“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz”: como nasceu o Jingle do Halleluya 2026

Antes mesmo de as lâmpadas dos refletores se acenderem ou do primeiro som ecoar no palco principal do Festival Halleluya, o Jingle deste ano já ganhava forma na oração. Inspirado no versículo “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz” (Is 9,1), do livro do Profeta Isaías, o espetáculo de abertura nasceu de uma experiência contemplativa. Em um mar revolto de buscas e distrações do mundo, a dança e a arte surgem como um farol de esperança para resgatar e guiar os corações até a verdadeira Paz. > Canal Comshalom no Whatsapp <<   Do mar revolto à luz do farol A concepção do Jingle é marcada por um processo de escuta da voz de Deus. Quem detalha esse momento é Lara Pereira, discipula da Comunidade e maquiadora da equipe do Jingle. Lara conta que, ao se reunirem para rezar pelo espetáculo, o Senhor revelou ao grupo uma imagem marcante: “tivemos  uma visualização, era como se fosse um barco em alto mar, um mar muito violento. Tinham várias pessoas dentro desse barco e, ao fundo, víamos uma ilha onde existia um farol de onde saía uma grande luz”, partilha Lara.  A partir dessa oração, a equipe sentou para ligar os pontos e traduzir essa experiência na caracterização visual. Lara explica que a maquiagem e o visagismo foram desenhados em tons de azul, com os cabelos dos bailarinos finalizados em um aspecto molhado e desordenado, remetendo diretamente ao mar agitado da visão. Na confecção do figurino, a narrativa ganha corpo com as mãos da figurinista Myldre Bandeira. Consagrada da Comunidade, Myldre enfatiza a responsabilidade de alinhar a vestimenta ao tema central. Ela explica que os corpo de baile foram vestidos com roupas em estilo náutico, parecendo marinheiros que atravessam a escuridão em busca da esperança. Já a grande luz do farol é representada por uma bailarina com um figurino reluzente. Quero receber oração e aconselhamento on-line no Halleluya! “O belo é o próprio Deus e a arte é um meio para representar essa beleza. A gente pensa desde o figurino, a coreografia, a luz e o cenário para que tudo fique harmônico e, nessa harmonia, represente a Deus, que é o próprio Belo”, afirma Myldre. Para transformar a oração em passos no palco, o convite de liderança da coreografia foi confiado a Wadrian Almeida. A história de Wadrian, com a Comunidade começou em 2019 de uma forma inesperada. Ele não conhecia a vocação Shalom e frequentava o Festival Halleluya apenas como espectador. Incentivado  pelo seu professor de dança, fez a audição para o Jingle sem saber o impacto que aquele “sim” teria em sua vida. “A dança foi basicamente uma desculpa de Deus para me chamar para perto”, revela o coreógrafo. A partir do Jingle, Wadrian ingressou na Obra  e amadureceu sua fé e técnica. Hoje, vocacionado Shalom, recebeu a graça e a missão de conduzir a harmonia de movimentos do espetáculo. Wadrian explica que o estilo adotado foca nas Danças Urbanas, mesclando Hip Hop e Dancehall. A rotina de ensaios começou em abril, contudo, o grande diferencial do planejamento foi a vivência de um Seminário de Vida no Espírito Santo dentro do próprio cronograma de preparação. Como Wadrian bem lembra, o Jingle é uma rede de pesca: além da técnica, há momentos de oração para que os bailarinos, muitos que nunca tiveram contato anterior com Deus, possam fazer uma experiência com Ele.   Saiba mais sobre o Festival Halleluya, clicando aqui! Janelas para o Céu Por trás das luzes do palco, o espetáculo é feito de histórias reais  e oferta de vida. Menbro da Obra Shalom, Arthur Pauxis vive o seu terceiro ano dançando no Jingle. Para ele, a arte é um instrumento que alcança onde as palavras não conseguem chegar. “Se tudo que eu tenho foi Deus quem me deu, o mínimo que posso fazer é devolver com imensa gratidão. A nossa arte no palco precisa ser uma janela para que os homens olhem e vejam a Deus. Existem corações que só são transformados pela arte”, afirma. Arthur compartilha ainda que se identifica profundamente com o tema deste ano: “Não tem como pensar na minha história, de onde fui resgatado, sem me identificar com esse povo que andava nas trevas e um dia foi alcançado pela grande luz do amor de Deus”. A bailarina Bianca Ponce viveu sua primeira experiência com Deus há dois anos, ao entrar no evento “Halleluya Quero Mais”. Na época, ela já dançava há nove anos por academias e escolas, mas não participava de nenhum movimento da Igreja. Ao descobrir que a Comunidade tinha diversas expressoes artisticas, Bianca fez a audição para o jingle e hoje participa do seu segundo Halleluya. Depois de ter um profunda experiencia de Deus, Bianca trilhou um caminho de discernimento vocacional e hoje é postulante da Comunidade.  “Eu encontro o sentido da minha vida no palco. Quando vejo aquelas pessoas, entendo que minha vida foi feita para evangelizá-las. Estou ali transbordando o dom e o amor que recebi de Deus. Sinto uma gratidão enorme por ter sido escolhida”, compartilha emocionada. Júlia Dantas,Postulante da Comunidade, dança no Jingle desde 2023. Embora já fosse da Obra Shalom antes do projeto, ela garante que aprofundou sua experiência com Deus por meio da arte. Júlia ressalta a importância da apresentação para o público: “Ouvir e assistir ao Jingle faz a gente presenciar que está, de fato, no Halleluya. Ele coloca todo mundo no clima do festival, lembrando que não é apenas um show, mas um caminho de encontro com Deus através da história que a dança conta”*. Entre os rostos que sobem pela primeira vez no palco do Halleluya está Maria Eduarda Evangelista. Com bagagem vinda do balé clássico, ela decidiu fazer a audição para o Jingle sem maiores expectativas. Contudo, a aprovação veio como um sinal da escolha de Deus. “O processo dos ensaios foi muito bom. Apesar de cansativo, o companheirismo deixou tudo leve, e o Seminário de Vida agregou demais na nossa formação. Para mim, essa oportunidade foi

