“Seja feliz, assim como eu o sou!” – Chiara Luce, um testemunho de vida que vale a pena conhecer

Hoje, 29 de outubro, a Igreja celebra a memória da beata Chiara Badano, ou Chiara “Luce”, como ficou conhecida por conta de seu sacrifício ofertado a Deus. Confira a seguir testemunho de Letícia Frota sobre a intercessão de Chiara e saiba mais sobre a vida da beata aqui. Amor incondicional a Cristo… alegria plena que brota da cruz e da ressurreição; na dor e no amor… Foram essas umas algumas das características de Chiara Luce que me chamaram atenção, ao conhecer sua vida. Antes de ler algo sobre ela, providencialmente, tive uma forte experiência com essa jovem beata que, em tudo, desejou fazer a vontade de Deus e soube corresponder ao Seu amor intensamente, mesmo sendo tão jovem e em um curto tempo de vida. Partilho com vocês como se deu minha experiência: Era uma segunda-feira, após um dia de trabalho e compromissos. Ao chegar em casa, fui fazer minha oração de antes de dormir e, enquanto rezava, foi sendo gerado em meu coração um grande desejo de pesquisar e ler algo sobre a vida de Chiara Luce, mesmo sem que ninguém tivesse me falado algo sobre ela antes e sem conhecer seu testemunho de vida. Assim que concluí minha oração, uma amiga me ligou dizendo que havia sonhado com Santa Teresinha do Menino Jesus e que tinha se lembrado de mim, pelo fato de ser uma santa de minha devoção, com a qual tenho fortes experiências através de sua presença em minha vida, de maneira constante. Com isso, acabei não fazendo a pesquisa sobre a vida de Chiara Luce e fui dormir pedindo a Jesus que me desse a graça de sonhar com Santa Teresinha do Menino Jesus, mesmo sendo indigna disso. Fui surpreendida ao acordar, quando percebi que meu pedido havia sido atendido, não da maneira que eu quis e pedi, mas hoje acredito que foi da maneira que o próprio Deus desejou, quando me deu a graça de sonhar com Chiara Luce. E não era um sonho qualquer… Sonhei com Chiara que apresentava-me toda a sua vida, me levando à lugares por onde ela passou, me apresentando sua casa, seus familiares, sempre sorridente, sempre feliz, demonstrando a alegria de viver, a alegria de fazer tudo por amor a Jesus. Seis dias depois, enquanto participava de um Congresso de Jovens da Comunidade Shalom, recebi uma foto de Chiara Luce com uma pétala de rosa vinda da casa da beata. Para mim, ficava bem clara a providência de Deus, a presença e a intercessão de Chiara Luce nesse tempo em que levava comigo muitos questionamentos acerca da minha vocação, e egoisticamente, pensava em tomar decisões pautadas na minha vontade, no meu comodismo e no medo de abandonar-me e confiar-me inteiramente a Deus e à Sua santa vontade. Acordei com o coração inflamado, com um profundo desejo de santidade, com um profundo desejo de viver aquilo para o qual Deus me criou, com um profundo desejo de, livremente, com alegria, ofertar a minha vida, a minha juventude, por amor. Posso afirmar que foi iniciado um novo tempo em minha vida a partir daquele momento… Um novo coração, um novo amor, um novo fervor… Logo, no mesmo dia, lembrei-me do livro “25 minutos – A vida de Chiara Luce Badano”, que recebi por ocasião da JMJ Rio 2013, mas que ainda não havia lido, e comecei a ler. Ainda no início da leitura, fui surpreendida ao perceber que tudo que lia naquelas páginas, era o mesmo que havia sonhado um dia anterior. Quis Deus que, através do testemunho da jovem Chiara, meu coração fosse reinflamado de amor, as minhas forças fossem revigoradas, o meu desejo de ofertar a minha vida fosse renovado. Com o coração a pulsar fortemente, esquecendo os meus planos e desejos pessoais para abraçar os planos e desejos do Pai, minha oração, assim como a de Chiara, a partir de então, se resumia em: “Jesus, se Tu queres, eu também quero!” A jovem beata Chiara Luce Badano veio ao mundo para mostrar a todos e, principalmente a nós, jovens, que a santidade é necessária também hoje, e que é algo possível, realizável, atingível. As suas últimas palavras revelam a alegria que brota de um coração que acredita no amor: “Seja feliz, assim como eu o sou!”. “Os jovens tem uma única vida e vale a pena usá-la bem!” Hoje celebramos o nascimento de Chiara Luce. Que tal pedirmos a sua intercessão para que possamos usar bem, esse grade dom que Deus nos dá, que é a própria vida? Que, pela intercessão da beata Chiara Luce, nós possamos caminhar alegremente, ofertando as nossas vidas por Jesus, com Jesus, livremente e por amor. Beata Chiara Luce Badano, intercedei por nós! Letícia Frota Missionária da Comunidade de Aliança Shalom

