Festa da Misericórdia celebra Canonização de João Paulo II

  A Páscoa é tempo de festa para a Igreja e um momento especial na vida da Comunidade Católica Shalom. A instituição realizará pelo 7º ano consecutivo a Festa da Divina Misericórdia no domingo, 27 de abril, a partir de 15h, no Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU), em Fortaleza, com entrada franca. A Festa que acontece todo Segundo Domingo da Páscoa foi criada pelo Papa João Paulo II e a edição deste ano celebrará sua canonização e a de João XXIII em Roma. A expectativa é de que pelo menos 30 mil pessoas compareçam ao evento. A programação consta da recitação do Terço da Divina Misericórdia, às 15h, participações musicais dos cantores Paulo José e Naldo José. Suely Façanha, indicada ao Troféu Louvemos o Senhor, maior premiação da música católica no país, também participará. A programação será encerrada com a tradicional missa em favor dos enfermos presidida pelo padre Antonio Furtado. Relíquias do futuro santo João Paulo II e de santa Faustina Kowalska serão expostas durante a Festa. “Para nós, é uma alegria celebrar a misericórdia de Jesus ainda mais neste tempo especial para a Igreja, onde o Papa Francisco tem constantemente falado sobre esse dom que é a Misericórdia, que alcança a todos os filhos de Deus, e também celebrar a beatificação de João Paulo II, este homem de Deus tão caro à história da Igreja e da Comunidade Católica Shalom”, explica padre Antonio Furtado, organizador da Festa e um dos maiores difusores da devoção à Divina Misericórdia no Ceará. História da Festa da Divina Misericórdia A Festa da Divina Misericórdia acontece sempre no segundo domingo da Páscoa e foi um pedido de Jesus à santa Faustina Kowalska em uma revelação, conforme ensina a devoção à divina misericórdia, que rapidamente se espalhou pelo Brasil. O papa João Paulo II instituiu a festa no ano 2000, por ocasião do jubileu da encarnação de Jesus, onde afirmou que o homem pós-moderno seria evangelizado pela misericórdia. Em 2011, João Paulo II foi beatificado pelo papa emérito Bento XVI justamente no Domingo da Misericórdia João Paulo II e o Shalom Em 9 de julho de 1980, Moysés Azevedo foi escolhido pela Arquidiocese de Fortaleza para representar os jovens e oferecer um presente ao Papa João Paulo II, no estádio Castelão. Moysés escreveu uma carta onde oferecia sua vida pela evangelização dos jovens. Dois anos depois foi fundada, pelos jovens, uma lanchonete para evangelizar, uma forma de atrair o jovem mais distante da Igreja. Pelos desígnios divinos, a partir da lanchonete surgiu a Comunidade Católica Shalom, hoje presente em 67 cidades no Brasil e com missões em mais de 20 países. Neste ano, abrirá uma casa em Cracóvia, cidade onde nasceu João Paulo II, na Polônia. Shalom na canonização de João Paulo II em Roma     Uma representação da Comunidade Católica Shalom de diversas partes do mundo, incluindo o fundador Moysés Azevedo, estará presente na celebração de canonização dos beatos João XXIII e João Paulo II em Roma. Mais informações: 3261.4444 Assessoria de imprensa     

Moysés Azevedo: “Cristo Ressuscitado pode te tornar santo”

A pregação da tarde do último dia do retiro de Semana Santa da Comunidade Shalom abordou a Ressurreição de Jesus Cristo. Moysés Azevedo iniciou a meditação com a jaculatória “Cristo Ressuscitou, Aleluia! Sim, verdadeiramente Ressuscitou, Aleluia!”. O fundador da Comunidade Shalom ainda conduziu uma oração ao Espírito Santo antes de começar a partilhar sobre o domingo da Ressurreição. Moysés caminhou pela motivação preparada especificamente para este dia, explicando que há pessoas que vivem como condenadas, vivendo uma contagem regressiva até a morte. A morte é uma realidade que todos os homens estão sujeitos. Mas que Cristo por meio da Ressurreição vem dar a graça de se ter um novo olhar sobre ela. Ao fazer referência à Ressurreição de Cristo, Moysés com voz forte repetia a jaculatória acompanhado pelo público. “Não há situação que Deus não possa mudar, não há pecado que Deus não possa perdoar, se nos abrimos a Ele” ressaltou Moysés. O mal, a morte, foi trago pela misericórdia de Deus. “Existe um Judas dentro de nós, porque nós traímos Jesus com nossos pecados” disse o fundador da Comunidade, citando Raniero Cantalamessa. Mas “porque Cristo Ressuscitou a misericórdia divina se derrama sobre nós” e “porque Cristo Ressuscitou, nós podemos escolher de novo a santidade” revelou com voz serena Moysés Azevedo. “A santidade não é um peso” porque é “Cristo Ressuscitado que pode te tornar santo” enfatizou Moysés no domingo de Páscoa. A pregação ainda foi conduzida por palavras de Pascal, pensador católico, e de Madre Tereza, Beata. “A santidade não é um luxo, é uma necessidade” ressaltou o missionário, fazendo ressoar as palavras de Tereza. Moysés ainda lembrou as palavras do Papa Francisco para a Quaresma. Moysés por fim falou sobre a importância da Eucaristia para o caminho de santificação. “A Eucaristia existe para o cristão e o cristão existe para a Eucaristia” ressaltou Moysés, citando os mártires asiáticos. Por Jonas Viana

