Um Deus que se deixa encontrar
Integrantes da banda Rosa de Saron falam sobre recomeços, esperança, família e da experiência de serem consolados por Deus.
Integrantes da banda Rosa de Saron falam sobre recomeços, esperança, família e da experiência de serem consolados por Deus.
Já se pegou olhando para o seu filho e percebeu ele falando como você ou fazendo coisas como você? Ele é tão pequeno ainda, que você nem sabe como isso acontece! Se não observou isso, eu o convido a fazer essa experiência e observar o comportamento dos pequenos e de seus pais ou cuidadores mais próximos. Verá que a criança reproduz muitos comportamentos do adulto, que é a sua referência, e esse adulto nem percebe isso. Por que isso acontece? Piaget e Vygotsky observaram e estudaram muito o desenvolvimento das crianças. Ambos os autores afirmam que as crianças, inicialmente, aprendem por imitação. Isso mesmo! Os pensamentos e o comportamento da criança, inicialmente, funcionam como uma repetição daquilo que elas veem e experimentam. Segundo Piaget, a criança imita ou representa o que vê ou experimenta. E são essas experiências que vão formar a base da memória e, mais tarde, do pensamento da pessoa. Nesse caso, podemos dizer que a criança é como um radar, que captura tudo a sua volta e armazena em sua memória para mais tarde usar como algo que é seu. Vygotsky, principalmente, afirma que o comportamento, a fala e a produção intelectual se formam a partir da experiência afetiva que a criança faz com aquilo que aprende. Ou seja, segundo ele, a formação de uma criança se dá não só por meio do que ela vê, mas, principalmente, da forma que ela experimenta. Por exemplo: Uma criança que passa toda sua infância em um ambiente que não lhe oferece segurança emocional e vivencia brigas constantes dos pais, de um pai que agride a mãe verbal e, por vezes, fisicamente, tem uma grande chance de desenvolver um comportamento agressivo e uma crença de que a família é uma instituição falida. Isso porque, ao longo de sua formação infantil, aprendeu por observação e vivência emocional a se comportar dessa forma. É muito importante ficarmos atentos ao nosso comportamento, pois, depois que nos tornamos pais, somos diretamente responsáveis pela formação física e psíquica desses pequenos que Deus nos confiou. O que temos refletido para nossos filhos? Qual ambiente eles têm experimentado dentro da família? O autodomínio é uma característica que eles ainda não possuem, mas nós, pais, sim! Sejamos vigilantes, proporcionemos um ambiente seguro e desejemos ser melhores pais, para que os nossos filhos se tornem homens e mulheres novos, melhores do que nós. Canção Nova
A Câmara dos Representantes aprovou outorgar a cidadania permanente ao bebê Charlie Gard e a sua família nos Estados Unidos, para prosseguir o tratamento experimental à doença que sofre e que atraiu a atenção do mundo inteiro. “Acabamos de aprovar uma lei que outorga a cidadania permanente a #CharlieGard e sua família para que Charlie possa receber o tratamento médico que requer”, tuitou em sua conta o congressista Jeff Fortenberry no dia 8 de julho. Charlie foi diagnosticado com síndrome de esgotamento mitocondrial, uma doença genética rara que se acredita que afeta apenas 16 crianças em todo o mundo. A doença causa fraqueza muscular progressiva e pode causar a morte durante o primeiro ano de vida. Os pais de Charlie, Chris Gard e Connie Yates, inicialmente buscaram levar seu filho aos Estados Unidos para o tratamento experimental e arrecadaram mais de um milhão de dólares para cobrir os custos médicos e da viagem. Entretanto, o hospital buscou bloquear seu pedido, alegando a pouca qualidade de vida do bebê. O Tribunal Superior da Grã-Bretanha se expressou a favor do centro médico, indicando que a terapia experimental poderia causar sofrimento e apenas prolongaria o processo da morte. Os pais apelaram a decisão diante do Tribunal europeu de Direitos Humanos e, após o rechaço da medida, o hospital pediátrico do Vaticano, como o Papa Francisco, expressaram seu apoio a Charlie. “O Santo Padre acompanha com afeto e emoção o caso do pequeno Charlie Gard e manifesta a sua proximidade aos seus pais”, lê-se em um comunicado de 2 de julho, publicado pelo porta-voz do Vaticano, Greg Burke. “Ele reza por eles, fazendo votos de que não seja negligenciado o seu desejo de acompanhar e cuidar do próprio filho até o