Arraiá da Paz, o arraiá dos meus sonhos

             No dia 1º de julho, a Comunidade Católica Shalom realizou o Arraiá da Paz, um dos  maiores eventos de evangelização da missão. A festa reuniu cerca de 500 pessoas, no Iate Clube Pajussara. A animação ficou por conta das atrações Fabi Mariah e Tarcy Monteiro e do trio pé de serra, Cheiro no Zóio, quadrilha improvisada e diversas comidas típicas.  Tivemos vários stands  como o P.J.J. – Projeto Juventude para Jesus, Artes, Providência – benfeitor, livraria e Convenção Shalom em Roma. As crianças também se divertiram com muitas brincadeiras, no espaço kids. E esse ano, o foco da evangelização foi o ‘atendimento’ pessoal, o  acolhimento pessoa a pessoa e de  forma inesperada, os xerifes abordavam o povo e levavam  para prender no “xilindró“, ambiente marcante do arraiá, onde aconteceu 04 seminários relâmpago até o final da festa. Segundo Marília Soares, missionária da comunidade de vida, foram alcançadas 100 pessoas, na prisão. “Foi interessante ver a eficácia de Deus agindo em minutos, alcançando o coração dos participantes, dando início a uma experiência com o amor de Deus, fazendo -os desejar  aprofundar- se nessa experiência. Foi só o começo. O Senhor tem muito para realizar na vida deles”, afirma Marília. Um dos participantes, Igor Rocha, pela primeira vez, no Arraiá da Paz disse como foi seu momento no xilindró: “Fui capturado para a prisão, me senti muito tocado, alguém rezou em mim, o que ele me falou, realmente, foi uma intercessão, eu estava triste, e saí do xilindró bastante confiante e emocionado pelo que escutei. A partir dali, passei a curtir a noite, estou adorando, arraiá muito organizado, diversificado, ótima música, só alegria, gente bonita, um evento para a família, um lugar que aconselho todo mundo ir“.   Clique aqui e veja as fotos do evento.  

Cerco de Jericó – Maceió

O Cerco de Jericó se iniciou hoje com um momento forte de louvor e grandes feitos da parte do Senhor já aconteceram conforme Suas promessas. De forma concreta  o Senhor já expressa Seu desejo de que sejamos neste tempo como Moisés: de braços erguidos em intercessão, nos suportando e apoiando nestes 7 dias de oração e clamor a Ele. O Senhor te espera, venha rezar conosco!  Acompanhe também alguns momento do nosso Cerco pelo Facebook da missão ou Instagram.  

A experiência de Pentecostes nos recria

A experiência de Pentecostes nos recria A Comunidade Católica Shalom realiza esta semana o Tríduo de Pentecostes. Na noite desta terça-feira (31), diversas pessoas puderam viver esta nova experiência com o Espírito Santo. A missionária Vânia Nunes deu início ao Tríduo partilhando sobre a ação do Espírito Santo na própria vida e como a experiência de Pentecostes, vivida pelos apóstolos e pela Virgem Maria e retratada em Atos 2, 1-4, mostra que até mesmo aqueles que conviveram com Cristo precisaram ser recriados com o fogo do Espírito. Assim, todos devem clamar a Deus, com o auxílio de Maria de forma sincera e ardente, para que o Espírito Santo recrie homens e mulheres neste novo Pentecostes, para viver bem neste mundo tão complicado. Vânia também falou sobre os dons do Espírito, e sobre como cada um deles age na vida de quem se abre a esta graça. “Nós, como Igreja, precisamos da experiência do Espírito que renova tudo, nos dá amor e misericórdia e nos possibilita levar aos irmãos a oportunidade de também serem recriados no Espírito”, reforçou. A pregação foi seguida por um momento de efusão no Espírito Santo em que todos puderam interceder uns pelos outros, pedindo a renovação da vida de cada pessoa presente. O Tríduo de Pentecostes continua nos dias 31 de maio e 1º de junho, nos Centros de Evangelização da Asa Sul e EPTG, a partir das 19h30.                                                                                                                                                                           Por Carolina Lima  

