Recife encerra curso sobre Maria e inicia formação ‘Jesus e sua Igreja’

Teve fim no último sábado, 26, o curso de formação básica (FB) 5, cujo tema foi “Nossa Senhora e a Vida Cristã”, na Comunidade Católica Shalom de Recife (PE). O próximo curso é o FB2, que tem como tema “Jesus e sua Igreja” com início já nesse próximo final de semana. Mais informações e inscrições no e-mail cursosrecife@comshalom.org. Iniciado no dia 4 de julho, o FB 5 sobre Nossa Senhora abordou assuntos referentes à importância de Maria na vida de Cristo e da Igreja, bem como sua participação na história da salvação da humanidade e os dogmas a respeito dela. Ministrado nas tardes dos sábados, o FB propõe, além das aulas doutrinárias, um caminho de oração. Todo o conteúdo é fundamentado na Palavra de Deus, Catecismo da Igreja Católica e nos documentos da Igreja. Confira as fotos! Conheça a agenda de cursos do Centro de Formação Shalom Recife.  

A Missão da Obra Shalom na Igreja

Jesus veio e pôs-se no meio deles e disse-lhes ele: A paz esteja convosco! Dito isso mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discipulos alegraram-se ao ver o Senhor. Disse-lhes outra vez: “A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós. Depois destas palavras soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles a quem retiverdes, ser-lhes-ão retidos.. Tomé, um dos doze…”( Jo 20, 19-29). Esta passagem nos dá referências fundamentais acerca do nosso carisma. Nós acabamos de ler o encontro de Jesus ressuscitado com os discípulos. Jesus ressuscitado faz duas coisas quando aparece aos discípulos. Primeiro ele diz: “Paz a vós’ Em outras palavras, Jesus diz: “SHALOM!” Jesus comunica o Shalom aos apóstolos. A segunda coisa que ele faz é mostrar as Suas chagas do lado e da mão, chagas gloriosas. Essas duas atitudes de Jesus são para nós fundamentais. Jesus é o Ressuscitado que passou pela cruz. Esta atitude tem o objetivo de nos levar a compreender a dimensão de Sua ressurreição. Ele passou pela cruz para ressuscitar. Antes da ressurreição vem a cruz. Não é uma ressurreição reduzida somente a dimensão de que Ele está vivo. Sim! A ressurreição garante que Jesus está vivo, mas antes passou pela cruz, antes venceu a morte, venceu tudo. Venceu o Seu corpo chagado que agora está glorificado. Mas as chagas continuaram no Seu corpo. Se Jesus ressuscitou, não era óbvio que as Suas chagas desaparecessem? Por que continuaram em Seu corpo? Porque a cruz e a ressurreição são um mistério. Ele ressuscitou, porque morreu; ressuscitou porque enfrentou a morte, enfrentou a cruz. Então, podemos afirmar que Jesus é o Ressuscitado que passou pela cruz, que traz as marcas gloriosas. Ressuscitou, porque enfrentou a morte e a cruz. Jesus está cheio de poder, cheio do Espírito Santo, é vitorioso sobre a morte e dá ao homem aquilo que Ele conquistou por Sua ressurreição: A Paz! O Shalom!. Qual o significado da palavra Shalom? O significado é toda sorte de benção, de graça material e espiritual que o Messias veio trazer. O Shalom é um dom messiânico. E um Dom que só o Messias pode dar, porque tem a missão de reconciliar o mundo com Deus. Pelo pecado, o homem torna-se inimigo de Deus e Jesus, pela Sua morte de cruz e Sua ressurreição reconcilia o homem com Deus, consigo