#PopeASKS: O Papa quer saber mais sobre a Juventude

Já imaginou ser o centro das discussões da Igreja? O Papa Francisco decidiu convocar para outubro de 2018 a 15ª assembleia geral ordinária do Sínodo dos Bispos, dedicada ao tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. A publicação do documento preparatório dá início a um processo de consulta que levará à redação do instrumento de trabalho para a assembleia sinodal. O Vaticano questiona a juventude e com a finalidade de acompanhar os jovens em seu caminho existencial rumo à maturidade, para que, por meio de um processo de discernimento, “possam descobrir seu projeto de vida e realizá-lo com alegria, abrindo-se ao encontro com Deus e com os homens, participando ativamente da edificação da Igreja e da sociedade.”. O documento preparatório propõe uma reflexão em três partes, começando pelas dinâmicas sociais e culturais, passando para a abordagem do “discernimento”, como instrumento que a Igreja oferece aos mais novos para a descoberta da sua vocação. Por fim, são colocados em relevo os elementos fundamentais da pastoral juvenil vocacional. #PopeASKS Projeto desenvolvido pelo Pe. Cleber Faria Silva, assessor Diocesano da Juventude de Patos de Minas (MG), em parceria com a Pastoral Juvenil CNBB, que tem como finalidade despertar nas juventudes o interesse em participar ativamente do Sínodo, respondendo o questionário e encaminhando para a CNBB – Conferência dos Bispos do Brasil. Como orientação a secretaria do Sínodo dos Bispos estabeleceu o final do mês de outubro de 2017 como último prazo para as Conferências Episcopais enviarem as respostas. Para que a Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) cumpra o prazo é preciso que cada Diocese, jovens, grupos, etc. enviem suas respostas para a Secretaria Geral da CNBB até hoje, dia 31 de julho. Assim como as instituições e expressões juvenis tem a liberdade de envia direto para o Vaticano através do site – http://youth.synod2018.va – que foi lançado nesta quarta-feira (14) destinado aos jovens do mundo inteiro de 16 a 29 anos, até 30 de novembro.   FORMULÁRIO DIGITAL  O site inclui um questionário online para os jovens de 16 a 29 anos do mundo inteiro nas línguas italiana, inglesa, francesa, espanhola e portuguesa. As respostas deverão ser enviadas para a Secretaria Geral até 30 de novembro deste ano. 1. ACESSE o site: http://youth.synod2018.va 2. RESPONDA as questões; 3. Prazo final de envio: 30 de Novembro de 2017 FORMULÁRIO IMPRESSO  O material será compilado e enviado para o Vaticano. 1. BAIXE AQUI o formulário em word; 2. RESPONDA o questionário seguindo as orientações; 3. ENCAMINHE o documento em word para o e-mail: synodus@cnbb.org.br 4. Prazo final de envio: 31 de Julho de 2017 Perguntas Frequentes O que é o Sínodo? A palavra “sínodo” vem de duas palavras gregas: “syn”, que significa “juntos”, e “hodos”, que significa “estrada ou caminho”. Logo, o Sínodo dos Bispos pode ser definido como uma reunião do episcopado da Igreja Católica com o Papa para discutir algum assunto em especial, auxiliando o Santo Padre no governo da Igreja. Porque Sínodo dos Jovens? O tema escolhido pelo Papa para o Sínodo de 2018 foi: ‘Os jovens, a fé e o discernimento vocacional’, expressando a preocupação pastoral da Igreja com os jovens, em conformidade com as reflexões das assembleias sinodais recentes sobre a família, além do conteúdo da exortação Amoris Laetitia. Como tenho acesso ao texto preparatório para o Sínodo? – As Edições CNBB lançou a versão impressa e em português do documento preparatório [Acesse Aqui]; – Documento Online no site do Vaticano [Acesse Aqui] Porque precisamos responder a um formulário? Denomina-se “fase de consulta” onde o povo de Deus e principalmente os jovens são convocados pelo Papa a participar ativamente por meio de um questionário e consulta online (posteriormente) onde poderão responder sobre suas expectativas e vida. Quem pode responder o formulário? Todos na faixa etária de 16 a 29 anos. “O Sínodo é para todos os jovens, nenhum deve sentir-se excluído. Vocês são os protagonistas. Mas também os jovens que se sentem agnósticos? Sim! Também os que têm uma fé menos consolidada? Sim, e também os que estão mais afastados da Igreja, os que se sentem ateus” Papa Francisco Qual o prazo de envio do formulário? A orientação da presidência da CNBB é para envia até 31 de julho 2017, no endereço da conferência – synodus@cnbb.org.br. O material será compilado e enviado para o Vaticano. Também as instituições e expressões juvenis tem a liberdade de envia direto para o Vaticano nesse endereço: youth.synod2018.va, até dia 30 de novembro. Fonte: Jovens Conectados      

