Sobretudo o Amor: 16 anos da missão João Pessoa

A oferta só é oriunda de um coração apaixonado, é preciso confiar, ter os pés fixos na terra e saber amar para assim ofertar. Através de cada missão as mãos do Senhor poda e forma cada um de nós, da mesma forma como Ele planeja e ergue os traços da missão João Pessoa durante estes 16 anos. Há questionamentos do porquê do nosso lugar ser onde é e onde se torna difícil evangelizar. Mas, o Senhor quer nos fazer entender que é preciso sair da nossa comodidade e contemplar a face de todos aqueles que atraídos pelo carisma chegarão ao centro de evangelização mesmo com todas as nossas paralisias. Porque o Senhor nos deu a melhor parte. E esta comemoração é uma dentre tantas provas das graças e do amor de Deus. Além do mais, Jesus nos educa em meio ao som dos carros durante a missa, nos ensina a sermos pacientes com a chuva que às vezes nos molha mesmo debaixo das tendas. Tudo isso compreende a lógica de Deus em uma só palavra: união. O Senhor nos quer unidos como a rede de pesca aos peixes e aos pescadores. Ele mesmo nos proporciona momentos ao longo desse anos para nos fazer enxergar que somos comunidade, e como comunidade vivemos tudo em comum. “Vocês necessitam apenas de perseverança, a fim de cumprirem a vontade de Deus, e assim alcançarem o que ele prometeu” (Hb 10,36). Ancorados nos Senhor esvaziemos de nós mesmos, tenhamos nossas mãos sujas de terra, estendamos as nossas tendas em vista da evangelização e em unidade vivamos o novo que Ele nos chama em gratidão e em amor. E que não se abandone ou se perca uma vontade do Senhor em vista de outra vontade aparentemente maior. Para se dar frutos vigorosos precisa-se estar enxertado na Videira que é o próprio Deus. É a partir da pequena ação que Ele mesmo gera dentro de nós um movimento muito maior transformando-nos quantas vezes forem necessário. E será que há prova maior de amor do que esses 16 anos de sustento na voz do Senhor? Pois bem, Ele nos costura como o refazer de uma rede de pesca para estar preparada sempre a ser lançada e a transformar peixes em ovelhas. Bendito seja o Senhor que nos fez um só com Ele. Vivamos a cruz resplandecendo o Ressuscitado.   Nicole Fernandes

Joziane, filha de Deus, Shalom e celibatária para sempre

Olá, me chamo Joziane e muitos me conhecem por Jozi. Há 14 anos, conheci a Comunidade Católica Shalom, desde então trilho o caminho do meu chamado onde o Nosso Senhor me trouxe. Caminhei e me consagrei (Ele que me consagrou)! E, hoje, dia 24 de abril de 2019, firmei os meus compromissos definitivamente no carisma Shalom. Uma jovem perguntou: “Jozi é difícil?”, e eu respondi: “É muito difícil. É muito difícil quando estou na minha vontade, mas na vontade de Deus eu me lanço sem medida. Sou muito feliz por ser filha de Deus, Shalom e celibatária para sempre”.  Deus que me quis e hoje a minha grande realização é evangelizar e ser uma com os irmãos. Bendito seja Deus que em meio a tudo me escolheu! Como diz na palavra do meu chamado que é João 15,16: “Não foste vós que me escolhestes, mas eu te escolhi”. Concluo com a palavra do meu sustento Apocalipse 7,9 que diz: “Jerusalém celeste onde todos se encontrarão” quando vier aquele povo da grande tribulação e todo vestido de branco… Sendo esse povo que lavou sua roupa pelo sangue do Cordeiro. É pelo céu que luto e que você também pode escolher. Para sempre no meu chamado sou muito feliz. Deus concluiu a obra Dele por Sua honra e glória, e com a graça da virgem Maria, minha mãe de Fátima. Deus abençoe! Por Maria Joziane de Santana Ver mais Comunidade de Vida ou Aliança? – por Angela Barroso Ser Comunidade de Vida – por Daniel Ramos Ser Comunidade de Aliança – por Denise Landim 20 conteúdos especiais sobre a Vocação Shalom – por Jonas Viana

