Papa, jovens e Assis na programação Convenção Shalom 35 anos

A programação oficial da Convenção 35 anos, promete uma semana de muitas graças para toda a Família Shalom que, em peregrinação a Roma, renovará a sua oferta da vida a Deus, pela Evangelização dos povos.  A Convenção iniciará às 17h do dia 3 de setembro, em uma das Basílicas Papais de Roma, onde todos juntos, vindos de várias nações, celebraremos a Eucaristia dando início a peregrinação.  Audiência privada com Papa Francisco No dia seguinte, 4 de setembro, a partir das 8h da manhã, todos se reunirão na “Sala Paulo VI”, no Vaticano, onde viveremos um momento histórico: encontraremos o Santo Padre, o Papa Francisco, em audiência privada concedida à Comunidade Shalom e como família, como povo, escutaremos as Palavras do Santo Padre e, aos pés do Sucessor de Pedro, renovaremos a oferta da nossa vida a Deus, em vista de nossa missão na Igreja e no mundo.  Congresso Internacional de Jovens Shalom Ainda na tarde do dia 4, como extensão do momento inicial junto ao Papa, daremos início ao Congresso Internacional de Jovens Shalom. Não apenas os jovens, viverão um forte momento de comunhão, alegria, oração, testemunhos, espetáculos artísticos, shows, animação, mas todos os peregrinos presentes. Escutaremos o nosso fundador, Moysés Azevedo, nossa co-fundadora, Maria Emmir Nogueira, e teremos a presença de vários amigos e pastores que nos acompanharam ao longo de nossos 35 anos de história.  O Congresso ainda se estenderá por todo o dia 5 de setembro, com momentos de formação, espetáculo, show do Missionário Shalom e muito mais.  Assis Para dar continuidade a programação da Convenção Shalom, no 7 de setembro, acontecerá uma peregrinação para Assis, um dia dedicado à Divina Misericórdia. Unidos a São Francisco, homem da Paz, viveremos uma manhã de reconciliação com Deus através de uma celebração penitencial, confissões e da Santa Missa. Após esse momento, conheceremos melhor os lugares santos e as belezas da cidade medieval de Assis No dia 8 de setembro, festa da Natividade de Nossa Senhora, celebraremos em Roma uma Liturgia Mariana, cantando o nosso Magnificat a Deus pelas maravilhas que Ele tem realizado ao longo dos 35 anos de história.  No dia 9 de setembro, com nosso Fundador e nossa co-fundadora, viveremos um dia dedicado à pessoa do Espírito Santo, onde serão aprofundadas as palavras do Santo Padre ditas no início da Convenção, suplicando a Deus que renove em nós os Seus dons para a missão.  Venha viver e participar com o Shalom o programa completo da Convenção, uma semana de peregrinação, louvor e oferta de vida!  Cada dia será cheio de muitas surpresas e bênçãos de Deus. Inscreva-se e escolha seu pacote de viagens pelo site: http://comunicacaosh.wixsite.com/shalom35anos/pacotes Não perca esta grande festa de aniversário de 35 anos da Comunidade Shalom! Angela Barroso

A dor do Papa pelo atentado de Londres

“Profundamente entristecido pela perda de vidas humanas e pelos danos causados pelo ataque no centro de Londres, Sua Santidade o Papa Francisco expressa sua solidariedade através da oração para com todas as pessoas atingidas por esta tragédia”. Foi o que escreveu o Secretário de Estado Dom Pietro Parolin em um telegrama enviado em nome do Papa ao Cardeal Vincent Nichols, Arcebispo de Westminster e presidente da Conferência Episcopal da Inglaterra e País de Gales. “Confiando aqueles que morreram à misericórdia amorosa de Deus Todo-Poderoso, Sua Santidade – escreve Dom Parolin – invoca a força divina e a paz sobre em suas famílias enlutadas e assegura à nação a sua oração neste momento”. Fonte: Rádio Vaticano

Francisco: “Vítimas de violência, sejam construtoras de paz!”