Papa: superar todas as formas de racismo e de intolerância

“É preciso superar todas as formas de racismo, de intolerância e de instrumentalização da pessoa humana.” Com um tuíte, o Papa Francisco recorda a celebração neste 18 de julho do Dia Internacional Nelson Mandela. Se estivesse vivo, hoje Madiba – como era conhecido – completaria 99 anos. Considerado uma das personalidades mais ilustres do século XX, Mandela morreu em 5 de dezembro de 2013, aos 95 anos. Naquela ocasião, o Papa Francisco enalteceu o firme compromisso demonstrado por Mandela para “promover a dignidade humana de todos os cidadãos do país e forjar uma nova África do Sul construída sobre os pilares da não-violência, da reconciliação e da verdade. “Rezo para que o exemplo do ex-presidente inspire gerações de sul-africanos, para que coloquem a justiça e o bem comum à frente de suas aspirações políticas”, disse o Papa Francisco em telegrama. S. João Paulo II  Ao longo de sua vida, Nelson Mandela encontrou um único Pontífice: João Paulo II. A primeira vez foi em junho de 1990, pouco depois que deixou a prisão, onde transcorreu 27 anos de sua vida. Em setembro de 1995, o Papa polonês visitou a África do Sul, sendo acolhido justamente por Nelson Mandela. Eis as palavras de João Paulo II na cerimônia de boas-vindas, em 16 de setembro: hoje a minha viagem me traz à África do Sul, à nova África do Sul, uma nação que se colocou firmemente no caminho da reconciliação e da harmonia entre todos os seus habitantes. No início da minha visita, desejo homenagear o Senhor, Presidente, que, depois de ter sido uma “testemunha” silenciosa e partícipe do anseio do seu povo à verdadeira libertação, agora assumiu a responsabilidade de inspirar e de desafiar cada um a ter êxito na tarefa de reconciliação e de reconstrução nacional. Apartheid Mais uma menção a Mandela foi feita ao regressar desta viagem, no Angelus de 24 de setembro de 1995 no Vaticano: “Infelizmente, mais uma vez pude tocar com as mãos os problemas deste Continente. A África carrega os sinais da sua longa história de humilhações. Muito se olhou para este Continente somente em nome de interesses egoístas. Hoje, a África pede para ser estimada e amada por aquilo que é. Não pede compaixão, pede solidariedade. Esta mensagem colhi em todos os lugares e, em especial, no encontro com Nelson Mandela, o homem que guiou a superação do apartheid, interpretando o desejo do seu povo, e de toda a África, de renascer na pacificação e na colaboração entre todos os seus filhos”. Bento XVI Bento XVI falou de Mandela ao se dirigir ao novo embaixador da África do Sul junto à Santa Sé, em 29 de maio de 2009. “Ninguém pode duvidar que muitos méritos pelos progressos realizados devem ser atribuídos à extraordinária maturidade política e às qualidades humanas do ex-presidente Nelson Mandela. Ele foi promotor de perdão e de reconciliação e goza de grande respeito no seu país e junto à comunidade internacional.” Maior nome da política sul-africana, Nobel da Paz, Nelson Mandela deixou um legado não só de convivência, mas também de luta e resistência. Primeiro presidente negro eleito da África do Sul, entre 1994 e 1999, cumpriu um só mandato – feito raro na política mundial. Fonte: Rádio Vaticano

Papa: respeito, responsabilidade e relação com o meio ambiente

Respeito, responsabilidade e relação: esses são os três “R” que o Papa Francisco propõe quando o assunto é meio ambiente. Contidas na Encíclica sobre a criação, o Pontífice voltou a citar as três palavras ao dirigir uma mensagem ao II Congresso Internacional “Laudato si e Grandes Cidades”, em andamento no Rio de Janeiro. A mensagem foi endereçada ao Arcebispo emérito de Barcelona e Presidente da Fundação Antoni Gaudi para as Grandes Cidades, Cardeal Lluís Martínez Sistach. Para Francisco, respeito, responsabilidade e relação são três “R” que ajudam a atuar de forma conjunta diante dos imperativos mais essenciais de nossa convivência. Respeito “O respeito é a atitude fundamental que o homem tem de ter com a criação”, escreve o Papa, para que as gerações futuras possam seguir admirando-a e desfrutando-a. De modo especial, Francisco falou “do direito fundamental” à água e advertiu que, se não receber a atenção que merece, se transforma em fonte de enfermidades e sua escassez põe em perigo a vida de milhões de pessoas. Responsabilidade Já a responsabilidade diante da criação constitui uma de nossas tarefas primordiais. “Não podemos ficar com os braços cruzados quando advertimos uma grave diminuição da qualidade do ar ou o aumento da produção de resíduos que não são adequadamente tratados.” Para Francisco, essas realidades são consequência de uma forma irresponsável de manipular a criação e nos chamam a exercer uma responsabilidade ativa para o bem de todos. O Papa lamenta a indiferença e a passividade diante de tantas tragédias e necessidades de nossos irmãos e irmãs. “Cada território e governo deveria incentivar modos de responsabilizar seus cidadãos para que, com criatividade, possam atuar e favorecer a criação de uma casa mais habitável e mais saudável.” Relação O terceiro “R”, a relação, ou melhor, a falta de relação, não é uma característica visível somente nas grandes cidades multiculturais, mas acomete também a zona rural. O fluxo constante de pessoas faz com que as sociedades contemporâneas sejam cada vez mais fechadas e desconfiadas. “A falta de raízes e o isolamento de algumas pessoas são formas de pobreza, que podem degenerar em guetos e originar violência e injustiça. Contudo, o homem está chamado a amar e ser amado, estabelecendo vínculos de pertença e laços de unidade entre todos os seus semelhantes”, recorda o Pontífice. Por isso, é importante que a sociedade trabalhe conjuntamente em âmbito político, educativo e religioso para criar relações humanas mais quentes, “que derrubem os muros que isolam e marginalizam”. Francisco pede o engajamento de grupos, escolas, paróquias, “que sejam capazes de construir com sua presença uma rede de comunhão e de pertença, para favorecer uma melhor convivência e conseguir superar tantas dificuldades”. O Congresso O II Congresso Internacional Laudato Si e Grandes Cidades foi aberto oficialmente na manhã de quinta-feira (13/07), no auditório do Edifício João Paulo II, na Glória. O Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, o Arcebispo emérito de Barcelona, Cardeal Lluís Martínez Sistach, e o representante do Ministério do Meio Ambiente e diretor-presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu Grillo, participaram da mesa de abertura. Refletindo sobre a água, as conferências da manhã foram presididas pelo Arcebispo emérito de São Paulo e Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Cláudio Hummes, e focaram a Laudato Si e Grandes Cidades; a qualidade e tratamento da água; e como obter água de alta qualidade em cidades em desenvolvimento. Na parte da tarde, houve a participação do Cardeal Tempesta e do Rabino Abraham Skorka, sob a condução do professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Miguel Serpa Pereira. Nesta sexta-feira (14/07), será a vez do Pe. Josafá Siqueira SJ apresentar a palestra “Reflexões éticas sobre os problemas relativos à água”. O Congresso encerra-se no sábado (15/07). Fonte: Rádio Vaticano

