Falecimento de Andréia Ferreira (CAl Macapá)

Com muito pesar comunicamos o falecimento de Andréia Ferreira, membro da Comunidade de Aliança Shalom em Macapá que lutava contra um câncer há cinco anos e já em fase terminal de tratamento não resistiu esse final de semana (15) e teve sua Páscoa se unindo a nossos irmãos no céu. Membros da Comunidade e Obra participaram de um último encontro em sua residência na noite desta sexta feira, junto com toda a família. Seu sepultamento ocorreu às 10h da manhã deste sábado no Cemitério São José (Buritizal) e a missa de 7° dia será na quinta  (21) com local a ser definido pela família. Nosso Senhor que nos ensinou a já contemplar o céu na vida desta irmã seja para todos  consolo e proteção.

Shalom de Macapá promove Jantar das Mães

No sábado, 9 de maio, a Comunidade Católica Shalom em Macapá realiza na quadra da Igreja Nossa Senhora de Nazaré o Jantar das Mães, a partir das 20h para homenagear a figura materna e seu papel no seio da família, dom de Deus para a humanidade. Com uma programação especial, o jantar contará com apresentação de MPB e MPA (música popular amapaense) no repertório de vários cantores que estarão se apresentando nesta noite, além do ministério de música Shalom da missão. Também serão realizadas várias homenagens e apresentações artísticas durante todo o evento. A venda de ingressos no Café Shalom tem três opções: – Individual: R$15 – Mesa p/ 4 lugares: R$ 50 – Mesa p/ 6 lugares: R$ 80   Mais informações: 96 98122-0901/99129-0593/3223-9629

Deus está acalmando minha dor

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus. Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Nirvana Dusseldorf. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Confira: Sou Nirvana Dusseldorf Barbosa Silva, da cidade de Paulista. Sou casada com uma pessoa maravilhosa, Gilson Barbosa da Silva. Em 28 de agosto de 2014, antes de me casar em 17 de dezembro de 2014, perdi o bebê que estava esperando do meu amor, devido à doença trofoblástica gestacional, gravidez molar ou mola parcial que afeta o feto. Isso foi muito triste e até hoje estamos nos recuperando. Porém, neste ano, tudo está sendo diferente porque estou procurando força em Deus e em Maria para enfrentar todos os meus problemas. Antes eu não fazia isso, era revoltada. Hoje, estou feliz porque Deus cada vez mais está acalmando minha dor e trazendo graças para meu “Milagrinho” vir em minha vida.

