
Deus sempre surpreende, sempre mostra o poder dele de tantas formas, e uma delas é nos ajudando, favorecendo. Quem caminha na verdade, sabe muito bem que tudo o que temos e somos, nós tão somente recebemos. Foi-nos disponibilizado para que administremos. Ora, Deus é Deus e, como tal, tudo pode. Entretanto, misteriosamente se “misturou” com nossa fraqueza, sem deixar de ser quem É. Quis ser fraco conosco, mantendo Sua onipotência e nos dar, dar, dar muito, dar tanto que Se deu a nós! Caramba! É isso mesmo.
E para extrapolar, Ele, Deus, inventou a oração. Desejou muito que conversássemos com Ele, abríssemos o nosso coração na Sua presença e nos deixássemos amar. Sem medo de ser felizes, devemos pedir sempre, com confiança, muito fervor, pois foi desejo imenso do coração divino que pedíssemos que dependêssemos do Pai, como filhos amados e confiantes. Ninguém gosta de gente inoportuna, de gente impertinente, chata, pidona ou coisa do gênero por perto! O bonito mesmo é que Ele (Deus) gosta!!!! E inventou uma parábola no Evangelho de uma viúva que se deparou com um juiz que não estava nem aí para a justiça. Mas, para não ser massacrado pela tal viúva impertinente e chata, resolveu fazer-lhe justiça.
Ora, Deus, segundo nos narra Jesus, quer participar da nossa vida, quer nos favorecer, quer nos dar Seus bens. E haverá de escutar-nos. Haverá de dar-nos muitas vezes não o que nós queremos ou gostamos, mas o que for o melhor. O melhor nem sempre é o mais fácil. O que é o melhor no plano cristão? O que nos aproxima de Deus, leva-nos a nos unir a Ele, fazendo a vontade divina. É preciso também lembrar que depender de Deus, esperar nele, não quer dizer viver uma relação de parasitismo espiritual ou apostólico com relação ao Senhor. Devemos também nos mexer, fazer o que nos foi dado ou exigido pela justiça e pela caridade. Ser criativos, generosos, ativos, dedicados, atuantes. Fazer o possível, e o Todo Poderoso toma conta do impossível, se o impossível for necessário. Assim, orantes e atuantes, seremos felizes e estaremos contentes.
Se tu desanimares da vida de oração, um conselho: recomece. Retome. Não desanime. Na insistência, seremos o que somos chamados a ser.
Padre Antonio Marcos Chagas
Membro da Comunidade Católica Shalom
Fonte: Revista Shalom Maná