Encontro Internacional de Jovens Shalom 2016 – Cracóvia

Construção da Igreja do Ressuscitado – Parte interna

Construção da Igreja do Ressuscitado que passou pela Cruz

Vida espiritual não é brincadeira

Encarar com seriedade a vida espiritual. Este é o eixo central do curso de espiritualidade que acontece nas tardes do Renascer, retiro de carnaval da Comunidade Católica Shalom. No primeiro dia a palestrante foi Luciane Moreschi, consagrada na Comunidade de Aliança, casada e mãe de três filhos Apoiada no livro “Leve a sério a sua vida espiritual”, Luciana apresentou os ensinamentos de oração provenientes de Santa Teresa de Jesus, frisou a relação da santa com a vocação Shalom e, com a ajuda de uma homilia do Papa Francisco, incentivou a rezarmos por um amigo. No segundo dia Elisangela Roque, também consagrada na Comunidade de Aliança, 44 anos, casada, mãe de nove filhos continuou nos ensinamentos de Santa Teresa enfocando o que foi a oração na vida da santa. Ela aprofundou as diferentes fases de oração que Santa Teresa viveu e depois ensinou para suas filhas espirituais. Por fim, todos fizeram uma experiência de como rezar com o método da Lectio Divina.   Por Débora Cunha Sampaio    

Vocação Shalom: O que Deus quer para a sua vida?

O que Deus quer para a sua vida? O Vocacional Aberto da Comunidade Católica Shalom é um lugar propício para descobrir a vontade d’Ele. Lá é apresentado o carisma da vocação e o próprio caminho vocacional que os participantes vão trilhar durante um ano inteiro. Depois de participar do encontro, o vocacionado será encaminhado para o Plantão Vocacional, no qual será discernida a vontade de Deus com a ajuda de um missionário da Comunidade. A partir daí o vocacionado passa a participar mensalmente dos encontros vocacionais, buscando ter uma vida de intimidade com Deus. Para quem é chamado a corresponder à vocação Shalom de uma forma mais radical existem dois tipos de consagração: a Comunidade de Aliança, em que se é chamado a seguir Jesus Cristo através da vivência familiar e atividades profissionais, e a Comunidade de Vida, em que é feita a oferta de vida e se é chamado a viver para o Carisma. Emanuela Nava Lima Freitas, de 35 anos, é consagrada da Comunidade de Vida e diz que “a vontade de Deus é a nossa felicidade“. Ela morava em São Luís (Maranhão), está na missão de Brasília há 9 anos e testemunha: “Hoje eu me sinto plena. Encontrei meu lugar e não o troco por nada!”. Há também os estados de vida dentro da Comunidade. Neles, Deus oferece a cada pessoa a melhor forma de amar e servir. Essas formas de vida têm como modelo as três pessoas da Santíssima Trindade. São elas: – Matrimônio: tendo o Pai como modelo, a família é chamada a preparar o mundo para a volta de Jesus Cristo. – Sacerdócio: representando o Filho, tem o papel de trazer Cristo aos homens, estando a serviço da Igreja e dos irmãos. – Celibato: refletindo o Espírito Santo, atua por meio da fecundidade. Os celibatários são chamados a se doar, amando não somente a um, mas a todos os irmãos. Todos os estados de vida e consagração são chamados a viver no carisma o amor esponsal de Jesus Cristo pela Igreja, tendo como alicerce os ensinamentos de Santa Teresa d’Ávila e São Francisco de Assis. A partir do amor esponsal, a Comunidade leva o Shalom para o mundo. Por Mayara Oliveira e Natália Oliveira

Ministério de teatro abre inscrições para as audições do espetáculo Canto da Írias

  Quero saber mais sobre o Projeto Artes em Brasília   Estão abertas as inscrições para as audições do espetáculo Canto das Írias, realizado pelo ministério de teatro da Comunidade Católica Shalom Brasília. Os interessados devem preencher o formulário on-line até o dia 25-fev-2015. Os testes ocorrem em março, nos próximos dias 1 e 2  às 19h. Segundo a coordenadora do ministério, Hilda de Sousa, os novos atores terão a oportunidade de participar permanentemente do grupo. Além da análise do formulário e das audições, o ministério também fará entrevista pessoal com todos os selecionados. O enredo do espetáculo relata a história do distanciamento e reencontro do homem com Deus. A peça teatral foi apresentada durante a última edição da Jornada Mundial da Juventude, em julho de 2013, no Rio de Janeiro. Perfil                                      Os candidatos não precisam ser católicos, mas tem que estar dispostos a servir e com o coração aberto as particularidades do carisma. “O ideal é que seja uma pessoa com disposição de tempo e que queria evangelizar por meio das artes. Com um coração pronto para ser formado para Deus. Muitas vezes queremos fazer parte de algo, mas temos agendas lotadas”, explica.   Quero saber mais sobre o Projeto Artes em Brasília   Saiba mais sobre o Espetáculo: O Canto das Írias

