O verdadeiro diálogo

Não acredito que seja irrelevante o fato de a característica mais marcante do Papa Francisco ser sua abertura pessoal e pastoral ao diálogo. Talvez seja pretensão escrever sobre o diálogo tendo essa figura tão forte hoje, apelando ao diálogo a cada olhar, atitude e pronunciamento. Porém, é notório que vivemos em um período em que a intolerância fala mais alto do que o diálogo. Talvez, exatamente por isso, seja necessário resgatar o seu valor. Um conjunto de monólogos não constrói um diálogo. A palavra diálogo vem do grego dialogos, ‘dia’ significa ‘dois’ e ‘logos’ significa razão, pensamento. Diálogo, portanto, em sua etimologia mais simples, quer dizer duas ideias diferentes. É pressuposto do diálogo lidar com o diferente, estar aberto ao diferente. Não há diálogo formado por ideias semelhantes. É, portanto, entre os portadores das ideias diferentes que há a troca, o cruzamento dos diferentes caminhos, das diferentes perspectivas. Esse cruzamento não necessariamente é o meio termo ou a justa medida aristotélica, um apanhado de um pouquinho de uma ideia e um pouquinho de outra. Da troca há de surgir um novo, um novo caminho, uma nova ideia. Seja em nosso país ou no mundo, abundam exemplos de intolerância e falta de diálogo. São tempos em que a violência parece prevalecer. Em suas formas mais explícitas ou mesmo em suas versões mais sutis, a violência espalha-se e adentra as esferas da vida privada. A carência de diálogo talvez seja uma das expressões mais preocupantes da ascensão da violência. Hoje, o que se observa é um constante movimento de polarização e de fechamento das ideias em grupos, que fazem do encontro com o diferente um embate. As ideias enlatadas, hermeticamente encerradas em seus mundos, mostram-se pouco preocupadas com a realidade. O diálogo é diferente de um embate de ideias, em que uma tem de superar a outra, em que deve haver um vencedor e perdedores. O diálogo necessita de duas atitudes dos sujeitos envolvidos: a abertura de si e a abertura ao conhecimento do outro, é preciso entrar na outra ideia, saber como se estrutura, de onde vem, para onde vai. Essas posturas se baseiam, assim, na reciprocidade. Abre-se tudo o que se traz consigo e se adentra completamente no diferente, nem que seja durante o tempo do encontro com o outro, para que não mais seja o outro um estranho. É preciso abrir-se para que o outro possa nos ver e também iluminar aquilo que nós mesmos não conseguimos enxergar. É preciso adentrar no universo diferente que é o outro para que ele não seja mais estranho e, portanto, para que se quebre toda forma de preconceito, que é o verdadeiro inimigo de qualquer diálogo. Não se deve temer esse duplo movimento de abrir-se e de adentrar no outro. Nesse sentido, é interessante perceber a importância do diálogo na perspectiva da Obra Nova ¹, o novo que Deus quer fazer brotar em nós, como elemento constitutivo da evangelização, da unidade e da contemplação. O papel do diálogo para a evangelização não deve ser negligenciado. O conhecimento do outro, por meio do diálogo, é fundamental para vivermos a evangelização. Precisamos romper com os preconceitos, conhecer o outro, somente assim podemos amá-lo verdadeiramente. O diálogo é pressuposto para a autêntica vivência da unidade. O diálogo pressupõe a existência de ideias diferentes e, por vezes, antagônicas, mas que nunca devem ser apresentadas como únicas e irredutíveis, pois devem ter como critério máximo a Verdade, o Evangelho. Na contemplação, encontra-se a essência sublime do diálogo, o diálogo místico. Rezar é falar com Deus e escutar Deus falar. Saber rezar é também saber dialogar. Em tempos de crescimento da violência, é preciso retomar o caminho do diálogo. É importante começar retomando o diálogo com Deus, mas é imprescindível, como fruto natural da relação com Deus, transbordar para as relações pessoais. Para tanto, temos um grande exemplo no Papa e a riqueza da Obra Nova, que deve transparecer em nossa vida. ¹ Obra Nova: um dos textos basilares da espiritualidade da Comunidade Católica Shalom, “Obra Nova” foi redigido pelo fundador Moysés Azevedo, em 1984. Emanuel Sebag