fim”, assinalou. Em 30 de junho, dia que estava programado para que o suporte vital de Charlie fosse retirado, o Papa usou seu conta no Twitter para enviar uma clara mensagem pró-vida a favor do bebê: “Defender a vida humana, sobretudo quando está ferida pela doença, é um dever de amor que Deus confia a todos”. Depois de um pedido assinado por mais de 500 mil pessoas na plataforma internacional pró-vida CitizenGo, Michio Hirano, o médico norte-americano cujo tratamento experimental foi buscado pelos pais de Charlie Gard, viajou no dia 17 de julho a Londres, Reino Unido, após um juiz determinar que poderia examinar o bebê e conversar com os médico britânicos responsáveis pela saúde do pequeno. Em 14 de julho, o especialista em doenças mitocondriais e miopatias genéticas aceitou viajar para examinar Charlie pessoalmente, no hospital Great Ormond Street. Fonte:Acidigital
Meu nome é Fátima, sou natural de Cruzeiro do Sul-Ac, casada há 19 anos com Elimar e temos uma filha de 17 anos, Letícia. Vivemos uma imensa graça em nossas vidas, resgatados pelo amor de Deus. Venho testemunhar como família, esposa e mãe. Fomos criados em famílias católicas, íamos à Missa, mas sem nenhum conhecimento aprofundado do seu significado. Íamos por obrigação, não por amor. Eu, mesmo sendo católica não praticante, fazia minhas orações e pedia a Deus que mudasse nossa vida. Vivíamos muitas alegrias como família, mas, entre alegrias e tristezas, fomos marcados por várias decepções vindas de uma vida sem propósitos, sem expectativas para um futuro ordenado pelo amor. Vivíamos um matrimônio de brigas e confusões, pois não tínhamos muito diálogo e paciência um com o outro. Tínhamos uma vida de muitas festas e farras, uma alegria que passava depois dos momentos que, para nós, eram de plena felicidade, mas mal sabíamos o que era felicidade, pois a verdadeira felicidade estava a encontrar, quando fomos convidados a participar do retiro de carnaval RENASCER no ano de 2015. Fomos convidados por um amigo, somos gratos eternamente a ele por este convite que pela graça de Deus mudou nossas vidas. Na manhã do retiro meu esposo nos surpreendeu com a notícia que iríamos para o Renascer, pois até então não tínhamos esperança nenhuma de irmos. Eu não acreditava no que estava acontecendo e não esperava que voltassemos no outro dia, mas mal sabíamos que ali nasceria uma nova vida, uma nova família em Deus. Chegando ao local nos deparamos com uma acolhida de pessoas felizes e sem máscaras, ficamos encantados com tantos jovens, casais que pareciam ter uma felicidade que não passava. Ficamos o primeiro dia e fomos surpreendidos pelo amor de Deus, por suas graças, que nos tocou de tal forma que já não víamos a hora de voltar e vivenciar tudo o que Deus ainda queria nos falar, fomos tocados e banhados pelo Espirito Santo. No final do último dia do retiro, percebemos como estávamos vivendo uma vida sem valor, mas que a partir daquele dia tudo seria novo em nossas vidas. Desde então só graças recebemos a cada dia em nossas vidas. Começamos a frequentar as Noites de Louvor, oferecidas pela Comunidade. Logo estávamos no grupo de oração misto, depois fomos para um Seminário de Vida de casais e, em seguida, se formou um grupo de casais Sagrada Família que hoje frequentamos . Nossa filha é núcleo de um grupo de jovens e somos muito felizes com pessoas que buscam viver um mesmo objetivo no amor de Deus. Ao sermos alcançados pelo amor de Deus, nossas vidas mudaram e muitas graças são derramadas todos os dias sobre meu matrimonio. Hoje temos a graça de rezarmos em família, termos uma vida de oração pessoal, convivemos como esposo e esposa, pai e filha, saber que sem DEUS em nossas vidas nada se concretiza. A cada dia entregamos tudo que somos, nossas vidas, fraquezas, vontades e objetivos nas mãos daquele que nos ama, perdoa e nos fortificam todos os dias com a sua misericórdia. Durante esses dois anos, fomos crescendo num amor que já não aguentava mais dentro de nós, e hoje Deus nos chama a vivermos com mais intensidade esse amor de misericórdia, a viver o Vocacional. Somos gratos e louvamos a ele por essa nova vida, somos gratos todos os dias por esse imenso amor de Pai, que nos faz sair de si e ir à busca do outro. Gratos sempre e com um coração alargado a Ti, meu soberano Deus, pelo resgate que fizestes em minha família, queremos viver eternamente para Ti. Shalom!