Haverá mais alegria nos céus por um pecador que se arrepende do que 99 justos

Como é difícil acordar cedo. Sair da cama que está especialmente preparada para nós, quentinha e aconchegante. Tomar a decisão de sair dela, tomar um banho, se vestir para um lugar que provavelmente é longe de casa. E assim são as pessoas que estão aqui. Pessoas que decidiram sair de si, do seu mundo e até mesmo sacrificar suas vontades para estar nesse grande encontro que é o Renascer. E, em busca de um novo, de uma vida nova, de um novo folego. Nessa manhã de domingo (7), ao chegar aqui no Renascer, cada um se deparou com um grande momento de animação. Logo neste primeiro encontro, Deus veio nos saudar de braços abertos e aquecer os nossos corações ao ponto de incendiar nossas almas com o Seu imenso Amor e Misericórdia. Inflamar os corações sedentos de algo novo em suas vidas, angustiados, agitados pela as tribulações, sem paz para o encontro e abraço com o Pai. E como não sentir o carinho e a misericórdia de Deus com a galera da Trupe do Renascer? Eles encenaram de maneira divertida a parábola da Ovelha Perdida e do Filho Pródigo. O jeito alegre e jovem de Deus, por meio deles, nos fez lembrar de que O temos, e, que Ele estará a nossa espera mesmo nos momentos mais difíceis, de dor, raiva e rejeição. Ele busca e deseja nos resgatar e amar, independente de onde tivermos ou do jeito que estamos ou o que fizemos. O Senhor, nesta manhã, veio nos convidar “A contemplar o rosto da misericórdia”, tema da primeira pregação do Renascer, dirigida pelo pregador Douglimar Estevam, consagrado da Comunidade Vida do Shalom e seminarista. Por meio dele o Senhor revelou Sua Misericórdia. Misericórdia é sinônimo de fonte de alegria, serenidade e paz. Misericórdia também é o encontro de Deus com o miserável. A Misericórdia revela o mistério da Santíssima Trindade e sua relação de amor. “Caminho que une Deus aos homens porque abre a esperança do amor de Deus apesar das limitações”, palavras do seminarista Douglimar. Mas para quem é a Misericórdia? Para, nós, os pequeninos que reconhecemos que somos fracos e pecadores que, por muitas vezes, não conseguimos e não temos a força necessária para corresponder ao amor de Deus. Apesar de nossas fraquezas, Deus, no Seu infinito Amor, quer revelar a todos o rosto da Misericórdia, que é o seu Filho Amado, Jesus. Misericórdia, revelada para Zaqueu, o cego Bartimeu e a mulher adúltera. Pessoas que não foram julgadas pelos seus atos, mas amadas e perdoadas dos seus erros pela Misericórdia do Pai que transborda na humanidade de Jesus. Por meio da experiência do novo, como eles tiveram e nós podemos ter, Ele quer nos dá a plenitude nas nossas vidas. O espetáculo O Canto das Irias, realizado após a pregação, é uma peça teatral da Comunidade Católica Shalom, em que é retratada a relação entre a vontade de Deus em nossas vidas e a vontade e anseios dos homens. Por meio do lúdico, narra como o homem caiu no pecado e as consequências dessa escolha. Em contrapartida, mostra os planos de Deus para conosco por meio da verdade e liberdade com o objetivo de felicidade plena em Deus para todos. Apesar de nossos erros, tropeços e de nossas fraquezas, Deus, por meio de Seu Filho Amado ensina o caminho de verdade e salvação. Mais um grande exemplo da Misericórdia, Amor e Bondade de Deus. Para que essa Misericórdia invada nossos corações e o nosso ser, basta que nos deixemos ser conduzidos por Deus, que não se cansa de nos perdoar e amar. Por Raíra Oliveira

