Papa vai ao encontro de jovens refugiados na Basílica do Sagrado Coração, neste domingo

O Papa vai se encontrar com uma centena de jovens refugiados na Basílica do Sagrado Coração, domingo, 19 de janeiro, por ocasião do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado. Naquele domingo à tarde, Francisco estará na Basílica para uma visita de cerca de quatro horas, na qual falará com paroquianos, jovens refugiados e pessoas sem-teto, que revelam sentir-se nesta igreja como “se estivessem em casa”. Esta será a primeira paróquia que o Papa visita no centro de Roma: uma realidade de “periferia existencial” em que a Basílica dá escuta aos pobres e pratica um projeto que conjuga o entusiasmo da vida religiosa masculina e feminina, o vigor das famílias e a energia dos jovens para uma presença mais incisiva no território. Cerca de 400 jovens cristãos e não-cristãos vivem na Basílica “numa atmosfera de casa, não como um guichê ou centro de acolhida”, dizem os refugiados. Eles provêm de países como Somália, Eritreia, Gâmbia, Camarões, Afeganistão, Iraque, Irã, Curdistão, Congo, Costa Do Marfim, Egito, Síria, Sudão, Paquistão, Turquia e Gana. Muitas pessoas sem-casa, algumas italianas, também procuram a Basílica para se sentirem em casa e serem reconhecidos em sua dignidade, mantendo relações de amizade e fraternidade. Vários se tornaram voluntários, trabalham no apoio e atenção a outros pobres nas redondezas da Estação Ferroviária. Durante a visita, haverá momentos de “intimidade” para que o Papa se sinta também “em casa”: uma música em espanhol durante a Missa, cantata pelos 80 jovens italianos que compõem o coral, o mate oferecido depois da Missa, no encontro com as comunidades religiosas que moram na casa e na imagem colocada no presbitério da “Virgem de Lujan”, padroeira da Argentina, primeiro país onde Dom Bosco enviou os salesianos em missão. O Papa chegará às 16h e encontrará os paroquianos no pátio. Depois irá a uma sala com moradores de rua amigos da Basílica. Em seguida, terá uma reunião com cerca de cem jovens refugiados e uma delegação de voluntários. Na sequência, cumprimentará as crianças recém-batizadas com seus pais, os noivos e recém-casados e jovens famílias. Confessará cinco pessoas e por volta das 18h, celebrará a Eucaristia. Falará com doentes, religiosos e religiosas e 200 jovens que frequentam a instituição.   Fonte: Rádio Vaticano

Como anunciar Jesus Cristo a uma “geração que está mudando”?

