Mais de 50 padres participam de retiro realizado pelo Shalom

Mais de 50 padres participam do Retiro Anual de Sacerdotes, promovido pela Comunidade Católica Shalom, em Fortaleza. A terceira edição do retiro, que começou nesta segunda-feira (01), superou os anos anteriores em número de inscritos, e tem participantes vindos de várias dioceses do Brasil, da América Latina e Terra Santa. O tema “Alegraram-se ao ver o Senhor” é pregado pelo fundador e pela cofundadora do Shalom, Moysés Azevedo e Emmir Nogueira. O encontro segue até sexta-feira (05). Com base no trecho do Evangelho de João, no capítulo 20, a proposta do retiro é a renovação do ministério sacerdotal através da experiência com Jesus Cristo Ressuscitado. “Será um momento de graça, de renovação da vida espiritual, sobretudo, da experiência com Deus, que, à luz do nosso Carisma, a partir da contemplação, da unidade e da evangelização, nos coloca como resposta a este mundo, sedento da misericórdia de Deus”, afirma Moysés. Segundo o fundador, um dos objetivos é aprofundar o ensinamento do Papa Francisco sobre a misericórdia divina para o homem de hoje. “De certa forma, o Papa Francisco inaugura para nós este kairós, como Igreja, e nos convida a vivê-lo. Como Comunidade, queremos animar esses servos de Deus no serviço à humanidade”, explica. Muitos padres que estão no retiro conhecem a Comunidade de perto, pois colaboram com ela celebrando Missas e ministrando os sacramentos nos centros de evangelização Shalom. “É por isso que nós nos alegramos e ao mesmo tempo estamos gratos e desejosos de compartilhar as graças que Deus nos dá e, dessa forma, também poder contagiar, animar, apoiar e sustentar a vida e a missão destes padres onde eles estão”, conclui Moysés. Emanuele Sales

Moysés e Emmir saúdam Papa em congresso de novas comunidades

O fundador e a cofundadora da Comunidade Católica Shalom, Moysés Azevedo e Maria Emmir Nogueira, saudaram pessoalmente o Papa Francisco no sábado (22) no encerramento do III Congresso Mundial dos Movimentos Eclesiais e das Novas Comunidades. O evento, que teve início no dia 20, foi realizado em Roma pelo Pontifício Conselho para os Leigos. Fundadores, presidentes e moderadores de institutos desse seguimento eclesial saudaram o pontífice na Sala Clementina. Cerca de 350 participantes do congresso estavam presentes no local. “O santo padre, como sempre muito acolhedor, quando me viu, disse: ‘Moysés, como você está? Como está a Comunidade?’ Eu disse: ‘Estamos bem, santo padre. Estamos com muita alegria, querendo evangelizar na alegria do Evangelho’. Ele riu, me abraçou e disse: ‘Leve minha bênção para todos eles’. Então, eu falei pra ele que ele tem a garantia de nossa oração, a garantia de nossa comunhão de coração. E ele disse: ‘Avante!’”, afirmou Moysés Azevedo. O fundador também destacou a delicadeza de Francisco ao expor sua limitação em não conseguir falar a cada um, como gostaria. “Ele expôs seu limite e disse ‘De coração, sintam-se abraçados’. Isso é o que cativa, esse olhar pessoal que o Papa tem e que, na verdade, é o olhar de Jesus para nós”, concluiu. Para Emmir Nogueira, ao encontrar o pontífice, a emoção a impediu de expressar em palavras sua alegria: “Tenho muita alegria ao vê-lo bem. Ficam sempre marcados a disponibilidade, o amor, a doçura, a ternura, a atenção que ele tem com cada pessoa. Então, ele sempre fala, como falou agora comigo, de uma forma afetiva muito forte: ‘Ah, a Comunidade Shalom! Deus abençoe’. Foi bem rápido, mas isso ele disse, já que eu fico muda, não consigo dizer nada, ‘dá um branco’. Mas ao menos, eu trouxe a bênção dele pra Comunidade”, afirmou. Para atingir a maturidade eclesial O Papa motivou as Comunidades a manterem uma constante postura de “conversão e missão”, estando sempre “em movimento”, e não paradas em si mesmas. “Para atingir a maturidade eclesial, portanto, vocês devem manter o frescor do carisma, respeitar a liberdade das pessoas e buscar sempre a comunhão. Porém, jamais esqueçam que, para atingir esta meta, a conversão deve ser missionária: a força para superar as tentações e as insuficiências, vem da profunda alegria do Evangelho, que está à base de todos os carismas”, disse Francisco. Clique aqui e leia mais sobre a mensagem do pontífice aos Movimentos Eclesiais e às Novas Comunidades.   Emanuele Sales

