Eu rezo pelo Papa: Shalom lança campanha de oração pelo Papa Francisco nas redes sociais

Utilizando # (hashtag) em sete línguas, o convite suscitou adesões de múltiplas possibilidades “Eu rezo pelo Papa” é o título da campanha que tem mobilizado intercessores do Papa Francisco nas redes sociais. O objetivo é corresponder ao pedido feito por Jorge Mario Bergoglio em 13 de março do ano passado, quando foi eleito pontífice: “Rezem por mim”. O convite suscitou adesões de múltiplas possibilidades. Na página no Facebook, há quem oferece oração em forma de pequenos sacrifícios, como a abstinência de chocolate por um período. Já outros adeptos da campanha prometem rezar novenas, rosários e terços. Há também quem decide lembrar-se do Papa e ofertar-lhe ações cotidianas, como o serviço a Deus e atos de amor ao próximo. “Essas pequenas coisas se tornam extraordinárias quando colocamos amor e fazemos pensando em ajudar alguém, em apoiar a missão de fazer o bem”, afirma Antonio Marcos Farias, que promete rezar o Angelus pelas intenções do Papa Francisco. A página www.facebook.com/eurezopelopapa foi lançada no domingo (9), por iniciativa da Comunidade Católica Shalom. Para aderir basta rezar pelo pontífice e publicar o conteúdo no Facebook, Twitter, Instagram com a hashtag #EuRezoPeloPapa. As hashtags também estão disponíveis em mais seis línguas: inglês: #IprayForthePope, italiano: #IoPregoPerIlPapa, espanhol: #YoRezoporElPapa, húngaro: #Pápáértimádkozok, francês: #jepriepourlepape, alemão: #IchbetefürdenPapst.   Emanuele Sales Fonte: ZENIT

Papa Francisco confia muito nos jovens e convida-os a ser corajosos

Pe. João Chagas, responsável pelo Setor Jovem do Pontifício Conselho para os Leigos, comenta a Mensagem do Papa Francisco para a JMJ 2014 O Papa Francisco, como temas das três próximas edições da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), trata versículos bíblicos tirados das Bem-aventuranças. Tais temas marcarão as etapas do itinerário de preparação espiritual que durante três anos conduzirá à celebração internacional com o Sucessor de Pedro prevista para Cracóvia (Polônia) em julho de 2016. “Não há nada mais revolucionário do que viver o Evangelho,  que de um certo modo está sintetizado nas Bem-aventuranças”, afirma Pe. João Chagas, responsável pelo Setor Jovem do Pontifício Conselho para os leigos (PCL), comentando as palavras do Santo Padre citadas no início da mensagem para a JMJ 2014. A mensagem do Papa Francisco para a JMJ de 2014, cujo tema é: “Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu” (Mt 5,3) foi divulgada nesta quinta-feira, 6 de fevereiro. Por isso, ZENIT conversou com Padre João Chagas que, junto aos demais colaboradores do Setor Jovem, é responsável pela organização da JMJ. “Na mensagem o Santo Padre – explica Pe. João- afirma que Cristo é o Bem-aventurado por excelência, aquele que encarna as Bem-aventuranças desde o seu nascimento na gruta de Belém até a sua morte e ressurreição.” Como os jovens podem viver essa mensagem na prática? Padre João responde que todos nós somos chamados a uma forte experiência com o amor de Cristo, o pobre por excelência. A partir deste encontro, como São Francisco de Assis, descobrimos a beleza da pobreza e deixamos de lado tudo o que não é essencial, para seguir a Cristo. “O Papa Francisco confia muito nos jovens e convida-os a ser corajosos”- exortou Pe. João-. Na mensagem, o Papa convida os jovens a ter coragem: coragem de responder a Jesus que os chama a seguí-Lo, coragem de abraçar a proposta de vida de Cristo, coragem de acolher a verdadeira felicidade que só Deus pode dar, coragem de ir contracorrente, contra o lugar comum imposto pela mentalidade mundana e também a coragem da sobriedade”- destacou o responsável pelo Setor Jovem do PCL. A coragem da felicidade foi outro ponto da mensagem do Papa Francisco para a JMJ 2014 ressaltada por Pe. João.  “O termo grego usado no Evangelho émakarioi, «bem-aventurados». E «bem-aventurados» quer dizer felizes – lê-se na mensagem-. Mas dizei-me: vós aspirais deveras à felicidade? – questiona o Santo Padre-. Depois de explicar o termo,  o Papa cita o Beato Pierjorge Frassati. “Com este exemplo – continua Pe. João-  o Papa Francisco nos diz que não podemos viver uma vida medíocre, mas precisamos aspirar a altos ideais.” Padre João recordou ainda que no encontro com os jovens das escolas jesuítas, o Papa Francisco falou sobre a importância de educar para a magnanimidade. “Somente se aspirarmos aos grandes ideias, não vamos nos contentar com uma felicidade ‘low cost” – afirma-. “Muitas vezes, a tentação que o jovem tem diante dos desafios da vida, é a de buscar atalhos para a felicidade. Tais atalhos podem levá-lo para bem longe do verdadeiro caminho de felicidade. A única e verdadeira felicidade, só Deus pode dar. Uma felicidade alcançada também quando vencemos os desafios da vida e não fugimos deles.” – Concluiu Padre João Chagas-. Esta foi a primeira mensagem do Papa Francisco aos jovens, e também a primeira no itinerário de preparação a Cracóvia 2016. Em 2015 o tema será: “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8). E por fim, na Jornada de 2016 o versículo 7 do capítulo 5 do Evangelho de Mateus: “Felizes os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia”. Fonte: Zenit.org

