Vocacional Aberto: “Sim, Eu Desejo, Eu Quero, Eu Vou!”

Se você sente o chamado de Deus e no seu coração existe o desejo de encontrar o seu lugar na Igreja, pode ser tempo de ingressar em um caminho vocacional, ou até mesmo vontade de conhecer mais a Vocação Shalom. Venha participar do encontro vocacional aberto em Patos (PB), no dia 16 de março, no auditório da Catedral – Nossa Senhora da Guia, a partir de 8 h. O tema deste ano é “Sim, Eu Desejo, Eu Quero, Eu Vou!”. O primeiro encontro é aberto e qualquer pessoa com mais de 16 anos pode participar. O Vocacional Shalom acontece em todo o Brasil, nos lugares onde existe missão Shalom. (Clique aqui e confira lista). As pessoas que moram em uma cidade onde não existe a missão Shalom podem fazer o vocacional à distância. É preciso enviar um e-mail para vocacionaladistancia@comshalom.org expressando o desejo de trilhar um caminho vocacional. Caminho Vocacional A duração mínima é de um ano para quem quer trilhar o caminho vocacional da Comunidade Shalom. Depois do vocacional aberto, o segundo passo será o plantão vocacional, no qual o interessado será acompanhado por um missionário da Comunidade e discernirá se é o tempo de trilhar o caminho. O vocacionado participará mensalmente dos encontros vocacionais para aprofundar o seu chamado por meio de uma vida de intimidade com Deus. Ele também participará de retiros e terá um acompanhador, que vai orientá-lo neste caminho de descoberta da vontade de Deus. Venha fazer parte desta família! Venha fazer parte desta magnifica vocação! Mais informações: (83) 3421-8635 / 9905-0683 Missão do Shalom em Patos

Vocacional Shalom: Sim à vontade de Deus

Se você sente o chamado de Deus e no seu coração existe o desejo de encontrar o seu lugar na Igreja, pode ser tempo de ingressar em um caminho vocacional. A Comunidade Católica Shalom do Rio terá um encontro vocacional aberto no próximo dia 23 de março no colégio Nossa Senhora de Lourdes, a partir das 9h. De acordo com a coordenadora do vocacional no Rio e missionária da Comunidade Shalom, Raquel Bastos, ingressar no vocacional é a resposta de um coração desejoso pela vontade de Deus. “Todos os que sentem no coração o desejo de algo mais da parte de Deus, doar mais a sua vida”, destacou. O tema deste ano é “Sim, Eu Desejo, Eu Quero, Eu Vou!”. O primeiro encontro é aberto e qualquer pessoa com mais de 16 anos pode participar. O Vocacional Shalom acontece em todo o Brasil, nos lugares onde existe missão Shalom. As pessoas que moram em uma cidade onde não existe a missão Shalom podem fazer o vocacional à distância. É preciso enviar um e-mail para vocacionaladistancia@comshalom.org expressando o desejo de trilhar um caminho vocacional. Caminho Vocacional A duração mínima é de um ano para quem quer trilhar o caminho vocacional da Comunidade Shalom. Depois do vocacional aberto, o segundo passo será o plantão vocacional, no qual o interessado será acompanhado por um missionário da Comunidade e discernirá se é o tempo de trilhar o caminho. O vocacionado participará mensalmente dos encontros vocacionais para aprofundar o seu chamado por meio de uma vida de intimidade com Deus. Ele também participará de retiros e terá um acompanhador, que vai orientá-lo neste caminho de descoberta da vontade de Deus.   Por Teresa Fernandes  

