Intercessão pelos jovens junto ao túmulo de Ronaldo Pereira

Missa de Envio para o 180 Graus Fest – Recife

Retiro do PJJ 2016 – Recife

O relacionar-se com o próximo e com Deus: em busca da santidade no namoro

O relacionamento afetivo com o outro implica em diversos fatos: conhecer uma pessoa com a qual temos afinidade, amar alguém do sexo oposto e dedicar nosso tempo a ele(a), permitir ser complementado por alguém e fazer-se presente na vida de quem pode nos ensinar muito sobre a riqueza e a diversidade da obra divina. Namorar é sadio e faz parte da natureza humana. Porém, é necessário haver sempre o equilíbrio para que o namoro não se torne pedra de tropeço na vida do casal, mas que seja sempre motivo para edificação e amadurecimento dos dois. Qualquer relacionamento deve ser a três: Deus, o homem e a mulher.                 Com o objetivo de auxiliar àqueles interessados em ordenar suas vidas afetivas, a Comunidade Católica Shalom convida a todos a participar do curso Namoro Cristão – Rumo à Maturidade no Amor, que tem por objetivo transmitir numa linguagem clara e jovem a necessidade de rever os conceitos sobre namoro e afetividade aos quais somos expostos diariamente, e que por muitas vezes julgamos ser o correto.                 O curso será ministrado pelo casal de namorados Thiago Malaquias e Laura Martins, missionários consagrados da Comunidade Shalom. Será no dia 29 de outubro, com início às 8h no Shalom da Asa Sul (W3 507 Sul). As inscrições podem ser feitas na hora e o valor é R$10 por pessoa. “Nem sempre a caminhada de namoro levará ao noivado e ao matrimônio. Mas, certamente, levará os dois, com a graça de Deus, a crescerem na capacidade de relacionar-se, na maturidade humana e numa vida cristã mais frutuosa.” (Livro Namoro Cristão: Rumo a Maturidade no Amor). Por Carolina Lima. ← Voltar para Shalom Brasília

