Formação

Você sabe qual a relação entre São José e a Providência de Deus?

Apesar das incoerências e fragilidades presentes no interior dos homens, o universo criado por Deus não está à própria sorte ou ao acaso. Deus tem seus meios, seus recursos amorosos e providentes.

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Para entendermos por que a tradição cristã da Igreja vê José, esposo de Maria, como um instrumento da Providência Divina, precisamos entender o sentido bíblico e teológico de providência. A Providência Divina é o meio ou recurso escolhido por Deus para governar, gerir, administrar as coisas que Ele mesmo criou, em favor de nós, seus filhos. Crer na Providência Divina significa afirmar, declarar que Deus tem o controle completo sobre todas as coisas.

“Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável”. (Sl 24)

Apesar das incoerências e fragilidades presentes no interior dos homens, o universo criado por Deus não está à própria sorte ou ao acaso. Deus tem seus meios, seus recursos amorosos e providentes. Muitas vezes, o que impede a boa efetivação desses projetos divinos é a liberdade corrompida de muitos de seus filhos, que ainda manchada e influenciada por resquícios do pecado original, não abrem espaços para Deus agir. Alguém então poderia se preguntar: Deus não é Deus? Por que então Ele não age mesmo sem o apoio e adesão humana? A resposta é simples, Deus não quer escravos, quer filhos que o amem e o obedeçam com liberdade, administrando com amor e criatividade os dons dados por Ele. 

São José é um grande modelo de alguém muito competente, a quem Deus confiou a administração de dois grandes tesouros, o primeiro: A Virgem Maria, aquela Cheia de graça, escolhida por Deus, para receber e gerar no próprio corpo, e o principal tesouro: Seu Filho Divino, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. 

Fico às vezes a pensar e a refletir sobre o episódio do assassinato dos inocentes por ordem de Herodes (Cf.Mt:2,16-17). Quão grande foi a tensão, a preocupação, a criatividade e a coragem que o pequeno gigante São José precisou ter. Ele mesmo, se pudesse pessoalmente testemunhar nesse texto um pouco do que viveu, provavelmente iria às lágrimas e, ao mesmo tempo, expressaria seu louvor e gratidão ao Criador. O homem a quem Deus confiou o cuidado de Maria, a mulher cheia de graça, e a proteção de Seu Filho Jesus, nosso Salvador e Senhor, o Deus feito carne, sem dúvida, merece o meu e o seu respeito. Mais do que respeito, gratidão!

Termine comigo, como nos meus textos anteriores fazendo essa linda oração:

Ó Glorioso São José, vós que fostes escolhidos para ser o pai adotivo de Jesus e fostes instrumento da providência divina na família de Nazaré, nós vos pedimos, auxiliai e socorrei a Comunidade Católica Shalom, para que nunca nos faltem os meios materiais necessários para cumprirmos os desígnios de Deus a nosso respeito. Aumentai a nossa fé e a nossa generosidade para que, por meio da nossa fidelidade à Comunhão de Bens, possamos cumprir a nossa missão de anunciar com ousadia a Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.

Rodrigo Santos

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