O Papa e o Espírito Santo

Foi no dia de Pentecostes, recentemente celebrado pela Igreja, que Jesus derramou sobre os discípulos, reunidos no Cenáculo a força do Espírito Santo, a coragem e a parresia. “Todos ficaram repletos do Espírito Santo”, Atos 2,4. E iluminado por esse mesmo Espírito, hospede da alma, que o Papa Francisco em suas homilias, catequeses e formações, está sempre a motivar os fiéis a importância da presença do Espirito Santo em nossas vidas. O Espírito Santo, diz Papa Francisco, é o Mestre interior. “ Ele nos guia para o caminho certo, através das situações da vida. Ele nos ensina a estrada, o caminho. O Espírito Santo nos ensina a segui-lo, a caminhar em suas pegadas. Mais do que um mestre de doutrina, o Espírito é um mestre de vida. ” Em uma de suas catequeses na Praça de São Pedro, o santo padre levou os fieis a se questionarem sobre o Espírito Santo e perguntou: “Estou aberto à ação do Espírito Santo? Peço para que Ele me traga luz, faça-me mais sensível às coisas de Deus? ”. E ainda: “Quantos de vocês rezam todos os dias ao Espírito Santo?”. Então, ensinou aos fiéis esta oração: “Espírito Santo, faça com que meu coração seja aberto à Palavra de Deus, que meu coração esteja aberto ao bem, à beleza de Deus todos os dias”. Segundo o bispo de Roma, devemos cumprir esse desejo de Jesus e orar, todos os dias, ao Espírito de Deus para que Ele nos abra o coração a Jesus. Sem o Espírito Santo, não se pode entender a vida cristã, adverte Francisco em seus ensinamentos. Não seria uma vida cristã, “seria uma vida religiosa, pagã, piedosa, que crê em Deus, mas sem a vitalidade que Jesus quer para seus discípulos. E o que dá a vitalidade é a presença do Espírito Santo em nós”. Por isso, destaca, “um cristão e uma comunidade ‘surdos’ à voz do Espírito Santo, que impulsiona a levar o Evangelho aos extremos confins da terra e da sociedade, torna-se um cristão e uma comunidade de “mudos” que não falam e não evangelizam”. E para animar a comunidade cristã o Papa cita as palavras de São João XXIII: é precisamente o Espírito Santo quem ‘atualiza’ a Igreja: verdadeiramente, precisamente a atualiza e a faz ir adiante. E nós, cristãos, continua a ensinar “ temos que pedir ao Senhor a graça da docilidade ao Espírito Santo. A docilidade a este Espírito que nos fala no coração, que nos fala nas circunstâncias da vida, que nos fala na vida eclesial, nas comunidades cristãs, que nos fala sempre”. Terceira Pessoa da Trindade A propósito da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, confessamos, no Credo:  “Senhor que dá a vida”. O Espírito Santo é “Senhor” quer dizer que é verdadeiramente Deus como o Pai e o Filho; e Ele “dá a vida”, ou seja, é a fonte inesgotável da vida de Deus em nós. É o Espírito que “faz de nós filhos adotivos, é por Ele que clamamos: Abbá, ó Pai!”. Os dons O Catecismo da Igreja Católica nos ensina que dons do Espírito Santo são sete: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. Desde o nosso batismo, o Espírito Santo habita em nossa alma e produz aí os seus frutos e dons para nos conduzir ao amor de Deus e ao serviço dos irmãos. Eles nos ajudam a vencer o pecado e viver de acordo com as leis morais. Eles são indispensáveis à santificação do cristão mesmo na vida cotidiana, e não apenas para as grandes obras. Ângela Barroso

Escola de Líderes: o que significa ‘primeirear, eucaristizar e esperançar’?

