Padre brasileiro em Gaza relata efeito da guerra nas crianças

A chegada de 2015 representou um alívio para os católicos que residem na Faixa de Gaza, já que o ano precedente foi marcado pela guerra de 52 dias que eclodiu no mês de julho. A paz, portanto, é o principal anseio da população, como relata ao Programa Brasileiro o Vice-Pároco da Paróquia da Sagrada Família, o brasileiro Pe. Mario da Silva, única paróquia católica de toda a Faixa de Gaza. Pe. Mario é membro do Instituto do Verbo Encarnado e mora há dois anos e meio na região. Talvez o motivo principal da comemoração seja ter passado o ano de 2014, que para gente foi bem difícil, principalmente pela guerra, mas também por todas as necessidades que se passaram durante este ano: os preços aumentaram muito, pouco trabalho e, agora, o frio, com 400 mil pessoas quase sem casa e muito sofrimento. O que esperamos para 2015 é principalmente a paz, é o que pedimos em todas as missas que celebramos e, ainda mais concretamente, que se comece os trabalhos de reconstrução de tudo aquilo que foi destruído, quase 30 km de fronteira de casas. Diante um panorama de destruição, que futuro têm essas crianças? As crianças crescem em grande pobreza e numa situação de grande ódio. Porque se sentem presos, justamente, e assim crescem. Além disso, as crianças que têm seis, sete, oito anos já passaram por três guerras. Pequenas guerras, mas três guerras. E todas elas contam pequenas histórias que talvez sirvam para ilustrar o que as crianças sofrem. Por exemplo, depois da guerra, muitas crianças quando voltam da escola, voltam tristes, recuadas, e quando escutam a sirene que anuncia o recreio, muitas delas se jogam embaixo das carteiras, das mesas, porque estão acostumadas em tempo de guerra a escutar barulho e sirenes e vão se proteger. Outro caso concreto: uma criança que tinha tanto medo das bombas que explodiam bem perto de sua casa que começou a perder todo o trabalho. Somente agora, três meses depois, ela começa a recuperar um pouco do cabelo. E situações de muito medo. Também os pais dessas crianças tentam protegê-las. Por exemplo, quando explode uma bomba na guerra, eles gritavam: gol do Barcelona! Para tentar disfarçar um pouco o que seria o terror da guerra. O Papa Francisco escreveu recentemente uma carta aos cristãos do Oriente Médio. Como sentem esta proximidade e esta preocupação por parte do Papa? Os cristãos do Oriente Médio sentem um amor especial pelo Papa Francisco, pela grande preocupação que ele sente por nós. Não somente por esta carta, mas também nos discursos que ele faz, nos constantes apelos pela paz. Ontem, no primeiro discurso do ano, ele pediu pela paz no Oriente Médio e isso dá uma força muito especial para a gente. Nós sabemos que o Papa, principalmente através da oração, mas não só, inclusive com ajudas materiais por meio de instituições, tem ajudado muito os cristãos do Oriente Médio. Por isso, aqui deixo publicamente o meu agradecimento ao Papa Francisco por toda sua preocupação pela nossa Igreja aqui no Oriente Médio.   Fonte: Rádio Vaticano  

