Papa Francisco reza pelos 56 presos mortos durante rebelião em Manaus

O Papa Francisco lamentou a morte de 56 presos durante a rebelião ocorrida entre domingo e segunda-feira no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) em Manaus (AM). O Pontífice pediu para rezar pelas vítimas e por todos os presos do mundo. Os enfrentamentos se deram como consequência da lita pelo controle das redes de tráfico de drogas entre duas facções rivais com forte presença no interior da prisão, que abriga 1224 presos. Depois de várias horas de negociação, durante as quais conseguiram a libertação de 12 guardas feitos reféns, as autoridades recuperaram o controle do centro penitenciário. “Ontem, chegaram do Brasil notícias dramáticas sobre o massacre ocorrido no cárcere de Manaus, onde uma rebelião violenta entre facções rivais causou dezenas de mortos. Expresso minha dor e preocupação por esse acontecimento. Convido a rezar pelos defuntos e seus familiares, por todos os detentos desse cárcere e por aqueles que trabalham ali”, afirmou o Santo Padre. O Bispo de Roma lançou um apelo a que as prisões sejam lugares de educação e de reinserção e que, nelas, sejam respeitados os direitos humanos. “Renovo o apelo para que as prisões sejam lugares de reeducação e reinserção social, e que as condições de vida dos reclusos sejam dignas de pessoas humanas”. O santo Padre também convidou a “rezar pelos detentos mortos e vivos, e também por todos os encarcerados do mundo para que as prisões sejam para reinserir e não sejam superlotadas, para que sejam lugares de reinserção”. Fonte: ACI Digital

