Catedral – Missa do Lava-Pés

Eucaristia: consagração, comunhão, contemplação e imitação

“Boa tarde! É uma imensa alegria poder partilhar um pouco com vocês daquilo que significa na nossa vida e na vida da Igreja, e como não dizer também na vida de um sacerdote, a Quinta-Feira Santa”. Assim iniciou Padre karlian, membro da Comunidade de Vida, a pregação da Quinta-Feira Santa no Retiro de Semana Santa em Fortaleza. Apresentamos o texto na íntegra: O dia da instituição da Eucaristia, o dia da instituição do Sacerdócio, o dia em que o Senhor reunindo os seus discípulos deixa o mandamento do amor e não o deixa como uma teoria, mas saindo da Última Ceia, vai decididamente para aquela que era a vontade do Pai para a sua vida. Vai decididamente para a cruz onde vai ofertar a Sua vida naquele que é sem dúvida alguma e sempre será o maior gesto de amor já visto e já cumprido sobre a terra. Na Quinta-Feira Santa celebramos um prenúncio da oferta de Jesus na Cruz porque é o dia em que Ele se oferta por nós na Eucaristia. É o dia em que Ele, num gesto simbólico, se põe a lavar os pés dos seus discípulos, os pés dos apóstolos, e faz aquilo não como uma ação teatral ou para chamar a atenção de alguém, mas o faz como um gesto que na verdade diz aquilo que foi a vida Dele, e que foi o sentido da Sua encarnação. Ele que veio ao mundo para lavar os nossos pés. Ele que veio ao mundo para se baixar, para se colocar a nosso serviço, e para nos salvar de toda imundície, de todo o pecado, de todo erro, para nos libertar das trevas. Gostaria de começar essa nossa reflexão abrindo a bíblia na Carta aos Hebreus 12, 18. O autor da Carta aos Hebreus falando da graça de Cristo, da ação de Deus sobre a humanidade, e falando sobre a sacralidade da salvação e da redenção, nos diz o seguinte:  “Vós não vos aproximastes de uma realidade palpável: ‘fogo que se consumiu, escuridão, trevas, furacão, som da trombeta e ruído de voz’, os que o escutaram recusaram-se a continuar ouvindo a palavra, pois não podiam suportar esta admoestação. Quem tocar na montanha, mesmo um animal, será lapidado. E este espetáculo era tão horripilante que Moysés disse: eu estou horrorizado e trêmulo, mas vós vos aproximastes da montanha de Sião e da cidade de Deus vivo, a Jerusalém celeste, e das miríades de anjos em reunião festiva; e da assembleia dos primogênitos, cujos nomes estão escritos nos céus; e de Deus, o juiz de todos; e dos espíritos dos justos, que chegaram à perfeição; e de Jesus, mediador de uma aliança nova, e do sangue da aspersão que fala mais forte do que o sangue de Abel”.   Fiquei pensando que passagem da Escritura escolher para dar início a essa nossa reflexão sobre a Eucaristia e sobre a Última Ceia. Claro que poderíamos ter escolhido uma passagem que falasse mais explicitamente da Eucaristia. Poderíamos ter escolhido uma passagem da Última Ceia ou um trecho da Carta de São Paulo aos Coríntios, onde também se fala da Ceia do Senhor. Mas me veio ao coração essa passagem, como uma passagem que se nós a aplicarmos à Eucaristia, ela vai nos dizer muito. Meus irmãos estas palavras da Carta aos Hebreus que se a lermos pensando no grande mistério da Eucaristia, vamos ficar de fato extasiados diante desse mistério de Deus, diante desse mistério grandioso, dessa realidade tão sublime que a mente humana se pode pouco explicar. Que por mais que vejamos com nossos olhos, como vemos o pão e o vinho, é uma realidade invisível e que ultrapassa muito os nossos olhos, que ultrapassa muito a capacidade dos nossos sentidos. Na verdade a Eucaristia é algo de tão grande e tão sublime que Deus resolveu escondê-la num pedaço de pão e num pouco de vinho, porque senão não suportaríamos contemplar e receber algo de tão grandioso. Se Deus nos revelasse em um instante a glória da Eucaristia, nós não suportaríamos. É por isso que Ele se escondeu nos sinais do pão e do vinho. Sabemos que Deus governa a humanidade e que conduz a história do homem através da história da Salvação, como nós a chamamos. O Padre Raniero Cantalamessa[1] nos pergunta: “Que lugar ocupa a Eucaristia na história da Salvação, na história dos feitos de Deus, na história das maravilhas de Deus na humanidade? Que lugar ocupa a Eucaristia?”, e ele mesmo se responde dizendo que a Eucaristia ocupa o lugar inteiro, ocupa a história da Salvação inteira, porque o mistério da Eucaristia era já presente no Antigo Testamento como uma figura nos inúmeros sinais do AT. Na oferta do rei Melquisedec que oferta vinho e pão, no sacrifício de Isaac, no Maná do deserto e, sobretudo, na celebração da Páscoa no AT, em tantos sinais era presente a Eucaristia como uma figura. Depois, na plenitude dos tempos, na Encarnação do Verbo, tivemos a manifestação do acontecimento eucarístico que é aquilo que celebramos no dia de hoje, o dia da instituição da Eucaristia. Aquele fato, aquele acontecimento real, concreto de Jesus que reparte o pão, distribui aos seus discípulos e diz: “Isto é o meu corpo”, que passa aquele vinho e diz: “Isto é o meu sangue, tomai e bebei”. A Eucaristia presente no AT como uma figura e presente na história, na plenitude dos tempos, na Encarnação do Verbo pelo acontecimento, ela permanece presente para todo o sempre, até a volta do Senhor, até o retorno glorioso de Jesus, ela permanece presente pelo Sacramento. Podemos dizer que a Eucaristia contém toda a história da salvação e também em toda a história da Salvação está presente a Eucaristia. Padre Raniero Cantalamessa, falando sobre a força do Sacramento da Eucaristia, diz que: “Graças à Eucaristia nós nos tornamos misteriosamente contemporâneos do acontecimento. O acontecimento se faz presente a nós e nós a ele”. Pela graça do Sacramento da Eucaristia, aquele acontecimento de 2.000 anos atrás, o sacrifício