Festa da Misericórdia 2014 celebra Canonização de João Paulo II

Evento acontecerá pelo 7º ano consecutivo e contará com relíquias de João Paulo II e Santa Faustina, a Apóstola da Misericórdia. A Páscoa é tempo de festa para a Igreja e um momento especial na vida da Comunidade Católica Shalom. A instituição realizará pelo 7º ano consecutivo a Festa da Divina Misericórdia no domingo, 27 de abril, a partir das 15h, no Condomínio Espiritual  Uirapuru (CEU) com entrada franca. A Festa que acontece todo Segundo Domingo da Páscoa foi criada pelo Papa João Paulo II e a edição deste ano celebrará sua canonização em Roma juntamente com João XXIII. A expectativa é que pelo menos 30 mil pessoas compareça ao evento. A programação consta da reza do Terço da Divina Misericórdia, às 15h, participações  musicais dos cantores Paulo José e Naldo José. Suely Façanha, indicada ao Troféu Louvemos, maior premiação da música católica no país, também participará. A programação será encerrada com a tradicional missa em favor dos enfermos presidida pelo Padre Antonio Furtado. Relíquias do futuro santo João Paulo II e de santa Faustina de Kowalska serão expostas durante a Festa. “Para nós é uma alegria celebrar a misericórdia de Jesus ainda mais neste tempo especial para a Igreja, onde o Papa Francisco tem constantemente falado sobre esse dom que é a Misericórdia que alcança a todos os filhos de Deus e também celebrar a beatificação de João Paulo II, este homem de Deus  tão caro à história da Igreja e da Comunidade Católica Shalom”, explica Pe. Antonio Furtado, organizador da Festa e um dos maiores difusores da devoção à Divina Misericórdia no Ceará. História da Festa da Divina Misericórdia A Festa da Divina Misericórdia acontece sempre no segundo domingo da Páscoa e foi um pedido de Jesus à santa Faustina de kowalska em uma revelação, conforme ensina a devoção à divina misericórdia que rapidamente se espalhou pelo Brasil. O papa João Paulo II instituiu a festa no ano 2000, por ocasião do jubileu da encarnação de Jesus, onde afirmou que o homem pós-moderno seria evangelizado pela misericórdia. Em 2011 João Paulo II foi beatificado pelo papa emérito Bento XVI justamente do domingo da misericórdia  João Paulo II e o Shalom Em 9 de julho de 1980 Moysés Azevedo foi escolhido pela Arquidiocese de Fortaleza para representar os jovens e oferecer um presente ao Papa João Paulo II no Castelão. Moysés escreveu uma  carta onde oferecia sua vida pela evangelização dos jovens. Dois anos depois foi fundada  pelos jovens uma lanchonete para evangelizar, uma forma de atrair o jovem mais distante da Igreja. Pelos desígnios divinos a partir da lanchonete surgiu a Comunidade Católica Shalom hoje presente em 67 cidades no Brasil e com missão em mais de 20 países. Neste ano abrirá uma casa em Cracóvia, cidade onde nasceu João Paulo II, na Polônia.  Shalom na canonização de João Paulo II em Roma Uma representação da Comunidade Católica Shalom de diversas partes do mundo, incluindo o Fundador Moysés Azevedo, estarão presentes na celebração de canonização dos Beatos João XXIII e João Paulo II em Roma. SERVIÇO: Festa da Divina Misericórdia Local: CEU – Condomínio Espiritual Uirapuru (Av. Alberto Craveiro, 2222, Dias Macedo) Data: 27 de abril de 2014 Entrada: Franca Atrações: Ministério de Música Shalom, Naldo José, Paulo José e Suely Façanha. Às 15h será recitado e meditado o Terço da Misericórdia e às 18h será celebrada a Missa pelos Enfermos. Mais informações: 3261.4444 Vanderlúcio Souza (assessoria de comunicação) 8172.3283