Árvore da cruz e da felicidade

Não me recordo de ter ouvido o Moysés pregar sobre cruz como sinônimo de sofrimento estéril. Para ele, na vida, nos ensinos, pregações e escritos, cruz é sempre sinônimo de amor e felicidade. Amor do Pai, que entregou seu Filho. Amor do Filho que se entregou e entregou o Espírito. Amor das almas esposas que, na vocação, se entregam com e no Esposo pela Igreja e pela humanidade. Amor eucarístico de entrega diária e ilimitada de amor ao irmão. Amor missionário de entrega diária e definitiva de amor aos que não conhecem a Deus ou estão afastados Dele e que são, portanto, vítimas da pior das pobrezas. Quando, no Obra Nova, descreve o caminho “de e para a felicidade” diz que ele “é como o caminho de Jesus: exige coragem, sacrifício, renúncia”, é “caminho de cruz”, de felicidade, de barreiras, de dificuldades, sofrimento feliz e fecundo. Desta Cruz, que transforma em Árvore, colhe-se o fruto diário da Ressurreição. Assim, com “R” maiúsculo, para indicar que é nossa ressurreição na Ressurreição de Cristo, a ressurreição prometida como fruto da Eucaristia (10), como me explicou na época, ao ser perguntado do porquê da letra maiúscula. O “sofrimento” que experimentamos como resultado de nossas renúncias por amor, explica o Moysés, não vem da cruz, nem da renúncia em si, mas de nossa carne “que range porque não quer ser contrariada”(11). A alegria que experimentamos como resultado dessas mesmas renúncias de amor é a alegria da Ressurreição, fruto da Cruz. É fruto da luta de amor dos violentos de que nos vai falar no parágrafo 3. A Cruz é, desta forma, não um sinal, mas um local. Um campo de batalha onde se trava o combate pelo amor e contra o pecado, confiantes na sua força sobrenatural, advinda do Esposo Guerreiro que neste mesmo local travou sua luta contra o pecado e o venceu pela entrega de amor. Esta Cruz, e a dinâmica de vida que ela esconde, é a única felicidade verdadeira: a da morte por amor. É este o grande escândalo que o mundo precisa contemplar nas nossas vidas. É esta a única violência que liberta, a única morte que é dinâmica de vida. É este o nosso caminho! Cruz Árvore Raniero Cantalamessa, ecoando os Padres da Igreja, percorre em sua meditação o uso bíblico do arquétipo da árvore, que atravessa toda a história da salvação. No Antigo Testamento, está presente como figura no Jardim do Éden como árvore da vida e árvore do conhecimento do bem e do mal, “diante da qual se consuma a rebelião; no Deuteronômio, onde significa maldição (12); na madeira da Arca de Noé; no bastão com o qual Moisés golpeou as águas do Mar Vermelho e no arbusto com que transformou em água potável as salobras águas de Mara”(13). Há ainda as árvores de Ezequiel, a dar frutos e folhas medicinais durante todo o ano às margens do rio que jorra do Templo; as figueiras dos Evangelhos; as árvores da Nova Jerusalém, todas figuras da Cruz e de nossa reação a seu convite ao amor. Cantalamessa refere-se à Cruz de Jesus, agora não mais figura, mas acontecimento, e à Cruz da Eucaristia e da Liturgia como sacramento e mistério (14). Este extraordinário pregador, tão próximo à nossa comunidade e a quem tanto devemos, continua a nos ensinar sobre a Cruz como árvore e aproxima-se bastante de nossa vocação ao contemplá-la à luz da ressurreição. “Que representa a árvore da cruz na vida de Jesus, ou seja, não mais em figura, mas como uma realidade histórica? Representa o instrumento de sua condenação, de sua total destruição como homem, o ponto mais baixo de sua kénosis. (…) E o que representa a cruz à luz da ressurreição? (…) É o lugar (…) onde o novo Adão disse sim a Deus por todos e para sempre. Onde o novo Moisés, com o madeiro, abriu o novo Mar Vermelho e, com sua obediência, transformou as águas amargas da rebelião nas águas doces da graça e do batismo. Onde “Cristo nos resgatou da maldição da lei fazendo-se por nós maldito” (Gl 3,13). A cruz é força de Deus e sabedoria de Deus (I Cor 1,24) É a nova árvore da vida plantada no meio da praça da cidade (cf. Ap 22,2). (…)  [Na cruz] Deus venceu definitivamente o mal, sem destruir com ele a liberdade que o produziu. (…) Na cruz, Jesus “queria fazer em si mesmo dos dois povos uma única humanidade, nova pelo restabelecimento da paz (…) aniquilando na cruz a inimizade” (cf. Ef 2,15s). Cristo, na cruz, aniquilou a inimizade, não o inimigo (15)” Em nosso Escrito, esta Árvore, que nasce como caminho às margens dos arroios e das águas do deserto, dá um fruto com múltiplos significados: a Ressurreição. Como as árvores de Ezequiel e do Apocalipse, esse fruto é perene e pode ser colhido a cada dia, a cada vez que lutamos a luta pelo amor, pela caridade, no campo de guerra contra nós próprios que é a cruz e vencemos com a força do Ressuscitado que pela Cruz passou. Como no episódio de Mara, torna, com seu amor, doce e frutífera a de outra forma amarga e desafiante vida comunitária e demais relacionamentos humanos. Como a Nova Árvore do Bem e do Mal, dá-nos a possibilidade de um desfecho oposto ao “não a Deus e sim ao pecado” dos nossos primeiros pais ecoado pelos quatro cantos do mundo de hoje. Por sua força e em união com o Ressuscitado que por ela passou, podemos, no uso de nossa liberdade e inflamados de amor por Ele, dizer “sim a Deus e não ao pecado”. Como a árvore do sacramento e mistério eucarístico, une-nos ao Ressuscitado e nos dá, Nele, a vitória sobre o pecado, o velho que nos habita, alimentando-nos pela Ressurreição de cada dia, para o restante do nosso caminho(16). O Obra Nova traz a árvore da cruz para dentro das casas comunitárias, das famílias, das células comunitárias, do trabalho, do relacionamento, do comportamento

