Papa recebe Trump e lhe dá de presente Encíclica Laudato sì

Com um aperto de mão e um sorriso de ambos, começou na manhã desta quarta-feira (24/05) no Vaticano o primeiro encontro entre o Papa Francisco e o Presidente dos EUA, Donald Trump. Atravessando uma cidade blindada desde sua chegada, na noite de terça-feira (23/05), Trump deixou a Villa Taverna, residência do embaixador dos Estados Unidos onde estava alojada sua delegação, e chegou ao Pátio de São Dâmaso às 08:20 (03:20 em Brasília), sob fortes medidas de segurança e uma comitiva presidencial de dezenas de automóveis. O Presidente entrou no Estado do Vaticano através da porta do Perugino, depois de seguir pela Via da Conciliação sob os olhos de centenas de passantes e fiéis que estavam a caminho da Praça São Pedro, para participar da audiência geral. Trump estava acompanhado de sua esposa, Melania, a filha mais velha, Ivanka, o genro, Jared Kushner, e uma delegação de cerca de 20 pessoas, 12 das quais entraram no Palácio e estiveram com o Papa. A audiência particular, a portas fechadas, na biblioteca privada, começou às 8h33 (3h33 em Brasília) e durou 27 minutos. Foi possível ouvir Trump referir que esta era uma ‘grande honra’. Durante a audiência, esposa e filha do Presidente dos EUA visitaram a Capela Paulina e a Sala Regia, e depois aguardaram conversando com a delegação e representantes do Vaticano em uma sala adjacente. Em seguida, a comitiva foi chamada para o momento da troca de presentes e os habituais cumprimentos diante dos fotógrafos. O Papa ofereceu a Donald Trump as edições em inglês da mensagem para o Dia Mundial da Paz 2017 – dedicada à não-violência -, assinada especialmente para o Presidente dos EUA; das exortações “A Alegria do Evangelho” e “A Alegria do Amor”, sobre a família; bem como do documento sobre o cuidado da casa comum, a carta encíclica “Laudato sí”, que abrange a questão ecológica. Como é tradição em audiências a Chefes de Estado, Francisco ofereceu também um medalhão do seu Pontificado com dois ramos de oliveira entrelaçados, símbolo da paz que se sobrepõe à guerra, explicando detalhadamente o seu significado. Por sua vez, o líder estadunidense presenteou o Papa com uma coletânea dos cinco livros escritos por Martin Luther King e uma peça do monumento de granito que honra o ativista afro-americano em Washington e uma escultura de bronze. Um dos livros, “The Strength to Love” (“A Força do Amor”, 1963), traz a assinatura de Luther King. De acordo com nota da Casa Branca, a peça do monumento em granito é uma “homenagem à esperança, visão e inspiração do ativista para as gerações vindouras”. Com a peça e os livros, Trump também entregou uma cópia do discurso que o Papa ofereceu a uma sessão do Congresso dos EUA em setembro de 2015, na qual foi celebrado o legado de Luther King. Já a escultura de bronze foi feita à mão por um artista estadunidense não-identificado e representa “a esperança de um amanhã pacífico”, pois evoca dois valores universais: a unidade e a resistência, ainda segundo a Casa Branca. Antes das fotografias, Francisco cumprimentou com cordialidade Melania Trump, a quem perguntou “se já haviam comido uma pizza” e abençoou um terço que a esposa do Presidente tinha nas mãos. Também a filha, Ivanka, disse algumas palavras ao Papa, que a ouviu em silêncio. Depois de se despedirem do Pontífice, Trump e sua delegação, incluindo o Secretário de Estado, Rex W. Tillerson, e o conselheiro de Segurança Nacional, H. R. McMaster, se reuniram com o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, acompanhado por Dom Paul Gallagher, secretário do Vaticano para as relações com os Estados. Segundo a programação, o Presidente e toda a delegação visitou a Capela Sistina e a Basílica de São Pedro; e na sequência, a primeira-dama foi até o Hospital Pediátrico do Menino Jesus, propriedade da Santa Sé, enquanto a filha, Ivanka, seguiu para a Comunidade de Santo Egídio, no bairro de Trastevere. Fonte: Rádio Vaticano

Você sabe o que é Economia de Comunhão?

