Dia Mundial do Pobre: amar em atos

Para atender ao chamado do Papa Francisco “à Igreja inteira e aos homens e mulheres de boa vontade a fixar o olhar em todos aqueles que estendem as suas mãos invocando ajuda e pedindo a nossa solidariedade”, o Shalom Recife realizou mais uma vez o Dia Mundial do Pobre. Este ano, foram duas ações distintas. Em Olinda, região metropolitana do Recife, no sábado (17), além do almoço, houve pregação, assistência para saúde, aferição de pressão, verificação de glicose, orientação jurídica, saúde bucal, orientação nutricional. Na capital pernambucana, no domingo (18), em parceria com o grupo Pão Nosso de Cada Noite, a Comunidade preparou uma noite de acolhimento com música, peça de teatro e um jantar. “Foi uma benção, uma paz, tudo ótimo, comida gostosa. Gostei muito! O pessoal me recebeu muito bem”, contou Rayane Cavalcante, que participou da ação no Recife junto com seus filhos e cerca de 120 moradores de rua. Andrea da Fonte, coordenadora da Promoção Humana em Recife também comemorou: “Mais uma vez a Divina Providência agiu. Deus é muito bom, quando a gente menos espera Ele sempre providencia tudo e tudo sai conforme a santa vontade Dele. Não são nossas forças, não é o Shalom, não é a Paróquia, é Ele que manda as pessoas para fazerem tudo. Foi tudo perfeito!”

Proximidade do Papa às vítimas das inundações em Serra Leoa: 400 mortos

O Papa Francisco está seguindo com grande preocupação o que está acontecendo estes dias em Serra Leoa, país africano atingido por fortes chuvas que provocaram até o momento 400 mortos e mais de 600 desaparecidos. Em um telegrama assinado pelo Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin e endereçado ao Arcebispo de Freetown, Dom Charles Edward Tamba, o Pontífice manifesta sua profunda dor pelas “devastadoras consequências” das inundações na periferia da capital Freetown. O Santo Padre “assegura sua proximidade neste momento difícil a todos que perderam seus entes queridos e reza por todos os que perderam a vida, seus familiares e amigos em luto e invoca a bênção divina de força e consolação”. O Papa Francisco, ademais, lança um forte apelo à solidariedade, dizendo-se próximo aos socorristas que estão fornecendo as ajudas tão necessárias às vítimas do desastre natural. Ontem, terça-feira, durante o Angelus da Solenidade da Assunção, o Papa havia elevado sua oração a “Maria Rainha da paz”, confiando a ela as “ansiedades e dores das populações que no mundo sofrem por causa de calamidades naturais, obtendo para todos consolação e serenidade”. Fonte: Rádio Vaticano

Papa intima religiosos belgas a deixar de oferecer eutanásia a doentes mentais

A Sala de Imprensa da Santa Sé confirma que o Papa Francisco ordenou ao ramo belga do Instituto religioso dos Irmãos da Caridade para por fim até este mês de agosto à prática de oferecer a eutanásia aos pacientes psiquiátricos internados nas estruturas que administra. A ordem foi transmitida pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica ao Superior Geral do Instituto, Frei René Stockman. Caso não for atendida, será ocasião para severos procedimentos canônicos, que podem incorrer em excomunhão. O próprio Stockman havia afirmado à Agência dos bispos estadunidenses CNS que o Papa havia aprovado pessoalmente a intimação para que os métodos em uso fossem interrompidos até agosto pela instituição, que administra 15 centros para pacientes com problemas psiquiátricos. Uso da eutanásia O grupo dos Irmãos da Caridade havia anunciado em maio que permitiria que os médicos realizassem a eutanásia em seus 15 hospitais psiquiátricos na Bélgica – país que junto com a Holanda autoriza o uso da eutanásia em pacientes com problemas de saúde mental. A instituição de caridade disse em uma declaração que a eutanásia só seria realizada caso não houvesse “nenhuma alternativa de tratamento razoável”. A eutanásia vai contra os princípios da Igreja Católica e a Santa Sé começou a investigar a decisão do conselho de administração do grupo em permitir a prática da eutanásia. Magistério da Igreja Os religiosos que fazem parte do conselho do Grupo Irmãos da Caridade deverão assinar uma carta a ser enviada ao Superior Geral declarando que “apoiam plenamente a visão do Magistério da Igreja Católica, que sempre confirmou que a vida humana deve ser respeitada e protegida em termos absolutos, desde o momento da concepção até seu fim natural”. Os irmãos que se recusarem a assinar tal declaração sofrerão sanções com base no Direito Canônico, enquanto o grupo poderá sofrer ações legais, o que contempla até mesmo a expulsão da Igreja caso não houver mudança nos métodos usados. “O grupo – acrescentou Stockman – não deve mais considerar a eutanásia, em nenhuma circunstância, como solução para os sofrimentos humanos”. Fonte: Rádio Vaticano