A capital colombiana está recebendo desde quinta-feira (02/02) até domingo (05/02) 16ª Cúpula Mundial de vencedores do Prêmio Nobel da Paz. Mais de 30 personalidades e organizações premiadas estão presentes, compactos ao apoiar os acordos de paz entre o governo do país e a ex-guerrilha das FARC. “Quando as vítimas resistem à vingança, promovem o diálogo e a verdadeira reconciliação”: é o que afirma o Papa Francisco em mensagem enviada ao Encontro, intitulado “Paz e Reconciliação”. “O Papa” – como escreve o Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado que assina a mensagem – “exorta a promover o acordo e o diálogo entre os povos; e de modo especial, está confiante nos esforços da Colômbia neste sentido, que podem inspirar todas as comunidades a superar as divisões a fim de que as vítimas da violência sejam capazes de resistir a tentações como represálias e se tornem construtoras de paz”. É a primeira vez que esta cúpula se realiza na América Latina. Na abertura, o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, último ganhador do Nobel, afirmou que é preciso mudar o discurso de terrorismo e rejeição aos imigrantes. Em 52 anos, a guerra na Colômbia causou 260.000 mortos, mais de 60.000 desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados. O conflito envolveu cerca de três dezenas de grupos de guerrilha de esquerda, entre os quais as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que assinaram um acordo de paz com o governo no final de novembro, e o Exército de Libertação Nacional (ELN), último grupo rebelde ainda ativo, que deve iniciar negociações com as autoridades no próximo dia 8 de fevereiro. Fonte: Rádio Vaticano

Papa fala dos desafios que dificultam a fidelidade à vocação

O Santo Padre concluiu suas atividades, na manhã deste sábado (28/01), no Vaticano, recebendo na Sala Clementina, cerca de 100 participantes na Plenária da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. Em seu pronunciamento, o Papa expressou sua satisfação em receber os membros da Congregação que, nestes dias, em sua plenária, refletiram sobre o tema da “fidelidade e dos abandonos”: “O tema que escolheram é importante. Podemos dizer que, neste momento, a fidelidade é colocada à prova: é o que demonstram as estatísticas que examinaram. Encontramo-nos diante de certa “hemorragia” que enfraquece a vida consagrada e a própria vida da Igreja. Os abandonos na vida consagrada nos preocupam muito. É verdade que alguns a deixam por um gesto de coerência, porque reconhecem, depois de um sério discernimento, que nunca teve vocação; outros, com o passar do tempo, faltam de fidelidade, muitas vezes a apenas alguns anos da sua profissão perpétua”. Aqui, o Papa perguntou: o que aconteceu? Como vocês destacaram no seu encontro, são muitos os fatores que condicionam a fidelidade nesse tempo de mudança de época em que se torna difícil assumir compromissos sérios e definitivos. Neste sentido, Francisco destacou alguns desses fatores: “O primeiro fator que não ajuda a manter a fidelidade é o contexto social e cultural em que vivemos. De fato, vivemos imersos na chamada “cultura do fragmento”, do  “provisório”, que pode levar a viver “à la carte” e ser escravo da moda. Esta cultura leva à necessidade de se manter sempre abertas as “portas laterais” para outras possibilidades, alimenta o consumismo e esquece a beleza de uma vida simples e austera, provocando muitas vezes um grande vazio existencial”. Vivemos em uma sociedade onde as regras econômicas substituem as leis morais, ditam e impõem seus próprios sistemas de referência em detrimento dos valores da vida; uma sociedade onde a ditadura do dinheiro e do lucro defende sua visão de existência. Em tal situação, disse o Pontífice, é preciso primeiro deixar-se evangelizar e, depois, comprometer-se com a evangelização. Assim, apresentou outros fatores ao contexto sócio-cultural: “Um deles é o mundo da juventude, um mundo complexo, rico e desafiador. Não faltam jovens generosos, solidários e comprometidos em nível religioso e social; jovens que buscam uma vida espiritual, que têm fome de algo diferente do que o mundo oferece. Mas, mesmo entre esses jovens, há muitas vítimas da lógica do mundanismo, como a busca do sucesso a qualquer preço, o dinheiro e o prazer fáceis”. Essa lógica, advertiu o Papa, atrai muitos jovens, mas nosso compromisso é estar ao lado deles para contagiá-los com a alegria do Evangelho e de pertença a Cristo. Essa cultura deve ser evangelizada. Aqui, indicou um terceiro fator condicionante, que vem da própria vida consagrada, onde, além de uma grande santidade não faltam situações de contra testemunho que tornam difícil a fidelidade: “Tais situações, entre outras, são: a rotina, o cansaço, o peso de gestão das estruturas, as divisões internas, a sede de poder… Se a vida consagrada quiser manter a sua missão profética e o seu encanto, continuando a ser escola de lealdade para os próximos e os distantes, deverá manter o frescor e a novidade da centralidade de Jesus, a atração pela espiritualidade e da força da missão, mostrar a beleza do seguimento de Cristo e irradiar esperança e alegria”. Outro aspecto ao qual a vida consagrada deverá prestar especial atenção é a “vida fraterna comunitária”, que deve ser alimentada pela oração comum, a leitura da palavra, a participação ativa nos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação, o diálogo fraterno, a comunicação sincera entre os seus membros, a correção fraterna, a misericórdia para com o irmão ou a irmã que peca, a partilha das responsabilidades. A seguir, o Santo Padre recordou a importância da vocação: “A vocação, como a própria fé, é um tesouro que trazemos em vasos de barro, que nunca deve ser roubado ou perder a sua beleza. A vocação é um dom que recebemos do Senhor, que fixou seu olhar sobre nós e nos amou, chamando-nos a segui-lo mediante a vida consagrada, como também uma responsabilidade para quem a recebeu”. Falando de lealdade e de abandono, disse ainda Francisco, “devemos dar muita importância ao acompanhamento. A vida consagrada deve investir na preparação de assistentes qualificados para este ministério. E concluiu dizendo que “muitas vocações se perdem por falta de bons líderes. Todas as pessoas consagradas precisam ser acompanhados em nível humano, espiritual e profissional. Aqui entra o discernimento que exige muita sensibilidade espiritual. Fonte: Rádio Vaticano