Projeto Juventude para Jesus comemora 28 anos neste sábado

Projeto Juventude para Jesus comemora 28 anos neste sábado O Projeto Juventude para Jesus (PJJ), da Comunidade Católica Shalom, comemora 28 anos neste sábado, 20 de maio. Para celebrar esta data, o Shalom da EPTG vai sediar, a partir das 15h, uma tarde de diversão e evangelização para os jovens. O PJJ é uma estrutura pastoral do Shalom que surgiu para se dedicar à expressão jovem da Comunidade, tento como missão evangelizar os jovens com ousadia e criatividade, à luz do Carisma. A tarde contará com várias atividades, entre elas a acolhida, com uma missa, do padre Célio Lourenço. Enviado diretamente de Fortaleza (CE), ele chega para assumir a Coordenação Apostólica de Brasília e dar um grande gás na evangelização da missão. Padre Célio encontrou sua vocação no Shalom, tornando-se sacerdote da Comunidade de Vida. O sacerdote já participa há alguns anos do Acamp´s – acampamento para os jovens – na capital federal. Foi justamente a experiência dele com os jovens que o aproximou de Deus. “Eles foram aparecendo na minha vida naturalmente. Para falar a verdade, eles foram me aproximando mais e mais de Deus, fazendo despertar e crescer uma semente que havia no meu coração”, contra o padre. Além da missa de acolhida do padre Celio, o aniversário do PJJ vai ter adoração ao Santíssimo e muitos momentos de louvor. Venha comemorar esta data especial e mergulhar na alegria que nos faz ofertar tudo pelos jovens!                                                                                                                                                                        Lorena Vale                                                                 

Sinta-se inteiramente vivo! Vem aí a Trilha Jovem Fully alive

Você estava à procura de uma nova experiência? Estava atrás de grandes aventuras e alegrias? Pois, fique tranquilo que a TRILHA  JOVEM QUE VOCÊ RESPEITA, ESTÁ DE VOLTA! Isso mesmo, e com muita novidade, por isso, vamos lançar-se nesta oportunidade! Esta é a hora certa de mergulhar fundo e de se sentir totalmente vivo! A radicalidade está marcada nesta caminhada e muita diversão! Prepare -se para viver uma experiência nova! Você se sentirá vivo com este amor que abraça, acolhe e liberta. Juntos também, encontraremos o sentido e direção das nossas vidas, traçaremos os horizontes mais secretos de nós mesmos, desvendaremos os mistérios dos nossos corações, reavivaremos o amor que existe em nós. Corre! Dá tempo de organizar as coisas e partir! Não adie essa experiência, VIVA E SINTA-SE INTEIRAMENTE VIVO! “ Ele te chama, te espera, sabe que é tempo para seguir” INFORMAÇÕES: ? Local: Povoado Ribeirinhas ? Idade: A partir de 14 anos ? Data: 21 de Maio ⌚ Saída: Dia 21/05 às 9h – Shalom Propriá (Av. Pedro Abreu de Lima, 482) ? Mais informações: (79) 991376661                                                     Gincana                                       Pregação                                       Oração                                                 Radicalidade                                    Diversão                               Novas Amizades  

