Semana Santa: 12 reflexões para levar à nossa vida

No caminho do Tríduo Pascal, entre a dor da Cruz, o silêncio do sepulcro e a alegria da ressurreição, Deus age e aproxima esse ministério da nossa própria vida.  A partir das pregações do Padre João Wilkes no Retiro de Semana Santa, em Curitiba/PR, reunimos algumas reflexões que podemos levar para a nossa vida mesmo depois da Páscoa. 1. Jesus na Cruz é a imagem da humanidade desfigurada pelo pecado A Cruz não revela apenas Cristo, mas também quem nós somos. Nas pequenas atitudes do dia a dia, percebemos nossas fraquezas, incoerências, mas também nossos sofrimentos. Olhar para a Cruz é reconhecer a verdade sobre nós, não para desanimar, mas para permitir que Deus transforme e preencha de sentido, pois a Cruz não foi e não é o fim.  2. Deus não espera. Ele ama primeiro A sexta-feira Santa nos mostra que o amor de Deus não é uma resposta, é iniciativa. Mesmo quando ainda estamos longe, Ele já se antecipa, se entrega por nós. Não precisamos merecer para sermos amados, mas ir ao encontro dessa experiência e aprender a responder a esse amor com a nossa vida. 3. A Cruz e a lógica da entrega e do amor Amar de verdade é sair de si, do egoísmo. A Cruz nos ensina que o amor não calcula, não mede. É na doação sincera da nossa vida, ou seja, é amando que encontramos sentido e plenitude para a nossa vida. 4. A maior dor do homem é a solidão, o abandono completo O Sábado Santo toca uma das feridas mais profundas do coração humano: sentir-se sozinho. Mesmo cercado de pessoas, o homem experimenta vazios que nada preenche. Só Deus é capaz de nos preencher de amor e nos fazer experimentar da presença e companhia dEle, que é completa e jamais passará. 5. Já não existe nenhuma solidão que não seja habitada por Deus Na descida para a mansão dos mortos, Cristo desce às profundezas da existência humana. Isso significa que nenhum lugar da nossa vida está fora do alcance d’Ele. O que parecia o fim e apenas abandono, agora existe vida e presença. 6. O silêncio de Deus não é vazio Nem sempre Deus se manifesta com palavras, mas está presente, nada para despercebido ao Seu Olhar, Ele não é indiferente às realidades da humanidade. Há momentos em que tudo parece parado, mas é justamente aí que Ele está agindo de forma mais profunda. O silêncio também é lugar de encontro com Deus e amadurecimento da fé. 7. Cristo vai ao encontro do homem onde ninguém mais pode chegar Existem dores que ninguém entende, feridas que ninguém alcança. Mas Jesus entra exatamente nesses lugares. Ele não salva de longe, Ele entra na história, na dor e na realidade de cada pessoa. 8. Quais são as ‘mansões dos mortos’ da sua vida? Essa pergunta é um convite pessoal. Quais áreas da sua vida parecem sem esperança, sem sentido ou “mortas”? O Tríduo Pascal nos lembra: Deus já entrou nesses lugares em muitos momentos da nossa vida, aqueles que pareciam o fim, mas não foram. E Ele continua a ressuscitar tudo o que parece  perdido. 9. Deus dá seu toque de vida a cada coisa A Ressurreição revela que Deus não apenas cria, mas sustenta e renova tudo. Nada está perdido ou esquecido, até os detalhes mais simples da nossa rotina podem ser tocados por Ele. Onde há Deus, sempre existe sentido e possibilidade de recomeço.  10. O amor supõe infinitude O amor verdadeiro não se limita ao tempo, às circunstâncias ou às respostas imediatas. Ele sempre aponta para algo maior, eterno. A Ressurreição expõe que a morte, a tristeza e os sofrimentos não têm a palavra final e não é o fim.  11. Cristo Vive e nos quer vivos A Ressurreição não é apenas um acontecimento do passado, mas uma realidade que se atualiza e transforma o presente. Cristo vivo nos chama a sair de tudo aquilo que nos paralisa e rouba a vida, ou o sentido dela. Segui-Lo é experimentar o Amor que nos ajuda a viver com sentido, esperança e uma alegria que não depende e nem se limita às circunstâncias. 12. O reino de Deus não é um reino de palavras, mas de poder O Reino de Deus não se manifesta apenas por palavras, mas na vida concreta, transformando o coração e o renovando a cada instante. Deus nos dá a vida, e vida em abundância: uma vida repleta de sentido, de paz, de força e de coragem, cheia de dignidade e valor, que não se limita aos acontecimentos e é eterna. Não há nada que o poder da Ressurreição não alcance. Por: Marcia Elizandra Faustino  Shalom Curitiba

