com a coragem de deixar tudo para seguir o Senhor, algumas meninas nos telefonaram explicando ‘olha, senti algo no meu coração e queria me aproximar da vida religiosa’”, afirmou. Relatou que todas as noites, às 10pm, se reúne com os seus fãs através do Facebook para rezar por eles e pela evangelização do mundo. “Isto para mim é muito importante, mas muitos deles me explicaram que ficaram tocados quando me viram e que se aproximaram de novo a Deus, à oração. Certamente esta é a resposta… eu somente disse um ‘sim’ confiado a Deus, e depois Deus faz grandes coisas”. “E assim, contudo, quando você diz o seu ‘sim’ confiado a Deus, Ele realmente faz grandes coisas contigo. O fato de que eles tenham sido tocados quando me viram, significa que era o sinal que não era eu, mas havia algo por cima de mim”, disse. Indicou que o arrecadado pelas vendas do disco irá para alguns dos projetos de sua congregação em todo mundo, especialmente no Brasil, onde as ursulinas dirigem escolas dedicadas ao apoio escolar e social de crianças e famílias em dificuldade. Para Irmã Cristina, seu modelo de vida consagrada é a Virgem Maria, que para ela, representa a presença da mulher na Igreja hoje em dia. “No que se refere a nós, servimos em silêncio, mas também há algumas que cantam e fazem um pouco de barulho (risadas). Mas isso também é necessário, seguir o chamado do Papa Francisco que diz ‘Andai e despertai o mundo’. Para mim a Virgem é a Mãe de Deus, a mãe por excelência, e a figura por excelência no que se refere a minha vida consagrada”, indicou. Do mesmo modo, disse que pensa viver o Ano da Vida Consagrada “com ainda mais atenção a minha vida consagrada, porque para mim, o dom que é mais importante proteger é o da vocação”. Se o projeto com a Universal Music “terminar, eu estarei muito contente de continuar meu serviço simples na escola e na paróquia, porque esta é a minha prioridade, manter como prioridade a minha vida consagrada e de oração com Deus, todo o resto pode cair, mas eu tenho a Deus que é a minha única rocha, e não tenho medo, porque com Deus não se pode ter medo”, assegurou. “Tenho em minhas mãos uma responsabilidade muito grande. Qual? A de dar uma ideia diferente. Lá fora, podem ver-nos como pessoas tristes, inanimadas, que deixaram de viver, mas em realidade não é assim, o Senhor nos chamou, deu-nos uma alegria que não podemos conter, e que temos que compartilhá-la com todos”, concluiu.   Fonte: ACI Digital

Cuba e EUA restabelecem relações. A satisfação do Papa

“O Papa Francisco deseja expressar sua mais viva satisfação pela histórica decisão dos Governos dos Estados Unidos e de Cuba de restabelecer relações diplomáticas, com o fim de superar, no interesse dos respectivos cidadãos, as dificuldades que marcaram sua história recente”, informou em uma nota a Secretaria de Estado do Vaticano, no final da tarde desta quarta-feira (17/12). “No decorrer dos últimos meses – continua a mensagem – o Santo Padre Francisco escreveu ao Presidente da República de Cuba, Sr. Raúl Castro, e ao Presidente dos Estados Unidos, Sr. Barck H. Obama, convidando-os a resolver questões humanitárias de interesse comum, entre as quais a situação de alguns detentos, com o objetivo de iniciar uma nova fase nas relações entre as duas partes”. A Secretaria de Estado recordou que no último mês de outubro as Delegações dos dois países estiveram no Vaticano, ocasião em ofereceu uma intermediação “para favorecer um diálogo construtivo sobre temas delicados, do qual nasceram soluções satisfatórias para ambas as partes”. “A Santa Sé – conclui a mensagem – continuará a assegurar seu apoio às iniciativas que as duas Nações tomarão para incrementar as relações bilaterais e favorecer o bem-estar dos respectivos cidadãos”. “Agradeço o apoio do Vaticano e do Papa Francisco por ter contribuído para melhorar as relações entre Cuba e Estados Unidos”, afirmou o Presidente cubano Raúl Castro em uma mensagem divulgada em Havana.  (Fonte: News.va) Papa sobre Cuba e EUA: “Hoje estamos felizes” “Hoje estamos felizes, porque vimos como dois povos, que estavam há tantos anos distantes, ontem fizeram um passo de aproximação.” Diante de embaixadores de 13 países para a apresentação de suas credenciais, o Papa falou da importância da diplomacia, que definiu como um “nobre trabalho”. Francisco fez referência ao anúncio histórico feito na quarta-feira (17/12) pelos Presidentes de Cuba e Estados Unidos, para o restabelecimento de relações diplomáticas. Na ocasião, Raúl Castro e Barack Obama agradeceram publicamente ao Pontífice por sua mediação. Missão do embaixador “O trabalho do embaixador é um trabalho de pequenos passos, de pequena coisas, mas que serve sempre para fazer as pazes, aproximar os corações dos povos, semear fraternidade entre eles. E este é o vosso trabalho com pequenas coisas, pequeníssimas”, declarou Francisco num discurso improvisado ao receber, no Vaticano, novos embaixadores de países como Ruanda, Dinamarca e Catar, fazendo votos de “fecundo e frutuoso trabalho”. (Fonte: News.va)  