“A mão de Deus em nossas vidas”

Como o paralítico de Lucas 5, 17-26, colocado diante de Jesus pela força e determinação dos amigos que abriram um buraco no teto entre as telhas, assim foi com o casal Halyson e Elcineide (Neide) de Almeida. Somente no terceiro convite de um amigo aceitaram fazer em 2008 o Seminário de Vida no Espírito no Projeto Família da Comunidade Shalom em Fortaleza. “Ou vão ou vão” dizia o amigo do casal, que resolveu, além do convite, patrocinar o encontro. E assim foram introduzidos na presença de Deus. Caminharam no Grupo de Oração Cristo Rei onde Neide perseverava, porém o esposo faltava devido ao trabalho em Sobral. Foi então que em uma pregação do nosso Fundador Moysés Azevedo em 2010 no Congresso das Famílias, ela teve sua experiência pessoal com amor de Deus, e ali descobriu que precisava de uma mudança radical. “Fui percebendo a mão de Deus em nossas vidas”, conta a esposa, lembrando que o primeiro sinal foi a presença do marido na família, pois ele deixara o emprego distante. Tempos depois, já próximo ao Retiro de mudança de fase do grupo de oração, mais uma vez um amigo intercessor patrocinou o evento, e deu carona de ida e volta. E finalmente chegou a hora de Halyson ser verdadeiramente tocado, “a primeira coisa que fiz foi pedi-la em casamento na frente de todos no retiro”. Casaram-se no civil e após seis meses uniram-se para sempre diante de Deus. Com quatro filhos Taynara (18 anos), Eduarda (15), João Gabriel (7) e Halyson Filho (5), o casal pela quantidade de filhos brinca: “já éramos Shalom e não sabíamos”. Hoje são Postulantes (P1) da Comunidade de Aliança, e a cada dia descobrem as maravilhas da Vocação no apostolado de Servos de Seminário onde podem agora abrir brechas para outros irmãos “paralíticos” serem apresentados a Cristo, assim como eles foram um dia. Leia mais: Projeto Família Shalom: fonte de casais consagrados Hoje Deus é o centro de nossas decisões – Testemunho de Robevânia e Adney Ângela Barroso

“Hoje Deus é o Centro de nossas decisões”

Convidados por um primo, o casal Adney e Robevania Moura fizeram o Seminário de Vida no Espírito Santo em Junho de 2007 no Projeto Família da Comunidade Shalom em Fortaleza. Durante o encontro sentiram uma experiência muito forte com o amor de Deus. Na hora da oração de cura, juntos como “uma só carne”, pediram um milagre: a cura do filho mais novo. Um nódulo no pescoço da criança precisava ser operado e o médico não garantia se era benigno. “Na hora da efusão do Espírito Santo foi proclamada a cura de nosso filho”, conta Robevania emocionada “e a promessa se cumpriu, era benigno” complementa. Logo depois entraram no grupo de Oração João Paulo II. Pais presentes na vida de seus três filhos Adney (12 anos), Yana (10 anos) e do caçula Andrey (7 anos), afirmam que muita coisa mudou na vida de casal e familiar após o Seminário. “Antigamente nossas decisões eram tomadas na carne, hoje Deus é o centro de nossas decisões”, diz Adney. Os filhos também são testemunhas e participam desta caminhada de Robevania e Adney quando oram juntos e vão às missas dominicais. “Deus nos dá  a luz para sermos bons pais, bons amigos e bons pastores”. Hoje a caminhada do casal continua. Núcleos do Grupo de Oração Siloé do Projeto Família e com muita alegria e fidelidade são também Postulantes (P1) da Comunidade de Aliança. Mesmo com os desafios em casa e no trabalho eles sabem que “ Deus está entre nós”. Ângela Barroso

“Ouve, ó filha, vê e inclina teu ouvido: que o Rei se apaixone por tua beleza”