mesmo e com todo o criado. O primeiro presente que o Ressuscitado dar ao homem é aquilo que Ele conquistou: A Paz, o Shalom, ou seja, a salvação plena, a bênção, a graça, a paz. O Ressuscitado dá aos apóstolos a reconciliação com Deus, com o próprio homem e com a natureza. Por isso, Jesus é o Shalom do Pai. Nós podemos até imaginar Deus olhando a humanidade ferida pelo pecado, afastada, inimiga Dele, de si mesma e de todo criado, e ao mesmo tempo dando o sopro da vida para ela. É o Pai presenteando a humanidade com a paz, por isso Paulo afirma que Jesus é a nossa paz na sua carta aos Efésios. Jesus ao dizer “Shalom!” não estava desejando um bom-dia simplesmente, não era uma saudação simplesmente, mas uma comunicação de toda sorte de benção, quer dizer, uma comunicação de tudo aquilo que Ele conquistou com a Sua Morte e Ressurreição. Ele diz dele mesmo: “Eu sou a verdadeira paz; Eu sou o Príncipe da paz; o que Eu conquistei eu vos dou”. Depois de ressuscitado, Jesus não deu outra coisa aos discípulos a não ser o Shalom e o Espírito Santo. Mas qual a razão para Jesus dar o Shalom e ao mesmo tempo mostrar as chagas? Pode ser que fosse para mostrar que venceu a morte, que venceu tudo, mas sobretudo para mostrar a fonte da Paz, do Shalom, da salvação. Seu coração traspassado é a fonte da Paz, é o lugar onde o homem pode entrar e aí usufruir de toda a riqueza de Deus, de toda salvação que Deus tem reservado, O coração traspassado de Jesus é a chave, ou melhor é a única passagem, é a porta para penetrar na Paz. Jesus mostra o seu coração, porque é aí o lugar da fonte da salvação e da Paz. A lança traspassa o coração de Jesus e dele jorra água e sangue. A água significa o batismo e o sangue a Eucaristia, conforme os Padres da Igreja. Estes são os sacramentos da iniciação cristã. Do coração traspassado de Jesus é que o homem tem acesso à vida divina, é que o homem nasce como filho de Deus (Batismo) e se alimenta (Eucaristia) da vida divina, unindo-se perfeitamente ao Corpo de Cristo. Jesus se dá inteiramente ao homem. E desse coração traspassado de Jesus que nasce o Shalom do Pai. É deste coração que ele comunica a vida divina. Depois que Jesus comunica o Espírito Santo aos discípulos, Ele os envia para que comuniquem o Shalom, a Paz que receberam. Esta é a dimensão da missionariedade do nosso carisma. Shalom é aquele que cheio do Espírito Santo, cheio do Shalom do Pai é enviado a anunciar a paz a todos os homens. Segundo os Estatutos, referentes a comunidade de vida, está escrito: “Fomos consagrados ao Senhor em vista de uma missão. A missão acontece por meio daqueles que, na Comunidade e por meio da Obra a ela confiada, testemunham e proclamam as graças e os dons que o Ressuscitado que passou pela cruz dá pelo seu Espírito. Ele assim os envia para, por meio destas graças, edificarem a Igreja e servirem à humanidade… Somos profissionais do Reino de Deus, operários da vinha do Senhor. Nossa capacidade de trabalho estará plenamente empenhada na fermentação e propagação do Reino de Deus, da forma e da maneira que Ele nos confiou no ser e servir Shalom, dedicando-nos inteira e exclusivamente à Obra. Todo o nosso tempo é consagrado ao Senhor. Nosso trabalho é evangelizar. Busquemos desenvolver e utilizar todas as profissões e