O segredo para transmitir a fé aos jovens

Nos últimos tempos a vossa atenção concentrou-se principalmente sobre a família, para consolidar com a verdade do Evangelho esta realidade humana fundamental, hoje infelizmente muito insidiada e ameaçada, e para ajudá-la a cumprir a sua missão insubstituível na Igreja e na sociedade. Pondo agora em primeiro plano a educação na fé das novas gerações, certamente não abandonamos o compromisso pela família, à qual pertence a responsabilidade educativa primária. Antes, vamos ao encontro de uma preocupação difundida em muitas famílias, que no contexto social e cultural de hoje receiam não conseguir transmitir a herança preciosa da fé aos próprios filhos. A alegria da fé é, portanto uma alegria que deve ser partilhada: como afirma o Apóstolo João “o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco… Escrevemos-vos estas coisas para que a vossa alegria seja completa” (1 Jo 1,3-4). Por isso, educar as novas gerações na fé é uma tarefa grande e fundamental que envolve toda a comunidade cristã. Queridos irmãos e irmãs, vós dais-vos pessoalmente conta de como esta tarefa se tornou hoje em vários aspectos bastante difícil, mas precisamente por isso é ainda mais importante e urgente do que nunca. Com efeito, é possível detectar duas linhas de fundo da atual cultura secularizada, entre si claramente interdependentes que estimulam em direção contrária ao anúncio cristão e não podem deixar de ter uma incidência sobre aqueles que estão maturando as próprias orientações e opções de vida. Uma delas é aquele agnosticismo que é originado pela redução da inteligência humana a simples razão calculadora e funcional e que tende a sufocar o sentido religioso inscrito no fundo da nossa natureza. A outra é aquele processo de relativização e de desenraizamento que corrói os vínculos mais sagrados e os afetos mais dignos do homem, com o resultado de fragilizar as pessoas e tornar precários e instáveis os nossos relacionamentos recíprocos. Precisamente nesta situação todos nós temos necessidade, e sobretudo as nossas crianças, adolescentes e jovens têm necessidade, de viver a fé como alegria, de saborear aquela serenidade profunda que nasce do encontro com o Senhor. A fonte da alegria cristã é esta certeza de sermos amados por Deus, amados pessoalmente pelo nosso Criador, por Aquele que tem nas suas mãos o universo inteiro e que ama cada um de nós e toda a grande família humana com um amor apaixonado e fiel, um amor maior que as nossas infidelidades e pecados, um amor que perdoa. Este amor “é tão grande que chega a virar Deus contra Si mesmo”, como se vê de maneira definitiva no mistério da Cruz: “Deus ama tanto o homem que, tendo-Se feito Ele próprio homem, segue-o até à morte e, deste modo, reconcilia justiça e amor” (Deus caritas est, 10). Queridos irmãos e irmãs, esta certeza e esta alegria de ser amados por Deus deve tornar-se de qualquer forma palpável e concreta para cada um de nós, e, sobretudo para as jovens gerações que estão a entrar no mundo da fé. Por outras palavras: Jesus disse que era o “caminho” que conduz ao Pai, além de ser a”verdade” e a “vida” (cf. Jo 14,5-7). Portanto, a pergunta é: como podem as nossas crianças e os nossos jovens encontrar n’Ele, na prática e na existência, este caminho de salvação e de alegria? É precisamente esta a grande missão para a qual a Igreja existe, como família de Deus e companhia de amigos na qual somos inseridos com o Batismo já desde pequeninos e na qual deve crescer a nossa fé e a alegria e a certeza de sermos amados pelo Senhor. Por conseguinte, é indispensável e é a tarefa confiada às famílias cristãs, aos sacerdotes, aos catequistas, aos educadores, aos próprios jovens em relação aos seus contemporâneos, às nossas paróquias, associações e movimentos, finalmente a toda a comunidade diocesana que as novas gerações possam fazer a experiência da Igreja como de uma companhia de amigos na qual podem deveras confiar, próxima em todos os momentos e circunstâncias da vida, quer sejam alegres e gratificantes quer difíceis e obscuras, uma companhia que nunca nos abandonará nem sequer na hora da morte, porque tem em si a promessa da eternidade. A vós, queridas crianças e jovens, gostaria de pedir que confieis por vossa vez na Igreja, que a ameis e que tenhais confiança nela, porque nela está presente o Senhor e porque ela mais não procura do que o vosso verdadeiro bem.  Aquele que sabe que é amado sente-se por sua vez solicitado a amar. Precisamente assim o Senhor, que nos amou primeiro, nos pede para pôr por nossa vez no centro da nossa vida o amor por Ele e pelos homens que Ele amou. Especialmente os adolescentes e os jovens, que sentem impelente a chamada do amor dentro de si, têm necessidade de ser libertados do preconceito difundido de que o cristianismo, com os seus mandamentos e as suas proibições, coloca demasiados obstáculos à alegria do amor, sobretudo que impede apreciar plenamente aquela felicidade que o homem e a mulher encontram no seu amor recíproco. Ao contrário, a fé e a ética cristãs não querem sufocar o amor, mas torná-lo sadio, forte e verdadeiramente livre: é precisamente este o sentido dos dez Mandamentos, que não são uma série de “nãos”, mas um grande “sim” ao amor e à vida. De fato, o amor humano tem necessidade de ser purificado, de amadurecer e também de se superar a si mesmo, para poder tornar-se plenamente humano, para ser princípio de uma alegria verdadeira e duradoura,para responder, portanto àquele pedido de eternidade que traz dentro de si e ao qual não pode renunciar, se se trair a si mesmo. É este o motivo substancial pelo qual o amor entre o homem e a mulher se só realiza plenamente no matrimônio.  Em toda a obra educativa, na formação do homem e do cristão, não devemos, portanto, por receio ou por embaraço, deixar de lado a grande questão do amor: se o fizéssemos apresentaríamos um cristianismo desencarnado, que