Papa: Igreja deve amparar quem tem a “coragem” de se casar

O Papa Francisco inaugurou na manhã deste sábado (21/01), na Sala Clementina, o Ano judiciário do Tribunal Apostólico da Rota Romana. Em seu discurso, o Pontífice falou da relação entre fé e matrimônio no contexto atual, que ele define carente de valores religiosos e que, portanto, condiciona também o consenso matrimonial. Quem hoje requer o matrimônio cristão – constatou Francisco – tem diversas experiências de fé: há quem participa ativamente da vida paroquial, quem se aproxima pela primeira vez; outros têm uma intensa vida de oração; outros, ao invés, são guiados por um sentimento religioso genérico; às vezes, são pessoas completamente distantes da fé. Diante desta situação, o Pontífice pede que a Igreja encontre “remédios válidos” contra o multiplicar-se de celebrações matrimoniais nulas ou inconsistentes. Francisco propõe dois remédios: o primeiro deles é a “formação dos jovens” mediante um caminho adequado de preparação para redescobrir o matrimônio e a família. Um caminho que deve envolver o pároco e toda a comunidade, pois é uma “ocasião extraordinária” de missão e evangelização. É neste momento da vida, afirma o Papa, que os esposos estão disponíveis a rever e a mudar a orientação existencial. Para isso, afirma, são necessárias pessoas com competência específica e preparadas de modo adequado para este serviço. “Neste espírito, reitero a necessidade de um ‘novo catecumenato’ em preparação ao matrimônio”. Para Francisco, este pode ser um “antídoto” contra a falência dos casamentos. O segundo “remédio” indicado pelo Papa é ajudar os recém-casados a prosseguirem o caminho na fé e na Igreja inclusive depois da celebração do matrimônio. “É necessário identificar, com coragem e criatividade, um projeto de formação para os esposos, com iniciativas voltadas a uma crescente consciência do sacramento recebido. Trata-se de encorajá-los a considerar os vários aspectos de sua vida de casal, que é sinal e instrumento do amor de Deus”, apontou o Papa. Mais uma vez, a comunidade paroquial é chamada em causa para amparar o casal depois do nascimento dos filhos e na obra educativa, para que não se sintam isolados. “Esses dois remédios que indiquei são finalizados a favorecer um contexto de fé idôneo no qual celebrar e viver o matrimônio”, não obstante as insídias destruidoras da cultura dominante do efêmero e do provisório. “Como disse várias vezes” – concluiu o Papa –, “é preciso coragem para se casar no tempo em que vivemos. E os que têm a força e a alegria de realizar este passo importante devem sentir a seu lado o afeto e a proximidade concreta da Igreja. Com este auspício, renovo os votos de bom trabalho para o novo ano que o Senhor nos doa”. Fonte:Radio Vaticano

