China: na internet a Bíblia supera o Livrinho Vermelho e o Papa ultrapassa o premier

Análise do Weibo, serviço de microblogging utilizado por 300 milhões de pessoas, mostra que o conteúdo cristão supera os ligados ao Partido Comunista A Bíblia bate o Pequeno Livro Vermelho, os cristãos superam os membros do Partido Comunista, o Papa Francisco é mais popular do que Li Keqiang e Jesus mais do que Xi Jinping. São surpreendentes os resultados da análise realizada pela Foreign Policy do Weibo, um serviço de microblogging chinês, relatado pela agência Ásia News. Uma pesquisadora analisou o fluxo de palavras citadas no site, utilizado por cerca de 300 milhões de chineses e compilou um ranking de popularidade. As citações bíblicas são 17 milhões contra 60 mil atribuídas ao presidente Mao.  Os usuários que citam as várias igrejas cristãs são 41,8 milhões, enquanto aqueles que falam do Partido Comunista são 5,3 milhões. Embora esteja presente todos os dias na imprensa nacional, o presidente Xi Jinping é citado em 4 milhões de posts. Jesus Cristo, muito menos presente na mídia nacional, aparece em 18 milhões. Da mesma forma, Bergoglio supera muito o primeiro ministro Li Keqiang. De acordo com Bethany Allen, que conduziu o estudo, os resultados “são surpreendentes”, mas tem uma explicação lógica: cerca de 100 mil funcionários chineses encarregados de censurar a rede tem, de fato, “um grande trabalho”, e dado que a censura política é muito mais importante do que a religiosa, eles “tendem a apagar tudo o que está relacionado ao estado, que não provém de fontes oficiais”. Isto, obviamente, não significa que não exista censura contra os cristãos: “Se você procurar posts sobre as igrejas subterrâneas, ou seja, comunidades que se recusam a se registrar junto ao Estado, aparece uma página em branco e uma mensagem que diz “resultados que violam as leis e regulamentos internos”. Isto vale também para outros temas sensíveis do ponto de vista religioso. No entanto, Allen destaca que os dados não são apenas o resultado de uma censura esquizofrênica: “Para o povo chinês, a ideologia comunista não interessa mais, enquanto o cristianismo continua a atrair mais pessoas. Há duas décadas, apesar de tudo, a população e a presença cristã na China continuam a aumentar”. Fonte: Asia News/ Trad.:MEM em Zenit

8 de junho no Vaticano: encontro de oração pela paz no Oriente Médio

A Sala de Imprensa da Santa Sé informou no final da tarde desta quinta-feira, 29, que o encontro de oração pela paz, para o qual o Papa Francisco convidou os Presidentes de Israel, Shimon Peres e da Palestina, Mahmoud Abbas, terá lugar na tarde de domingo, 8 de junho, no Vaticano. A data foi aceita pelas duas partes. O convite para rezar juntos pela paz no Oriente Médio foi feito pelo Santo Padre ao Presidente Palestino, Mahmoud Abbas, após a Missa celebrada na Praça da Manjedoura, em Belém, no domingo 25 de maio e repetido ao Presidente israelense, Shimon Peres, no dia seguinte, no encontro realizado na residência presidencial, em Jerusalém. No vôo de volta de Tel Aviv, o Papa Francisco havia falado aos jornalistas sobre o significado de sua iniciativa: “Será um encontro de oração. Não será um encontro para fazer uma mediação ou buscar soluções, não! Nos reuniremos para rezar, somente. E depois, cada um volta para sua casa. Mas eu acredito que a oração seja importante, e rezar juntos sem fazer discussões de outro tipo, isto ajuda”. Falando sobre a inspiração para este encontro, Francisco explicou que “ele era pensado para ser realizado lá, mas existiam tantos problemas logísticos, tantos, pois eles devem considerar o território onde se fazer e não é fácil. Por isto, se pensava a uma reunião….mas no final, saiu este convite, que espero, saia tudo bem”. A iniciativa pretende relançar as negociações de paz, a partir da convergência das três religiões monoteístas: cristã, judaica e muçulmana Fonte: Rádio Vaticano