Papa à FAO: fome não é fatalidade, é consequência humana

“As guerras, o terrorismo, os deslocamentos forçados não são fruto da fatalidade, mas consequência de decisões concretas”, é o que escreve o Papa Francisco na mensagem enviada aos participantes da 40ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que foi inaugurada esta segunda-feira na sede da instituição, em Roma. A mensagem foi lida pelo Secretário de Estado, Card. Pietro Parolin. No texto, o Pontífice afirma que a Santa Sé acompanha com muitas atenção a atividade internacional e quer cooperar para uma real erradicação da fome e da desnutrição, e não somente orientar para favorecer um simples progresso ou objetivos teóricos de desenvolvimento. Pão cotidiano “Todos estamos conscientes de que não basta a intenção de garantir a todos o pão cotidiano, mas que é necessário reconhecer que todos têm direito a ele e que devem, portanto, beneficiar-se do mesmo. Para Francisco, se os contínuos objetivos propostos permanecem distantes, isso depende da falta de uma cultura da solidariedade e de atividades internacionais que ficam ligadas somente ao pragmatismo das estatísticas. Quando um país não é capaz de oferecer respostas adequadas à desnutrição devido a seu grau de desenvolvimento, suas condições de pobreza, mudanças climáticas ou insegurança, é necessário que a FAO e as demais instituições intergovernamentais possam ter a capacidade de intervir especificamente para empreender uma adequada ação solidária. Solidariedade “A partir da consciência de que os bens que Deus Criador nos entregou são para todos, se requer urgentemente que a solidariedade seja o critério inspirador de qualquer forma de cooperação nas relações internacionais.” A fome e a desnutrição, reforçou o Papa, não são fenômenos naturais ou estruturais de determinadas áreas geográficas, mas o resultado de uma complexa condição de desenvolvimento, causada pela inércia de muitos ou pelo egoísmo de poucos. Fatalidade “As guerras, o terrorismo, os deslocamentos forçados não são fruto da fatalidade, mas consequência de decisões concretas”, escreve ainda Francisco, afirmando se tratar de um mecanismo que castiga principalmente as categorias mais vulneráveis, excluídas não só dos processos produtivos, mas também obrigadas a deixar suas terras em busca de refúgio e esperança de vida. O Papa também lamentou as ajudas cada vez mais reduzidas aos países necessitados. A respeito, o Pontífice anuncia a contribuição da Santa Sé ao Programa da FAO para fornecer sementes às famílias rurais que vivem em áreas onde se somaram os efeitos dos conflitos e das secas. Este gesto se acrescenta ao trabalho que a Igreja leva avante segundo a própria vocação de estar ao lado dos pobres da terra. Objetivo inadiável Por fim, Francisco cita a Agenda para o desenvolvimento 2030, em que se reitera o conceito de segurança alimentar como objetivo não adiável. “Mas somente um esforço de autêntica solidariedade será capaz de eliminar o número de pessoas desnutridas e sem o necessário para viver. Trata-se de um desafio ao qual a Igreja se sente engajada na primeira linha”, escreve ainda o Papa, fazendo votos de que as sessões da Conferência possam dar um novo impulso à atividade da Organização. Papa na FAO em 16 de outubro Ao concluir a leitura da mensagem de Francisco, o Cardeal Parolin anuncia que o Papa visitará novamente a sede da FAO em 16 de outubro, por ocasião do Dia Mundial da Alimentação, que este ano propõe a refletir sobre o tema “Mudar o futuro da migração”. O Pontífice visitará a sede da FAO a convite do Diretor-Geral, José Graziano da Silva. Reunião bienal A 40ª Assembleia Geral da Fao será realizada de 3 a 8 de julho. Trata-se do máximo órgão de governo da instituição e se realiza a cada dois anos. A finalidade é reunir os Estados-membros para examinar e votar o Programa de trabalho proposto pelo Diretor-Geral (que desde 2011 é o brasileiro Graziano) e debater questões alimentares e agrícolas. Um dos pontos mais salientes da 40ª Conferência é como passar do compromisso à ação com para alcançar a Fome Zero. Este ano participam do evento mil participantes, incluindo 70 ministros, 15 vice-ministros e um Presidente. O Papa Francisco visitou a sede da FAO em 2014. Já em 2016, o Pontífice visitou o Programa Alimentar Mundial (PAM), com sede também em Roma. Fonte: Rádio Vaticano