Via Sacra: somos convidados a sairmos de nós mesmos

Mensagem de Francisco conduz Via Sacra do Shalom na Semana Santa Nesta sexta-feira (18), os participantes do retiro de Semana Santa da Comunidade Shalom puderam vivenciar de maneira oracional as estações da Paixão de Cristo. Segundo Moysés Azevedo, a apresentação da Via Sacra foi construída a partir da mensagem do Papa Francisco para Quaresma. “Nós seremos convidados a sairmos de nós mesmo” afirmou o fundador da Comunidade ao explicar o sentido da apresentação. No centro do Ginásio Paulo Sarasate, portas fechadas faziam parte do cenário da Via Sacra. No decorrer das estações, as portas foram se abrindo, fazendo referência à atitude que a Igreja deve tomar em relação aos outros. A cultura do encontro, proposta por Francisco, marcou a apresentação que foi composta por atores caracterizados de pessoas dos mais diversos tipos. A figura do bom samaritano foi lembrada por fazer referência a atitude de se fazer o bem independente de quem seja. “Nós não fomos salvos pela riqueza de Cristo, mas por sua pobreza” ressaltou Moysés durante a apresentação. Ofertar-se ao outro é enriquecê-lo, mesmo sendo pobre. Essa foi a atitude de Cristo na cruz, puderam meditar os fiéis. Ele ofertou-se até o fim, sem medidas, esvaziando-se, fazendo-se pobre para enriquecer cada um dos filhos de Deus. Maria Lúcia, consagrada da Comunidade de Aliança, reza, há mais de 10 anos, a Via Sacra durante toda a Quaresma. Maria conta que tem mais de 50 tipos de Via Sacra e que todos os dias reza uma diferente. Contudo, a consagrada deixa para rezar a última no retiro de Semana Santa da Comunidade Shalom. Para ela “é uma graça muito grande de Deus, pois o sacrifício de Cristo por toda a humanidade é atualizado”. Ao final da apresentação os participantes do retiro, unidos aos artistas da Via Sacra, cantaram “Amar sempre vale a pena custe o que custar”, fazendo referência e aderindo à oferta total de Cristo na cruz. Confira Galeria de fotos da Via Sacra [AQUI] Por Jonas Viana