A pedagogia do papa Francisco parte das perguntas e não de respostas imediatas Em seu encontro com os superiores religiosos, em novembro do ano passado, cujas temáticas foram publicadas pela revista “La Civiltà Cattolica” neste 3 de janeiro, o papa Francisco falou do desafio educacional de dar acompanhamento às crianças pertencentes a famílias com pais separados ou casais homossexuais. Vários meios de comunicação destacaram uma suposta abertura do papa aos casais homossexuais, enquanto o próprio pe. Antonio Spadaro, diretor da revista, frisou que, na realidade, o que o papa afirmou foi a urgência de “anunciar Jesus Cristo a uma geração que está mudando”. É uma tarefa que cabe em especial àqueles que já têm a responsabilidade educativa, como confirma Domenico Simeone, professor de pedagogia na Universidade Católica do Sagrado Coração e presidente da Confederação Italiana de Consultórios de inspiração cristã. O que é que está envolvido no desafio educacional que alguns contextos relacionais apresentam hoje? Simeone: O papa Francisco leva muito a sério o mandamento evangélico de anunciar Jesus Cristo a toda criatura. Mas como fazer isso hoje, num mundo em que a linguagem e os relacionamentos mudam tanto? Esta é a pergunta para quem tem responsabilidade educacional. É uma tarefa que tem que ser reexaminada com categorias diferentes das do passado. Eu acho interessante o surgimento de uma pedagogia do papa Francisco, que, no encontro com os superiores religiosos, foi manifestada na afirmação de que a formação é mais parecida com uma obra de artesanato do que com uma ação policial: é mais baseada no diálogo e no debate do que no controle e na punição. O ser humano, diz o papa, é complexo, feito de graça e de pecado, e todas as pessoas, mesmo nas situações mais difíceis, têm que ser acolhidas com uma atitude de misericórdia. Isso nos leva ao tema constante de Francisco: olhar para a realidade das periferias. Não é de admirar que algumas das suas declarações sejam muitas vezes mal interpretadas, porque o ouvinte procura semelhanças com as suas próprias crenças em vez de se dispor a continuar trilhando o caminho. Como é essa pedagogia na prática? Simeone: Uma abordagem sábia é começar pelas perguntas e não pelas respostas. É o que foi feito no caso do sínodo sobre a família, com um questionário que foi enviado à comunidade cristã pedindo um exame das realidades existentes no tocante a casamento e família, com uma pergunta específica sobre as crianças que vivem com pais do mesmo sexo. É importante não ter a pretensão de dar respostas imediatas. O papa também destacou que, na missão educativa, é preciso ter cuidado para não provocar rejeição à fé, cuidado para evitar uma “vacina contra a fé”. Quais são os aspectos concretos disso? Simeone: Em primeiro lugar, nós temos que nos concentrar numa atitude de aceitação, que incentive o contato e o encontro. Sem isso, existe um risco real de “vacina contra a fé”. Por isso nós temos que exercitar o discernimento de quem não tem medo de ficar em situações complexas com um “coração acolhedor”, o que não significa justificar qualquer escolha, mas ir ao encontro das pessoas no lugar em que elas estão. Essa atitude será mais fácil se vivermos uma fé consolidada. É por isso que o papa nos convida a ser cristãos não de coração ácido ou do tipo funcionário administrativo, mas companheiros de viagem, mesmo com as contradições da existência. Qual é a situação das relações de família que os consultórios familiares estão registrando? Simeone: Estamos registrando uma grande dificuldade das pessoas para viver a dimensão afetiva e relacional, mas a vontade de viver relacionamentos duradouros não morreu. O difícil é descobrir como vivê-los. Para isso, a Igreja tem que oferecer condições para as pessoas revisarem a sua experiência de relacionamento, nos consultórios familiares de aconselhamento de inspiração cristã. Infelizmente, muita gente não procura ajuda a tempo, só quando a relação já acabou. A mensagem que nós queremos transmitir é que qualquer situação difícil pode ser resolvida se for encarada a tempo. Eu gosto de pensar nos consultórios familiares como lugares onde a Igreja fica ao lado da família nas dificuldades cotidianas de relacionamento; lugares, como disse o papa Francisco sobre os religiosos, onde “acariciar os conflitos”. Se forem enfrentados da maneira certa, os conflitos podem promover a mudança e um novo caminho. Fonte: Aleteia

Rabino Skorka: com o Papa Francisco, até as sinagogas ficam lotadas

Eles se encontravam em Buenos Aires, e atualmente o Papa Francisco considera o rabino Abraham Skorka como um “irmão e amigo” – tanto é assim que foi ele um dos primeiros destinatários das suas já famosas ligações telefônicas, poucas horas depois da eleição. Falando sobre como esta amizade nasceu, em uma entrevista a “Credere” (12 de janeiro), o rabino conta: “Em 1999, por ocasião da festa nacional, eu havia sido convidado ao Te Deum como representante da comunidade judaica. No final da cerimônia, todos cumprimentariam o arcebispo, e nos recomendaram que fôssemos breves. Na minha vez, fiz um veloz comentário sobre sua homilia. Ele, olhando para mim, fez uma brincadeira sobre nosso gosto pelo futebol. Considerei esta frase como uma porta que se abria”. Desde então, deram vida a um diálogo sobre o patrimônio sapiencial dojudaísmo e do cristianismo, e sobre os grandes temas da vida humana. Suas conversas de dois anos e meio se tornaram um programa de televisão de 30 episódios, que foi transmitido tanto pelo Canal 21, a emissora da arquidiocese de Buenos Aires, como pelo Canal 10, a emissora judaica local. Posteriormente, nasceu um ensaio, “O céu e a terra” (Ed. Sudamericana, Buenos Aires, 2010). “Após uma derrota do River – escreve Bergoglio no livro –, eu decidi lhe perguntar se naquela noite jantaria caçarola de frango.” O River Plate é o time do coração do rabino (Bergoglio torce para o rival, San Lorenzo), “frango” é o apelido dado aos torcedores do River e a caçarola de frango é um prato típico argentino. Bergoglio também fez questão de que o rabino Skorka escrevesse o prólogo de “O jesuíta” (2010), o livro-conversa com Sergio Rubin e Francesca Ambrogetti que se tornou depois um best-seller mundial, como primeira biografia autorizada do novo papa latino-americano. Com relação às novidades introduzidas pelo Papa, o rabino Skorka afirmou: “Era o que eu esperava, mas espero ainda mais. (…) É verdade – acrescentou –, seu impacto no mundo foi superlativo; é impressionante ver as igrejas e praças lotadas. Inclusive, depois da sua eleição, até as sinagogas são mais frequentadas pelos nossos fiéis: Bergoglio está colocando em prática que ser homens de fé significa ser homens de esperança”. Segundo o rabino, que é reitor do Colégio Rabínico Latino-Americano, o pontificado de Francisco será marcado por uma relação particular com ojudaísmo; e recordou que, em 2012, 50 anos depois do Concílio Vaticano II, quando Bergoglio decidiu distingui-lo com o doutorado honoris causa na Universidade Católica Argentina, era a primeira vez na América Latina que o título era conferido a um rabino. “Ele me deu o diploma e, sem microfone, me disse: ‘Você não imagina quanto eu esperava por este momento!’”, contou a “Credere”. Fonte: Aleteia