Conheça o projeto que nasceu no Brasil e tem como grande entusiasta o Papa Francisco No último dia 4 de fevereiro, o papa Francisco recebeu no Vaticano um grupo de pessoas ligadas a um movimento cultural e econômico chamado Economia de Comunhão – “um projeto no qual estou sinceramente interessado desde há muito tempo”, disse o papa. Nascido no Brasil em 1991, o projeto tem um objetivo claro: produzir riquezas em prol de quem se encontra em dificuldade e fomentar uma nova cultura em que a economia não esteja atrelada ao individualismo e ao crescimento das desigualdades. Originada no seio dos Focolares, um movimento de inspiração cristã fundado pela italiana Chiara Lubich em 1943, a Economia de Comunhão reúne empresas que se comprometem a empregar o seu lucro em favor de três causas: o sustento daqueles que se encontram em necessidade, projetos de formação cultural e de incentivo ao empreendedorismo e o incremento da própria empresa. Foi durante uma visita ao Brasil, com o contato com as periferias de São Paulo que Chiara, inspirada pela encíclica Centesimus Annus, de João Paulo II, que havia sido publicada recentemente, deu início à Economia de Comunhão. A comunhão de bens, valor vivido no Movimento dos Focolares desde a sua fundação, era assim traduzida para o mundo do empreendedorismo. “O que fez Chiara Lubich propor a Economia de Comunhão foi o desconforto que ela sentia diante da pobreza e da desigualdade social”, diz a professora universitária curitibana Maria Helena Fonseca Faller, presidente da Associação Nacional por uma Economia de Comunhão (Anpecom). Ela estava sentada próxima ao papa na audiência de fevereiro e saudou-o em nome das pessoas envolvidas com o projeto no Brasil. Aqui, a Economia de Comunhão está presente em 177 empresas de 12 estados. No mundo todo, são mais de 800 empresas. “O que diferencia os empresários da Economia de Comunhão é a vontade pessoal e concreta de fazer algo pelas pessoas que sofrem com a pobreza”, diz Maria Helena. “Não é uma questão ingênua. Sabemos que a erradicação da pobreza é um objetivo de longuíssimo prazo e está a décadas ou séculos de distância. Mas precisamos trabalhar com uma perspectiva”, afirma. As empresas ligadas ao movimento comprometem-se, em vista da superação da pobreza e da consolidação de um novo estilo de vida, com a disseminação de uma cultura de comunhão, com projetos de incentivo ao empreendedorismo – especialmente para jovens de baixa renda – e de superação de situações de vulnerabilidade econômica. Além disso, buscam meios de exercer a gestão de forma mais participativa e de humanizar as práticas de mercado. A ideia é que uma nova cultura fundamentada em um novo jeito de enxergar o outro torne-se a base de novas relações com os funcionários, os clientes, os fornecedores e os competidores. “Não adianta trabalhar só com os efeitos da pobreza. É preciso começar a trabalhar com uma mudança de cultura, criando novas formas de se construir a economia de mercado”, explica Maria Helena. “O nosso objetivo é a mudança cultural”. Foi justamente o que o papa reforçou em seu discurso no encontro com os membros de Economia de Comunhão, dizendo que “é preciso apostar na mudança das regras de jogo do sistema econômico-social”. “Quando o capitalismo faz da busca do lucro o seu único objetivo, corre o risco de se tornar uma estrutura idolátrica, uma forma de culto”, disse Francisco. “Se quiser ser fiel ao seu carisma, a Economia de Comunhão não deve apenas curar as vítimas, mas também construir um sistema no qual haja cada vez menos vítimas, onde na medida do possível elas deixem de existir”, alertou. “Mediante a vida de vocês, vocês demonstram que economia e comunhão se tornam melhores quando uma está ao lado da outra. Melhor a economia, sem dúvida, mas melhor também a comunhão, porque a comunhão espiritual dos corações é ainda mais completa quando se torna comunhão de bens, de talentos e de lucros”, disse o papa. Fonte: Aleteia

Moysés Azevedo no Congresso Shalom Recife: “Se deixem alcançar pela misericórdia!”