Retiro para a liderança da Difusão da Obra

Vocação Shalom. Vida de Louvor!

O louvor é uma forte característica da graça da Renovação Carismática na Igreja. A experiência da efusão do Espírito Santo nos lança naturalmente em uma vida de alegre louvor ao Pai, que nos cumulou de graças por Jesus Cristo e constantemente nos renova no seu Espírito. A Comunidade Católica Shalom, como fruto dessa experiência tão ligada à sua existência, é também chamada e impulsionada a uma vida de intenso louvor. O louvor é parte integrante da nossa vocação, através dele aprofundamos diariamente a vitalidade própria dos filhos de Deus. Tratando da intimidade com Deus na Comunidade de Vida, nossas Regras afirmam: “O louvor faz parte da essência de nossa intimidade com Deus. Nossa vocação é a de louvar o Pai por, com e em Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. O louvor deve ser sempre marcante em nossa oração e em nossa vida diária, em uma postura de contínua gratidão ao Pai. Esta é a nossa vocação. Que o nosso louvor alcance as nossas atividades diárias: trabalho e descanso, dores e alegrias, transformando-as em ofertas agradáveis Àquele que vive” (RVSh, 87). Em nossa vocação, Deus nos chama não só a ter momentos de louvor, mas a trazer essa graça para todos os momentos da nossa vida, ou seja, a deixar que o próprio Espírito transforme as nossas ações, pensamentos, gestos e tudo mais em um autêntico louvor ao Pai, em Cristo Jesus. Dirigindo-se à Comunidade de Aliança: “Nossa vida de oração e louvor não pode ser restrita aos momentos fortes de oração pessoal e comunitária. Estes momentos serão como fontes que devem irrigar e inundar nossas vidas com o amor de Deus. Alimentados por estes momentos, precisamos viver constantemente louvando o Senhor, em todas as nossas atividades, santificando-as e tornando-as formas de louvor. Os nomes de Jesus e Maria devem estar sempre presentes em nossos corações e lábios. Todos os nossos trabalhos e lazeres serão assim ação de graças Àquele que vive” (RVSh, 190). O louvor é uma marca indelével da nossa vocação e deve ser alimentado dia-a-dia por cada irmão, seja nos momentos de alegria ou nas situações difíceis da vida. Com certeza, é mais difícil manter o louvor nas adversidades e quando Deus contraria os nossos desejos pessoais. No entanto, a alma que o conhece de fato, sabe que Ele é fiel e que “tudo concorre para o bem dos que amam a Deus” (Rm 8,28). Nesses momentos, o louvor torna-se como uma fonte de reconciliação com Deus e com a sua santa vontade, que é sempre perfeita. O louvor nos dá os olhos de Deus para compreender o que estamos vivendo e gera em nós um coração pacificado diante daquilo que tenta tirar a nossa paz. Contudo, para ter essa vida de louvor, é preciso começar pela oração. “Como uma comunidade carismática de louvor, vivemos na oração comunitária este chamado em toda a sua potência e plenitude, permitindo que o Senhor possa nos curar e edificar através da ação do Espírito Santo, por meio do livre e abundante uso dos seus carismas (cf. 1Cor 12) e de uma total abertura à sua unção e condução” (RVSh, 76). A vida de oração da Comunidade está fundamentada no louvor. Através dele, nos abrimos aos carismas do Espírito Santo e nos tornamos mais dóceis à sua voz. Para crescer na vida de louvor, basta lembrar que somos devedores de Deus. Como não ser gratos Àquele que nos criou, salvou e escolheu tão somente por misericórdia? Basta olhar a sua grandeza e a nossa pequenez, bem como nos lembrar de onde Ele nos tirou e a dignidade que nos concedeu: sermos chamados seus filhos. Diante de tanta graça recebida, sem que merecêssemos um só dos favores divinos, só nos resta dizer: “que fazer, ó Senhor, a não ser amar-te perdidamente! Entregarmo-nos a ti com toda a nossa fraqueza e, apesar dela, nos consumir de amor por ti e ser servos de teu Reino? Nosso coração só pode ter gratidão ao Senhor, gratidão eterna e unir todo o nosso ser para corresponder a este amor perfeito com que Ele nos ama” (RVSh, 212-213). Que o Senhor nos dê a graça de viver este nosso chamado em toda a sua plenitude!  Formação agosto 2011 2 DVDs contendo documentário sobre a Convenção Shalom 30 anos, e entrega oficial do Decreto de Aprovação Definitiva dos Estatutos da Comunidade Católica Shalom. Adquira o seu [AQUI]