Do Acamp’s à missão

Jorge Felipe é um jovem “anormal”. Ele largou sua vida no Rio de Janeiro para ser missionário. Tudo isso aconteceu após sua experiência com Deus no Acamp’s. Confira o testemunho: Em janeiro de 2011, eis que recebo um convite para um “tal” de Acamp’s. Não hesitei em aceitar, afinal o convite foi feito nestes termos: “Vamos Jorge, vai ter piscina, tobogã, cachoeira, campo de futebol e de vôlei, e muito mais”. Realmente não poderia negar um convite desses, porém, eu já com minha tamanha falta de confiança em Deus disse: “Mas eu não tenho dinheiro não viu…”, mas surpreendentemente, fui de graça pela Pastoral do Menor. Decorreram os dias, e eu estava cada vez mais atraído por tudo. Algo me atraía, o modo de rezar, as músicas, o cuidado dos servos, mas não era só isso, muitas outras coisas me atraíam, na época eu não sabia o quê. Enfim, acabou o Acamp’s, e em mim havia o desejo tremendo de dar continuidade àquela experiência, porém eu era menor de idade e morava muito longe do Shalom, e minha mãe não permitia que eu fosse sempre. Fiquei durante 2011, indo algumas vezes ao grupo, indo aos eventos, mas aquilo não bastava, eu queria mais. E em 2012, fiz novamente o Acamp’s, porém, Deus dessa vez foi bem mais incisivo, e foi aí que percebi que ali era o meu lugar. E eis que eu ouço a palavra que mudaria minha vida por completo: “Vocacional”. Não levei muito a sério pois me achava um jovem muito desleixado com a minha fé e vida de oração. Comecei a freqüentar o grupo de oração, afinal já tinha 18 anos, já tinha ministério, mas o Vocacional ainda não me atraía. Foi em uma partilha que um irmão me disse: “Jorge, a vocação é via de salvação para nós, é onde Deus nos santifica. Nós temos a vocação justamente porque somos fracos e lentos”. A partir dessa conversa, eu me abri ao Vocacional, porém já estávamos no mês de junho e as formações já haviam iniciado. Decidi, diante da minha vontade, esperar o ano seguinte, mas os planos de Deus eram outros. Um dia, quando dormia na casa masculina da Comunidade de Vida, um irmão me convidou para ir ao Vocacional. Fui, fiz o plantão, e no mesmo dia recebi a resposta. Entrei no Vocacional, trilhei o caminho em 2012, mas não pedi ingresso na Comunidade. Permaneci no ano seguinte (2013). Em 2013, servi no Acamp’s, e ali eu percebi: “Nossa, quantos irmãos se doam pra que esses jovens tenham uma experiência com Deus, eu também preciso dar a minha vida pra que outros jovens sejam alcançados”. E ali, me decidi de verdade e de forma concreta a dar a minha vida. Em maio de 2013, comecei a rezar com o desejo de ir como “jovem em missão“, pois percebi o quanto Deus, sem precisar, quis precisar de nós. Percebi que a oferta de muitos irmãos que foram em missão para o Rio me alcança, por que não eu também ir em missão? Em junho, fiz experiência na Comunidade de Vida, e Deus só confirmava. Em julho, aconteceu a JMJ, e eu disse pra Deus: “É por esses jovens que eu quero dar minha vida, se minha vida inteira for consumida pra que ao menos um jovem tenha uma experiência com o Amor de Deus, a minha vida valeu muito a pena”. Em agosto, pedi pra ir como “jovem em missão”. E no dia 20 de dezembro de 2013, recebi minha resposta, eu partiria em missão para Belo Horizonte. Hoje sou extremamente feliz, pois percebo a grande graça que o Acamp’s gerou em minha vida, pois dali brotou minha experiência de Amor por Deus. Ali, nasceu, o desejo missionário no meu coração e hoje posso atestar: “Se hoje minha vida se consome pela Igreja, pelos jovens, e pela humanidade, é porque o Acamp’s gerou esse desejo em mim!”. Jorge Felipe de Jesus (jovem em missão em Belo Horizonte)