Moysés nos 25 anos do Projeto Família: Sacramento do matrimônio é serviço à Igreja

O Projeto Família Shalom completou 25 anos no sábado (25). Para comemorar, foi oferecido jantar festivo na sexta-feira, e celebrada Missa no sábado, com mais de 600 pessoas, dentre elas o fundador da Comunidade Católica Shalom, Moysés Azevedo.  O Projeto Família atua na evangelização e formação de casais segundo os valores cristãos autênticos e a orientação segura da Igreja Católica. Criado em 1989, resulta de uma inspiração de Deus dada a Moysés Azevedo, de que o Carisma Shalom deve ser levado a todos. “Obrigado, famílias Shalom, porque vocês não ficaram centralizados em si mesmos, mas se transformaram em famílias evangelizadoras. Vocês não vivem voltados um para o outro e para os filhos, mas compreenderam que o sacramento do matrimônio é um sacramento de serviço na Igreja”, declarou Moysés ao final da Missa. Ele afirmou que, assim como o sacerdócio, o matrimônio é um sacramento de serviço, como consta no Catecismo: “Vocês compreenderam que existem muitas e muitas outras famílias, na nossa cidade, no nosso Brasil e no mundo, que precisam ser evangelizadas, que precisam ter o testemunho de Cristo encarnado na vida de vocês”. O Projeto Família atua em várias cidades onde há missões do Shalom. As principais atividades realizadas são: seminários de vida no Espírito Santo para casais; congressos; cursos de espiritualidade, formação humana e doutrinal; reuniões semanais de grupos de oração; momentos de confraternização e lazer; evangelização de casa em casa. A cofundadora da Comunidade, Emmir Nogueira, enviou mensagem, que foi lida por Moysés: “A divina providência já previa a imensa necessidade de famílias que fossem testemunhas do Evangelho no nosso meio, e suscitou vocês, capacitou-os e os envia cheios de alegria e de esperança para anunciar com a vida a misericórdia do Pai. Eu peço ao Senhor que, juntamente com José e Maria os unja e renove, a fim de que a vontade do Pai para cada homem se realize plenamente. Que o Espírito Santo de amor esteja sempre avivando a chama e o amor incondicional de vocês à Trindade, de quem são reflexo, e à Igreja, na qual são chamados a ser santos”. Os gritos das crianças É comum, durante as Missas na sede do Projeto Família, em Fortaleza, ouvirem-se balbucios, às vezes choros ou gritos de crianças. O que poderia incomodar os participantes, na verdade, evangeliza-os. Na homilia, padre Silvio Scopel destacou a necessidade de se “ler o Evangelho na vida familiar”. Para Moysés Azevedo, o som não é um barulho, é uma música, o som das crianças. “Hoje, no mundo, isso está ausente, o espírito mundano se incomoda”, afirmou. E contou que há algum tempo, em visita à sede do Governo Geral do Shalom, em Aquiraz (CE), um bispo melquita celebrava a eucaristia na pequena capela e ouviu as crianças. Durante a homilia, o visitante exclamou: “Bendito seja Deus, porque vocês são uma Comunidade que aprendeu a rezar tendo ao fundo os gritos das crianças. Que aprendeu e permanece em oração”. “Vocês deixaram a casa se encher de filhos e não se deixaram levar pelo espírito mundano, que oferece conforto, hedonismo, consumismo, mas que não oferece a vida e a felicidade”, destacou o fundador. Jubileu é festa “Foram unânimes os comentários sobre a alegria e o clima leve e descontraído, ou seja, um clima de família. Os casais se divertiram, dançaram, curtiram uma noite a dois e com os irmãos”, afirma Adriana Viana, que coordena com o esposo, Paulo, o Projeto Família em Fortaleza. Sincronizados na coreografia, os casais dançaram “Deus é a nossa alegria”, “Medley alegria” e “Quem espera em Ti”, cantadas pelo ministério de música Shalom. A noite seguiu com show de Carla Tomé e banda. O assistente geral da Comunidade, João Edson falou aos participantes sobre o testemunho de casais novos e famílias novas, testemunhas do amor que os encontrou. Amor gratuito Coordenadores do Projeto Família, Paulo e Adriana contam como foram evangelizados, como casal, e como hoje vivem a experiência de ser “sal” e “luz” no mundo: “O que nos atraiu ao chamado de Deus em nossas vidas foi o amor gratuito que nos cercava a cada momento proporcionado pelo Senhor. A alegria que transbordava no semblante daqueles irmãos que foram ao nosso encontro, o servir espontâneo e incondicional deles era algo que nos chamava muita atenção, mas foi a determinação e a ousadia de um casal, ao nos convidar por três vezes para participar do Seminário de Vida no Espírito Santo para casais, que nos pescou. Vivemos sob uma graça incontestável e superabundante de misericórdia, a cada dia um novo se faz em nossas vidas, um mistério de cruz e ressurreição se completa em nós. Em uma oferta dolorosa e feliz nos tornamos plenamente consagrados a Deus. Já não somos dois, mas seis, e com Cristo no centro. Antes do Seminário de Vida no Espírito Santo éramos casados havia sete anos e não tínhamos nem queríamos filhos. Hoje, temos 16 anos de casados, somos membros com promessas na Comunidade de Aliança Shalom, temos quatro filhos (dois meninos e duas meninas), somos uma família linda e abençoada. Aqui se resume o poder de Deus agindo em nossas vidas e em nosso matrimônio. Hoje levamos essa verdade que nos alcançou a todos os casais e famílias que o Senhor nos confiar, pois entendemos que muito nos foi dado gratuitamente. Somos felizes por tão alta eleição, que o Senhor nos faça fieis até o fim. Shalom do Pai pelas mãos de Maria”.   Emanuele Sales