A Polônia já espera o papa Francisco: saudação do arcebispo de Cracóvia

Reproduzimos a seguir a saudação feita ao papa Francisco pelo cardeal Stanislaw Dziwisz, arcebispo de Cracóvia, durante a visita ad limina dos bispos da Polônia, que aconteceu na manhã desta terça-feira, 4. Santo Padre! Estão diante de Sua Santidade os bispos de duas metrópoles polonesas e do Ordinariato Militar. A metrópole de Cracóvia é formada pela arquidiocese de Cracóvia e pelas três dioceses de Bielsko-Żywiec, Kielce e Tarnów. Da metrópole de Varsóvia, fazem parte a arquidiocese de Varsóvia e as duas dioceses de Varsóvia-Praga e de Plock. Antes de todo o mais, expresso a alegria de todos nós por encontrarmos o bispo de Roma, o bispo da Igreja que “preside na caridade a todas as Igrejas”, como Sua Santidade afirmou imediatamente após a sua eleição, referindo-se às célebres palavras de Santo Inácio de Antioquia. Estamos felizes por este encontro com o Pedro dos nossos tempos. Em nome de todos os pastores aqui presentes, saúdo cordialmente Sua Santidade, assegurando-lhe a nossa lealdade e devoção. Desde 13 de março do ano passado, acompanhamos de perto o novo pontificado. Ouvimos atentamente as palavras do papa. Congratulamo-nos com o fato de que a sua voz ressoa por todo o mundo, não só dentro da Igreja. A partir do ensinamento de Sua Santidade tentamos fazer o nosso programa pastoral. As nossas duas metrópoles, localizadas no sul e no centro da Polônia, são certamente muito diferentes, mas constituem uma Igreja viva. Sirva como exemplo a informação de que a arquidiocese de Cracóvia tem cerca de mil e duzentos sacerdotes diocesanos e um milhar de sacerdotes religiosos. A diocese de Tarnów tem mil e trezentos sacerdotes diocesanos. A arquidiocese de Varsóvia tem setecentos e cinquenta sacerdotes diocesanos e cerca de quinhentos sacerdotes religiosos. Nas últimas décadas, a Igreja polonesa foi abençoada com muitas vocações sacerdotais e religiosas. Agora temos menos vocações, mas mantemos um grande número de padres jovens, bem formados e cultos. Sua colaboração com os bispos é boa. Compartilhamos as vocações com outras Igrejas do mundo, como fidei donum. Grande esperança da Igreja polonesa são também os movimentos e associações de fiéis leigos. Temos consciência de que eles são um grande potencial de evangelização ainda inexplorado. As nossas paróquias, por vezes, recordam um “gigante adormecido”, que deve ser despertado para que a alegria do Evangelho chegue a todos os indiferentes que vivem fora da Igreja. Em nosso trabalho pastoral, uma prioridade é a família, que está passando por uma crise. Um sinal de esperança é a redução radical do número de abortos em comparação com o período em que a legislação aprovada pelo sistema comunista era extraordinariamente liberal. Grandes emoções e acalorado debate são suscitados pela fertilização in vitro e pela ideologia de gênero. Prioridade são também os jovens. O sistema catequético em nossas dioceses no geral funciona bem. Com a catequese, chegamos até as crianças e jovens nas escolas. Com a pastoral, chegamos também aos estudantes das universidades. Varsóvia e Cracóvia são grandes centros acadêmicos. No entanto, percebemos que não chegamos a todos os universitários. Só em Cracóvia, eles são mais de duzentos mil. Santo Padre, eu toquei em apenas alguns dos problemas das nossas Igrejas. Sobre eles, nós escrevemos mais extensamente em nossos relatórios anteriores à visita. Confiamos à oração de Sua Santidade todos os nossos problemas e as nossas esperanças. Também invocamos a bênção apostólica para o trabalho e para os esforços do futuro. Não há necessidade de dizer com quanta alegria e esperança aguardamos a visita de Sua Santidade na Polônia para a Jornada Mundial da Juventude de 2016. Nós também estamos extremamente gratos pela canonização prevista para os beatos papas João XXIII e João Paulo II, no domingo da Divina Misericórdia. É um grande presente para a Igreja, que leva a cabo a sua missão no mundo contemporâneo. Santo Padre, obrigado! Fonte: Zenit

Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Juventude 2014

A Mensagem do Santo Padre aos jovens em preparação à XXIX Jornada Mundial da Juventude 2014 concentra-se sobre o tema: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5,3). Trata-se da primeira Mensagem que o Papa Francisco dirige aos jovens, inserindo-se na tradição iniciada pelo Beato João Paulo II e prosseguida por Bento XVI por ocasião de cada Jornada Mundial da Juventude. Após a extraordinária JMJ vivida no Rio de Janeiro em julho de 2013, o Papa retoma o seu diálogo com os jovens do mundo e apresenta-lhes os temas das três próximas edições do evento, para iniciar o itinerário de preparação espiritual que nos próximos três anos conduzirá à celebração internacional em Cracóvia, no mês de julho de 2016. Os temas das três próximas Jornadas Mundiais da Juventude, extraídos das Bem-aventuranças evangélicas, mostram como o Santo Padre considere esta passagem do Evangelho de Mateus um ponto de referência central para a vida dos cristãos, chamados a dela fazer um concreto programa de vida. Na Mensagem, o Santo Padre recorda aos jovens que o próprio Jesus mostrou o caminho a seguir, encarnando as Bem-aventuranças em toda a sua vida: viver as Bem-aventuranças hoje é para os jovens um verdadeiro e próprio desafio a seguir Jesus indo contra a corrente e testemunhando a sua novidade revolucionária. E porque não é possível ser cristãos e ter uma idéia “pequena” da vida, o Papa exorta os jovens a rejeitar toda oferta de felicidade “a baixo preço”, a encontrar a “coragem da felicidade” autêntica que só Deus pode dar. O Papa Francisco explica então aos jovens o que significa ser pobres em espírito, entrando no coração do tema da próxima Jornada Mundial da Juventude. O próprio Jesus escolheu uma via de despojamento e de pobreza e o Papa dirige aos jovens o forte convite a imitá-lo, indicando-lhes o exemplo de São Francisco de Assis. Os jovens cristãos são portanto chamados à conversão, a abraçar um estilo de vida evangélico marcado pela sobriedade, pela busca do essencial e pela sobriedade concreta em relação aos pobres. Os pobres, explica de fato o Papa, por um lado são “a carne sofredora” de Cristo que todos somos interpelados a tocar pessoalmente, mas por outro lado podem tornar-se verdadeiros mestres de vida, tendo muitas vezes tanto a oferecer do ponto de vista humano e espiritual. Depois disto, o Papa ressalta a ligação profunda entre o tema da JMJ do Rio – “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19) – e a Bem-aventurança dos pobres em espírito. De fato, explica o Papa Francisco, “a pobreza evangélica é condição essencial para que o Reino de Deus se estenda”: muitas vezes brota dos corações mais simples a alegria autêntica que é o próprio motor da evangelização. O Santo Padre recorda enfim o trigésimo aniversário da entrega aos jovens da Cruz do Jubileu da Redenção, que acontecerá no próximo 22 de abril. “Foi precisamente a partir daquele acto simbólico de João Paulo II que principiou a grande peregrinação juvenil que, desde então, continua a atravessar os cinco continentes”. E o Papa Francisco anuncia aos jovens que após a sua canonização, “acontecimento que enche o nosso coração de alegria”, João Paulo II “será o grande patrono das Jornadas Mundiais da Juventude, de que foi o iniciador e impulsionador”. Pode ler o texto integral da Mensagem do Papa, na versão portuguesa, clique aqui .     Fonte: Rádio Vaticano