#PopeASKS: O Papa quer saber mais sobre a Juventude

Já imaginou ser o centro das discussões da Igreja? O Papa Francisco decidiu convocar para outubro de 2018 a 15ª assembleia geral ordinária do Sínodo dos Bispos, dedicada ao tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. A publicação do documento preparatório dá início a um processo de consulta que levará à redação do instrumento de trabalho para a assembleia sinodal. O Vaticano questiona a juventude e com a finalidade de acompanhar os jovens em seu caminho existencial rumo à maturidade, para que, por meio de um processo de discernimento, “possam descobrir seu projeto de vida e realizá-lo com alegria, abrindo-se ao encontro com Deus e com os homens, participando ativamente da edificação da Igreja e da sociedade.”. O documento preparatório propõe uma reflexão em três partes, começando pelas dinâmicas sociais e culturais, passando para a abordagem do “discernimento”, como instrumento que a Igreja oferece aos mais novos para a descoberta da sua vocação. Por fim, são colocados em relevo os elementos fundamentais da pastoral juvenil vocacional. #PopeASKS Projeto desenvolvido pelo Pe. Cleber Faria Silva, assessor Diocesano da Juventude de Patos de Minas (MG), em parceria com a Pastoral Juvenil CNBB, que tem como finalidade despertar nas juventudes o interesse em participar ativamente do Sínodo, respondendo o questionário e encaminhando para a CNBB – Conferência dos Bispos do Brasil. Como orientação a secretaria do Sínodo dos Bispos estabeleceu o final do mês de outubro de 2017 como último prazo para as Conferências Episcopais enviarem as respostas. Para que a Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) cumpra o prazo é preciso que cada Diocese, jovens, grupos, etc. enviem suas respostas para a Secretaria Geral da CNBB até hoje, dia 31 de julho. Assim como as instituições e expressões juvenis tem a liberdade de envia direto para o Vaticano através do site – http://youth.synod2018.va – que foi lançado nesta quarta-feira (14) destinado aos jovens do mundo inteiro de 16 a 29 anos, até 30 de novembro.   FORMULÁRIO DIGITAL  O site inclui um questionário online para os jovens de 16 a 29 anos do mundo inteiro nas línguas italiana, inglesa, francesa, espanhola e portuguesa. As respostas deverão ser enviadas para a Secretaria Geral até 30 de novembro deste ano. 1. ACESSE o site: http://youth.synod2018.va 2. RESPONDA as questões; 3. Prazo final de envio: 30 de Novembro de 2017 FORMULÁRIO IMPRESSO  O material será compilado e enviado para o Vaticano. 1. BAIXE AQUI o formulário em word; 2. RESPONDA o questionário seguindo as orientações; 3. ENCAMINHE o documento em word para o e-mail: synodus@cnbb.org.br 4. Prazo final de envio: 31 de Julho de 2017 Perguntas Frequentes O que é o Sínodo? A palavra “sínodo” vem de duas palavras gregas: “syn”, que significa “juntos”, e “hodos”, que significa “estrada ou caminho”. Logo, o Sínodo dos Bispos pode ser definido como uma reunião do episcopado da Igreja Católica com o Papa para discutir algum assunto em especial, auxiliando o Santo Padre no governo da Igreja. Porque Sínodo dos Jovens? O tema escolhido pelo Papa para o Sínodo de 2018 foi: ‘Os jovens, a fé e o discernimento vocacional’, expressando a preocupação pastoral da Igreja com os jovens, em conformidade com as reflexões das assembleias sinodais recentes sobre a família, além do conteúdo da exortação Amoris Laetitia. Como tenho acesso ao texto preparatório para o Sínodo? – As Edições CNBB lançou a versão impressa e em português do documento preparatório [Acesse Aqui]; – Documento Online no site do Vaticano [Acesse Aqui] Porque precisamos responder a um formulário? Denomina-se “fase de consulta” onde o povo de Deus e principalmente os jovens são convocados pelo Papa a participar ativamente por meio de um questionário e consulta online (posteriormente) onde poderão responder sobre suas expectativas e vida. Quem pode responder o formulário? Todos na faixa etária de 16 a 29 anos. “O Sínodo é para todos os jovens, nenhum deve sentir-se excluído. Vocês são os protagonistas. Mas também os jovens que se sentem agnósticos? Sim! Também os que têm uma fé menos consolidada? Sim, e também os que estão mais afastados da Igreja, os que se sentem ateus” Papa Francisco Qual o prazo de envio do formulário? A orientação da presidência da CNBB é para envia até 31 de julho 2017, no endereço da conferência – synodus@cnbb.org.br. O material será compilado e enviado para o Vaticano. Também as instituições e expressões juvenis tem a liberdade de envia direto para o Vaticano nesse endereço: youth.synod2018.va, até dia 30 de novembro. Fonte: Jovens Conectados      