3 conselhos para evangelizar melhor nas redes sociais

Uma jovem blogueira católica compartilhou alguns conselhos para evangelizar através das redes sociais como Facebook, elaborados a partir da sua própria experiência. Em diálogo com o Grupo ACI, María Pía Moreno, compartilhou que a sua inspiração para propor estes conselhos foram a partir do episódio intitulado “Jovens católicos na Internet”, do programa Cara a Cara transmitido pela EWTN e é apresentado por Alejandro Bermúdez, diretor do Grupo ACI. Moreno, que administra um blog sobre casamentos chamado “Velo de Vainilla” propôs estes conselhos: 1. Crie o seu próprio post em vez de apenas compartilhar algo interessante Quando quiser compartilhar algo que acha que possa ter um potencial evangelizador, Moreno dedica alguns minutos para fazer uma breve reflexão e a coloca no post a ser publicado. Além do texto, acompanha a publicação com uma imagem e coloca o link da informação para aqueles que quiserem obter mais informações. “Quando estamos em uma conversa no ‘mundo real’ com nossos amigos, não ficamos mostrando-lhes o tempo todo livros ou artigos. Em vez disso, nós descrevemos o assunto e as coisas que diremos passamos pelo nosso filtro pessoal. Isso nos dá autoridade frente aos nossos amigos. Eles nos escutam sabendo quem somos e a amizade que temos”, explica. Quando começou a aplicar este conselho, recorda, “as reações foram imediatas. Meus contatos se sentiram a vontade para comentar. Assim eu comecei a ganhar autoridade e respeito acerca destes temas”. Por isso, indicou que “ao compartilhar simplesmente um artigo, estamos deixando de fazê-lo. Estamos fazendo gol contra!”. Para a blogueira, ao não postar um comentário próprio se perde a oportunidade de “que surja uma conversa ou uma repercussão visível. Acontece que as redes sociais dão mais peso a essas publicações de amigos que têm mais comentários e curtidas”. 2. Pense em uma pessoa em concreto O segundo conselho proposto por Moreno é escrever “pensando naqueles que estão abertos à evangelização, naquelas pessoas que sabemos que tem vontade de se aproximar de Deus e que talvez sentem temor ou vergonha”. “Tendo em mente uma pessoa em concreto ao escrever, nos ajuda a vencer o pânico cênico que as redes sociais podem causar e nos ajuda a escrever sobre o tema com simplicidade”, indicou o blogueira. Como consequência, começou a receber mensagens de contatos do Facebook com quem costumava conversar e encorajava a continuar com suas publicações. “Há muita vontade de Deus, de aprender; mas – pelo que eu vejo – essas pessoas se sentem envergonhadas de pensar de forma diferente e preferem não dizer nada. Mas quando veem que alguém sai e fala – ou escreve – se sentem identificados e pouco a pouco se fortalecem”, explicou. Também aconselhou a não escrever pensando nos ‘trolls’ ou nas pessoas que podem ser contra, porque parecerá que o texto foi escrito na defensiva e poderia acabar sendo pouco autêntico. 3. Combine posts de evangelização com posts pessoais O último conselho de María Pía Moreno é intercalar as publicações de evangelização com outras pessoais para não acabar “sobrecarregando” as pessoas. A blogueira sugeriu, por exemplo, avisar que “os próximos 3 ou 4 posts serão sobre um assunto específico” e “depois de dois posts de evangelização, colocar uma foto” de família, “com o esposo, o cachorro, uma paisagem, etc. Isto é como se estivesse dizendo: ‘Ei, continuo sendo eu, María Pía, tua amiga!’”. “Isso humaniza nossas ideias. Recordamos que somos seres humanos em primeiro lugar e depois o que pensamos”, concluiu. Fonte: Acidigital