Papa Francisco sai do Vaticano e visita Bozzolo e Barbiana

O Papa Francisco visitou na manhã desta terça-feira duas localidades italianas, centro e norte do país, Bozzolo e Barbiana. O Santo Padre chegou de helicóptero a Bozzolo por volta das 9h15, onde foi acolhido pelo bispo de Cremona, Dom Antônio Napolioni, pelo prefeito da cidade e por muitos fiéis. Em seguida, na Paróquia de São Pedro, Francisco se deteve em oração diante do túmulo de Padre Primo Mazzolari, e na sequência fez um discurso aos fiéis. Depois se transferiu para Barbiana, onde chegou às 11h15 da manhã (hora local). Ali foi acolhido pelo Cardeal Giuseppe Betori, Arcebispo de Florença e pelo prefeito da cidade. Francisco visitou o túmulo de Padre Lorenzo Milani e depois diante da igreja da cidade fez um discurso aos fiéis. O Papa retornou ao Vaticano às 12h30. Às vezes incômodo No seu primeiro discurso em Bozzolo o Santo Padre destacou que ele foi a Bozzolo e depois Barbiana como peregrino nas pegadas de dois párocos que deixaram um rastro de luz, às vezes “incômodo”, no seu serviço ao Senhor e ao povo de Deus. Eu disse muitas vezes – iniciou Francisco – que os párocos são a força da Igreja na Itália. Quando são as faces de um clero não-clerical, eles dão vida a um verdadeiro “magistério dos párocos”, que faz muito bem a todos. Padre Primo Mazzolari foi chamado de “o pároco da Itália”; e São João XXIII saudou-o como “a trombeta do Espírito Santo, na Baixa padana”. O rio, a casa, a planície Depois de descrever a personalidade de Padre Primo e a sua formação derivada da rica tradição da “terra padana” o Papa meditou sobre a atualidade da sua mensagem tendo como pano de fundo três cenários: o rio, a casa, a planície. O rio é uma esplêndida imagem, que pertence à minha experiência, e também a de vocês, disse o Papa. Padre Primo desenvolveu o seu ministério ao longo dos rios, símbolos da primazia e do poder da graça de Deus que escorre incessantemente para o mundo. A sua palavra, pregada ou escrita, buscava clareza de pensamento e força persuasiva na fonte da Palavra do Deus vivo, no Evangelho meditado e rezado, encontrado no Crucificado e nos homens, celebrado em gestos sacramentais não reduzidos a mero ritual. Padre Mazzolari, pároco em Cicognara e Cocoon, não se protegeu do rio da vida, do sofrimento de seu povo, que o plasmou como pastor sincero e exigente, antes de tudo consigo mesmo. Ao longo do rio aprendia a receber todos os dias o dom da verdade e do amor, para ser seu portador forte e generoso. Família de famílias Já a casa, (a grande casa) na época de Padre Primo, era uma “família de famílias”, que viviam juntas nestes férteis campos, também sofrendo misérias e injustiças, à espera de uma mudança, que depois resultou no êxodo para as cidades. A casa nos dá a ideia de Igreja que guiava Padre Mazzolari. Também ele pensava em uma Igreja em saída, quando meditava para os sacerdotes com estas palavras: “Para caminhar é preciso sair de casa e da Igreja, se o povo de Deus não vem mais a nós; e ocupar-se e preocupar-se também de suas necessidades que, apesar de não serem espirituais, são necessidades humanas”. O cristão se distanciou do homem, e o nosso discurso não pode ser compreendido se antes não o introduzimos por este caminho, que parece ser o mais distante mas é o mais seguro. […] para fazer muito, é preciso amar muito”. A paróquia é o lugar onde cada homem sente ser esperado, um “lar que não conhece ausências”. Padre Mazzolari foi um pároco convicto de que “os destinos do mundo se amadurecem nas periferias”, e ele fez de sua própria humanidade um instrumento da misericórdia de Deus, à maneira do pai da parábola evangélica. Pároco dos distantes Ele foi justamente definido “o pároco dos distantes”, – disse ainda Francisco – porque ele sempre os amou e os procurou. Ele não se preocupou em definir um método de apostolado válido para todos e para sempre, mas de propor o discernimento como maneira de interpretar alma de cada homem. Este olhar misericordioso e evangélico sobre a humanidade levou-o também a dar valor à necessária gradualidade: o sacerdote não é alguém que exige a perfeição, mas que ajuda a todos a darem o melhor. O terceiro cenário é o da grande planície. Quem – disse o Papa -, acolheu o “Discurso da Montanha” não tem medo de avançar, como um andarilho e testemunha, na planície que se abre, sem limites tranquilizadores. Jesus prepara seus discípulos para isso, levando-os através da multidão, entre os pobres, revelando que o pico é alcançado na planície, onde se encarna a misericórdia de Deus. À caridade pastoral de Padre Primo se abriram muitos horizontes, nas situações complexas que enfrentou: as guerras, os totalitarismos, os confrontos fratricidas, a fadiga da democracia em gestação, a miséria de seu povo. Encorajo todos vocês, irmãos sacerdotes, – disse Francisco – a ouvirem o mundo, aqueles que vivem e trabalham nele, para responder a todas as questões de sentido e de esperança, sem medo de cruzar desertos e áreas de sombra. Assim, podemos tornar-se Igreja pobre para e com os pobres, a Igreja de Jesus. Francisco concluiu com um pedido: “que o Senhor, que sempre suscitou na Santa Mãe Igreja pastores e profetas segundo o seu coração, ajude-nos, hoje, a não ignorá-los novamente. Porque eles viram longe, e segui-los nos teria poupado sofrimentos e humilhações. Fonte: Rádio Vaticano