O Papa Francisco “tem uma luz que penetra a alma”, afirma Irmã Cristina

“Entreguei para ele o disco e expliquei-lhe que era fruto da minha pequena contribuição ao serviço dentro da Igreja, e lhe pedi a bênção, que era o que eu realmente queria. Ele me sorriu”, são as palavras da Irmã Cristina Scuccia, religiosa ganhadora do The Voice Itália, depois de seu encontro com o Papa Francisco em 10 de dezembro na Praça São Pedro. “A verdade é que não há palavras para descrever a emoção que senti. Apertei a sua mão, e foi difícil deixá-lo ir embora! Foi tudo em frações de segundo, foi muito rápido, mas para mim foi muito intenso e importante”, afirmou no último dia 15 de dezembro em uma entrevista ao Grupo ACI. A religiosa ursulina acrescentou que “se pudesse voltar de novo para encontrá-lo seria um sonho. É o Papa que proclama a ternura, mas na realidade vive a ternura. Se nota nos seus olhos, no seu olhar simples, de verdadeiro pai. Tem uma luz que penetra a alma e, portanto, foi realmente importante este encontro com ele”. Irmã Cristina assegurou que a fama alcançada não fez com que ela perdesse a vocação. “Sou uma religiosa em todo o sentido”, assinala. A irmã fez a profissão de fé em 29 de julho de 2012 e há seis anos faz parte da congregação das Ursulinas da Sagrada Família. Renovará seus votos no próximo 2 de fevereiro, dia da Vida Consagrada. “Eu todos os dias digo ‘sim’ a Deus e me entrego a sua vontade e espero que o Senhor me tenha nos seus braços até o fim dos meus dias”, afirmou. A religiosa disse que depois do The Voice recebeu centenas de cartas e testemunhos de pessoas que voltaram para catolicismo por causa da sua atuação. “Realmente muitas vezes me digo, se isso consegue que só uma pessoa eleve os olhos para Deus, para mim, a minha missão já foi cumprida”. “Há casos de outros jovens que nos telefonam porque sentiram algo em seu interior, ao me verem, tão jovem, e com a coragem de deixar tudo para seguir o Senhor, algumas meninas nos telefonaram explicando ‘olha, senti algo no meu coração e queria me aproximar da vida religiosa’”, afirmou. Relatou que todas as noites, às 10pm, se reúne com os seus fãs através do Facebook para rezar por eles e pela evangelização do mundo. “Isto para mim é muito importante, mas muitos deles me explicaram que ficaram tocados quando me viram e que se aproximaram de novo a Deus, à oração. Certamente esta é a resposta… eu somente disse um ‘sim’ confiado a Deus, e depois Deus faz grandes coisas”. “E assim, contudo, quando você diz o seu ‘sim’ confiado a Deus, Ele realmente faz grandes coisas contigo. O fato de que eles tenham sido tocados quando me viram, significa que era o sinal que não era eu, mas havia algo por cima de mim”, disse. Indicou que o arrecadado pelas vendas do disco irá para alguns dos projetos de sua congregação em todo mundo, especialmente no Brasil, onde as ursulinas dirigem escolas dedicadas ao apoio escolar e social de crianças e famílias em dificuldade. Para Irmã Cristina, seu modelo de vida consagrada é a Virgem Maria, que para ela, representa a presença da mulher na Igreja hoje em dia. “No que se refere a nós, servimos em silêncio, mas também há algumas que cantam e fazem um pouco de barulho (risadas). Mas isso também é necessário, seguir o chamado do Papa Francisco que diz ‘Andai e despertai o mundo’. Para mim a Virgem é a Mãe de Deus, a mãe por excelência, e a figura por excelência no que se refere a minha vida consagrada”, indicou. Do mesmo modo, disse que pensa viver o Ano da Vida Consagrada “com ainda mais atenção a minha vida consagrada, porque para mim, o dom que é mais importante proteger é o da vocação”. Se o projeto com a Universal Music “terminar, eu estarei muito contente de continuar meu serviço simples na escola e na paróquia, porque esta é a minha prioridade, manter como prioridade a minha vida consagrada e de oração com Deus, todo o resto pode cair, mas eu tenho a Deus que é a minha única rocha, e não tenho medo, porque com Deus não se pode ter medo”, assegurou. “Tenho em minhas mãos uma responsabilidade muito grande. Qual? A de dar uma ideia diferente. Lá fora, podem ver-nos como pessoas tristes, inanimadas, que deixaram de viver, mas em realidade não é assim, o Senhor nos chamou, deu-nos uma alegria que não podemos conter, e que temos que compartilhá-la com todos”, concluiu.   Fonte: ACI Digital