Papa Francisco: da grafitagem à capa da Rolling Stone

Desde que o Papa “do fim do mundo” foi escolhido como o sucessor de Pedro, temos observado como as suas palavras e gestos ocupam as capas de jornais e viram notícia na televisão. Nas redes sociais tornou-se um grande fenômeno. Na terça-feira, 29 de janeiro Roma amanheceu com um “grafite” especial na rua Borgo Pio, muito perto da Praça de São Pedro. Francisco retratado como um super-herói que carrega uma pasta onde lê-se “valores”. A “pintura no muro” despertou entusiasmo nas redes sociais e foi comentado todo o dia, tuitada e retuitada. Esta popularidade se transforma em cifras reais. Um estudo realizado pela sociedade 3rdPlace, em nome da agência católica aleteia.org, apresentado ontem em Roma, indica que o Papa Francisco é a pessoa mais pesquisada mensalmente no Google (1.737.300) e também, é o mais mencionado na rede (mais de 49 milhões), comparado com alguns dos líderes mais importantes do planeta em 2013, como Barack Obama (1,5 milhões de buscas e 38 milhões Google menções), Vladimir Putin ou (246 mil buscas no Google e 8 milhões de menções). O relatório intitulado “A rede ama o Papa Francisco”, foi realizado entre março e novembro de 2013. O estudo revela que no ranking mundial de buscas através do Google, o Papa está em primeiro lugar (1.737.300), imediatamente atrás está Barack Obama (1.500.000) e Ed Snowden (673.000). Além disso, de acordo com a análise dos resultados das “menções online” o Papa Francisco atinge 49 milhões, à frente de Obama com 38 milhões; Putin 8 milhões; Angela Merkel, com 3,8 milhões. Mas, considerando a popularidade na rede em relação a estrelas do esporte, entretenimento e do mundo dos negócios, a situação muda. Neste caso, o Papa estaria em terceiro: 49 milhões de menções, atrás do grupo de música One Direction, com 78 milhões, e do cantor Justin Bieber, com 53 milhões. Outra análise realizada foi a geográfica: os países onde o Papa é mais mencionado. Descobriu-se que em primeiro lugar estão os Estados Unidos (21 por cento do total de menções), em seguida, a Argentina (12 por cento), Espanha (9 por cento), México (5 por cento) e Brasil (3 por cento). E toda essa popularidade leva a feitos como a última capa da revista Rolling Stone, dedicada à música e cultura popular. A publicação pop, nas bancas desde 1967 e vendida quinzenalmente, apresenta na capa de sua próxima edição o Papa Francisco, acompanhado da frase “Papa Francisco: os tempos estão mudando”, fazendo referência ao título da canção de Bob Dylan: “The times they are a-changin”. No editorial da revista, eles explicam por que escolheram como capa desta edição o pontífice argentino. O editor Mark Binelli define Francisco como “um homem cuja aparente humildade, empatia, e acima de tudo, a devoção pelos economicamente desfavorecidos mostra alguém perfeitamente adequado ao nosso tempo”. É necessário destacar o grande contraste expresso na revista entre a popularidade do Papa Francisco e as duras e superficiais críticas em relação ao Papa emérito. No artigo citado, o importante trabalho que Bento XVI desenvolveu por anos à frente da Igreja não é reconhecido. “Depois do papado desastroso de Bento, um tradicionalista convicto que parecia estar vestido com uma camisa listrada com luvas de dedos de facas, ameaçando adolescentes em seus pesadelos, o domínio básico de Francisco com habilidade para sorrir em público parece um pequeno milagre para o meio Católico. Sobre este argumento, o padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, falou que “o artigo da Rolling Stone é um sinal da atenção que a novidade do Papa desperta nos mais diversos ambientes. Lamentavelmente, o artigo desqualifica-se caindo no erro comum do jornalismo superficial, que para destacar aspectos positivos do Papa Francisco acredita ser necessário descrever negativamente o pontificado do Papa Bento. E faz isso com uma surpreendente grosseria. Lastimável. Este não é o caminho para realizar um bom trabalho, nem mesmo ao Papa Francisco, que sabe muito bem o quanto a Igreja deve ao seu antecessor”. Fonte: ZENIT