Vocacional Shalom acontece em todo o Brasil

“Sim, eu desejo, eu quero, eu vou” é a frase que ecoa no coração daqueles que sentem-se atraídos por Deus à Vocação Shalom e que neste ano de 2014 dizem “sim” ao chamado de Deus, dizem “sim” ao Vocacional Shalom. O Vocacional Shalom acontece em todo o Brasil, nas cidades onde há missão do Shalom, e terá início no mês de março. O primeiro encontro é aberto e qualquer pessoa acima de 16 anos pode participar. Se você deseja descobrir a vontade de Deus para a sua vida, sente-se chamado a uma vida consagrada, quer ofertar a sua vida pela Igreja, pelos jovens, pelos pobres e por toda a humanidade, o primeiro passo a ser dado é procurar a missão do Shalom mais perto de você e se informar quando e onde será o Vocacional Aberto Shalom. Se em sua cidade não há missão do Shalom e fica muito distante de um lugar onde haja, você pode fazer o Vocacional  à Distância. Para isto, basta você enviar um e-mail para vocacionaladistancia@comshalom.org com uma breve partilha, expressando o seu desejo de trilhar um caminho vocacional. Confira datas do encontro vocacional aberto em várias cidades do Brasil e nas capitais do Chile e do Peru: Santiago (Chile): 16/03 Lima (Peru): 09/03 Nordeste Eunápolis (BA): 09/03 Quixadá (CE): 23/03 Senhor do Bonfim (BA): 16/03 Natal (RN): 16/03 Salvador (BA): 30/03 São Luís (MA): 23/03 Patos (PB): 16/03 Sobral (CE): 16/03 Teresina (PI): 16/03 Recife (PE): 16/03 Propriá (SE): 30/03 Juazeiro do Norte (CE): 16/03 Parnaíba (PI): 30/03 Guarulhos (PE): 09/03 Itapipoca (CE): 09/03 Crateús (CE): 16/03 Fortaleza (CE): 09/03 João Pessoa (PB): 09/03 Garanhuns (PE): 09/03 Aracaju (SE): 23/03 Aracati (CE): 16/03 Centro-oeste Brasília (DF): 16/03 Norte Palmas (TO): 16/03 Macapá (AP): 16/03 Belém (PA): 23/03 Cruzeiro do Sul (AC): 16/03 Sudeste Belo Horizonte (MG): 16/03 Araraquara (SP): 30/03 Aparecida (SP): 16/03 Campos (RJ): 23/03 Rio de Janeiro (RJ): 23/03 Santo Amaro (SP): 09/03 São Paulo (SP): 16/03 Sul Curitiba (PR): 16/03 Glauciane Kelly

“Procurava-O em muitos lugares, até descobrir através do Facebook que haveria um encontro vocacional”

A minha experiência com o carisma Shalom foi algo muito forte de forma particular, pois já havia tido várias experiências com o amor de Deus, mas nunca tinha dado valor a isso. Durante muito tempo fui vivendo e me perdendo em tudo que o mundo tinha a me oferecer, procurando prazeres, bons momentos, uma felicidade que eu não encontrava de forma alguma. Lembro-me que participei de um momento de oração pouco antes de conhecer a Comunidade, quando tive um contato tão íntimo com Deus que me fez desejar mais d’Ele. Procurava-O em muitos lugares, nada me saciava, até descobrir através do Facebook que haveria um encontro vocacional no Shalom, o primeiro a ser realizado em Araraquara* (SP). Senti muita vontade de ir, mesmo sem saber o que era isso, mas acabei não indo por vergonha. Haveria, então,  o segundo encontro aberto, e convidei um amigo para irmos juntos. Chegamos para conhecer a casa três dias antes do segundo dia de vocacional, onde nos colocaram para ensaiar o flash-mob da divulgação do “Bote Fé” que iria acontecer em alguns dias. Senti-me extremamente acolhido, era uma “doidera”, pois não sabia nem o que estava acontecendo direito. Após o meu primeiro encontro vocacional, saí com o coração completamente inflamado, desejoso de me doar a Deus, foi algo íntimo que me fez conhecer o quanto Ele me ama, o quanto Ele me acolhe, um sentimento de eleição. Saindo do Shalom, com três dias de ensaio somente, fomos apresentar o flash-mob em uma rua que é o “point” da cidade. Essa noite foi o meu primeiro contato com o homem através da evangelização, nesse dia eu realmente conheci a felicidade, pois pude ser instrumento para a ação Deus. Passaram-se alguns meses, fui conhecendo melhor o carisma e a graça de evangelizar, e cada dia que passa me sinto mais feliz, mesmo nas minhas tribulações, pois sei o que me fez chegar até aqui. Tenho somente oito meses dentro da Comunidade e de vocacionado, mas nesse pouco tempo posso ver tudo o que Deus mudou em mim, e o que Ele pode mudar na vida de muitos jovens como eu, através de meu testemunho e do meu “deixar ser conduzido por Deus”. Paulo Ferraz, 17 anos *A Missão da Comunidade Católica Shalom em Araraquara foi fundada em maio de 2013. No dia 3/05/13, chegaram os primeiros missionários. Para saber mais sobre a presença do Shalom na cidade, acesse a página da missão clicando aqui.

“Muito mais do que perder, do que deixar, é ganhar, é ter Deus!”

