Shalom realiza encontro “Despertar Vocacional” em Forquilha (CE)

“Deus não nos tira nada, Ele nos dá tudo”, esse foi o convite do Senhor para os membros do grupo da Difusão Shalom de Forquilha. Foi realizado nesse sábado, dia 23 de novembro de 2013, o evento o Despertar Vocacional, cujo objetivo era despertar nos membros do grupo de oração o desejo de conhecer o chamado especifico que o Senhor faz para cada um. A noite contou com a presença do responsável local da missão de Sobral, Breno André, que testemunhou seu caminho vocacional, além de conduzir o momento de adoração. Estiveram presentes também a missionária da Comunidade de Vida Ana Maria e o casal vocacionado Wellington Farias e  Mikelina, juntamente com pequena Maria Tereza (1 ano e 3 meses). Confira alguns testemunhos dos membros do grupo: “Foi muito gratificante poder participar desse momento, onde presenciei o testemunho da caminhada vocacional do responsável local da Missão-Sobral. Há algum tempo sinto uma inquietação em meu coração, uma vontade de ter uma relação mais profunda com Deus, de todos os dias, vivenciar este amor eterno como forma de gratidão, doar minha vida por quem me libertou. Muito lindo o testemunho que ouvi, me senti mais determinado. Se for da vontade de Deus, em 2014 quero ingressar no vocacional. Na adoração ao Santíssimo me senti abraçado por Deus, me senti mais amado, mesmo com as minhas fraquezas. Ninguém no mundo me fez tão feliz como Deus me faz, busquei em muitas coisas, mas só n’Ele encontrei a paz. Quero buscar minha vocação pra servir a Ele da melhor forma possível, onde Ele me colocar irei, pois só n’Ele encontrei tudo que busquei.” “Se Tu me queres, eu também Te quero.” – Iego Fernandes, 19 anos. “O Despertar Vocacional foi uma experiência muito forte em minha vida. Procurar saber  qual é a vontade de Deus na minha vida, quais são os Seus planos, sempre foi algo difícil pra mim. Eu passava horas me perguntando, questionando “qual é a minha vocação?” “Qual é a vontade de Deus pra minha vida?” e até me perguntava “Será que tenho uma vocação?”. Mas hoje eu sei que tenho uma, ainda não sei qual é, mas sei que Ele me mostrará no tempo certo. Aprendi que preciso calar a minha voz para poder ouvir a voz d”Ele, e mesmo que eu tenha dificuldades em deixar as minhas vontades, só serei feliz quando viver a vontade de Deus. Preciso aprender a esperar e confiar nos planos de Deus. Porque mesmo que eu tenha medo de viver a minha vocação, de descobrir que minha vocação é o que eu nunca esperei que fosse  e mesmo que seja difícil, valerá a pena, pois serei verdadeiramente feliz!”- Isabelly Almeida, 17 anos. “A Igreja nos ensina que Jesus está presente na Eucaristia vivo, ressuscitado, e nos olha! E eu percebia que este é o mesmo olhar que fez com que tantos santos doassem as suas vidas pela Igreja, pelos homens. O olhar de Jesus que conquistou tantos homens e mulheres ao ponto de serem grandes testemunhos vivos. E eu pensava quem sou eu, para não deixasse seduzir por este olhar cativante de Jesus, que me impele a viver a santidade. O livro da Sabedoria nos diz: “Pois é a partir da grandeza e da beleza das criaturas que, por analogia, se conhece o seu autor.” (Sb 13, 5). O testemunho da vida de tantos santos tem como autor o próprio Deus, que é para Ele que os santos nos levam. Temos de ofertar as nossas vidas! Estarmos prontos para viver a santidade, prontos até mesmo para o martírio se for preciso. Para levarmos com nossas vidas mais homens para Deus, para o Céu. Gastar-nos por amor a Deus, que nos olhou e nos seduziu” – Ítalo Felipe,  14 anos. Fernanda Costa