Sábado Santo: no silêncio, Deus continua agindo

No segundo dia do Retiro de Semana Santa promovido pela Comunidade Católica Shalom em Curitiba, os participantes são convidados a mergulhar no mistério do Sábado Santo. A pregação conduzida pelo Pe. João Wilkes aconteceu à luz da reflexão de Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI), no livro Introdução ao Cristianismo. Marcado pelo silêncio e pela espera, este dia contempla a descida de Cristo à mansão dos mortos, ou ainda às profundezas da existência humana.  Depois da dor da cruz e do impacto da morte de Jesus, a Igreja entra no dia mais silencioso de todo o ano. É o tempo do recolhimento e de um mistério que desafia a fé: o silêncio de Deus. Como aponta Ratzinger, “há uma noite em cuja solidão nenhuma palavra penetra”, e é nesse lugar que Cristo entra. O mistério do silêncio Diferente da Sexta-feira Santa, marcada pela dor visível da cruz, o Sábado Santo é o dia do invisível. É o silêncio que fala e a ausência que provoca. Deus entra no silêncio da morte e assume até mesmo aquilo que parece ser a ausência total de sentido, “a maior dor que um ser humano pode sentir é da solidão e abandono completo”, enfatiza Padre João Wilkes, pregador no Retiro.  Esse dia ilumina e enfatiza duas características latentes no homem contemporâneo:  O homem muitas vezes vive como se Deus estivesse distante.  O homem está envolvido por uma solidão absoluta, estando ou não rodeado por pessoas, ou “seguidores”. Ele se sente só, sem sentido, depressivo.  A solidão habitada por Deus A “descida à mansão dos mortos”, professada no Credo, dá continuidade ao caminho vivido no Tríduo Pascal, agora tudo parece suspenso, Aquele que foi crucificado agora está no sepulcro. Mas, esse não é um tempo vazio, é o momento em que Cristo desce ao mais profundo da existência humana, a solidão absoluta. O Sábado Santo revela que Jesus não apenas morreu, mas foi ao encontro do homem onde ninguém mais pode chegar. Ao descer ao mais profundo da solidão humana, Jesus inaugura uma nova realidade: “já não existe mais nenhuma solidão que não seja habitada por Deus”. O que antes era ausência total torna-se lugar de presença. O que era escuridão absoluta passa a carregar, ainda que escondida, uma esperança. O silêncio não é o fim Mais do que compreender, este é um dia para permanecer. Permanecer quando não há respostas, quando não há sinais, quando tudo parece suspenso. É nesse espaço que a fé amadurece e que o coração se prepara para acolher a Ressurreição. Esse dia não encerra a história. Ele revela que Deus age também no oculto, no invisível, no tempo em que tudo parece parado. O Sábado Santo não é um silêncio, não é vazio, mas a plenitude escondida.  É justamente desse silêncio que nasce a maior de todas as certezas: nunca mais o homem estará sozinho, nesse sentido padre João Wilkes, traz um questionamento aos participantes, permeado pela esperança de que os sofrimentos e a até mesmo a morte não tem a palavra final na nossa vida: Quais são as “mansões dos mortos” da nossa vida das quais Ele já nos resgatou? Vivendo o segundo dia do retiro O segundo dia de Retiro de Semana Santa finalizou com um momento de oração motivada pelo significado desse dia em que Cristo, a própria Vida, se encontra com o homem na mansão dos mortos. A  falta de sentido, solidão e mesquinhez, muitas vezes presentes no coração do homem são transformadas, dignificadas e preenchidas de um novo sentido, valor e presença  “desde ontem tem sido muito forte, mas hoje posso dizer que tive a experiência de que essa vida não merece ser vivida de qualquer jeito”, relata João Luiggy Moura, participante do retiro. Por: Marcia Elizandra Faustino  Shalom Curitiba