Recordações salesianas

«Ali aprendi a procurar o sentido das coisas – escreve Jorge Mario Bergoglio, narrando o tempo passado no colégio, quando era criança – um dos momentos deste aprender a procurar era o “dar as boas noites”. Lembro-me de uma noite de Outubro de 1949 quando, pela primeira vez, reflecti sobre a morte». Estas «recordações salesianas» comparecem na longa carta de 20 de Outubro de 1990 que Bergoglio escreveu ao salesiano Cayetano Bruno, historiador da Igreja na Argentina, na qual recorda o padre Enrico Pozzoli, salesiano que o tinha baptizado a 25 de Dezembro de 1936. Terminadas aquelas seis páginas datilografadas (por nós publicadas no número de 23-24 de Dezembro de 2013) o jesuíta escreveu de novo ao padre Cayetano, de lance outras cinco páginas nas quais narrou recordações pessoais, em particular as relativas a 1949, ano em que, com 13 anos, Jorge Mario frequentou o sexto grau de instrução no Colégio Wilfrid Barón de los Santos Ángeles em Ramos Mejía, na grande Buenos Aires. Na edição diária  do jornal L´osservatore Romano foi publicado  integralmente o texto no qual Bergoglio recorda com afecto o modo como a sua família se «alimentou espiritualmente» através dos salesianos de San Carlos em Almagro e entra nos pormenores da educação recebida no colégio. «Se aqueles homens que conheci no Colégio – conclui Bergoglio – puderam criar uma “cultura católica”, foi porque tinham fé. Acreditavam em Jesus Cristo e – um pouco por fé e um pouco por descaramento – tiveram a coragem de “anunciar”: com a palavra, a vida e o trabalho».   Clique aqui e confira a carta do Papa   Fonte: L`osservatore Romano

Apresentação da Mensagem do Papa para a 48º Jornada Mundial das Comunicações Sociais

Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais 48º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro 1 de Junho de 2014 Mensagem do Santo Padre Francisco Queridos irmãos e irmãs, Hoje vivemos num mundo que está a tornar-se cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil fazer-se próximo uns dos outros. Os progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação deixam-nos mais próximo, interligando-nos sempre mais, e a globalização faz-nos mais interdependentes. Todavia, dentro da humanidade, permanecem divisões, e às vezes muito acentuadas. A nível global, vemos a distância escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres. Frequentemente, basta passar pelas estradas duma cidade para ver o contraste entre os que vivem nos passeios e as luzes brilhantes das lojas. Estamos já tão habituados a tudo isso que nem nos impressiona. O mundo sofre de múltiplas formas de exclusão, marginalização e pobreza, como também de conflitos para os quais convergem causas económicas, políticas, ideológicas e até mesmo, infelizmente, religiosas. Neste mundo, os mass-media podem ajudar a sentir-nos mais próximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana, que impele à solidariedade e a um compromisso sério para uma vida mais digna. Uma boa comunicação ajuda-nos a estar mais perto e a conhecer-nos melhor entre nós, a ser mais unidos. Os muros que nos dividem só podem ser superados, se estivermos prontos a ouvir e a aprender uns dos outros. Precisamos de harmonizar as diferenças por meio de formas de diálogo, que nos permitam crescer na compreensão e no respeito. A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros. Os mass-media podem ajudar-nos nisso, especialmente nos nossos dias em que as redes da comunicação humana atingiram progressos sem precedentes. Particularmente a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus. No entanto, existem aspectos problemáticos: a velocidade da informação supera a nossa capacidade de reflexão e discernimento, e não permite uma expressão equilibrada e correcta de si mesmo. A variedade das opiniões expressas pode ser sentida como riqueza, mas é possível também fechar-se numa esfera de informações que correspondem apenas às nossas expectativas e às nossas ideias, ou mesmo a determinados interesses políticos e económicos. O ambiente de comunicação pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contrário, desorientar-nos. O desejo de conexão digital pode acabar por nos isolar do nosso próximo, de quem está mais perto de nós. Sem esquecer que a pessoa que, pelas mais diversas razões, não tem acesso aos meios de comunicação social corre o risco de ser excluído. Estes limites são reais, mas não justificam uma rejeição dos mass-media; antes, recordam-nos que, em última análise, a comunicação é uma conquista mais humana que tecnológica. Portanto haverá alguma coisa, no ambiente digital, que nos ajuda a crescer em humanidade e na compreensão recíproca? Devemos, por exemplo, recuperar um certo sentido de pausa e calma. Isto requer tempo e capacidade de fazer silêncio para escutar. Temos necessidade também de ser pacientes, se quisermos compreender aqueles que são diferentes de nós: uma pessoa expressa-se plenamente a si mesma, não quando é simplesmente tolerada, mas quando sabe que é verdadeiramente acolhida. Se estamos verdadeiramente desejosos de escutar os outros, então aprenderemos a ver o mundo com olhos diferentes e a apreciar a experiência humana tal como se manifesta nas várias culturas e tradições. Entretanto saberemos apreciar melhor também os grandes valores inspirados pelo Cristianismo, como, por exemplo, a visão do ser humano como pessoa, o matrimónio e a família, a distinção entre esfera religiosa e esfera política, os princípios de solidariedade e subsidiariedade, entre outros. Então, como pode a comunicação estar ao serviço de uma autêntica cultura do encontro? E – para nós, discípulos do Senhor – que significa, segundo o Evangelho, encontrar uma pessoa? Como é possível, apesar de todas as nossas limitações e pecados, ser verdadeiramente próximo aos outros? Estas perguntas resumem-se naquela que, um dia, um escriba – isto é, um comunicador – pôs a Jesus: «E quem é o meu próximo?» (Lc 10, 29 ). Esta pergunta ajuda-nos a compreender a comunicação em termos de proximidade. Poderíamos traduzi-la assim: Como se manifesta a «proximidade» no uso dos meios de comunicação e no novo ambiente criado pelas tecnologias digitais? Encontro resposta na parábola do bom samaritano, que é também uma parábola do comunicador. Na realidade, quem comunica faz-se próximo. E o bom samaritano não só se faz próximo, mas cuida do homem que encontra quase morto ao lado da estrada. Jesus inverte a perspectiva: não se trata de reconhecer o outro como um meu semelhante, mas da minha capacidade para me fazer semelhante ao outro. Por isso, comunicar significa tomar consciência de que somos humanos, filhos de Deus. Apraz-me definir este poder da comunicação como «proximidade». Quando a comunicação tem como fim predominante induzir ao consumo ou à manipulação das pessoas, encontramo-nos perante uma agressão violenta como a que sofreu o homem espancado pelos assaltantes e abandonado na estrada, como lemos na parábola. Naquele homem, o levita e o sacerdote não vêem um seu próximo, mas um estranho de quem era melhor manter a distância. Naquele tempo, eram condicionados pelas regras da pureza ritual. Hoje, corremos o risco de que alguns mass-media nos condicionem até ao ponto de fazer-nos ignorar o nosso próximo real. Não basta circular pelas «estradas» digitais, isto é, simplesmente estar conectados: é necessário que a conexão seja acompanhada pelo encontro verdadeiro. Não podemos viver sozinhos, fechados em nós mesmos. Precisamos de amar e ser amados. Precisamos de ternura. Não são as estratégias comunicativas que garantem a beleza, a bondade e a verdade da comunicação. O próprio mundo dos mass-media não pode alhear-se da solicitude pela humanidade, chamado como é a exprimir ternura. A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de

Papa escreve ao Fórum Económico Mundial: “Peço-vos que vos esforceis para que a humanidade se sirva da riqueza e não seja governada por ela”