Moysés no dia de João Paulo II: Renovar oferta de nossas feridas e chagas

Na quarta-feira, 22, a Comunidade Católica Shalom pôde celebrar pela primeira vez a memória do santo cuja bênção, em 1980, consagrou seu nascimento: São João Paulo II. O fundador, Moysés Azevedo, em preces na Missa realizada no Governo Geral da Comunidade, em Aquiraz (CE), renovou sua oferta de vida e a dos membros do Shalom, suplicando a graça de Deus para que a oferta das feridas e chagas, nas chagas de Jesus Cristo, sejam fonte de misericórdia para o mundo. As missões do Shalom no Brasil e em outros países celebraram o pontífice canonizado pelo Papa Francisco neste ano em Missas, momentos de oração e convivência fraterna. “Permanecemos, Senhor, na Tua presença, contemplando Tuas chagas dolorosas e gloriosas, de onde se derramam misericórdia e paz sobre todos nós. Permanecemos na Tua presença, ao lado da Virgem Maria e ao lado de João Paulo II. Contemplamos o Pai e nos enchemos do Espírito Santo, em Ti e Contigo, renovando a oferta da nossa vida, renovando a oferta das nossas dores e alegrias, de nossas feridas e chagas, para que nas Tuas chagas elas sejam fonte, Senhor, de misericórdia para o mundo. Por isso, queremos renovar a oferta de nossa vida, diante deste altar, todos juntos, o façamos”, afirmou Moysés. Após este momento, os missionários que participavam da Missa, com preces espontâneas, renovaram o compromisso de servir a Igreja e “gastar” suas vidas em favor da evangelização, a exemplo de São João Paulo II. O fundador pediu que, pela intercessão do santo e de Nossa Senhora, Deus derrame sobre toda a Comunidade grande onda de misericórdia, que a ultrapasse completamente e a lave de culpas e pecados. “Transforma-nos em ardorosos missionários, discípulos e ministros da Tua misericórdia, que é a nossa Paz”, suplicou. Sob a bênção de um santo Durante Missa celebrada no Shalom da Paz, na capital cearense, o assistente local de Fortaleza, padre Silvio Scopel, destacou a afinidade entre o Carisma Shalom e São João Paulo II, a começar pelo fato histórico que antecedeu em exatos dois anos o surgimento do Shalom. “No início de seu pontificado, quando veio ao Brasil, em 1980, e justamente em 9 de julho, em uma missa celebrada no Castelão, João Paulo II abençoou o Moysés. Nosso fundador diz que ali houve a sua consagração. Ou seja, nós somos frutos de um casamento entre uma entrega de vida, uma oferta de vida, a do Moysés, e uma bênção sobre essa oferta, dada por João Paulo II”, afirmou. Segundo o sacerdote, o Shalom se parece com João Paulo II, e há uma afinidade entre ele e a Comunidade, que é sua filha. “Nós nascemos, como Shalom, sob a benção de um santo. Nossa vocação tem como alvo a santidade e não poderia ser diferente. Hoje, nos compreendemos isso mais do que antes. Temos um motivo a mais para abraçar esse alvo da nossa espiritualidade, também pelo fato de sabermos que nascemos aos pés de um santo”, continuou. Ao propor reflexão sobre a liturgia, Padre Silvio destacou que Deus constituiu a Comunidade sua serva para abrir as portas do Reino a todos os homens e mulheres. Para isso, é necessário, segundo ele, seguir o conselho de João Paulo II: escancarar as portas do coração para Jesus. Misericórdia, missionariedade e amor aos jovens “Nós, que nascemos aos pés de João Paulo II, o que há de tão forte, na nossa espiritualidade que vem por influência dele? Não simplesmente porque o fundador olhou e resolveu imitá-lo, mas porque, de fato, existe afinidade espiritual. Não é João Paulo II que é Shalom, é o Shalom que é filho de João Paulo II”, explicou e apresentou três aspectos dessa afinidade: 1-    A misericórdia. João Paulo II foi o apóstolo da misericórdia, profetizado por Santa Faustina. Em 2012, na Praça de São Pedro, Bento XVI falou à Comunidade Shalom por ocasião dos 30 anos de fundação, encorajando os missionários a ser alegres instrumentos do amor e da misericórdia de Deus. 2-    A missionariedade. Evangelizar o homem do terceiro milênio, através de uma vida peregrina, uma vida missionária foi marca do pontificado do papa polonês. Em quase 27 anos, ele fez 109 viagens apostólicas, visitando 130 países. “Peregrino, missionário incansável, anunciador do amor e da misericórdia. Eis-nos aqui, seu filhos, incansáveis missionários do amor e da misericórdia”, afirmou padre Silvio. 3-    O Amor aos jovens. O papa que criou as Jornadas Mundiais da Juventude e procurou os jovens em todos os lugares do mundo, para comunicar-lhes a glória de Deus, deixou essa herança. “Ele nos deu de presente esse amor”, destacou o sacerdote, fazendo alusão à primazia dos jovens na ação evangelizadora da Comunidade.   Emanuele Sales  