Papa à OIT: é inaceitável que trabalho escravo tenha se tornado moeda corrente

“No início da criação, Deus criou o homem guardião da sua obra, encarregando-o de cultivá-la e de protegê-la. O trabalho humano é parte da criação e continua o trabalho criativo de Deus. Esta verdade leva-nos a considerar o trabalho quer um dom quer um dever. Por isso, o trabalho não é meramente uma mercadoria, mas possui dignidade e valor próprios”. Com essas palavras, o Papa Francisco inicia a Mensagem enviada à 103º Conferência Internacional do Trabalho, em andamento no Palácio da ONU em Genebra, na Suíça, que se realiza deste 28 de maio a 12 de junho com o tema “Construir um futuro com trabalho decente”. A Santa Sé manifesta seu apreço pela contribuição da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em defesa da dignidade do trabalho humano no contexto do desenvolvimento social e econômico mediante a discussão e a cooperação entre governos, trabalhadores e empregadores. “Tais esforços – ressalta o Pontífice – estão a serviço do bem comum da família humana e promovem a dignidade dos trabalhadores.” Recordando o momento crucial na história econômica e social em que esta Conferência se realiza, o Santo Padre destaca que “o desemprego está tragicamente expandindo as fronteiras da pobreza”, situação particularmente desconfortante para os jovens desempregados, que podem se sentir “alienados da sociedade”. Apontando outro grave problema, ligado ao precedente, Francisco indica o da migração de massa: o notável número de homens e mulheres obrigados a buscar trabalho distante de sua pátria é, por si, motivo de preocupação. “Apesar da esperança deles por um futuro melhor, frequentemente encontram incompreensão e exclusão”, sem falar em experiências de tragédias e desastres. O Papa denuncia mais uma vez que não conseguindo muitas vezes encontrar um trabalho digno, estes homens e mulheres tornam-se vítimas de uma certa “globalização da indiferença”, acrescentando que tal situação os expõe a ulteriores perigos, como o horror do tráfico de seres humanos, o trabalho forçado e a redução ao estado de escravidão. “É inaceitável que, em nosso mundo, o trabalho feito por escravos tenha se tornado moeda corrente”, denuncia o Santo Padre. “Isto não pode continuar! O tráfico de seres humanos é uma chaga, um crime contra a humanidade inteira.” Após ressaltar que é chegado o momento de unir as forças e de trabalhar juntos para libertar as vítimas do tráfico de seres humanos e de erradicar este crime, o Pontífice ressalta ser também chegado o momento de reforçar as formas existentes de cooperação e de estabelecer novos caminhos para fazer crescer a solidariedade. Isso requer um renovado compromisso em favor da dignidade de toda pessoa; “uma mais determinada realização dos padrões internacionais do trabalho; a planificação de um desenvolvimento focalizado na pessoa humana qual protagonista central e principal beneficiária; uma avaliação das responsabilidades das sociedades multinacionais nos países onde atuam, incluindo os setores da gestão do lucro e do investimento”, ressalta. Francisco destaca, ainda, a necessidade de um esforço coordenado para encorajar os governos a facilitar a locomoção dos migrantes em benefício de todos, de tal modo eliminando o tráfico de seres humanos e as perigosas condições de viagem. O Papa conclui afirmando que a doutrina social da Igreja Católica apóia as iniciativas da OIT, que pretendem promover a dignidade da pessoa humana e a nobreza do trabalho, encorajando-os em seus esforços ao enfrentar os desafios do mundo atual, permanecendo fiéis a tais nobres objetivos. Fonte: Rádio Vaticano

Papa no Memorial do Holocausto: Onde estás, ó homem, onde foste parar?

