Teu nascer, faz-me renascer,
e viver a missão que fui criada;
não são flores sentir as dores,
que sete vezes obedeci calada.
Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”. (Lc 2,34a.35b)
A primeira, inteira e certeira,
foi quando o profeta Simeão,
ao nos abençoar e profetizar,
senti uma espada no coração.
A segunda, estaca profunda
fugir para as terras estranhas,
mas senti dor, com todo Amor
e Alegria em Minhas entranhas.
O terceiro sofrer, ao Te perder,
na caravana de volta à Nazaré;
aflitos à procura, com ternura,
Te encontramos falando da Fé.
Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. (Jo 19,25)
Na quarta, Amor, carta de dor,
senti ver-Te subindo o Calvário;
lágrimas tão íntimas, ínfimas,
que chorei ao Te ver solitário.
Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. (Jo 19,26)
Ó Meu Jesus pregado na Cruz,
foi dor dilacerante Te ver assim;
um castigo que sofria Contigo,
ao Me confiar Teus filhos a Mim.
Morreu sofrido, Filho Querido,
recebi-Te nos braços com dor;
está desfigurado, Crucificado,
mas sei Teu semblante, Amor!
Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. (Jo 19,27)
Eis as dores, seis dissabores,
que sentia naquele momento;
crava a sétima, estaca última,
em Mim no Teu sepultamento.
Ensina-Me sofrer, interceder,
pelos filhos adotivos, Senhor!
Peço por eles e com aqueles
que se perdem do Teu Amor!
Ó Ressuscitado, Filho Amado,
libertai-os agora de todo o mal,
ao louvar, se a Cruz lhes pesar,
unidos a Ti com Amor Esponsal!
Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!
