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Descubra 7 curiosidades sobre São José

Ainda estamos comemorando o ano josefino, e quanto mais se estuda sobre ele, mais se tem a aprender.

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No dia 08 de dezembro de 2020 o Papa Francisco anunciou que o ano de 2021 seria dedicado a São José, em vista dos 150 anos da nomeação como Patrono da Igreja pelo Papa Pio IX. Conheça 7 curiosidades sobre o Santo: 

1. Silêncio

Nos textos das Sagradas Escrituras não há registro de nenhuma palavra dita por São José. Apesar de ser uma das figuras mais importantes do Novo Testamento, ele aparece sempre nas narrativas em terceira pessoa, porém, tal lacuna não significa um desprezo dos autores sagrados pelo pai nutrício de Jesus, ao contrário, seu silêncio suscitou uma das virtudes mais apreciadas em São José: diante do mistério divino, ele soube viver, por meio do silêncio, a perfeita contemplação, o que levou Santa Teresa D’Ávila a chamá-lo de Mestre de oração: “Quem não encontrar mestre que lhe ensine oração, tome a este glorioso Santo por mestre e não errará no caminho”  (Livro da Vida, c. VI, n. 8).  

 2. Patrono da boa morte

As Sagradas Escrituras não mencionam o tempo e o modo como São José morreu, pois, tratando-se de um texto de cunho cristocêntrico, tudo o que é preciso saber a respeito de José no texto sagrado refere-se à sua missão em relação a Jesus e, em consequência, também em relação à Virgem Maria, portanto, não havia necessidade de alusões ao fim de sua vida, o que não significa que não seja um fato importante, mas apenas que não é um acontecimento fundamental para a Revelação. 

Portanto, para não fugir à boa fé, as conclusões referentes à morte de São José devem seguir as suposições mais plausíveis, tais como a de São Bernardino de Sena, que afirmou: “Deve-se crer piamente que durante a sua morte estiveram presentes Jesus Cristo e a Sacratíssima Virgem, sua Esposa” (Sermo de S. Joseph Sponso B.M. Virginis, art. 2, nº 52)

Dentre os apócrifos, há um livro intitulado “História de José, o carpinteiro”, no qual o autor coloca nos lábios de Jesus a narrativa da morte de seu pai adotivo: “Sentei-me na cabeceira de José e minha mãe sentou-se aos seus pés… Vieram Miguel e Gabriel ao meu pai José. Assim expirou com paciência e com alegria…. Nesse mesmo livro, Jesus teria feito uma promessa a todos os que praticam a devoção a São José: “Na casa onde houver uma lembrança de ti, não entrará a  doença e nem a morte improvisamente”. Portanto, pela forma como viveu e também pelo modo como alcançou a morte – ao lado de Jesus e Maria -, ele é comumente invocado como um forte protetor das almas na hora da morte. 

3. Venerado pelos outros santos

A veneração a São José pelos grandes santos da Igreja Católica é impressionante. Para citar alguns: Santa Gertrudes (1256-1302) afirmou que “viu os Anjos inclinarem a cabeça quando no Céu pronunciavam o nome de São José”. 

Padre Pio recorreu mais fortemente à sua intercessão poucos meses antes de sua morte, pedindo para que seus companheiros de convento colocassem uma imagem do santo próximo à sua cela, para que pudesse rezar diante dela todos os dias. 

São Josemaria Escrivá afirmou: “Nosso pai e senhor, São José, é mestre da vida interior. Coloca-te sob seu patrocínio e sentirás a eficácia do seu poder”

Santa Teresinha disse: “Eu escolhi São José para meu patrono e intercessor junto de Deus. Muitas vezes me recomendei a ele e experimentei que em tudo, onde a minha honra e eterna salvação estavam em perigo, alcancei maior auxílio do que esperava. (…) Parece que Deus concede a outros santos o poder de nos ajudar em algumas necessidades. São José, porém, tem o poder intercessor em todas as aflições. (…) O Filho de Deus estava submisso na terra a São José, por isso também não lhe quer negar nenhum pedido no céu”.

4. Tudo em José é relativo a Jesus e Maria 

Assim como todas as graças recebidas pela Virgem Maria advém de sua condição de Mãe de Deus, todos os bens espirituais recebidos por São José provém de sua missão de ser Guardião da Sagrada Família. Em 15 de agosto de 1889 o Papa Leão XIII escreveu a encíclica Quamquam pluries, na qual afirmou: José era o esposo de Maria e era considerado o pai de Jesus Cristo. Destas fontes nasceram sua dignidade, sua santidade, sua glória. Na verdade, a dignidade da Mãe de Deus é tão elevada que nada criado pode ser superior a ela. Mas, como José foi unido à Santíssima Virgem pelos laços do casamento, não se pode duvidar que ele se aproximou mais do que qualquer um da dignidade eminente pela qual a Mãe de Deus supera tão nobremente todas as naturezas criadas. Pois o casamento é a mais íntima de todas as uniões que, em sua essência, comunica uma comunidade de dons entre aqueles que por ele se unem” (Quamquam pluries, §3)

5. Terror dos demônios

Esse título foi atribuído a José tanto pela missão de guardar Jesus e Maria contra as insídias do mal, como no episódio da fuga para o Egito, quando, avisado em sonho pelo Anjo, partiu para uma terra estrangeira a fim de salvar Jesus da perseguição infligida por Herodes, que culminou no massacre de todos os meninos da região até dois anos de idade (cf. Mt 2,11ss), bem como, por sua invencível pureza, castidade e humildade, virtudes odiadas pelas forças malignas.

6. Padroeiro de vários países

São José é padroeiro das Américas, Canadá, China, Croácia, México, Coréia, Áustria, Bélgica, Peru, Filipinas e Vietnã. Porém, é no Canadá que se encontra o maior santuário do mundo dedicado ao Patrono da Igreja, na cidade de Montreal. A construção foi terminada no fim dos anos 30 do século passado. O templo é a maior edifício católico daquele país e sua construção foi encabeçada pelo irmão André Bessette, da Congregação de Santa Cruz, conhecido como o Taumaturgo de Montreal, que por toda a sua vida nutriu uma forte devoção a São José, sempre recorrendo à sua intercessão nas inúmeras curas de que foi canal durante sua vida religiosa. Irmão André foi declarado santo pelo Papa Bento XVI no dia 17 de fevereiro de 2010.     

7. Inserção de nome no Missal Romano 

O Papa Bento XVI preparou a introdução do nome de São José (onomástico para Joseph, nome de batismo) nas três orações eucarísticas do Missal Romano posterior ao Concílio Vaticano II, porém, com a renúncia, coube ao Papa Francisco sancionar, em maio de 2013, o nome de São José no Missal Romano.  

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