Por Gean Carlos França   Missa, louvor, pregação e uma adoração ao Santíssimo, marcaram o primeiro dia do Congresso Shalom Recife, cujo tema é Misericordiados para misericordiar. Já na homilia, o frei Adalgizo, presidente da celebração eucarística, falava o quanto a liturgia do dia já introduzia bem a temática do evento. “Que esse congresso possa fortalecer a fé de vocês, que vocês possam sair desse espaço convictos da missão, ou ainda mais, conscientes dá missão de vocês; misericordiados, aqueles que foram contemplados pela misericórdia, para misericordiar, para ser canal da graça de Deus”, exortou o religioso. Na sua primeira alocução no Congresso, Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Shalom, explicou o que é e qual a dinâmica da misericórdia Divina. ‘‘O que é misericórdia? ‘Misere’ é miséria, e ‘cordis’ coração. Deus coloca o seu coração divino em nossa miséria humana, e a miséria humana mais profunda é o nosso pecado! O seu e o meu! É ali que a misericórdia divina deseja nos alcançar. A misericórdia nos alcança em nossas feridas. Jesus vem para colocar seu coração em nossa miséria, para nos salvar.”   ‘‘Nas sagradas escrituras existem 2 termos bíblicos que o Papa Francisco gosta de retomar referentes a misericórdia – continuou Moysés. O primeiro termo na Bíblia, em hebraico, é Harami; e o segundo, Hesed. Mas o que significam? Harami significa a expressão do amor de Deus e que Ele gosta de comparar a uma versão feminina, aquele amor de entranhas, de mãe; Lembra a passagem de Isaías que questiona: ‘Pode uma mãe se esquecer de um filho que gerou?’ Harami é esse tipo de amor misericordioso, um amor de entranhas, de vísceras. A mulher abre espaço dentro de si para gerar outro ser, e se alegra com ele, sofre com ele, a ponto de estar disposta a tudo, a dar de si e, se preciso, dar a sua própria vida! E Deus nos ama assim!’’, prosseguiu. Moysés continuou falando da outra dimensão do amor misericordioso: o Hesed. ‘‘É o amor em sua dimensão mais masculina, paterna. É o amor que é fidelidade, como um pai que é fiel e que está pronto para perdoar sempre’’, explicou. ‘‘Hesed significa aliança, a aliança de Deus com seu povo. Nós queremos ser fiéis, mas nem sempre conseguimos. Mas o Amor Hesed de Deus é tão grande que ele nos diz: ‘Eu serei Hesed por mim e por ti! Se tu quebrares a aliança, o meu amor te sustentará, te reanimará, como um pai caminha com seu filho. E se você não souber caminhar, como um pai, Eu te ensinarei, te levantarei.’’’ Misericórdia: uma experiência daqueles que se rasgam Moysés esclareceu, então, o que é necessário para viver uma experiência com a misericórdia divina, reforçando a importância do reconhecimento pessoal de cada um como um pecador e necessitado da graça do Pai. ‘‘Para sermos misericordiados, a gente precisa de um receptáculo. E qual o receptáculo da misericórdia em nossa vida? O nosso pecado! É ele o lugar onde a misericórdia age. Para sermos alcançados precisamos compreender que muitas vezes escolhemos mal, erramos! Quebramos a nossa cara, ferimos a nós mesmos e aos outros. Sentimos a dor em nós e não a transferimos a ninguém, porque foi eu que escolhi, eu que pequei, eu que fraquejei.’’ ‘‘Quanto mais se abafa uma ferida, mais ela se torna podre, ela gangrena. Por isso que é uma graça reconhecer nossa miséria e expor diante de Deus, ser transparentes. A dor é necessária para sermos curados! Essa dor do ‘Pequei, Senhor!’. E, rápido, o Amor de Deus vem, cura e salva. É preciso tocar nas misérias, sentir a dor dos pecados, nos arrepender e fazer a experiência da misericórdia! Rasgue-se, ou você nunca será visitado pela misericórdia!’’, concluiu. Misericordiados: novas criaturas  “Meus irmãos, quando nos confessamos sinceramente, Deus perdoa os nossos pecados e Ele esquece. A gente não esquece, mas Deus esquece, cancela. E nós somos uma nova criatura, o que ficou para trás, ficou para trás. Deus diz: eu jogarei os vossos pecados no fundo do mar. Deus nos dar a chance de recomeçar. Você é uma nova criatura, o problema é que a gente não acredita nisso, não tomamos posse da graça que Deus dar. A misericórdia não nos remenda, mas nos recria. Nós somos uma nova criatura. Como aquele pai que vai levantando, levantando até o filho ficar de pé. A misericórdia faz isso, nos capacita para uma vida nova, real, concreta.” Misericordiar: um dever   Moisés seguiu explicando que ao recebermos a misericórdia somos impulsionados a misericordiar. “A misericórdia é uma ação de Deus benevolente. Deus que é misericordioso comigo, Deus que misericordia, nós que precisamos ser misericordiados, precisamos fazer uma experiência com a misericórdia de Deus, para misericordiar, agir com misericórdia como somos misericordiados. É isso que vamos falar nesse final de semana: misericordiados para misericordiar. Só pode dar a misericórdia de Deus quem experimentou da misericórdia. É fazendo misericórdia que podemos misericoridar. Se deixem misericordiar, se deixem alcançar pela misericórdia, com um coração reto e sincero, se deixem alcançar!”, finalizou.