A Obediência na Vocação Shalom

“Cada irmão da Comunidade de Vida consagrou-se livremente ao Senhor, com o intuito de buscar em tudo fazer a sua Vontade. O Senhor nos concede o grande dom da obediência como trilha para conhecermos melhor e nos unirmos perfeitamente à santa Vontade de Deus” (ECCSh, 129). “Cada irmão da Comunidade de Aliança consagra-se livremente ao Senhor com o intuito de fazer somente a vontade de Deus. De sua parte, o Senhor concede-lhe o dom da obediência, para que em tudo procure conhecer e fazer esta vontade que, para nós, se manifesta através da Palavra de Deus, da Igreja, dos Estatutos da Comunidade e das autoridades constituídas” (ECCSh, 228). Como aos outros conselhos evangélicos, somos chamados pelo Senhor a viver o dom da Obediência. Temos nela um seguro caminho de santidade, de escuta e cumprimento da Vontade de Deus, tanto para a Comunidade de Vida como para a Comunidade de Aliança. Na Vocação Shalom, vivemos esse dom e por ele nos deixamos santificar através do Magistério da Igreja, das Sagradas Escrituras, da nossa vida expressa nos nossos Estatutos e Regras, das nossas autoridades e da nossa própria vivência comunitária cotidiana. “Para nós, a Vontade de Deus se manifesta de maneira concreta através da sua Palavra, da Igreja, das Regras, dos Estatutos e das autoridades constituídas na Comunidade”. Deus se revela na sua Palavra e a Palavra de Deus deve ser para cada irmão a suprema regra a ser vivida. Abracemos e nos submetamos a esta Palavra que nos é transmitida e interpretada corretamente segundo o Magistério da Igreja. Por isso, toda a Comunidade ame e se submeta à Igreja, grande Sacramento de Cristo, manifestando esta submissão de uma maneira particular através do Amor e submissão filiais ao Santo Padre e aos senhores Bispos” (ECCSh, 130). A Palavra de Deus é presença ativa da voz do Senhor para a Comunidade; através dela conhecemos, vivemos e amamos o desígnio Divino para nós. A obediência, no amor e submissão ao Magistério da Igreja, é caminho de salvação para a humanidade e, como não poderia deixar de ser, também o é para nossa vocação. “A obediência deve ser vivida como uma grande fonte de bênçãos. Ela é o eficaz instrumento que o Senhor utiliza para purificar a nossa vontade, libertando-nos de nós mesmos e de possíveis enganos próprios para podermos fazer em tudo a Vontade de Deus e sermos livres para o nosso seguimento do Senhor Jesus” (ECCSh, 131). O mundo de hoje vive mergulhado em muitas mentalidades que não se originam nos ensinamentos de Cristo. Grande parte das pessoas busca uma “independência” de qualquer instrumento que não esteja de acordo com sua vontade imediata. Vivendo a obediência na nossa Comunidade, vemos a mão do Senhor que nos purifica, nos molda segundo a sua Vontade e nos mostra verdadeiramente quem somos nós e quem Deus é Ele. Se por meio da Pobreza nos despojamos das coisas e na Castidade nos despojamos dos relacionamentos desordenados com as pessoas, vivendo a Obediência encontramos a verdadeira “liberdade de nós mesmos”, tornamo-nos livres para a santidade que Deus preparou para cada um de nós. “A obediência também gera em nós um coração pequeno e humilde, indispensável para vivermos toda a perspectiva sobrenatural do Reino de Deus. Por isso, cada irmão deve cultivar uma obediência confiante e humilde para com as autoridades da Comunidade, sabendo que o exercício desta graça exige que vejamos em nossas autoridades a pessoa de Jesus Cristo, fonte e fim da nossa obediência” (ECCSh, 132). O próprio Jesus, estando entre nós, quis se submeter. O Filho de Deus submeteu-se, na sua Encarnação, ao tempo humano (“chronos”). Ele, o Eterno, o Senhor de todas as coisas, submeteu-se a uma mera condição humana diante da sua infinita perfeição de Deus; Ele é o nosso perfeitíssimo modelo de pronta e disposta obediência à Vontade do Pai. Ele, que renunciou a tudo, inclusive a si mesmo, mostra-nos a felicidade na sua morte e Ressurreição. É a este Cristo, pobre, casto e obediente, que somos chamados a ver e obedecer em nossas autoridades na vida comunitária. “Tenhamos sempre diante de nós que a obediência é um autêntico caminho de perfeição (Santa Teresa de Jesus) e por isso ela é geradora de santidade pessoal e comunitária. Abraçando-a de bom coração, chegamos à plenitude da pobreza e do abandono nas mãos do Senhor. Ela é, ainda, porta para humildade, desapego, simplicidade e alegria” (ECCSh, 134). Revista Shalom Maná / Nov 2007 Neste DVD você terá a oportunidade de conhecer um pouco mais do Carisma Shalom, um dom para a Igreja e para toda a humanidade. Uma palestra ministrada por Moysés Azevedo. Adquira o seu [AQUI]