Shalom lança campanha Vocacional 2014

“Sim, eu desejo, eu quero, eu vou” é o tema do Vocacional Shalom 2014. A campanha foi lançada oficialmente no Fórum Carismático que aconteceu de 14 a 17 de novembro em Fortaleza. No evento foi montado um estande do Vocacional Shalom para divulgar a nova campanha por meio de vídeos, testemunhos e nas redes sociais. A frase-tema é do fundador do Shalom, Moysés Azevedo, e está no Escrito “Obra Nova”, um dos textos basilares da espiritualidade da Comunidade. É a resposta que ecoa no coração daqueles que se sentem atraídos por Deus a uma consagração de vida, a ofertar a suas vidas pela Igreja e por toda a humanidade. Os grupos vocacionais terão início em todo o Brasil em março de 2014, quando será realizado o primeiro encontro vocacional, que é aberto para quem deseja trilhar um caminho de discernimento de sua vocação. “Eu disse ‘sim’. E por que eu disse ‘sim’ ao chamado de Deus, sou muito feliz de poder ofertar minha vida, minha juventude a Ele, para que outros jovens possam conhecer o amor infinito de Deus”, afirma Paulo Victor, missionário da Comunidade de Vida Shalom. Descubra o caminho da verdadeira felicidade, diga “sim” ao chamado de Deus, venha para o Vocacional Shalom. Glaucianne Kely

“Francisco e Teresa na Vocação Shalom”, por Emmir Nogueira

Em 1980, não conhecíamos praticamente nada sobre a vida de São Francisco de Assis e de Santa Teresa. A cidade de Fortaleza não era a mais bem suprida com relação a livros. Em 1981, eu fui a uma excursão da Renovação Carismática Católica pela Europa (nesta época, eu já conhecia o Moysés, já éramos amigos há 4 anos). Eu fui a Assis, na Itália, e fiquei encantada com São Francisco, a sua vida, as ruas por onde ele andou, as pedras em que ele colocou a mão. Eu andava pela cidade passando as mãos nas paredes, andando descalça, porque, de repente, Francisco tinha posto os pés ali. Eu trouxe de Assis uma cruz de São Damião e a dei de presente ao Moysés. Ele nunca a tinha visto e, para ser sincera, eu também não. A primeira vez que eu vi esta cruz foi em Assis. Lembro-me que quando fiquei na frente do crucifixo de São Damião, eu não queria mais sair, não conseguia. Depois, eu atravessei a cidade toda perguntando onde era o convento de Santa Clara, porque lá está a cruz de São Damião e eu queria novamente rezar diante dela. Esse foi o primeiro contato mais palpável que tivemos com Francisco. Logo depois, foi lançado o filme Irmão sol, irmã lua. Um dia, Moysés me telefonou e disse: “Emmir, está todo mundo indo ver o filme Irmão sol, Irmã lua. Você tem que ir, hoje é o último dia”. Foi um dos momentos em que eu me vi entre o meu trabalho, minha responsabilidade, minha obrigação e aquela graça que estava tomando conta de mim, que era a graça da vocação. Então eu fui ver o filme, e não era apenas eu quem chorava, éramos umas 15 pessoas, todas sentadas perto uma da outra, no Cine São Luís. Francisco entrou na nossa vocação assim, pela beleza e radicalidade evangélica do seu chamado, o tirar a roupa na praça e dizer: “O meu pai agora é Deus”. Nós herdamos de Francisco esse amor pela pobreza, a percepção de que a obra de Deus só pode acontecer se formos pobres. Há toda uma influência da minoridade franciscana nas nossas Regras, nos nossos Estatutos, na nossa espiritualidade, no espírito do nosso fundador. Moysés, além de ser um extraordinário homem de fé, é um homem que sabe exatamente que ele não é nada. Pela vida do Moysés, eu tenho aprendido que quanto mais você percebe que não é nada, mais você confia em Deus. Isso nós herdamos de Francisco: o sentido da minoridade, da fé, do louvor. A oração fervorosa, espontânea e a vida fraterna de Francisco também nos atraíram imensamente, bem como a fraternidade e o entranhado sentido de serviço e amor incondicional à Igreja. Eu estava em casa, e o Moysés me ligou dizendo: “Emmir, reza, porque eu vou falar com Dom Aluísio sobre a Comunidade”. Quando eu comecei a rezar, Deus me deu uma palavra clara: a espiritualidade! “Diga ao Moysés que fale com o bispo sobre a espiritualidade”. Ora, eu não fazia ideia de que uma vocação tinha uma espiritualidade. Nós estávamos começando, a lanchonete já tinha sido inaugurada. Eu corri para o telefone para tentar alcançar o Moysés antes que ele saísse de casa, e disse-lhe: “Moysés, Deus me disse para você falar com o bispo sobre a espiritualidade”. Moysés foi e perguntou a Dom Aluísio se ele tinha alguma sugestão, alguma orientação. Dom Aluísio é franciscano, detalhe importante, e ele, que é doutor em espiritualidade, disse ao Moysés: “Leiam Santa Teresa D’Ávila”. Eu quase tive uma síncope, porque, naquela época, naquele exato momento, eu estava lendo o livro Caminho de Perfeição, e estava no capítulo sobre a humildade, só que eu não conseguia passar dele. Eu pensava: “É duro demais! Essa mulher é exigente demais”. Eu via a obra com a linguagem barroca, muito rebuscada, o assunto muito difícil e uma espiritualidade que eu dizia “meu Deus, como é que alguém vai conseguir viver isso?”. Pois bem, eu estava exatamente nesse drama com o livro quando Moysés chegou com essa notícia. Na época, resolvemos comprar o primeiro exemplar dos Escritos de Santa Teresa de Jesus. Santa Teresa e São Francisco nos influenciaram imensamente, caíram no coração do Moysés e no meu coração e moldaram os nossos corações, não para que fôssemos franciscanos ou carmelitas; mas, dessa junção de Teresa, de Francisco, da espiritualidade da Renovação e do espírito do fundador, surgiu isso que hoje nós chamamos espiritualidade Shalom. Maria Emmir Nogueira, cofundadora da Comunidade Católica Shalom Este artigo está disponível na edição de outubro da Revista Shalom Maná. Saiba mais sobre esta publicação: A revista Verdadeiro alimento espiritual para o homem de hoje, a Shalom Maná surgiu em 1986, comprometida com a verdade do Evangelho e preparada para ser um instrumento de evangelização e catequese. Traz formação espiritual, doutrinária e humana, matérias exclusivas, entrevistas, reportagens, testemunhos, notícias da Igreja e muito mais. Para assinar ligue: (85) 3308.7402 / 3308.7465 E-mail: assinaturas1edicoes@comshalom.org Ou acesse www.edicoesshalom.com.br   Com você podemos fazer mais. Clique aqui e ajude-nos!