A Comunidade Católica Shalom em São Luís promove de 23 a 25 de junho, na Casa de Retiro Oasis, o primeiro Acampamento das Famílias, com o tema “Família: Projeto de Deus”. O objetivo do retiro é proporcionar às famílias uma profunda experiência de renovação da sua vida matrimonial e da sua vocação com o chamado de Deus para este sacramento. ”É importante a presença dos casais neste acampamento para que esses possam reavaliar o caminho matrimonial e também será um momento de reflexão sobre vivência dos compromissos assumidos diante de Deus e diante um do outro”, explicou o coordenador Apostólico da missão de São Luís, padre Cledison Reis. Para que os casais possam desfrutar da obra que Deus deseja fazer em suas vidas, o evento terá momentos de pregação no período das manhãs, quando será trabalhado o tema central do retiro. As formações serão ministradas pelo casal missionário e consagrado na Comunidade Católica Shalom como Aliança, Paulo Roberto e Neila Maria, de Fortaleza (CE). Na parte da tarde acontecerão cursos que vão abordar diferentes aspectos da vida matrimonial, além da realização do Seminário de Vida no Espírito Santo. Outros momentos que marcarão o evento serão adoração ao Santíssimo Sacramento, oração, partilha entre casais, o BERAKÁ, momento de celebração. A noite do sábado será a convivência entre as famílias. O retiro terá ainda espaço Kids para que as crianças possam participar desse momento com os pais. As inscrições para o Acampamento das Famílias são feitas no Shalom Cohajap ou através do link (bit.ly/familiasshalomslz) disponível também nas redes sociais Facebook e Instagram Shalom São Luís. O valor da inscrição custa R$ 230,00 à vista e R$ 250,00 no cartão, parcelado em até 2x, por casal.
O que temos refletido para nossos filhos? Qual ambiente eles têm experimentado dentro da família? Já se pegou olhando para o seu filho e percebeu ele falando como você ou fazendo coisas como você? Ele é tão pequeno ainda, que você nem sabe como isso acontece! Se não observou isso, eu o convido a fazer essa experiência e observar o comportamento dos pequenos e de seus pais ou cuidadores mais próximos. Verá que a criança reproduz muitos comportamentos do adulto, que é a sua referência, e esse adulto nem percebe isso. Por que isso acontece? Piaget e Vygotsky observaram e estudaram muito o desenvolvimento das crianças. Ambos os autores afirmam que as crianças, inicialmente, aprendem por imitação. Isso mesmo! Os pensamentos e o comportamento da criança, inicialmente, funcionam como uma repetição daquilo que elas veem e experimentam. Segundo Piaget, a criança imita ou representa o que vê ou experimenta. E são essas experiências que vão formar a base da memória e, mais tarde, do pensamento da pessoa. Nesse caso, podemos dizer que a criança é como um radar, que captura tudo a sua volta e armazena em sua memória para mais tarde usar como algo que é seu. Vygotsky, principalmente, afirma que o comportamento, a fala e a produção intelectual se formam a partir da experiência afetiva que a criança faz com aquilo que aprende. Ou seja, segundo ele, a formação de uma criança se dá não só por meio do que ela vê, mas, principalmente, da forma que ela experimenta. Por exemplo: Uma criança que passa toda sua infância em um ambiente que não lhe oferece segurança emocional e vivencia brigas constantes dos pais, de um pai que agride a mãe verbal e, por vezes, fisicamente, tem uma grande chance de desenvolver um comportamento agressivo e uma crença de que a família é uma instituição falida. Isso porque, ao longo de sua formação infantil, aprendeu por observação e vivência emocional a se comportar dessa forma. É muito importante ficarmos atentos ao nosso comportamento, pois, depois que nos tornamos pais, somos diretamente responsáveis pela formação física e psíquica desses pequenos que Deus nos confiou. O que temos refletido para nossos filhos? Qual ambiente eles têm experimentado dentro da família? O autodomínio é uma característica que eles ainda não possuem, mas nós, pais, sim! Sejamos vigilantes, proporcionemos um ambiente seguro e desejemos ser melhores pais, para que os nossos filhos se tornem homens e mulheres novos, melhores do que nós. Fonte: Canção Nova