Papa aos jovens: “A Europa precisa redescobrir Cristo”

Mensagem de Francisco aos participantes da IV Conferência Europeia da Juventude, organizado pelo Pontifício Conselho para os Leigos O Papa Francisco enviou uma mensagem, saudando de modo especial o Cardeal Rylko, aos participantes da IV Conferência Europeia da Juventude, organizada pelo Conselho Pontifício para os Leigos, em colaboração com o Conselho das Conferências Episcopais da Europa. O tema do encontro foi: “Uma Igreja jovem, testemunha da alegria do Evangelho”. O Santo Padre destacou o “trabalho precioso para a Igreja” desempenhado pela pastoral da juventude. Os jovens, de fato, precisam “de adultos e coetâneos maduros na fé que os acompanhe em seu percurso, ajudando-os a encontrar o caminho que conduz a Cristo.” Este ministério não consiste em “promover uma série de atividades para os jovens”, mas em “caminhar com eles, acompanhando-os pessoalmente nas circunstancias complexas e às vezes difíceis em que estão imersos”. Portanto, é necessário “colher os questionamentos dos jovens de hoje e, a partir deles, iniciar um diálogo real e honesto para levar Cristo às suas vidas. E um verdadeiro diálogo, nesse sentido, pode ter aqueles que vivem uma relação pessoal com o Senhor Jesus, que transborda na relação com os irmãos”. Como parte da construção de uma “rede de conhecimentos e amizades, a nível europeu” e da partilha de experiências “no campo”, o Papa pediu aos jovens católicos para nunca se cansarem de “anunciar o Evangelho, com a vida e a palavra” e “levar em conta a realidade atual dos jovens europeus com os olhos de Cristo”, pois “a Europa de hoje tem necessidade de redescobri-lo.” Semeando a Palavra do Senhor, no “grande campo” da “Juventude Europeia”, haverá oportunidade de “testemunhar as razões da esperança […] com docilidade e respeito”, ajudando os jovens a “perceber que a fé não se opõe à razão”, acompanhando-os para “tornarem-se alegres protagonistas da evangelização de seus coetâneos.” Francisco destacou também a importância de propor ao jovem um “caminho de discernimento vocacional, para se preparar para seguir Jesus no caminho da vida matrimonial e familiar, ou, na de uma especial consagração a serviço do Reino de Deus”.   Fonte: ZENIT