Papa: somos um povo com uma Mãe, não somos órfãos

O Papa Francisco presidiu, neste domingo (1º/01), 50º Dia Mundial da Paz, a celebração eucarística na Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, na Basílica de São Pedro. «Quanto a Maria, conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração». Assim descreve o Evangelista Lucas a atitude com que Maria acolhe tudo aquilo que estava vivendo naqueles dias. Ternura maternal “Longe de querer compreender ou dominar a situação, Maria é a mulher que sabe conservar, isto é, proteger, guardar no seu coração a passagem de Deus na vida do seu povo. Aprendeu a sentir a pulsação do coração do seu Filho, ainda Ele estava no seu ventre, ensinando-Lhe a descobrir, durante toda a vida, o palpitar de Deus na história. Aprendeu a ser mãe e, nesta aprendizagem, proporcionou a Jesus a bela experiência de saber-Se Filho. Em Maria, o Verbo eterno não só Se fez carne, mas aprendeu também a reconhecer a ternura maternal de Deus. Com Maria, o Deus-Menino aprendeu a ouvir os anseios, as angústias, as alegrias e as esperanças do povo da promessa. Com Ela, descobriu-Se a Si mesmo como Filho do santo povo fiel de Deus.” Nos Evangelhos, Maria aparece como mulher de poucas palavras, sem grandes discursos nem protagonismos, mas com um olhar atento que sabe guardar a vida e a missão do seu Filho e, consequentemente, de tudo o que Ele ama. Soube guardar os alvores da primeira comunidade cristã, aprendendo deste modo a ser mãe duma multidão. Maternidade “Aproximou-se das mais diversas situações, para semear esperança. Acompanhou as cruzes, carregadas no silêncio do coração dos seus filhos. Muitas devoções, muitos santuários e capelas nos lugares mais remotos, muitas imagens espalhadas pelas casas nos lembram esta grande verdade. Maria deu-nos o calor materno, que nos envolve no meio das dificuldades; o calor materno que não deixa, nada e ninguém, apagar no seio da Igreja a revolução da ternura inaugurada pelo seu Filho. Onde há uma mãe, há ternura. E Maria, com a sua maternidade, nos mostra que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos, mas dos fortes; ensina-nos que não há necessidade de maltratar os outros para sentir-se importante. E o santo povo fiel de Deus, desde sempre, a reconheceu e aclamou como a Santa Mãe de Deus.” O Papa disse ainda que “celebrar, no início de um novo ano, a maternidade de Maria como Mãe de Deus e nossa mãe significa avivar a certeza que nos há de acompanhar no decorrer dos dias: somos um povo com uma Mãe, não somos órfãos”. Sabor de família “As mães são o antídoto mais forte contra as nossas tendências individualistas e egoístas, contra os nossos isolamentos e apatias. Uma sociedade sem mães seria não apenas uma sociedade fria, mas também uma sociedade que perdeu o coração, que perdeu o «sabor de família». Uma sociedade sem mães seria uma sociedade sem piedade, com lugar apenas para o cálculo e a especulação. Com efeito as mães, mesmo nos momentos piores, sabem testemunhar a ternura, a dedicação incondicional, a força da esperança. Aprendi muito com as mães que, tendo os filhos na prisão ou estendidos numa cama de hospital ou subjugados pela escravidão da droga, esteja frio ou calor, faça chuva ou sol, não desistem e continuam lutando para lhes dar o melhor; ou com as mães que, nos campos de refugiados ou até no meio da guerra, conseguem abraçar e sustentar, sem hesitação, o sofrimento dos seus filhos. Mães que dão, literalmente, a vida para que nenhum dos filhos se perca. Onde estiver a mãe, há unidade, há sentido de pertença: pertença de filhos.” Para Francisco, “começar o ano lembrando a bondade de Deus no rosto materno de Maria, no rosto materno da Igreja, nos rostos de nossas mães, nos protege daquela doença corrosiva que é a «orfandade espiritual»: a orfandade que a alma vive quando se sente sem mãe e lhe falta a ternura de Deus; a orfandade que vivemos quando se apaga em nós o sentido de pertença a uma família, a um povo, a uma terra, ao nosso Deus; a orfandade que se aninha no coração narcisista que sabe olhar só para si mesmo e para os seus interesses, e cresce quando esquecemos que a vida foi um dom – dela somos devedores a outros – e somos convidados a partilhá-la nesta casa comum”. Orfandade espiritual “Foi esta orfandade autorreferencial que levou Caim a dizer: «Sou, porventura, guarda do meu irmão?». Como se declarasse: ele não me pertence, não o reconheço. Tal atitude de orfandade espiritual é um câncer que silenciosamente enfraquece e degrada a alma. E assim, pouco a pouco, nos vamos degradando, já que ninguém nos pertence e nós não pertencemos a ninguém: degrado a terra, porque não me pertence; degrado os outros, porque não me pertencem; degrado a Deus, porque não Lhe pertenço; e, por fim, acabamos por nos degradar a nós próprios, porque esquecemos quem somos e o «nome» divino que temos. A perda dos laços que nos unem, típica da nossa cultura fragmentada e desunida, faz com que cresça esta sensação de orfandade e, por conseguinte, de grande vazio e solidão. A falta de contato físico (não o virtual) vai cauterizando os nossos corações, fazendo-lhes perder a capacidade da ternura e da maravilha, da piedade e da compaixão. A orfandade espiritual faz-nos perder a memória do que significa ser filhos, ser netos, ser pais, ser avós, ser amigos, ser crentes; faz-nos perder a memória do valor da diversão, do canto, do riso, do repouso, da gratuidade.” “Celebrar a festa da Santa Mãe de Deus faz despontar novamente no rosto o sorriso de nos sentirmos povo, de sentir que nos pertencemos; saber que as pessoas, somente dentro duma comunidade, duma família, podem encontrar a «atmosfera», o «calor» que permite aprender a crescer humanamente, e não como meros objetos destinados a «consumir e ser consumidos». Celebrar a festa da Santa Mãe de Deus nos lembra que não somos mercadoria de troca nem terminais receptores de informação. Somos filhos, somos