Vaticano publica questionário dirigido aos jovens para preparar Sínodo 2018

A Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos disponibilizou aos jovens um questionário online para reunir dados para o trabalho de preparação da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. Segundo informa o site do Sínodo, disponível a partir desta quarta-feira, “o objetivo deste questionário, dirigido aos jovens de todo o mundo de 16 a 29 anos, é dar a oportunidade para eles serem ouvidos, expressarem-se e contarem quem são e o que querem que os outros saibam sobre eles”. O próximo Sínodo dos Bispos, que tem como tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, será celebrado em outubro de 2018 e tentará estabelecer os pilares da atividade pastoral da Igreja com os jovens. O documento Preparatório do Sínodo estabelece que a relação dos jovens com as novas tecnologias e a grande conectividade que caracteriza a sociedade onde crescem e se formam como pessoas será um dos principais eixos dos debates. Entre outros temas, o questionário divulgado pela Santa Sé pergunta quais possibilidades os jovens de hoje têm para influenciar nas eleições públicas do seu país; se os jovens devem ter um papel ativo na política do país; que influência a família, os amigos, a escola, os meios de comunicação e a formação religiosa tiveram em seu crescimento pessoal. Outras perguntas são: para que serve o estudo na escola, qual a idade certa para ter filhos; se querem ter filhos e quantos; o que pensam de deixar a casa dos pais e com que idade; se acreditam em algum tipo de religião; e que influência têm as redes sociais em suas vidas. Fonte: ACI Digital

Primeiro Dia Mundial dos Pobres: caridade e solidariedade

Foi publicada, na manhã desta terça-feira (13/6), no Vaticano, a Mensagem do Papa para o Primeiro Dia Mundial dos Pobres, que tem como tema: «Não amemos com palavras, mas com obras». O Dia Mundial dos Pobres foi instituído por Francisco, na conclusão do Ano Santo extraordinário da Misericórdia, com uma Carta Apostólica intitulada “Misericórdia e mísera”. A celebração, sinal concreto” do Ano Jubilar, se realizará no XXXIII Domingo do Tempo Comum, que este ano cai em 19 de novembro. O Papa inicia sua Mensagem, com a citação evangélica do tema central: «Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdade». Estas palavras do apóstolo São João – diz Francisco – são um imperativo do qual nenhum cristão pode prescindir. A importância do mandamento de Jesus, transmitido pelo “discípulo amado” até aos nossos dias, tem pleno sentido diante das palavras vazias que saem da nossa boca. O amor não admite álibis: quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres. Aliás, é bem conhecida a forma de amar do Filho de Deus: “Ele nos amou primeiro, a ponto de dar a sua vida por nós”. Deste modo, a misericórdia, que brota do coração da Trindade, se concretiza e gera compaixão e obras de misericórdia pelos irmãos e irmãs mais necessitados. Neste sentido, o Santo Padre fez diversas referências da vida de Jesus, que ecoou, desde o início, na primeira Comunidade eclesial, que assumiu a assistência e o serviço aos pobres, com base no ensinamento do Mestre, que proclamou os pobres “bem-aventurados e herdeiros do Reino dos Céus”. Contudo, aconteceu que alguns cristãos não deram a devida atenção a este apelo, deixando-se contagiar pela mentalidade mundana. Mas, o Espírito Santo soprou sobre muitos homens e mulheres que, de várias formas, dedicaram toda a sua vida ao serviço dos pobres. O Papa recordou que, nestes Dois mil anos, numerosas páginas da história foram escritas por cristãos que, com simplicidade e humildade, se colocaram a serviço dos seus irmãos mais pobres. Aqui, citou alguns nomes que mais se destacaram na caridade, como São Francisco de Assis, testemunha viva de uma pobreza genuína. O Santo Padre lembra que, para os cristãos, discípulos de Cristo, a pobreza é, antes de tudo, uma vocação; é seguir Jesus pobre; é o metro para avaliar o uso correto dos bens materiais. O nosso mundo, muitas vezes, não consegue identificar a pobreza dos nosso dias, com suas trágicas consequências: sofrimento, marginalização, opressão, violência, torturas, prisão, guerra, privação da liberdade e da dignidade, ignorância, analfabetismo, enfermidades, desemprego, tráfico de pessoas, escravidão, exílio e miséria. A pobreza é fruto da injustiça social, da miséria moral, da avidez de poucos e da indiferença generalizada! Diante deste cenário, não se pode permanecer inertes e resignados, afirmou Francisco. Todos estes pobres – como dizia o Beato Paulo VI – pertencem à Igreja por “direito evangélico” e a obriga à sua opção fundamental. Por isso, o Papa conclui sua Mensagem para o Dia Mundial dos Pobres convidando toda a Igreja a fixar seu olhar, neste dia, a todos os estendem suas mãos invocando ajuda e solidariedade. Que este Dia sirva de estímulo para reagir à cultura do descarte, do desperdício e da exclusão e a assumir a cultura do encontro, com gestos concretos de oração e de caridade, para uma maior evangelização no mundo. Os pobres – diz por fim Francisco – não são um problema, mas “um recurso para acolher e viver a essência do Evangelho”. Fonte: Rádio Vaticano