Meu nome é Raiane Alves, tenho 23 anos, sou discípula da Comunidade de Vida Shalom. Moro em Aquiraz, na Diaconia Geral. Sou natural de Patos (PB). Falarei um pouco sobre como Deus foi manifestando em minha vida a graça da eleição por mim e como trilhei o caminho de escolha por Sua vontade através da Comunidade Shalom. Aos 15 anos, tive uma forte experiência com o cuidado de Deus na minha família, quando minha sobrinha foi curada, aos quatro meses de idade, de problemas de saúde muito graves. Deus foi me arrastando para Ele por meio dessa situação. De um mal, Deus tira um bem. Fiz o Seminário de Vida no Espírito Santo em 2007, na Renovação Carismática, por influência de uns amigos. Em 2008, conheci a Comunidade Shalom, onde fiz um Seminário em junho, mas raramente ia ao grupo de oração. Neste mesmo ano, quando fui prestar vestibular, perdi o prazo da inscrição para a prova em uma das universidades, a única que oferecia o curso em Patos. Eu disse assim para Deus: “Senhor, se Tu queres fazer alguma coisa na minha vida aqui nesta cidade, dê um jeito para eu fazer o vestibular nesta universidade e passar ou não me deixe passar nas outras. O que Tu queres, Senhor, eu quero”. Na semana seguinte, as inscrições reabriram, eu fiz o vestibular e passei. Vi tudo isso como um sinal de Deus. Em dezembro, comecei a me reaproximar da Comunidade e, em 2009, entrei no Vocacional, sem saber muito bem o que era exatamente este caminho. Trilhei o Vocacional meio perdida, achando que a vontade de Deus era uma coisa, mas na verdade era outra. Em novembro, resolvi sair, achando que ali não era o meu lugar. Acabei me deixando envolver muito pelo mundo, pelas suas seduções, mas dentro de mim sempre havia aquele vazio, aquela saudade de Deus. Em junho de 2010, fui para o Acamp’s em Patos, onde Deus fez uma obra muito grande de resgate na minha vida. Tive uma forte experiência com o Amor de Deus, com a eleição de Deus na minha vida. Em julho, a secretária vocacional do Shalom em Patos me chamou para conversar e perguntou se eu queria voltar para o Vocacional. Pedi um tempo para rezar sobre isso, para saber se Deus queria. Voltei para o Vocacional e trilhei o resto do ano, buscando ser fiel até o fim. No final do ano, mandei carta para a Comunidade de Vida. Quando a resposta chegou, meus pais não ficaram contentes. Minha mãe disse que eu não ia, que era loucura; meu pai disse que eu estava os abandonando. Fui enviada em missão para Senhor do Bonfim, na Bahia, em 2011. Em 2012, fui para o Discipulado de Pacajus. Meus pais até hoje não entendem direito, mas Deus já fez uma grande obra na vida deles. Na Comunidade, compreendi que muito mais do que perder, do que deixar, é ganhar, é ter Deus, é Nele ter tudo. Tudo ganhou um novo sentido em Deus: minha família, meus amigos, minha vida. Sou feliz por ser Comunidade de Vida. Sou feliz por dar a Deus os melhores anos da minha vida. Sou feliz por buscar fazer a Sua vontade. Sou feliz por ser Shalom. Raiane Alves