Papa: São os preguiçosos, os cristãos estacionados

Sejam cristãos corajosos, ancorados na esperança e capazes de suportar momentos difíceis. Esta é a forte exortação do Papa na Missa matutina na Casa Santa Marta. Os cristãos preguiçosos, ao invés, são parados, destacou Francisco, e para eles a Igreja é um belo estacionamento. O Papa desenvolve a sua homilia partindo da Leitura da Carta aos Hebreus. O zelo de que fala, a coragem de ir avante deve ser a nossa atitude diante da vida, como os que treinavam no estádio para vencer. Mas a Leitura fala também da preguiça, que é o contrário da coragem. “Viver na geladeira”, sintetizou o Papa, “para que tudo permaneça assim”: “Os cristãos preguiçosos, os cristãos que não têm vontade de ir avante, os cristãos que não lutam para fazer as coisas mudarem, coisas novas, coisas que fariam bem a todos se mudassem. São os preguiçosos, os cristãos estacionados: encontraram na Igreja um belo estacionamento. E quando digo cristãos, digo leigos, padres, bispos… Todos. E como existem cristãos estacionados! Para eles, a Igreja é um estacionamento que protege a vida e vão adiante com todas as garantias possíveis. Mas esses cristãos parados me fazem lembrar de uma coisa que nossos avós diziam quando éramos crianças: ‘Fique atento porque água parada, que não escorre, é a primeira a se corromper’”. Ancorados na esperança O que torna os cristãos corajosos é a esperança, enquanto “os cristãos preguiçosos” não têm esperança, estão “aposentados”, disse o Papa. É belo se aposentar depois de tantos anos de trabalho, mas – advertiu -, “passar toda a sua vida aposentado é ruim!”. Ao invés, a esperança é âncora à qual se agarrar para lutar inclusive nos momentos difíceis  : “Esta é a mensagem de hoje: a esperança, aquela esperança que não desilude, que vai além. E diz: uma esperança que ‘é uma âncora segura e firme para a nossa vida’. A esperança é a âncora: nós a lançamos e ficamos agarrados na corda, mas ali, indo ali. Esta é a nossa esperança.  Não se deve pensar: ‘Sim, mas tem o céu, ah que belo, vou ficar aqui…’. Não. A esperança é lutar, agarrados na corda para chegar lá. Na luta de todos os dias, a esperança é uma virtude de horizontes, não de fechamentos! Talvez seja a virtude que menos se compreende, mas é a mais forte. A esperança: viver na esperança, viver de esperança, olhando sempre para frente com coragem. ‘Sim, padre –vocês podem me dizer -, mas existem momentos difíceis, o que devo fazer?’. Agarre-se à corda e suporte”. Cristãos estacionados olham apenas a si mesmos, são egoístas “A nenhum de nós a vida é presenteada”, observa Francisco, devemos ao invés ter a coragem de ir avante e aguentar. Cristãos corajosos, tantas vezes erram, mas “todos erram”, disse o Papa, “erra aquele que vai em frente”, enquanto “aquele que está parado parece não errar”. E quando “não se pode caminhar, porque tudo é escuro, tudo está fechado”, você tem que suportar, ter perseverança. Em conclusão, Francisco nos convida a nos perguntar se somos cristãos fechados ou de horizontes e se nos maus momentos somos capazes de suportar com a consciência de que a esperança não desilude: “porque eu sei – afirmou – que Deus não desilude”: “Vamos nos fazer a pergunta: como sou eu? como é a minha vida de fé? é uma vida de horizontes, de esperança, de coragem, de ir para a frente ou uma vida morna que nem mesmo sabe suportar os maus momentos? E que o Senhor nos dê a graça, como pedimos na Oração da coleta, para superar os nossos egoísmos, porque os cristãos estacionados, os cristãos parados, são egoístas. Olhando somente para si mesmos, não sabem levantar a cabeça para olhar para Ele. Que o Senhor nos dê esta graça”. Fonte: Rádio Vaticano