Saiba quais fatores podem tornar um casamento duradouro

Mesmo com o alto número de divórcios, as pessoas continuam se casando. Só no “mês das noivas” dos Estados Unidos (junho), a média é de 13 mil casamentos. Porém, dos milhares de casais que começam uma vida juntos, muitos não são capazes de manter a relação por muito tempo. Pense, por exemplo, na quantidade de amigos seus que já foram casados e hoje estão divorciados. Levando tudo isso em consideração, John e Julie Gottman, um casal de psicólogos, fizeram um amplo estudo com casais para compreender os principais motivos do sucesso ou fracasso dos seus casamentos. As conclusões do estudo podem até lhe parecer óbvias, mas servem de alerta para aspectos que merecem mais atenção no relacionamento. Os psicólogos montaram o chamado “Laboratório do Amor” e levaram 130 casais até ele. Cada casal passou um dia dentro do laboratório, fazendo tarefas do dia a dia: comer, cozinhar, limpar etc., enquanto os cientistas os observavam. No final do estudo, os casais foram classificados em dois grupos: “mestres” e “desastres”. Após 6 anos, os casais foram novamente chamados pelos psicólogos. Os “mestres” continuavam juntos e felizes. Os casais “desastres” não estavam mais casados, ou continuavam juntos, mas infelizes. Quais foram as conclusões do estudo? Ao observar os casais, os cientistas concluíram que a generosidade e a bondade são fundamentais dentro do casamento. Um gesto tão simples como responder às perguntas do dia a dia com agressividade ou generosidade pode afetar o futuro e a qualidade da relação. Perguntas como: “Você viu aquela notícia?” podem ser a oportunidade para que um cônjuge demonstre mais interesse pelos gostos do outro, agindo com generosidade e bondade, o que leva a criar uma conexão maior entre eles. Ignorar o que o outro disse, responder com rispidez, desinteresse ou indiferença podem mostrar muito mais que falta de tempo ou cansaço. Por isso, é preciso cuidar com esmero de todos estes detalhes. Sempre temos a opção de responder com generosidade ou rispidez. Os “mestres” demonstravam interesse pelas necessidades emocionais do outro, buscavam criar um ambiente de admiração e gratidão pelas coisas que o outro fazia. Já os casais “desastres” construíam um ambiente fundamentado na insatisfação, sempre apontando os erros do outro, o que o outro deixou de fazer, esquecendo das qualidades do cônjuge. Portanto, generosidade e bondade podem salvar um casamento. Não se trata somente de fazer uma linda surpresa no dia do aniversário de casamento. O que o estudou mostrou envolve a aplicação de pequenas doses de generosidade e bondade no dia a dia: gentilezas, elogios, evitar cobranças desnecessárias, centrar-se no que a outra pessoa faz de bom, não de negativo. Você pode elogiar o que seu cônjuge fez de bom ou reclamar do que ele deixou de fazer. A escolha é sua. E seu casamento pode depender disso. Os psicólogos Gottman estudaram os casais com eletrodos durante sua entrevista e perceberam que os casais “desastres” ficavam fisicamente estressados ao conversar com seus cônjuges; fisiologicamente, era como se estivessem em uma batalha. Já os “mestres” mostravam passividade, relaxamento e tranquilidade em suas conversas. E você, a que grupo quer pertencer? Ainda dá tempo de aplicar estas dicas simples e práticas no seu dia a dia   Fonte: Aleteia

Espaço de eventos ampliado no Shalom

A campanha para a reforma do Centro de Evangelização Shalom na Missão de Macapá (AP) tem gerado muitos frutos para toda a obra e comunidade. Neste mês, mais uma etapa foi concluída: a ampliação do espaço de eventos na casa, destinada à celebração eucarística e demais atividades. Benfeitores e colaboradores da missão também ajudam na reforma, seja com materiais ou com a doação de parte de seu tempo para que a casa seja um local de encontro com Jesus, de acolhimento e paz. O responsável local da Missão de Macapá, José Felipe Júnior, é o encarregado das reformas. Desde o final de 2014, ele motiva os membros do Shalom a construírem a obra com suas doações e com suas vidas. “Desde a ampliação e reforma, temos a oportunidade de estar mais próximo da comunidade e dos irmãos e do próprio Jesus nas missas que são celebradas também durante os outros dias da semana”, conta Luís Moura, que visitou o Shalom durante a celebração de Natal. Neste mês de fevereiro, toda comunidade e obra se preparam para o Renascer 2015. Várias atividades já estão em andamento, como as panfletagens, flash mobs e evangelização em locais estratégicos de Macapá e Santana.