Papa: superar todas as formas de racismo e de intolerância

“É preciso superar todas as formas de racismo, de intolerância e de instrumentalização da pessoa humana.” Com um tuíte, o Papa Francisco recorda a celebração neste 18 de julho do Dia Internacional Nelson Mandela. Se estivesse vivo, hoje Madiba – como era conhecido – completaria 99 anos. Considerado uma das personalidades mais ilustres do século XX, Mandela morreu em 5 de dezembro de 2013, aos 95 anos. Naquela ocasião, o Papa Francisco enalteceu o firme compromisso demonstrado por Mandela para “promover a dignidade humana de todos os cidadãos do país e forjar uma nova África do Sul construída sobre os pilares da não-violência, da reconciliação e da verdade. “Rezo para que o exemplo do ex-presidente inspire gerações de sul-africanos, para que coloquem a justiça e o bem comum à frente de suas aspirações políticas”, disse o Papa Francisco em telegrama. S. João Paulo II  Ao longo de sua vida, Nelson Mandela encontrou um único Pontífice: João Paulo II. A primeira vez foi em junho de 1990, pouco depois que deixou a prisão, onde transcorreu 27 anos de sua vida. Em setembro de 1995, o Papa polonês visitou a África do Sul, sendo acolhido justamente por Nelson Mandela. Eis as palavras de João Paulo II na cerimônia de boas-vindas, em 16 de setembro: hoje a minha viagem me traz à África do Sul, à nova África do Sul, uma nação que se colocou firmemente no caminho da reconciliação e da harmonia entre todos os seus habitantes. No início da minha visita, desejo homenagear o Senhor, Presidente, que, depois de ter sido uma “testemunha” silenciosa e partícipe do anseio do seu povo à verdadeira libertação, agora assumiu a responsabilidade de inspirar e de desafiar cada um a ter êxito na tarefa de reconciliação e de reconstrução nacional. Apartheid Mais uma menção a Mandela foi feita ao regressar desta viagem, no Angelus de 24 de setembro de 1995 no Vaticano: “Infelizmente, mais uma vez pude tocar com as mãos os problemas deste Continente. A África carrega os sinais da sua longa história de humilhações. Muito se olhou para este Continente somente em nome de interesses egoístas. Hoje, a África pede para ser estimada e amada por aquilo que é. Não pede compaixão, pede solidariedade. Esta mensagem colhi em todos os lugares e, em especial, no encontro com Nelson Mandela, o homem que guiou a superação do apartheid, interpretando o desejo do seu povo, e de toda a África, de renascer na pacificação e na colaboração entre todos os seus filhos”. Bento XVI Bento XVI falou de Mandela ao se dirigir ao novo embaixador da África do Sul junto à Santa Sé, em 29 de maio de 2009. “Ninguém pode duvidar que muitos méritos pelos progressos realizados devem ser atribuídos à extraordinária maturidade política e às qualidades humanas do ex-presidente Nelson Mandela. Ele foi promotor de perdão e de reconciliação e goza de grande respeito no seu país e junto à comunidade internacional.” Maior nome da política sul-africana, Nobel da Paz, Nelson Mandela deixou um legado não só de convivência, mas também de luta e resistência. Primeiro presidente negro eleito da África do Sul, entre 1994 e 1999, cumpriu um só mandato – feito raro na política mundial. Fonte: Rádio Vaticano

