Formação

Uma reflexão cristã sobre o Carnaval

“Orai e vigiai, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 14, 38).

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Aproxima-se o período do Carnaval e, automaticamente, desperta em nós a ânsia em estarmos reunidos com os amigos, buscando a diversão, a alegria, com direito a muita música e agitação! Para a maioria, é assim!

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Mas, afinal, por que celebramos o Carnaval?

Etimologicamente, o termo Carnaval advém, dentre várias interpretações, de “carne vale” que significa “adeus carne” ou “despedida da carne”, pois que permitido o consumo de carne no tríduo que antecede a Quarta-feira de Cinzas, marco da Quaresma (período durante o qual é recomendada a prática da penitência e abstinência de carnes vermelhas).

Desde a origem da festividade do Carnaval, há um contraste entre o carnaval cristão e o carnaval pagão. E, de fato, percebemos ainda hoje essa discrepância. 

De um lado, muitos jovens aproveitam essa data para extravasarem seus desejos, influenciados pela sensação de ”liberdade”, em que tudo é permitido. É comum, portanto, vermos nos carnavais a presença do excesso: de bebidas, de drogas, do apelo sexual etc. Vale lembrar que estes “sintomas” são perceptíveis, também, em outras épocas do ano, não apenas no Carnaval. 

Tal comportamento vem acompanhado do vazio, da “ressaca moral”, da ausência daquilo que verdadeiramente é capaz de nos preencher: o amor, a paz no coração, a liberdade de poder dizer SIM e NÃO.

Liberdade é ter O Amor para se prender…

Por outro lado, o carnaval cristão experimenta a verdadeira alegria de estar na presença viva e real do Amor. O dançar, o cantar, o comportar-se muda de feição. Aqui, tudo o que é do bem e para o bem é permitido. Todos somos chamados a viver e aproveitar o tempo do Carnaval, que é tempo de festejar, com a alegria própria que o momento requer, sem, no entanto, extremar os excessos.

Fomos criados para amar ao próximo como a nós mesmos; para propagar e incentivar aquilo que é bom e verdadeiro; para vivermos conforme nos exige o senso de responsabilidade social, respeitando os limites da coletividade. Não somos meros expectadores da vida, mas estamos aqui, para sermos os atores, exercendo fielmente nosso papel de cristãos, com alegria e entusiasmo, com música e dança, com amigos e familiares, com respeito e fraternidade. Com amor!

Chamado à conversão

Vivemos, sim, no mundo; e o mundo precisa, sim, de nós: jovens de calça jeans que amam, que dançam, que se divertem, e que sabem, acima de tudo, viver e fazer suas escolhas com o olhar para o Alto! 

Quantos jovens desejam encontrar a felicidade que o mundo não nos proporciona? Como é difícil, por vezes, aceitar e desejar as coisas do Pai! O mundo nos põe à prova a todo momento. O Carnaval alimenta em nosso espírito uma propensão ao pecado, a desejar o que não é saudável, tirando-nos do foco. Sim, isso acontece com muitos. 

O momento é propício para que analisemos tudo aquilo que nos mancha, que nos tira a paz de estar em paz com Deus. É tempo, pois, de iniciar ou persistir no chamado à conversão, preparando nossos corações para a Quaresma.

Independente do local onde você for passar o Carnaval, o segredo é não perder o senso de responsabilidade cristã. Um carnaval de dentro pra fora, onde nós possamos aproveitar três dias de alegria plena e duradoura.

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Comentários

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  1. Louvado seja Nosso Senhor J’sus Cristo. Salve Maria Mãe de D’us.
    Irmãos, não me concebe participar de uma festa de além ser pagã faz ofensas ao Senhor. Onde a verdadeira idolatria aos ídolos e a entidades de origem africanas.
    Porém o pior é que está festa ridiculariza o próprio D’us, onde já se viu (Rio de Janeiro) a representação de satanás pisando no Senhor. Logo estas festas devem ser evitadas pelo cristão católico Participar dessas festas É UMA OFENSA AO SENHOR.

  2. A zona é geral e diária as datas carnavalescas são apenas um marco pontual que mesmo antes de Cristo duravam meses como tende no Brasil hoje. A degradação do que pode ser ou não certo ou errado é diária não no carnaval, pois nessa época apenas pode, seja por permissão ou aceitação das crenças ou de não crentes.