Na Escola de Líderes 2015, realizada em Fortaleza de 23 de janeiro a 1º de fevereiro, neologismos tem ajudado os participantes a compreender o protagonismo na ação evangelizadora, ao qual todo cristão é chamado. As pregações e momentos de oração tem favorecido, além do entendimento, a experiência com a ação salvífica de Deus que ‘primeireia’ em nossa vida, nos ‘eucaristizando’ e assim nos permite ‘esperançar’. Confira: No segundo dia de programação, padre Livandro Monteiro, membro da Comunidade de Vida Shalom, ressaltou aos participantes a “Alegria da Misericórdia Divina”. Essa experiência  permite descobrir o amor de Deus infinito, que ultrapassa barreiras, como o sacerdote destacou: “Nós não somos as nossas fraquezas”. Durante a tarde, Gabriela Dias, responsável pela Assistência Apostólica da Comunidade Shalom, abordou durante oficina o anúncio do Evangelho no mundo atual, além de compartilhar sua experiência evangelizadora. Os participantes não se limitaram e demonstraram profundo encanto com a beleza da evangelização. Em suas partilhas, era perceptível um despertar autêntico de corações que anseiam por todas as surpresas que Deus lhes reserva durante o retiro. O terceiro dia teve início com novidades. Durante pregação, com o objetivo de inserir os participantes no mistério da Eucaristia como fonte de Misericórdia, padre Livandro Monteiro aprofundou o neologismo “Eucaristizar”. “A partir do momento em que comungo o corpo e sangue do Senhor, eu sou motivado pela força do mistério e pela fé a me tornar Eucaristia, ser um com Cristo, me transformo em Cristo: Eucaristizar”, afirmou. Isto acontece à medida que “permito Deus ser o centro”, destacou o sacerdote, “pois onde Deus está presente o inferno não encosta”. No decorrer do dia, Leandro Oliveira, membro da Comunidade Católica Shalom, aprofundou a dimensão da evangelização “pessoa a pessoa”. Apresentou a Escola de Evangelização São Felipe Néri e em oficina aprofundou a “abordagem individual” como uma das metodologias utilizadas na Escola. A novidade trazida pelo neologismo “Eucaristizar” e a descoberta deste como um convite particular têm permeado de forma marcante a experiência dos participantes na Escola de Líderes 2015. Juntamente, a proposta de uma evangelização que primeireia os têm despertado para uma ação mais comprometida e eficaz na Igreja. No quarto dia, a Escola de Líderes recebeu Maria Emmir Nogueira, cofundadora da Comunidade Católica Shalom, que abordou o tema “Misericórdia e Vida de Oração”. Emmir recordou a figura de Maria de Magdala como alvo da misericórdia e amor divino, como alguém que soube tão bem usufruir dessas graças. Maria de Magdala descobriu que “cada oração é uma celebração do Amor Esponsal, é um diálogo entre dois apaixonados”. Emmir ressaltou ainda que oração não é uma coisa que fazemos sozinhos. “Quando oramos, Deus também ora. Deus está sempre presente. Ausente estamos nós”, explicou. Durante a tarde, Luciana Peres, que acompanha o planejamento e execução dos grandes eventos da Comunidade Shalom, apresentou o apelo feito pelo Papa Francisco de uma “Igreja em saída”. A partir de sua experiência na organização de eventos, dos quais se destaca o festival de artes integradas Halleluya, a missionária promoveu uma oficina voltada para a “evangelização em massa”. Na oficina, os participantes tiveram a oportunidade de aprender noções básicas de como preparar um evento, reconhecendo assim que toda ação evangelizadora só é frutuosa quando também é fruto. Fruto de um encontro verdadeiro com a pessoa de Jesus Cristo, que se realiza e se promove quando o cristão se decide pela vida de oração. No quinto dia da Escola de Líderes, colaborou Meyr Andrade, membro da Comunidade Católica Shalom e uma das pessoas responsáveis pelo retiro. Com a autoridade da própria vida, Meyr abordou o tema “Misericórdia e o santuário dos nossos irmãos”. A partir de tal metáfora, ressaltou o valor inestimável do outro, principalmente quando pecador. “Nossos irmãos não acabam ali nos seus pecados, não são o que o pecado está estampando”, disse. E, ao citar Moysés Azevedo, afirmou que “o pecado não tem a palavra final”, pois as pessoas precisam do constrangimento da misericórdia e não de rótulos. No decorrer do dia, o seminarista Franco Michel, falou sobre a dimensão “querigmática” necessária na Evangelização. Querigma vem da palavra grega “kerigma” e designa o primeiro anúncio do Evangelho. Franco também apresentou a experiência do itinerário formativo Caminho da Paz, cujo objetivo é conduzir todos aqueles alcançados pela ação evangelizadora da Comunidade à santidade, maturidade da fé e testemunho radical da vivência do Evangelho. Os participantes vislumbram que definitivamente é possível evangelizar de modo ousado, com novos métodos, novas propostas. É notório também o entusiasmo deles em descobrir a via que lhes é reservada por Deus em sua instituição. No sexto dia, a Escola de Líderes Shalom contou mais uma vez com a presença de Emmir Nogueira. Dessa vez, ela falou sobre a relação entre Misericórdia e Esperança. Segundo Emmir, “é preciso, sobretudo, esperançar”, pois a Misericórdia precede a Esperança. Mesmo ao caminhar na escuridão, não devemos “desesperançar”. Jesus já trilhou este caminho pela humanidade, segundo a formadora. “A misericórdia de Deus sempre nos primeireia”, disse. À tarde, Wilde Fábio, missionário responsável pela Secretaria de Artes Shalom, falou sobre a “enculturação” da fé no mundo atual. Ao esboçar desafios e exigências, destacou a arte como via por excelência no diálogo com o homem. Ele explicou que o artista vive uma relação peculiar com a beleza, e que o homem é atraído por esta. Para favorecer essa experiência aos participantes, durante a noite foi promovido show com a banda Missionário Shalom que, a partir do mandato “Ide e evangelizai”, tem por missão ser referencial do Carisma Shalom em sua vida e atividade missionária nas artes. Mariane Freire Edição: Emanuele Sales