A psicóloga mexicana alertou mães e pais de família sobre um desafio apresentado pelas novas tecnologias, que apresenta o risco de que os seus filhos se convertam em “órfãos digitais”, uma realidade ante a qual propõe algumas orientações. Os “órfãos digitais” ou “órfãos cibernéticos” são aquelas crianças cujos pais lhes permitem submergir na tecnologia sem nenhuma restrição, algo que coloca em perigo a vida familiar. Em diálogo com o semanário da Arquidiocese do México, Desde la Fe, a psicóloga Tania Castro do Centro Cenyeliztli A. C., comentou que esta realidade é cada vez mais comum. As crianças recebem celulares, tablets, videogames, enquanto seus pais comem ou realizam outras atividades: o objetivo é mantê-los “tranquilos” e sem incomodá-los. O uso excessivo dessas tecnologias provoca a perda do vinculo comunicativo entre pais e filhos: “Quando os pais lhes dão um celular, esquecem completamente dos seus filhos, perdem o vínculo social junto com o lado afetivo; por isso vemos nas escolas muitas crianças com problemas de agressão”. Isto, alerta Castro, “é provocado pela falta de atenção dos pais; é um problema que está crescendo, com uma grande percentagem do número de terapias nos centros de atenção às famílias”. Para a psicóloga, esta situação é “extremamente arriscada porque acaba com a criatividade inata dos menores; gera crianças sem um desenvolvimento físico, saudável e adequado; e pela faixa etária, os transforma em receptores passivos do conteúdo desses dispositivos”. Além disso, Castro disse que “não podemos nos tornar robôs ou máquinas, nem podemos perder a comunicação verbal porque a língua nos humaniza; os mal-entendidos ocorrem por uma falta de expressão verdadeira que só pode acontecer quando estamos um frente ao outro”. Tania Castro advertiu que “em locais públicos é muito comum ver os pais concentrados em seus dispositivos sem cuidar da segurança dos seus filhos. Respostas como ‘espera um momentinho, apenas estou respondendo esta mensagem’, se repetem em qualquer casa, independentemente do nível de escolaridade ou classe social”, lamentou a psicóloga. No mundo de hoje, advertiu, a nova “babá” é “o celular ou o tablet, mas com outro elemento: o envolvimento dos pais no jogo cibernético”. Os especialistas, indica a publicação católica mexicana, alertam que os órfãos digitais serão jovens ou adultos com problemas de insegurança, baixa autoestima e comportamentos antissociais que não lhes permitiram se relacionar ou permanecer em um trabalho por muito tempo. Para enfrentar esta situação, Castro sugere melhorar o relacionamento entre pais e filhos estimulando a partilha juntos, participar todos juntos da Missa, rezar em casa, assistir filmes, praticar esportes ou outras atividades que envolvam a família “Não há nada de errado em jogar de vez em quando com o celular ou com o tablet, se estes são usados com responsabilidade e apenas nos momentos de lazer. É necessário assinalar que o ‘lazer’ é uma categoria sociológica que determina um tempo livre que não é usado para o trabalho, para o descanso, para a alimentação e outras atividades vitais, reduzido a um período de aproximadamente no máximo duas horas por dia”. O problema, sublinhou a especialista, “é que realizar atividades como responder mensagens, bate-papos, assistir vídeos e entrar nas redes sociais, se tornaram um hábito que diminui a possibilidade do ser humano de realizar as atividades diárias normalmente”. “É necessário fazer uma boa seleção de informações que você quer acessar, e limitar o tempo de lazer para investir em atividades produtivas”, destacou Castro. Fonte: Acidigital