O primeiro Natal do Papa Francisco

Este é o primeiro Natal do Papa Francisco. Presidirá à tradicional Missa do Galo a partir das 21h30 (hora de Roma) dando início ao calendário litúrgico do Natal, no Vaticano. Todos os cardeais, bispos e sacerdotes poderão concelebrar com o Papa. A celebração será precedida pelo tradicional rito da Kalenda, canto da antiguidade cristã que anuncia solenemente o nascimento de Jesus. O livro da celebração disponibilizado pela Santa Sé adianta que após o canto do ‘Glória’, serão tocados os sinos da Basílica de São Pedro. No final da celebração o Santo Padre levará uma imagem do Menino Jesus à manjedoura, onde haverá uma homenagem de 10 crianças, representando os cinco continentes, que nesse momento deixarão flores para o Menino Jesus. Antes da Missa do Galo, está previsto que o Papa Francisco acenda o Círio da Paz na janela de seu escritório, no Palácio Apostólico. Entretanto durante a tarde será inaugurado o presépio na Praça de São Pedro. Por ser uma da grande tradição artística presepial napolitana a cerimónia terá início com o canto do “O’ sole mio”, canção tradicional napolitana conhecida e cantada em todo o mundo. Os acordes musicais estarão a cargo da Banda Musical do Vaticano. António Cantone, o artista que assina a autoria deste presépio usará da palavra, assim como, o Cardeal Giuseppe Bertello, presidente do Governatorato do Vaticano, D. Rafael Garcia de la Serrana Villalobos, Diretor da Direção dos Serviços Tecnicos do Governatorato, D. Antonio Di Donna, Vigario Geral da Diocese de Nápoles, Enzo Piscopo, porta-voz da Diocese de Nápoles, e também o Mons. Fernando Vergez Alzaga, Secretário Geral do Governatorato Vaticano. Esta cerimónia será animada pelo grupo de pequenos cantores “Jingle Bells”e pela Banda Musical do Vaticano. Terá uma oração final e benção dada pelo Cardeal Angelo Comastri. No final será feito pelo Centro Televisivo Vaticano uma ligação em direto a Belém, na Terra Santa.   Fonte: Rádio Vaticano

Vaticano parabeniza Papa com e-book. Confira!