Uma playlist para animar o seu Natal

O Comshalom.org preparou uma seleção de músicas para você ouvir neste Natal. Confira: 1. Jesus Menino: A canção Jesus Menino, que pertence ao álbum Príncipe da Paz, gravado pela Comunidade Shalom, teve sua versão feita por Higor Fernandes e Pedro Veiga. 2.  Vem Jesus: Leozany Oliveira, missionária da Comunidade de Vida Shalom e ex-vocalista da banda Missionário Shalom, compôs esta canção de louvor e adoração. https://www.youtube.com/watch?v=PPYG-b2nSXY   3.  O verdadeiro Deus na carne: A próxima canção pertence ao musical Filho de Deus Menino Meu, um espetáculo inspirado no livro homônimo de Emmir Nogueira, coofundadora da Comunidade Shalom. Interpretação: Higor Fernandes e Tayanne Santiago https://www.youtube.com/watch?v=dHhEC7yEtvo   4. Novo amanhecer A canção composta por Amanda Pinheiro e Tiago Lourenço teve sua performance feita pela missionária da Comunidade Aliança Shalom, Ana Gabriela.   5.  Salmo 95: O Salmo 95 é cantado na vigília de Natal. Em 2009, o missionário Fábio Lima, gravou sua versão para o Comshalom. Vale a pena relembrar. https://www.youtube.com/watch?v=2LLisRL4LWA   6.  É Natal: Por fim, o produtor Pedro Veiga, gravou a canção “É Natal”, também presente no CD Príncipe da Paz. As Vozes são de Fael Magalhães, Cleyde Jane, Adiel Ferr, Janeh Magalhães   Mayara Raulino

Jovens Shalom de Recife celebram o dia de Santa Teresinha do Menino Jesus

Na noite desta quinta-feira 1 de outubro, dia em que se celebra a memória de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, a juventude da Missão Recife se reuniu para um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento meditando a vida e os ensinamentos da Santa Carmelita. Ela, que é intercessora dos jovens Shalom, viveu numa intensa busca de se fazer pequena pelo Reino dos Céus, oferecendo pequenos sacrifícios, se doando e rezando pelos sacerdotes e todos os homens. Durante a celebração, ao cantar a oração de Santa Teresinha, Viver de amor, eles confirmavam, diante de Jesus, que amá-lo é de fato uma perda fecunda. Em um dos momentos mais significativos da noite, num gesto de viver a espiritualidade de doar-se sem medidas, os jovens refletiram e escreveram num papel tudo aquilo que os impede de ofertar a vida aos homens, como fazia santa Teresinha. Em seguida, levaram os papéis para serem queimados no fogo. Ao final, na partilha entre os participantes, ficou muito forte a alegria e a certeza de que, como a santa intercessora dos jovens Shalom, ao sair deste mundo cantaremos: eu morro de amor. A celebração faz parte do Semana de Santa Teresinha, orientada pelo Projeto Juventude para Jesus (PJJ), onde todas as missões realizaram e ainda vão realizar atividades comemorativas. Aqui, na missão Recife, ainda haverá uma assembleia jovem amanhã, a partir das 15h, no centro de evangelização Shalom.  

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