O “mais” que Deus queria

Confira entrevista com Noé Santos, jovem em missão na Cia de Artes Shalom: – Como foi o despertar do desejo de evangelizar por meio das artes? Primeiramente, o desejo que ardia no meu peito era o de evangelizar, de ofertar minha vida e testemunhar o Amor de Deus que tinha me tirado da falta de sentido de vida, do egoísmo e de muitas outras coisas. Eu já fazia parte do Ministério de Dança, mas sentia o desejo de também no meu ministério me doar mais, sentia que Deus queria mais de mim. Então, quando vi a forma de evangelizar da Cia de Artes Shalom, entendi que esse era o “mais” que Deus queria. Mesmo me achando incapaz de responder ao chamado de Deus, enviei material com minhas habilidades artísticas e uma carta de pedido de ingresso na Cia e hoje estou aqui e sou muito feliz. – Sobre a experiência missionária de um ano na Comunidade Shalom, como tem sido? Deus tem se revelado muito a mim durante esse tempo e, consequentemente, revelado quem eu sou. Isso, às vezes, é difícil mas, ao mesmo tempo, é uma grande graça porque me amadurece profundamente. Ofertar a vida é cansativo, doloroso, mas extremamente gratificante, não porque recebemos algo em troca, mas unicamente porque quando esgotamos as nossas forças, Deus é todo em nós e nós somos todo nEle. Nas pequenas coisas, percebemos o quanto essa oferta é fecunda para nós e para a vida daqueles que estão ao nosso redor. A oração e a vida comunitária me fazem um homem mais pleno e feliz! – Qual a principal motivação de um jovem que dedica um ano de sua vida nesta missão? Eu vi Deus! Eu toquei o Senhor! Eu tive uma experiência com Ele e renovo essa experiência a cada dia! Essa é a motivação que levo e levarei pra sempre, mesmo nas descobertas e dificuldades da minha vida, essa é a motivação pra me levantar e continuar o caminho. O que eu percebo nesse tempo é que não é apenas um ano em missão, mas a missão é pra vida inteira, é a minha própria vida! – Para você, qual o significado das artes na evangelização? A arte cristã tem um grande poder de evangelização, ela entra em lugares que outras realidades da igreja não entram. Toca o coração das pessoas, faz pensar e refletir sobre diversos temas. A arte tem o poder de entrar no coração sem pedir licença. A arte cristã tem sido vista por muitos em um conceito muito amador, mas nós, da Cia, temos como missão trazer o conceito do profissionalismo na arte. Pessoas que nunca aceitariam um convite pra ir a uma missa, aceitam o convite pra assistir a um bom espetáculo. É aí que a diferença começa, porque os espetáculos da Cia não são apenas para “assistir”, mas são experiências de Deus, sementes lançadas a todo instante. – Após uma apresentação, quais os sentimentos que passam pelo coração de um missionário? Cada fim de apresentação percebemos que essa obra é de Deus, que depende dEle! Isso gera no nosso coração profunda alegria e gratidão. Cada partilha, cada sorriso, cada lágrima que vemos no público é sinal da semente lançada, é sinal da obra de Deus sendo edificada no meio de nós. É uma grande maravilha colher os frutos da pequena oferta da nossa vida. – É possível constatar a eficácia desta evangelização por meio das artes? Como? A evangelização pelas artes é como um “kerigma”, um primeiro anúncio, abertura de portas, por isso recebemos muitos contatos de pessoas que, depois de verem o espetáculo, desejam se engajar em algum grupo, pessoas que estavam afastadas da igreja e retornam, gente que gosta de arte e deseja converter seu trabalho para a evangelização, testemunho de pessoas que são catequizadas, gente que tinha mentalidades contrárias à doutrina da Igreja e mudam de opinião… enfim, é uma grande graça, tudo é graça! A Cia de Artes Shalom está com inscrições abertas para a seleção de nova turma. Clique aqui e saiba mais.

“Aos poucos, em oração, pela Palavra e por alguns sinais”

Meu nome é Rafael de Araújo, tenho 25 anos e sou natural de Brasília, Distrito Federal. Nascido em família católica, sempre participava das missas, aos domingos. Aos sete anos, se não me falha a memória, comecei ajudar o padre da cidade de Guará (DF) como coroinha. Em 2003, aos 15 anos, tive uma forte experiência com a Eucaristia, quando me perguntaram: “Rafael, você não sente nada ao servir Jesus na Eucaristia tão de perto?” No momento, respondi que não, mas na missa seguinte em que estava servindo, fui tomado de um grande amor a Eucaristia e de desejo de servir ao altar que não sei como explicar. Aos 16 anos, na turma de Crisma, tive uma nova experiência com a Palavra de Deus, pois surgiu um desejo de ler não somente por obrigação, mas de deixá-la entrar no meu coração e realizar sua força transformadora. No ano de 2007, após tantas quedas e vitórias na vida cristã, durante o retiro de carnaval Renascer (promovido pela Comunidade Shalom em várias cidades do Brasil), na adoração ao Santíssimo Sacramento, tive uma experiência com o amor e a misericórdia de Deus. Tive, assim, o meu batismo no Espírito Santo. A partir daí, me engajei e comecei a trilhar um caminho sério dentro da Comunidade Católica Shalom. Em 2009, cursando o quinto semestre de Matemática, ingressei na Comunidade de Vida, deixando tudo e com desejo de doar minha vida pela evangelização dos jovens. Como missionário, morei em Recife (PE), Pacajus (CE) e em Aquiraz (CE), na Diaconia. Em 2010, ao participar da missa de ordenação de quatro irmãos da Comunidade de Vida no sacerdócio, senti em meu coração que Deus também me chamava a essa vida. A partir desses pequenos momentos, tive grandes experiências com Deus e com Sua Vontade. Aos poucos, em oração, pela Palavra e por alguns sinais, fui percebendo que Deus me chamava a configurar meu ser, minha vida e história ao Seu Filho, Jesus Cristo. Em 2011, com o desejo de fazer a Vontade de Deus e confiante na Sua Graça, com alegria, ingressei no seminário* da Arquidiocese de Fortaleza, como missionário da Comunidade Católica Shalom. Hoje, moro em Lugano, na Suíça, onde prossigo com minha formação para o sacerdócio. Rafael de Araújo Moura Silva *A formação e o acompanhamento dos seminaristas são promovidos por benfeitores que contribuem financeiramente e por meio da intercessão. Envie um e-mail para seminaristas@comshalom.org ou adicione Seminaristas Shalom no Facebook e saiba como ajudar.

