Igreja

Dignidade humana é dom que precede qualquer escolha, ensina Leão XIV

Na segunda catequese sobre a Gaudium et Spes, o Santo Padre relembra que a dignidade da pessoa nasce de sua condição de criatura à imagem de Deus

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Papa Leão XIV cumprimentando fiel na Audiência Geral do dia 11 de junho. Imagem: Vatican Media

Na Audiência Geral desta quarta-feira (9), na Praça de São Pedro, o Papa Leão XIV deu continuidade à série de catequeses sobre os documentos do Concílio Vaticano II, aprofundando o primeiro capítulo da Gaudium et Spes dedicado à dignidade da pessoa humana.

Um dom que precede qualquer escolha

Leão XIV enfatizou que a dignidade humana é base dos valores mais estimados atualmente, mas alertou que eles só permanecem íntegros quando ligados à sua origem divina, sem o que ficam vulneráveis às distorções da fragilidade do coração humano. Citando sua encíclica Magnifica Humanitas, o Papa reafirmou:

“A dignidade da pessoa não depende de capacidades, riquezas ou função que desempenha, mas é um dom que a precede e a ultrapassa.” – MH 50

Para o Pontífice, essa dignidade tem raiz no fato de o ser humano ter sido criado à imagem de Deus, chamado a conhecer e amar seu Criador.

Veja a Catequese na íntegra 

 

Uma pessoa é sempre relação

O Papa destacou que a pessoa humana não existe fechada em si mesma, mas em relação: filial com Deus Pai, fraterna com Cristo e com os outros. Viver essa dignidade, segundo ele, significa sentir-se a si próprio como dom a partilhar, crescendo no acolhimento, na reciprocidade e no serviço.

Leão XIV também apontou que a história é marcada por falsificações e manipulações que distorceram o sentido da dignidade humana, deixando o homem dividido interiormente, numa luta constante entre o bem e o mal. Ainda assim, reforçou que essa condição pode ser vivida com esperança, pois Cristo veio para libertar e renovar interiormente a humanidade.

 

Corpo e alma, uma só realidade

Outro ponto de destaque da catequese foi a unidade entre corpo e alma. O sucessor de Pedro afirmou que reduzir o corpo a mero objeto é sempre uma negação da dignidade da pessoa, e que o corpo deve ser tratado com respeito, por ter sido criado por Deus.

Antes de encerrar seu ensino, o Papa elencou três expressões centrais da dignidade humana segundo a Gaudium et Spes:

A inteligência, que impulsiona a busca incessante pela verdade;

A consciência, que dá unidade e sentido à vida;

A liberdade, que torna cada pessoa responsável por suas próprias decisões.

Ele fecha sua fala convidando os fiéis a se comprometerem a promover e defender essa dignidade com a luz do Evangelho.

Com informações do Vatican News / Santa Sé.

 

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