Cuba e EUA restabelecem relações. A satisfação do Papa

“O Papa Francisco deseja expressar sua mais viva satisfação pela histórica decisão dos Governos dos Estados Unidos e de Cuba de restabelecer relações diplomáticas, com o fim de superar, no interesse dos respectivos cidadãos, as dificuldades que marcaram sua história recente”, informou em uma nota a Secretaria de Estado do Vaticano, no final da tarde desta quarta-feira (17/12). “No decorrer dos últimos meses – continua a mensagem – o Santo Padre Francisco escreveu ao Presidente da República de Cuba, Sr. Raúl Castro, e ao Presidente dos Estados Unidos, Sr. Barck H. Obama, convidando-os a resolver questões humanitárias de interesse comum, entre as quais a situação de alguns detentos, com o objetivo de iniciar uma nova fase nas relações entre as duas partes”. A Secretaria de Estado recordou que no último mês de outubro as Delegações dos dois países estiveram no Vaticano, ocasião em ofereceu uma intermediação “para favorecer um diálogo construtivo sobre temas delicados, do qual nasceram soluções satisfatórias para ambas as partes”. “A Santa Sé – conclui a mensagem – continuará a assegurar seu apoio às iniciativas que as duas Nações tomarão para incrementar as relações bilaterais e favorecer o bem-estar dos respectivos cidadãos”. “Agradeço o apoio do Vaticano e do Papa Francisco por ter contribuído para melhorar as relações entre Cuba e Estados Unidos”, afirmou o Presidente cubano Raúl Castro em uma mensagem divulgada em Havana.  (Fonte: News.va) Papa sobre Cuba e EUA: “Hoje estamos felizes” “Hoje estamos felizes, porque vimos como dois povos, que estavam há tantos anos distantes, ontem fizeram um passo de aproximação.” Diante de embaixadores de 13 países para a apresentação de suas credenciais, o Papa falou da importância da diplomacia, que definiu como um “nobre trabalho”. Francisco fez referência ao anúncio histórico feito na quarta-feira (17/12) pelos Presidentes de Cuba e Estados Unidos, para o restabelecimento de relações diplomáticas. Na ocasião, Raúl Castro e Barack Obama agradeceram publicamente ao Pontífice por sua mediação. Missão do embaixador “O trabalho do embaixador é um trabalho de pequenos passos, de pequena coisas, mas que serve sempre para fazer as pazes, aproximar os corações dos povos, semear fraternidade entre eles. E este é o vosso trabalho com pequenas coisas, pequeníssimas”, declarou Francisco num discurso improvisado ao receber, no Vaticano, novos embaixadores de países como Ruanda, Dinamarca e Catar, fazendo votos de “fecundo e frutuoso trabalho”. (Fonte: News.va)  

Papa aos jovens: “A Europa precisa redescobrir Cristo”

Mensagem de Francisco aos participantes da IV Conferência Europeia da Juventude, organizado pelo Pontifício Conselho para os Leigos O Papa Francisco enviou uma mensagem, saudando de modo especial o Cardeal Rylko, aos participantes da IV Conferência Europeia da Juventude, organizada pelo Conselho Pontifício para os Leigos, em colaboração com o Conselho das Conferências Episcopais da Europa. O tema do encontro foi: “Uma Igreja jovem, testemunha da alegria do Evangelho”. O Santo Padre destacou o “trabalho precioso para a Igreja” desempenhado pela pastoral da juventude. Os jovens, de fato, precisam “de adultos e coetâneos maduros na fé que os acompanhe em seu percurso, ajudando-os a encontrar o caminho que conduz a Cristo.” Este ministério não consiste em “promover uma série de atividades para os jovens”, mas em “caminhar com eles, acompanhando-os pessoalmente nas circunstancias complexas e às vezes difíceis em que estão imersos”. Portanto, é necessário “colher os questionamentos dos jovens de hoje e, a partir deles, iniciar um diálogo real e honesto para levar Cristo às suas vidas. E um verdadeiro diálogo, nesse sentido, pode ter aqueles que vivem uma relação pessoal com o Senhor Jesus, que transborda na relação com os irmãos”. Como parte da construção de uma “rede de conhecimentos e amizades, a nível europeu” e da partilha de experiências “no campo”, o Papa pediu aos jovens católicos para nunca se cansarem de “anunciar o Evangelho, com a vida e a palavra” e “levar em conta a realidade atual dos jovens europeus com os olhos de Cristo”, pois “a Europa de hoje tem necessidade de redescobri-lo.” Semeando a Palavra do Senhor, no “grande campo” da “Juventude Europeia”, haverá oportunidade de “testemunhar as razões da esperança […] com docilidade e respeito”, ajudando os jovens a “perceber que a fé não se opõe à razão”, acompanhando-os para “tornarem-se alegres protagonistas da evangelização de seus coetâneos.” Francisco destacou também a importância de propor ao jovem um “caminho de discernimento vocacional, para se preparar para seguir Jesus no caminho da vida matrimonial e familiar, ou, na de uma especial consagração a serviço do Reino de Deus”.   Fonte: ZENIT