Deus me conduziu na descoberta desta magnífica vocação

Olá, me chamo Luan Pereira, missionário da Comunidade de Vida Shalom. Sou natural do interior do Rio de Janeiro, e vou partilhar brevemente para vocês como conheci a Comunidade e como a providência de Deus foi me conduzindo rumo a descoberta desta magnifica vocação. Tudo começou em novembro de 2007, em um Congresso de Internacional que aconteceu na Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP). Muitas palestras, pregações, testemunhos belos. Um deles me chamou muito a atenção, o de um homem que havia ofertado sua juventude a Cristo em favor da evangelização dos jovens, de todos os homens. Aquelas palavras geraram um eco dentro de mim e um impulso de buscar uma vida mais radical, mais estreita na vivência do Evangelho, e no anúncio de Cristo Ressuscitado. O tempo foi passando, o coração ansiava por algo a mais, que ainda não havia encontrado. Como sou músico, vivo procurando por cifras de músicas novas na internet, e fui buscar uma cifra das músicas da Comunidade Shalom, pois eram muito fortes. Percebia que não eram somente beleza, poesia e harmonia bem executadas, mas eram um transbordar de uma graça nova, uma profecia para a Igreja e o mundo, e queria que as pessoas do ministério de música em que eu servia também as conhecessem. Fui buscar as cifras no site da Comunidade, e foi a grande isca de Deus para me fazer conhecer e me identificar com o histórico e a missão do Shalom. Dentro de mim, ecoava um grito de alegria e satisfação: “é isso! Encontrei! É essa a vida que eu quero viver!”. A partir daí, todo dia eu entrava, via as novidades, fui lendo sobre a vida do fundador, da cofundadora, os três estados de vida. “Meu Deus, existe mesmo isso na Igreja? Como é belo! Como é perfeito!” Como não havia Shalom na minha cidade, fui buscar a Missão mais próxima, que era a de Macaé, onde entrei em contato e ingressei no vocacional no ano seguinte. Fui percebendo o quanto Deus tem pressa na minha vida, mesmo diante da minha lentidão em corresponder a sua Vontade. A cada dia, fui me identificando mais com o Carisma, e percebia uma grande ação de Deus na minha vida, em meio a desafios, medos de deixar o que eu tinha construído, minha família, mas a voz de Deus foi sendo mais forte, e em dois anos de discernimento vocacional, fui sendo firmado na sua Palavra, na sua voz. No final de 2009, pedi ingresso na Comunidade. Foi difícil deixar família, amigos, casa, trabalho, planos de um bom futuro, mas certa é a voz que me chamou, e hoje posso contemplar que Deus dá cem vezes mais irmãos, mães, pais, casas, pois sua vontade na nossa vida tem grandezas que não conseguimos calcular e muitas vezes nem nossos olhos contemplam, mas é real. Faço a cada dia essa experiência de perder feliz a minha vida para ganhar aquela vida que não passará, a vida plena e perfeita que somente Cristo pode nos dar. Hoje sou membro com promessas no Carisma, e recebi um grande presente de Deus de ser enviado para a Terra Santa, na cidade de Haifa-Israel, um lugar tão caro ao nosso Deus, o lugar dos seu eleitos. Confesso que isso gera um certo temor em mim pela confiança da Igreja, da Comunidade em mim, pobre vaso de barro, mas gera um louvor que me ultrapassa, pois a Vontade de Deus nos ultrapassa, nos surpreende, é nossa eterna novidade. Louvo a Deus pelo portal da Comunidade, que foi um grande instrumento de Deus para que eu pudesse conhecer e me apaixonar por sua vontade, e corresponder com minha vida ao apelo da Igreja, da humanidade que sofre, geme e espera pela manifestação dos filhos de Deus. Shalom! Que Deus te abençoe! Luan Pereira Rodrigues