São Francisco de Assis, baluarte da vocação Shalom

Ao avaliarmos a ação de S. Francisco na Igreja, vemos que ela foi muito forte. No momento em que a Igreja vivia uma etapa difícil em sua caminhada, o Senhor fez surgir um homem como S. Francisco, com uma missão muito especial, como uma testemunha viva do amor de Deus para a sua Igreja. Para se ter uma ideia, já fazem aproximadamente 800 anos que S. Francisco viveu na Igreja e ainda hoje ele exerce uma influência muito forte dentro dela. Essa mesma influência nós trazemos dentro da nossa espiritualidade, quando, por exemplo, no começo da nossa caminhada na fé, ainda nos grupos de oração de jovens, nós fomos conduzidos pelo Espírito a ler livros da vida de S. Francisco e tudo aquilo foi falando muito de perto ao nosso coração no mesmo apelo que S. Francisco tinha de se consagrar inteiramente a Deus, de se entregar inteiramente a Ele, de ter uma relação íntima no louvor, no despojamento. Assim Deus começou a gerar em nós uma vocação própria, com características que agiram na vocação de S. Francisco, na missão específica que Francisco tinha no mundo. Então, seguindo mais ou menos essa história e de maneira especial ao livro “Irmão de Assis” do Frei Inácio Larrañaga, que despertou em nós a atenção para os ensinos e para o seu testemunho no meio do mundo e no meio da Igreja, assim podemos dizer que trazemos uma semente de S. Francisco dentro do nosso coração como vocação, como comunidade. S. Francisco foi um homem que encontrou Deus, que teve uma experiência com Jesus Cristo e essa experiência foi tão forte na vida dele que foi capaz de fazer com que ele se despojasse de tudo e de todos para se entregar a Deus, pra se entregar no louvor à Deus, na oração à Deus, no serviço dos mais necessitados… Então esse chamamento forte de S. Francisco, essa entrega radical à Jesus Cristo, muito nos falou e muito nos fala na nossa caminhada. Ele tem uma especial influência na formação da Comunidade, por exemplo: a própria atitude de S. Francisco diante de seu Pai, do bispo e de toda cidade de Assis de tirar sua roupa como sinal de despojamento total, de entregar o seu Pai e dizer: “de agora em diante o meu Pai é Deus, de agora em diante a minha vida está consagrada a ele”. Uma renúncia total, e não somente das coisas ilícitas mas também das coisas lícitas, para poder amar e servir a Deus. Este primeiro toque de São Francisco, esse despojamento nos fala muito de perto. A pobreza que S. Francisco viveu, o chamado dele específico foi único para Igreja. Muitos outros também se sentem chamados assim, mas o nosso caso esse despojamento, essa pobreza de S. Francisco nos influência, para, como leigos no mundo de hoje, como comunidade vocacional leiga, possamos também viver no despojamento. Despojando-se das coisas e das pessoas para poder amar e servir melhor a Deus. Outra característica de