Papa apela a uma “abordagem diferente da pobreza”
Na mensagem para o V Dia Mundial dos Pobres, o Papa Francisco sublinha a importância de serem implementados “processos de desenvolvimento onde se valorizem as capacidades de todos”.
Na mensagem para o V Dia Mundial dos Pobres, o Papa Francisco sublinha a importância de serem implementados “processos de desenvolvimento onde se valorizem as capacidades de todos”.
No Angelus deste domingo, 20 de junho, o Papa destacou que não devemos deixar de buscar o Senhor, de bater na porta do Seu Coração nos nossos momentos de aflição e de acreditar no poder suave e extraordinário da oração, que faz milagres.
Nessa imagem da Igreja como rebanho de Cristo, é importante fazer um resgate inteiro das comparações infinitas da Sagrada Escritura que compara o Povo da Aliança como um rebanho. E há imagens significativas utilizadas pela Bíblia sempre comparando o Povo da Aliança como um rebanho apascentado por Deus.
O Santo Padre conclui na Audiência Geral desta semana, seu ciclo de ensinamentos dedicado à oração, que teve início no dia 6 de maio do ano passado. Parte delas foram realizadas na Biblioteca do Palácio Apostólico – devido às restrições para conter os contágios de coronavírus -, enquanto as demais foram realizadas no Pátio São Dâmaso, no Vaticano.
As palavras do Santo Padre nos convidam a não esquecer, dentre os pobres, tanto dos migrantes que, por fome ou guerra, são obrigados a partir em meio a dificuldades e sacrifícios de seu próprio país e de suas próprias casas, como também dos desempregados, dos explorados, dos últimos da terra.
“No meio do drama, na dor atroz da alma e do corpo, Jesus reza com as palavras dos salmos”, disse Francisco na última catequese.
Em vídeo mensagem, o Papa olha para o mundo a ser construído depois da pandemia e “desenvolver uma ideia de retomada” que reconstrói, corrige “o que não funcionava antes da chegada do coronavírus e que contribuiu para piorar a crise”.
Na mensagem para o Dia Mundial dos Pobres, que será celebrado no próximo dia 14 de novembro, o Papa Francisco afirma: “É decisivo dar vida a processos de desenvolvimento onde se valorizem as capacidades de todos, para que a complementaridade das competências e a diversidade das funções conduzam a um recurso comum de participação”.
Francisco recorda que somos filhos do mesmo Pai, sem distinção de proveniência ou nacionalidade, chamados a “dar a vida” pelos outros.
“Que eles aprendam mais com sua vida do que com suas palavras, como aconteceu na casa de Nazaré, onde Jesus se formou na escola da “coragem criativa” de José”, sublinhou Francisco.