O que aprendi sobre a santidade com o Shalom e com o Papa
Confira o primeiro artigo sobre a santidade baseado na Gaudete et Exsultate.
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Consagrado de vida da Comunidade Shalom, Juan não tinha contado a própria história ao Papa na Convenção Shalom, em Roma. Mas parecia que Francisco a conhecia: o filho pródigo havia voltado para casa no Domingo da Misericórdia “Juan, encontrastes o sentido da tua vida na oração, na vida fraterna em comunidade e na evangelização. Ou seja, rezando, compartindo e evangelizando destes conta que tua vida tinha um sentido”, disse o Papa Francisco àquele chileno de 27 anos, da família Léniz Ulloa. Em Roma, naquele 4 de setembro de 2017, Juan depositava novamente a oferta de uma vida consagrada aos pés de Pedro, junto com a Comunidade Shalom. Oração, fraternidade e evangelização são as palavras que formam o tripé do carisma Shalom. Para Juan, essas mesmas palavras proferidas pelo Sumo Pontífice iluminaram novamente o coração do jovem missionário com os raios de misericórdia. O encontro com Francisco era mais um dos grandes presentes dessa misericórdia na vida de Juan. Era um fazer memória de uma vida arrancada de uma realidade que o levaria, mais cedo ou mais tarde, à morte. Infância em Santiago José Miguel e Carmen Glória, mãe e pai de Juan, descobriram que o filho mais novo tinha uma rara doença no estômago que o fazia colocar para fora tudo o que ingeria. Com apenas dois meses de idade, ele estava desnutrido e perto de perder a vida. O pequeno foi batizado e submetido a uma delicada cirurgia. E como uma das primeiras misericórdias de Deus provenientes da fé dos pais, ficou curado. Na paróquia do Sagrado Coração de Jesus (bairro Brasil, centro de Santiago), já com oito anos de idade, Juan começou a acolitar na Missa. “Me sentia em casa, acolhido, não era um lugar estranho, distante”, lembra. Nessa idade também formou o gosto musical. Juan ouvia do hippie chileno ao clássico, herdando as referências dos pais, que viveram a ditadura chilena (1973 a 1990). Na paixão pela música, Juan descobriu o metal que o fez encontrar um talento e um sentido para a vida. Percebendo a habilidade musical do filho, José e Carmen o presentearam com primeira guitarra aos 13 anos de idade. Juan chegou a ter aulas particulares para aprender o instrumento, mas largou e resolveu aprender a tocar sozinho. A aptidão do guitarrista logo se espalhou pela escola Pedro de Valdívia, e as primeiras bandas começaram a se formar. Daí veio a fama e os amigos. Foi um tempo de grande crescimento musical, sobretudo na autoria das letras, que já ecoavam um protesto contra todo tipo de autoridade. A sonhada liberdade O crescimento musical veio com o ônus do distanciamento da religião e a aproximação da bebida: começou bebendo pouco, sempre nas festas. Depois, bebia quase toda semana. Não demorou muito para passar a beber todos os dias. Os pais não encontravam problemas ao ver o filho beber; por outro lado, não sabiam da intensidade que Juan colocava neste divertimento com os amigos. Juan dormia na rua completamente bêbado, com a roupa coberta de vômito, e, em muitas vezes acordava na casa de desconhecidos. A família despertou para o problema em 2008 quando o garoto, então com 15 anos, quase incendiou o apartamento