Ressurreição de Cristo – Moysés Azevedo

Moysés Azevedo: Ele venceu todo o mal, e vivo diz: “A paz!”

Antes da missa de Páscoa celebrada na Catedral de Fortaleza, presidida pelo arcebispo Dom José Antonio, Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Católica Shalom, concluiu o retiro de Semana Santa refletindo sobre o mistério da ressurreição de Cristo. Apresentamos a íntegra das palavras de Moysés, mantido tom coloquial. Cristo Ressuscitou! Aleluia! Sim, verdadeiramente Ressuscitou! Aleluia! Mas podemos proclamar essa verdade de uma maneira mais forte, mais incisiva, de uma maneira mais jubilosa, que este dia nos concede, o dia da Ressurreição do Senhor! O dia em que a morte foi vencida definitivamente pela vida, o dia em que a tristeza mergulhou no oceano profundo para nunca mais ressurgir, porque impera a alegria. Cristo Ressuscitou! Aleluia! Sim, verdadeiramente Ressuscitou! Aleluia! Mas queremos que nosso coração exulte com esta proclamação! Esta proclamação encheu o coração dos santos. Esta proclamação hoje, em toda a Igreja, do norte ao sul, do leste ao oeste, encheu os lábios dos cristãos, inclusive daqueles que estão na perseguição. Esta proclamação é a alegria da nossa vida, é a razão da nossa fé. Então não podemos dizê-la de qualquer forma. Queremos dizê-la cheios de jubilo: Cristo Ressuscitou! Aleluia! Sim, verdadeiramente Ressuscitou! Aleluia! Não foi suficiente, porque não podemos só com as nossas forças trazer a força e o vigor que esta proclamação tem. Jesus Cristo está aqui vivo. Ele está no meio de nós. A morte não pôde detê-lo. Ele está aqui. Ele está aqui. Ele, vivo, está aqui. Mas os nossos olhos humanos não podem alcança-lo, apesar de Ele nos alcançar. Por isso este jubilo. Imaginem se nós todos estivéssemos aqui e nossos olhos vissem o que só a fé pode nos mostrar, Ele glorioso, ressuscitado, cheio de vida, da vida divina aqui no meio de nós. Quão forte seria o nosso jubilo, quão forte seria a nossa proclamação! Enlouqueceríamos de alegria! Por isso, pela fé proclamemos mais forte ainda: Cristo Ressuscitou! Aleluia! Sim, verdadeiramente Ressuscitou! Aleluia! Ainda não podemos proclamar com toda intensidade a alegria desta verdade. Precisamos pedir o auxílio de quem pode nos fazer ver o que não conseguimos ver com nossos olhos puramente naturais. E quem é aquele que nos revela que Jesus está vivo aqui no meio de nós? O Espírito Santo. Vamos pedir que o Espírito Santo incendeie o nosso coração, abra a nossa mente, abra os nossos olhos para ver o que os olhos humanos não conseguem revelar, mas que é verdade, é realidade: Jesus Cristo está vivo aqui no meio de nós. Peça isso. Não vamos fazer aqui mais um momentinho de oração senta e levanta para chamar a atenção, não! Sinceramente peça essa graça, que o Espírito Santo descortine diante do seu olhar, pelo dom da fé, a presença de Jesus vivo no meio de nós. Supliquemos. “Ó ó ó vem Espírito Santo, manda do céu um raio de tua luz. Ó ó ó vem Pai dos pobres, vem doador de graça divina e de luz!” Faça um Sinal da Cruz na sua testa, nos seus olhos, no seu coração, nos seus lábios. Oh Divino Espírito Santo, Tu que estás presente no meio de nós, grande dom do Ressuscitado, abre a minha inteligência. Pelo dom da fé me faz ver o invisível. Abre o meu coração para que eu possa contemplar, experimentar e proclamar a presença viva de Jesus aqui, no meio de nós. Por isso nós te pedimos: “Ó ó ó vem Espírito Santo, manda do céu um raio de tua luz. Ó ó ó vem Pai dos pobres, vem doador de graça divina e de luz! Com mais vigor! Quanto mais incapaz, quanto mais árido, quanto mais vazio, frio ou indiferente, peça o Espírito Santo.  “Na tarde desse mesmo dia, que era o primeiro da semana, estando as portas da casa em que se achavam os discípulos trancadas, por medo dos judeus, Jesus veio e, pôs-se no meio deles, e lhes disse: ‘A paz esteja convosco! Shalom! A paz esteja convosco!’. Enquanto ele falava, ele lhes mostrou as mãos e o lado. Vendo o Senhor, os discípulos ficaram tomados de intensa alegria. Então Jesus lhes disse de novo: ‘A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio’. Tendo assim falado,  soprou sobre eles e lhes disse: ‘Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos’” (João 20,19-23)  Meus queridos irmãos este solene dia que a Igreja celebra, que nós celebramos, este dia em que pela fé renovamos esta consciência de que Jesus está vivo no meio de nós. Este dia da Ressurreição do Senhor, o dia em que Ele vivo venceu a morte, venceu o pecado, é também o grande dia da reconciliação e da paz. Jesus, quando apareceu aos discípulos, disse: “A paz esteja convosco! Shalom. Recebam o Espírito Santo, e a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados”. Neste dia, com a Sua Ressurreição, com o Mistério Pascal, com a Sua morte na cruz que celebramos, e com a Sua Ressurreição, vitória sobre a morte e sobre o pecado, Jesus hoje, vivo, diz: “Não há mais nenhum impedimento, os teus pecados não são mais impedimento para que tu possas entrar na plena comunhão com o Pai, para que tu possas entrar na plena comunhão com Deus”, porque este é o dia que o Senhor fez para nós! este é um dia de alegria! Este é um dia onde todos, todos, todos os teus pecados foram perdoados! Hoje é o dia aonde a Misericórdia Divina se derrama sobre toda a humanidade, sobre mim, sobre você. Hoje é o dia aonde somos reconciliados, ou seja, qualquer impedimento, qualquer coisa que se levanta na nossa humanidade em relação a Deus, em relação a nós mesmos, e em relação aos outros foi destruída pela força da Ressurreição de Cristo! A pedra rolou, o sepulcro abriu e Ele venceu todo o mal, e vivo diz: “A paz!”, e nos dá o dom da reconciliação. Meu querido irmão é preciso que tenhamos essa consciência no nosso coração e