Sexta-feira Santa: um olhar que se volta para a Cruz

A Comunidade Católica Shalom inicia hoje, em Curitiba/PR, o primeiro dia do Retiro de Semana Santa em Curitiba, marcado por um convite simples: voltar o olhar para a Cruz. O pregador convidado, Padre João Wilkes, estará presente durante os três dias de retiro, auxiliando na experiência do mistério da redenção humana, pautado pelo  tema “Por Cristo, Com Cristo, Em Cristo.” A Cruz como revelação do coração humano Contemplar a Cruz é, inevitavelmente, deparar-se com a realidade da nossa humanidade, “Jesus na Cruz é a imagem dessa humanidade desfigurada pelo pecado, mas não precisamos pensar em situações extremas, ou longe de nós, em muitas situações pequenas nós reagimos sem virtude”, explica o padre.  Seu corpo ferido e desfigurado manifesta uma humanidade marcada pela fragilidade, pela rejeição e pela dureza do coração. A Cruz, assim, torna-se um espelho, não vemos apenas Cristo, mas a revelação das nossas resistências, nossas incoerências e a dificuldade que temos de viver a virtude de forma concreta. Ao mesmo tempo, essa revelação não tem o objetivo de nos acusar, mas de nos salvar  A Cruz e a transfiguração: um olhar de dentro para fora Padre João faz um paralelo entre o fenômeno da Cruz e da transfiguração ao explicar a experiência do rosto de Cristo, que revela aquilo que o homem é.  Se a Cruz revela a ferida, a experiência da transfiguração aponta para a promessa.  Deus não expõe a nossa realidade para nos deixar nela, mas para nos transformar, Cristo é o rosto divino do homem e o rosto humano de Deus. Se na Cruz a humanidade aparece ferida, na transfiguração aparece na sua forma mais bela, plenamente reconciliada com o Pai.  POR Cristo: a lógica da entrega A Sexta-feira Santa nos introduz no tema do retiro, em especial no significado do POR Cristo, a morte de Jesus na cruz mostra o movimento e o ápice da doação de si para o outro, nos deslocando do centro. Assim, POR Cristo nós aprendemos o que é o amor verdadeiro e maduro, a entrega de si para o outro.  Nós também fomos feitos e chamados para este amor, o dom total de si, que é o amor esponsal, nós só nos realizaremos plenamente amando “Deus criou o homem à sua imagem e semelhança: chamando-o à existência por amor, chamou-o ao mesmo tempo ao amor.”, escreve São João Paulo II, na exortação apostólica Familiaris Consortio.  Nesse sentido, a Cruz deixa de ser compreendida como um simples instrumento de dor ou um acerto de contas jurídico. Ela se revela, antes de tudo, como expressão de um amor que toma a iniciativa.  A lógica da Cruz é a lógica de um amor que não calcula, mas que se oferece gratuitamente. ”Deus não espera que (nós) os culpados cheguem diante dele. Na cruz, ele se antecipa, se entrega, Ele ama primeiro.”, destaca Padre João Wilkes.  Encenação da Via-Sacra O primeiro dia de retiro também foi marcado pela encenação da Via-Sacra levando os participantes a uma experiência concreta com o mistério da paixão de Cristo, “ a Via-Sacra deste ano me levou a enxugar as lágrimas de Cristo junto com Verônica, e foi também um convite de Deus para que eu enxugue as lágrimas daqueles que mais sofrem. Esse momento foi muito forte para mim”, finaliza Ana Carolina Sachsida, participante do evento. Por: Marcia Elizandra Faustino  Shalom Curitiba 