A vivência da pobreza na Vocação Shalom

Bendito seja Deus pelos trinta e dois anos de fundação da Comunidade Católica Shalom! Durante esse tempo, somos testemunhas de quantas graças o Senhor vem derramando sobre sua Igreja, através desta “vocação de Paz”. Uma Obra sobrenatural, magnífica, “um caminho de felicidade” (RVSh, 193), um caminho de união, de amizade com o Autor do nosso chamado. Que o Criador de tudo receba a nossa gratidão por, desde toda a eternidade, ter gerado o nosso lugar, a nossa vocação, a nossa vida. Desfrutando desta preciosa data, aproveitemos para mergulhar em uma grande bênção que o Senhor nos convida a viver como batizados e, de maneira mais intensa, aos consagrados que se sentem chamados a vivê-la como vocação específica: o conselho evangélico da Pobreza. “Ser pobre é, em primeiro lugar, estar nas mãos de Deus” (RVSh, 238). A grande maioria das pessoas, quando verdadeiramente começam a descobrir o Senhor e, de diversas formas, experimentar o Amor de Deus (através de Seminários de Vida no Espírito Santo, orações, Celebrações Eucarísticas etc.) logo sentem a necessidade de se desprenderem daquilo que pode vir a dificultar o relacionamento mais íntimo com Ele. E mesmo aqueles que já possuem um longo tempo de caminhada, sentem o quanto é fundamental estar livres para fazer a vontade de Deus. A Pobreza nada mais é do que essa liberdade diante do materialismo pregado pelo mundo. Somos pobres na medida em que nos despojamos da falsa mentalidade de que “É preciso ter muitos bens”, quando partilhamos o que temos e somos, quando confiantemente cremos que Deus nos dará o essencial para nossa vida e felicidade. Na Comunidade Shalom o Senhor nos convida a, alegremente, vivermos este belo chamado de fé, tanto na Comunidade de Vida como na Comunidade de Aliança. “Os irmãos da Comunidade de Vida são chamados a viver a experiência de total abandono de suas vidas nas mãos de Deus” (ECCSh, 117). Na Comunidade de Vida os irmãos vivem diretamente a total “dependência” do querer divino. Em tudo! Desde o seu sustento básico, estes irmãos são mantidos pela Providência do Senhor, que se manifesta das mais diversas formas (doações, dízimo, comunhão de bens por parte da Obra etc.). “A economia do Reino de Deus é a Divina Providência. Assim, todos os irmãos da Comunidade de Vida nada possuam como propriedade pessoal” (ECCSh, 118). O caminho de pobreza destes irmãos é o de não possuir nada, sendo livres para partilharem suas vidas uns com os outros, com a Igreja, com o mundo. Desde a administração daquilo que Deus lhes confia pessoalmente (um número limite de roupas e utensílios em geral, que variam dependendo da região, cultura ou função desempenhada), como comunitariamente (residência da comunidade, alimentação, vestuário, centros de evangelização e outras necessidades da Obra). Devem buscar a sobriedade no vestir, no falar e em suas atitudes, agir com moderação e buscar, seja qual for o ambiente no qual Deus os chame ao anúncio do Evangelho (dos locais mais simples aos mais suntuosos), ser reflexo do Cristo Pobre, que despojou-se de tudo para perfeitamente servir. “Os irmãos da Comunidade de Aliança, mesmo não renunciando à posse dos bens materiais, são chamados por Deus a viverem o espírito evangélico da pobreza, expresso em: Buscai primeiro o Reino de Deus e tudo mais vos será dado por acréscimo (Lc 12,13)” (ECCSh, 217). A Comunidade de Aliança é chamada, num profundo espírito de humildade, a dispor daquilo que o próprio Deus lhe concedeu: profissão, tempo, bens etc. Vivendo num mundo extremamente consumista, estes irmãos são luz e testemunho da liberdade de quem necessita em primeiro lugar, abandonando a “idolatria do possuir”, ser livre para o serviço. “Os irmãos da Comunidade de Aliança tenham em mente que tudo o que possuem é dom de Deus”. Assim, tendo a consciência de que Deus é o verdadeiro dono de tudo, os membros da Comunidade de Aliança vivem o abandono, adminstrando os “dons” do Senhor; sejam eles ricos materialmente ou não. Com isso, juntamente aos outros Conselhos (Castidade e Obediência), Deus nos concede este seguro caminho de santidade, para que, livres de quaisquer empecilhos, sirvamos uns aos outros, partilhemos o que temos e somos, buscando nos assemelhar a Jesus Pobre e Despojado. Form nov 2008  