Shalom apresenta hoje o espetáculo “A Paixão de Cristo – O sentido da vida”

Como forma de rememorar o acontecimento que dividiu a história, a Comunidade Católica Shalom traz para Fortaleza, pela terceira vez, o espetáculo A Paixão de Cristo – o Sentido da Vida, uma superprodução com mais de 130 atores em cena, figurinos e composições autorais. Haverá uma única apresentação do espetáculo hoje, dia 21 de abril, no ginásio Paulo Sarasate,às 19h, com entrada franca e preenchimento dos lugares por ordem de chegada do público.  A Paixão de Cristo – O sentido da vida  iniciou na missão da Comunidade em Natal (RN) onde já teve 10 edições. O espetáculo tem como prelúdio a apresentação o Canto das Írias. Nos demais atos é apresentada a vida pública de Jesus até o envio do Espírito Santo no Pentecostes passando pela Crucificação e Ressurreição.  Segundo o diretor do espetáculo Wilde Fábio Alencar, o roteiro foi “desenvolvido a partir da visão do apóstolo e evangelista são João. A diferença em relação aos Evangelhos de Mateus e Marcos, a narrativa de João se detém muito mais na pessoa de Cristo e no seu amor pela vida do que em sua paixão e sofrimento”, esclarece.      O Espetáculo A Paixão de Cristo: o sentido da vida será apresentado nesta segunda-feira (21), no Ginásio Paulo Sarasate (Rua Idelfonso Albano, 2050, Centro) às 19h.  Entrada: Franca   Mais informações: 8172.3283  comshalom.org /fortaleza Assessoria de Imprensa