Sou Michele Magalhães, tenho 25 anos, sou missionária da Comunidade de Vida Shalom e celibatária pelo Reino dos Céus. Moro atualmente na cidade do Rio de Janeiro. Por graça e misericórdia de Deus, nasci em uma família bem estruturada, católica (minha mãe inclusive é consagrada da Comunidade), que prezava pelos “costumes do bom cristão”: missa dominical, terço diário, ajuda aos pobres. Tenho três irmãos, um deles já no Céu, e eu sou a única mulher, a terceira dos quatro filhos. Conheci a Comunidade Shalom quando eu tinha sete anos e tive uma forte experiência com Deus. Apesar de nem saber do que se tratava, já dizia que ali era o meu lugar. Aos 12 anos, mudei-me para Petrolina (PE), cidade onde a Comunidade não estava presente, e apesar de ter desde criança uma grande sede de Deus, não tinha vida de oração (nem sabia o que era isso) e minha “relação com Deus” se restringia a missa dominical, ao terço diário (que rezava obrigada pela minha mãe) e aos retiros anuais de carnaval. Mantendo esses “costumes”, fui crescendo e vivendo minha adolescência e juventude. Considerava-me uma pessoa feliz e tinha tudo o que queria: tinha um ótimo relacionamento com minha família, muitos amigos, ia a festas, namorava e o grande valor de minha vida eram meus estudos e projetos profissionais. Decidida por ser médica, entrei aos 18 anos na faculdade, período em que de forma sutil, mas muito concreta fui excluindo Deus de minha vida, não só pelos estudos, mas pelos lazeres que a vida universitária proporcionam. Não demorou muito e o próprio Deus, em sua infinita bondade, me deu uma “rasteira”, como costumava dizer! Com sua firme ternura e decidido amor por mim, Ele mais uma vez agiu intervindo em minha vida! Atraindo-me a um congresso da Comunidade, após uma forte experiência com a misericórdia numa confissão, encontrei alguns jovens que muito me inquietaram: tinham vida de oração, andava com o terço na mão, se vestiam castamente, renunciaram seus projetos pessoais, buscavam namoros cristãos, alguns até cogitavam a possibilidade do celibato. Eu perguntava o porquê dessas escolhas e eles diziam: “Quero viver a Vontade de Deus”. Meu Deus! Só poderiam ser loucos! Loucos! O pior, digo, o melhor, é que essa loucura passou a me atrair profundamente! Nunca vi pessoas tão felizes! Felicidade totalmente diferente do que até então eu considerava. Também eu queria descobrir essa misteriosa “Vontade de Deus” que me faria plenamente feliz! Descobri que só havia um modo para essa descoberta (ainda que racional e interesseira!): a vida de oração! Nessa tentativa de descobrir quem eu era, fui me deparando e me apaixonando por uma Pessoa, que antes parecia estar tão distante de mim, mas estava tão perto: Jesus Cristo! “Seduziste-me, Senhor, e eu me deixei seduzir!” Não conseguia passar nenhum dia mais sem estar na presença de Deus, em intimidade, liberdade, escuta, diálogo! Aos poucos, toda a minha vida foi se transformando e sendo moldada pela feliz e irresistível Vontade de Deus. Na faculdade e em casa, todos estranharam a reviravolta de minha vida; algo novo, na verdade um novo alguém ocupava agora o centro de minhas escolhas, decisões, modo de ser e de viver. Um novo estilo de vida! E a muitos instigava a escolha livre (e feliz) de, em meio a todas as exigências de uma acadêmica de medicina, diminuir suas horas de estudo para rezar, ir à missa diária e aproveitar os breves intervalos para rezar o terço. Ainda experimentava da graça diária de continuar com bons resultados no curso e manter uma vida social sadia. Realmente ia me sentindo em tudo cuidada e conduzida por Deus e Sua Santa Vontade, que não me tirava nada, mas, ao contrário, tornava minha vida bela e plena! A medida em que ia deixando Deus ocupar o lugar d’Ele na minha vida, Ele foi destruindo meus castelos e construindo o castelo da Vontade d’Ele em mim. Vivendo um grande misto de sentimentos e desejos dentro do caminho vocacional, a paixão pela medicina foi se tornando pequena e estranha a profunda atração de Deus em mim pela Comunidade de Vida. Algo que rejeitava totalmente, mais e mais ia parecendo ser eu mesma! Eu poderia fugir de tudo, mas de mim era impossível! Ouvindo a voz do Bispo de minha cidade que dizia “arrisque-se”, resolvi ir contra todos os meus medos, dúvidas, seguranças, projetos pessoais e me lançar cegamente no “precipício” da Vontade de Deus! Foi me rendendo a essa vontade e vivendo minha vocação dentro da Comunidade que fui me descobrindo. Sendo Shalom, na vida de oração, me ofertando na vida comunitária e apostólica, na evangelização dos jovens, que esta vontade Santa foi tomando forma em minha vida e se firmando em meu coração. Ainda no meu postulantado (1º ano de experiência dentro da Comunidade de Vida), Deus começou a me inquietar a respeito do Celibato pelo Reino dos Céus. Por ir contra todos os meus planos pessoais e sonhos, profunda foi a resistência e rejeição do meu coração. Não foi fácil, mas pedindo a graça da docilidade à Santa Vontade de Deus, fui aprofundando este chamado junto às minhas autoridades, na vida de oração, na leitura de livros, na escuta de testemunhos a respeito do celibato, durante cada ano deixando que o próprio Deus fizesse frutificar a semente que Ele tinha lançado! Aos poucos, não só a convicção de que era essa a Vontade de Deus me levava a responder a esse chamado, mas Aquele que em tudo me conhece foi me atraindo à beleza deste estado de vida e a dar minha resposta livre, consciente e feliz à Sua Voz! Sim! Desposada de forma tão particular, desejava ser um feliz sinal da doação total, exclusiva, incondicional e sem restrições a Deus, na minha juventude, pela Igreja, pela Comunidade, pelos jovens, pela humanidade! Não era fácil olhar para mim e ver minha total incapacidade de corresponder, mas sabia que Aquele que me chamava conhecia minhas fragilidades e fraquezas, mas também o desejo sincero de,