Carta de um homossexual ao Papa

Quando o Papa Francisco falou no avião sobre o lobby gay, suas palavras foram acolhidas com polêmica por alguns e com alegria por outros. Mas nesse coro de vozes faltava uma voz… a dos homossexuais. Encontramos no blog italiano “Eliseo do deserto” esta voz, que oferecemos traduzida ao português para os leitores da Aleteia. Queridíssimo Papa Francisco, Eu me chamo Eliseo e lhe escrevo para dizer o quanto o aprecio! Devo admitir que meu coração continuava ligado a João Paulo II até que você chegou: sua história falava à minha história. Quando eu o via e escutava, algo se movia dentro de mim. Sua mensagem em Roma no ano 2000 aos jovens ainda ressoa forte em meu peito. Porque é verdade! Nossa sede de amor, de beleza, de verdade… É a Ele a quem buscamos! Papa Francisco, com sua simpatia, você nos roubou o coração. Eu estava debaixo do balcão (da Basílica de São Pedro) em sua eleição, vivemos o Pentecostes essa noite, no silêncio, nas orações que recitamos juntos, em cada palavra sua. Eu sou um jovem, mais um homem adulto, e sofro impulsos homossexuais. Estou surpreso porque nas manchetes dos jornais falam só do que você falou ou não sobre os gays, esquecendo as belíssimas palavras pronunciadas no Rio. Mas eu quero recordá-las! Você impulsionou os jovens a ir! Também às periferias da existência, ali onde frequentemente enviou os sacerdotes, convidando-os a ter o cheiro das ovelhas. Você falou desses jovens que pressionam para ser protagonistas da mudança e citou Madre Teresa, que dizia para começar por mim e por ti a mudar o mundo. Papa Francisco, quero lhe falar das periferias da homossexualidade; eu descobri três. A primeira é a de quem se descobre homossexual. É a periferia da solidão. Recordo que quando me reconheci homossexual, por um momento minha vista escureceu. Me perguntei por que isso acontecia comigo, recordo que estava indo à missa diária. O jovem que admite ser homossexual se sente um monstro e não sabe com quem falar sobre isso. Os pais? Por que lhes dar um sofrimento tão grande? Os amigos? Chacoteariam de mim. Os sacerdotes? Me diriam que é pecado. Quando falei com Deus, encontrei na Bíblia esta palavra: “Mas aqueles que contam com o Senhor renovam suas forças; ele dá-lhes asas de águia. Correm sem se cansar, vão para a frente sem se fatigar”. É Isaías. Na imagem da força eu li uma promessa. Porque eu pensava que não era varão porque não era forte como os da minha idade. Depois encontrei o valor de falar disso com um sacerdote, e com o tempo a amigos de confiança. A segunda periferia é a homossexualidade de quem é crente. Sim, há também muitos homossexuais que creem em Jesus, mas que não aceitam o que a Igreja diz sobre a homossexualidade e sobre a sexualidade em geral. Não penso neles, mas sim naqueles que, em contrapartida, amam a Igreja e gostariam de seguir seus ensinamentos. A homossexualidade tem um problema fundamental, que leva frequentemente a viver uma sexualidade desordenada e excessiva: as pessoas homossexuais sentem pulsões compulsivas fortíssimas dentro de si, além disso, às vezes podem nascer inclusive sentimentos reais. A proposta da castidade ou do celibato pode parecer um ato de heroísmo, um martírio que só poucos podem enfrentar. Esses homens cada vez são menos, porque o conceito de castidade é cada vez menos compreensível em nossa sociedade, também no âmbito católico. E se não bastasse isso, há também os ataques da própria militância gay, porque os consideram uma espécie de traidores. A terceira periferia são os infernos da homossexualidade. Onde o homossexual perde a dignidade de pessoa humana. São os websites de contatos, uma espécie de escape onde exibir pedaços do próprio corpo para encontrar quem te compre ainda que seja barato. Não se trata sempre de dinheiro, mas do preço da própria dignidade. São as ruas onde de noite se buscam encontros com outros homens que possam preencher os próprios vazios. São os locais gay, como as discotecas ou também esses novos bordéis que se escondem como círculos culturais, onde se pratica todo tipo de depravação. São as manifestações em que se pede dignidade pela própria condição, e em contrapartida se lhe perde. Você nos pede para ir às periferias e que o façamos juntos. Eu ainda sou muito frágil, mas lhe peço que reze para que possa ter força. Quero estar junto a quem está sozinho, para lhe dizer que não perca a esperança em Deus, e creia que é precioso aos seus olhos. A mudança começa por mim e por ti, dizia Madre Teresa. Papa Francisco, tenho esta imagem sua descendo também a essas periferias tão incômodas da existência. Agradeço pela delicadeza com que sempre enfrentou a questão. Você nunca levantou o dedo para dividir a humanidade segundo seus instintos sexuais. Você sabe que o ser humano é algo muito mais complexo e rico. Reze por mim e por todos aqueles que talvez lendo esta carta decidam cruzar o umbral dessas periferias para levar a Boa Nova de Jesus. Eu rezarei por ti, como filho. Um abraço.   Fonte: ACI