Papa: todos temos algo de ovelha perdida

O ponto central da homilia do Papa na manhã da terça-feira (06/12) foi o Evangelho da ovelha perdida com a alegria pela consolação do Senhor. “Ele vem como um juiz” – explicou Francisco – “mas um juiz que cuida, um juiz cheio de ternura: faz de tudo para nos salvar”: não vem “para condenar mas para salvar”, procura cada um de nós, nos ama pessoalmente, “não ama a massa indistinta”, mas “nos ama por nome, nos ama como somos”. A ovelha perdida – comentou o Papa – “não se perdeu porque não tinha uma bússola. Conhecia bem o caminho”. Se perdeu porque “o coração estava doente”, cego por “uma dissociação interior” e foge “para ficar longe do Senhor, para saciar aquela escuridão interior que a levava à vida dupla”: estar no rebanho e fugir para a escuridão. “O Senhor conhece estas coisas” e “vai a sua procura”. “A figura que melhor me faz entender o comportamento do Senhor com a ovelha perdida – confessa o Papa – é o comportamento do Senhor com Judas”. “A mais perfeita ovelha perdida no Evangelho é Judas: um homem que sempre, sempre tinha algo de amargo no coração, algo a criticar nos outros, sempre separado. Não sabia da doçura da gratuidade de viver com todos os outros. E sempre, esta ovelha não estava satisfeita – Judas não era um homem satisfeito! – fugia. Fugia porque era ladrão, ia para aquele outro lado, ele. Outros são luxuriosos, outros… Mas sempre escapam porque têm aquela escuridão no coração que o separa do rebanho. E aquela vida dupla, aquela vida dupla de tantos cristãos, e também, com dor, podemos dizer, sacerdotes, bispos… E Judas era bispo, era um dos primeiros bispos, eh? A ovelha perdida. Pobre! Pobre este irmão Judas como o chamava padre Mazzolati, naquele sermão tão bonito. ‘Irmão Judas, o que acontece no teu coração?’. Nós devemos entender as ovelhas perdidas. Também nós temos sempre algo, pequeno ou nem tanto, das ovelhas perdidas”. Aquilo que faz a ovelha perdida – destacou o Papa – não é tanto um erro quanto uma doença que está no coração e da qual o diabo tira proveito. Assim, Judas, com o seu “coração dividido, dissociado”, é “o ícone da ovelha perdida” e que o pastor vai procurar. Mas Judas não entende e “no final quando viu aquilo que a própria vida dupla provocou na comunidade, o mal que semeou, com sua escuridão interior, que o levava a fugir sempre, procurando luzes que não eram a luz do Senhor mas luzes como enfeites de Natal”, “luzes artificiais”, “se desesperou”. O Papa comentou: “Há uma palavra na Bíblia – o Senhor é bom, também para estas ovelhas, nunca deixa de procurá-las – há uma palavra que diz que Judas se enforcou, enforcou e ‘arrependido’. Eu creio que o Senhor tomará aquela palavra e a levará consigo, eu não sei, talvez, mas aquela palavra nos faz duvidar. Mas essa palavra o que significa? Que até o final o amor de Deus, trabalha naquela alma, até o momento do desespero. E esta é a atitude do Bom Pastor com a ovelha perdida. Este é o anúncio, a boa notícia que nos traz o Natal e nos pede essa sincera alegria que muda o coração, que nos leva a nos deixarmos consolar pelo Senhor, e não as consolações que procuramos para tentar desabafar, para escapar da realidade, escapar da tortura interior, da divisão interior”. Jesus, quando encontra a ovelha perdida não a insulta, ainda que tenha feito tanto mal. No Jardim das Oliveiras chama Judas “Amigo”. São as carícias de Deus: “Quem não conhece as carícias do Senhor não conhece a doutrina cristã! Quem não se deixa acariciar pelo Senhor está perdido! É esta a boa notícia, esta é a alegria sincera que nós hoje queremos. Esta é a alegria, esta é a consolação que buscamos: que venha o Senhor com o seu poder, que são as carícias, a encontrar-nos, para nos salvar, como a ovelha perdida e a nos levar para o rebanho de sua Igreja. Que o Senhor nos conceda esta graça, de esperar o Natal com as nossas feridas, com os nossos pecados, sinceramente reconhecidos, para esperar o poder desse Deus que vem nos consolar, que vem com poder, mas o seu poder é a ternura, as carícias que nasceram do seu coração, o seu coração tão bom que deu a vida por nós”. Fonte:Rádio Vaticano

Astronomia: eram os deuses astronautas?