Crônicas do Céu: Uma surpresa para o jantar

A Mãe continuava a contar. Aqui o tempo não passa mesmo, mas ouso dizer que passaria a eternidade escutando esta história: – Mas ainda assim, estavam todos com muito medo dos judeus. Eles não sabiam, e talvez nem acreditassem na ressurreição do Mestre. Permaneciam fechadas as portas e as janelas. Os meninos se revezavam para sair e conseguir alimentos para nossas refeições. Tomé não estava conosco. Ele costumava se isolar durante o sofrimento. É claro que não acreditou em nada do que haviam dito sobre a visita de Yeshua naquele domingo. Percebi que alguns estavam olhando para Tomé. Ele já nos contou esta história também, de como ele sofreu com a escuridão da espera, do medo, dos questionamentos… ele nos dizia que pensava demais. Ela seguia contando: – Yeshua estavam conosco! Que alegria era ver meu Filho vitorioso, ressuscitado em nosso meio! A felicidade que sentia não cabia em mim, sorria como uma criança quando ganha um presente esperado por tanto tempo. Ao mesmo tempo em que O via vivo, contemplava o Céu que Ele inaugurou para nós. E como ele estava belo! Tão lindo é o meu Filho! A Mãe não parava de sorrir, todos estávamos sorrindo com Ela. Todos, cada um da maneira que lhe cabia, viveu tudo o que ela nos dizia. É impossível não relacionar a própria história com a que ela contava. É a história de todos nós. – “Shalom!”, foi a primeira coisa que Ele disse, “Shalom!”. A saudação mais bela que escutei desde a de Gabriel. “Shalom, meu Filho!”, respondi. Os meninos ficaram mudos, provavelmente não tinham ideia de como Ele viria até nós. Estavam perplexos. – ela sorriu – Estupefatos! Yeshua precisou saudá-los mais uma vez. Então reagiram, e aí sim, expressaram a alegria que estava contida desde que encontraram o túmulo vazio. Ele estendeu a mão para que O tocassem. E como todos eram muito curiosos, tocaram suas chagas gloriosas que nos salvaram. Festejamos muito naquela noite. Ele comeu conosco. Se alguém escutou algo, provavelmente questionou a nossa maneira de viver o luto. Mas o que não poderiam saber era que não estávamos sofrendo, estávamos felizes porque havíamos, literalmente, experimentado o Céu naquele jantar. Continua…     Por Maria Angélica

Com a Ressurreição Cristo rasgou o véu e abriu as portas do céu para nós

No Domingo, 21, foi finalizado o retiro da Semana santa com a Santa Missa e seguida por pregação de Olga Mohana, consagrada da Comunidade de Aliança. Também houve um momento de Adoração comunitária. “Com a Ressurreição Cristo rasgou o véu e abriu as portas do céu para nós, porém de nada vale proclamarmos a sua ressurreição se não nos permitirmos sermos transformados” destacou Olga. A consagrada explicou como a falta de vida de oração faz com que nos percamos de Deus. “Vamos colocando coisas e pessoas em nosso coração que ocupam o espaço de Deus em nossa vida e automaticamente isso vai desfigurando o projeto que Deus criou para nós. Na passagem de Cl 3,1-4 São Paulo exortou aos Colossenses dizendo: “Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória.” É preciso lutar para abandonar as ideologias, o vitivismo e tirar o olhar de nossas fraquezas, pois Cristo é vencedor e nEle podemos vencer, porém, Ele pede perseverança e dá por garantia a sua presença. Portanto, a certeza de que Cristo ressuscitou deve alegrar e animar a vida do cristão não apenas na Semana Santa, mas todos os dias da sua vida. “A ressurreição de Cristo inaugura um novo tempo e realiza uma Obra Nova em nós. A Páscoa é a festa da Vitória e precisamos crer e testemunhar essa experiência do Carisma Shalom: ‘A alegria do ressuscitado que passou pela Cruz’”, concluiu Olga.

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