Retiro de Semana Santa em Curitiba propõe uma experiência com a Paixão de Cristo

A Comunidade Católica Shalom, em Curitiba/PR, promove o Retiro de Semana Santa, de 3 a 5 de abril. O evento proporciona uma vivência mais profunda dos mistérios centrais da fé cristã e terá como tema “Por Cristo, com Cristo, em Cristo.” Inspirado na frase “Por Cristo, com Cristo, e em Cristo”, falada pelos sacerdotes ao final da oração eucarística durante a Santa Missa, o encontro lembra do sacrifício de Cristo que é oferecido ao Pai e convida os fiéis a unir a própria vida a esse mistério da redenção humana. O retiro Durante os três dias de programação, os participantes poderão viver momentos de oração, pregações, reflexão e celebrações próprias da Semana Santa, período mais importante do calendário cristão, quando a Igreja se recorda da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Entre os momentos especiais do retiro está a encenação da Via Sacra, representação do caminho percorrido por Jesus até a crucificação, um convite à contemplação e à meditação sobre a Paixão de Cristo. A expectativa é uma vivência mais profunda da Semana Santa por meio da oração, da escuta da Palavra e da reflexão, “tendo vivido esse tempo de quaresma, contemplando a condução de Deus, percebo que o retiro de Semana Santa é essa oportunidade de viver a experiência da Páscoa de forma concreta. Ele traz a característica de viver, junto com Cristo, o mistério da nossa salvação”, enfatiza Monaliza Rocha, coordenadora apostólica da Com. Shalom em Curitiba. Padre João Wilkes será o pregador convidado O evento contará com a presença do Padre João Wilkes, membro da Comunidade Shalom. Atualmente integra o Conselho Geral da Comunidade e é responsável pelo acompanhamento e formação dos sacerdotes e seminaristas da comunidade. O sacerdote também é autor do itinerário espiritual de preparação para a Quaresma, “Do Deserto à Ressurreição”, proposto pela Comunidade Católica Shalom, que orienta os fiéis a viverem esse tempo com mais profundidade na oração e na escuta de Deus. Seu conteúdo conduz a uma experiência concreta de conversão e intimidade com Cristo ao longo do caminho quaresmal, “beber da experiência do Padre João Wilkes, da espiritualidade dele, vai nos auxiliar para vivermos ainda mais esse mistério”, finaliza Monaliza. Serviço Data: 3 a 5 de abril de 2026 Local: Centro Redentorista Santo Afonso Endereço: R. Ubaldino do Amaral, 204 – Alto da Glória, Curitiba – PR, 80060-195 Clique aqui e faça a sua inscrição! Mais Informações:@shalomcuritiba   Por: Marcia Elizandra Faustino Shalom Curitiba