Viver com radicalidade o essencial do Evangelho: o amor que é sal da terra e luz do mundo

Para uma freira carmelita no caos da estação Termini, em Roma, pergunto se, enquanto espera o trem, ela ficaria feliz em responder a algumas perguntas para uma entrevista. – Como se sente uma carmelita ao viajar para fora da clausura? Mesmo fora do convento minha mente não deixa o céu. – A senhora estará fora do mosteiro há um mês. Não sente falta do claustro? Eu não sinto falta porque eu o vivo além das “grades”. Sou fascinada por Jesus. Ele é meu claustro. Você se lembra do sorriso e do olhar de Teresa de Lisieux? Aquele olhar de amor puro pelo mundo inteiro. Entrei para o Carmelo para viver, irradiar, revelar essa realidade maravilhosa para aqueles que têm uma vocação diferente. – É melhor entrar para um mosteiro ou se casar? É melhor fazer a vontade de Deus: viver de acordo com sua vocação. – Qual é a vocação mais bela? A vocação de todas as vocações é amar a Deus e ao próximo. – Agrada mais a Deus, quem entra em um convento ou quem casa? Quem ama mais. – Por que as grades, o claustro? A clausura é um sinal eloquente da liberdade que goza quem sabe amar o próximo que está perto. As grades não nos mantém juntos, mas a força do amor recíproco. – Por que um hábito tão volumoso, à moda antiga? Você me reconheceu também pelo hábito carmelita que eu levo. Qualquer uniforme tem valor se evidencia a verdadeira marca que Jesus nos disse para mostrar: “todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. Da clausura se pode mostrar melhor, como um farol na montanha, que “só Deus basta” e que “quem tem Deus, nada falta”. – Como criar uma família no mosteiro? Fazendo com que Jesus esteja presente. É Ele quem nos faz seu colégio apostólico, é Ele quem forma cada comunidade, cada família. – Alguma vez você já pensou em constituir uma família? No mosteiro somos uma comunidade de treze freiras. O amor de Jesus forjou um vínculo entre nós mais forte do que o humano. É Ele quem dá sentido, força e perseverança ao amor humano. – Obrigado irmã, volte para o Carmelo contente em servir esplendidamente a Igreja e a humanidade. Leve os nossos agradecimentos à suas irmãs que junto com a senhora gritam ao mundo inteiro a liberdade alegre de quem vive com radicalidade o essencial do Evangelho: o amor que é sal da terra e luz do mundo. João da Cruz nos recorda: «No ocaso da nossa vida, seremos julgados quanto ao amor». Não há nada além, nem melhor.   Ciao P. Andrea Fonte: ZENIT

“Experimentei e decidi-me por uma vida melhor, por uma felicidade verdadeira!”

