Nascida na região da Bavária, por volta de 1178, Edwiges foi dada em casamento aos doze anos a Henrique I, herdeiro do Ducado da Baixa Silésia, localizado no território da Alemanha. Da união entre Henrique e Edwiges nasceram seis filhos, dos quais apenas Gertrudes, a caçula, sobreviveu.
A perda dos filhos causou um grande descontentamento à Duquesa da Silésia, entretanto, sua grande fé a impulsionou a não permanecer perdida em suas próprias dores, mas a descentralizar-se para olhar o sofrimento dos que a cercavam.
Desse modo, a Duquesa Edwiges ficou conhecida por sua generosidade para com os pobres de seu reino, escolhendo viver modestamente, a fim de empenhar suas economias na construção de asilos e abrigos, bem como, na compra de alimentos para os mais necessitados, dentre estes, órfãos, idosos, viúvas e enfermos.
Como gastava praticamente todas as economias com a ajuda aos menos favorecidos, possuía somente roupas usadas e sapatos velhos. Quando questionada a respeito de suas vestimentas pelos outros nobres, dizia não ter problema em ser confundida com os seus súditos pobres, afinal, eles eram seus legítimos patrões. Esta postura demonstrava a convicção que Edwiges tinha a respeito de suas obrigações de estado, afinal, compreendia que ser Duquesa da Silésia não era um simples privilégio, mas uma grande responsabilidade de serviço para com o seu povo.
Certa vez, ao visitar um presídio, descobriu que muitos dos que se encontravam ali não eram malfeitores, mas pais de família que foram presos por inadimplência. A miséria que grande parte da população vivia obrigava-os a escolher entre a compra de comida para os filhos e o pagamento de seus tributos. Desse modo, Edwiges passou a saldar a dívida desses homens, para que pudessem retornar às suas casas e recomeçar a vida.
Além disso, era uma mulher de profunda oração, fato que, aos poucos, despertou em seu íntimo a atração pela vida simples e retirada das monjas, desejo que se consumou após a morte do marido. Passado o período de luto, ela logo foi morar no mosteiro cisterciense de Trzebnica, que havia ajudado a construir no ano de 1202, onde passou o resto da vida de forma frugal e desapegada de todos os luxos e riquezas desta terra, até falecer em 15 de outubro de 1243, em odor de santidade.
Edwiges foi canonizada poucos anos depois, pelo Papa Clemente IV, em 1267. Sua fama de caridade para com os devedores tornou-a padroeira dos pobres e endividados, entre os devotos brasileiros. Sua memória litúrgica é celebrada no dia 16 de outubro.
Santa Edwiges, rogai por nós!
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