“Senhor, tudo é teu… mas por favor, não me peça o celibato”

“É a história de um coração de carne ao qual Deus fez uma proposta impossível, coração seduzido por Deus, por Ele provado e feito crescer, educado e tornado adulto. Contudo, sempre de carne. E portanto, sensível a tudo aquilo que atrai o coração humano. […] no entanto, é também história de Deus, de um amor que não falha e que jamais se rende, que não volta atrás diante da traição, da substituição, e da recusa da criatura que prefere os próprios e pequenos amores, de um amor que não falha diante da fraqueza e da vulnerabilidade do coração humano…” (Amadeo Cencini) Eu estava prestes a mandar minha carta para a Comunidade de Vida, Deus já tinha feito uma reviravolta na minha vida. Eu sabia que Deus era irresistível, por isso fiz uma oração: “Senhor, tudo é Teu, estou Te ofertando minha família, meus estudos, meu trabalho, meus planos e amores…, mas por favor, não me peça o celibato. Você me conhece, sabe dos meus sonhos. Por favor, não me peça isso.” Eu tinha medo do celibato estar nos planos de Deus para mim e eu sabia que Ele era irresistível. Ele, porém, me respondeu: “Eu nunca te violentaria, antes te seduzirei e te conquistarei.” É impressionante como foi e continua sendo um caminho de sedução e conquista. Deus preparou tudo à minha volta e dentro de mim para que, numa experiência de total liberdade, eu pudesse escolher, assumir e viver a verdade de quem eu sou: Lucimara, filha de Deus, Shalom, celibatária. Primeiro, depois de uma experiência de esvaziamento, de pobreza, de nada ter, Ele realizou em mim uma obra linda e necessária, a de descobrir-me filha amada, predileta. Nada pode me separar deste amor. Logo em seguida, depois de saber-me amada, Ele levou-me a um profundo autoconhecimento. Eu queria me firmar no Carisma como Comunidade de Vida. Tive uma forte experiência com minhas fraquezas e limites e não só com os meus, mas com os dos meus irmãos também. Esta foi uma dura prova. Estive prestes a desistir de tudo, de mim mesma, da vocação. Desacreditei… Mas a Sua misericórdia, o Seu amor me salvaram. Para onde iria? A quem iria? Assim, descobri o meu lugar: aos Seus pés. E estando aos Seus pés, descobri-me esposa, celibatária. Quando descobri isso, meu coração estava completamente rendido a esta verdade. Ele não só me seduziu, mas me encantou, me fascinou com Seu olhar, Sua voz, Seu coração. Quando uma pessoa se casa, tudo muda. Sua forma de relacionar-se muda, suas prioridades, as exigências, seu tempo. E quando vêm os filhos, mais mudanças no corpo, no jeito de amar, no jeito de ver. Tudo se desenvolve dentro desta nova realidade. Há uma mudança fora e dentro das pessoas, todos percebem. Uma mudança, assim, radical também acontece na vida do celibatário, a diferença é que muitos não percebem. De repente, não vivemos mais sozinhos. Mudam nossos relacionamentos (Ele é um Deus ciumento), nossas prioridades, as exigências do Amor. Muda a forma de amar, de rezar e se dar… É um desposamento real! Agora não é mais simplesmente “eu”, mas “eu e o meu Esposo”. Logo vem também os filhos, espirituais, sim, mas gerados não só na oração, mas na oferta total de vida. É tudo muito real e concreto, mas nada é para este mundo, e eu sou um sinal vivo de que o céu é esta realidade concreta porque eu a vivo na minha carne. Eu teria várias histórias para contar das exigências deste Amor e das delicadezas do meu Amado. Mas a maior delas é que Ele olhou para mim, para a minha pobreza, para a minha indigência e me elevou. Me elevou a um lugar de muita honra e distinção, o lugar do eleitos, o lugar da esposa. Lucimara Batista