Jovens discípulos missionários do Senhor

Como sendo a grande maioria da população brasileira, os Jovens representam um potencial enorme para o presente e para o futuro de nossa nação, seguindo os passos do Mestre como discípulos e missionários do Senhor Jesus. No documento de Aparecida, encontramos alguns traços fundamentais da identidade do jovem hoje, cuja personalidade se caracteriza pela doação, generosidade e serviço aos mais necessitados. “Os jovens são sensíveis a descobrir sua vocação a ser amigos e discípulos de Cristo. São chamados a ser “sentinelas da manhã”, comprometendo-se na renovação do mundo à luz do Plano de Deus. Não temem o sacrifício nem a entrega da própria vida, mas sim uma vida sem sentido. Por sua generosidade, são chamados a servir a seus irmãos, especialmente os mais necessitados. Têm capacidade para se opor às falsas ilusões de felicidade e aos paraísos enganosos das drogas, do prazer, do álcool e de todas as formas de violência. Como discípulos missionários, as novas gerações são chamadas a transmitir a seus irmão jovens, sem distinção alguma, a corrente da vida que procede de Cristo e a compartilhá-la em comunidade, construindo a Igreja e a sociedade” (Doc Aparecida n.443). O terceiro milênio pertence aos jovens, expressão de Bento XVI, cujo convite deixou os jovens no Pacaembu, em maio deste ano, vibrantes e cheios de motivação a seguir os caminhos do seguimento de Jesus. Por isso, celebrando o Dia Nacional da Juventude, no próximo domingo, os jovens e as jovens de nossas dioceses se reunirão nas paróquias e regiões nas regiões pastorais, em concentrações diocesanas, enfim, das mais variadas formas para atar laços de fé e de compromisso na defesa da ecologia, da terra, do ar, da água, refazendo o chamado a serem “cuidadores” da criação, dom de Deus para os homens e mulheres. Na busca de concretizar o grande amor e generosidade palpitante no coração de cada jovem, se refaz o compromisso de co-responsabilidade na defesa da vida e da vida da natureza. Ninguém faz nada sozinho, somo seres criados em comunidade e para a comunidade. Por isso, penso que uma das metas mais desafiadoras da evangelização da juventude está na inclusão de todos jovens como protagonistas do novo, que deve nascer neste mundo em decadência. Ninguém sabe quando, mas só nascerá se for gestado na comunhão e na unidade de todos, no seguimento de Jesus, como discípulos missionários à luz dos Evangelhos. Dói o coração de qualquer um de nós ao ver “que inúmeros jovens de nosso continente passam por situações que os afetam significativamente: as sequelas da pobreza, da exclusão, da forte carga de alienação, vitimas das novas propostas religiosas e pseudo-religiosas, da crise familiar produzindo carências afetivas e conflitos emocionais” (Doc Aparecida n. 444). Por isso, o caminho que levará todos, à dignidade de filhos e filhas de Deus está no “encontro pessoal com Jesus Cristo vivo e seu seguimento na Igreja, à luz do Plano de Deus, que lhes garanta a realização plena de sua dignidade de ser humano, que os estimule a formar sua personalidade e lhes proponha uma opção vocacional…” (Doc. Aparecida n.446b). Desejo que todos vocês, jovens, cresçam e amadureçam na fé, mergulhem cada vez mais no conhecimento de Jesus, na leitura orante dos evangelhos, na aproximação e descoberta da “beleza da Eucaristia dominical” que os leve a encontrar nela “Cristo e o mistério fascinante da Igreja”. Como rezou o Papa em Aparecida: “Fica conosco Senhor, acompanhai nossas crianças e nossos jovens que são a esperança e a riqueza de nosso Continente; protegei-os de tantas insídias que atentam contra a sua inocência e contra suas legítimas esperanças. Formação: Outubro/2007 Certo sacerdote, disse a João Paulo II: “Estou pronto para uma mudança de 360 graus por amor à Igreja!” João Paulo respondeu: “Seria muito longo e talvez, desnecessário. Se fizer um giro de 360 graus, voltará ao mesmo lugar!” A matemática de Deus revoluciona nossa vida. Oferece-nos pontos de chegada surpreendentes, porém mais felizes que nossos pontos de partida. A lógica do amor apaixonado de Deus por nós faz de nossa vida constante e alegre Novidade. Dá-nos a Paz sem limites. 180 graus é a medida geométrica da mudança provocada pelo Amor, do “giro necessário” que faz a vida diferente e preenche a alma. 180 graus é a medida daquela “virada” desejada pelo coração em busca do amor verdadeiro. É expressão do amor radical de Nosso Cristo Redentor que revoluciona a vida! 180 graus é a medida da felicidade oferecida por Deus, único amor que nos basta e nos muda para melhor! Adquira o seu [AQUI]

“É uma grande alegria poder dizer hoje que vale a pena deixar tudo por Deus.”