Papa: respeito, responsabilidade e relação com o meio ambiente

Respeito, responsabilidade e relação: esses são os três “R” que o Papa Francisco propõe quando o assunto é meio ambiente. Contidas na Encíclica sobre a criação, o Pontífice voltou a citar as três palavras ao dirigir uma mensagem ao II Congresso Internacional “Laudato si e Grandes Cidades”, em andamento no Rio de Janeiro. A mensagem foi endereçada ao Arcebispo emérito de Barcelona e Presidente da Fundação Antoni Gaudi para as Grandes Cidades, Cardeal Lluís Martínez Sistach. Para Francisco, respeito, responsabilidade e relação são três “R” que ajudam a atuar de forma conjunta diante dos imperativos mais essenciais de nossa convivência. Respeito “O respeito é a atitude fundamental que o homem tem de ter com a criação”, escreve o Papa, para que as gerações futuras possam seguir admirando-a e desfrutando-a. De modo especial, Francisco falou “do direito fundamental” à água e advertiu que, se não receber a atenção que merece, se transforma em fonte de enfermidades e sua escassez põe em perigo a vida de milhões de pessoas. Responsabilidade Já a responsabilidade diante da criação constitui uma de nossas tarefas primordiais. “Não podemos ficar com os braços cruzados quando advertimos uma grave diminuição da qualidade do ar ou o aumento da produção de resíduos que não são adequadamente tratados.” Para Francisco, essas realidades são consequência de uma forma irresponsável de manipular a criação e nos chamam a exercer uma responsabilidade ativa para o bem de todos. O Papa lamenta a indiferença e a passividade diante de tantas tragédias e necessidades de nossos irmãos e irmãs. “Cada território e governo deveria incentivar modos de responsabilizar seus cidadãos para que, com criatividade, possam atuar e favorecer a criação de uma casa mais habitável e mais saudável.” Relação O terceiro “R”, a relação, ou melhor, a falta de relação, não é uma característica visível somente nas grandes cidades multiculturais, mas acomete também a zona rural. O fluxo constante de pessoas faz com que as sociedades contemporâneas sejam cada vez mais fechadas e desconfiadas. “A falta de raízes e o isolamento de algumas pessoas são formas de pobreza, que podem degenerar em guetos e originar violência e injustiça. Contudo, o homem está chamado a amar e ser amado, estabelecendo vínculos de pertença e laços de unidade entre todos os seus semelhantes”, recorda o Pontífice. Por isso, é importante que a sociedade trabalhe conjuntamente em âmbito político, educativo e religioso para criar relações humanas mais quentes, “que derrubem os muros que isolam e marginalizam”. Francisco pede o engajamento de grupos, escolas, paróquias, “que sejam capazes de construir com sua presença uma rede de comunhão e de pertença, para favorecer uma melhor convivência e conseguir superar tantas dificuldades”. O Congresso O II Congresso Internacional Laudato Si e Grandes Cidades foi aberto oficialmente na manhã de quinta-feira (13/07), no auditório do Edifício João Paulo II, na Glória. O Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, o Arcebispo emérito de Barcelona, Cardeal Lluís Martínez Sistach, e o representante do Ministério do Meio Ambiente e diretor-presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu Grillo, participaram da mesa de abertura. Refletindo sobre a água, as conferências da manhã foram presididas pelo Arcebispo emérito de São Paulo e Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Cláudio Hummes, e focaram a Laudato Si e Grandes Cidades; a qualidade e tratamento da água; e como obter água de alta qualidade em cidades em desenvolvimento. Na parte da tarde, houve a participação do Cardeal Tempesta e do Rabino Abraham Skorka, sob a condução do professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Miguel Serpa Pereira. Nesta sexta-feira (14/07), será a vez do Pe. Josafá Siqueira SJ apresentar a palestra “Reflexões éticas sobre os problemas relativos à água”. O Congresso encerra-se no sábado (15/07). Fonte: Rádio Vaticano