Vale a pena dar a vida por amor a Cristo

Deus, em sua infinita misericórdia, mesmo que levemos uma vida quase sem tempo e espaço para Ele, se utiliza das pequenas brechas que abrimos para nos dar uma experiência com aquilo que de mais sublime pode ser concedido ao homem, o Seu amor. Comigo não foi diferente. Aos dezesseis anos, tendo uma vida aparentemente boa e uma fé individual, alimentava o desejo de fazer Crisma. Não por entender a importância e poder desse sacramento na vida do cristão, longe disso. Mas, como alguém que queria viver sempre o que era correto, achava que como havia sido batizada e feito Primeira Eucaristia, necessitava ser crismada para encerrar um ‘ciclo’. A minha motivação não foi das melhores, no entanto Deus se utilizou dela para mudar para sempre a minha vida. Como eu quase não tinha amigos que participavam da Igreja, a Crisma parecia um desejo um pouco distante. Afinal, eu nunca iria para a Igreja só. Foi aí que surgiu o convite de um amigo do colégio que participava do Shalom, pois lá abriria uma nova turma de Crisma. E o melhor, uma amiga da classe iria, era a minha chance. Na primeira semana, fomos nós duas; na segunda, minha irmã e outra amiga também; um mês depois, éramos seis colegas de classe fazendo Seminário de Vida no Espírito Santo. Logo depois, continuei na Crisma e comecei a participar de um grupo de oração, o qual pensava em deixar assim que me crismasse, pois achava tudo muito radical na Comunidade e distante do meu ponto de vista. Nesse período, por muita insistência dos amigos, fui para o retiro geral do Projeto Juventude para Jesus – PJJ e lá, da maneira mais simples possível, Deus se utilizou de algumas pessoas para me conquistar. Lembro que, na adoração do domingo, o sorriso de uma irmã ao olhar para Jesus Eucarístico me convenceu de onde estaria a verdadeira felicidade. A partir de então, minha vida, aos poucos, foi mudando radicalmente. Apesar de parecer exteriormente bem, desde os doze anos eu vivia muito ansiosa, achando que tinha todas as doenças do mundo. Eu era hipocondríaca – pessoa que apresenta medos e preocupações fortes com a idéia de ter uma doença grave –, além de ter várias manias. Tudo isso me deixava profundamente angustiada, com medo da morte, a ponto de, algumas vezes, nem conseguir respirar direito. Contudo, ninguém sabia bem, a não ser quando falava algo para minha mãe ou irmã, mas de forma muito superficial, sem contar o que se passava mesmo dentro de mim. Chegou um momento no qual eu não conseguia mais nem ler nem ouvir sobre doenças, para não aparecer mais uma para minha lista. Certa vez, quando achava padecer de uma enfermidade, emagreci de dois a três quilos por nem conseguir comer direito de tanta preocupação. No entanto, depois desse retiro do PJJ, Deus me atraiu de tal forma que passei a ficar bem mais tempo no Shalom e me enagajar no serviço à Obra. Com o passar do meses, percebi que quanto mais eu gastava meu dias e me doava a Deus e aos outros, menos eu tinha tempo para mim e para pensar em coisas que me assombravam a mente. Dessa forma, Deus foi me fazendo livre de tudo o que me aprisionava e me curando dessa que era a única doença que eu tinha, na verdade. Dois anos depois, como resposta de gratidão e desejo de viver a vontade de Deus, ingressei no Vocacional Shalom, e, em 2011, aos vinte anos, na Comunidade de Aliança. Hoje, tenho vinte e dois anos e sou discípula da Comunidade Shalom em Natal (RN). O que dizer senão que vale a pena dar a vida por Cristo, Àquele que nos faz plenamente feliz, que me faz plenamente feliz! Termino com uma parte de um discurso de Bento XVI aos jovens que resume bem o que eu gostaria de expressar aqui: “Queridos jovens, não tenhais medo de Cristo. Ele não tira nada, Ele dá tudo. Quem se doa por Ele, recebe o cêntuplo. Sim, abri de par em par as portas a Cristo e encontrareis a vida verdadeira” Shalom, Ana Luísa Lourenço

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