Papa, jovens e Assis na programação Convenção Shalom 35 anos

A programação oficial da Convenção 35 anos, promete uma semana de muitas graças para toda a Família Shalom que, em peregrinação a Roma, renovará a sua oferta da vida a Deus, pela Evangelização dos povos.  A Convenção iniciará às 17h do dia 3 de setembro, em uma das Basílicas Papais de Roma, onde todos juntos, vindos de várias nações, celebraremos a Eucaristia dando início a peregrinação.  Audiência privada com Papa Francisco No dia seguinte, 4 de setembro, a partir das 8h da manhã, todos se reunirão na “Sala Paulo VI”, no Vaticano, onde viveremos um momento histórico: encontraremos o Santo Padre, o Papa Francisco, em audiência privada concedida à Comunidade Shalom e como família, como povo, escutaremos as Palavras do Santo Padre e, aos pés do Sucessor de Pedro, renovaremos a oferta da nossa vida a Deus, em vista de nossa missão na Igreja e no mundo.  Congresso Internacional de Jovens Shalom Ainda na tarde do dia 4, como extensão do momento inicial junto ao Papa, daremos início ao Congresso Internacional de Jovens Shalom. Não apenas os jovens, viverão um forte momento de comunhão, alegria, oração, testemunhos, espetáculos artísticos, shows, animação, mas todos os peregrinos presentes. Escutaremos o nosso fundador, Moysés Azevedo, nossa co-fundadora, Maria Emmir Nogueira, e teremos a presença de vários amigos e pastores que nos acompanharam ao longo de nossos 35 anos de história.  O Congresso ainda se estenderá por todo o dia 5 de setembro, com momentos de formação, espetáculo, show do Missionário Shalom e muito mais.  Assis Para dar continuidade a programação da Convenção Shalom, no 7 de setembro, acontecerá uma peregrinação para Assis, um dia dedicado à Divina Misericórdia. Unidos a São Francisco, homem da Paz, viveremos uma manhã de reconciliação com Deus através de uma celebração penitencial, confissões e da Santa Missa. Após esse momento, conheceremos melhor os lugares santos e as belezas da cidade medieval de Assis No dia 8 de setembro, festa da Natividade de Nossa Senhora, celebraremos em Roma uma Liturgia Mariana, cantando o nosso Magnificat a Deus pelas maravilhas que Ele tem realizado ao longo dos 35 anos de história.  No dia 9 de setembro, com nosso Fundador e nossa co-fundadora, viveremos um dia dedicado à pessoa do Espírito Santo, onde serão aprofundadas as palavras do Santo Padre ditas no início da Convenção, suplicando a Deus que renove em nós os Seus dons para a missão.  Venha viver e participar com o Shalom o programa completo da Convenção, uma semana de peregrinação, louvor e oferta de vida!  Cada dia será cheio de muitas surpresas e bênçãos de Deus. Inscreva-se e escolha seu pacote de viagens pelo site: http://comunicacaosh.wixsite.com/shalom35anos/pacotes Não perca esta grande festa de aniversário de 35 anos da Comunidade Shalom! Angela Barroso

A dor do Papa pelo atentado de Londres

“Profundamente entristecido pela perda de vidas humanas e pelos danos causados pelo ataque no centro de Londres, Sua Santidade o Papa Francisco expressa sua solidariedade através da oração para com todas as pessoas atingidas por esta tragédia”. Foi o que escreveu o Secretário de Estado Dom Pietro Parolin em um telegrama enviado em nome do Papa ao Cardeal Vincent Nichols, Arcebispo de Westminster e presidente da Conferência Episcopal da Inglaterra e País de Gales. “Confiando aqueles que morreram à misericórdia amorosa de Deus Todo-Poderoso, Sua Santidade – escreve Dom Parolin – invoca a força divina e a paz sobre em suas famílias enlutadas e assegura à nação a sua oração neste momento”. Fonte: Rádio Vaticano

Francisco: “Vítimas de violência, sejam construtoras de paz!”