Papa à FAO: fome não é fatalidade, é consequência humana

“As guerras, o terrorismo, os deslocamentos forçados não são fruto da fatalidade, mas consequência de decisões concretas”, é o que escreve o Papa Francisco na mensagem enviada aos participantes da 40ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que foi inaugurada esta segunda-feira na sede da instituição, em Roma. A mensagem foi lida pelo Secretário de Estado, Card. Pietro Parolin. No texto, o Pontífice afirma que a Santa Sé acompanha com muitas atenção a atividade internacional e quer cooperar para uma real erradicação da fome e da desnutrição, e não somente orientar para favorecer um simples progresso ou objetivos teóricos de desenvolvimento. Pão cotidiano “Todos estamos conscientes de que não basta a intenção de garantir a todos o pão cotidiano, mas que é necessário reconhecer que todos têm direito a ele e que devem, portanto, beneficiar-se do mesmo. Para Francisco, se os contínuos objetivos propostos permanecem distantes, isso depende da falta de uma cultura da solidariedade e de atividades internacionais que ficam ligadas somente ao pragmatismo das estatísticas. Quando um país não é capaz de oferecer respostas adequadas à desnutrição devido a seu grau de desenvolvimento, suas condições de pobreza, mudanças climáticas ou insegurança, é necessário que a FAO e as demais instituições intergovernamentais possam ter a capacidade de intervir especificamente para empreender uma adequada ação solidária. Solidariedade “A partir da consciência de que os bens que Deus Criador nos entregou são para todos, se requer urgentemente que a solidariedade seja o critério inspirador de qualquer forma de cooperação nas relações internacionais.” A fome e a desnutrição, reforçou o Papa, não são fenômenos naturais ou estruturais de determinadas áreas geográficas, mas o resultado de uma complexa condição de desenvolvimento, causada pela inércia de muitos ou pelo egoísmo de poucos. Fatalidade “As guerras, o terrorismo, os deslocamentos forçados não são fruto da fatalidade, mas consequência de decisões concretas”, escreve ainda Francisco, afirmando se tratar de um mecanismo que castiga principalmente as categorias mais vulneráveis, excluídas não só dos processos produtivos, mas também obrigadas a deixar suas terras em busca de refúgio e esperança de vida. O Papa também lamentou as ajudas cada vez mais reduzidas aos países necessitados. A respeito, o Pontífice anuncia a contribuição da Santa Sé ao Programa da FAO para fornecer sementes às famílias rurais que vivem em áreas onde se somaram os efeitos dos conflitos e das secas. Este gesto se acrescenta ao trabalho que a Igreja leva avante segundo a própria vocação de estar ao lado dos pobres da terra. Objetivo inadiável Por fim, Francisco cita a Agenda para o desenvolvimento 2030, em que se reitera o conceito de segurança alimentar como objetivo não adiável. “Mas somente um esforço de autêntica solidariedade será capaz de eliminar o número de pessoas desnutridas e sem o necessário para viver. Trata-se de um desafio ao qual a Igreja se sente engajada na primeira linha”, escreve ainda o Papa, fazendo votos de que as sessões da Conferência possam dar um novo impulso à atividade da Organização. Papa na FAO em 16 de outubro Ao concluir a leitura da mensagem de Francisco, o Cardeal Parolin anuncia que o Papa visitará novamente a sede da FAO em 16 de outubro, por ocasião do Dia Mundial da Alimentação, que este ano propõe a refletir sobre o tema “Mudar o futuro da migração”. O Pontífice visitará a sede da FAO a convite do Diretor-Geral, José Graziano da Silva. Reunião bienal A 40ª Assembleia Geral da Fao será realizada de 3 a 8 de julho. Trata-se do máximo órgão de governo da instituição e se realiza a cada dois anos. A finalidade é reunir os Estados-membros para examinar e votar o Programa de trabalho proposto pelo Diretor-Geral (que desde 2011 é o brasileiro Graziano) e debater questões alimentares e agrícolas. Um dos pontos mais salientes da 40ª Conferência é como passar do compromisso à ação com para alcançar a Fome Zero. Este ano participam do evento mil participantes, incluindo 70 ministros, 15 vice-ministros e um Presidente. O Papa Francisco visitou a sede da FAO em 2014. Já em 2016, o Pontífice visitou o Programa Alimentar Mundial (PAM), com sede também em Roma. Fonte: Rádio Vaticano