Entrevista: a história de um chamado

“Estou partindo para que o Espírito Santo venha com mais força e poder sobre vocês. E vou com alegria, para dar aquilo que Deus me deu: a verdadeira felicidade”. “Sou fã desse homem”. Ou: “Lenda viva”. Parece que esses costumam ser mesmo os primeiros comentários de qualquer pessoa que tenha tido a oportunidade de conhecer Messias Melo. Um homem cuja decisão por Deus e pelo caminho de santidade continua a influenciar e inspirar centenas de pessoas. Ele, que é um marco na evangelização e no crescimento da Comunidade Católica Shalom em São Paulo, deixa a cidade depois de 16 anos e parte em missão para Lisboa, em Portugal. Messias conversou com a gente sobre sua vocação, seus 33 anos na Comunidade Shalom, sobre o tempo vivido em São Paulo, e também suas descobertas sobre Deus, seus desafios e superações. Essa entrevista é a história de um chamado. Acompanhe. – Messias, você contou outro dia que costumava subir a uma montanha para rezar, muito antes de conhecer o Shalom. A pergunta é: Você sempre foi um jovem de oração? Quando começou a sua relação com a Igreja? Sempre tive o desejo de ter uma vida diferente. Minha família é muito católica. Eu morava no Ceará, então eu saía pelas praias, pelas dunas, e ficava me questionando: meu Deus, que imensidão, que oceano tão grande, por que você criou tudo isso? Então eu acho que, já ali, seria o começo de uma vida de oração. Um questionamento meu, das belezas de Deus. Aquilo me deixava em paz. E mais tarde eu fui descobrir melhor esse caminho, esse caminho de diálogo, esse estar com Deus. Mas tudo começou concretamente mesmo quando eu fiz o Seminário de Vida no Espírito Santo, e eu tive ali uma verdadeira experiência. Foi em 1979. O sacerdote rezou por todos que estavam lá, menos por mim, até que em certo momento me olhou profundamente nos olhos e perguntou se eu queria receber uma oração, eu fiquei em silêncio e ele orou por mim. A partir daquele dia, eu fiquei dois dias inteiros chorando. Chorava mesmo. No terceiro dia, senti um desejo profundo de orar. Eu levantava cedo, às 5h da manhã, caminhava até a praia, e ali, vendo o sol nascer, eu começava a conversar com Deus. Eu não sabia o que fazer, mas as palavras saíam de dentro de mim. Então acredito que naquele dia eu recebi um dom.  Foi reavivado dentro de mim uma vida profunda de oração. Eu comparo muito a vida de oração com o sol. Tem de nascer todos os dias, para iluminar a escuridão. Eu vejo a oração como essa grande luz, que vem sobre mim, que me ilumina nos momentos mais difíceis e me dá essa graça de caminhar sempre fiel na vontade de Deus. Desde aquela data, em 1979, eu nunca mais deixei de rezar um só dia.  