Retornei à casa do Pai

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus? Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Milena Silvério Silva. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Confira: Cresci na Igreja Católica, pois minha família materna é católica. Porém, minha família paterna é protestante. Algumas vezes, visitava a igreja protestante. Acredito que por naquela época não conhecer Deus verdadeiramente e não ter fé, vivia na igreja, na catequese, mas havia um vazio. Então, no ano seguinte em que recebi o Crisma, saí da Igreja Católica e fui viver o protestantismo, tomada pela emoção, pois era algo que eu não acreditava poder viver na Igreja Católica por falta de conhecimento. Logo busquei os fundamentos e aquilo para mim já não servia. Então, fui para o mundo e lá me acomodei, onde tudo parecia normal, fazendo o que todos fazem. Deus veio me pegando na mansidão. Quando eu vi, estava envolvida por esse imenso amor que me constrange. O começo de tudo foi a vinda do Papa Francisco ao Brasil na JMJ 2013. Eu acompanhei pela televisão. A simplicidade e a forma com que ele me transmitiu a mudança e a força da juventude me despertaram para a vida. Logo após a JMJ, pude estar presente na Jornada Diocesana em Pirenópolis (GO), onde, através da Confissão, retornei à casa do Pai e escolhi como resposta ao Seu infinito amor a decisão de seguir Jesus. Neste ano de 2014, tive meu primeiro encontro pessoal com Deus no acampamento de carnaval em Araguapaz (GO). A partir de então, Deus tem me proporcionado viver experiências incríveis. Mesmo com todas as muralhas da vida, com a rejeição de minha família por eu querer verdadeiramente buscar Deus, a cada dia minha vontade de viver a conversão e buscar a santidade só aumenta. Deus me sustentou e tem me sustentado. Em julho de 2014, participei do Manaaim na Comunidade Nova Aliança em Anápolis (GO), onde abri meu coração, tive um encontro com Deus, comigo mesma e com meus irmãos. Pude perceber que eu vivia as minhas vontades e não as de Deus, pude rezar pela minha vocação e, pela primeira vez, entregar para Deus tudo o que sou e confiar na vontade Dele. Então, comecei a perguntar ao Senhor : “O que queres de mim? Por que me trouxe até aqui?”. Veio-me toda a minha história e fui percebendo sinais que eu nunca havia percebido, que não tinha querido dar ouvidos, pois vivia as minhas vontades. O Senhor, nosso Pai, tem me seduzido de forma inexplicável. Tenho me descoberto cada vez mais no carisma Nova Aliança. Hoje abraço a cruz com amor, e que seja feita a vontade de Deus em minha vida. “Obediência+Pobreza+Castidade”.

Moysés e Emmir saúdam Papa em congresso de novas comunidades

O fundador e a cofundadora da Comunidade Católica Shalom, Moysés Azevedo e Maria Emmir Nogueira, saudaram pessoalmente o Papa Francisco no sábado (22) no encerramento do III Congresso Mundial dos Movimentos Eclesiais e das Novas Comunidades. O evento, que teve início no dia 20, foi realizado em Roma pelo Pontifício Conselho para os Leigos. Fundadores, presidentes e moderadores de institutos desse seguimento eclesial saudaram o pontífice na Sala Clementina. Cerca de 350 participantes do congresso estavam presentes no local. “O santo padre, como sempre muito acolhedor, quando me viu, disse: ‘Moysés, como você está? Como está a Comunidade?’ Eu disse: ‘Estamos bem, santo padre. Estamos com muita alegria, querendo evangelizar na alegria do Evangelho’. Ele riu, me abraçou e disse: ‘Leve minha bênção para todos eles’. Então, eu falei pra ele que ele tem a garantia de nossa oração, a garantia de nossa comunhão de coração. E ele disse: ‘Avante!’”, afirmou Moysés Azevedo. O fundador também destacou a delicadeza de Francisco ao expor sua limitação em não conseguir falar a cada um, como gostaria. “Ele expôs seu limite e disse ‘De coração, sintam-se abraçados’. Isso é o que cativa, esse olhar pessoal que o Papa tem e que, na verdade, é o olhar de Jesus para nós”, concluiu. Para Emmir Nogueira, ao encontrar o pontífice, a emoção a impediu de expressar em palavras sua alegria: “Tenho muita alegria ao vê-lo bem. Ficam sempre marcados a disponibilidade, o amor, a doçura, a ternura, a atenção que ele tem com cada pessoa. Então, ele sempre fala, como falou agora comigo, de uma forma afetiva muito forte: ‘Ah, a Comunidade Shalom! Deus abençoe’. Foi bem rápido, mas isso ele disse, já que eu fico muda, não consigo dizer nada, ‘dá um branco’. Mas ao menos, eu trouxe a bênção dele pra Comunidade”, afirmou. Para atingir a maturidade eclesial O Papa motivou as Comunidades a manterem uma constante postura de “conversão e missão”, estando sempre “em movimento”, e não paradas em si mesmas. “Para atingir a maturidade eclesial, portanto, vocês devem manter o frescor do carisma, respeitar a liberdade das pessoas e buscar sempre a comunhão. Porém, jamais esqueçam que, para atingir esta meta, a conversão deve ser missionária: a força para superar as tentações e as insuficiências, vem da profunda alegria do Evangelho, que está à base de todos os carismas”, disse Francisco. Clique aqui e leia mais sobre a mensagem do pontífice aos Movimentos Eclesiais e às Novas Comunidades.   Emanuele Sales