S. Francisco que nos fala muito de perto é o louvor. S. Francisco foi um homem que viveu uma dimensão de louvor de maneira toda especial, que louvou a Deus com todo seu ser, seu corpo, com sua alma! A sua oração se resumiu num louvor eterno a Deus e através do louvor S. Francisco entrou numa harmonia profunda com Deus, com os homens e com a natureza. Outra característica de S. Francisco foi a vida de oração. Ele não foi um homem que viveu a mediocridade na vida de oração, mas que soube viver sua intimidade com Deus em profundidade. Toda essa dimensão de mergulhar em Deus, de ter tempo pra Deus, de contemplar a Deus é refletida no chamado de Deus, que nos faz viver e sentir profundamente esse chamado. Além da oração profunda, a própria vida de S. Francisco na Igreja, o chamado feito naquele tempo foi muito interessante. Ele viveu na época do papa Inocêncio III, época em que a Igreja teve mais poder temporal, muitas riquezas. O Papa exercia seu papel de pastor e, ao mesmo tempo, exercia papel de Imperador. No auge do poder temporal da Igreja, surge Francisco de Assis, um homem que renuncia a todo poder temporal, que no começo não foi entendido, não foi compreendido, foi perseguido e até rejeitado mas que, mesmo assim, teve sempre atitude de fidelidade e de obediência ao chamado que Deus lhe fez. Seguindo o caminho de obediência à Igreja e ao mesmo tempo de fidelidade ao chamado que Deus lhe fez, S. Francisco levou em frente sua obra, que foi instrumento de renovação da Igreja. Nós também nos sentimos chamados a viver como instrumentos de renovação da Igreja. A Igreja sempre está se renovando e o Espírito sempre suscita obras renovadoras na Igreja, como suscitou S. Francisco em Assis e hoje suscita o Shalom em Fortaleza e em várias cidades do Brasil. A gente sente que a Renovação Carismática é uma obra, que Deus suscita no interior da Igreja para renovação dela. Como Shalom, de maneira muito especial, também nos sentimos leigos no meio do mundo, chamados a sermos sinais de renovação para a Igreja! Sentimos esse apelo como S. Francisco, muitas vezes nem tão compreendido, as vezes até perseguidos, mas desejosos de servirmos a Igreja na obediência e ao mesmo tempo na fidelidade ao chamado que Deus nos fez. Caminhando assim, S. Francisco soube cumprir o seu papel. Assim também nós queremos saber cumprir o nosso papel neste momento da Igreja. Houve um Concílio com o Papa Inocêncio III do qual S. Francisco participou. O Papa declarou que o sinal dos eleitos era um Tau e que todos aqueles que carregassem esse “Tau” estariam como que caminhando na garantia da sua salvação. Quando S. Francisco ouviu aquilo, imediatamente colocou o Tau no seu pescoço e nunca mais tirou e, por isso, o Tau se transformou num sinal franciscano. A Comunidade tem uma relação com o Tau franciscano pois, como o nosso chamado, a nossa vocação, traz um