Quem entrar no site do Vaticano (www.vatican.va) nesta terça-feira, 17, vai encontrar uma surpresa: o primeiro e-book de fotos e citações do Papa. O álbum traz 32 imagens de Francisco em contextos diferentes, acompanhadas de frases com o link para o texto original do qual foi extraída. “A ternura de Deus se expressa nos sinais”, é um modo para assinalar o 77º aniversário de Francisco, que se celebra esta terça-feira. Francisco é o primeiro Papa jesuíta, o primeiro latino-americano e o primeiro a adotar o nome de São Francisco de Assis, santo italiano que abdicou de uma vida de luxo para se dedicar aos pobres e à natureza. Até 9 meses e 4 dias atrás, quando foi eleito Pontífice após dois dias de conclave, era o Cardeal Jorge Mario Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires. Bergoglio é descendente de imigrantes italianos e cresceu no bairro de Flores, em Buenos Aires. Após ter perdido parte de um pulmão em decorrência de uma infecção, entrou na Companhia de Jesus em 1969, aos 32 anos, abandonando seus estudos na área da Química. Foi nomeado bispo em 1992 e arcebispo de Buenos Aires seis anos mais tarde. Sua atuação na capital argentina foi marcada por gestos e discursos de forte impacto social, destacando temas como a inclusão e o direito ao trabalho. Sempre viveu em um apartamento modesto e era frequentemente visto locomovendo-se com transportes públicos. Sua primeira aparição pública como Papa, em 13 de março de 2013, deixou claro seu estilo: vestia apenas uma batina branca, sem a clássica estola vermelha papal, e pediu aos fiéis que rezassem pedindo a Deus que abençoasse a ele e a Bento XVI, que renunciou ao cargo em 28 de fevereiro. Em nove meses de pontificado, o Papa Francisco visitou o Brasil (Rio de Janeiro e Aparecida) e fez três viagens na Itália, incluindo uma passagem pela ilha de Lampedusa. Dentre os principais documentos de seu pontificado, estão a encíclica ‘Lumen Fidei’ (A luz da Fé), uma coleta de reflexões ‘a quatro mãos’ com Bento XVI, e a exortação apostólica ‘Evangelii Gaudium’ (A alegria do Evangelho), publicada em 24 de novembro em 7 línguas. Francisco já convocou um Sínodo sobre a Família, que vai decorrer em duas sessões: uma extraordinária em 2014 e outra ordinária, em 2015. Também criou um Conselho de Cardeais, com membros dos cinco continentes, para o aconselharem no Governo da Igreja e na reforma da ‘Constituição’ do Vaticano, e aprovou uma nova legislação para regular a atividade financeira do Estado e da Santa Sé.   Fonte: news.va

Papa encoraja leigos a estar presentes na rede internet

Com o Concílio Vaticano “soou a hora dos leigos”: a expressão é de João Paulo II, mas foi hoje recordada pelo Papa Francisco, ao receber os 80 participantes na assembleia plenária do Conselho Pontifício para os Leigos, que decorreu nos últimos dias em Roma. O Santo Padre congratulou-se com diversas iniciativas recentes deste Dicastério da Cúria Romana, nomeadamente o Congresso Pan-africano de Setembro do ano passado sobre a formação do laicado em África, e também o Seminário de Estudo por ocasião dos 25 anos da Encíclica “Mulieris dignitatem”, de João Paulo II. Não faltou uma alusão e um agradecimento pela Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro – “uma verdadeira festa da fé”, que (disse) “pôs em evidência a dimensão missionária da vida cristã, a exigência de sair ao encontro dos que esperam a água viva do Evangelho, ao encontro dos mais pobres e excluídos”. Detendo-se especificamente sobre o tema desta plenária – “Anunciar Cristo na era digital”, o Santo Padre fez notar que se trata-se de um campo privilegiado para a ação dos jovens e reconheceu que Internet, realidade complexa e em contínua evolução, relança a “questão sempre actual da relação entre fé e cultura”. Como aconteceu nos primeiros séculos, no confronto com a cultura grega, quando os autores cristãos, sem ceder a um compromisso com algumas ideias em contraste com a fé, aceitaram o confronto, sabendo “reconhecer e assimilar os conceitos mais elevados, transformando-os a partir de dentro à luz da Palavra de Deus”. Conscientes das oportunidades e dos perigos da “rede” digital, sabendo que aí se encontram “moedas falsas, ilusões perigosas e armadilhas que há que evitar”, o Papa encorajou um uso positivo dos novos meios de comunicação: “é indispensável estar presente, sempre com estilo evangélico, naquilo que para tantos, especialmente jovens, se tornou numa espécie de ambiente de vida, para despertar as perguntas irreprimíveis do coração sobre o sentido da existência e indicando o caminho que leva àquele que é a resposta… o Senhor Jesus”. Para tal, “não basta adquirir competências tecnológicas, por muito importantes que sejam”. “Trata-se antes de mais de encontrar homens e mulheres reais, muitas vezes feridos ou desorientados, para lhes oferecer autênticas razões de esperança”   Fonte: news.va