Um livro lançado pelo suíço Erich von Däniken, no final dos anos 60, levantava essa questão. Na obra, o autor teoriza que grandes obras arquitetônicas como as pirâmides incas e egípcias, ou os moais das Ilhas de Páscoa, teriam ligações com seres extraplanetários, falava também de um possível cruzamento entre  espécies “extraterrestres” e espécies primatas teria gerado os seres humanos, e que muitos povos tratariam esses primeiros seres como deuses, por isso o título do livro. Bom… cada um acredita na viagem que quer, né rs. A noção de que existem outros seres inteligentes, além de nós seres humanos, não é tão nova. A Igreja afirma: ‘A existência dos seres espirituais, não-corporais, a que a Sagrada Escritura habitualmente chama anjos é uma verdade de fé’¹,  e ainda diz: ‘são dotados de inteligência e vontade: são criaturas pessoais e imortais’. Então, partimos da premissa de que sozinho não estamos. Mas uma coisa é não estar sozinho, outra coisa seria a existência de outras formas de vida corpóreas inteligentes. O professor Marie George da Universidade de St. John, em Nova York diz o seguinte: “A minha opinião é que a fé cristã não torna a existência – de extraterrestres inteligentes – impossível, mas a torna altamente improvável”, e diz ainda : “Deus é capaz de criar outras raças materiais inteligentes, mas na sua sabedoria pode muito bem ter-se limitado a um único, cuja carne foi assumida pelo Verbo eterno.”² O  Papa Francisco, certa vez disse em tom descontraído em uma homilia: “Seria impensável… mas se, por exemplo, amanhã uma expedição de marcianos viesse até nós – sim, marcianos, seres verdes, com nariz e orelhas grandes, exatamente como as crianças desenham – e dissessem: ‘Eu quero ser batizado’. O que aconteceria?” E seguiu dizendo: “Quando o senhor mostra o caminho, quem somos nós para dizer: ‘Não, o senhor não é decente’. Não, nós não podemos fazer dessa maneira. Quem somos nós para fechar as portas? Assim como na Igreja antiga e, ainda hoje, deveríamos abrir a porta e receber o povo. Nunca fomos um ministério de portas fechadas. Nunca”. Ontem, dia 02 de dezembro, no Brasil, celebrou-se o Dia Nacional da Astronomia, uma das ciências mais antigas do mundo, responsável pelo estudo dos corpos celestes (como estrelas, planetas, cometas, nebulosas, aglomerados de estrelas, galáxias) e fenômenos que se originam fora da atmosfera da Terra. O Coordenador do Observatório do Vaticano (órgão da Igreja responsável pelo estudo dos astros), Guy J. Consolmagno, SJ, disse: “As estrelas são gloriosas, e é um prazer estar envolvido em seu estudo. Sua glória proclama a glória do seu Criador!” Chesterton disse uma vez: “Se evolução simplesmente significa que algo positivo chamado macaco transformou-se lentamente em algo positivo chamado homem, então ela é inofensiva para o mais ortodoxo; pois, um Deus pessoal poderia muito bem criar coisas de modo lento ou rápido, especialmente se, como no caso do Deus cristão, ele estivesse situado fora do tempo”. Se por um acaso, vida inteligente em outro planeta, significa que algo tão positivo quanto o homem foi criado em outro lugar do espaço, não temos nós o que temer. Não podemos afirmar se estamos sozinhos, ou se existem outros irmãos inteligentes espalhados pelo espaço. Mas uma coisas podemos afirmar, a criação reflete e proclama a glória e o esplendor de seu Criador. Marcos Nunes [1] Catecismo da Igreja Católica 328. [2]http://aleteia.org/2013/08/19/e-t-my-brother-a-theology-of-space-aliens/#sthash.Q16oDwEU.dpuf [3]http://www.vaticanobservatory.va/content/specolavaticana.html