Sábado Santo – Mansão dos Mortos

A descida a mansão dos mortos, o silêncio de Maria e a evangelização

Durante Retiro de Semana Santa, em Fortaleza, a missionária da Comunidade de Vida Helga Lima, refletiu sobre a descida a mansão dos mortos, englobando três aspectos do Sábado Santo: a descida propriamente dita, o silêncio de Maria e a evangelização. Apresentamos o texto completo da pregação, mantido o tom coloquial. Boa tarde! Esse dia de hoje, o Sábado Santo, ao meditar sobre ele, ia percebendo que é um dia comparável com um grande baú cheio de tesouros, e tesouros inesgotáveis. Se abrirmos esse baú e começar a tirar os tesouros que esse dia tem para nos dar, não ia terminar. Fica difícil preparar uma meditação sobre um dia tão rico, onde poderíamos falar de inúmeras coisas, mas vamos seguir aquilo que o Espírito Santo nos chama para o tempo de hoje, para este momento de hoje, para nos preparar melhor para a alegria da Ressurreição. Queria descer com vocês em três aspectos. Rezando, pedindo a Deus que nos mostrasse o que falar hoje, o Senhor colocou no meu coração três pontos que poderíamos refletir nesta tarde. O primeiro ponto é falarmos sobre a descida do Senhor à Mansão dos Mortos propriamente dita, o fato de Jesus visitar, descer e estar lá na Mansão dos Mortos. Antes de falarmos, pegaremos o Salmo 88, salmo este que rezamos na Liturgia das Horas, nas Completas, na sexta-feira. Existem inúmeras passagens na bíblia que falam do Xeol, da Mansão dos Mortos, mas escolhi esse Salmo porque acho que ele representa bem aquilo que gostaria de aprofundar como meditação.   “Iahweh, meu Deus salvador, de noite eu grito a ti: que minha prece chegue à tua presença, inclina teu ouvido ao meu clamor. Pois minha alma está cheia de males e minha vida está à beira do Xeol; sou visto como os que baixam à cova, tornei-me um homem sem forças: despedido entre os mortos, como as vítimas que jazem no sepulcro, das quais já não te lembras, porque foram separadas de tua mão. Puseste-me no fundo da cova, em meio a trevas nos abismos; tua cólera pesa sobre mim, tu derramas tuas vagas todas. Afastaste de mim meus conhecidos, tornaste-me repugnante a eles: estou fechado e não posso sair, com a miséria meu olho desgastou-se. Iahweh, eu te invoco todo o dia, estendendo as mãos para ti: “Realizas maravilhas pelos mortos? As sombras se levantam para te louvar? Falam do teu amor nas sepulturas, da tua fidelidade no lugar da perdição? Conhecem tuas maravilhas na treva, e tua justiça na terra do esquecimento?”. Eu quis começar com este salmo porque ele retrata muito bem a imagem da Mansão dos Mortos. Se formos tirar elementos deste salmo: Deus tirou a mão, Deus tirou a benção, Deus derramou as suas ondas, é um lugar de maldição. O salmista dizendo: ele está desfigurado, afastado dos seus parentes, dos seus amigos. Ele está mal. Falando na nossa linguagem moderna o salmista está mal, no fundo do poço, está numa situação terrível. Quem vai para a Mansão dos Mortos? O que é essa Mansão dos Mortos? É o nada, o vazio, é o lugar da maldição. É o lugar que foi aberto, que existiu depois do pecado. Não quero entrar aqui em nenhum mérito teológico da Mansão dos Mortos. Quem quiser aprofundar mais sobre o que a Teologia vai falando, depois faça a Escola de Teologia da Comunidade. Hoje vamos mergulhar no Espírito, naquela imagem da Mansão dos Mortos que ninguém queria ir, e claro que não! Ninguém queria ir para a Mansão dos Mortos. Na verdade, a oração do salmista, a oração do povo, daquele que temia a Deus, era “Senhor, livra-me do abismo, não deixe que o teu amigo conheça a corrupção”, porque a Mansão dos Mortos é lugar de maldição, é lugar de nada, de escuridão, de trevas, de dor, de ausência. Lá nunca mais vou poder ver a face de Deus, nunca mais vou poder me alegrar ou ver aqueles que amo. Nunca mais vou poder experimentar da alegria. A Mansão dos Mortos é o pior lugar para se ir. Se existia uma oração na boca daquele povo era ‘”Senhor me livra da Mansão dos Mortos”, mas depois do pecado era inevitável, todos iam para a Mansão dos Mortos, e todos iriam permanecer lá, não fosse por um acontecimento! Todos iriamos permanecer na Mansão dos Mortos se Ele não tivesse ido nos buscar. Quero me deter com vocês nesse primeiro momento de meditação, e gostaria que vocês visualizassem bem. Imaginem um lugar ruim, e usando as imagens da bíblia, um lugar cheio de lama, de lodo, que cheira mal, de escuridão, de morte, de putrefação, onde não queriam se aproximar. Ninguém queria se aproximar ou estar lá. As palavras para denominar eram condenação, maldição, escuridão, abismo profundo, separação de Deus, infelicidade. Visualizaram este espaço? Tudo de ruim. Ninguém queria ir para lá. O que é que meditamos hoje? Essa descida de Jesus à Mansão dos Mortos. Jesus foi exatamente ao lugar onde ninguém queria ir. Jesus foi para um lugar amaldiçoado. Jesus foi num lugar onde era o reino das trevas. Jesus foi pisar na escuridão, foi num lugar esquecido por todos, foi visitar aqueles que talvez ninguém nem mais se lembrasse. Jesus desceu e foi ao encontro daqueles que estavam no abismo. Não bastasse Deus ter se encarnado, assumido a nossa condição humana, o que já foi demais, Ele, um Deus, não conseguimos visualizar isso, é demais para a nossa inteligência, e é um mistério que precisamos viver e contemplar. Não bastasse isso, assumir a nossa condição humana, Ele ainda quis sofrer, e foi o que meditamos e vivenciamos no dia de ontem, o Senhor que sofre, padece, foi humilhado, cuspido, traído, crucificado. Não bastasse todo esse sofrimento Ele quis morrer. Deus morreu. O Senhor conheceu a morte. O Deus que é vida conheceu a morte por amor. É um mistério muito grande. Hoje é um dia em que não podemos deixar a tristeza entrar no nosso coração. Hoje é um dia de celebrarmos