Estereótipos, rótulos, fôrmas são, na melhor das hipóteses, tentativas de simplificar e compreender a realidade que nos cerca. Quando conseguimos caracterizar, categorizar, definir, classificar parece que a complexidade torna-se menos assustadora e assim, adquirimos certo domínio sobre os fenômenos. Quando o assunto é maternidade, ao menos em um primeiro momento, trata-se de um tema menos complexo. Afinal, no mundo ideal, “Mãe é tudo igual, só muda o endereço”. Adjetivos relacionados à maternidade não faltam: ternura, bondade, desprendimento, amor, dedicação, confiança. No mundo real, podem existir ainda outros: medo, insegurança, culpa, abandono, rejeição, maus-tratos, indiferença, revolta. Em geral, compreendemos com tranquilidade que cada filho é único. Porém, ainda resistimos em aceitar que cada mãe é igualmente única. Uma mulher, situada em um tempo e um espaço, com história pessoal própria e uma gama de potencialidades e limites que são postos em cheque a cada instante. A maternidade é, portanto, uma experiência única, situada no aqui e no agora. Nunca uma vivência a-histórica. Se em outros tempos, por exemplo, as mulheres eram reconhecidas, sobretudo, pela sua capacidade reprodutiva, hoje estamos diante de um quadro em que parece uma ofensa romper a barreira do segundo filho, de modo que as novas gerações sentirão dificuldade em compreender a expressão “Igual coração de mãe: sempre cabe mais um.” Mulher não é tudo igual. Mãe não é tudo igual! Viver a maternidade conscientemente requer tomar parte daquilo que nos constitui, tanto no âmbito pessoal como comunitário. Compreender aquilo que nos constitui não apenas para conformar-se com ele, nem para justificar-se e esconder-se, mas também para avaliar o que realmente nos edifica. Decidir sobre o tipo de mãe que queremos ser, ainda que alguns duvidem, está ao nosso alcance. A maternidade é inevitavelmente uma via de dores e alegrias, cruz e ressurreição. O mesmo filho que nos faz rir, também nos faz chorar – quase sempre não intencionalmente – mas essa é uma via da qual dificilmente escapamos. A via da reconciliação faz-se, portanto, também necessária. Reconciliar-se com a própria história de vida e, a partir dela, alçar novos horizontes é uma possibilidade humana que não devemos desperdiçar. Uma reconciliação que consiste em admitir falhas e erros de outros e os próprios. Da mãe que tivemos e da que somos ou seremos. Reconciliação que significa, ainda, substituir as lentes da (auto)crítica e do (auto)julgamento, pelas lentes da gratidão e do reconhecimento, sob a pena de sermos esmagados pelo fardo da busca de uma perfeição inalcançável aos humanos. Mesmo Aquela que muitos temos como referencial de Mãe também era única: Nossa Senhora. Podemos nos espelhar, admirar, desejar suas virtudes, mas, ainda assim, nos apropriaremos delas de maneira original e nunca da mesma forma. Portanto, ousemos ser mais nós mesmas, com nossas fraquezas, limitações, alegrias, medos e esperanças. Ousemos amar nossos filhos com um amor livre, desinteressado, grato e feliz. Renunciemos ao fardo de acertar sempre, sendo sempre mais originais e autênticas, renunciando aos rótulos ou estereótipos. Afinal, “mãe só tem uma!” Magna Celi Mendes da Rocha* * Magna Rocha é Consagrada da Comunidade Católica Shalom, missão São Paulo. É doutora em Educação, Assessora Pastoral Universitária da PUC-SP, e mãe de 4 filhos. ** Artigo publicado no jornal O São Paulo, semanário da Arquidiocese de São Paulo.