Todos os dias, às 5h da manhã, eu estou ali com Deus para o nosso encontro. E como você chegou à Comunidade Shalom? Eu tinha um amigo, o Magno, e ele convidou muitas pessoas para irem na inauguração de uma lanchonete em Fortaleza. Essa inauguração, era a inauguração do Shalom. Estava todo mundo reunido, a gente morava próximo à praia, e ele nos convidou também, eu e minha namorada.  Nós fomos. Interessante que de todos que foram, apenas eu fiquei. Lá, naquela noite, o bispo deu a benção pela inauguração, e nós fomos informados que, ainda naquela noite, ali, começaria um grupo de oração, e eu fui para o grupo de oração. Eu fui a primeira ovelha do Shalom. Fazendo memória da sua história, houve um momento em sua vida que você teve uma experiência mais profunda de fé? Como aconteceu? O maior passo de fé que eu já dei na minha vida foi ter permanecido naquela lanchonete. Aquela noite foi muito impactante. De ver a vida de pessoas sendo transformadas e de ver que eu poderia viver do mesmo jeito. Eu não as conhecia, eu não sabia de nada sobre aquela realidade, e algo me impulsionou a me lançar. Eu abracei. Dei um passo no escuro, sem saber como seria. Esse foi o momento que me fez fiel até os dias de hoje. Deus te mandou algum sinal? Alguma confirmação? Não tenho explicação. Foi algo dentro de mim. Até hoje eu paro e penso: Por que foi que eu fiz isso? (risos). Porque tinha, sim, paróquia do meu lado, outros grupos de oração, eu era amigo de padre, era tão jovem, e de repente eu me decidi por algo que estava dentro de mim. Foi espiritual, eu me sentia chamado. E como aconteceu o seu chamado à Comunidade de Vida? Esse momento em que você decidiu deixar tudo, abandonar tudo, para viver inteiramente a sua vocação. Você comentou há pouco que tinha uma namorada… Foi dificílimo, porque, na verdade, quando dei esse passo, eu não sabia o que seria a Comunidade de Vida. Para falar a verdade, naquele início de tudo, eu nem cheguei a ser acompanhado, não existia, como hoje, encontros vocacionais específicos. Eu sabia que algumas pessoas eram acompanhadas pelo Moysés (fundador) e no final do ano mandavam carta pedindo ingresso. Eu me engajei no Shalom e o Moysés às vezes me perguntava: Quer mandar uma carta? E eu dizia: Não, eu já sou super engajado, me sinto bem. Mas no final eu mandei a carta, sem nem saber ao certo o que estava fazendo (risos). Eu fui um dos poucos que entrou naquele ano, o que me fez pensar, também, que certamente era a vontade de Deus. Eu acho isso tão legal. Porque, se eu parar para pensar, 33 anos de Shalom, e tudo nasceu como uma decisão de coração. Eu não planejei entrar, não planejei fazer esse caminho, eu só tinha o coração, eu disse: Senhor, eu vou. Seja o que o Deus quiser. E a gente, hoje em dia, pede tantas confirmações, não é mesmo? Na sua visão, o que é vocação? Como a gente