Congresso Shalom debate Carta do Papa Francisco

Congresso Shalom debate Carta do Papa Francisco A Comunidade Shalom de Salvador promove o Congresso Shalom. O Papa Francisco tem impressionado o mundo inteiro com seus atos e sua vida. Para quem desejar conhecer um pouco mais do seu pensamento, nada melhor do que aprofundar suas palavras através da sua primeira exortação apostólica, documento oficial, cujo título é “Evangelium Gaudium” ou na tradução para o português: “Alegria  do Evangelho”. Em Salvador, nos dias 20 e 21 de setembro, acontece o Congresso Shalom que debaterá o tema. Os conferencistas serão Dom Murilo Krieger, Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, além do filósofo, teólogo, diácono Livandro Santos. O evento será realizado no ginásio da Universidade Católica de Salvador (UCSAL), no campus da Federação e a inscrição custa R$ 15. Aqueles que desejarem hospedagem, a Comunidade Católica Shalom, promotora do debate, oferece com vagas limitadas e com valor de R$ 20.  A abertura do evento será às 14 horas do sábado, com uma celebração Eucarística. Cerca de 10 caravanas de diferentes cidades da Bahia devem comparecer ao evento, algumas já confirmadas, como Serrinha, Camaçari, Bonfim e Cento Sé. Palestrantes: Dom Murilo Krieger Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil;  Livandro Santos: diácono,  graduado em filosofia e teologia, especialização em Mariologia na Universidade Gregoriana de Roma. Retirados: O serviço de hospedagem oferece comodidade aos participantes que vem de diversas cidades da Bahia. O valor de R$ 20 pelos dois dias do congresso, com direito ao café da manhã e jantar, mas é preciso levar colchonete e objetos de uso pessoal (incluindo roupa de cama).   SERVIÇO Evento: Congresso Shalom 2014 Tema: Exortação Apostólica do Papa Francisco “Alegria do Evangelho” Data: 20 e 21 de setembro de 2014 Hora: Primeiro dia: Das 14h às 20h, segundo dia: 08h às 20h Local: Ginásio da UCSAL – campus Federação Inscrição: R$ 15 Hospedagem: R$20, limitado a preenchimento de 50 vagas. Reservas pelo e-mail:hospedashalom@gmail.com   Outras Informações e inscrições: Casa João Paulo II – Comunidade Shalom: Rua Adelaide Fernandes da Costa, 570 – Costa Azul (Próximo ao Colégio Portinari). Tel: 3013-0130 / 91235754 E-mail:eventossalvador@comshalom.org Site: comshalom.org/salvador Facebook:  shalomsalvadorba Gigliola Sena – Assessoria de comunicação (71) 8199-8663 E-mail: gigliolasena@gmail.com