Papa participa da primeira pregação do Advento: A vivência do Natal na vida de São Francisco

A Sala de Imprensa do Vaticano informou que no início da manhã desta sexta-feira, 6, ocorreu na Capela “Redemptoris Mater” a primeira pregação de Advento, presidida pelo pregador da Casa Pontifícia, Frei Raniero Cantalamessa. Na presença do Papa Francisco e da Cúria Romana, o sacerdote capuchinho falou sobre o tema ““Francisco de Assis e a reforma da Igreja: o caminho da santidade”. O foco da reflexão foi a natureza do retorno de Francisco de Assis ao Evangelho, ou seja, Francisco como exemplo típico da reforma da Igreja, através do caminho de santidade. O Frei Capuchinho dividiu o tema desta sua primeira reflexão em quatro pontos: “a conversão de Francisco”; “Francisco e a reforma da Igreja”; “Francisco e o retorno ao Evangelho”; e “Como imitar Francisco”. A “conversão de Francisco” dependeu da sua decisão de mudar completamente de vida, a partir do mandamento evangélico: “Ama ao próximo como a ti mesmo” e “se quiser ser perfeito, vai e vende tudo e dá aos pobres e, depois, vem e segue-me”. Logo, o Pobrezinho de Assis passou de uma vida de riqueza social a uma pobreza radical, compartilhando da vida dos últimos, dos excluídos, dos aflitos e necessitados. Ao ter optado por Cristo, na pessoa dos pobres, Francisco reuniu alguns companheiros, com os quais procurou “reformar a Igreja”, a partir do seu aspecto institucional: “Vai e constrói a minha Igreja, que está em ruína”. Ele, então, começou com a reconstrução material da igrejinha de São Damião. Mas, Deus queria dele uma reforma, no sentido mais profundo e institucional, mediante o caminho da santidade. Desta forma, Francisco de Assis levou a sério o Evangelho: “Vá anunciar a todos o Reino de Deus e curar os doentes… sem levar nada consigo”. Logo, um “retorno simples e radical ao Evangelho”, pregado pelo próprio Jesus: restabelecer a forma e o estilo de vida de Jesus e dos Apóstolos no mundo. Eis o verdadeiro programa de Francisco para renovar o rosto da Igreja, através da santidade e da penitência. Por fim, padre Raniero Cantalamessa apresentou, para a reflexão do Papa e da Cúria Romana, um último ponto: “Como imitar Francisco” em nossos dias. Para uma verdadeira reforma da Igreja, o pregador sugeriu começar por uma “conversão pessoal, renegando-se a si mesmo e seguindo a Cristo”. Para atingir a alegria e a paz da vida cristã, no seio da Igreja e no mundo, concluiu o Capuchinho, é preciso dizer: “Não sou mais eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim!”. De acordo com a nota da Santa Sé, a recente peregrinação do Papa à Assis e o tema do próximo Dia Mundial da Paz , “Fraternidade , fundamento e caminho para a paz”, serão materiais de apoio às pregações de Advento, como uma forma de refletir sobre a contribuição que a vida de São Francisco de Assis tem para Igreja nos dias de hoje. Os temas que foram escolhidos para os próximos dias, são: 1- A humildade de Francisco de Assis, a via evangélica para a fraternidade e a paz 2- Com Francisco diante do mistério da Encarnação: a pobreza de Cristo e a pobreza de Francisco. Fonte: CN notícias