Papa: 3 tarefas para colocar Jesus como o centro de nossa vida

Tem início, depois do Natal, um novo tempo litúrgico: o Tempo Comum, mas “Jesus é sempre o centro da vida cristã, a primeira e a última Palavra do Pai, o Senhor do Universo, o Salvador do mundo. Não há outro, é único”, disse o Papa Francisco na missa matutina, desta segunda-feira (09/01), na Casa Santa Marta. Conhecer “Este é o centro de nossa vida: Jesus Cristo. Jesus Cristo que se manifesta, se mostra e nós somos convidados a conhecê-lo, a reconhecê-lo na vida, nas várias circunstâncias da vida, reconhecer Jesus, conhecer Jesus. Olha, Padre, eu conheço a vida daquele santo, daquela santa, ou também as aparições aqui e acolá. Isso é bom, os santos são os santos, são grandes! As aparições nem todas são verdadeiras! Os santos são importantes, mas o centro é Jesus Cristo: sem Jesus Cristo não existem os santos! Uma pergunta: O centro da minha vida é Jesus Cristo? Como é a minha relação com Jesus Cristo”? “Existem três tarefas”, afirmou o Papa, “que atestam que Jesus é o centro de nossa vida”: a primeira é conhecê-lo para reconhecê-lo. Em seu tempo, muitos não o reconheceram: “os doutores da lei, os sumos sacerdotes, os escribas, os saduceus e alguns fariseus”. Aliás, “o perseguiram, o mataram”. É preciso se perguntar: “Interessa-me conhecer Jesus? Ou me interessam mais as novelas, as fofocas, as ambições, o saber da vida dos outros?” “A oração e o Espírito Santo me levam a conhecer Jesus”, explicou o Papa Francisco. O Evangelho também. Ele deve ser levado sempre comigo para que eu possa ler uma passagem todos os dias: “É a única maneira para conhecer Jesus”. Depois, “o Espírito Santo faz o trabalho. Esta é a semente. Quem faz germinar e crescer a semente é o Espírito santo”. Adorar A segunda tarefa é adorar Jesus. Não somente lhe pedir coisas e agradecê-lo. O Papa pensou em duas maneiras para adorar Jesus: “a oração de adoração em silêncio” e “tirar de nosso coração as outras coisas que adoramos, que nos interessam mais. Ter somente Deus. As outras coisas servem se sou capaz de adorar a Deus”: “Há uma pequena oração que nós rezamos: o Glória. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, mas muitas vezes a proferimos como papagaios. Esta oração é adoração! Glória! Adoro o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Adorar, com pequenas orações, com o silêncio diante da grandeza de Deus, adorar Jesus e dizer: Tu és meu amigo, és o princípio e o fim e contigo quero permanecer por toda a vida, toda a eternidade. És único. Expulsar as coisas que me impedem de adorar Jesus.” Seguir “A terceira tarefa”, sublinhou o Papa, “é a do Evangelho de hoje em que Jesus chama os primeiros discípulos para segui-lo. Significa colocar Jesus no centro de nossa vida: “A vida cristã é simples, muito simples, mas precisamos da graça do Espírito Santo para que desperte em nós o desejo de conhecer Jesus, adorar Jesus e segui-Lo. Por isso, pedimos ao Senhor no início da oração da Coleta para saber o que devemos fazer, para ter a força de fazer o que devemos. Para ser cristãos todos os diais não são necessárias coisas estranhas, difíceis, coisas supérfluas, não. É simples: Que na simplicidade de todos os dias o Senhor nos dê a graça de conhecer Jesus, adorar e seguir Jesus.”