Como surgiu o Carnaval?

Na vida, as coisas parecem já existir desde sempre e para sempre, e se acaba por viver tudo o que acontece ou que aparece na moda, no “auge”. Porém, cada coisa tem seu princípio e seus momentos de transformação. É sempre bom que as perguntas surjam, como aquelas da criança que está descobrindo o mundo: Quem criou isso?, por que isso existe? E que tal, como se diz na era da informação, navegar um pouco e descobrir como surgiu o carnaval? História Sua origem vem de uma manifestação popular anterior à era cristã, tendo se iniciado na Itália com o nome de saturnálias, festa em homenagem a Saturno, divindade da mitologia greco-romana, Baco (deus do vinho) e Momo (deus da graciosidade). Esses dividiam as honras dos festejos, que aconteciam nos meses de novembro e dezembro. Em Roma, era marcada por uma aparente quebra de hierarquia da sociedade, já que escravos, filósofos e tribunos se misturavam em praça pública. Na época ocorriam verdadeiros bacanais. Com o advento do cristianismo, esses festejos foram remanejados para antes quaresma. Por que Carnaval? Uma das versões mais aceitas para a origem do termo carnaval está no Dicionário de Frei Domingos Vieira, que define a palavra carnaval como provinda do italiano carne e vale. No dialeto milanês tem carnelevale, do baixo latim, e Carnelevamen de carne e levamen ação de tirar, assim, tempo em que se tira o uso da carne, pois a festa do carnaval é exatamente um dia antes da quarta-feira de cinzas. A origem no Brasil Rio de janeiro No Rio de Janeiro colonial existia uma festa chamada congada do rosário, organizada pelos negros da Igreja Nossa Senhora do Rosário, para homenagear os príncipes do Congo que tornaram-se escravos, ocorria próximo ao Natal, sendo proibida no ano de 1820 pela polícia, pois o desfile acabava em sérios conflitos entre os negros e os capoeiras. Os negros, não se deixando abater, foram-se misturando nos ranchos de reis (festa religiosa em que se celebra a adoração dos reis magos a Jesus Menino), transplantados de Portugal. No final do século XIX, passaram do Natal para o carnaval. É o princípio do carnaval carioca. Aí, se desdobraram em ranchos tradicionais e escolas de samba, sobrevindo o rei e a rainha do Congo, sempre com seus trajes de antigas eras, o que se chama hoje de mestre-sala e porta-bandeira. Os embaixadores e os capoeiras e a música, formaram a bateria, que ainda consta do mesmo instrumental de percussão de origem Anglo-Congolesa. Na Bahia O primeiro carnaval de rua de Salvador aconteceu cinco anos antes da Proclamação da República. Era uma festa com grande influência européia, como quase tudo o que existia no Brasil naquela época, com muito luxo, requinte. O ano de 1884 é considerado o primeiro carnaval no estilo de hoje, inclusive com o forte apoio da publicidade utilizada pelos comerciantes da época. Entre 1895 e 1896 surgem os primeiros AFOXÉS, organizados por negros. Representavam casas de culto de herança africana e saíam às ruas cantando e recitando seqüências de músicas e letras. Em 1938 surgiu a idéia do trio elétrico, quando Dodô (rádio-técnico, músico e estudioso de eletrônica) e Osmar (inventor e músico), se conheceram tocando em programas de rádio, ao lado de Dorival Caymmi, entre outros nomes já famosos na época. Em 1939, em um Ford – o fobica – equipado com dois alto-falantes, eles se apresentaram nas ruas da cidade como a “dupla elétrica”. Em Recife Os festejos, sobretudo a festa de reis, eram organizados pelas chamadas Companhias de Carregadores de Açúcar e as Companhias de Carregadores de Mercadorias, isso no século XVII, que constava de cortejos com caixões e bandeiras. O frevo, que significa ferver, provém das antigas marchas, maxixes e dobrados; as bandas militares do século passado, bem como as quadrilhas de origem européia. Uma forte característica do carnaval pernambucano é o Maracatu, que surgiu por volta do século XVIII, dito Maracatus de Baque Virado ou Maracatus de Nação Africana. Entre os clubes que eram a expressão carnavalesca no período de 1904 a 1912, destacam-se os seguintes: Cavalheiros de Satanás, Caras Duras, Filhos da Candinha e U.P.M., o último como piada aos homens que não tinham mais virilidade. No mundo O atual carnaval é uma mescla entre o carnaval de Veneza e da cidade francesa de Nice, onde ocorrem desfiles de pessoas fantasiadas sobre carros enfeitados, exibindo-se para a platéia, enfeita-se a cidade toda por grandes painéis luminosos com temas carnavalescos; à beira do mar, ocorre o desfile mais importante e diferente: a Parada das Flores. Cerca de vinte carros alegóricos, repletos de flores frescas formando arranjos e mosaicos variados, passam pela avenida e são saudados pela platéia. Todas essas comemorações duram até o mardi gras – a “terça-feira gorda”. O nome francês da data serviu para batizar uma comemoração americana que só acontece nesse dia, na cidade de Nova Orleans. A festa começou no século XVIII, quando a cidade ainda estava sob o domínio da França. Mantendo muitas de suas características originais, como o desfile de mascarados em carros alegóricos. No entanto, à semelhança do que ocorreu no Rio de Janeiro, ela se contagiou com elementos da cultura negra, muito forte na região. Outra presença da festa são os krewe, blocos de mascarados que dançam a pé pelas ruas. Personagens do carnaval MÁSCARAS: O uso das máscaras vem desde o tempo em que se pensava que elas protegiam os foliões de maus espíritos ou transformavam as pessoas em personagens diferentes. Já em Veneza, na Itália, o uso de fantasias no Carnaval surgiu por causa de uma proibição. No século XIII era comum as pessoas andarem mascaradas o tempo todo, aproveitando para fazer o que quisessem, inclusive crimes, sem serem reconhecidas. Por isso, foi decretado que o uso de máscaras seria permitido apenas durante o Carnaval. Se alguém fosse pego fantasiado em qualquer outro dia, seria punido com prisão e chicotadas. MOMO: Segundo a Mitologia Greco-Romana, o Filho do Sono e da Noite, ocupava-se unicamente em examinar as ações dos deuses