“Em Busca de Um Lugar”: Um espetáculo que guia a Missão Santo Amaro como peregrinos da esperança

O Ceu Cidade Dutra presenciou uma grande ação no último domingo (22). O Projeto Artes da Missão Santo Amaro trouxe a alegria do espetáculo “Em Busca de Um Lugar” e abriu as vias para a esperança e paz nesse tempo do Advento, em preparação para o Natal. Com uma plateia lotada e irmãos cheios de amor em sua oferta, a arte anunciou o Belo com muita emoção. Iniciando pelas colinas da Galiléia, em Israel, o povo esperava o Rei dos Profetas e não imaginava de quais locais improváveis a Salvação surgiria. O encontro de Miryam e Yoseph mostram a fé, tradição e a concretização das promessas de Deus. Em meio aos mistérios, anúncios e exultações, a performance apresenta com maestria e de forma poética o nascimento de Cristo.  “Eu sempre costumo dizer que o musical é bastante pedagógico, seja pra quem assiste, porque acompanha a história de José, Maria, os Reis Magos, ou por conta dos bastidores”, revela o escritor desse teatro Erlison Galvão. Ele esteve presente na apresentação que desenvolveu há 10 anos atrás.  “Quem está ali trabalhando, muitas vezes nunca teve uma experiência de teatro musical e pode tocar  e viver uma realidade incrível que só a arte proporciona”, ele também afirma. O artista revela que a mensagem principal dessa apresentação é a esperança! A providência nos leva a entrar em sintonia com a espiritualidade da Igreja, que se prepara nesse advento para o Jubileu de 2025. Como Peregrinos da Esperança, anunciamos a paz que passa por essa promessa de no caminho ir colhendo as graças e seguindo essa luz que nos leva em comunhão ao Criador. Acompanhar o musical é enxergar a história que meditamos diariamente e que nos dá o verdadeiro sentido para a vida.    “Me impactou ver o itinerário desde as gerações passadas até o nascimento de Jesus, todos confiantes no cumprimento da promessa, esperando a chegada do menino. Também me impressionou muito ver a postura dos artistas todos alegres, simples. Nos remete a profunda graça que o menino Jesus nos traz neste Natal”, afirma a participante Vitória.  Acompanhar cada detalhe da narrativa nos conduziu a essa busca, seguidos por uma estrela que representa a luz em meio a tantas escuridões que de fato nos confundem no caminho de santidade. São diversas interpretações e meditações possíveis dentro do espetáculo, mas o Amor é a resposta que está clara a todos. Esse foi o maior impacto para o diretor do musical e coordenador do Projeto Artes na Missão. André Correia.  “Meu coração não cabe de tanta alegria, de ver realmente um milagre acontecer no palco, no meio do elenco, diante de tanto esforço. batalhas, mas vencemos porque a galera teve uma experiência com o Amor de Deus e é isso que basta, o sentido do verdadeiro Natal”, afirma o missionário da Comunidade de Aliança com promessas definitivas.  A primeira produtora do musical Greice, se alegra ao ver a generosidade de Deus com a apresentação em Santo Amaro. Ela reflete que após 10 anos de ter idealizado e concretizado a produção junto de Erlison, eles podem contemplar esses frutos assistindo da plateia e acolhendo as maravilhas desse anúncio. “Ele fecunda para sempre aquela frase linda que a gente sabe que ‘uma oferta bem feita ecoa na eternidade’ então para mim é um sinal de que meu sim pode alcançar a vida de tanta gente”, ela revela. “É um mix de emoções, de alegria, de generosidade, de perceber crianças que eu conheci no ventre da mãe dez anos atrás hoje aqui no palco representando tão bem”, diz Greice agradecendo profundamente por essa experiência.  Através da arte, a glória de Deus foi manifestada pela oferta dos irmãos que decididamente se empenharam em apresentar e cuidar tão bem dessa performance. “Em Busca De Um Lugar” acalentou os corações com a luz que leva ao Menino Jesus, dando sentido a ser Peregrinos da Esperança e com força para anunciar aquele que nos Salvou com seu amor e entrega.    Escrita e produção por Isabella Rocha Rafaela Carneiro  Larissa Oliveira  

