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Feridas interiores, como lidar?

A ferida pode até estar no passado. Mas, quando não é compreendida e integrada, continua influenciando o presente.

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Há coisas que acontecem há anos, mas continuam aparecendo em situações muito pequenas.

Uma crítica e você se sente insuficiente. Um silêncio e já imagina que fez alguma coisa errada. Uma rejeição desperta um medo antigo. Você tenta seguir em frente, reza, conversa, busca compreender… mas parece que, em determinados momentos, volta sempre para o mesmo lugar.

Talvez seja porque algumas feridas interiores não desaparecem simplesmente porque o tempo passou.

O que são feridas interiores?

Estamos falando de marcas deixadas por experiências que nos atingiram profundamente: rejeições, abandonos, perdas, humilhações, conflitos, decepções e tantas outras situações que podem afetar a maneira como enxergamos a nós mesmos, os outros e até nossa relação com Deus.

Uma mulher que aprendeu que precisava agradar para ser amada pode ter dificuldade de dizer “não”. Quem viveu experiências de abandono pode carregar um medo constante de perder as pessoas. Alguém cresceu ouvindo críticas pode se tornar extremamente exigente consigo mesma.

É aí que muitas vezes surge aquela sensação tão cansativa:

“Eu sei que preciso mudar, mas parece que continuo no mesmo lugar.”

Leia também Por que algumas feridas continuam doendo mesmo depois que você perdoou?

Como começar a lidar com essas feridas?

O primeiro passo não é fingir que elas não existem, mas aprender a olhá-las com verdade.

Podemos começar perguntando: O que essa situação despertou em mim? Por que isso doeu tanto? Existe alguma experiência antiga que se parece com isso? O que eu aprendi sobre mim a partir daquilo que vivi?

Essas perguntas não servem para nos prender ao passado. Pelo contrário, podem nos ajudar a compreender nossa história para que ela deixe de determinar silenciosamente nossas escolhas.

Existe uma diferença importante entre reconhecer uma ferida e fazer dela a nossa identidade: Você pode ter sido rejeitada sem ser uma pessoa indigna de amor. Pode ter vivido um abandono sem estar condenada a ser abandonada. Pode ter errado sem que seu erro defina quem você é.

A história nos marca. Mas ela não precisa ser o nosso destino.

 
 
 
 
 
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Quando a fé encontra as feridas

Precisamos levar nossas feridas para a oração. Podemos pedir a Deus a graça de enxergar nossa história com verdade e misericórdia. Devemos buscar reconciliação, aprender a perdoar e, quando necessário, contar também com acompanhamento e ajuda adequada. 

Então, assim entraremos pela porta da cura interior. Porém, isso não significa nunca mais sentir dor. Significa aprender, pouco a pouco, a não viver sob o comando dela.

Talvez seja justamente isso que esteja faltando: não mais uma tentativa de “consertar” você, mas um caminho para compreender quem você é, ordenar seus afetos e caminhar em direção à liberdade.

Um caminho para uma vida curada e livre

Se você percebe que há feridas que ainda interferem na maneira como se relaciona consigo mesma, com Deus e com as pessoas que ama, o Supera-te pode ser um próximo passo nessa jornada.

Nos dias 24, 26 e 28 de agosto, a gente vai se encontrar online para uma jornada gratuita em três momentos: Conhece-te, Aceita-te e Supera-te.

Vamos partir do autoconhecimento, passar pela aceitação e chegar à proposta de uma nova vida ordenada para o amor — curada e livre. O objetivo não é oferecer uma solução rápida para dores profundas, mas abrir um caminho de compreensão, fé e transformação.

As aulas serão com Amabile e Emmir, e fazem parte da preparação para conhecer mais profundamente o caminho Ordo Amoris, composto por seis etapas de formação para a cura da história de vida, liberdade interior e maturidade humana.

Se existe uma parte da sua história que ainda dói, talvez você não precise caminhar sozinha.

 


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