Shalom Curitiba participa de ações em comunhão ao Dia Mundial dos Pobres

No último domingo, 16, a Arquidiocese de Curitiba promoveu ações voltadas ao Dia Mundial dos Pobres, instituído em 2016, pelo Papa Francisco. A Comunidade Católica Shalom, em Curitiba, atuou em conjunto com a Toca de Assis, a Casa de Acolhimento São José e as Irmãs Vicentinas — instituições que atuam diariamente no cuidado direto com pessoas em situação de vulnerabilidade, promovendo um dia de serviço, acolhimento, oração e proximidade com as pessoas em situação de rua.  Confira, na íntegra, a mensagem do Papa Leão XIV para o Dia Mundial dos Pobres, em novembro de 2025. Um momento para lembrar o que realmente importa O Dia Mundial dos Pobres é celebrado anualmente no 33º Domingo do Tempo Comum, com a proposta de lembrar que os pobres não são números ou estatísticas, mas pessoas com dignidade, que carregam histórias, dores e esperanças que precisam ser reconhecidas e acompanhadas. Para Ana Flávia Araujo de Oliveira, missionária da Comunidade Shalom e uma das responsáveis pela ação, viver o Dia Mundial dos Pobres foi como uma renovação vocacional e de vivência missionária, “foi um renovar da vocação em mim, pois como carisma somos chamados a acolher de forma particular, os pobres. A minha experiência com o Dia dos Pobres foi muito profunda. Vê-los se animando, se divertindo, isso me tocou muito”, destaca. A Comunidade Shalom contribuiu em atividades como, oração, aconselhamento, acolhimento dos desabrigados e a animação do evento ao longo da programação, “o público atendido foi formado por homens e mulheres em situação de rua, cada encontro revela novas histórias e novas oportunidades de evangelização”, completa a missionária. Jovens que servem aos pobres A ação também reuniu voluntários, como Deborah Szymanski, 19, que participa da Obra Shalom, em Curitiba. Para ela, o dia foi marcado por encontros que deixam marcas na alma. “Viver o Dia Mundial dos Pobres ao lado de quem mais precisa foi simplesmente transformador. Anunciar Deus, escutar histórias,tudo isso foi graça derramada. Vi sorrisos sinceros, partilhas que aquecem a alma, e corações realmente tocados. Cada instante valeu a pena, muitas sementes do amor de Deus foram lançadas, e sei que darão frutos. Servir é um presente, contemplar cada sorriso alcançado é outra dádiva que Deus nos permite viver”, detalha Deborah.  Conheça a Comunidade Shalom em Curitiba Se você deseja conhecer mais de perto a Comunidade em Curitiba e caminhar no serviço à Igreja e à humanidade, com o Shalom, conheça o Centro de Evangelização e as atividades como, grupos de oração, ações de promoção humana, evangelização e formação humana e espiritual.  Endereço: Rua Tenente Francisco Ferreira de Souza, 1288, bairro Hauer, Curitiba/PR.  O horário de funcionamento: segunda à sábado, das 15h às 22h Missas: aos sábados e domingos, às 16h30 Para saber detalhes sobre nossas atividades e programação, acesse o instagram: @shalomcuritiba.   Texto: Marcia Elizandra Faustino  Comunidade Shalom – Curitiba

Um povo novo, um vinho novo, um tempo novo: CJS se despede de Curitiba e deixa marcas de eternidade!