Via Sacra

Carmadélio reflete sobre a Paixão como mistério atual

Durante Retiro de Semana Santa em Fortaleza, Carmadélio Souza, membro da Comunidade de Aliança, responsável pelo sistema Shalom de Comunicação, falou sobre  a Paixão como mistério atual. Eis o texto na íntegra: Bom dia! Enquanto eu estava de joelhos agora, recebendo a oração de vocês, eu estava exatamente meditando de que não existe forma melhor de nós nos colocarmos no dia de hoje do que estarmos de joelhos. A posição de nos colocarmos de joelhos é a posição de quem reconhece o mistério que nos ultrapassa, que é maior do que nós. Esse ajoelhamento que não é apenas físico, mas que deve ser também um ajoelhamento espiritual, onde nós nos colocamos assim diante desse mistério que nos ultrapassa, que é o mistério da vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Sabemos que hoje é um dia único na história da Igreja, na história da humanidade. Também é um dia único na nossa própria história. Caso não houvesse acontecido esse dia, historicamente falando, há 2.000 anos atrás, nós nem estaríamos aqui. Nada do que vocês estão vendo aqui estaria acontecendo caso não houvesse, há 2.000 anos atrás, acontecido o que vamos refletir nessa manhã e que a Igreja toda nos chama a refletir. Na verdade, dois milhões de pessoas, de católicos em todo o mundo são convocados pela Igreja a esta parada memorial no sacrifício amoroso e expiatório de Jesus por cada um de nós. Nós não estamos sós. Somos muito mais do que os milhares que estão presentes aqui no Ginásio. Estamos unidos de forma misteriosa aos católicos, aos homens de boa vontade no mundo inteiro, que são também tocados por esta graça e por esse mistério desses dias santificados. Mesmo nas sociedades atingidas pelo secularismo, aonde os mistérios da Semana Santa vão ficando cada vez mais colocados de lado, nós nos recordamos que antigamente nesse período praticamente não havia nada na cidade, onde tudo parava. Infelizmente fomos vendo com o avanço do secularismo que cada vez mais o mundo tende a ver esses dias como dias normais, iguais aos outros, e há até aqueles que veem apenas como tempo de descanso, um tempo de descanso merecido, como dizem. E há o perigo de nós mesmos cristãos irmos pouco a pouco perdendo o sentido daquilo que estamos vivendo. Esse é um perigo que sempre nos acompanha. Por isso momentos como estes, um retiro como este, tem também por objetivo ressignificar a obra salvífica de Cristo, fazer com que entendamos, lembremos e, mais ainda, fazer com que vivamos esse mistério. Nós não estamos sós. Estão conosco todos os católicos do mundo inteiro que também nesta hora estão a refletir, a meditar nesse mistério. Nesse período do ano, nesse tempo litúrgico, existe uma palavra que a Igreja frequentemente usa para tentar traduzir o que nós vivemos. O próprio Moysés a pouco na apresentação usou essa palavra, onde ele dizia que celebrávamos o mistério central da nossa fé. E qual é a palavra que durante esse período ouvimos com muita frequência? É a palavra mistério. É uma palavra frequentemente repetida dentro dos atos litúrgicos, dentro da liturgia, dentro das palavras que são proferidas, porque é uma palavra que talvez consiga tocar aquilo que de fato queremos expressar. Não sei se você entende exatamente o que significa a palavra mistério, mas o que você acha que significa? Qual a definição que você dá de mistério? No sentido secular, não teológico, não religioso, a palavra mistério diz respeito àquilo que está escondido. Às vezes dizemos: “Ah, ‘fulano de tal’ é uma pessoa misteriosa. Nunca sabemos o que está pensando, o que acha das coisas”. Ou então dizemos: “Essa frase é misteriosa, tem se de pesquisar para entender o que a frase na verdade quer transmitir”. Mas no sentido teológico, que é o que estamos falando aqui, a palavra mistério diz respeito àquilo que é real, verdadeiro, não escondido, mas que é portador de um significado que nos ultrapassa pela sua grandeza e pela sua beleza. É não escondido, diferentemente do conceito que o mundo simplesmente tem da palavra mistério. Por isso que diante de hoje, Sexta-Feira da Paixão, normalmente ficamos sem palavras, porque é algo que nos ultrapassa, é algo maior do que nós. Às vezes as pessoas dizem: “Eu queria viver melhor o mistério da Semana Santa”. Há até aqueles que dizem: “Ah Carmadélio, a impressão que tenho é que não consigo mergulhar nesse mistério. Vou para o retiro, mas parece que nada acontece. Escuto as palestras, participo, até chego mais cedo para não perder nada, mas parece que não consigo mergulhar. Tem coisa que não entendo”. Ouvimos com frequência pessoas que comentam isso. Na realidade o que celebramos hoje não é apenas a representação de uma realidade passada. Nós não estamos aqui apenas lembrando algo acontecido no passado, mas trata-se de trazer esta realidade acontecida há 2.000 anos atrás para os dias de hoje. O que estamos fazendo aqui não é apenas fazendo memória, nos lembrando do que aconteceu, não! A Igreja nos chama a mais do que representar esta realidade passada, mas atualizar esta realidade pela graça do momento que vivemos na Igreja. Diferentemente de slogans ou de frases ditas no mundo, as palavras que a Igreja profere ou os tempos litúrgicos que a Igreja nos convida a viver, são tempos portadores de uma graça especial, correspondente àquele tempo. Vou dar um exemplo simples para entendermos. O dia do nosso aniversário não é um dia igual aos outros, é um dia diferente. Vivemos todo aquele dia iluminados por essa expectativa, onde os amigos telefonam ou não, as pessoas se lembram ou não, alguns cantam parabéns. Normalmente ficamos na atitude de não dizer para ninguém, mas sempre tem alguém que sabe e faz festa. É um dia especial e de certa maneira o nosso aniversário começa na hora em que acordamos e termina na hora em que vamos dormir, mesmo que o dia continue. É um tempo especial que nós vivemos. Trazendo esse simples exemplo para o tempo litúrgico, é mais