Eis que vou fazer Obra Nova!

Essa semana começou obra na minha casa. Vamos restaurar algumas coisas, destruir e construir outras… Antes de começar o processo de transformação tivemos que tirar as coisas do lugar, rearrumar toda estrutura da nossa casa e isso tem sido bem desconfortável. Estamos morando numa grande bagunça. Por coincidência, digo, providência, minha célula comunitária tá vivendo o bloco formativo da Obra Nova*. A Obra Nova é parecida com a que tá tendo na minha casa. É uma obra em que Deus restaura minha imagem de filho, destrói o velho que insiste em roubar a beleza do céu, constrói um homem de pé, preparado pro combate. Dar passos na direção desse novo é desconfortável. É preciso sair da zona de conforto. É a cada momento se deparar com a bagunça do ambiente e não desanimar, não desacreditar. É ter a certeza do que está sendo construído. “A gente tem que tomar cuidado com essa bagunça. Tá tudo fora do lugar. Pra perder as coisas não custa nada.’’ Essas foram palavras da minha mãe. Na obra nova é preciso ter cuidado com a bagunça, para não perdermos nada. É tempo de grande exposição, ficamos vulneráveis com nossas fraquezas. E é necessário uma atenção redobrada. É tempo de se voltar ainda mais para o essencial! Obra Nova é tirar os galhos velhos, é permitir que os valores do Evangelho sejam forjados em nós. É permitir que Deus gere uma verdadeira conversão em nossos corações. É ainda metanóia! É ser podado dos galhos aparentemente verdes, mas que não dão frutos. Os galhos verdes são aqueles papéis guardados que nunca são usados, que estão ali porque você acha que precisa, mas só serve pra criar entulho, bagunça, confusão. A grande novidade que Deus realiza nessa Obra é a configuração ao Carisma. É ser forjado na grande beleza da vocação. No final, minha casa estará pronta para receber meus amigos. No final da Obra Nova, estarei pronto pra ser recebido pelo meu Amigo, Jesus. Cleiton Ramos disponível em http://pontodeumconto.wordpress.com/2013/09/23/eis-que-vou-fazer-obra-nova/ *Obra Nova, redigido em 1984 pelo fundador da Comunidade Shalom, Moysés Azevedo,  é um dos escritos basilares da espiritualidade  Shalom. Para adquirir os Escritos clique aqui. É, ainda, o título do livro da cofundadora da Comunidade, Maria Emmir Nogueira, Obra Nova, caminho de e para a felicidade, um aprofundamento do texto do Escrito. Para adquiri-lo, clique aqui.

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