O terceiro e último dia do Congresso de Jovens Shalom (CJS), foi marcado pela experiência com a paternidade espiritual, de um Deus que se faz próximo e acolhe, expressa por meio de figuras paternas da Igreja para os jovens. Logo pela manhã durante a oração das Laudes, padre Saulo Dantas, assistente geral da Comunidade Shalom, partilhou brevemente com os jovens sobre o seu testemunho de vida. Comentando a respeito da santidade que se constrói na simplicidade e ordinário do dia a dia, padre Saulo recordou o dia em que estava caminhando pela praia, após uma convivência com alguns amigos, no intervalo das festas de fim de ano quando, ao se deparar com a beleza da criação de Deus, ergueu os seus braços e ofertou a sua vida a Ele. Muito antes de compreender a profundidade daquele ato. “Senhor tu me destes tudo isso, fizestes todas essas coisas, o mínimo que posso fazer por amor a ti é dar a minha vida por ti”, recordou. Já na Santa Missa, foi a vez de Dom José Antônio Peruzzo, Arcebispo de Curitiba, surpreender os jovens com a sua proximidade e acolhimento paterno. Quebrando o protocolo, Dom Peruzzo, sentou-se próximo aos jovens durante a homília como que para falar diretamente ao coração e disse que “com os jovens, a linguagem precisa ser mais espontânea”. Em sua reflexão, o arcebispo tratou a respeito do lugar da Palavra de Deus na Eucaristia e do lugar do discípulo orante nas suas relações com Deus. Recordou aos jovens sobre a necessidade de orar sempre e ensinou que, “orante não é quem multiplica palavras para Deus. Orante é quem se deixa alcançar pela voz de Deus e lhe responde”. Louvanerão – Dança e louvor aos moldes do Sul do país Vivendo intensamente a experiência de paternidade espiritual, os jovens aguardavam com grande expectativa o encontro com Moysés Azevedo, fundador e pai espiritual do Carisma Shalom. Antes desse momento especial, eles tiveram a oportunidade de se aproximar ainda mais da cultura local, curtindo o show da banda Louvanerão. O fundador e vocalista, Rodrigo Luiz Delmonego explica que a banda tem como missão, fazer o povo dançar e louvar com o vanerão ritmo predominante da região Sul . “Sendo bom sulista, gaúcho a gente sempre preza pela dança do vanerão e chegamos a conclusão de que fazer o povo dançar e louvar com o vanerão, seria uma maneira de entreter e evangelizar ao mesmo tempo“, revelou. Encerramento: Cruz A 36° do Congresso de Jovens Shalom não poderia ser encerrada de uma forma melhor que não fosse aos pés da Cruz Gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. O momento foi conduzido por Moysés Azevedo, aquele que um dia decidiu ofertar a sua vida aos jovens e hoje é pai espiritual de uma multidão, conduzindo-os e motivando-os a também se lançarem na Vontade de Deus. Abraçando com radicalidade e confiança o chamado que Deus tem para cada um. Durante a oração diante da Cruz, surgiu a profecia que marcou toda a experiência vivida ao longo dos últimos dias e que conduzirá os jovens a um novo envio: um povo novo, um vinho novo, um tempo novo. Um povo santo, um vinho santo, um tempo santo. O CJS deixou marcas de eternidade em Curitiba e inflamou muitos corações com o desejo pela santidade que se constrói no hoje de cada dia. Com a oferta de vida renovada, milhares de jovens retornam agora para suas cidades com a missão de testemunhar e partilhar os frutos das graças alcançadas ao longo destes dias. A expectativa para o CJS 2026 Depois de uma experiência inesquecível e impactante como essa é inevitável não ansiar pela grande revelação: quando nos reuniremos novamente? Por enquanto, essa resposta está guardada em Deus e com um coração orante e expectante como o de Maria que tudo soube esperar do bom Deus, os jovens já sabem: em 2026 muito mais Deus irá realizar! LEIA TAMBÉM | CJS 2025: Relembre a pregação do Moysés Azevedo   

CJS 2025: sob o manto de Maria, um povo santo é gestado no seio da Comunidade Shalom

