Pela primeira vez, os missionários que vivem e trabalham na Diaconia Geral da Comunidade Católica Shalom se reuniram em um retiro comunitário. O encontro foi dedicado à oração, à escuta e ao discernimento. O retiro aconteceu de segunda (10) a quarta-feira (12) de agosto e reuniu os quase 200 missionários que residem na Diaconia, em Aquiraz (CE).
A Diaconia é a sede do Governo Geral da Comunidade Católica Shalom onde funcionam as assistências, assessorias, secretarias e setores ligados diretamente ao moderador geral da Comunidade.

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A iniciativa nasceu do desejo de aprofundar a identidade e a missão da Diaconia Geral, como “Coração da Obra”, de onde pulsa o Carisma Shalom para o mundo inteiro. De acordo com Moysés Azevedo, fundador e moderador geral da Comunidade Católica Shalom, o encontro foi uma inspiração de Deus para que os missionários pudessem experimentar uma unidade ainda maior.
“Nós sentimos a necessidade e a própria inspiração de Deus de, além dos retiros que todas as casas comunitárias fazem, que nós, todos os missionários que vivemos e servimos aqui na Diaconia, pudéssemos nos encontrar. Para aprofundar ainda mais o mistério, o dom, o serviço próprio da Diaconia para podermos viver e realizar melhor esse serviço”, explica Moysés.
Um retiro marcado pela presença da Igreja
O encontro foi aberto por Dom José Antônio, arcebispo emérito de Fortaleza, no dia em que a Igreja celebrou a memória de São Lourenço, diácono e mártir. A presença do arcebispo marcou o início do retiro e também a relação histórica entre a Igreja de Fortaleza e a Comunidade Católica Shalom.
Durante a abertura do retiro, Dom José Antônio convidou os missionários a nortearem suas vidas partir da Palavra de Deus e da experiência da Igreja, ajudando a iluminar a vivência do chamado e da missão. Para Jivanilson Barbosa, coordenador do Colegiado dos Formadores da Comunidade de Vida da Diaconia, a presença do arcebispo foi uma das marcas do encontro.
“Foi uma grande riqueza, uma alegria ter Dom José conosco, que abriu o nosso retiro no dia do Diácono Lourenço”, recorda.
Escuta e discernimento em comum
Ao longo dos três dias, os missionários tiveram momentos de oração, formação, escuta e partilha. Além disso, as inquietações e temas percebidos pelo corpo comunitário foram levados para o diálogo e aprofundados em comissões, em um processo que Moysés define como caminho sinodal.
“Tudo isso fruto da oração, fruto da escuta, fruto do diálogo, fruto de um processo sinodal”, afirma o fundador.
Para Jivanilson, justamente essa experiência de caminhar juntos foi um dos principais frutos do retiro. Segundo ele, a reunião dos missionários favoreceu um corpo comunitário “mais vivo” e “mais sensível a um discernimento”.
“Esse retiro foi uma grande graça de Deus pelo fato de estarmos juntos rezando, ouvindo uns aos outros, ouvindo a Deus e ptambém de colocarmos as nossas inquietações em Deus e, junto com os irmãos, no diálogo, termos um corpo mais vivo, um corpo mais sensível a um discernimento.”
A experiência também permitiu que os missionários ouvissem as direções apresentadas pelo moderador da Comunidade a partir dos temas trabalhados nas comissões. “Foi uma alegria ouvir o nosso moderador, dando as direções em cada tema de comissão colocado”, destaca Jivanilson.
A liturgia como caminho de escuta
Outro aspecto que marcou o retiro foi a experiência litúrgica. Para Jivanilson, a liturgia acompanhou de maneira especial os três dias e se tornou também uma resposta para inquietações que estavam presentes no coração dos missionários.
“A liturgia nos acompanhou bastante também durante esses dias. E um dos temas também abordados era a liturgia, o sagrado, que também inquietava nossos corações. Eu acho que a resposta veio da própria liturgia”, afirma.
A experiência de oração, portanto, não esteve separada dos momentos de diálogo, mas foi o fundamento a partir do qual os missionários puderam olhar para a vida da Diaconia e para os desafios da missão.
Uma experiência que aponta para o futuro
Ao final do retiro, a percepção compartilhada pelos participantes foi de alegria e gratidão. Para Moysés, essa alegria é um sinal da ação de Deus no encontro.
“A alegria que nos contagia no final deste encontro é um sinal de que Deus realmente, estando no meio de nós, operou e opera em nós sabedoria e discernimento para a nossa vida no tempo de hoje e para o futuro da Comunidade”, afirma.
Para Jivanilson, o caráter inédito do encontro também confere a ele um significado histórico para a Comunidade. “Eu acredito que o momento que a gente viveu aqui para todos foi histórico, de rezarmos e ouvirmos a Deus juntos”, avalia.
Sob o manto de Maria
O retiro foi encerrado com a oração do Santo Terço, rezado em várias línguas diante da Capela da Mãe de Deus, na Igreja do Ressuscitado que passou pela Cruz. O momento expressou a universalidade do carisma Shalom e a dimensão missionária da Comunidade, reunindo os missionários em oração e intercessão pelos povos, especialmente por aqueles que são alcançados pela missão da Comunidade em diferentes partes do mundo.