Papa Francisco telefonou para mãe de vítima do incêndio na boate argentina

Por favor, com Mirta. Fala Francisco!”. No dia 14 de novembro, o Papa Francisco voltou a responder com um telefonema, às tantas cartas que lhe são enviadas. Desta vez, a destinatária da chamada foi Mirta Miralles, mãe de Cristian Viegas Méndez, uma das 194 vítimas do incêndio na Boate Cromañón, em Buenos Aires, ocorrido em 2004. Em junho, Mirta havia enviado sua primeira carta ao Vaticano e uma palheta, que representava seu filho perdido. Em 29 de junho recebeu um telefonema de Roma. Nesta oportunidade foi o Secretário particular do Papa, Padre Fabian Pedaccio, quem chamou. “Com ele chorei, com o Papa não”, contou Marta. O sacerdote contou a ela que o Papa havia lido a carta e que a agradecia muito. “Depois do que aconteceu em Cromañón – contou Mirta – tinha a necessidade destas palavras, porque fiquei muito revoltada com Deus. Porém, a forma de agir do Papa e suas atitudes me fizeram encontrar uma palavra de alento”. Em novembro, dois dias antes da data de aniversário de seu filho, foi a vez do Santo Padre chamá-la pessoalmente. “Não posso acreditar que estou falando com você”, respondeu Mirta, que começou a caminhar nervosamente pela casa. “Não sabia se o tratava por Papa ou Francisco. Foi tudo uma loucura, não conseguia ficar parada em nenhum lugar e repetia: ‘Não consigo acreditar’”. Ela contou que o diálogo com Francisco “foi muito familiar, de igual para igual, muito simples”. Deste diálogo, recorda uma frase inesquecível para ela e sua família: “Gostei da palheta, muito linda”, lhe disse o Papa. Mirta contou a ele que esta palheta – que representa o amor de seu filho pela música e pelo rock – somente a tem o Papa, seu marido Jorge e ela. “Reze por mim. E que Deus te abençoe”. Com estas palavras o Papa Francisco despediu-se de Mirta. (JE) Fonte: Rádio Vaticano 

Peruana líder de sindicato italiano: O papa sensibilizou as pessoas quanto à imigração

“A doutrina social da Igreja é de grande importância para favorecer a integração dos imigrantes na Itália, mas o papa Francisco, com o seu gesto em Lampedusa e com a sua grande lucidez durante a cerimônia de início do pontificado, criou uma nova sensibilização quanto aos princípios da doutrina social”. O santo padre “falou da imigração, denunciou o tráfico internacional de seres humanos que existe por trás da imigração e, especialmente no caso de Lampedusa, falou da globalização da indiferença”. Liliana Ocmí­n considera que o papa Francisco “passa uma mensagem forte: que nós temos que colocar no centro de tudo os interesses reais que temos como cristãos, para que a imigração não seja vista como uma bandeira só por conveniência política ou utilitária”. “O serviço de cuidar de pessoas mais velhas é um setor que tem que ser reconhecido profissionalmente, assim como a agricultura. Ambos os setores são cobertos [na Itália] majoritariamente pela mão de obra dos imigrantes”, continua ela. A líder sindical, nascida no Peru, destaca que “a imigração é uma oportunidade para que a política, as instituições e os sindicatos coloquem a pessoa no centro dos seus esforços e voltem a conceber o valor social do trabalho, entendendo que ele não é só uma fonte de renda, mas o processo para a realização pessoal e familiar”. “O fundador do nosso sindicato, Giulio Pastore, dizia que a formação e a cultura são um elemento indispensável para defender, reconhecer e proteger os direitos dos trabalhadores. E os imigrantes precisam de uma legítima participação em todas as políticas do mercado de trabalho, para terem oportunidade e realização, que é uma prerrogativa para a integração real”, considera Liliana, ressaltando que o processo de imigração na Itália provocou uma grande mudança particularmente em quem escapa de guerras e da violência: os refugiados. Ela destaca, no entanto, o caso dos imigrantes latino-americanos: “A comunidade mais numerosa é a peruana, seguida pelos equatorianos. 62% deles trabalham nas atividades domésticas e como cuidadores de idosos. E o aumento da idade da população local nos obriga a pensar que vai aumentar mais ainda a porcentagem dos imigrantes que vão trabalhar nestes setores”. Liliana considera que tais setores “não podem ser carregados só pelos imigrantes”. A secretária confederada prossegue: “Como sindicato, nós consideramos um fracasso a integração dos imigrantes no mercado italiano, porque eles são divididos em determinados fragmentos, sem mobilidade social. É uma injustiça social dar a eles só as tarefas humildes, que os jovens italianos pensam que não são atividades para eles”. A líder sindical enfatizou a existência do tráfico internacional de seres humanos, fenômeno que tem uma dimensão imensa. “Hoje, um peruano que quer vir para a Itália paga cerca de 12.000 dólares”. A imigração é “um problema que nós temos que gerir através de acordos internacionais com os países de origem [dos imigrantes]”. A secretária confederada do sindicato também observa a tendência oposta. “No Peru, aproximadamente cinco mil cidadãos já voltaram do exterior. Vários governos latino-americanos estão trabalhando para ajudar na reintegração desses imigrantes, para que eles possam receber as contribuições que pagaram para se aposentar”, o que não é possível, atualmente, caso eles tenham contribuído durante menos de vinte anos. Liliana Ocmín recorda, no final da entrevista, que “o elo frágil, os pobres do futuro, são os imigrantes, porque eles entram tarde no mercado de trabalho e porque muitos declaram que ganham a metade, sem saberem que essa informação vai ser irreversível na hora de pedir a aposentadoria”.   Fonte: ZENIT