Papa Francisco sai do Vaticano e visita Bozzolo e Barbiana

O Papa Francisco visitou na manhã desta terça-feira duas localidades italianas, centro e norte do país, Bozzolo e Barbiana. O Santo Padre chegou de helicóptero a Bozzolo por volta das 9h15, onde foi acolhido pelo bispo de Cremona, Dom Antônio Napolioni, pelo prefeito da cidade e por muitos fiéis. Em seguida, na Paróquia de São Pedro, Francisco se deteve em oração diante do túmulo de Padre Primo Mazzolari, e na sequência fez um discurso aos fiéis. Depois se transferiu para Barbiana, onde chegou às 11h15 da manhã (hora local). Ali foi acolhido pelo Cardeal Giuseppe Betori, Arcebispo de Florença e pelo prefeito da cidade. Francisco visitou o túmulo de Padre Lorenzo Milani e depois diante da igreja da cidade fez um discurso aos fiéis. O Papa retornou ao Vaticano às 12h30. Às vezes incômodo No seu primeiro discurso em Bozzolo o Santo Padre destacou que ele foi a Bozzolo e depois Barbiana como peregrino nas pegadas de dois párocos que deixaram um rastro de luz, às vezes “incômodo”, no seu serviço ao Senhor e ao povo de Deus. Eu disse muitas vezes – iniciou Francisco – que os párocos são a força da Igreja na Itália. Quando são as faces de um clero não-clerical, eles dão vida a um verdadeiro “magistério dos párocos”, que faz muito bem a todos. Padre Primo Mazzolari foi chamado de “o pároco da Itália”; e São João XXIII saudou-o como “a trombeta do Espírito Santo, na Baixa padana”. O rio, a casa, a planície Depois de descrever a personalidade de Padre Primo e a sua formação derivada da rica tradição da “terra padana” o Papa meditou sobre a atualidade da sua mensagem tendo como pano de fundo três cenários: o rio, a casa, a planície. O rio é uma esplêndida imagem, que pertence à minha experiência, e também a de vocês, disse o Papa. Padre Primo desenvolveu o seu ministério ao longo dos rios, símbolos da primazia e do poder da graça de Deus que escorre incessantemente para o mundo. A sua palavra, pregada ou escrita, buscava clareza de pensamento e força persuasiva na fonte da Palavra do Deus vivo, no Evangelho meditado e rezado, encontrado no Crucificado e nos homens, celebrado em gestos sacramentais não reduzidos a mero ritual. Padre Mazzolari, pároco em Cicognara e Cocoon, não se protegeu do rio da vida, do sofrimento de seu povo, que o plasmou como pastor sincero e exigente, antes de tudo consigo mesmo. Ao longo do rio aprendia a receber todos os dias o dom da verdade e do amor, para ser seu portador forte e generoso. Família de famílias Já a casa, (a grande casa) na época de Padre Primo, era uma “família de famílias”, que viviam juntas nestes férteis campos, também sofrendo misérias e injustiças, à espera de uma mudança, que depois resultou no êxodo para as cidades. A casa nos dá a ideia de Igreja que guiava Padre Mazzolari. Também ele pensava em uma Igreja em saída, quando meditava para os sacerdotes com estas palavras: “Para caminhar é preciso sair de casa e da Igreja, se o povo de Deus não vem mais a nós; e ocupar-se e preocupar-se também de suas necessidades que, apesar de não serem espirituais, são necessidades humanas”. O cristão se distanciou do homem, e o nosso discurso não pode ser compreendido se antes não o introduzimos por este caminho, que parece ser o mais distante mas é o mais seguro. […] para fazer muito, é preciso amar muito”. A paróquia é o lugar onde cada homem sente ser esperado, um “lar que não conhece ausências”. Padre Mazzolari foi um pároco convicto de que “os destinos do mundo