Papa recebe Trump e lhe dá de presente Encíclica Laudato sì

Com um aperto de mão e um sorriso de ambos, começou na manhã desta quarta-feira (24/05) no Vaticano o primeiro encontro entre o Papa Francisco e o Presidente dos EUA, Donald Trump. Atravessando uma cidade blindada desde sua chegada, na noite de terça-feira (23/05), Trump deixou a Villa Taverna, residência do embaixador dos Estados Unidos onde estava alojada sua delegação, e chegou ao Pátio de São Dâmaso às 08:20 (03:20 em Brasília), sob fortes medidas de segurança e uma comitiva presidencial de dezenas de automóveis. O Presidente entrou no Estado do Vaticano através da porta do Perugino, depois de seguir pela Via da Conciliação sob os olhos de centenas de passantes e fiéis que estavam a caminho da Praça São Pedro, para participar da audiência geral. Trump estava acompanhado de sua esposa, Melania, a filha mais velha, Ivanka, o genro, Jared Kushner, e uma delegação de cerca de 20 pessoas, 12 das quais entraram no Palácio e estiveram com o Papa. A audiência particular, a portas fechadas, na biblioteca privada, começou às 8h33 (3h33 em Brasília) e durou 27 minutos. Foi possível ouvir Trump referir que esta era uma ‘grande honra’. Durante a audiência, esposa e filha do Presidente dos EUA visitaram a Capela Paulina e a Sala Regia, e depois aguardaram conversando com a delegação e representantes do Vaticano em uma sala adjacente. Em seguida, a comitiva foi chamada para o momento da troca de presentes e os habituais cumprimentos diante dos fotógrafos. O Papa ofereceu a Donald Trump as edições em inglês da mensagem para o Dia Mundial da Paz 2017 – dedicada à não-violência -, assinada especialmente para o Presidente dos EUA; das exortações “A Alegria do Evangelho” e “A Alegria do Amor”, sobre a família; bem como do documento sobre o cuidado da casa comum, a carta encíclica “Laudato sí”, que abrange a questão ecológica. Como é tradição em audiências a Chefes de Estado, Francisco ofereceu também um medalhão do seu Pontificado com dois ramos de oliveira entrelaçados, símbolo da paz que se sobrepõe à guerra, explicando detalhadamente o seu significado. Por sua vez, o líder estadunidense presenteou o Papa com uma coletânea dos cinco livros escritos por Martin Luther King e uma peça do monumento de granito que honra o ativista afro-americano em Washington e uma escultura de bronze. Um dos livros, “The Strength to Love” (“A Força do Amor”, 1963), traz a assinatura de Luther King. De acordo com nota da Casa Branca, a peça do monumento em granito é uma “homenagem à esperança, visão e inspiração do ativista para as gerações vindouras”. Com a peça e os livros, Trump também entregou uma cópia do discurso que o Papa ofereceu a uma sessão do Congresso dos EUA em setembro de 2015, na qual foi celebrado o legado de Luther King. Já a escultura de bronze foi feita à mão por um artista estadunidense não-identificado e representa “a esperança de um amanhã pacífico”, pois evoca dois valores universais: a unidade e a resistência, ainda segundo a Casa Branca. Antes das fotografias, Francisco cumprimentou com cordialidade Melania Trump, a quem perguntou “se já haviam comido uma pizza” e abençoou um terço que a esposa do Presidente tinha nas mãos. Também a filha, Ivanka, disse algumas palavras ao Papa, que a ouviu em silêncio. Depois de se despedirem do Pontífice, Trump e sua delegação, incluindo o Secretário de Estado, Rex W. Tillerson, e o conselheiro de Segurança Nacional, H. R. McMaster, se reuniram com o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, acompanhado por Dom Paul Gallagher, secretário do Vaticano para as relações com os Estados. Segundo a programação, o Presidente e toda a delegação visitou a Capela Sistina e a Basílica de São Pedro; e na sequência, a primeira-dama foi até o Hospital Pediátrico do Menino Jesus, propriedade da Santa Sé, enquanto a filha, Ivanka, seguiu para a Comunidade de Santo Egídio, no bairro de Trastevere. Fonte: Rádio Vaticano

Você sabe o que é Economia de Comunhão?