A capital colombiana está recebendo desde quinta-feira (02/02) até domingo (05/02) 16ª Cúpula Mundial de vencedores do Prêmio Nobel da Paz. Mais de 30 personalidades e organizações premiadas estão presentes, compactos ao apoiar os acordos de paz entre o governo do país e a ex-guerrilha das FARC. “Quando as vítimas resistem à vingança, promovem o diálogo e a verdadeira reconciliação”: é o que afirma o Papa Francisco em mensagem enviada ao Encontro, intitulado “Paz e Reconciliação”. “O Papa” – como escreve o Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado que assina a mensagem – “exorta a promover o acordo e o diálogo entre os povos; e de modo especial, está confiante nos esforços da Colômbia neste sentido, que podem inspirar todas as comunidades a superar as divisões a fim de que as vítimas da violência sejam capazes de resistir a tentações como represálias e se tornem construtoras de paz”. É a primeira vez que esta cúpula se realiza na América Latina. Na abertura, o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, último ganhador do Nobel, afirmou que é preciso mudar o discurso de terrorismo e rejeição aos imigrantes. Em 52 anos, a guerra na Colômbia causou 260.000 mortos, mais de 60.000 desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados. O conflito envolveu cerca de três dezenas de grupos de guerrilha de esquerda, entre os quais as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que assinaram um acordo de paz com o governo no final de novembro, e o Exército de Libertação Nacional (ELN), último grupo rebelde ainda ativo, que deve iniciar negociações com as autoridades no próximo dia 8 de fevereiro. Fonte: Rádio Vaticano