O Papa Francisco escreveu aos participantes no 44.º Fórum Económico Mundial, que se vai iniciar esta quarta-feira na cidade suíça de Davos, pedindo uma ação conjunta em favor dos excluídos, refugiados e vítimas da fome. “Os objetivos concretizados, ainda que tenham reduzido a pobreza de um grande número de pessoas, foram muitas vezes acompanhados por uma ampla exclusão social e, de facto, a maior parte dos homens e mulheres continuam hoje a experimentar a insegurança quotidiana, não raramente com consequências trágicas”, assinala o Papa, num texto divulgado hoje pelo Vaticano. A mensagem é dirigida a Klaus Schwab, presidente executivo do Fórum, que tem este ano como tema ‘Reforma do Mundo: consequências para a Sociedade, Política e Negócios’. Segundo o Papa, não se pode “tolerar” que milhares de pessoas “morram de fome todos os dias, apesar de estarem disponíveis enormes quantidades de alimentos que são simplesmente desperdiçadas”. Francisco sublinha ainda que ninguém deve “ficar indiferente” perante os refugiados que procuram “condições de vida minimamente dignas” e que muitas vezes “vão ao encontro da morte, em viagens desumanas”. “Sei que estas são palavras fortes, mesmo dramáticas, mas ao mesmo tempo querem reafirmar e desafiar a capacidade deste Fórum para marcar a diferença”, escreve. A mensagem papal deixa votos de que este encontro constitua ocasião para uma “reflexão mais aprofundada sobre as causas da crise económica” no mundo. O Fórum vai acolher mais de 40 chefes de Estado e um total de mais de 2600 convidados, até sábado. Segundo o Papa, a política e a economia devem promover “uma abordagem inclusiva que leve em consideração a dignidade de cada pessoa humana e do bem comum”. Para isso, acrescenta, é necessário “um renovado sentido de responsabilidade” para “servir com mais eficácia o bem comum e tornar os bens deste mundo mais acessíveis a todos”. Francisco cita a encíclica ‘Caritas in veritate’ do seu predecessor, Bento XVI, para sublinhar a necessidade de uma “visão transcendente da pessoa” que possas sustentar uma “distribuição mais equitativa da riqueza”, a “criação de oportunidades de trabalho” e uma “promoção integral dos pobres que supere o mero assistencialismo”. “Peço-vos que vos esforceis para que a humanidade se sirva da riqueza e não seja governada por ela”, conclui. Entre os representantes religiosos presentes em Davo está o presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz (Santa Sé), cardeal Peter Turkson, que leu a mensagem do Papa, acompanhado pelos cardeais John Onayekan (Nigéria) e Luis Antonio Tagle (Filipinas) e o arcebispo irlandês Diarmuid Martin.   Fonte: ecclesia

Papa vai ao encontro de jovens refugiados na Basílica do Sagrado Coração, neste domingo

O Papa vai se encontrar com uma centena de jovens refugiados na Basílica do Sagrado Coração, domingo, 19 de janeiro, por ocasião do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado. Naquele domingo à tarde, Francisco estará na Basílica para uma visita de cerca de quatro horas, na qual falará com paroquianos, jovens refugiados e pessoas sem-teto, que revelam sentir-se nesta igreja como “se estivessem em casa”. Esta será a primeira paróquia que o Papa visita no centro de Roma: uma realidade de “periferia existencial” em que a Basílica dá escuta aos pobres e pratica um projeto que conjuga o entusiasmo da vida religiosa masculina e feminina, o vigor das famílias e a energia dos jovens para uma presença mais incisiva no território. Cerca de 400 jovens cristãos e não-cristãos vivem na Basílica “numa atmosfera de casa, não como um guichê ou centro de acolhida”, dizem os refugiados. Eles provêm de países como Somália, Eritreia, Gâmbia, Camarões, Afeganistão, Iraque, Irã, Curdistão, Congo, Costa Do Marfim, Egito, Síria, Sudão, Paquistão, Turquia e Gana. Muitas pessoas sem-casa, algumas italianas, também procuram a Basílica para se sentirem em casa e serem reconhecidos em sua dignidade, mantendo relações de amizade e fraternidade. Vários se tornaram voluntários, trabalham no apoio e atenção a outros pobres nas redondezas da Estação Ferroviária. Durante a visita, haverá momentos de “intimidade” para que o Papa se sinta também “em casa”: uma música em espanhol durante a Missa, cantata pelos 80 jovens italianos que compõem o coral, o mate oferecido depois da Missa, no encontro com as comunidades religiosas que moram na casa e na imagem colocada no presbitério da “Virgem de Lujan”, padroeira da Argentina, primeiro país onde Dom Bosco enviou os salesianos em missão. O Papa chegará às 16h e encontrará os paroquianos no pátio. Depois irá a uma sala com moradores de rua amigos da Basílica. Em seguida, terá uma reunião com cerca de cem jovens refugiados e uma delegação de voluntários. Na sequência, cumprimentará as crianças recém-batizadas com seus pais, os noivos e recém-casados e jovens famílias. Confessará cinco pessoas e por volta das 18h, celebrará a Eucaristia. Falará com doentes, religiosos e religiosas e 200 jovens que frequentam a instituição.   Fonte: Rádio Vaticano

Como anunciar Jesus Cristo a uma “geração que está mudando”?

