A ação evangelizadora salva o evangelizador
Quem está centralizado em si não consegue gastar sua vida, seu tempo, seus dons em prol do anúncio do Evangelho.
Quem está centralizado em si não consegue gastar sua vida, seu tempo, seus dons em prol do anúncio do Evangelho.
A partir do Encontro de Pentecostes, inaugura-se o tempo de divulgação mais intenso do festival que, para nós, se dá no anúncio da alegria que nós testemunhamos com a própria vida.
Narla é missionária consagrada da Comunidade de Aliança Shalom, mãe de cinco filhos; a sua maior preocupação é formar filhos santos, com base nas virtudes, hábitos básicos e saudáveis.
Imaginemos um casal que vai dançar uma valsa, uma dança que, como muitas outras, precisa de docilidade, depende de confiança, até mesmo intimidade.
A Comunidade Católica Shalom realizou um evento de Carnaval e contou com a presença do Cardeal Arcebispo Dom Orani Tempesta, que celebrou uma missa em honra da mãe da Divina Providência.
Às vezes podemos pensar assim: ‘se eu vou viver no céu, pra quê viver essa vida aqui na terra?’ Mas já dizia o salmista: ‘que mais teria eu no céu se não for feliz contigo aqui na terra?’
O tema deste ano do Retiro promovido pela Comunidade Shalom vem com uma proposta de muita alegria e oração. “Alegrai-vos! Jesus está vivo!”
Todas às sextas-feiras, na praça do Vaticano, o Centro Internacional Juvenil San Lorenzo se reúne e promove um momento de oração, louvor e aconselhamento com os que por ali passam.
Há um dito, que alguns atribuem a São Francisco e que muito pode nos ensinar sobre a vida missionária no cotidiano da vida, que diz: “Pregue em todo o tempo e lugar e se preciso for use também as palavras”. Se você é um leigo, mesmo não possuindo um compromisso formal de vida consagrada ou numa Nova Comunidade, você pode e deve mergulhar no aspecto missionário do seu batismo. Esse dom pode ser colocado em prática na sua paróquia, unido ao movimento ou Comunidade do qual você faz parte, mas também em outros lugares. Entre as muitas possibilidades e espaços de ação estão: família, trabalho, amizades, lazeres, vizinhança, etc. Descobri esse dom da missionariedade batismal já na minha adolescência, logo após fazer meu Seminário de Vida no Espírito Santo. Naquela época, eu tinha 13 anos e participava de um grupo de oração da RCC (Renovação Carismática Católica) da minha paróquia, chamado Vaso Novo. Não havia Obra Shalom na minha região e a mais próxima era em São Paulo. Assim, permanecia na caminhada com Deus e procurava beber de tudo o que podia do Carisma Shalom, mesmo à distância, mas também não perdia nenhuma ocasião em que pudesse transbordar as graças da minha relação com Deus no meu cotidiano. Usava para isso o meu colégio, meu bairro, aconselhando outros jovens e convidando-os a participar do grupo de oração em minha paróquia. Depois, aos 15 anos, tornei-me locutor de rádio auxiliar. Ali pude encontrar outro espaço para anunciar explicitamente a paz real que eu havia conhecido em Jesus. Tive dois empregos formais, numa fazenda e depois num terminal rodoviário, em ambos, procurava criar recursos de anúncio de Jesus, aconselhando colegas, rezando por eles e convidando-os para o grupo de oração e para iniciar uma vida de amizade com Deus. Como você pôde perceber na minha partilha, eu não comecei a anunciar Jesus apenas porque me tornei um consagrado, um missionário, membro de uma instituição, mas porque sou batizado, porque sou cristão, enfim, por que amo a Deus, então, já falava sobre Ele e era compromissado com seu anúncio sendo um leigo na minha paróquia de origem. Por fim, queria concluir essa matéria te animando a olhar de forma ousada e criativa para seus compromissos ordinários de vida como oportunidades de anúncio do Evangelho. Talvez numa conversa durante o intervalo do lanche no trabalho, na faculdade, no colégio, no elevador, no ônibus, no Uber, você encontre uma brecha para sorrir e dizer para alguém: “Deus te ama muito, você sabia disso? Você tem alguma intenção de oração? Posso rezar por você?” De fato, você pode ouvir um baita: “Não, obrigado!”, mas também pode ver um olhar reluzente e ouvir uma voz desejosa de esperança te respondendo: “Pode sim, eu agradeceria muito!” Que este texto tenha sido um estímulo missionário, te despertando para as oportunidades de evangelização no seu ritmo ordinário de vida. Deus te abençoe sempre, Shalom!
Jornalista e teóloga, Andréia tem se dedicado ao estudo sobre a evangelização através da redes sociais. Em entrevista, ela apresenta dicas concretas de como anunciar o evangelho no ambiente digital.