se amadurecem nas periferias”, e ele fez de sua própria humanidade um instrumento da misericórdia de Deus, à maneira do pai da parábola evangélica. Pároco dos distantes Ele foi justamente definido “o pároco dos distantes”, – disse ainda Francisco – porque ele sempre os amou e os procurou. Ele não se preocupou em definir um método de apostolado válido para todos e para sempre, mas de propor o discernimento como maneira de interpretar alma de cada homem. Este olhar misericordioso e evangélico sobre a humanidade levou-o também a dar valor à necessária gradualidade: o sacerdote não é alguém que exige a perfeição, mas que ajuda a todos a darem o melhor. O terceiro cenário é o da grande planície. Quem – disse o Papa -, acolheu o “Discurso da Montanha” não tem medo de avançar, como um andarilho e testemunha, na planície que se abre, sem limites tranquilizadores. Jesus prepara seus discípulos para isso, levando-os através da multidão, entre os pobres, revelando que o pico é alcançado na planície, onde se encarna a misericórdia de Deus. À caridade pastoral de Padre Primo se abriram muitos horizontes, nas situações complexas que enfrentou: as guerras, os totalitarismos, os confrontos fratricidas, a fadiga da democracia em gestação, a miséria de seu povo. Encorajo todos vocês, irmãos sacerdotes, – disse Francisco – a ouvirem o mundo, aqueles que vivem e trabalham nele, para responder a todas as questões de sentido e de esperança, sem medo de cruzar desertos e áreas de sombra. Assim, podemos tornar-se Igreja pobre para e com os pobres, a Igreja de Jesus. Francisco concluiu com um pedido: “que o Senhor, que sempre suscitou na Santa Mãe Igreja pastores e profetas segundo o seu coração, ajude-nos, hoje, a não ignorá-los novamente. Porque eles viram longe, e segui-los nos teria poupado sofrimentos e humilhações. Fonte: Rádio Vaticano

Vaticano publica questionário dirigido aos jovens para preparar Sínodo 2018

A Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos disponibilizou aos jovens um questionário online para reunir dados para o trabalho de preparação da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. Segundo informa o site do Sínodo, disponível a partir desta quarta-feira, “o objetivo deste questionário, dirigido aos jovens de todo o mundo de 16 a 29 anos, é dar a oportunidade para eles serem ouvidos, expressarem-se e contarem quem são e o que querem que os outros saibam sobre eles”. O próximo Sínodo dos Bispos, que tem como tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, será celebrado em outubro de 2018 e tentará estabelecer os pilares da atividade pastoral da Igreja com os jovens. O documento Preparatório do Sínodo estabelece que a relação dos jovens com as novas tecnologias e a grande conectividade que caracteriza a sociedade onde crescem e se formam como pessoas será um dos principais eixos dos debates. Entre outros temas, o questionário divulgado pela Santa Sé pergunta quais possibilidades os jovens de hoje têm para influenciar nas eleições públicas do seu país; se os jovens devem ter um papel ativo na política do país; que influência a família, os amigos, a escola, os meios de comunicação e a formação religiosa tiveram em seu crescimento pessoal. Outras perguntas são: para que serve o estudo na escola, qual a idade certa para ter filhos; se querem ter filhos e quantos; o que pensam de deixar a casa dos pais e com que idade; se acreditam em algum tipo de religião; e que influência têm as redes sociais em suas vidas. Fonte: ACI Digital