Papa fala dos desafios que dificultam a fidelidade à vocação

O Santo Padre concluiu suas atividades, na manhã deste sábado (28/01), no Vaticano, recebendo na Sala Clementina, cerca de 100 participantes na Plenária da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. Em seu pronunciamento, o Papa expressou sua satisfação em receber os membros da Congregação que, nestes dias, em sua plenária, refletiram sobre o tema da “fidelidade e dos abandonos”: “O tema que escolheram é importante. Podemos dizer que, neste momento, a fidelidade é colocada à prova: é o que demonstram as estatísticas que examinaram. Encontramo-nos diante de certa “hemorragia” que enfraquece a vida consagrada e a própria vida da Igreja. Os abandonos na vida consagrada nos preocupam muito. É verdade que alguns a deixam por um gesto de coerência, porque reconhecem, depois de um sério discernimento, que nunca teve vocação; outros, com o passar do tempo, faltam de fidelidade, muitas vezes a apenas alguns anos da sua profissão perpétua”. Aqui, o Papa perguntou: o que aconteceu? Como vocês destacaram no seu encontro, são muitos os fatores que condicionam a fidelidade nesse tempo de mudança de época em que se torna difícil assumir compromissos sérios e definitivos. Neste sentido, Francisco destacou alguns desses fatores: “O primeiro fator que não ajuda a manter a fidelidade é o contexto social e cultural em que vivemos. De fato, vivemos imersos na chamada “cultura do fragmento”, do  “provisório”, que pode levar a viver “à la carte” e ser escravo da moda. Esta cultura leva à necessidade de se manter sempre abertas as “portas laterais” para outras possibilidades, alimenta o consumismo e esquece a beleza de uma vida simples e austera, provocando muitas vezes um grande vazio existencial”. Vivemos em uma sociedade onde as regras econômicas substituem as leis morais, ditam e impõem seus próprios sistemas de referência em detrimento dos valores da vida; uma sociedade onde a ditadura do dinheiro e do lucro defende sua visão de existência. Em tal situação, disse o Pontífice, é preciso primeiro deixar-se evangelizar e, depois, comprometer-se com a evangelização. Assim, apresentou outros fatores ao contexto sócio-cultural: “Um deles é o mundo da juventude, um mundo complexo, rico e desafiador. Não faltam jovens generosos, solidários e comprometidos em nível religioso e social; jovens que buscam uma vida espiritual, que têm fome de algo diferente do que o mundo oferece. Mas, mesmo entre esses jovens, há muitas vítimas da lógica do mundanismo, como a busca do sucesso a qualquer preço, o dinheiro e o prazer fáceis”. Essa lógica, advertiu o Papa, atrai muitos jovens, mas nosso compromisso é estar ao lado deles para contagiá-los com a alegria do Evangelho e de pertença a Cristo. Essa cultura deve ser evangelizada. Aqui, indicou um terceiro fator condicionante, que vem da própria vida consagrada, onde, além de uma grande santidade não faltam situações de contra testemunho que tornam difícil a fidelidade: “Tais situações, entre outras, são: a rotina, o cansaço, o peso de gestão das estruturas, as divisões internas, a sede de poder… Se a vida consagrada quiser manter a sua missão profética e o seu encanto, continuando a ser escola de lealdade para os próximos e os distantes, deverá manter o frescor e a novidade da centralidade de Jesus, a atração pela espiritualidade e da força da missão, mostrar a beleza do seguimento de Cristo e irradiar esperança e alegria”. Outro aspecto ao qual a vida consagrada deverá prestar especial atenção é a “vida fraterna comunitária”, que deve ser alimentada pela oração comum, a leitura da palavra, a participação ativa nos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação, o diálogo fraterno, a comunicação sincera entre os seus membros, a correção fraterna, a misericórdia para com o irmão ou a irmã que peca, a partilha das responsabilidades. A seguir, o Santo Padre recordou a importância da vocação: “A vocação, como a própria fé, é um tesouro que trazemos em vasos de barro, que nunca deve ser roubado ou perder a sua beleza. A vocação é um dom que recebemos do Senhor, que fixou seu olhar sobre nós e nos amou, chamando-nos a segui-lo mediante a vida consagrada, como também uma responsabilidade para quem a recebeu”. Falando de lealdade e de abandono, disse ainda Francisco, “devemos dar muita importância ao acompanhamento. A vida consagrada deve investir na preparação de assistentes qualificados para este ministério. E concluiu dizendo que “muitas vocações se perdem por falta de bons líderes. Todas as pessoas consagradas precisam ser acompanhados em nível humano, espiritual e profissional. Aqui entra o discernimento que exige muita sensibilidade espiritual. Fonte: Rádio Vaticano

Papa: Igreja deve amparar quem tem a “coragem” de se casar

O Papa Francisco inaugurou na manhã deste sábado (21/01), na Sala Clementina, o Ano judiciário do Tribunal Apostólico da Rota Romana. Em seu discurso, o Pontífice falou da relação entre fé e matrimônio no contexto atual, que ele define carente de valores religiosos e que, portanto, condiciona também o consenso matrimonial. Quem hoje requer o matrimônio cristão – constatou Francisco – tem diversas experiências de fé: há quem participa ativamente da vida paroquial, quem se aproxima pela primeira vez; outros têm uma intensa vida de oração; outros, ao invés, são guiados por um sentimento religioso genérico; às vezes, são pessoas completamente distantes da fé. Diante desta situação, o Pontífice pede que a Igreja encontre “remédios válidos” contra o multiplicar-se de celebrações matrimoniais nulas ou inconsistentes. Francisco propõe dois remédios: o primeiro deles é a “formação dos jovens” mediante um caminho adequado de preparação para redescobrir o matrimônio e a família. Um caminho que deve envolver o pároco e toda a comunidade, pois é uma “ocasião extraordinária” de missão e evangelização. É neste momento da vida, afirma o Papa, que os esposos estão disponíveis a rever e a mudar a orientação existencial. Para isso, afirma, são necessárias pessoas com competência específica e preparadas de modo adequado para este serviço. “Neste espírito, reitero a necessidade de um ‘novo catecumenato’ em preparação ao matrimônio”. Para Francisco, este pode ser um “antídoto” contra a falência dos casamentos. O segundo “remédio” indicado pelo Papa é ajudar os recém-casados a prosseguirem o caminho na fé e na Igreja inclusive depois da celebração do matrimônio. “É necessário identificar, com coragem e criatividade, um projeto de formação para os esposos, com iniciativas voltadas a uma crescente consciência do sacramento recebido. Trata-se de encorajá-los a considerar os vários aspectos de sua vida de casal, que é sinal e instrumento do amor de Deus”, apontou o Papa. Mais uma vez, a comunidade paroquial é chamada em causa para amparar o casal depois do nascimento dos filhos e na obra educativa, para que não se sintam isolados. “Esses dois remédios que indiquei são finalizados a favorecer um contexto de fé idôneo no qual celebrar e viver o matrimônio”, não obstante as insídias destruidoras da cultura dominante do efêmero e do provisório. “Como disse várias vezes” – concluiu o Papa –, “é preciso coragem para se casar no tempo em que vivemos. E os que têm a força e a alegria de realizar este passo importante devem sentir a seu lado o afeto e a proximidade concreta da Igreja. Com este auspício, renovo os votos de bom trabalho para o novo ano que o Senhor nos doa”. Fonte:Radio Vaticano