Papa Francisco anuncia que o ano de 2015 será dedicado à vida consagrada

“Homens e mulheres que despertam o mundo”: para descrever a missão dos religiosos no mundo contemporâneo o Papa Francisco escolheu esta imagem significativa, anunciando que o ano de 2015 será dedicado à vida consagrada. Foi anunciado por um comunicado da União dos superiores gerais (Usg), no final da audiência pontifícia que teve lugar na manhã de sexta-feira, 29 de Novembro, na Sala do Sínodo. O Santo Padre encontrou-se por três horas com os 120 participantes na 82ª assembleia geral, realizada nos dias 27 a 29 no Salesianum. Caracterizou o encontro um longo diálogo fraterno e cordial feito de perguntas e respostas. O primeiro grupo de respostas referiu-se à identidade e à missão da vida consagrada. A radicalidade é exigida a todos os cristãos, afirmou o Pontífice, mas os religiosos são chamados a seguir o Senhor de modo especial: “são homens e mulheres que podem despertar o mundo. A vida consagrada é profecia. Deus pede-nos para sair do nicho que nos contém para irmos às fronteiras do mundo, evitando a tentação de as domesticar. É este o modo mais concreto de imitar o Senhor.” À pergunta sobre a situação das vocações, o Papa sublinhou que existem Igrejas jovens que estão a dar frutos renovados. Isto obriga a reconsiderar a inculturação do carisma. A Igreja deve pedir perdão e olhar com muita vergonha para os insucessos apostólicos devidos aos desentendimentos neste campo, como no caso de Matteo Ricci. O diálogo intercultural deve estimular a introduzir no governo das instituições religiosas pessoas de várias culturas que expressem modos diversos de viver o carisma. Por conseguinte, o Papa insistiu sobre a formação que a seu parecer se baseia em quatro pilares fundamentais: formação espiritual, intelectual, comunitária e apostólica. É imprescindível evitar qualquer forma de hipocrisia e clericalismo através de um diálogo sincero e aberto sobre todos os aspectos da vida: “a formação é uma obra artesanal, não policial – afirmou – e o objectivo é formar religiosos que tenham um coração terno e não azedo como o vinagre. Todos somos pecadores, mas não corruptos. Aceitem-se os pecadores, mas não os corruptos”. Questionado sobre a fraternidade, o Pontífice afirmou que ela tem uma grande força de atracção. Supõe a aceitação das diferenças e dos conflitos. Por vezes é difícil vivê-la, mas se não a vivermos não seremos fecundos. Contudo «nunca devemos comportar-nos como gerentes face a um conflito de um irmão: é preciso acariciar o conflito. Por fim foram feitas algumas perguntas sobre as relações entre os religiosos e as Igrejas particulares nas quais eles estão inseridos. O Santo Padre afirmou que conhece por experiência os possíveis problemas: “nós, bispos, devemos compreender que as pessoas consagradas não são material de ajuda, mas são carismas que enriquecem as dioceses”. As últimas perguntas referiram-se às fronteiras da missão dos consagrados. “Elas devem ser procuradas com base nos carismas”, respondeu o Papa. Em paralelo com estes desafios citou o cultural e o educativo nas escolas e nas universidades. Por fim, deixando a sala o Pontífice afirmou: “Obrigado pelo vosso testemunho e também pelas humilhações que sofreis”.   Fonte: news.va

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