Papa: “Somos Igreja e povo de pobres para os pobres”

“Nenhuma pessoa é ‘resíduo’ e ninguém pode ser excluído do amor de Deus e de nossa solicitude”. Este é o ponto central da mensagem enviada pelo Papa aos participantes da reunião anual dos órgãos de caridade estadunidenses (Catholic charities), que se realizou de 5 a 7 de outubro em Charlotte, North Carolina. Falando em espanhol, o Pontífice disse que nós, assim como o bom samaritano e o dono do albergue, da parábola narrada por Lucas, “somos chamados a ir para as ruas, convidar e servir quem foi excluído”. “Temos que ver a imagem de Deus nos olhos de toda pessoa”, frisa Francisco no vídeo. Citando a sua exortação Evangelii gaudium, reafirma que a “cultura do descarte” não escandaliza, mas “é por vezes promovida” e transforma os excluídos em ‘restos’. O Papa define a atividade de beneficência das Caritas dos EUA como “motor da Igreja que organiza o amor” e elogiou a obra de serviço aos pobres, às pessoas sós, aos adultos sem-teto, às crianças famintas, aos jovens refugiados, aos padres migrantes e a muitos indivíduos carentes. A este respeito, disse que as obras de assistência e caridade permitem a estas pessoas “conhecer e experimentar o enorme e abundante amor de Deus, por meio de Jesus Cristo”. O Papa Francisco comparou ainda os agentes de caridade e os voluntários com “as mãos de Jesus no mundo”, acrescentando que o seu testemunho “ajuda a mudar o curso da vida de muitas pessoas, famílias e comunidades”. Enfim, o Pontífice encorajou as Caritas a continuarem sua atividade, concluindo que “somos chamados a ser uma Igreja e um povo de pobres para os pobres”. Fonte: Rádio Vaticano Promoção Humana Shalom  

Papa: “Anjos da guarda existem, ouçamos sua voz!

Os anjos da guarda existem, não são uma doutrina fantasiosa, mas companheiros que Deus colocou ao nosso lado, no caminho de nossa vida: foi o que disse o Papa Francisco na homilia celebrada na manhã desta quinta-feira, 02, na Casa Santa Marta, no dia em que a Igreja celebra a memória dos Santos Anjos da Guarda. “As leituras do dia – afirmou o Papa Francisco – apresentam duas imagens: o anjo e o menino. Deus colocou um anjo ao nosso lado para nos proteger: “Se alguém aqui acredita que pode caminhar sozinho, se engana muito”, cai “no erro da soberbia, acredita ser grande e auto-suficiente”. “Todos nós, segundo a tradição da Igreja, temos um anjo conosco, que nos guarda, nos faz ouvir as coisas. Quantas vezes ouvimos ‘Deveria fazer isso, assim não, tenho que ficar atento…’ Muitas vezes! É a voz do nosso companheiro de viagem. Temos que nos assegurar que ele nos levará até o fim de nossa vida com seus conselhos, temos que dar ouvidos à sua voz, não nos rebelar, pois a rebelião, o desejo de ser independente, todos nós temos isso: é a soberba”. “Ninguém caminha sozinho e nenhum de nós pode pensar que está só” – prosseguiu o Papa – porque temos sempre “este companheiro”: “E quando nós não queremos ouvir seus conselhos, dizemos ‘vai embora’! Expulsar o companheiro de caminho é perigoso, porque nenhum homem ou mulher pode aconselhar a si mesmo. O Espírito Santo me aconselha, o anjo me aconselha. O Pai disse “Eu mando um anjo diante de ti para guardar-te, para te acompanhar no caminho, para que não erres”. Papa Francisco concluiu assim a homilia: “Hoje eu pergunto: como está minha relação com o meu anjo da guarda? Eu o escuto? Digo-lhe ‘bom dia’, lhe peço para velar meu sono, falo com ele? Peço conselhos? O anjo está ao meu lado!”.   Fonte: Rádio Vaticano