Pe. Silvio Scopel explica a vigília Pascal

Hoje, Sábado Santo, é celebrada a vigília pascal, o momento de espera pela vinda do ressuscitado. Para entendermos a importância desse momento para a igreja, o Pe. Silvio, membro da comunidade de vida, falou ao Portal Shalom sobre esse dia: “Hoje à noite nós celebraremos na Catedral a Vigília Pascal, que é a celebração mais importante do ano litúrgico na Igreja Católica, pois ela celebra o fundamento da nossa fé que é a ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. É uma celebração dividida em quatro partes. Normalmente, uma celebração litúrgica se divide em duas partes: a Celebração da Palavra e a Celebração Eucarística. Já a vigília pascal se faz com a liturgia do fogo, a liturgia palavra, a liturgia da água, onde é feito o batismo dos catecúmenos, e a Liturgia Eucarística, que possui nove leituras nesse dia e não apenas três como numa missa dominical. É celebrada no sábado à noite, pois liturgicamente um dia começa sempre na tarde do dia anterior, tendo então Jesus ressuscitado no domingo de madrugada, assim nós celebramos a Ressurreição de Jesus já no Sábado. É uma celebração solene e festiva e para isso, nos preparamos durante a Quaresma, durante a Quinta-feira Santa, na Sexta-feira, onde celebramos a paixão de Cristo e hoje onde nós temos a descida de Jesus à mansão dos mortos e o silêncio do Senhor que está dormindo. Para nós Shalom, esse dia é fundamental, pois segundo as sagradas escrituras, o Carisma Shalom nasce nos lábios do Ressuscitado, quando Jesus aparece para os discípulos no cenáculo e diz “Shalom”, que significa “paz a vós”. Então celebrar a ressurreição de Cristo, para nós, significa celebrar a origem do nosso Carisma e celebrar essa escuta do Ressuscitado que nos diz “Shalom”. A Vigília Pascal é importante para todos os cristãos, mas para quem carrega o carisma Shalom, esse momento é o início, é um momento de graça, pois podemos ouvir novamente Cristo dizer que vem nos deixar essa paz que carregamos no nome e na vocação. Pe. Silvio nos explicou bem, é de onde brota o sentido da nossa missão. Como igreja e como cristãos, somos convocados a estarmos junto ao altar nesse dia e dizermos que cremos que Jesus desceu a mansão dos mortos e hoje está vivo e Ressuscitado e nos dá a vida nos alimentando com seu corpo e seu sangue todos os dias durante cada eucaristia.

Adoração a Santa Cruz – Catedral

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