Tráfico de pessoas: indiferença é o maior obstáculo, afirma o Papa

No final da manhã desta segunda-feira (07/11), o Papa Francisco recebeu no Vaticano os participantes da II Assembleia da Rede Religiosa Europeia contra o Tráfico e a Exploração (Renate). Em seu discurso, o Pontífice reiterou que uma das mais dolorosas feridas abertas do nosso tempo é o tráfico de seres humanos, que constitui um verdadeiro crime contra a humanidade. “Enquanto muito foi feito para conhecer a gravidade e a extensão do fenômeno, ainda permanece muito por fazer para aumentar o nível de conscientização da opinião pública e para estabelecer uma melhor coordenação de esforços por parte das autoridades”, disse o Papa, recordando que as principais vítimas são mulheres e crianças. Indiferença Para Francisco, um dos obstáculos a abater é a tendência a “virar as costas”, que se manifesta na indiferença e até mesmo na cumplicidade das pessoas, enquanto potentes interesses econômicos e redes criminosas fazem o seu jogo. Contra este cenário, o Papa elogiou os esforços da vida consagrada, em especial das religiosas, que acompanham de perto as vítimas “num profundo e pessoal itinerário de cura e de reintegração”. “Queridas amigas e amigos, estou confiante de que sua compartilha de experiências, de conhecimentos e de competências contribuirá nesses dias a um testemunho mais eficaz do Evangelho numa das grandes ‘periferias’ da nossa sociedade contemporânea”, concluiu Francisco. Fonte: Rádio Vaticano

Dr. Guzmán Carriquiry fala para Comunidade Shalom de Fortaleza

Na noite desta segunda-feira, 31, toda a Comunidade Shalom de Fortaleza se reuniu no Shalom da Paz, principal centro de Evangelização da cidade, para uma palestra com o Dr. Guzmán Carriquiry Lecour. Colaborador próximo de Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI, Carriquiry trabalha há cerca de 40 anos a serviço da Santa Sé, em Roma. Atualmente, Guzmán Carriquiry possui doutorado em Direito e Ciências Sociais e é Vice-Presidente da Comissão Pontifícia para América Latina, nomeado pelo Papa Francisco, de quem é amigo desde quando este era Arcebispo de Buenos Aires. Na ocasião, Guzmán respondeu algumas perguntas feitas por membros da Comunidade, dentre eles, famílias, jovens e celibatários. As perguntas abordaram temas como evangelização, juventude, família, idosos e os pobres. O palestrante, de origem uruguaia, se expressou em espanhol e os participantes puderam acompanhar a transmissão simultânea via Rádio Shalom. Amigo próximo do Papa Francisco, Guzmán fundamentava suas respostas nas encíclicas e pronunciamentos do pontífice. Baseando-se em algumas pesquisas, Carriquiry afirmou que 90% dos brasileiros admiram o Papa, mas que é necessário não somente admirá-lo, mas seguir o que o Espírito Santo diz através dele. Questionado sobre o próximo Sínodo dos Bispos, que traz como tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, Carriquiry falou sobre a alegria de Francisco para com os jovens: “O papa ama especialmente os jovens. Sente-se à vontade com os jovens”. O uruguaio afirmou que o mundo apresenta entretenimentos que roubam dos jovens os questionamentos essenciais da vida, como “qual é a sua missão?” e “qual o seu sentido de vida”, e que a Igreja deve dar uma resposta a isso. Sobre a palavra “consolidar”, dita pelo Papa Francisco à Comunidade Shalom durante um encontro com o fundador, Moysés Azevedo, Guzmán falou que é sempre importante voltar ao início: “consolidar é continuar a abrir caminhos sem dispersar-se, voltando sempre ao que é a nossa fonte”. Em relação aos pobres, Carriquiry falou que não se pode apenas observar de longe, mas que é preciso adentrar nas periferias existenciais. “Devemos nos olhar de uma forma nova, e olhar para os esquecidos da Sociedade”. O Dr. Guzmán, que chegou à Fortaleza no último sábado, esteve na Diaconia Geral conhecendo o funcionamento dos setores do Governo da Comunidade Shalom. Na próxima quinta-feira, 3, Guzmán Carriquiry presidirá uma Conferência com o tema “O pontificado do Papa Francisco: as surpresas de Deus, a alegria do Evangelho e a esperança dos povos”. A conferência acontecerá na Assembleia Legislativa do Ceará. Serviço: Conferência com Dr.Guzmán Carriquiry Lecour O pontificado do Papa Francisco: as surpresas de Deus, a alegria do Evangelho e a esperança dos povos”. Quando: 03 de novembro/ 19 h