Dicas para ser uma boa sogra

As inúmeras piadas e brincadeiras sobre o tema das sogras podem ter algo de realidade, pois há erros cometidos pelos pais que podem acabar prejudicando o casamento dos seus filhos, sem ser esta sua intenção. Não há dúvida de que é difícil ver os filhos indo embora de casa para formar uma nova família. Mas o maior desejo dos pais é ver os filhos felizes. Por isso, quando os filhos se casam, a atitude dos pais precisa ser de acompanhamento e apoio, não de críticas e comentários destrutivos, que perturbam a harmonia. Principais erros das sogras Na relação sogra-nora/genro, o que deve reinar é o respeito. A sogra precisa manter-se à margem das decisões e estilo de vida dos filhos e suas novas famílias. Apresentamos, a seguir, os principais erros das sogras, que devem ser evitados ao máximo: 1. Tentar ter autoridade no lar do filho. 2. Criticar os gostos da nora na decoração da casa que pertence – exclusivamente – ao casal. 3. Impor sua própria maneira de criar, tratar e educar os filhos – ou seja, seus netos. 4. Dar indiretas ao filho para que continue frequentando a casa dos pais como se fosse a sua, porque no fundo não se quer viver a separação que o casamento do filho implica. 5. Ser cúmplice de todos os erros que o filho comete. 6. Fazer de tudo para chamar a atenção do filho, sem se importar se ele acaba descuidado da própria vida conjugal. Os 9 grandes conselhos Os conselhos a seguir se aplicam tanto a noras quanto a genros: 1. Não julgue Em geral, desde que conhecemos a namorada do filho, acabamos formando em nossa mente uma ideia de como ela pode ser. No entanto, busque oportunidades para conhecê-la melhor e não se deixe levar por como você acha que ela é. 2. Faça a sua parte Tente colocar-se no lugar da sua nora e lembre-se de que ela sempre procurará agradar você, porque você é a mãe da pessoa a quem ela ama. Então, é importante também esforçar-se por iniciar uma verdadeira amizade. 3. Não se intrometa Lembre-se de que os problemas do casal são exclusivamente do casal. Não tente ajudar a solucioná-los nem coloque seu filho contra a esposa. Só eles poderão tomar as decisões necessárias. 4. Dê ao casal o lugar que lhe corresponde É verdade que, como mães, sentimos que merecemos o amor completo dos nossos filhos. Mas agora é preciso entender que, para o seu filho, o casamento dele é a prioridade. Como você também fez um dia, ele agora formou uma família. 5. Não faça sua nora se sentir mal É óbvio que, com a sua experiência, você sabe muito mais coisas que a sua nora, sua comida é melhor etc. Mas não precisa jogar isso na cara dela, e menos ainda em público. Elogie o que ela faz. Coloque-se no lugar dela e lembre-se de como a pessoa se sente mal ao ouvir que errou, sobretudo quando esta correção vem da sogra. 6. Não dê conselhos que não foram pedidos Muitas vezes, com a intenção de ajudar, aconselhamos nossas noras e genros sobre como educar os filhos e até sobre como tratar nossos filhos, mas não deve ser assim. Eles são os únicos que têm completa autoridade e decisão para saber como agir. Só dê sua opinião quando eles lhe pedirem. 7. Quando as coisas andam mal Quando você sentir que suas nora passou dos limites, aja com inteligência e não torne o problema maior do que é na realidade. Nunca vá fofocar sobre isso com seu filho (pois isso o coloca em uma posição difícil). Ele sozinho perceberá o que está acontecendo, cedo ou tarde, e saberá o que fazer. 8. Propicie um ambiente de cordialidade Surpreenda-os com um delicioso jantar em casa ou propondo atividades juntos: um dia de campo, fazer compras com sua nora, ir ao cinema etc. 9. Fique atenta Toda vez que você perceber que sua nora pode precisar de ajuda (ao organizar uma festa, quando fica doente, acaba de dar à luz etc.), nunca é demais oferecer sinceramente seu apoio para o que for preciso. Independentemente da resposta, sinta-se feliz e propicie um ambiente cordial. Fonte: Aleteia/ Artigo publicado originalmente por LaFamilia.info