Retiro de Semana 1º dia – Instituição da Eucaristia

Eucaristia marca primeiro dia do Retiro de Semana Santa

Padre Karlian Vale pregou no primeiro dia do retiro de Samana Santa da Comunidade Shalom. O sacerdote meditou sobre a instituição da Eucaristia celebrada nesta quinta-feira (17). “A Eucaristia é algo tão grande e tão divino que Deus resolveu esconder na aparência do pão e do vinho” partilhou o padre. O sacerdote enfatizou que a salvação se torna acessível a todos por meio da Eucaristia. A pregação foi baseada na passagem bíblica de Hebreus 12, 18-25 e nas palavras do frei Raniero Cantalamessa. “A Eucaristia é um ato concreto do Amor de Deus por nós” ressaltou o padre. Ainda em sua pregação, padre Karlian levantou o questionamento de como está a vivência da Eucaristia na Santa Missa. “De que maneira nós estamos nos aproximando de Jesus que se quebra por nós?”. Todo batizado é chamado a se ofertar como Jesus se ofertou na Eucaristia. Por fim, o sacerdote fez referência ao tema do retiro, “Por suas chagas fomos curados” (Isa 53, 5). Quando se toca as chagas de Cristo se é curado por Deus. As chagas e as feridas de Cristo são as chagas e as feridas da humanidade. Somente se aproximando de Cristo se é possível aprender a servir como ele serviu. Nesta quinta-feira, também se faz referência ao ensinamento de Jesus no ato de lava pés. Por Jonas Viana

Retiro aprofunda mistério da instituição da Eucaristia

O Retiro de Semana Santa ministrado pela Comunidade Católica Shalom tem início hoje, às 14, no Ginásio Paulo Sarasate, com entrada franca. A proposta é oferecer ao participante uma experiência com cada mistério celebrado no Tríduo Santo. Hoje, a liturgia da Igreja celebra a Instituição da Eucaristia. Cristo faz de seu corpo e sangue alimento para o homem. O tema do retiro é “Por suas chagas fomos curados”, uma citação de Isaías 53,5. Além da pregação sobre o tema haverá adoração ao Santíssimo Sacramento. Uma decoração específica acompanha a temática de cada dia, bem como os cânticos e celebrações, transformando o ginásio poliesportivo em um grande centro que irradia a espiritualidade desta santa semana para Fortaleza. Local: Ginásio Paulo Sarasate (Rua Idelfonso Albano, 2050, Centro). Horário: Quinta, sábado e domingo (14h às 18h); sexta (8h ao meio dia). Entrada: Franca Mais informações: comshalom.org\fortaleza Assessoria de Imprensa

Postulantes da Parquelândia partem para vários lugares do Brasil

O Centro de Evangelização Shalom da Parquelândia, em Fortaleza,  envia 9 postulantes da Comunidade de Vida para vários lugares do Brasil. A missa de envio foi realizada neste domingo, 13 de abril, na quadra do Colégio Joaquim Nogueira, na Parquelândia. A celebração foi presidida pelo padre Karlian, missionário da Comunidade de Vida Shalom. Marcos Fábio, coordenador apostólico da missão, dirigiu uma palavra aos familiares e amigos dos postulantes, agradecendo pela oferta generosa de todos que acolhe o chamado e a missão que Deus confia a cada um desses jovens, em favor da evangelização da humanidade.     Confira quem são os novos postulantes e para quais missões estão sendo enviados: Caio Carvalho – missão de Aracaju; Felipe – missão de Crateús; Isabelle Rocha – missão de Natal (Planalto); Liliane Soares – missão de Aracati; Ricardo – missão de Itapipoca; Rodrigo Gurgel – missão de João Pessoa; Silvania Chagas – missão de Cruzeiro do Sul. Talyson – missão de Mossoró; Yuri Antonio – missão de São Luís; “É certa a voz que nos chamou. Mais certa é a graça que nos sustentará até o fim.” [Moysés Azevedo] Letícia Frota

Espetáculo A Paixão de Cristo será exibido na TV

A TV Jangadeiro, canal 12, afiliada da TV Bandeirantes no Ceará,  exibirá em sua programação especial de Semana Santa o espetáculo “A Paixão de Cristo – O sentido da vida”, próximo sábado, dia 19, às 12h30 (meio dia e trinta). O espetáculo é uma produção da Comunidade Católica Shalom que neste ano chega à terceira edição em Fortaleza com única apresentação no dia 21 de abril, às 19h, no ginásio Paulo Sarasate, com entrada gratuita. Mais informações: 85 3295.4583 comshalom.org/fortaleza Assessoria de Imprensa https://www.youtube.com/watch?v=OKv0bE01SwQ

Doar