onde morava. Bêbado, colocou fogo no casaco da escola com os amigos. “Foi muito triste vê-lo naquela situação, meu coração doía”, recorda Carmen. Já nessa época, Juan passava dias desaparecido: saía com amigos e não voltava. José Miguel e Carmen tentaram acompanhamento psicológico para o filho. Mas o tratamento não surtiu efeito por três longos anos, o que agravou ainda mais o diagnóstico de fígado gorduroso – estágio anterior à cirrose. Nesse período, o rapaz começou a fumar maconha, deixou o cabelo ruivo crescer e optou pelo ateísmo. “A religião passou a ser um controle que me tirava a liberdade. Eu não acreditava mais em Deus”. Ainda em 2008, o jovem deu início a um projeto original que rendeu um grande sucesso já em 2009: Juan e a banda tinham fã clube e camiseta; tocavam em Santiago, em Viña Del Mar e em muitas outras cidades do Chile. A música dele chegou à Argentina, Peru, Colômbia. Em 2010 entrou na faculdade de pedagogia, mas saiu por conta de bebida. No ano seguinte, decidiu cursar letras inglês, mas o desempenho continuava comprometido pelo vício. Na Semana Santa de 2011, a última do velho Juan, saiu todos os dias para beber muito com os amigos. O lado aberto de Cristo Com a falta de progresso nas consultas e o avanço da cirrose, os Léniz começaram a perder a esperança. “Se ele não mudasse, se não acontecesse alguma coisa, meu irmão iria morrer”, recorda a irmã, Estrela Léniz, dois anos mais velha que Juan. Mas foi em meio ao tormento que Deus se manifestou em providência. A empresa em que José Miguel – arquiteto – trabalhava foi contratada em 2009 ano para reformar os locais que se tornariam o primeiro Centro de Evangelização e a Casa de Missão do Shalom em Santiago. “Achei o projeto interessante: tinha uma lanchonete, uma capela; rapazes e moças viviam juntos”. Morando a uma quadra do Centro, José se aproximou dos missionários que lá chegavam, fez amizades, começou a andar nas noites de louvor da Comunidade. Pouco a pouco foi se deixando ser seduzido por um amor esponsal. Os missionários iam à casa de José e lá conheceram Juan, que os tratava com um certo desdém – durou pouco tempo. Nas vésperas do Domingo da Misericórdia de 2011, o Shalom realizou um encontro, no Santuário Alberto Hurtado, sobre a misericórdia com a comunidade Canção Nova, em Santiago. No mesmo momento em que José e Carmen pediam a Deus o milagre da cura do coração de Juan, o jovem começou a refletir, trancado no seu quarto escuro com paredes repletas de pôsteres satânicos, sobre o verdadeiro sentido da vida. “Não teve nada de místico ou extraordinário naquele momento, mas, olhando hoje, eu sei que o Espírito Santo fez uma efusão, mudou minha mentalidade. Minha família foi instrumento de salvação naquelas
Nem mesmo diante do medo ou da fraqueza.
A Igreja, sendo perita em humanidade, nunca descuidou do desenvolvimento social e econômico do mundo e, em meio à crise de líderes e das ideologias, temos visto que se avolumam graves problemas, especialmente na América Latina.
Obrigada, Papa Francisco por conduzir a Igreja, ofertando também sua vida e nos inspirando a cada dia. Feliz aniversário!! #EuRezopeloPapa
O terremoto de 7,3 graus de magnitude, cujo epicentro foi perto da cidade curda-iraquiana de Halabjah, já aponta cerca de 400 mortes e mais de 6 mil feridos.