Do Vaticano para o Brasil: professor Guzmán Carriquiry ministra palestra em Fortaleza

O conferencista Dr. Guzmán Carriquiry Lecour, que há cerca de 40 anos, trabalha a serviço da Santa Sé em Roma, estará em Fortaleza para uma palestra, neste Jubileu da Misericórdia, em parceria com a Arquidiocese Metropolitana de Fortaleza e a Comunidade Católica Shalom. A Conferência abordará vários assuntos e acontece dia 03 de novembro, às 19h, no auditório João Frederico Ferreira Gomes, Anexo II da Assembleia Legislativa do Ceará, com tema “ O pontificado do Papa Francisco: as surpresas de Deus, a alegria do Evangelho e a esperança dos povos”. O evento também acontecerá em Brasília e Rio de Janeiro. Dr. Guzmán Carriquiry, é estreito amigo e colaborador próximo do Papa Francisco, desde o tempo de seu Arcebispado em Buenos Aires. Foi nomeado pelo Pontífice, Secretário encarregado da Vice-Presidência da CAL, sendo, por conseguinte, o primeiro leigo a ocupar um cargo desta importância no Vaticano. GUZMÁN CARRIQUIRY LECOUR Nasceu em Montevideo (Uruguai), completando seus estudos na Universidade da República, em Montevideo, na qual se graduou com o título de Doutor em Direito e Ciências Sociais. Foi colaborador próximo de Paulo VI, de João Paulo II, e de Bento XVI, primeiro no Consilium dei Laicis e depois no Conselho Pontifício para os Leigos. Foi o primeiro leigo nomeado chefe de Departamento por Paulo VI, e também o primeiro leigo nomeado como Subsecretário em um dicastério da Santa Sé por João Paulo II. Em maio de 2011 Bento XVI o designou secretário da Comissão Pontifícia para América Latina (CAL). Participou como expert, por duas designações pontifícias, em 4 Assembleias Gerais do Sínodo Mundial de Bispos – evangelização no mundo contemporâneo, família, leigos, e a Igreja na América. Participou como perito nas III, IV e V Conferências Gerais do Episcopado Latinoamericano. (Puebla, Santo Domingo e Aparecida) Ministrou cursos e seminários, como “Professor convidado”, em diversas universidades pontifícias em Roma, em universidades estatais romanas (“La Sapienza” e “Tor Vergata”), na Universidade de Roma São Pio V, na Faculdade Teológica da Universidade de Lugano (Suíça), na pontifícia Universidade Católica do Chile, na Universidade Santo Tomás de Aquino (Argentina) e em muitos outros centros culturais. A Universidade de Santo Tomás de Aquino (UNSTA) e a pontifícia Universidade Católica Argentina Santa María de Buenos Aires (UCA) lhe conferiu o título de doutor honoris causa e a Universidade Católica do Uruguai, a “Grande Medalha de Honras”. Serviço: Conferência com Dr.Guzmán Carriquiry Lecour O pontificado do Papa Francisco: as surpresas de Deus, a alegria do Evangelho e a esperança dos povos”. Quando: 03 de novembro/ 19 h Angela Barroso