Espírito do fundador

Para entendermos melhor como se forma a espiritualidade de um carisma, precisamos conhecer o que se chama de “espírito do fundador” e alguns aspectos essenciais utilizados por Deus ao longo do período de fundação (enquanto o fundador está em vida). São eles: o espírito do fundador, a inspiração fundante, a dimensão cristológica e evangélica, a dimensão eclesial e a dimensão de fecundidade. O “espírito do fundador” deve nortear, em conjunto com os outros aspectos, sua vivência e “jeito de ser e de viver o carisma dado pelo Espírito Santo”. Esta dimensão da sua vida permeia toda a sua existência,assim como o modo de conduzir a Obra. O Autor de todas as graças teceu o Moysés com um coração de criança, mas alma de gigante, “violento” em suas decisões. Jamais ouvimos com “meios termos”, “com sobes e desces” em suas decisões por Deus e pela salvação dos homens. Em todos esses anos aprendemos com ele que o amor vai alémdos sentimentos, do esquecimento de si, que não esbarra nas limitações efraquezas humanas. Em nome da evangelização nunca o vimos pensar pequeno, nuncao vimos medir esforços, não existem cálculos. Para Deus tudo! Para Jesus tudo!Milhares de vezes o vimos largar as amarras de sua vida sem conseguir ver o fimdas suas cordas pela evangelização, especialmente dos jovens. Para a evangelização não existe freio, não existem rédeas, ao contrário, sempre nos ensinou que devemos abrir as velas de nossa vida ao vento e permitir que o Espírito Santo nos conduza às águas profundas do mar. Todas essas características de sua vida têm sua fonte no Carisma que Deus havia colocado no profundo do seu ser.  Sabemos que é capaz de tudo ofertar porque sempre foi convicto do que anuncia. Sua firmeza é uma rocha que em vários momentos denossa vida podemos descansar. Seu amor pelo Evangelho é algo indescritível,faz-me lembrar aquela passagem do profeta Ezequiel: “Imprimirei minhas leis em teu coração”. O que o leva a tudo fazer para a vivência radical do  Evangelho.Nunca nos enganou que o caminho de Jesus era um caminho fácil, mas um caminho estreito. Em todos estes anos vimos também um homem que ora,mas não como todos. Único em seu relacionamento sempre intenso e apaixonado porDeus, submisso, mesmo nos momentos de contradições que a vida lheproporcionava. Como único é o amor de Deus por cada um de nós. Aberto, de forma abandonada, aos dons do Espírito Santo e à ação de Deus.  Todas essas características de sua personalidade são frutos da obra do Espírito Santo em sua vida, em seu ser. Era desta forma queDeus, através de sua vida, nos dava também a mesma graça. Difícil para opróprio entendimento de quem muito ama e se sente impotente diante de umautêntico e profundo amor: Às vezes ficoperguntando ao Senhor como irei passar este novo que Ele me deu para aquelesque o Senhor ajuntar. Como poderei transmitir tudo isto que o Senhor colocou em meu  coração? Não pode ser na lei, pois a lei mata… Tem que ser de dentro para fora, tem que ser no amor, tem que transbordar (Escrito Obra Nova, 4 e 5).  Foi desta experiência que nasceu a Comunidade Católica Shalom, nasceu o Carisma Shalom. Um carisma autêntico realiza a suaobra no próprio ser de quem é chamadoa vivê-lo. Portanto, é uma forma de viver, de ser, enfim, é a própria identidade da  pessoa. E esta forma de viver, por sua vez, deve estar fundamentada no Evangelho do Senhor e impregnada pela novidade do Espírito Santo que nos é dado (Escrito No Coração da Obra em unidade com o Carisma, 5). Interessante perceber que, paralelamente a essa ação do Espírito Santo na vida do Moysés, Deus também realizava uma obra  no coração de nossa co-fundadora, Emmir Nogueira. Também o Carisma já a adornava com suasgraças específicas. Podemos testemunhar a vivência de aspectos muito específicos do carisma Shalom, como a sua submissão à Igreja, sua  grande capacidade de trabalho pelo Reino de Deus. Mulher apaixonada por Cristo e pelahumanidade. Formava-nos a ser, com seus ensinamentos, mas principalmente com a sua vida, com o seu testemunho, como dizem nossos Escritos: soldados que conquistam os espaços perdidos para o pecado; como invasores dos meios seculares para transformá-los em meios de evangelização e assim conquistar novos espaços da sociedade para Jesus Cristo.   Nos primeiros anos da fundação da Comunidade, não se tinha noção clara do que Deus fazia e faria em nosso meio. O que   mais se desejava era viver o Evangelho em sua radicalidade, ter uma vida de oração profunda no exercício dos carismas do Espírito Santo e evangelizar, estar a serviço do povo de Deus. As incompreensões exteriores eram muitas, mas todos eram muito unidos e convictos da vontade de Deus.  O que mais impulsionava os nossos corações era dar testemunho do que Deus realizava em nossa vida familiar, profissional, econômica, afetiva e eclesial, dentro de uma nova perspectiva de vocação leiga,aí chamada a testemunhar não individualmente, como acontece na maioria das vezes, mas comunitariamente, conduzindo os serviços seculares utilizados na Obra como meios para evangelização e segundo a mentalidade evangélica, quer dizer, vivendo uma renovação do apostolado da Igreja. Além disso, nos abríamos inteiramente a uma formação cristã no Espírito Santo, dedicando-nos à formação pessoal de filhos de Deus e à formação de comunidades cristãs, à formação e aprofundamento de lideranças, transbordando, das formas que o Senhor nos conduzia, tudo o que Ele tinha nos ensinado. Germana Perdigão –  

Celibato: “Achei que tinha enlouquecido”