Queremos caminhar para a santidade em família

Confira testemunho* enviado pela Missão da Comunidade Católica Shalom em Setúbal, Portugal: Até cerca de um ano e meio atrás, apesar de nos considerarmos católicos, éramos dotados de uma Fé medíocre e sem qualquer compromisso com Deus. Nem sempre rezávamos e raramente íamos à missa pois achávamos que tal era incompatível com todas as tarefas de um casal, em que ambos trabalham e que no fim do dia ainda têm dois filhos pequenos para cuidar. Quis a divina providência que, em julho de 2013 fizéssemos, em casal, um Seminário de Vida no Espírito Santo, na Comunidade Católica Shalom da Diocese de Setúbal, em Portugal. A partir de então, nossa vida teve uma mudança de 180 graus. Após o seminário, começamos a frequentar aos sábados, na paróquia do Seixal (a 40 km de nossa casa), o grupo de oração do Shalom. Inicialmente deixávamos os meninos com a avó, mas depois optamos por levar também os meninos para o grupo de oração e passamos a estar todos juntos no mesmo caminho de santidade. Com o tempo, optamos por dar mais um passo no nosso caminho para a santidade em família: levar os nossos filhos conosco à missa. Os primeiros tempos foram difíceis e chegamos a ter que nos ausentar durante uns momentos a meio da celebração ao som de sonoras birras, mas com muita perseverança da nossa parte, os meninos começaram a se habituar e neste momento ir à missa semanalmente já é algo que faz parte das suas rotinas. Enquanto fazíamos a nossa caminhada na Obra Shalom, os nosso filhos começaram a fazer também a sua caminhada como Shalom Kids, passando para eles ser perfeitamente normal estar a brincar com outras crianças enquanto à sua frente os pais, no grupo de oração, rezam, cantam, dançam, louvam  e oram em línguas. De forma a rentabilizarmos o nosso escasso tempo, para conseguirmos fazer alguns momentos de oração familiar durante as nossas rotinas diárias, gravamos um CD com algumas orações, para ouvirmos no carro.  De manhã, enquanto levamos os meninos para a escola, eles já sabem que vão ouvir a “Couraça de São Patrício” na voz do padre Antonio Furtado da Comunidade Shalom. Nas deslocações mais longas, eles já acham normal ouvir o terço ou o ofício da Imaculada Conceição. Inspirados numa família amiga (família Power: fundadores do Movimento português das Famílias de Canã), criamos em nossa casa o nosso cantinho da oração. Nesse local, fizemos um pequeno altar e à sua frente rezamos em família todos os dias antes de deitarmos os meninos. Tentamos fazer da nossa oração familiar um agradável momento de confraternização: em primeiro lugar lemos às crianças uma pequena história bíblica das suas bíblias infantis o que nos permite ensinar-lhes a palavra de Deus de uma forma divertida. Em seguida, rezamos com as crianças algumas breves orações. No fim temos um momento mais lúdico onde cantamos e dançamos algumas músicas católicas infantis, ou fazemos desenhos relacionados com Deus. Se antes não rezávamos com as crianças, neste momento a oração em família passou a ser algo natural da nossa rotina familiar e passou a ser o momento do dia preferido dos nossos filhos! Ao deitarmos os meninos, ensinamos-lhes também a pedirem a bênção ao pai e à mãe e também a rezarem conosco a oração do anjo da guarda. Como casal, também tentamos viver ao máximo o casamento segundo a vontade de Deus, para além de termos alguns momentos de oração a dois, em termos de planeamento familiar substituímos a pílula pelo Método Billings. Periodicamente, reunimos com outros membros da nossa família e rezamos juntos a oração “Beraká”, que é um rito de oração familiar da Comunidade Católica Shalom, onde se reza, se louva e se faz uma uma “Lectio divina” em família. Apesar de almejarmos o caminho para a santidade em família, temos noção de que ainda temos muito que trilhar até lá chegar. Sabemos que ainda temos muitas falhas como pais e como esposos, mas também temos consciência de que o caminho da santidade é mesmo este: reconhecer os nossos erros e lutar diariamente contra eles. Em termos de evangelização temos como objectivo dar de graça o que de graça recebemos, pelo que ficaríamos muito felizes em ajudar outras famílias a também elas seguirem os seus caminhos de santidade em família movidos pelo Espírito Santo através do Carisma Shalom.   Família Teixeira – Shalom Setúbal/Portugal *Mantida a escrita segundo as normas do português luso.