“A evangelização deste tempo é um grande desafio”, diz Dom Rino Fisichella

Na sua passagem pela Diaconia, sede governamental da Comunidade Católica Shalom, Dom Rino Fisichella, presidente do pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, concedeu uma entrevista para os meios de Comunicação da Comunidade (Rádio Shalom 690 AM, Portal Comshalom e Fazendo Barulho). O arcebispo falou sobre os desafios da evangelização e os meios necessários para que o anúncio do Evangelho seja mais eficaz. Confira a entrevista na íntegra: Rádio Shalom: Nós sabemos que o Papa Francisco nos pede ousadia e alegria para a evangelização, mas o que a igreja pensa mais ainda para a evangelização deste tempo? Dom Rino: A evangelização deste tempo é um grande desafio. É o desafio que a igreja acolheu com o ensinamento de São João Paulo II, com ensinamento do papa Bento XVI e agora com a provocação cotidiana do papa Francisco para que a igreja viva “em saída”, para que mude a própria mentalidade, tire toda forma de burocracia presente na nossa vida cotidiana para recuperar a dimensão de humanidade, a dimensão de relacionamento pessoal. Logo, a evangelização no mundo de hoje é o anúncio do Evangelho de Jesus Cristo que é sempre o mesmo, ontem, hoje e sempre. Mas nós devemos fazer isso com maior convicção e sempre sabendo que, na medida em que nós anunciamos o evangelho, tornamos credível também o estilo de vida dos cristãos. A igreja é aquela que Jesus quis. Jesus quis a sua igreja para que continuasse a proclamar o Evangelho, isto é, a bela notícia que ele trouxe ao mundo. A igreja precisa ter o rosto de Cristo, não pode ter um outro porque traz si mesma, em seu rosto, a própria imagem de Cristo. Logo, a igreja de Cristo que continua a viver na história dos nossos dias. Portanto, esta é uma igreja que é chamada a ser cada vez mais aquela presença de Deus que se realiza em um povo, um povo que é preenchido tantos dons, de tantos carismas. É preciso ser capaz de colher a presença do Espírito que dá os seus carismas a sua igreja para que possa dar uma resposta a cada homem, a cada mulher, que vive no mundo contemporâneo. Porém, esta é também a igreja que deve olhar para o futuro, não somente o presente. É uma igreja que não deve viver de nostalgia pelos tempos passados. É uma igreja que não deve viver de utopia pensando a metas que não poderão jamais ser atingidas. É uma igreja chamada a viver o presente que lhe é dado lendo os sinais dos tempos, que são sinais de amor que Deus dá ao mundo, e buscar fazer destes sinais uma vida vivida no amor e na misericórdia. Rádio Shalom: Qual a importância dos meios de comunicação para a Nova Evangelização? Dom Rino: Os meios de comunicação são decisivos em um período como o nosso. No entanto, a expressão “meios de comunicação” não me convence. Não estamos somente falando de “meios”, estamos falando de uma nova cultura que é a cultura da comunicação, a cultura digital. É a cultura que cria, criou, está criando (e no futuro ainda mais) novas linguagens e quando mudamos as linguagens mudamos em consequência os comportamentos. Logo, a comunicação é decisiva pois, no momento em que novas linguagens suscitam novos comportamentos, apresentar a vida nova do Evangelho que nos vem com o batismo (porque no batismo recebemos uma vida nova), torna-se verdadeiramente a capacidade de confrontar-se com a nova cultura, as novas linguagens, mas também com o próprio conceito de “verdade” que está contido nestas linguagens. Logo, a nova evangelização exige de si mesma a capacidade de entrar nesta nova cultura, de fazer-se presente, de compreendê-la, de verificar os aspectos positivos e os limites que estão presentes nesta cultura, e, na medida do possível, transformá-la à luz do Evangelho. Portal Comshalom: A Comunidade Shalom está completando 35 anos, qual a importância de todos irem para Roma, para a Convenção em setembro? Dom Rino: O Shalom tem um grande dom que lhe foi dado e é o dom de dedicar-se, alma e corpo, completamente à evangelização, sobretudo dos jovens. É por isso que o Shalom tem a responsabilidade de saber corresponder a este pedido que a Igreja lhe faz e que a Igreja reconheceu. Portanto, nas diversas expressões da vida da Comunidade Shalom, encontramos aquela que é  a própria experiência que a igreja deve cumprir: uma igreja que contempla o seu Senhor, uma igreja que O súplica, uma igreja que O anuncia e que vive deste anúncio. Ping-pong: Um santo: o que vive o Evangelho a cada dia. Um documento do magistério: Dei Verbum Uma virtude: amor Um livro: o meu (risos) Uma passagem bíblica: seriam tantos… como diria somente uma passagem bíblica? Uma passagem: João 15: “não vos chamo mais servos, vos chamo amigos”. Uma esperança: que a igreja possa ser unida, santa, católica e apostólica. No final da entrevista, Dom Rino deu uma bênção a todos os profissionais dos meios de comunicação da Comunidade Shalom.