Papa Francisco reza pelos 56 presos mortos durante rebelião em Manaus

O Papa Francisco lamentou a morte de 56 presos durante a rebelião ocorrida entre domingo e segunda-feira no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) em Manaus (AM). O Pontífice pediu para rezar pelas vítimas e por todos os presos do mundo. Os enfrentamentos se deram como consequência da lita pelo controle das redes de tráfico de drogas entre duas facções rivais com forte presença no interior da prisão, que abriga 1224 presos. Depois de várias horas de negociação, durante as quais conseguiram a libertação de 12 guardas feitos reféns, as autoridades recuperaram o controle do centro penitenciário. “Ontem, chegaram do Brasil notícias dramáticas sobre o massacre ocorrido no cárcere de Manaus, onde uma rebelião violenta entre facções rivais causou dezenas de mortos. Expresso minha dor e preocupação por esse acontecimento. Convido a rezar pelos defuntos e seus familiares, por todos os detentos desse cárcere e por aqueles que trabalham ali”, afirmou o Santo Padre. O Bispo de Roma lançou um apelo a que as prisões sejam lugares de educação e de reinserção e que, nelas, sejam respeitados os direitos humanos. “Renovo o apelo para que as prisões sejam lugares de reeducação e reinserção social, e que as condições de vida dos reclusos sejam dignas de pessoas humanas”. O santo Padre também convidou a “rezar pelos detentos mortos e vivos, e também por todos os encarcerados do mundo para que as prisões sejam para reinserir e não sejam superlotadas, para que sejam lugares de reinserção”. Fonte: ACI Digital