Retornei à casa do Pai

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus? Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Milena Silvério Silva. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Confira: Cresci na Igreja Católica, pois minha família materna é católica. Porém, minha família paterna é protestante. Algumas vezes, visitava a igreja protestante. Acredito que por naquela época não conhecer Deus verdadeiramente e não ter fé, vivia na igreja, na catequese, mas havia um vazio. Então, no ano seguinte em que recebi o Crisma, saí da Igreja Católica e fui viver o protestantismo, tomada pela emoção, pois era algo que eu não acreditava poder viver na Igreja Católica por falta de conhecimento. Logo busquei os fundamentos e aquilo para mim já não servia. Então, fui para o mundo e lá me acomodei, onde tudo parecia normal, fazendo o que todos fazem. Deus veio me pegando na mansidão. Quando eu vi, estava envolvida por esse imenso amor que me constrange. O começo de tudo foi a vinda do Papa Francisco ao Brasil na JMJ 2013. Eu acompanhei pela televisão. A simplicidade e a forma com que ele me transmitiu a mudança e a força da juventude me despertaram para a vida. Logo após a JMJ, pude estar presente na Jornada Diocesana em Pirenópolis (GO), onde, através da Confissão, retornei à casa do Pai e escolhi como resposta ao Seu infinito amor a decisão de seguir Jesus. Neste ano de 2014, tive meu primeiro encontro pessoal com Deus no acampamento de carnaval em Araguapaz (GO). A partir de então, Deus tem me proporcionado viver experiências incríveis. Mesmo com todas as muralhas da vida, com a rejeição de minha família por eu querer verdadeiramente buscar Deus, a cada dia minha vontade de viver a conversão e buscar a santidade só aumenta. Deus me sustentou e tem me sustentado. Em julho de 2014, participei do Manaaim na Comunidade Nova Aliança em Anápolis (GO), onde abri meu coração, tive um encontro com Deus, comigo mesma e com meus irmãos. Pude perceber que eu vivia as minhas vontades e não as de Deus, pude rezar pela minha vocação e, pela primeira vez, entregar para Deus tudo o que sou e confiar na vontade Dele. Então, comecei a perguntar ao Senhor : “O que queres de mim? Por que me trouxe até aqui?”. Veio-me toda a minha história e fui percebendo sinais que eu nunca havia percebido, que não tinha querido dar ouvidos, pois vivia as minhas vontades. O Senhor, nosso Pai, tem me seduzido de forma inexplicável. Tenho me descoberto cada vez mais no carisma Nova Aliança. Hoje abraço a cruz com amor, e que seja feita a vontade de Deus em minha vida. “Obediência+Pobreza+Castidade”.

Moysés e Emmir saúdam Papa em congresso de novas comunidades

O fundador e a cofundadora da Comunidade Católica Shalom, Moysés Azevedo e Maria Emmir Nogueira, saudaram pessoalmente o Papa Francisco no sábado (22) no encerramento do III Congresso Mundial dos Movimentos Eclesiais e das Novas Comunidades. O evento, que teve início no dia 20, foi realizado em Roma pelo Pontifício Conselho para os Leigos. Fundadores, presidentes e moderadores de institutos desse seguimento eclesial saudaram o pontífice na Sala Clementina. Cerca de 350 participantes do congresso estavam presentes no local. “O santo padre, como sempre muito acolhedor, quando me viu, disse: ‘Moysés, como você está? Como está a Comunidade?’ Eu disse: ‘Estamos bem, santo padre. Estamos com muita alegria, querendo evangelizar na alegria do Evangelho’. Ele riu, me abraçou e disse: ‘Leve minha bênção para todos eles’. Então, eu falei pra ele que ele tem a garantia de nossa oração, a garantia de nossa comunhão de coração. E ele disse: ‘Avante!’”, afirmou Moysés Azevedo. O fundador também destacou a delicadeza de Francisco ao expor sua limitação em não conseguir falar a cada um, como gostaria. “Ele expôs seu limite e disse ‘De coração, sintam-se abraçados’. Isso é o que cativa, esse olhar pessoal que o Papa tem e que, na verdade, é o olhar de Jesus para nós”, concluiu. Para Emmir Nogueira, ao encontrar o pontífice, a emoção a impediu de expressar em palavras sua alegria: “Tenho muita alegria ao vê-lo bem. Ficam sempre marcados a disponibilidade, o amor, a doçura, a ternura, a atenção que ele tem com cada pessoa. Então, ele sempre fala, como falou agora comigo, de uma forma afetiva muito forte: ‘Ah, a Comunidade Shalom! Deus abençoe’. Foi bem rápido, mas isso ele disse, já que eu fico muda, não consigo dizer nada, ‘dá um branco’. Mas ao menos, eu trouxe a bênção dele pra Comunidade”, afirmou. Para atingir a maturidade eclesial O Papa motivou as Comunidades a manterem uma constante postura de “conversão e missão”, estando sempre “em movimento”, e não paradas em si mesmas. “Para atingir a maturidade eclesial, portanto, vocês devem manter o frescor do carisma, respeitar a liberdade das pessoas e buscar sempre a comunhão. Porém, jamais esqueçam que, para atingir esta meta, a conversão deve ser missionária: a força para superar as tentações e as insuficiências, vem da profunda alegria do Evangelho, que está à base de todos os carismas”, disse Francisco. Clique aqui e leia mais sobre a mensagem do pontífice aos Movimentos Eclesiais e às Novas Comunidades.   Emanuele Sales