Primeiro Dia Mundial dos Pobres: caridade e solidariedade

Foi publicada, na manhã desta terça-feira (13/6), no Vaticano, a Mensagem do Papa para o Primeiro Dia Mundial dos Pobres, que tem como tema: «Não amemos com palavras, mas com obras». O Dia Mundial dos Pobres foi instituído por Francisco, na conclusão do Ano Santo extraordinário da Misericórdia, com uma Carta Apostólica intitulada “Misericórdia e mísera”. A celebração, sinal concreto” do Ano Jubilar, se realizará no XXXIII Domingo do Tempo Comum, que este ano cai em 19 de novembro. O Papa inicia sua Mensagem, com a citação evangélica do tema central: «Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdade». Estas palavras do apóstolo São João – diz Francisco – são um imperativo do qual nenhum cristão pode prescindir. A importância do mandamento de Jesus, transmitido pelo “discípulo amado” até aos nossos dias, tem pleno sentido diante das palavras vazias que saem da nossa boca. O amor não admite álibis: quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres. Aliás, é bem conhecida a forma de amar do Filho de Deus: “Ele nos amou primeiro, a ponto de dar a sua vida por nós”. Deste modo, a misericórdia, que brota do coração da Trindade, se concretiza e gera compaixão e obras de misericórdia pelos irmãos e irmãs mais necessitados. Neste sentido, o Santo Padre fez diversas referências da vida de Jesus, que ecoou, desde o início, na primeira Comunidade eclesial, que assumiu a assistência e o serviço aos pobres, com base no ensinamento do Mestre, que proclamou os pobres “bem-aventurados e herdeiros do Reino dos Céus”. Contudo, aconteceu que alguns cristãos não deram a devida atenção a este apelo, deixando-se contagiar pela mentalidade mundana. Mas, o Espírito Santo soprou sobre muitos homens e mulheres que, de várias formas, dedicaram toda a sua vida ao serviço dos pobres. O Papa recordou que, nestes Dois mil anos, numerosas páginas da história foram escritas por cristãos que, com simplicidade e humildade, se colocaram a serviço dos seus irmãos mais pobres. Aqui, citou alguns nomes que mais se destacaram na caridade, como São Francisco de Assis, testemunha viva de uma pobreza genuína. O Santo Padre lembra que, para os cristãos, discípulos de Cristo, a pobreza é, antes de tudo, uma vocação; é seguir Jesus pobre; é o metro para avaliar o uso correto dos bens materiais. O nosso mundo, muitas vezes, não consegue identificar a pobreza dos nosso dias, com suas trágicas consequências: sofrimento, marginalização, opressão, violência, torturas, prisão, guerra, privação da liberdade e da dignidade, ignorância, analfabetismo, enfermidades, desemprego, tráfico de pessoas, escravidão, exílio e miséria. A pobreza é fruto da injustiça social, da miséria moral, da avidez de poucos e da indiferença generalizada! Diante deste cenário, não se pode permanecer inertes e resignados, afirmou Francisco. Todos estes pobres – como dizia o Beato Paulo VI – pertencem à Igreja por “direito evangélico” e a obriga à sua opção fundamental. Por isso, o Papa conclui sua Mensagem para o Dia Mundial dos Pobres convidando toda a Igreja a fixar seu olhar, neste dia, a todos os estendem suas mãos invocando ajuda e solidariedade. Que este Dia sirva de estímulo para reagir à cultura do descarte, do desperdício e da exclusão e a assumir a cultura do encontro, com gestos concretos de oração e de caridade, para uma maior evangelização no mundo. Os pobres – diz por fim Francisco – não são um problema, mas “um recurso para acolher e viver a essência do Evangelho”. Fonte: Rádio Vaticano

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