Encerrado o Congresso de Jovens Shalom 2025, permanecem no coração dos participantes as lembranças e graças de um fim de semana marcado por fortes experiências com Deus. Entre momentos de oração, adoração, escuta e fraternidade, a juventude Shalom se reconheceu reunida sob o manto de Maria — Mãe que acolhe, ampara e conduz cada um no caminho da santidade.  Em meio às vivências do Congresso, muitos jovens testemunharam como o amor de Deus os alcançou de maneira única, renovando esperanças, despertando vocações e confirmando decisões de entrega total a Cristo. A experiência marcou cada jovem de maneira diferente e particular, para muitos o momento foi significativo pois trouxe consigo também respostas que buscavam na oração. Tiago da Silva Pereira tem 22 anos e é de Joinville, esta tem sido sua primeira experiência com o Carisma e o Congresso de Jovens Shalom. A convite de uma irmã da Obra, Tiago veio junto com um amigo do abrigo São Francisco do Sul conhecer a juventude Shalom. Ele testemunha sobre sua vivência no encontro:  “Eu estou fazendo um tratamento no Abrigo São Francisco do Sul e recebi o convite para viver essa experiência. Está sendo incrível, eu vim em busca de uma resposta e por incrível que pareça, estou saindo daqui com essa resposta. Nunca vivi nada parecido com o que foi o momento mariano, ali foi quando mais chorei. Aquele véu passando por cima de nós e a gente colocando as nossas mãos debaixo dele…  Eu estou finalizando o meu tratamento e todos os dias rezava pedindo a Deus a graça de dar o meu sim para a obra Dele. Vinha rezando há muito tempo com isso e também aqui e, no momento mariano, uma irmã veio rezar por mim e me disse que eu era de Deus, filho Dele e que eu iria servir a Ele. Receber essa confirmação foi muito especial”. Viver o calvário ao lado de Maria  O que dizer a respeito então de ser escolhido para carregar e conduzir a imagem de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, padroeira de Curitiba até o palco? Para Gabriel Campos Rosa, jovem de 23 anos da cidade de Santo André/SP, foi um profundo momento de reflexão e contemplação recordando o sacrifício de Jesus no Calvário, tendo Maria ao seu lado. “Ajudar a conduzir a imagem de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais até o palco foi uma surpresa. Eu recebi o convite por meio da minha pastora de grupo de oração e foi um momento indescritível. Ao carregar Nossa Senhora eu pude sentir um pouco das dores de Jesus no calvário e ela ao lado.  Um momento de muito silêncio, contemplação, mas ao final quando concluímos a missão, um sentimento de muita alegria e felicidade tomou conta de mim, ao olhar para os jovens e ver a experiência deles com Maria. Foi um momento muito marcante que com certeza vou recordar para sempre em meu coração. Saiu dessa experiência com o desejo de corresponder aos planos de Deus para a minha vida por amor, sempre por amor!”.  Novas vocações para a Igreja Walreci Rebechi Silva é da cidade de Hortolândia e participa da Difusão Shalom Campinas. Ele está em seu segundo CJS e descreve a experiência de viver um Congresso com mais intimidade com Deus e maturidade: “Em 2019 eu era novo na Obra Shalom, foi meu primeiro contato com o Carisma. Agora, nesse segundo encontro já tenho uma caminhada, um processo de Deus. Eu tive uma confirmação vocacional que me ajudou muito nessa experiência. No momento Mariano eu sentia como Nossa Senhora me tomando pelas mãos e me ajudando a entregar para Deus aquilo que eu não queria entregar. Na adoração, senti uma forte atração por Deus e o desejo de dar tudo por Ele. Foi bem forte e com isso consegui tomar uma decisão muito importante: Eu saio desse CJS um homem novo, transformado, pronto para amar e ser amado por Deus”.  Renovação da Esperança “Eu vim para esse CJS com a expectativa de renovar a esperança. Nós temos o hábito de dizer que temos esperança, mas parece que ela fica adormecida por um tempo e quando vivemos uma experiência como essa que estamos tendo aqui, a gente se lembra qual o propósito de tudo isso.  Para mim foi muito marcante a pregação da manhã em que o Leandro nos dizia que Jesus é a nossa esperança. Se a gente não tiver esperança de que podemos alcançar o céu, a gente para por aqui mesmo e nossa vida fica vazia. Eu achei muito legal ele ter tocado nesse ponto e não apenas isso, mas como é preciso tornar a esperança concreta”. Quem partilha é a jovem curitibana Ana Laura Dalmolin, de 20 anos. Ana Laura, veio para o evento a convite de sua amiga Karol que é consagrada da Comunidade de Aliança em Osasco, São Paulo. Juntas, as duas eram responsáveis por administrar uma página nas redes sociais sobre cultura nerd e catolicismo. Ao saber que o Congresso seria realizado na cidade da amiga, Karol não perdeu tempo e a convidou para viver essa experiência e conhecer a juventude Shalom.  “Gostei muito desse convite porque o pessoal é bem animado e esse é o meu tipo de Carisma mesmo, de cantar, dançar, de fazer festa e mostrar alegria”, conta Ana Laura. Ainda sobre o momento mariano, a jovem relata que enquanto o manto passava pelos jovens, parecia que era Nossa Senhora cobrindo a cada um e dizendo: “eu estou aqui com vocês, meus jovens, eu sou a mãe de vocês e vou estar aqui para vocês”. A jovem ainda explica que “por mais que lá fora as coisas sejam difíceis, esse momento foi para nos lembrar que o véu está sempre aqui com a gente, nós apenas não o vemos. Foi muito bonito para trazer isso para a realidade”.  Em cada testemunho, é possível contemplar aquilo que Deus realizou nos corações dos participantes: a sede e o desejo de viver a Vontade de Deus para suas vidas, amparados

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