Sou a filha mais velha de uma família de quatro irmãos. Meus pais têm os sacramentos de iniciação cristã, mas são casados somente no “civil” e nunca foram de frequentar a Igreja. Assim fui criada, em um ambiente de extrema “liberdade” de religião e de expressão. A pedagogia era: você cresce e escolhe qual sua religião, se quer ser batizada e tal. Por outro lado, minha avó materna era muito católica e sempre que nossa família ia a sua casa, nas férias, eu a ouvia contar histórias bíblicas e sempre repetir que tinha o sonho de ter se consagrado a Deus ou que um de seus 12 filhos assim o fosse, o que não aconteceu, pois sou a primeira consagrada da minha família. Quando eu tinha seis anos, de tanto ver minha avó servir e amar a Igreja, pedi pra ser batizada e a escolhi como minha madrinha. Na época, em sua cidade, não havia sacerdote e ela foi, então, procurar as freiras para relatar meu desejo. Como eu já era “grandinha” e muito precoce, as freiras disseram que eu precisava de uma preparação e, assim, passei alguns dias das férias indo fazer formação. Dessa forma, aprendi a rezar. Elas me deram um pequeno catecismo e uma bíblia da “criança” e me ensinaram a dar os primeiros passos na fé. Depois desse período, fui batizada por uma delas, pois, como já citei, não havia sacerdote na cidade. Depois do meu batismo, vivia assim: nas férias, ia para a Igreja, mas passava o resto do ano sem ir. As mesmas freiras juntavam o jornalzinho do domingo, da celebração das crianças, e me davam de presente quando eu ia de férias. Quando cresci, fui novamente me desligando da Igreja. Quando eu tinha uns 12 anos, um grupo de coreanos visitou a minha cidade e realizou uma semana missionária, eles não eram católicos, mas me fizeram desejar ser uma pessoa de Deus. Ao término desta semana, fui à Igreja Católica e procurei me engajar em algo. Indicaram-me um grupo de acólitos e lembro que servir na Missa me fazia encantar-me pelo Sagrado. Nesta época, eu era a única pessoa do grupo que não tinha feito a Primeira Comunhão. Então, o padre, que gostava muito de mim, ofereceu-se para me formar e realizar a celebração de Primeira Comunhão só para mim. Assim aconteceu. Fui diversas tardes para a casa paroquial receber formação com ele e, no fim de um certo período, recebi o Sacramento. Quis relatar essa parte inicial porque entendo que Deus trilhou comigo um caminho de discipulado, e me fez, de alguma forma, ser atraída e formada de perto por pessoas consagradas. Depois deste tempo, afastei-me de tudo, mas ainda frequentava a Missa aos domingos. Fiz Crisma, mas tinha uma grande dificuldade de crer na Eucaristia e fugia sempre de adorações, por achar que adorar algo em que eu não acreditava era hipocrisia. Passei a ser uma pessoa muito centralizada em mim. Minha vida era estudar, estudar, estudar, trabalhar e curtir. Passei a assumir muitas responsabilidades na minha família, tive todos os tipos de amizade e cada vez mais me apegava à razão, deixando a fé em segundo plano. Nesse contexto, onde Deus não tinha mais lugar na minha vida, na Universidade, onde eu fazia três cursos e era envolvida em diversos projetos e trabalhos, fui evangelizada por uma jovem da Renovação Carismática Católica e participei do Seminário de Vida no Espírito Santo (SVES) na Comunidade Shalom. No SVES, tive uma forte experiência, uma experiência eucarística. De repente, Àquilo no qual eu nem acreditava dava sentido à minha vida. Saí de lá como Paulo, querendo evangelizar o mundo. Apaixonei-me pela Comunidade e naquele mesmo dia ofertei, mesmo sem entender, a minha vida. Como fiquei muito próxima aos missionários da Comunidade de Vida, pensei naquele momento que era este o meu chamado. Depois desses dias, me engajei e em pouquíssimo tempo estava no Vocacional e, de repente, na Comunidade. Meu discernimento vocacional foi muito intenso, pois a providência de Deus em tudo manifestava meu chamado à Comunidade de Aliança. No meu coração, o desejo de dar toda a minha vida era tão forte que, mesmo tendo ingressado na Comunidade de Aliança, até o meu Discipulado achava que deveria ter mandado carta para a Comunidade de Vida. Porque, na minha racionalidade, “era impossível ofertar tudo a Deus, estando em tudo que eu poderia ter ofertado”. Como dizem na Matemática, isso era para mim um paradoxo. Ainda no meu Postulantado, namorei um rapaz da Obra, um cara muito legal. Ao contrário dos namoros anteriores, vivíamos a castidade e rezávamos, mas algo ainda era uma lacuna. Ouvir que no matrimônio cada um é mediação do amor de Deus para o outro, causava-me um incômodo enorme. Não conseguia associar isso ao Celibato, pois achava que Celibato era só para os “puros”, ou pelo menos, para aqueles que nunca haviam tidos marcas na sua afetividade. Terminei o namoro para rediscernir meu chamado na Vocação Shalom, para saber se eu era Comunidade de Aliança ou Comunidade de Vida. Alguns meses depois, na procissão de Corpus Christi, ao olhar para Jesus que passava no meio da rua, senti um forte chamado ao Celibato. Achei que tinha enlouquecido. Na mesma semana, uma irmã me entregou um presente que havia comprado no Fórum Carismático de 2008, o livro “Belo é o Amor Humano”. Quando abri o livro, deparei-me com a parte que motiva os irmãos da Comunidade de Aliança a trilharem um caminho de cura a partir do celibato formativo. Tive vergonha de falar com minha formadora e, em um primeiro momento, levei o livro ao meu confessor que me apoiou a viver “esta aventura”. Nessa época, mudei para Natal, para fazer meu mestrado e o celibato formativo muito me ajudou a viver o novo que Deus me chamava, em especial, no meio dos jovens. Já nesse tempo, colhi muitos frutos da oferta silenciosa que vivia. Quando acabou o tempo do celibato formativo, senti-me perdida, nem parecia eu, mas me abri

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