Papa aos jovens: Ter asas para sonhar coisas boas, para sonhar um mundo melhor

O Santo Padre encontrou na tarde desta quinta-feira, na Sala do Sínodo, no Vaticano, os participantes do III Congresso das “Scholas occurrentes”, que se realizou no Vaticano de 1° de setembro até esta quinta-feira, 4. A iniciativa reúne realidades educativas de culturas e religiões diferentes e nasceu pelo impulso e encorajamento de Bergoglio. Em seu discurso, o Papa reafirmou o que disse no avião ao concluir sua visita à Coreia, ou seja, de que estamos em guerra – fruto da cultura da desintegração e do desencontro. Nos dias atuais, se tornou recorrente a expressão “meninos de rua”, como se fosse possível crescer abandonado, sem um ambiente cultural, familiar e escolar. Francisco contou um episódio de sua infância, quando certa vez desrespeitou sua professora. Sua mãe foi chamada na escola e, ali, o pequeno Bergoglio teve que pedir desculpa pelo ato que cometeu – dando o caso por encerrado. Todavia, a cena foi diferente ao chegar em casa, pois Francisco teve que fazer as contas com sua mãe, sem a professora por perto. Hoje – disse o Papa – quando um filho é repreendido na escola, os pais querem processar os professores, resultado do pacto educativo que se rompeu. “Nesse sentido, é muito importante fortalecer os vínculos sociais, familiares e pessoais, porque todos – especialmente as crianças e os jovens – necessitam de um habitat realmente humano, em que encontrem as condições para seu desenvolvimento pessoal harmônico e para sua integração na sociedade.” Durante a audiência o Pontífice lançou a plataforma tecnológica de rede das “Scholas Occurrentes”, que prevê a possibilidade de usar as novas tecnologias para favorecer os encontros e as trocas entre estudantes e escolas de diferentes países. Neste contexto, o Papa participou de uma vídeo-conferência, via internet, com estudantes que aderiram à rede de ‘Scholas’, de El Salvador, África do Sul, Turquia européia, Israel e Austrália, representando assim os cinco continentes. O primeiro estudante, da Austrália, perguntou ao Papa como as Escolas podem avançar nesta comunicação e construir pontes. “Vocês – respondeu o Papa – podem fazer duas coisas opostas: construir pontes ou levantar muros. Os muros separam, dividem; as pontes aproximam”. Portanto – acrescentou – continuar a comunicar. Comunicar experiências”: “As experiências que vocês fazem. Vocês têm muito no coração e podem realizar muitas coisas… comunicá-las – para que outros se inspirem -, e escutar dos outros aquilo que dizem a vocês. E com esta comunicação ninguém comanda, mas tudo funciona! É a espontaneidade da vida: é dizer sim à vida! Comunicar é dar; comunicar é generosidade; comunicar é respeito; comunicar é evitar qualquer tipo de comunicação. Sigam em frente, jovens!”. “Me agrada aquilo que vocês dizem e fazem”. Ao responder a segunda pergunta, vinda de Israel, o Papa salientou como os estudantes se viram bem e sabem comunicar em diferentes línguas e com a identidade da própria religião. Já o estudante da Turquia falou de paz e diálogo inter-religioso. “Os jovens – disse o Papa – não querem a guerra, querem a paz! E isto vocês devem gritar com o coração, de dentro: ‘Queremos a paz!’”