“Esse tipo de verme não tem salvação”, “Será que vou para o inferno? Não senti pena nenhuma, pelo contrário, queria que fosse o triplo! ”, “Alguém já fez as contas do quanto o Brasil vai economizar com esse bando de vagabundos mortos? ”, “Queria que houvesse mais coisas deste tipo no Brasil! Seria um favor! “, ”Pena de bandido quem tem que ter é Deus! ”. Estes, foram alguns dos milhares de comentários feitos por internautas nas redes sociais, a fim de opinar sobre a recente chacina na penitenciária de Manaus, resultando na morte de 56 detentos. Por outro lado, o Papa Francisco em Roma se manifesta pedindo orações pelos que morreram na violenta rebelião: “Convido a rezar pelos defuntos e seus familiares, por todos os detentos desse cárcere e por aqueles que trabalham ali. Renovo o apelo para que as prisões sejam lugares de reeducação e reinserção social, e que as condições de vida dos reclusos sejam dignas de pessoas humanas. ” Durante o ano de 2016, tempo em que fomos chamados a viver de perto a virtude da misericórdia, quando o Papa Francisco, sabiamente disse que “a Igreja precisa desse momento extraordinário”, referindo-se ao Ano da Misericórdia. E foram inúmeras catequeses feitas a respeito de tudo que envolvia o “ser misericordioso para misericordiar”, ser mais humano. Porém ao navegarmos pela internet, um espaço disponível para se expor opiniões e argumentos, o quadro é outro. Percebemos de fato como a humanidade sofre da ausência amorosa de Deus. São homens e mulheres, que mesmo ao gozarem de plena liberdade física e de expressão, deixam transparecer pelas grades do embrutecimento de seus corações, uma misericórdia encarcerada pela amargura e o ódio, que brota em cada post. Muitos justiceiros com argumentos tão cruéis, quanto a violência dos fatos. A indiferença, é o principal algoz da misericórdia. Aos poucos vamos nos distanciando dos verdadeiros valores da vida e esquecendo que o próprio Deus criador de todos e de tudo, não faz distinção de pessoas. Vamos deixando de lado as obras de misericórdia, como visitar os presos e ali deixar um conforto, ou até mesmo rezar pelas almas dos fiéis defuntos, como o próprio Papa sugeriu. Além de não fazermos a nossa parte , ainda largamos a misericórdia a mercê de seu carcereiro, nos transformando em autênticos formadores carrascos de opinião, onde nem por um segundo pensamos em nos colocar no lugar dos presos ou se alegrar com a previdência de Deus em nossas vidas.E se fosse eu ou você vivendo esses momentos de terror? Trancamos a misericórdia e soltamos as garras do egoísmo, da mentira, do rancor, da desesperança sem nem sequer abrirmos espaços para uma solução…uma saída. Onde estão mesmo as chaves da cela da misericórdia? Oremos! Angela Barroso
Francisco não só falou/fala de misericórdia, mas ele a vive e nos impulsiona a vivermos também.
Cerca de 40 membros da Comunidade Shalom participaram da vigília com o Papa Francisco na praça de São Pedro no sábado (2). Mais uma vez o pontífice fez um convite à verdadeira experiência com a misericórdia de Deus e à fé que se transforma em obras. “Uma fé que não é capaz de se colocar nas chagas do Senhor, não é fé”, afirmou o Papa. https://www.youtube.com/watch?v=hk2sGyDrTFo Amor do Pai que expressa ternura Papa Francisco falou sobre os sentimentos de amor do Pai, como o abraço dos pais no filho, símbolo de ternura: “O abraço de um pai e de uma mãe com o seu filho. É muito expressiva esta imagem: Deus nos traz a cada um de nós e nos leva até o seu rosto. Quanta ternura contém e quanto amor exprime. Ternura: palavra quase esquecida e da qual o mundo de hoje – todos nós – precisamos. Pensei a essa palavra do profeta quando vi a logo do Jubileu. Jesus não somente leva nas suas costas a humanidade, mas encosta seu rosto ao de Adão, a tal ponto que os dois rostos parecem que se fundem em um só.” Misericórdia transformada em evangelização “A misericórdia não está parada: ela vai à procura da ovelha perdida, e quando a encontra exprime uma alegria contagiante”, disse Francisco. A misericórdia de Deus se transforma em atos, em partilha: “Quantos rostos tem a misericórdia de Deus! Ela se faz conhecer como proximidade e ternura, e por isso também como compaixão e partilha, como consolação e perdão. Quem mais os recebe, mais é chamado a oferecer, a partilhá-los; não pode ficar escondida, nem guardada para si mesmo. É algo que queima o coração e o provoca a amar, reconhecendo o rosto de Jesus Cristo sobretudo em quem está mais afastado, fraco, sozinho, confuso e marginalizado”, destacou o pontífice. Franco Galdino Edição: Emanuele Sales