O Conselho Geral, Assistentes do Moderador Geral e Acompanhadores de missão dos regionais estiveram reunidos por oito dias na Diaconia Geral em oração e trabalho. O Retiro foi marcado por três momentos principais: avaliação das missões Shalom, o discernimento dos pedidos de bispos para novas fundações de casas missionárias e reflexão de temas trazidos pelos conselheiros.
Os 32 missionários, consagrados da Comunidade de Vida e de Aliança, presentes neste momento, puderam contemplar os feitos de Deus neste tempo e já louvar pelas novas obras e a partir desse encontro, foi possível ter uma visão geral da Comunidade “pós-pandemia” e quantas novas fundações estão sendo preparadas para o ano seguinte.
Acompanhador Regional
Kleber Marinho, Assistente Missionário, consagrado da Comunidade de Vida, explica a função do Acompanhador Regional: “Os Acompanhadores reginais são irmãos mais velhos que estão em uma região de um país e pela proximidade cultural e ritmo apostólico das missões, exercem o papel de conselheiro, colaborador, consultor na vida dos Responsáveis Locais”, o trabalho é exercido junto com os Acompanhadores de Governo da Assistência Missionária.
O Assistente ainda explica que os acompanhadores são missionários que o Governo Geral e a Assistência Missionária contam muito nas decisões que precisam ser tomadas, “nós os ouvimos e sempre perguntamos a opinião deles e eles nos ajudam na condução da Comunidade, nas visitas apostólicas às missões. Os Acompanhadores são um auxílio que sempre quando necessário nós recorremos”, complementa.
Graça de Deus no tempo da pandemia
O Assistente Missionário conta que após o término do Retiro, haverá novas iniciativas, especialmente após a análise da Comunidade no tempo da pandemia.
“A Comunidade Shalom respondeu de forma muito positiva a pandemia, Deus nos inspirou ações que fizeram com que o Carisma continuasse crescendo, mas sem dúvidas, não obstante as lutas e os desafios que passamos. Fomos surpreendidos com o poder e a força da graça de Deus em nossas vidas! Claro que saímos sofridos, perdemos, mas em um balanço geral, podemos ver que Deus nos fez crescer em qualidade missionária, fez os nossos missionários crescerem na sua oferta.”
Para o consagrado houve perdas na Obra, mas é perceptível como Deus fez alargar as atividades missionárias, a tomar por exemplo o Projeto Shalom Amigo dos Pobres e as atividades propostas por meio da Assistência de Comunicação, que impulsionaram a Comunidade a enfrentar os desafios deste tempo. “Não foi a nossa inteligência humana, foi a graça de Deus que nos permitiu passar por tudo isso”, diz Kleber.

O que esperar do próximo ano?
O Assistente Missionário afirma que terá muito trabalho a ser feito, “teremos novas fundações, temos um número, mas ainda é preciso fazer alguns trabalhos em vista deste processo pós retiro. A Comunidade não irá deixar de crescer, como nos disse Dom José, iremos multiplicar e crescer e também como nos disse o Papa Francisco na Convenção, iremos seguir o apelo de Deus e da Igreja, certamente teremos novidades pela frente e no momento certo todos saberão“, explica o consagrado.
Paulo Henrique de Albuquerque, Responsável Local em Lima (Peru), foi um dos participantes do Retiro, ele partilha sobre a alegria em estar pela primeira vez presencialmente neste momento de escuta. “Eu ressaltaria como um momento forte a missa com Dom José Antônio, foi uma experiência de ser Igreja, de servir incondicionalmente, buscar viver a comunhão”, conta.

Segundo o missionário, que mora há quase oito anos em Lima, Dom José e Moysés são dois profetas que encheram o coração dele de desejo em ser Igreja assim. “Foi muito belo ver a condução de Deus nos trabalhos, como cada irmão vai sendo conduzido e rendido pela graça, uma coisa muito boa para mim é poder tocar na Comunidade mais profundo, mas por Deus e testemunhar que Deus é fiel quando disse que ele realiza uma obra nova no meio de nós! Isso é real!”, finaliza.
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