Meu nome é José Moreira Neto, tenho 26 anos, e meu testemunho de vida começa com uma experiência maravilhosa que eu tive aos meus 23 anos, em um Seminário de Vida no Espírito Santo (SVES) para universitários. Nesta época, meu contato com Deus era extremamente superficial e vivia uma vida totalmente desregrada, tinha um namoro totalmente desordenado, longe do que Deus queria para mim. Fazendo este seminário, mesmo contra minha vontade, pude experimentar do amor de Deus em minha vida e foi maravilhoso! Mas com o tempo, mais uma vez deixei-me seduzir pelas coisas do mundo, e deixei o meu grupo de oração. Deixei para trás aquela vida nova que Deus tinha para mim, o namoro santo que Deus tinha me mostrado querer na minha vida e fui viver com as felicidades que eu julgava ser verdadeiras. Com o tempo, fui sentindo saudade de Deus, e ao ir para a Missa, sentia Deus me chamando na Eucaristia. As coisas do mundo que eram felicidade para mim foram perdendo o “sabor” e meu coração foi aos poucos se decidindo a recomeçar em Deus, com aquela vida que Ele já havia me apresentado. Voltei ao Shalom e fiz o SVES Halleluya Quero Mais de 2012 e até os dias de hoje persevero nos desígnios de Deus para minha vida. Experimentei e decidi-me por uma vida melhor, por uma felicidade verdadeira, por um namoro santo, reencontrei meu Deus na Eucaristia, voltei a casa do Pai e hoje no Shalom posso viver este Carisma que me impulsiona a mostrar para os jovens que a verdadeira felicidade está em Deus. Hoje sou Vocacionado, coordeno o Ministério de Servos de Seminário do Shalom da Glória (Cidade dos Funcionários) e posso ver a cada SVES, vidas sendo transformadas pelo amor Divino. Hoje sou feliz, pois sou o que Deus quer para minha vida. Hoje sou feliz, pois sei que vida melhor não há!   José Moreira Neto

Ser Shalom, resposta de gratidão

Meu nome é Lucas Albuquerque, tenho 19 anos, e gostaria de contar um pouco sobre minha experiência com Cristo Ressuscitado e sobre este ano de intensa graça que estou vivendo, que é o ano do meu vocacional. A minha experiência com Deus foi em um Grupo de Oração do Shalom em minha escola. Lá eu conheci o verdadeiro sentido da minha vida e descobri alguém que me ama de maneira pessoal, gratuita, intensa, com imensa misericórdia. E a partir dali fui e sou mais feliz. Há dois anos participando da Obra Shalom, e há um ano participando ativamente da fundação e da implantação do Shalom da Glória (Cidade Dos Funcionários) em Fortaleza, me senti muito chamado a fazer o plantão vocacional, para assim trilhar um caminho de discernimento e saber se realmente sou chamado a viver este Carisma e em qual forma de vida seria a vontade de Deus. E, eis me aqui, muito feliz, vivendo intensamente o Carisma com a coragem, disposição e renuncia na qual Deus me chama a viver! Com a graça de Deus, estou agora em Florianópolis como Jovem em Missão na Escola de Evangelização da Comunidade, vivenciando ainda mais a vocação Shalom, através da vida comunitária, que tenho certeza que fará total diferença para um discernimento seguro e para “um sim ETERNO, uma OFERTA total, uma RESPOSTA de gratidão.” Então, meus irmãos, o que tenho a dizer é que não tenhamos medo do que Deus nos chama, do que Deus nos convida a viver em determinado tempo. A vontade de Deus é a nossa plena felicidade e isso eu não falo porque alguém me falou, mas sim porque eu vivo todo dia, na oração, na eucaristia diária, na adoração e em todos os momentos com meus irmãos! Shalom!