Conheça o projeto que nasceu no Brasil e tem como grande entusiasta o Papa Francisco No último dia 4 de fevereiro, o papa Francisco recebeu no Vaticano um grupo de pessoas ligadas a um movimento cultural e econômico chamado Economia de Comunhão – “um projeto no qual estou sinceramente interessado desde há muito tempo”, disse o papa. Nascido no Brasil em 1991, o projeto tem um objetivo claro: produzir riquezas em prol de quem se encontra em dificuldade e fomentar uma nova cultura em que a economia não esteja atrelada ao individualismo e ao crescimento das desigualdades. Originada no seio dos Focolares, um movimento de inspiração cristã fundado pela italiana Chiara Lubich em 1943, a Economia de Comunhão reúne empresas que se comprometem a empregar o seu lucro em favor de três causas: o sustento daqueles que se encontram em necessidade, projetos de formação cultural e de incentivo ao empreendedorismo e o incremento da própria empresa. Foi durante uma visita ao Brasil, com o contato com as periferias de São Paulo que Chiara, inspirada pela encíclica Centesimus Annus, de João Paulo II, que havia sido publicada recentemente, deu início à Economia de Comunhão. A comunhão de bens, valor vivido no Movimento dos Focolares desde a sua fundação, era assim traduzida para o mundo do empreendedorismo. “O que fez Chiara Lubich propor a Economia de Comunhão foi o desconforto que ela sentia diante da pobreza e da desigualdade social”, diz a professora universitária curitibana Maria Helena Fonseca Faller, presidente da Associação Nacional por uma Economia de Comunhão (Anpecom). Ela estava sentada próxima ao papa na audiência de fevereiro e saudou-o em nome das pessoas envolvidas com o projeto no Brasil. Aqui, a Economia de Comunhão está presente em 177 empresas de 12 estados. No mundo todo, são mais de 800 empresas. “O que diferencia os empresários da Economia de Comunhão é a vontade pessoal e concreta de fazer algo pelas pessoas que sofrem com a pobreza”, diz Maria Helena. “Não é uma questão ingênua. Sabemos que a erradicação da pobreza é um objetivo de longuíssimo prazo e está a décadas ou séculos de distância. Mas precisamos trabalhar com uma perspectiva”, afirma. As empresas ligadas ao movimento comprometem-se, em vista da superação da pobreza e da consolidação de um novo estilo de vida, com a disseminação de uma cultura de comunhão, com projetos de incentivo ao empreendedorismo – especialmente para jovens de baixa renda – e de superação de situações de vulnerabilidade econômica. Além disso, buscam meios de exercer a gestão de forma mais participativa e de humanizar as práticas de mercado. A ideia é que uma nova cultura fundamentada em um novo jeito de enxergar o outro torne-se a base de novas relações com os funcionários, os clientes, os fornecedores e os competidores. “Não adianta trabalhar só com os efeitos da pobreza. É preciso começar a trabalhar com uma mudança de cultura, criando novas formas de se construir a economia de mercado”, explica Maria Helena. “O nosso objetivo é a mudança cultural”. Foi justamente o que o papa reforçou em seu discurso no encontro com os membros de Economia de Comunhão, dizendo que “é preciso apostar na mudança das regras de jogo do sistema econômico-social”. “Quando o capitalismo faz da busca do lucro o seu único objetivo, corre o risco de se tornar uma estrutura idolátrica, uma forma de culto”, disse Francisco. “Se quiser ser fiel ao seu carisma, a Economia de Comunhão não deve apenas curar as vítimas, mas também construir um sistema no qual haja cada vez menos vítimas, onde na medida do possível elas deixem de existir”, alertou. “Mediante a vida de vocês, vocês demonstram que economia e comunhão se tornam melhores quando uma está ao lado da outra. Melhor a economia, sem dúvida, mas melhor também a comunhão, porque a comunhão espiritual dos corações é ainda mais completa quando se torna comunhão de bens, de talentos e de lucros”, disse o papa. Fonte: Aleteia

Moysés Azevedo no Congresso Shalom Recife: “Se deixem alcançar pela misericórdia!”

