“Ó morte, onde está tua vitória?” O Sábado de Aleluia e o Amor que se abandona de si mesmo por amor aos seus.

Entre o silêncio da morte e o alvoroço da Ressurreição, o Sábado de Aleluia ocupa um lugar singular no calendário cristão. É o dia da espera —”Ó morte, onde está tua vitória?” O Sábado de Aleluia e o Amor que se abandona de si mesmo por amor aos seus.  tensa, esperançosa, silenciosa. E foi nesse espírito que os fiéis se reuniram para mais um momento marcante do Retiro de Semana Santa da Comunidade Shalom. A pregação do Bispo Marco tocou no núcleo mais profundo do mistério pascal. Com palavras que alternam delicadeza e contundência, ele iluminou o sentido da Encarnação à luz da condição humana: “Já que o homem fugiu de Deus, Deus se faz homem e vem ao encontro ...

O louvor Pascal

Nosso coração se inflama de alegria porque somos enviados para testemunhar todos os dias com a oferta da nossa vida que Cristo ressuscitou! Aleluia! Sim, verdadeiramente ressuscitou! Aleluia! O louvor que nasce da vitória sobre a morte Cristo ressuscitou! Aleluia! Sim, verdadeiramente ressuscitou! Aleluia! O tempo Pascal se inicia e já na antífona de entrada da Missa de Páscoa a liturgia nos chama ao louvor: “Realmente, o Senhor ressuscitou, aleluia. A Ele a glória e o poder, pelos séculos dos séculos, aleluia, aleluia.” Este grande louvor é dado pela vitória de Jesus Cristo sobre a morte em sua entrega definitiva por amor a cada um de nós. A Ele a glória porque se fez homem e assumiu nossa condição, a ...
Domingo e Páscoa no Retiro de Semana Santa - Foto: Comunicação Shalom Curitiba

Semana Santa: 12 reflexões para levar à nossa vida

No caminho do Tríduo Pascal, entre a dor da Cruz, o silêncio do sepulcro e a alegria da ressurreição, Deus age e aproxima esse ministério da nossa própria vida.  A partir das pregações do Padre João Wilkes no Retiro de Semana Santa, em Curitiba/PR, reunimos algumas reflexões que podemos levar para a nossa vida mesmo depois da Páscoa. 1. Jesus na Cruz é a imagem da humanidade desfigurada pelo pecado A Cruz não revela apenas Cristo, mas também quem nós somos. Nas pequenas atitudes do dia a dia, percebemos nossas fraquezas, incoerências, mas também nossos sofrimentos. Olhar para a Cruz é reconhecer a verdade sobre nós, não para desanimar, mas para permitir que Deus transforme e preencha de sentido, pois ...

Amou-os até a consumação

“Jesus não se detém diante da rejeição e da ingratidão; mesmo sabendo da intenção de Judas, continua tentando dobrar seu coração com um ato de amor: oferece-lhe um pedaço de pão, serve àquele que está prestes a traí-Lo.” O Amor que se oferece mesmo diante da traição Neste Tríduo de preparação para a Morte e Ressurreição de Cristo, somos impelidos a meditar o amor de um Deus que se abaixa até nós e nos ama até o fim, até a última gota de sangue. Um amor que se revela através da misericórdia e nos convoca a multiplicar esses atos de compaixão para com os nossos irmãos. Voltando o olhar para a cena da Última Ceia de Nosso Senhor com seus ...
Retiro de Semana Santa em Curitiba/PR

Sábado Santo: no silêncio, Deus continua agindo

No segundo dia do Retiro de Semana Santa promovido pela Comunidade Católica Shalom em Curitiba, os participantes são convidados a mergulhar no mistério do Sábado Santo. A pregação conduzida pelo Pe. João Wilkes aconteceu à luz da reflexão de Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI), no livro Introdução ao Cristianismo. Marcado pelo silêncio e pela espera, este dia contempla a descida de Cristo à mansão dos mortos, ou ainda às profundezas da existência humana.  Depois da dor da cruz e do impacto da morte de Jesus, a Igreja entra no dia mais silencioso de todo o ano. É o tempo do recolhimento e de um mistério que desafia a fé: o silêncio de Deus. Como aponta Ratzinger, “há uma noite em ...

Sexta-feira Santa: escândalo para alguns, loucura para outros, para nós, razão da nossa salvação

No dia de hoje, iniciamos o Retiro de Semana Santa da Missão Recife, realizado no Colégio ETEPAM. A primeira pregação foi conduzida pelo Padre Gustavo, que nos introduziu no mistério profundo deste dia: não um dia de tristeza vazia, mas um dia de contemplação do Amor que foi até o fim. Neste dia, a Igreja não nos convida a uma tristeza vazia, mas a uma contemplação profunda: olhar para a cruz e reconhecer, ali, não apenas o sofrimento de Cristo, mas a medida do amor de Deus por cada um de nós. Um amor que não recua, que não desiste, que não se poupa. A cruz não nos acusa, ela nos revela. Revela quem Deus é: Amor que se entrega. ...