“A evangelização deste tempo é um grande desafio”, diz Dom Rino Fisichella

Na sua passagem pela Diaconia, sede governamental da Comunidade Católica Shalom, Dom Rino Fisichella, presidente do pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, concedeu uma entrevista para os meios de Comunicação da Comunidade (Rádio Shalom 690 AM, Portal Comshalom e Fazendo Barulho). O arcebispo falou sobre os desafios da evangelização e os meios necessários para que o anúncio do Evangelho seja mais eficaz. Confira a entrevista na íntegra: Rádio Shalom: Nós sabemos que o Papa Francisco nos pede ousadia e alegria para a evangelização, mas o que a igreja pensa mais ainda para a evangelização deste tempo? Dom Rino: A evangelização deste tempo é um grande desafio. É o desafio que a igreja acolheu com o ensinamento de São João Paulo II, com ensinamento do papa Bento XVI e agora com a provocação cotidiana do papa Francisco para que a igreja viva “em saída”, para que mude a própria mentalidade, tire toda forma de burocracia presente na nossa vida cotidiana para recuperar a dimensão de humanidade, a dimensão de relacionamento pessoal. Logo, a evangelização no mundo de hoje é o anúncio do Evangelho de Jesus Cristo que é sempre o mesmo, ontem, hoje e sempre. Mas nós devemos fazer isso com maior convicção e sempre sabendo que, na medida em que nós anunciamos o evangelho, tornamos credível também o estilo de vida dos cristãos. A igreja é aquela que Jesus quis. Jesus quis a sua igreja para que continuasse a proclamar o Evangelho, isto é, a bela notícia que ele trouxe ao mundo. A igreja precisa ter o rosto de Cristo, não pode ter um outro porque traz si mesma, em seu rosto, a própria imagem de Cristo. Logo, a igreja de Cristo que continua a viver na história dos nossos dias. Portanto, esta é uma igreja que é chamada a ser cada vez mais aquela presença de Deus que se realiza em um povo, um povo que é preenchido tantos dons, de tantos carismas. É preciso ser capaz de colher a presença do Espírito que dá os seus carismas a sua igreja para que possa dar uma resposta a cada homem, a cada mulher, que vive no mundo contemporâneo. Porém, esta é também a igreja que deve olhar para o futuro, não somente o presente. É uma igreja que não deve viver de nostalgia pelos tempos passados. É uma igreja que não deve viver de utopia pensando a metas que não poderão jamais ser atingidas. É uma igreja chamada a viver o presente que lhe é dado lendo os sinais dos tempos, que são sinais de amor que Deus dá ao mundo, e buscar fazer destes sinais uma vida vivida no amor e na misericórdia. Rádio Shalom: Qual a importância dos meios de comunicação para a Nova Evangelização? Dom Rino: Os meios de comunicação são decisivos em um período como o nosso. No entanto, a expressão “meios de comunicação” não me convence. Não estamos somente falando de “meios”, estamos falando de uma nova cultura que é a cultura da comunicação, a cultura digital. É a cultura que cria, criou, está criando (e no futuro ainda mais) novas linguagens e quando mudamos as linguagens mudamos em consequência os comportamentos. Logo, a comunicação é decisiva pois, no momento em que novas linguagens suscitam novos comportamentos, apresentar a vida nova do Evangelho que nos vem com o batismo (porque no batismo recebemos uma vida nova), torna-se verdadeiramente a capacidade de confrontar-se com a nova cultura, as novas linguagens, mas também com o próprio conceito de “verdade” que está contido nestas linguagens. Logo, a nova evangelização exige de si mesma a capacidade de entrar nesta nova cultura, de fazer-se presente, de compreendê-la, de verificar os aspectos positivos e os limites que estão presentes nesta cultura, e, na medida do possível, transformá-la à luz do Evangelho. Portal Comshalom: A Comunidade Shalom está completando 35 anos, qual a importância de todos irem para Roma, para a Convenção em setembro? Dom Rino: O Shalom tem um grande dom que lhe foi dado e é o dom de dedicar-se, alma e corpo, completamente à evangelização, sobretudo dos jovens. É por isso que o Shalom tem a responsabilidade de saber corresponder a este pedido que a Igreja lhe faz e que a Igreja reconheceu. Portanto, nas diversas expressões da vida da Comunidade Shalom, encontramos aquela que é  a própria experiência que a igreja deve cumprir: uma igreja que contempla o seu Senhor, uma igreja que O súplica, uma igreja que O anuncia e que vive deste anúncio. Ping-pong: Um santo: o que vive o Evangelho a cada dia. Um documento do magistério: Dei Verbum Uma virtude: amor Um livro: o meu (risos) Uma passagem bíblica: seriam tantos… como diria somente uma passagem bíblica? Uma passagem: João 15: “não vos chamo mais servos, vos chamo amigos”. Uma esperança: que a igreja possa ser unida, santa, católica e apostólica. No final da entrevista, Dom Rino deu uma bênção a todos os profissionais dos meios de comunicação da Comunidade Shalom.

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