O Carisma Shalom edificou nossas vidas

Eu me chamo Ricardo Schewtschik. Minha esposa, Viviane, e eu somos vocacionados na Missão da Comunidade Shalom em Curitiba. Temos um filho, chamado André. Tivemos nosso primeiro contato com o Carisma Shalom quando ainda éramos namorados. Nosso coração já se inquietava por algo mais profundo e radical. Servíamos em nossa paróquia, porém, permanecia o sentimento do Senhor nos chamando a nos consumir, a nos doar cada vez mais. Muitos anos depois, fomos convidados para participar de um Seminário de Vida no Espírito Santo (SVES) para casais no Shalom. Apesar de ser um SVES, dos muitos que já havíamos feito, fomos, mas sem muitas pretensões. Ao chegar ao Centro de Evangelização, a primeira palavra da pessoa que animava o seminário era “Cristo é uma eterna novidade”. Daí em diante, o Senhor foi nos seduzindo, e nós nos deixamos seduzir. Cada passo dado em direção à vontade de Deus nos feria, porém, nos fazia mergulhar cada vez mais em Suas chagas e nos tornava livres de nós mesmos e configurados em Seu amor. Hoje, com alegria, nossa família pode contemplar uma via clara de santificação através do Carisma, através do amor aos irmãos, da vivencia apostólica. Olhar e ver nosso filho crescer no seio da Comunidade, aprendendo a falar e a andar em meio à nossa missão, nos dá, cada vez mais, certeza de felicidade. Nesta certeza, caminhamos com o coração sedento de nos ofertar e nos consumir pelo nosso Amado.   Shalom para sempre!  

Promovida na Argentina a “Mostra Itinerante Pela Vida”

Desde o Natal e durante todo o verão, a “Rede Mendocina da Família e Vida” oferece e coordena uma “Mostra itinerante pela vida” e promove a realização de murais interativos e com isso procura recuperar o valor da vida humana dentro e fora do ventre materno. A amostra percorrerá diversos locais da província, enquanto procura embelezar diferentes paisagens urbanas com mensagens positivas sobre os cuidados com as crianças e as mães. A exposição procura transmitir mensagens de conscientização sobre o valor da vida humana, os cuidados com a futura mãe e com o bebê. Ela pode ser localizada em locais abertos ou fechados: escolas, praças públicas, hospitais, centros comerciais, igrejas, clínicas ou empresas. A RMFV faz parte e está de acordo com a Rede Argentina de Leigos. ´É “uma rede de redes” que procura a proteção e defesa da vida, a promoção da família e a educação como elemento essencial para a formação de uma sociedade voltada parra os valores cristãos. (JSG)   Fonte: Gaidium Press

“A decisão de tirar o feto é apenas sua”