Missão Santo Amaro apresenta o musical “Em Busca de Um Lugar”

A Missão Santo Amaro está em estado de esperança com as graças desse Advento. Diante disso, o Projeto Artes apresenta o espetáculo “Em Busca de Um Lugar” no próximo domingo, 22 de dezembro. Em pouco tempo de anúncio os ingressos foram esgotados gerando uma grande expectativa para ver o Ceu Cidade Dutra repleto de pessoas.  “Hoje como diretor geral do musical Em Busca de um Lugar me traz expectativas de ver a arte simplesmente transformar vidas, como foi a minha quando conheci a comunidade”, afirma o consagrado na Comunidade de Aliança André Luiz Correia, que também é coordenador do Projeto Artes na missão. O musical mostra uma história ambientada nas cidades da Galileia, em Israel, quando ela é invadida por Roma e todos os povos esperam pelo Rei dos profetas. No vilarejo de Nazaré, a narrativa foca nos jovens Miryam e Yosseph. Eles estão prometidos em casamento e ambos desejam viver o amor e a fidelidade a Deus e à sua lei. Assim como todo o povo, eles também aguardam ansiosos a vinda do Messias. O que eles não esperavam é que Miryam fosse a escolhida para que essa promessa fosse cumprida. Enquanto isso, em outra região, no Monte Victorialis, o ponto mais alto do Oriente, alguns sábios se dedicam ao estudo do Universo e observam no céu uma estrela com um brilho inigualável, diferente de qualquer outra e decidem seguir a rota desse astro tão misterioso. Em uma aventura que lhes levará até Israel, eles irão se unir aos demais personagens dessa grande história de espera, busca e grandes realizações. André também reflete como foi sua experiência: “tocar em um Deus que me abraça e não desiste de mim pois para nós o palco sempre será uma terra de missão e um encontro pessoal com a pessoa de Jesus Cristo” ele reflete e ainda declara: “esperamos não só ver o teatro cheio mas pessoas tendo a suas vidas transformadas pelo amor do menino Jesus que há de vir!”.  Mostrar o Belo através das artes é uma forma de tocar nas maravilhas de Deus de forma profunda, mesmo que seja a princípio visual. Para incentivar essa evangelização, contamos com a alegria e intercessão de nossos irmãos e aos que puderem, também temos algumas opções e formas de doações para fomentar a ação e o nosso musical.    Caso possa doar o nosso pix é: eventossantoamaro@comshalom.org    Isabella Rocha          

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