Moysés: o mundo será transformado pela força do Evangelho, não pelo verniz cristão

“O mundo será transformado pela força do Evangelho, pela força da evangelização, pela força de Cristo, do anúncio da verdade de Cristo. Não pelas forças vãs com verniz cristão”, foi o que afirmou o fundador e moderador geral do Shalom, Moysés Azevedo em pregação no retiro “CACV” de Fortaleza, no domingo (18). Na palestra, ele abordou aspectos da audiência privada que teve com o Papa no dia 14 de fevereiro e o que o encontro com o pontífice significa para a Comunidade. Para o fundador, o encontro com Francisco “tem muito a dizer” ao Shalom sobre a primazia da oração e da graça de Deus na vida e na ação evangelizadora. O pontífice perguntou sobre a presença da Comunidade no mundo, as bênçãos e os desafios, mas também se mostrou atento à vida pessoal de Moysés e, como um bom pastor, perguntou sobre ele, como estava sua espiritualidade. “O que é a prioridade na visão do Papa? A pergunta que ele me fez: ‘Como é a sua vida espiritual?’, já relata a importância que ele dá e a importância que Deus deseja nos dar para a nossa vida espiritual. Entramos um pouco no que o Espírito de Deus deseja nos falar como Comunidade Católica Shalom: a primazia de Deus na nossa vida, a primazia da nossa vida espiritual, da nossa direção espiritual, da nossa vida de oração, da nossa vida sacramental, de estarmos de joelhos diante de Deus, porque sem isso não existe o ser Shalom. Sem isso não existe o ser discípulo de Jesus Cristo. Ser discípulo de Jesus Cristo não é um conjunto de ideias nem um conjunto de doutrinas nem uma filosofia. Ser discípulo de Jesus Cristo é vida! E uma vida que abre espaço para a primazia de Deus. E isso é visível na vida do Santo Padre”, afirmou. Moysés contou que havia preparado um roteiro com os assuntos que levaria ao pontífice. No entanto, o Papa fez a pauta da reunião. Ao falar sobre o pontificado de Francisco, Moysés detalhou as tentações apontadas pelo Papa no encontro com os Bispos da Conferência Episcopal Latino-Americana (CELAM), durante a Jornada Mundial da Juventude no Brasil. São seis as tentações que a Igreja de hoje pode sofrer, como discípulos missionários: reducionismo socializante; ideologização psicológica; proposta gnóstica; proposta pelagiana; funcionalismo; clericalismo. Clique aqui e saiba mais sobre as seis tentações contra os discípulos missionários Segundo o fundador, o discurso do Papa chama atenção de toda a Igreja para não cair na tentação de uma ideologização marxista nem na armadilha reacionária, que aponta e condena, mas deve estar com o foco no anúncio do Evangelho impulsionado por uma autêntica vida de oração. “Você tem de anunciar Jesus Cristo! Sem dúvida, a verdade de Cristo vai contra muitas coisas, de um lado e de outro, mas em primeiro lugar é Cristo, o amor de Cristo, a verdade de Cristo, a misericórdia de Cristo. E é isso o que o Papa Francisco vem nos chamar a atenção: o Evangelho. Não às ideologias, mas o Evangelho. Não contra o aborto simplesmente. Sim contra o aborto, mas a favor da vida. Não simplesmente contra isso, aquilo ou aquilo outro, mas a favor da verdade do homem, a verdade da família. Não a Igreja do ‘não’, mas a Igreja do ‘sim’. Senão, ficamos numa postura reativa, e o Evangelho e Jesus não foram reativos. Jesus foi ativo, não foi reacionário. Jesus manifestou, revelou que há uma novidade muito maior do que essas categorias ideológicas. Reduzir o Evangelho a simplesmente uma bandeira é empobrecer o Evangelho de Cristo”, destacou. Comunhão O CACV de Fortaleza reúne anualmente os membros das comunidades de Vida e de Aliança Shalom que servem na área pastoreada pela Arquidiocese da capital cearense. Moysés relatou que na audiência de 14 de fevereiro, o Santo Padre lembrou-se que já o havia encontrado antes do pontificado, no Sínodo sobre a Eucaristia, em 2005, e durante a Conferência Episcopal Latino-Americana, em 2007. Aos pés do sucessor de Pedro, o fundador reafirmou o serviço incondicional da Comunidade Shalom à Igreja. Emanuele Sales

