Formação

Inculturação litúrgica

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Vivemos num mundo globalizado, cada vez mais sujeito àsmudanças que a própria sociedade moderna impõe-nos, somados aos avançoscientíficos, tecnológicos e informatizados. Em pleno século XX nasce aAntropologia Cultural, que vem nos apresentar um novo conceito de cultura.

Em meio a essas transformações do século XX, surge oConcílio Vaticano II, que não silencia diante das transformações culturais,mas, pelo contrário, apresenta ao mundo a voz da Igreja no que se refere acultura, pois é dever dos cristãos colaborarem com os demais homens naedificação de um mundo mais humano, e para tanto, cabe a Igreja descobrir estamissão e o significado da cultura, “pelo qual a cultura atinja o seu lugarprivilegiado na vocação integral do homem”. 

Mas afinal, o que venha ser a inculturação litúrgica? Porque a Igreja se preocupa com o fenômeno cultural do mundo atual e a sua relaçãocom a Liturgia? Muitas são as respostas, por isso devemos iniciar uma buscapela compreensão da situação atual do mundo cultural, para enfim, analisarmos ainculturação litúrgica.

 

1. Situação da cultura no mundo atual

 

 O mundo contemporâneoapresenta-nos um novo cenário, marcado pelas mudanças sociais e culturais. Sejano avanço das ciências exatas; o olhar evolutivo da história; a uniformidadedos costumes; a industrialização e urbanização; o aumento do intercâmbio dosvários povos; a busca do homem de um tipo mais universal da cultura no homem,que favoreça a unidade do gênero humano .

Desta forma, as mudanças sociais e culturais levam-nos arefletir que a mudança do mundo moderno gera a necessidade do surgimento de umnovo humanismo, em que o homem aparece como responsável diante dos seus irmãose da história. Por isso devemos estar cientes de que um grande risco pode vir asurgir: de se criar um humanismo que se mantém hostil à religião.

 

2- Deveres dos Cristãos com relação à cultura

 

“Múltiplos laços existem entre a mensagem da salvação e acultura humana. Deus, com efeito, revelando-se ao seu povo até à plenamanifestação de si no Filho encarnado, falou segundo a cultura própria de cadaépoca”. Jesus pregou segundo a culturada época. Como seguidores de Cristo, devemos pregar segundo a cultura de nossaépoca. Assim a liturgia não fica distante dessa exigência.

“O que aconteceu quando Deus se tornou humano e habitouentre nós acontece agora quando a Igreja e a sua liturgia incorporam asriquezas das nações. A liturgia não é meramente adaptada; ela é, por assimdizer, unida hipostaticamente com as tradições e a cultura da Igreja local.(…) por isso, Ad gentes expressa sua doutrina cuidadosamente ao designar aencarnação de Cristo como modelo do encontro entre a Igreja e a cultura”.

Antes mesmo de se falar de inculturação litúrgica, há umanecessidade de gerar nos cristãos uma educação do homem para uma culturaintegral, conforme nos direciona o Concílio Vaticano II. Utilizarmos os conhecimentosdas ciências, história e filosofia, juntamente com os novos meios decomunicação social e cultural, e também a literatura e as artes, no qual“conseguem elevar a vida humana, que se expressa de formas diferentes, segundoos tempos e lugares”. 

 

3- O que é inculturação litúrgica?

 

“A inculturação é tida como a relação criativa e dinâmicaentre a mensagem cristã e uma cultura ou culturas”. A criatividade e dinamicidade referem-se aaplicabilidade conveniente e adaptável da liturgia na cultura de um povo.Quando a fé é semeada em uma sociedade, deve-se haver o fenômeno dainculturação; e para tanto, a fé cristã não pode existir sem uma formacultural, que só ocorrem numa relação de reciprocidade entre fé e cultura.

O sínodo extraordinário dos Bispos de 1985 abordou a questãoda inculturação: “Como a Igreja é uma comunhão, que está presente no mundointeiro e junta a diversidade e unidade, ela assume tudo que encontra depositivo em todas as culturas. Mas a inculturação é diferente de uma mera adaptaçãoexterna, na medida em que significa uma transformação interior de valoresculturais autênticos mediante sua integração no cristianismo e o arraigamentodo cristianismo em várias culturas humanas”.

Assim, a relação da cultura com o cristianismo exige umatransformação recíproca e interior, não mera mudança exterior. João Paulo IIensina-nos que “deixaria de haver catequese se o Evangelho tivesse que sealterar com o contato com as culturas”. Por isso, ao encontrar-se a cultura e oculto cristão, deve ser marcado por uma interação e assimilação recíproca, semhaver uma extinção mútua.

Por isso, tomando o conceito de inculturação litúrgica sendodefinida como o processo de inserir os textos da liturgia no marco da culturalocal, ou seja, a Igreja quando habita em determinado lugar, Ela devedesenvolver uma linguagem que é própria daquele povo e região (pensamento,linguagem, ritual). Para não correr o risco da liturgia estar a margem daexperiência própria daquele povo, há uma necessidade de interação e assimilaçãomútua entre liturgia e cultura.

Nesse artigo foi dada uma pequena abordagem introdutóriaacerca da inculturação litúrgica. Na edição do próximo mês, falaremos darelação da inculturação litúrgica e os sacramentais e a religiosidade popular.Não percam!

 

Sugestões para leitura:

 

• Documentos do Concílio ecumênico Vaticano II: Gaudium ETSpes. nº 53 à 62.

• Inculturação Litúgica: sacramentais, religiosidade ecatequese. . Anscar J. Chupungco. São Paulo. Paulinas. 2008. páginas: 9 à 54.

• Documento de Aparecida: V conferência geral do episcopadolatino-Americano e do Caribe. Nº 476 a 500.


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