Papa: somos um povo com uma Mãe, não somos órfãos

O Papa Francisco presidiu, neste domingo (1º/01), 50º Dia Mundial da Paz, a celebração eucarística na Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, na Basílica de São Pedro. «Quanto a Maria, conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração». Assim descreve o Evangelista Lucas a atitude com que Maria acolhe tudo aquilo que estava vivendo naqueles dias. Ternura maternal “Longe de querer compreender ou dominar a situação, Maria é a mulher que sabe conservar, isto é, proteger, guardar no seu coração a passagem de Deus na vida do seu povo. Aprendeu a sentir a pulsação do coração do seu Filho, ainda Ele estava no seu ventre, ensinando-Lhe a descobrir, durante toda a vida, o palpitar de Deus na história. Aprendeu a ser mãe e, nesta aprendizagem, proporcionou a Jesus a bela experiência de saber-Se Filho. Em Maria, o Verbo eterno não só Se fez carne, mas aprendeu também a reconhecer a ternura maternal de Deus. Com Maria, o Deus-Menino aprendeu a ouvir os anseios, as angústias, as alegrias e as esperanças do povo da promessa. Com Ela, descobriu-Se a Si mesmo como Filho do santo povo fiel de Deus.” Nos Evangelhos, Maria aparece como mulher de poucas palavras, sem grandes discursos nem protagonismos, mas com um olhar atento que sabe guardar a vida e a missão do seu Filho e, consequentemente, de tudo o que Ele ama. Soube guardar os alvores da primeira comunidade cristã, aprendendo deste modo a ser mãe duma multidão. Maternidade “Aproximou-se das mais diversas situações, para semear esperança. Acompanhou as cruzes, carregadas no silêncio do coração dos seus filhos. Muitas devoções, muitos santuários e capelas nos lugares mais remotos, muitas imagens espalhadas pelas casas nos lembram esta grande verdade. Maria deu-nos o calor materno, que nos envolve no meio das dificuldades; o calor materno que não deixa, nada e ninguém, apagar no seio da Igreja a revolução da ternura inaugurada pelo seu Filho. Onde há uma mãe, há ternura. E Maria, com a sua maternidade, nos mostra que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos, mas dos fortes; ensina-nos que não há necessidade de maltratar os outros para sentir-se importante. E o santo povo fiel de Deus, desde sempre, a reconheceu e aclamou como a Santa Mãe de Deus.” O Papa disse ainda que “celebrar, no início de um novo ano, a maternidade de Maria como Mãe de Deus e nossa mãe significa avivar a certeza que nos há de acompanhar no decorrer dos dias: somos um povo com uma Mãe, não somos órfãos”. Sabor de família “As mães são o antídoto mais forte contra as nossas tendências individualistas e egoístas, contra os nossos isolamentos e apatias. Uma sociedade sem mães seria não apenas uma sociedade fria, mas também uma sociedade que perdeu o coração, que perdeu o «sabor de família». Uma sociedade sem mães seria uma sociedade sem piedade, com lugar apenas para o cálculo e a especulação. Com efeito as mães, mesmo nos momentos piores, sabem testemunhar a ternura, a dedicação incondicional, a força da esperança. Aprendi muito com as mães que, tendo os filhos na prisão ou estendidos numa cama de hospital ou subjugados pela escravidão da droga, esteja frio ou calor, faça chuva ou sol, não desistem e continuam lutando para lhes dar o melhor; ou com as mães que, nos campos de refugiados ou até no meio da guerra, conseguem abraçar e sustentar, sem hesitação, o sofrimento dos seus filhos. Mães que dão, literalmente, a vida para que nenhum dos filhos se perca. Onde estiver a mãe, há unidade, há sentido de pertença: pertença de filhos.” Para Francisco, “começar o ano lembrando a bondade de Deus no rosto materno de Maria, no rosto materno da Igreja, nos rostos de nossas mães, nos protege daquela doença corrosiva que é a «orfandade espiritual»: a orfandade que a alma vive quando se sente sem mãe e lhe falta a ternura de Deus; a orfandade que vivemos quando se apaga em nós o sentido de pertença a uma família, a um povo, a uma terra, ao nosso Deus; a orfandade que se aninha no coração narcisista que sabe olhar só para si mesmo e para os seus interesses, e cresce quando esquecemos que a vida foi um dom – dela somos devedores a outros – e somos convidados a partilhá-la nesta casa comum”. Orfandade espiritual “Foi esta orfandade autorreferencial que levou Caim a dizer: «Sou, porventura, guarda do meu irmão?». Como se declarasse: ele não me pertence, não o reconheço. Tal atitude de orfandade espiritual é um câncer que silenciosamente enfraquece e degrada a alma. E assim, pouco a pouco, nos vamos degradando, já que ninguém nos pertence e nós não pertencemos a ninguém: degrado a terra, porque não me pertence; degrado os outros, porque não me pertencem; degrado a Deus, porque não Lhe pertenço; e, por fim, acabamos por nos degradar a nós próprios, porque esquecemos quem somos e o «nome» divino que temos. A perda dos laços que nos unem, típica da nossa cultura fragmentada e desunida, faz com que cresça esta sensação de orfandade e, por conseguinte, de grande vazio e solidão. A falta de contato físico (não o virtual) vai cauterizando os nossos corações, fazendo-lhes perder a capacidade da ternura e da maravilha, da piedade e da compaixão. A orfandade espiritual faz-nos perder a memória do que significa ser filhos, ser netos, ser pais, ser avós, ser amigos, ser crentes; faz-nos perder a memória do valor da diversão, do canto, do riso, do repouso, da gratuidade.” “Celebrar a festa da Santa Mãe de Deus faz despontar novamente no rosto o sorriso de nos sentirmos povo, de sentir que nos pertencemos; saber que as pessoas, somente dentro duma comunidade, duma família, podem encontrar a «atmosfera», o «calor» que permite aprender a crescer humanamente, e não como meros objetos destinados a «consumir e ser consumidos». Celebrar a festa da Santa Mãe de Deus nos lembra que não somos mercadoria de troca nem terminais receptores de informação. Somos filhos, somos