Jovem paranaense conhece a Comunidade Shalom através comshalom.org

Janaina Teixeira, de 19 anos, é natural de Marialva, no interior do Paraná. A jovem dá aulas de espanhol e trabalha com televendas. Em sua paróquia, serve no setor de comunicação. Janaina descobriu a Comunidade Shalom através do portal comshalom.org. “Eu comecei a perceber em minha vida de oração que queria ser missionária, comecei a pesquisar no Google comunidades em missão, já fui em várias para conhecer, mas não era realmente o que eu queria. Foi ai que encontrei o portal da Comunidade Shalom. Entrei e comecei a ler, fui me apaixonando. Eu falei: é isso que quero”, afirmou. Janaina viu a divulgação do Congresso de Jovens Shalom (CJS) no portal e ficou muito motivada a participar. Mas não tinha condições, devido à distância e à questão financeira. “Conversei com um padre amigo meu e falei pra ele que queria muito participar do congresso para conhecer realmente a minha vocação e ele disse que eu iria” contou. No dia seguinte à conversa com o sacerdote, ele havia conseguido sua passagem para Fortaleza. Janaina ficou muito feliz. “Cheguei no Shalom da Paz e senti que realmente ali era minha casa. Cheguei e comecei a olhar, fui na capela e falei: nossa eu estou aqui, não acredito!”. A jovem comentou que sua vinda a Fortaleza tem uma razão maior do que ela mesma possa compreender: “Eu vim com a intenção de descobrir realmente a minha vocação. Eu dei o meu sim para estar aqui”. Janaina revelou que, no momento da comunhão, na Missa de Abertura do CJS percebeu algo de magnífico: “Na hora da comunhão, era como se eu visse realmente Cristo em mim”. A jovem teve uma profunda experiência com Deus através do CJS: “Eu abri mão da minha vida lá no Paraná para vir para cá, acho que foi um passo muito grande para mim. Mas eu creio muito no poder do Espírito Santo e em tudo que Ele realizou e mim nestes dias”. Ao partilhar a sua experiência, ela declarou que “Deus providencia tudo em nossas vidas, basta a gente dar um sim, mas um sim verdadeiro”. Após o CJS, Janaina pediu para trilhar o Vocacional por Carta na Comunidade Shalom e foi aceita. A jovem vocacionada pretende partilhar em sua paróquia tudo o que viveu no congresso. Ela acredita que é importante transbordar as graças que Deus realiza. “É preciso ser como uma esponja que se encharca do amor de Deus e transborda na vida daqueles que nunca experimentaram esse amor”, declarou. “O jovem está na internet, então, ter uma ferramenta como o comshalom.org é muito bom. O portal vai ajudar a muitos jovens a conhecerem a vocação deles. O que me chamou bastante atenção, além de ser bem explicado e dividido, foi a organização do portal que é muito bem estruturada para quem não conhece a Comunidade”, concluiu. por Jonas Viana