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus. Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Lydia Mourão Gomes Alencar. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Confira: Em uma vida cheia de incertezas, uma certeza sempre tive: Um dia eu seria mãe! Aos 19 anos, ao perder minha mãe, essa certeza só aumentou; eu queria experimentar de novo esse amor, sendo EU a mãe. Para ser mãe, meu filho ou filha precisaria de um pai, obviamente. E não poderia ser qualquer pai, já que eu tive o melhor pai do mundo, meu filho não poderia ter um destino diferente. Tinha que ser um pai fenomenal. Quando eu completei 30 anos, bateu o desespero: eu ainda não havia achado o homem ideal, aquele que me tornaria uma esposa feliz e que seria o melhor pai de todos. Em dois anos, tudo mudou, o homem ideal chegou. Casamos. Curtimo-nos um tempo. Três anos depois, começaríamos nossa família. As dez primeiras semanas de gestação foram tranquilas. Nem parecia que eu estava grávida; na décima primeira, começaram os enjoos e a azia. Na décima segunda, o tempo virou. Um exame simples, que várias gestantes fazem sem nem se dar conta do quão estressante pode ser. O nome? Translucência Nucal. Nunca achei que duas palavras me fossem tirar o sossego da forma como ocorreu em seguida. Naquela tarde, arrumei-me bem linda, afinal, eu tinha um “encontro” com o meu bebê. Eu e meu marido fomos felizes da vida fazer o tal exame e, quem sabe, conseguir ver se era “ele” ou “ela”. De repente, o meu bebê já não era um bebê. O vocabulário da médica mudou de bebê para “o feto”: “O feto não está bem, está com a TN bem alterada, tem que ver com seu obstetra se você vai querer seguir com a gestação”. “Oi??? Se EU vou querer seguir com a gestação???” A médica saiu da sala, foi ligar para o obstetra. Eu e meu marido entramos em desespero e caímos no choro. O obstetra me ligou e disse que nos veria em dois dias e explicaria tudo, para tomarmos uma decisão. Foi o pior fim de semana da minha vida. Dois dias inteiros de sofrimento, mas também de intensa oração pela vida do meu filho. Toda a família também se uniu a nós em intercessão. Na segunda-feira, com voz dócil e jeito carinhoso, o médico explicou tudo: o que era TN alterada, quais eram as implicações disso. E, claro, finalizou o diálogo reiterando o que a médica havia dito no exame: “Vocês vão seguir com a gestação? Por que eu não tiro o feto, mas posso indicar quem o tira”. Novamente, meu bebê era um “feto”, já descartável para dois médicos. Fui em um terceiro obstetra, uma mulher dessa vez. Na consulta, ela me explicou que meu bebê tinha um higroma cístico e que isso, aliado a TN alterada, era indicativo para algumas alterações cromossômicas e que, como tudo na vida, poderia não ser nada. Ela nos indicou a fazer um exame mais invasivo, uma coleta do material genético do bebê, a fim de descobrimos se havia ou não alguma alteração. Porém, eu só tinha 12 semanas de gravidez e esse exame só poderia ser feito a partir da 20ª semana, pois havia o risco de aborto espontâneo. Na época, eu me questionava o porquê de fazer esse exame, já que, sim, eu teria o meu bebê de qualquer jeito. Hoje em dia, relembrando o passado, vejo como foi importante o diagnóstico precoce, pois eu, meu marido e toda nossa família tivemos tempo para nos preparar para a chegada desse bebê tão querido. Como essa terceira obstetra estava falando em bebê, ao invés de feto e, até então, não havia falado em interromper a gestação, eu me sentia segura. Entre a 12ªsemana e a 20ª, que antecedeu o exame, li de tudo: testemunhos de mães que passaram pela mesma situação, depoimentos de médicos, parentes e amigos. Infelizmente, a maioria era favorável a interrupção da gestação: “Você vai viver dentro de um hospital com essa criança”. “E se nascer e morrer em seguida, você terá ficado nove meses esperando uma criança que não vai durar nada”. “E seu marido, vai aceitar? Ele vai é te abandonar sozinha com uma criança doente”. Enfim, chegou o dia e fiz o exame. O resultado só sairia em 20 dias. Antes disso, oito dias após eu ter feito o exame, a obstetra me ligou, queria me ver. Desse dia, com certeza, eu me lembro de todos os detalhes… Fui sozinha, pois era apenas uma consulta, já que o resultado só sairia bem depois. A médica foi bem direta: “Então, o resultado saiu antes, foi bom você estar sozinha, pois o resultado deu Síndrome de Down e, como é você quem está grávida, a decisão de tirar o feto é apenas sua”. Bomba! Pela terceira vez, meu bebê virou “apenas” um feto. A essa altura, nós já sabíamos que era menino, que já tinha unhas, que era cabeludinho, que era grande e, dentre outras caraterísticas, descobri que viria com Síndrome de Down. Dessa vez não chorei. Nesse dia, sem dúvida, eu estava regada pelo Espírito Santo. Lavei a alma: “É isso o que ele tem? Só isso? Síndrome de Down? Obrigada, meu Deus, por não ser algo mais sério”. A obstetra me olhou incrédula: “Você quer esse bebê? Você sabe as implicações disso? Eu tenho uma paciente que gastou todo o dinheiro do mundo tentando engravidar, fez seis inseminações artificiais e sempre abortava por que dava Síndrome de Down”. Dessa vez, a incrédula fui eu. A paciente fez isso? Tive pena. Tive pena da médica, tive pena da paciente, tive pena das seis almas que se foram. A médica quis ligar

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