Me chamo Alanna Aparecida Tulio, moro em Ponta Grossa, sou da Obra Shalom, participo do grupo Emanuel e venho através daqui contar um pouco da minha experiência de amor com Deus e como ele mudou a minha vida.         Como a maioria das pessoas eu buscava minha felicidade no mundo, foram muitos lugares que eu frequentei eu tinha um desejo enorme de encontrar a felicidade só que o vazio e a dor continuavam sempre quando eu chegava em casa. Trago muitas marcas dessa fase da minha vida da qual eu tinha, pois nada me supria. Até que depois de muito tempo afastada de Deus conheci a Comunidade Shalom da qual participei de um retiro de jovens e adultos . Naquele retiro ouvi muitas coisas sobre o amor de Deus e principalmente que o amor dele é capaz de te preencher e suprir todas as suas necessidades, oque mais me chamou a atenção foi a forma que aqueles jovens falavam do amor de Deus: os olhos deles brilhavam. Então, a partir daquele momento comecei a sentir que era essa a alegria que eu sempre busquei no mundo. E dali despertou o desejo de me encontrar com esse Deus e também poder transbordar dessa alegria que tanto me encantou naquele retiro.           Hoje eu tenho a certeza que Deus não permitiu que nada de ruim acontecesse comigo durante todo o tempo que estive afastada dele,porque mesmo eu afastada ele continuava insistindo e confiando em mim todos os dias e o amor para que ele tinha e tem comigo sempre se manteve firme e forte mesmo com todos os meus erros. E todos os dias eu experimento oque é ser de Deus e de Deus somente. Estou em processo de mudança do meu estado de vida;sinto que Deus me chama ser totalmente dele! E de todas as vezes que busquei no mundo aquilo que só encontrei em Deus hoje eu vejo que meu coração é totalmente preenchido por este amor;nada mais me falta, não posso dizer que é facil, pois não é,os problemas continuam, o mundo continua o mesmo, mas Deus me dá força pra enfrentar todos os meus problemas, é uma grande alegria poder dizer hoje que vale a pena deixar tudo por Deus. Alanna Aparecida Tulio Obra Shalom  

Juventude e afetividade: cuidado para a felicidade

Como sabemos, caros jovens, afetividade é um termo relacionado com os afetos e com os sentimentos. É a qualidade de ser afetivo. Para a psicologia, afetividade é um conjunto de fenômenos psíquicos experimentados e vivenciados na forma de emoções e sentimentos. Afeto vem do latim, affectus, significando afligir, abalar, atingir, ser afetado. É definido pelo Aurélio como sendo “um conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções, sentimentos ou paixões, acompanhadas sempre da impressão de prazer ou dor, de satisfação ou insatisfação, agrado ou desagrado, alegria ou tristeza”. Curiosamente, existe uma tendência universal para só considerar como afeto – e seus derivados, afetividade, afeição – as impressões positivas, no entanto, também fazem parte as impressões negativas. Sentir é próprio de quem vive. Cuidar dos afetos é próprio de quem compreende a amplitude do sentido de viver. Quem busca uma vida saudável e feliz, com bons costumes e boas práticas, com ordenados relacionamentos interpessoais e com qualidade, passa pelas frustrações, saberá aproveitar os benefícios provocados pelos sentimentos. É nessa perspectiva que nós jovens precisamos nos modelar, compreender e experimentar os afetos. Mas para que isso? Para exercer a prática do cuidado alheio e próprio, com o intuito de vivermos mais felizes. Essa é a resposta. Afetividade também tem a ver com o viver de sentimentos bons, afetos bons e com sentimentos desagradáveis. Tudo faz parte da existência humana. Hoje a busca pelo autoconhecimento tem sido um desvelamento de mistérios da nossa humanidade. E faz bem se conhecer melhor. Assim como faz bem identificar o que sentimos e o que vivemos em relação às pessoas, pois esta compreensão favorece o amadurecimento e o crescimento nas relações humanas. O jovem, mais que todos, pela etapa da vida em que se encontra, vive as desventuras da idade, a busca pela independência, a realização pessoal, etc. Para isso, saber o que se sente é um impulso à capacidade de viver a vida com mais intensidade. Saber acolher ou repelir aquilo que nos afeta ajuda o jovem a desenvolver algumas capacidades, tais como: dialogar, refletir, pensar, cuidar, compreender, agir, falar, ouvir, pedir, discutir, criar, entre tantas outras. Tem relação com o ser cristão católico lidar e conviver com os afetos. Somos seres afetivos que vivemos em contato com os semelhantes. Zelar pela harmonia nas relações com o próximo abre caminhos para um sentir mais saudável. Assim nos construímos. Não nascemos prontos! Vamos nos fazendo e nos tornando aos poucos. Perdoar, acolher, acariciar, conversar, ouvir, amar, tocar nos levam a sermos mais afetuosos. Esse é o caminho para uma juventude feliz: se deixar afetar pelo outro e afetar o outro. Vivemos um tempo da história no qual as relações humanas são virtuais, superficiais, desafetadas. Evitar a mediocridade dos contatos pessoais alarga a qualidade da vida e enobrece a nossa juventude. Ter e sentir afetos, especialmente enquanto jovens, é cuidar da felicidade! Fonte: A12

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