A Vivência da Palavra de Deus na Família

“Felizes os que guardam com esmero Seus preceitos e O procuram de todo o coração; Vossa palavra é um facho que ilumina meus passos, uma luz em meu caminho”. Salmo 118, 2/105. Neste tempo de descompromisso, de oferta das mais diversas possibilidades de vida, tantas fundamentadas no hedonismo, individualismo e outros malfadados “ismos”, Deus continua a suscitar fortemente no coração de homens e mulheres, o chamado a assumir a missão de ser família. E ser família no contraditório do mundo de hoje, face à desconstrução dos valores, desestruturação do homem e a depauperação da sua dignidade, tal como Deus o constituiu, é ser chamado a fazer a diferença. Não precisa dizer da beleza do chamado, na riqueza das relações, no contemplar o nascer e crescer destes que nos alegram e encantam com seu desenvolvimento. A inenarrável satisfação em sentar juntos à mesa e, agradecendo, partilhar o pão, os sonhos, as experiências de cada dia. O prazer em escutar, perceber e caminhar juntos, de sentir, ouvir, tocar. Aplicar os sentidos, e sua satisfação, naquilo de mais vibrante que O Senhor desejou para nós, uma vida que se enriquece pela partilha de si, em sua totalidade. Mas precisa dizer do que nos desafia nesta vivência. Pois, quando que se valoriza tanto o transitório, efêmero, provisório, somos chamados ao que se eterniza, Deus e sua vontade para conosco, que se revela em Sua Palavra. Sou pai de uma família de cinco filhos, e somos cotidianamente desafiados no propósito de conduzi-la, de maneira a crescermos juntos no conhecimento da Palavra e, através dela, na experiência do encontro com O Ressuscitado que passou pela Cruz. E você, caro leitor, pode achar que o que mais nos desafia nesta jornada é Satanás, bradando suas mais terríveis tentações, que quer colocar a perder nossa vida, matrimônio, vocação. E, de fato quer, mas, na dimensão da intimidade com a Palavra de Deus, no seio da nossa família, a ação do inimigo é muito mais sutil, bem disfarçada. Temos sido fortemente desafiados, no cotidiano, em vencermos o que nos dispersa dos preceitos de Deus. Poderíamos lembrar o uso das novas tecnologias, do comodismo de se colocar diante da tv, agora diretamente alimentada de todo o conteúdo da internet, ou do smartfone, que nos permite a conexão pelas redes sociais com os amigos mais distantes, o mundo inteiro colocado ao alcance dos dedos, enquanto completamente desconectados entre si, como família, com os que estão no mesmo ambiente. Ou quem poderia julgar ilícito o legitíssimo direito ao descanso do casal, diante da estafante rotina diária, ou da criança ou jovem, cumpridora de suas obrigações, de investir suas horas livres, no entretenimento favorito? Isto se torna nocivo quando toma o espaço do salutar convívio familiar. Vem a constituição dogmática Verbum Dei, nos iluminar: “Com efeito, nos livros sagrados, o Pai que está nos céus vem amorosamente ao encontro de Seus filhos, a conversar com eles; e é tão grande a força e a virtude da palavra de Deus que se torna o apoio vigoroso da Igreja, solidez da fé para os filhos da Igreja, alimento da alma, fonte pura e perene de vida espiritual. Por isso se deve aplicar por excelência à Sagrada Escritura as palavras: «A palavra de Deus é viva e eficaz» (Hebr. 4,12), «capaz de edificar e dar a herança a todos os santificados», (At. 20,32; cfr. 1 Tess. 2,13)”. Poderemos, com toda propriedade, substituir o termo igreja, por família, já que esta é a igreja domestica, por excelência. A palavra de Deus que se torna o apoio vigoroso para a família. E um apoio absolutamente indispensável, quando nos colocamos, na perspectiva do salmista, à procura de Deus, seguindo a Cristo. A figura do Ressuscitado nos indica um caminho para o coração do Pai, o da cruz. Ele nos leva a, por amor, fazermos opções firmes. O seguimento de Jesus nos impele a posições radicais, que se tornam incompatíveis com os princípios dos “ismos”. Para tanto, O Senhor nos dá o Seu Espírito e a Sua Palavra. Perceba que esta não é dada como um acessório, mas como apoio fundamental, já que se constitui no “facho de luz que ilumina meus passos”. Na família, De forma privilegiada, Deus se revela pela sua palavra, que é viva e eficaz… Nosso quarto filho, do alto de seus nove anos, ao ver-me sair para rezar com a bíblia debaixo do braço, me aborda: “Papai, na minha escola, estou aprendendo a encontrar na bíblia os livros, capítulos e versículos,… é muito legal”. Ao ouvir essa partilha, me sento e o chamo para mais perto para dizer, você sabia que o que está escrito na bíblia não são meras estórias, mas é uma forma de Deus interagir conosco? Sabia que nenhuma decisão importante na vida da nossa família é tomada sem que papai e mamãe escutem a Deus através de suas palavras nestes livros? E que até o seu nome, Emanuel, foi inspirado por ela? Ele abre um grande sorriso, como de cumplicidade ou de aprovação. Aí se mostra um importante recurso na formação espiritual de nossos filhos, a socialização em um ambiente escolar que favoreça a afirmação de nossa cultura e religião católica. A despeito disto, as instituições de ensino católicas estão passando por grandes dificuldades, resultado da continuada crise por falta de alunos. Cederam lugar para a aguerrida competitividade das que “mais aprovam no Enem ou vestibular”, as que melhor preparam os profissionais do amanhã. É para isto que criamos nossos filhos? Para a conquista do mercado profissional? Será a resposta a esta reflexão, coerente com as nossas atitudes, quando desejamos ardentemente o crescimento dos nossos filhos como pessoas íntegras, inteiras, nas dimensões de vida que lhe são essenciais, mas concebemos que as tarefas do cotidiano, nos roubem dos momentos de interação familiar? Na comunidade, somos orientados a celebração semanal do Beracá, momento de oração e integração familiar, como ensina o Nicodemos Costa, e a Koinonia, ocasião de descontração e lazer, que nos ajuda a fomentar estas vivências de realização e

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