Papa: São os preguiçosos, os cristãos estacionados

Sejam cristãos corajosos, ancorados na esperança e capazes de suportar momentos difíceis. Esta é a forte exortação do Papa na Missa matutina na Casa Santa Marta. Os cristãos preguiçosos, ao invés, são parados, destacou Francisco, e para eles a Igreja é um belo estacionamento. O Papa desenvolve a sua homilia partindo da Leitura da Carta aos Hebreus. O zelo de que fala, a coragem de ir avante deve ser a nossa atitude diante da vida, como os que treinavam no estádio para vencer. Mas a Leitura fala também da preguiça, que é o contrário da coragem. “Viver na geladeira”, sintetizou o Papa, “para que tudo permaneça assim”: “Os cristãos preguiçosos, os cristãos que não têm vontade de ir avante, os cristãos que não lutam para fazer as coisas mudarem, coisas novas, coisas que fariam bem a todos se mudassem. São os preguiçosos, os cristãos estacionados: encontraram na Igreja um belo estacionamento. E quando digo cristãos, digo leigos, padres, bispos… Todos. E como existem cristãos estacionados! Para eles, a Igreja é um estacionamento que protege a vida e vão adiante com todas as garantias possíveis. Mas esses cristãos parados me fazem lembrar de uma coisa que nossos avós diziam quando éramos crianças: ‘Fique atento porque água parada, que não escorre, é a primeira a se corromper’”. Ancorados na esperança O que torna os cristãos corajosos é a esperança, enquanto “os cristãos preguiçosos” não têm esperança, estão “aposentados”, disse o Papa. É belo se aposentar depois de tantos anos de trabalho, mas – advertiu -, “passar toda a sua vida aposentado é ruim!”. Ao invés, a esperança é âncora à qual se agarrar para lutar inclusive nos momentos difíceis  : “Esta é a mensagem de hoje: a esperança, aquela esperança que não desilude, que vai além. E diz: uma esperança que ‘é uma âncora segura e firme para a nossa vida’. A esperança é a âncora: nós a lançamos e ficamos agarrados na corda, mas ali, indo ali. Esta é a nossa esperança.  Não se deve pensar: ‘Sim, mas tem o céu, ah que belo, vou ficar aqui…’. Não. A esperança é lutar, agarrados na corda para chegar lá. Na luta de todos os dias, a esperança é uma virtude de horizontes, não de fechamentos! Talvez seja a virtude que menos se compreende, mas é a mais forte. A esperança: viver na esperança, viver de esperança, olhando sempre para frente com coragem. ‘Sim, padre –vocês podem me dizer -, mas existem momentos difíceis, o que devo fazer?’. Agarre-se à corda e suporte”. Cristãos estacionados olham apenas a si mesmos, são egoístas “A nenhum de nós a vida é presenteada”, observa Francisco, devemos ao invés ter a coragem de ir avante e aguentar. Cristãos corajosos, tantas vezes erram, mas “todos erram”, disse o Papa, “erra aquele que vai em frente”, enquanto “aquele que está parado parece não errar”. E quando “não se pode caminhar, porque tudo é escuro, tudo está fechado”, você tem que suportar, ter perseverança. Em conclusão, Francisco nos convida a nos perguntar se somos cristãos fechados ou de horizontes e se nos maus momentos somos capazes de suportar com a consciência de que a esperança não desilude: “porque eu sei – afirmou – que Deus não desilude”: “Vamos nos fazer a pergunta: como sou eu? como é a minha vida de fé? é uma vida de horizontes, de esperança, de coragem, de ir para a frente ou uma vida morna que nem mesmo sabe suportar os maus momentos? E que o Senhor nos dê a graça, como pedimos na Oração da coleta, para superar os nossos egoísmos, porque os cristãos estacionados, os cristãos parados, são egoístas. Olhando somente para si mesmos, não sabem levantar a cabeça para olhar para Ele. Que o Senhor nos dê esta graça”. Fonte: Rádio Vaticano