Papa: “Somos Igreja e povo de pobres para os pobres”

“Nenhuma pessoa é ‘resíduo’ e ninguém pode ser excluído do amor de Deus e de nossa solicitude”. Este é o ponto central da mensagem enviada pelo Papa aos participantes da reunião anual dos órgãos de caridade estadunidenses (Catholic charities), que se realizou de 5 a 7 de outubro em Charlotte, North Carolina. Falando em espanhol, o Pontífice disse que nós, assim como o bom samaritano e o dono do albergue, da parábola narrada por Lucas, “somos chamados a ir para as ruas, convidar e servir quem foi excluído”. “Temos que ver a imagem de Deus nos olhos de toda pessoa”, frisa Francisco no vídeo. Citando a sua exortação Evangelii gaudium, reafirma que a “cultura do descarte” não escandaliza, mas “é por vezes promovida” e transforma os excluídos em ‘restos’. O Papa define a atividade de beneficência das Caritas dos EUA como “motor da Igreja que organiza o amor” e elogiou a obra de serviço aos pobres, às pessoas sós, aos adultos sem-teto, às crianças famintas, aos jovens refugiados, aos padres migrantes e a muitos indivíduos carentes. A este respeito, disse que as obras de assistência e caridade permitem a estas pessoas “conhecer e experimentar o enorme e abundante amor de Deus, por meio de Jesus Cristo”. O Papa Francisco comparou ainda os agentes de caridade e os voluntários com “as mãos de Jesus no mundo”, acrescentando que o seu testemunho “ajuda a mudar o curso da vida de muitas pessoas, famílias e comunidades”. Enfim, o Pontífice encorajou as Caritas a continuarem sua atividade, concluindo que “somos chamados a ser uma Igreja e um povo de pobres para os pobres”. Fonte: Rádio Vaticano Promoção Humana Shalom  

Papa: “Anjos da guarda existem, ouçamos sua voz!

Os anjos da guarda existem, não são uma doutrina fantasiosa, mas companheiros que Deus colocou ao nosso lado, no caminho de nossa vida: foi o que disse o Papa Francisco na homilia celebrada na manhã desta quinta-feira, 02, na Casa Santa Marta, no dia em que a Igreja celebra a memória dos Santos Anjos da Guarda. “As leituras do dia – afirmou o Papa Francisco – apresentam duas imagens: o anjo e o menino. Deus colocou um anjo ao nosso lado para nos proteger: “Se alguém aqui acredita que pode caminhar sozinho, se engana muito”, cai “no erro da soberbia, acredita ser grande e auto-suficiente”. “Todos nós, segundo a tradição da Igreja, temos um anjo conosco, que nos guarda, nos faz ouvir as coisas. Quantas vezes ouvimos ‘Deveria fazer isso, assim não, tenho que ficar atento…’ Muitas vezes! É a voz do nosso companheiro de viagem. Temos que nos assegurar que ele nos levará até o fim de nossa vida com seus conselhos, temos que dar ouvidos à sua voz, não nos rebelar, pois a rebelião, o desejo de ser independente, todos nós temos isso: é a soberba”. “Ninguém caminha sozinho e nenhum de nós pode pensar que está só” – prosseguiu o Papa – porque temos sempre “este companheiro”: “E quando nós não queremos ouvir seus conselhos, dizemos ‘vai embora’! Expulsar o companheiro de caminho é perigoso, porque nenhum homem ou mulher pode aconselhar a si mesmo. O Espírito Santo me aconselha, o anjo me aconselha. O Pai disse “Eu mando um anjo diante de ti para guardar-te, para te acompanhar no caminho, para que não erres”. Papa Francisco concluiu assim a homilia: “Hoje eu pergunto: como está minha relação com o meu anjo da guarda? Eu o escuto? Digo-lhe ‘bom dia’, lhe peço para velar meu sono, falo com ele? Peço conselhos? O anjo está ao meu lado!”.   Fonte: Rádio Vaticano

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