Na Suécia, Papa Francisco fará uma oração especial pela paz na Síria

O Papa Francisco presidirá uma oração pela Síria durante o encontro ecumênico com líderes luteranos, no dia 31 de outubro, na cidade sueca de Malmö. A oração será realizada durante a campanha impulsionada pela Cáritas Internacional, intitulada “Síria: a paz é possível”. A organização caritativa pede à comunidade internacional, através desta campanha, que aumente os esforços para promover a paz na Síria. Deste modo, a Cáritas pede aos governos o apoio a um imediato cessar de hostilidades para proteger a população civil, conseguir ajuda humanitária dentro e fora do país e impulsionar as negociações de paz. Exige, além disso, que promovam a coexistência pacífica entre comunidades religiosas e étnicas e acolham com dignidade os refugiados que buscam proteção na Europa. A Cáritas recorda que a guerra civil desencadeada em março de 2011 gerou uma enorme crise humanitária, causando a morte de 230.000 vidas humanas. A Síria se tornou a maior emergência para a organização católica. Mais de 13 milhões de pessoas precisam de ajuda, entre elas, mais de 6 milhões de deslocados internos e cerca de 5 milhões de refugiados nos países vizinhos. No ato ecumênico, que será celebrado na Suécia por ocasião da comemoração dos 500 anos da reforma luterana, espera-se a presença de 10.000 pessoas no estádio Malmö Arena. Diante delas, o presidente da Cáritas Síria e o Bispo de Aleppo, Dom Antoine Audo, dará o seu testemunho. O valor arrecadado deste evento será destinado aos programas da Cáritas para ajudar as crianças em Aleppo. Para a Cáritas, a oração tem uma grande importância para obter a paz na Síria. “Supõe uma contribuição incalculável para promover a paz”, indica em um comunicado através da imprensa. Por esta razão, faz um apelo universal a fim de que todo o mundo reze em comunhão com o Papa Francisco pela paz na Síria, no dia 31 de outubro. Em setembro de 2013, o Papa Francisco já havia convocado um Dia de Jejum e Oração pela Paz na Síria, logo após os ataques com armas químicas produzidos contra a população civil dos bairros periféricos de Damasco. Naquela ocasião, tudo indicava que iria acontecer uma escalada bélica massiva de consequências imprevisíveis. Pouco depois daquele Dia de Jejum e Oração, anunciaram um acordo entre os Estados Unidos e a Rússia para desmantelar as armas químicas do regime de Bashar al-Assad, que evitou a intervenção militar massiva no território sírio e permitiu centrar os esforços bélicos em derrotar os grupos jihadistas que começavam a ocupar o poder deixado pelo regime.   Fonte: ACI Digital

Fórum 2016: workshops e oficinas estão na programação

“Evangelização no poder do Espírito”, “ Misericórdia e acompanhamento pessoal”, “Economia do reino”, “Serviço aos mais pobres” e “Discernimento do estado de vida”, serão alguns dos temas debatidos e ministrados através de oficinas, workshops e mesas redondas durante as tardes do Fórum Shalom. Nas manhãs do evento, a programação segue cheia de novidades desenvolvendo o tema central, “Misericórdia, uma esperança viva”, com palestras, atendendo ao ano do Jubileu da Misericórdia para aprofundar a fé e crescer no conhecimento de Jesus Cristo, e assim, melhor servir ao reino de Deus segundo o carisma Shalom. Como um grande encontro, o Fórum Shalom 2016, o maior evento de formação promovido pela Comunidade Católica Shalom, acontece de 7 a 9 de outubro, para todos aqueles que estão no Caminho da Paz, comunidade, obra e vocacionados no Centro de Eventos do Ceará,em Fortaleza. Também durante o Fórum, Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Shalom, que recentemente esteve em audiência privada com o Papa Francisco, terá a oportunidade de partilhar com os participantes a mensagem do Santo Padre para toda a Comunidade e obra Shalom. Vamos todos juntos nos encontrar no Fórum Shalom 2016 e viver esta experiência! Inscrições: http://www.forum.plataforma.top/#1466621711682 Angela Barroso

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