A pedagogia do papa Francisco parte das perguntas e não de respostas imediatas Em seu encontro com os superiores religiosos, em novembro do ano passado, cujas temáticas foram publicadas pela revista “La Civiltà Cattolica” neste 3 de janeiro, o papa Francisco falou do desafio educacional de dar acompanhamento às crianças pertencentes a famílias com pais separados ou casais homossexuais. Vários meios de comunicação destacaram uma suposta abertura do papa aos casais homossexuais, enquanto o próprio pe. Antonio Spadaro, diretor da revista, frisou que, na realidade, o que o papa afirmou foi a urgência de “anunciar Jesus Cristo a uma geração que está mudando”. É uma tarefa que cabe em especial àqueles que já têm a responsabilidade educativa, como confirma Domenico Simeone, professor de pedagogia na Universidade Católica do Sagrado Coração e presidente da Confederação Italiana de Consultórios de inspiração cristã. O que é que está envolvido no desafio educacional que alguns contextos relacionais apresentam hoje? Simeone: O papa Francisco leva muito a sério o mandamento evangélico de anunciar Jesus Cristo a toda criatura. Mas como fazer isso hoje, num mundo em que a linguagem e os relacionamentos mudam tanto? Esta é a pergunta para quem tem responsabilidade educacional. É uma tarefa que tem que ser reexaminada com categorias diferentes das do passado. Eu acho interessante o surgimento de uma pedagogia do papa Francisco, que, no encontro com os superiores religiosos, foi manifestada na afirmação de que a formação é mais parecida com uma obra de artesanato do que com uma ação policial: é mais baseada no diálogo e no debate do que no controle e na punição. O ser humano, diz o papa, é complexo, feito de graça e de pecado, e todas as pessoas, mesmo nas situações mais difíceis, têm que ser acolhidas com uma atitude de misericórdia. Isso nos leva ao tema constante de Francisco: olhar para a realidade das periferias. Não é de admirar que algumas das suas declarações sejam muitas vezes mal interpretadas, porque o ouvinte procura semelhanças com as suas próprias crenças em vez de se dispor a continuar trilhando o caminho. Como é essa pedagogia na prática? Simeone: Uma abordagem sábia é começar pelas perguntas e não pelas respostas. É o que foi feito no caso do sínodo sobre a família, com um questionário que foi enviado à comunidade cristã pedindo um exame das realidades existentes no tocante a casamento e família, com uma pergunta específica sobre as crianças que vivem com pais do mesmo sexo. É importante não ter a pretensão de dar respostas imediatas. O papa também destacou que, na missão educativa, é preciso ter cuidado para não provocar rejeição à fé, cuidado para evitar uma “vacina contra a fé”. Quais são os aspectos concretos disso? Simeone: Em primeiro lugar, nós temos que nos concentrar numa atitude de aceitação, que incentive o contato e o encontro. Sem isso, existe um risco real de “vacina contra a fé”. Por isso nós temos que exercitar o discernimento de quem não tem medo de ficar em situações complexas com um “coração acolhedor”, o que não significa justificar qualquer escolha, mas ir ao encontro das pessoas no lugar em que elas estão. Essa atitude será mais fácil se vivermos uma fé consolidada. É por isso que o papa nos convida a ser cristãos não de coração ácido ou do tipo funcionário administrativo, mas companheiros de viagem, mesmo com as contradições da existência. Qual é a situação das relações de família que os consultórios familiares estão registrando? Simeone: Estamos registrando uma grande dificuldade das pessoas para viver a dimensão afetiva e relacional, mas a vontade de viver relacionamentos duradouros não morreu. O difícil é descobrir como vivê-los. Para isso, a Igreja tem que oferecer condições para as pessoas revisarem a sua experiência de relacionamento, nos consultórios familiares de aconselhamento de inspiração cristã. Infelizmente, muita gente não procura ajuda a tempo, só quando a relação já acabou. A mensagem que nós queremos transmitir é que qualquer situação difícil pode ser resolvida se for encarada a tempo. Eu gosto de pensar nos consultórios familiares como lugares onde a Igreja fica ao lado da família nas dificuldades cotidianas de relacionamento; lugares, como disse o papa Francisco sobre os religiosos, onde “acariciar os conflitos”. Se forem enfrentados da maneira certa, os conflitos podem promover a mudança e um novo caminho. Fonte: Aleteia

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