Papa: 3 tarefas para colocar Jesus como o centro de nossa vida

Tem início, depois do Natal, um novo tempo litúrgico: o Tempo Comum, mas “Jesus é sempre o centro da vida cristã, a primeira e a última Palavra do Pai, o Senhor do Universo, o Salvador do mundo. Não há outro, é único”, disse o Papa Francisco na missa matutina, desta segunda-feira (09/01), na Casa Santa Marta. Conhecer “Este é o centro de nossa vida: Jesus Cristo. Jesus Cristo que se manifesta, se mostra e nós somos convidados a conhecê-lo, a reconhecê-lo na vida, nas várias circunstâncias da vida, reconhecer Jesus, conhecer Jesus. Olha, Padre, eu conheço a vida daquele santo, daquela santa, ou também as aparições aqui e acolá. Isso é bom, os santos são os santos, são grandes! As aparições nem todas são verdadeiras! Os santos são importantes, mas o centro é Jesus Cristo: sem Jesus Cristo não existem os santos! Uma pergunta: O centro da minha vida é Jesus Cristo? Como é a minha relação com Jesus Cristo”? “Existem três tarefas”, afirmou o Papa, “que atestam que Jesus é o centro de nossa vida”: a primeira é conhecê-lo para reconhecê-lo. Em seu tempo, muitos não o reconheceram: “os doutores da lei, os sumos sacerdotes, os escribas, os saduceus e alguns fariseus”. Aliás, “o perseguiram, o mataram”. É preciso se perguntar: “Interessa-me conhecer Jesus? Ou me interessam mais as novelas, as fofocas, as ambições, o saber da vida dos outros?” “A oração e o Espírito Santo me levam a conhecer Jesus”, explicou o Papa Francisco. O Evangelho também. Ele deve ser levado sempre comigo para que eu possa ler uma passagem todos os dias: “É a única maneira para conhecer Jesus”. Depois, “o Espírito Santo faz o trabalho. Esta é a semente. Quem faz germinar e crescer a semente é o Espírito santo”. Adorar A segunda tarefa é adorar Jesus. Não somente lhe pedir coisas e agradecê-lo. O Papa pensou em duas maneiras para adorar Jesus: “a oração de adoração em silêncio” e “tirar de nosso coração as outras coisas que adoramos, que nos interessam mais. Ter somente Deus. As outras coisas servem se sou capaz de adorar a Deus”: “Há uma pequena oração que nós rezamos: o Glória. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, mas muitas vezes a proferimos como papagaios. Esta oração é adoração! Glória! Adoro o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Adorar, com pequenas orações, com o silêncio diante da grandeza de Deus, adorar Jesus e dizer: Tu és meu amigo, és o princípio e o fim e contigo quero permanecer por toda a vida, toda a eternidade. És único. Expulsar as coisas que me impedem de adorar Jesus.” Seguir “A terceira tarefa”, sublinhou o Papa, “é a do Evangelho de hoje em que Jesus chama os primeiros discípulos para segui-lo. Significa colocar Jesus no centro de nossa vida: “A vida cristã é simples, muito simples, mas precisamos da graça do Espírito Santo para que desperte em nós o desejo de conhecer Jesus, adorar Jesus e segui-Lo. Por isso, pedimos ao Senhor no início da oração da Coleta para saber o que devemos fazer, para ter a força de fazer o que devemos. Para ser cristãos todos os diais não são necessárias coisas estranhas, difíceis, coisas supérfluas, não. É simples: Que na simplicidade de todos os dias o Senhor nos dê a graça de conhecer Jesus, adorar e seguir Jesus.”

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