Oração dos namorados

   A “Oração dos Namorados” foi distribuída na Praça de São Pedro durante o encontro com o Papa Francisco, em 14 de fevereiro. Oração dos namorados Deus Pai, fonte de Amor, Abre nossos corações e nossas mentes para reconhecer em Ti a origem e a meta do nosso caminho de namorados. Jesus Cristo, esposo amado, ensina-nos a vida da fidelidade e do respeito, mostra-nos a verdade de nossos sentimentos, faz-nos disponíveis ao dom da vida. Espírito Santo, fogo do amor, acende em nós a paixão pelo Reino, a valentia de assumir decisões grandes e responsáveis, a sabedoria da ternura e do perdão. Deus, Trindade do Amor, guia os nossos passos. Amém [Encontro com o Papa Francisco em 14 de fevereiro de 2014, dia de São Valentim] Fonte: Aleteia

Papa à Comunidade Shalom: Não tenham vergonha do Evangelho de Cristo

O Papa Francisco pediu hoje à Comunidade Católica Shalom que não tivesse vergonha de anunciar Jesus Cristo e seu Evangelho com alegria, ternura, misericórdia e audácia. O pedido foi feito na manhã desta sexta-feira (14), quando o pontífice recebeu em audiência privada o fundador e moderador da Comunidade, Moysés Louro de Azevedo Filho. “Ele disse: ‘Não tenham vergonha do Evangelho de Cristo, não tenham vergonha de anunciar Jesus Cristo e o seu Evangelho com alegria, com ternura, com misericórdia, com audácia’. Pediu para conhecermos em profundidade e difundirmos a Evangelii Gaudium. Também pediu para continuarmos rezando por ele”, afirma Moysés. O mandato faz eco às palavras do Papa Emérito Bento XVI em 2012, quando se dirigiu à Comunidade Shalom reunida em Roma, após a aprovação definitiva de seus estatutos, encorajando seus membros a serem “alegres instrumentos do amor e da misericórdia de Deus”. “Com o coração agradecido pela acolhida do Santo Padre, relembrei-lhe um pouco da nossa história, de quando muito jovem pude ofertar minha vida e minha juventude aos pés do Papa João Paulo II, em favor da evangelização dos jovens mais distantes de Cristo e da Igreja. Aproveitei a ocasião para dizer ao Papa Francisco: ‘Santo Padre, eu estou aqui para renovar minha oferta de vida diante do senhor, e não só a minha, mas a de toda a Comunidade, de todos estes jovens, famílias, sacerdotes, celibatários que hoje fazem parte da Obra Shalom’. Ele se alegrou, agradeceu e reafirmou a sua confiança na Comunidade.” O encontro com Francisco, que durou cerca de 30 minutos, é considerado “histórico” pelo fundador. Moysés presenteou o Papa com um álbum que traz um pouco da história da Comunidade e seu compromisso de oração com ele mostrando a campanha que fizemos nas redes sociais ‘Eu rezo pelo Papa’. Diz Moysés: “Aproveitei a ocasião e mostrei, no tablet, a página da internet Eu rezo pelo Papa, iniciativa pela qual o Santo Padre, com alegria, agradeceu, e pediu para que continuássemos rezando por ele.” Esta ação tem mobilizado milhares de pessoas de vários grupos, paróquias, comunidades e até de outras religiões. Durante o encontro, Moysés pôde partilhar ainda mais sobre a vida e a missão da Comunidade e reafirmou o serviço incondicional à Igreja. “Disse-lhe que ele poderia contar conosco incondicionalmente em seu pontificado, que contasse com a nossa comunhão de oração, de vida e de missão”, concluiu. Por fim, o fundador agradeceu a Francisco pelo grande dom que ele é para a Igreja e pelo “kairós de misericórdia” (“tempo de misericórdia”) que tem sido o seu pontificado. Segundo Azevedo, o Pontífice afirmou prontamente que a intuição que João Paulo II teve acerca da Divina Misericórdia – inclusive instituindo o Domingo da Misericórdia no segundo domingo da Páscoa – é uma inspiração determinante dentro do seu pontificado, pois é disso que os homens precisam: experimentar a misericórdia de Deus.   Emanuele Sales/ Maria Emília Marega Fonte: ZENIT http://www.youtube.com/watch?v=lyfUE7MpDoc&feature=