Papa: todos temos algo de ovelha perdida

O ponto central da homilia do Papa na manhã da terça-feira (06/12) foi o Evangelho da ovelha perdida com a alegria pela consolação do Senhor. “Ele vem como um juiz” – explicou Francisco – “mas um juiz que cuida, um juiz cheio de ternura: faz de tudo para nos salvar”: não vem “para condenar mas para salvar”, procura cada um de nós, nos ama pessoalmente, “não ama a massa indistinta”, mas “nos ama por nome, nos ama como somos”. A ovelha perdida – comentou o Papa – “não se perdeu porque não tinha uma bússola. Conhecia bem o caminho”. Se perdeu porque “o coração estava doente”, cego por “uma dissociação interior” e foge “para ficar longe do Senhor, para saciar aquela escuridão interior que a levava à vida dupla”: estar no rebanho e fugir para a escuridão. “O Senhor conhece estas coisas” e “vai a sua procura”. “A figura que melhor me faz entender o comportamento do Senhor com a ovelha perdida – confessa o Papa – é o comportamento do Senhor com Judas”. “A mais perfeita ovelha perdida no Evangelho é Judas: um homem que sempre, sempre tinha algo de amargo no coração, algo a criticar nos outros, sempre separado. Não sabia da doçura da gratuidade de viver com todos os outros. E sempre, esta ovelha não estava satisfeita – Judas não era um homem satisfeito! – fugia. Fugia porque era ladrão, ia para aquele outro lado, ele. Outros são luxuriosos, outros… Mas sempre escapam porque têm aquela escuridão no coração que o separa do rebanho. E aquela vida dupla, aquela vida dupla de tantos cristãos, e também, com dor, podemos dizer, sacerdotes, bispos… E Judas era bispo, era um dos primeiros bispos, eh? A ovelha perdida. Pobre! Pobre este irmão Judas como o chamava padre Mazzolati, naquele sermão tão bonito. ‘Irmão Judas, o que acontece no teu coração?’. Nós devemos entender as ovelhas perdidas. Também nós temos sempre algo, pequeno ou nem tanto, das ovelhas perdidas”. Aquilo que faz a ovelha perdida – destacou o Papa – não é tanto um erro quanto uma doença que está no coração e da qual o diabo tira proveito. Assim, Judas, com o seu “coração dividido, dissociado”, é “o ícone da ovelha perdida” e que o pastor vai procurar. Mas Judas não entende e “no final quando viu aquilo que a própria vida dupla provocou na comunidade, o mal que semeou, com sua escuridão interior, que o levava a fugir sempre, procurando luzes que não eram a luz do Senhor mas luzes como enfeites de Natal”, “luzes artificiais”, “se desesperou”. O Papa comentou: “Há uma palavra na Bíblia – o Senhor é bom, também para estas ovelhas, nunca deixa de procurá-las – há uma palavra que diz que Judas se enforcou, enforcou e ‘arrependido’. Eu creio que o Senhor tomará aquela palavra e a levará consigo, eu não sei, talvez, mas aquela palavra nos faz duvidar. Mas essa palavra o que significa? Que até o final o amor de Deus, trabalha naquela alma, até o momento do desespero. E esta é a atitude do Bom Pastor com a ovelha perdida. Este é o anúncio, a boa notícia que nos traz o Natal e nos pede essa sincera alegria que muda o coração, que nos leva a nos deixarmos consolar pelo Senhor, e não as consolações que procuramos para tentar desabafar, para escapar da realidade, escapar da tortura interior, da divisão interior”. Jesus, quando encontra a ovelha perdida não a insulta, ainda que tenha feito tanto mal. No Jardim das Oliveiras chama Judas “Amigo”. São as carícias de Deus: “Quem não conhece as carícias do Senhor não conhece a doutrina cristã! Quem não se deixa acariciar pelo Senhor está perdido! É esta a boa notícia, esta é a alegria sincera que nós hoje queremos. Esta é a alegria, esta é a consolação que buscamos: que venha o Senhor com o seu poder, que são as carícias, a encontrar-nos, para nos salvar, como a ovelha perdida e a nos levar para o rebanho de sua Igreja. Que o Senhor nos conceda esta graça, de esperar o Natal com as nossas feridas, com os nossos pecados, sinceramente reconhecidos, para esperar o poder desse Deus que vem nos consolar, que vem com poder, mas o seu poder é a ternura, as carícias que nasceram do seu coração, o seu coração tão bom que deu a vida por nós”. Fonte:Rádio Vaticano

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