Moysés Azevedo convida para Retiro Anual de Sacerdotes

“Alegraram-se ao ver o Senhor” é o tema do Retiro Anual de Sacerdotes, que será promovido pela Comunidade Católica Shalom de 1 a 5 de dezembro de 2014, em Fortaleza (CE). O encontro é destinado a ministros ordenados das dioceses do Brasil e de outros países que desejem renovar seu ministério através de uma experiência com Jesus Cristo Ressuscitado. Os interessados devem se inscrever através do e-mail sacerdotes01@comshalom até novembro. Esta será a terceira edição do encontro, que contará com pregações do fundador da Comunidade, Moysés Azevedo, e da cofundadora, Emmir Nogueira. “Este retiro é uma oportunidade de renovarmos a nossa vida espiritual, fraterna, de renovarmos no Senhor a nossa vida missionária. Como família, nós queremos cuidar bem dos sacerdotes, este grande dom que Deus entrega à Igreja. Sim, nós recebemos tanto através do exercício do ministério sacerdotal de vocês e queremos dar de graça o que de graça recebemos”, afirma Moysés Azevedo, em convite aos sacerdotes. Confira: https://www.youtube.com/watch?v=LTBn3HFM4jA&feature=youtu.be Serviço Retiro Anual de Sacerdotes – “Alegraram-se ao ver o Senhor” (Jo 20,20). Data: 1 a 5 de dezembro de 2014 Inscrições até 28 de novembro através do email sacerdotes01@comshalom.org Valor: R$ 350 – Vagas limitadas Local: Casa de Retiro das Irmãs Josefinas (Av. Frei Cirilo 2915, bairro Messejana, Fortaleza-CE) Mais informações: (85) 9702-7038 e (85) 8157-9937. Falar com Jonci. Emanuele Sales

Moysés Azevedo faz apelo aos jovens sobre as eleições

O fundador e moderador geral da Comunidade Católica Shalom, Moysés Azevedo, fez um apelo aos jovens sobre as eleições que acontecerão no domingo (5). Ele pediu que não votassem a partir de interesses pessoais, egoístas e ideológicos, mas à luz da fé católica, considerando os valores do Evangelho como o principal critério na escolha do candidato. Moysés falou no domingo (28), aos 7,5 mil participantes do Congresso de Jovens Shalom, em Fortaleza. “O Brasil é a ‘Terra de Santa Cruz’. Nossa nação nasceu da Eucaristia e nós, cidadãos do Brasil, e particularmente, católicos, cristãos, jovens, não podemos nos omitir de viver nossa cidadania a partir de nossa fé. A fé não é um assunto privado e individual que não incide em nossa vida, nossa história, nossa sociedade e no nosso mundo”, afirmou o fundador. Segundo Moysés, os valores do Evangelho são o que o povo brasileiro tem de mais nobre e sólido, e a busca incessante deles ajuda na construção de uma sociedade melhor, onde prevaleça os valores cristãos da verdade, justiça, paz, reconciliação, solidariedade, fraternidade e busca do bem comum. “Por isso, nós, neste momento, devemos fazer um apelo grave para que não votemos a partir de nossos interesses pessoais, egoístas e ideológicos, mas votemos à luz de nossa fé. Como Igreja Católica, não estamos aqui para apontar um candidato, para mandar, como em um curral eleitoral”. E destacou que na situação exemplificada as pessoas seriam constrangidas a votar em alguém “escolhido” por uma cúpula e não exerceriam sua liberdade. “Mas estamos aqui para formar e apelar à sua consciência, como cristão, filho de Deus, como um jovem ou adulto evangelizado, que tem compromisso com os irmãos, com a sociedade, com o Brasil. Por isso, na hora de votar, na hora de escolher o seu candidato, seja presidente, seja deputados, senadores, governadores, deixe-se iluminar por sua Fé”, continuou. Ele pediu que os jovens escolhessem homens e mulheres que estejam na política não por interesses mesquinhos nem circunstâncias eleitoreiras, “querendo se servir da política em vez de servir a sociedade através da política”. “Escolha quem esteja, de alguma forma, verdadeiramente comprometido com os valores do Evangelho, da vida, da família, da justiça e do bem comum. Não nos deixemos influenciar nem pressionar por ideologias contrárias ao Evangelho, mas, iluminados pela Fé, possamos colocar no centro do País, da sociedade, das decisões de nossa nação, homens e mulheres que possam nos representar e construir um Brasil conforme a sua vocação original: a ‘Terra de Santa Cruz’. Deixemo-nos iluminar por nossa fé nesse momento tão importante, tão decisivo para nossa nação”, concluiu.   Emanuele Sales

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