Verdadeira felicidade

Fruto do amor de Deus, chamado a vida de Santidade em comunhão com Deus, o homem detêm a atenção da Trindade que não só deseja viver com o homem, mas viver no homem, fazendo nele Sua morada. Neste desejo, Deus vem colocar no coração do homem um lugar que só Ele pode preencher. Em sua liberdade o homem insiste em viver como se Deus não existisse, querendo encontrar motivos para se convencer de que Deus não liga para o Homem, que é indiferente ao homem. Em virtude disso, aquele lugar de Deus, que só o senhor pode preencher, o homem começa a tentar preencher esse vazio em busca da verdadeira felicidade que só Em Deus encontramos. Só em deus há felicidade. Querendo preencher esse espaço vazio com coisa que passam e com felicidades momentâneas, o homem tenda a voltar-se contra a si mesmo, se rebelando contra Deus e conta si. Mas Deus, apaixonado e cheio de amor pelo homem, sua imagem e semelhança, vem ao encontro do homem. Respeitando sua liberdade, Ele o chama, o espera e deseja encontrar-se com o homem. Os homens teimam em buscar Deus fora de si, quando Deus o espera dentro do coração do homem. Ao abrir-se para o toque do Amor de Deus, o homem se encanta, tem sede de Deus e deixa-se se enamora por Deus. É o toque de Deus na alma, que a atrai para si e a conduz por um caminho de e para a felicidade. Não são os homens que de repente mudaram de vida, de mentalidade, de hábitos, começando a fazer o bem, mas é Deus quem agiu na vida do homem através da sua salvação, dada de forma gratuita e, a partir daí o homem pode realizar as boas obras que Deus tem preparado para ele. Boa Nova do Evangelho é vivenciada por Graça de Deus, pelo Dom de Deus e não pelas nossas forças somente. Tudo o que Deus nos pede para viver ele nos deu antes a graça de viver. Nós podemos fazer as boas obras do Evangelho porque fomos salvos e não para alcançarmos a salvação. A sua libertação espiritual, não depende do seu esforço, não provém dos seus próprios meios e forças, mas do “poder de Deus”, da graça de Deus. No cristianismo, a primeira coisa não é o dever, mas o dom. Temos um grande auxilio no caminho ao encontro de Deus. É o Espírito Santo que nos leva a conhecer Jesus e faz com que Jesus viva em nós. É o Espírito Santo que nos transforma, fazendo-nos amar a Deus, viver Sua Palavra e ter Jesus como único Senhor. O Espírito Santo é aquele que nos dá a vida verdadeira, por isto Ele nos faz novas criaturas. Diante de tudo, reflitamos um pouco citando Bento XVI: “O centro da existência, aquilo que dá sentido pleno e firme esperança ao caminho, frequentemente difícil, é a fé em Jesus, o encontro com Cristo”. “Não se trata de seguir uma ideia, um projeto, mas de encontrá-lo como uma Pessoa viva, de deixar-se implicar totalmente por ele e por seu Evangelho” “Jesus convida a não deter-nos no horizonte humano e abrir-nos ao horizonte de Deus, ao horizonte da fé. Ele exige uma única obra: receber o plano de Deus, isto é: “Acreditar naquele que Ele enviou”. Por: Wagner Dantas

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