. “O futuro será melhor ou pior?” – havia questionado o estudante, a quem o Papa respondeu: “Sabes onde está o futuro? Está no coração, está na tua mente e está em tuas mãos! Se tu sentes bem, se tu pensas bem e se tu, com as tuas mãos, segue em frente com este pensar bem e este sentimento bom, o futuro será melhor. O futuro o tem os jovens! Porém atenção, jovens com duas qualidades: jovens com as asas e jovens com as raízes. Jovens que tenham asas para voar, para sonhar, para criar; e que tenham raízes para receber dos idosos o conhecimento que somente os maiores podem dar. Por isto o futuro está em vossas mãos, se tiverdes asas e raízes. Ter asas para sonhar coisas boas, para sonhar um mundo melhor, para protestar contra as guerras. Por outro lado, respeitar o conhecimento que vocês têm recebido dos anciãos, dos teus pais, dos teus avós; dos anciãos do teu povo. O futuro está nas vossas mãos. Apeguem-se a ele para que seja melhor”. Após, foi a vez de um estudante da África do Sul que falou do nascimento das ‘Scholas Occurrentes”. O Papa recordou que ‘Scholas’ nasceu em Buenos Aires como “uma rede de escolas próximas para construir pontes entre as escolas da Diocese. Foram construídas muitas pontes, “também algumas pontes transoceânicas! Começou como algo pequeno, como uma ilusão, como alguma coisa que não sabíamos quem seria atingido. Hoje podemos comunicar. Por quê? Porque estamos convencidos de que a juventude tem necessidade de comunicar, tem necessidade de mostrar e partilhar os seus valores”: “A juventude hoje tem necessidade de três pilares chaves: educação, esporte e cultura. Por isto ‘Scholas’ junta tudo: jogamos uma partida de futebol; se faz escola e se faz cultura. Educação, esporte e cultura. O esporte é importante porque ensina a jogar em equipe: o esporte salva do egoísmo, ajuda a não sermos egoístas! Por isto é importante trabalhar em equipe, estudar em equipe e seguir no caminho da vida juntos, em equipe”. “Sigam em frente neste caminho da comunicação, de construir pontes e de buscar a paz através a educação, o esporte e a cultura”. Respondendo a um estudante de El Salvador, o Santo Padre fez uma advertência: “Porque assim como existem pontes nas quais se pode subir, existem também comunicações que destroem! Estejam bem atentos! Quando existem grupos que procuram a destruição, que buscam a guerra e que não sabem fazer um trabalho de equipe, defendam-se entre vocês como equipe, como grupo, defendendo-vos daqueles que querem ‘atomizar-vos’ e tirar-lhes a força do grupo”. Por fim, o Papa lançou uma calorosa exortação aos jovens: “Uma coisa que não é minha, mas que Jesus dizia muitas vezes: ‘Não tenham medo!’…Sigam em frente. Construam pontes de paz. Joguem em equipe e tornem o futuro melhor, mas recordem-se que o futuro está em vossas mãos. Sonhem o futuro voando, mas não esqueçam a herança cultural, sapiencial

A dor de Francisco pelos pobres de Buenos Aires

O Papa Francisco disse não entender o motivo do desalojamento de moradores de uma ocupação que levava seu nome em Buenos Aires e que se identifica com essas pessoas. “Parece que a crueldade se instalou em nossos corações. Uma crueldade que tem várias faces”, escreveu Francisco em um e-mail enviado a Gustavo Vera, o fundador da ONG La Alameda de Buenos Aires, que luta pelos direitos dos mais necessitados. “Acabei de ler sua carta e sua última frase resume os meus sentimentos – escreveu Francisco: Parecia Gaza e então eu comecei a chorar. Não entendo por que. Essas mães desalojadas com seus filhos eu as acaricio com as minhas lágrimas”, concluiu. O prédio ocupado no final de fevereiro foi batizado com nome do Pontífice por se localizar a poucos metros de onde ele nasceu, em Villa Lugano, ao sul da capital argentina. As autoridades de segurança alegaram que atividades ilícitas e atos de criminalidade eram registrados no local. O prédio foi palco do assassinato da jovem de 18 anos Melina López após uma tentativa de assalto. Episódio chocou todo o país. Fonte: Rádio Vaticano

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