Por Gean Carlos França   Missa, louvor, pregação e uma adoração ao Santíssimo, marcaram o primeiro dia do Congresso Shalom Recife, cujo tema é Misericordiados para misericordiar. Já na homilia, o frei Adalgizo, presidente da celebração eucarística, falava o quanto a liturgia do dia já introduzia bem a temática do evento. “Que esse congresso possa fortalecer a fé de vocês, que vocês possam sair desse espaço convictos da missão, ou ainda mais, conscientes dá missão de vocês; misericordiados, aqueles que foram contemplados pela misericórdia, para misericordiar, para ser canal da graça de Deus”, exortou o religioso. Na sua primeira alocução no Congresso, Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Shalom, explicou o que é e qual a dinâmica da misericórdia Divina. ‘‘O que é misericórdia? ‘Misere’ é miséria, e ‘cordis’ coração. Deus coloca o seu coração divino em nossa miséria humana, e a miséria humana mais profunda é o nosso pecado! O seu e o meu! É ali que a misericórdia divina deseja nos alcançar. A misericórdia nos alcança em nossas feridas. Jesus vem para colocar seu coração em nossa miséria, para nos salvar.”   ‘‘Nas sagradas escrituras existem 2 termos bíblicos que o Papa Francisco gosta de retomar referentes a misericórdia – continuou Moysés. O primeiro termo na Bíblia, em hebraico, é Harami; e o segundo, Hesed. Mas o que significam? Harami significa a expressão do amor de Deus e que Ele gosta de comparar a uma versão feminina, aquele amor de entranhas, de mãe; Lembra a passagem de Isaías que questiona: ‘Pode uma mãe se esquecer de um filho que gerou?’ Harami é esse tipo de amor misericordioso, um amor de entranhas, de vísceras. A mulher abre espaço dentro de si para gerar outro ser, e se alegra com ele, sofre com ele, a ponto de estar disposta a tudo, a dar de si e, se preciso, dar a sua própria vida! E Deus nos ama assim!’’, prosseguiu. Moysés continuou falando da outra dimensão do amor misericordioso: o Hesed. ‘‘É o amor em sua dimensão mais masculina, paterna. É o amor que é fidelidade, como um pai que é fiel e que está pronto para perdoar sempre’’, explicou. ‘‘Hesed significa aliança, a aliança de Deus com seu povo. Nós queremos ser fiéis, mas nem sempre conseguimos. Mas o Amor Hesed de Deus é tão grande que ele nos diz: ‘Eu serei Hesed por mim e por ti! Se tu quebrares a aliança, o meu amor te sustentará, te reanimará, como um pai caminha com seu filho. E se você não souber caminhar, como um pai, Eu te ensinarei, te levantarei.’’’ Misericórdia: uma experiência daqueles que se rasgam Moysés esclareceu, então, o que é necessário para viver uma experiência com a misericórdia divina, reforçando a importância do reconhecimento pessoal de cada um como um pecador e necessitado da graça do Pai. ‘‘Para sermos misericordiados, a gente precisa de um receptáculo. E qual o receptáculo da misericórdia em nossa vida? O nosso pecado! É ele o lugar onde a misericórdia age. Para sermos alcançados precisamos compreender que muitas vezes escolhemos mal, erramos! Quebramos a nossa cara, ferimos a nós mesmos e aos outros. Sentimos a dor em nós e não a transferimos a ninguém, porque foi eu que escolhi, eu que pequei, eu que fraquejei.’’ ‘‘Quanto mais se abafa uma ferida, mais ela se torna podre, ela gangrena. Por isso que é uma graça reconhecer nossa miséria e expor diante de Deus, ser transparentes. A dor é necessária para sermos curados! Essa dor do ‘Pequei, Senhor!’. E, rápido, o Amor de Deus vem, cura e salva. É preciso tocar nas misérias, sentir a dor dos pecados, nos arrepender e fazer a experiência da misericórdia! Rasgue-se, ou você nunca será visitado pela misericórdia!’’, concluiu. Misericordiados: novas criaturas  “Meus irmãos, quando nos confessamos sinceramente, Deus perdoa os nossos pecados e Ele esquece. A gente não esquece, mas Deus esquece, cancela. E nós somos uma nova criatura, o que ficou para trás, ficou para trás. Deus diz: eu jogarei os vossos pecados no fundo do mar. Deus nos dar a chance de recomeçar. Você é uma nova criatura, o problema é que a gente não acredita nisso, não tomamos posse da graça que Deus dar. A misericórdia não nos remenda, mas nos recria. Nós somos uma nova criatura. Como aquele pai que vai levantando, levantando até o filho ficar de pé. A misericórdia faz isso, nos capacita para uma vida nova, real, concreta.” Misericordiar: um dever   Moisés seguiu explicando que ao recebermos a misericórdia somos impulsionados a misericordiar. “A misericórdia é uma ação de Deus benevolente. Deus que é misericordioso comigo, Deus que misericordia, nós que precisamos ser misericordiados, precisamos fazer uma experiência com a misericórdia de Deus, para misericordiar, agir com misericórdia como somos misericordiados. É isso que vamos falar nesse final de semana: misericordiados para misericordiar. Só pode dar a misericórdia de Deus quem experimentou da misericórdia. É fazendo misericórdia que podemos misericoridar. Se deixem misericordiar, se deixem alcançar pela misericórdia, com um coração reto e sincero, se deixem alcançar!”, finalizou.

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