Especialmente intenso e comovente foi a visita feita ao Memorial de Yad Vashem, em que se recordam todas as vítimas do Holocausto dos Judeus. Acompanhado pelo Presidente Shimon Peres e pelo Primeiro ministro Netanyau, o Santo Padre participou numa cerimónia invocativa da tragédia que constituiu o extermínio do milhões de judeus na II Grande Guerra, incluindo algumas leituras, cantos religiosos e orações. Nas sentidas palavras que pronunciou, o Papa partiu da pergunta que o Senhor dirige a Adão, no livro do Génesis: “Onde estás?”. Onde estás, ó homem, onde foste parar? Neste memorial do Holocausto, ouvimos ressoar esta pergunta, onde está toda a dor do Pai que perdeu o filho. Este grito – onde estás? – ressoa aqui perante a tragédia incomensurável do Holocausto, como uma voz que se perde num abismo! Homem, quem és? Não te reconheço? Em quem te tornaste? De que horrores foste capaz? … Quem te contagiou a presunção de te apoderares do bem e do mal? Quem te convenceu que eras deus? … Da terra levanta-se um gemido submisso: Tende piedade de nós, Senhor! … Escutai a nossa oração! Salvai-nos pela vossa misericórdia! Salvai-nos desta monstruosidade! … Nunca mais, nunca mais! Adão, onde estás? Eis-nos aqui, Senhor, com a vergonha daquilo que o homem, criado à vossa imagem e semelhança, foi capaz de fazer. Lembrai-Vos de nós, na vossa misericórdia?   Momento significativo, para as relações entre Judeus e Católicos, o encontro, no Centro do Grã-Rabinato de Israel, junto da Grande Sinagoga de Jerusalém, em que intervieram, antes do Papa, os dois Grandes Rabinos, das duas tradições judaicas – Azkenazi e Sefardita. Na sua alocução, o Papa Francisco recordou a amizade, colaboração e partilha, mesmo no plano espiritual que, como arcebispo de Buenos Aires, teve com os judeus. “Este caminho de amizade – sublinhou o Papa – constitui um dos frutos do Concílio Vaticano II. Na realidade, estou convencido de que o sucedido durante as últimas décadas nas relações entre judeus e católicos tenha sido um verdadeiro dom de Deus, uma das maravilhas por Ele realizadas, pela qual somos chamados a bendizer o seu Nome. Em todo o caso este um dom de Deus “não poderia manifestar-se sem o empenho de muitíssimas pessoas corajosas e generosas, tanto judias como cristãs” – sublinhou o Papa, referindo a importância assumida pelo diálogo entre o Grã-Rabinato de Israel e a Comissão da Santa Sé para as Relações Religiosas com o Judaísmo. Não se trata apenas de estabelecer, num plano humano, relações de respeito mútuo: Somos chamados, como somos chamados, como cristãos e como judeus, a interrogarmo-nos em profundidade sobre o significado espiritual do vínculo que nos une. É um vínculo que vem do Alto, ultrapassa a nossa vontade e permanece íntegro, não obstante todas as dificuldades de relacionamento vividas, infelizmente, na história.  “Do lado católico (assegurou o Papa), há seguramente a intenção de considerar plenamente o sentido das raízes judaicas da própria fé. Estou confiante, com a vossa ajuda, que também do lado judaico se mantenha e, se possível, aumente o interesse pelo conhecimento do cristianismo, mesmo nesta terra bendita onde o cristianismo reconhece as suas origens e, especialmente, entre as jovens gerações.” Juntos, poderemos dar uma grande contribuição para a causa da paz; juntos, poderemos, num mundo em rápida mudança, testemunhar o significado perene do plano divino da criação; juntos, poderemos opor-nos, firmemente, a todas as formas de anti-semitismo e restantes formas de discriminação.   Fonte: Rádio Vaticana

“A paz é um dom e não pode ser comprada”

  Não muito longe do local do batismo de Jesus, o papa Francisco enfatizou o dom do Espírito Santo, antecipando os conteúdos do evangelho de amanhã. Celebrando a missa no Estádio Internacional de Amã, na presença de muitos refugiados cristãos da Palestina, da Síria e do Iraque e de cerca de 1.400 crianças que receberam a primeira comunhão, o papa recordou as três ações que o Espírito Santo realiza nos homens: Ele “prepara, unge e envia”. A primeira ação ocorre no momento do batismo, quando “o Espírito repousa sobre Jesus para o preparar para a missão de salvação”, marcada pelo “estilo do servo manso e humilde, pronto para compartilhar e para se doar totalmente”. O Espírito Santo já tinha agido em Jesus “no momento da sua concepção no seio virginal de Maria de Nazaré, realizando o evento maravilhoso da Encarnação” (cf. Lc 1,35 ), e, mais tarde, em Simeão e Ana, no dia da apresentação de Jesus no Templo (cf. Lc 2,22). “À espera do Messias”, Simeão e Ana percebem que Jesus é “o Esperado por todo o povo”: na sua atitude profética, “exprime-se a alegria do encontro com o Redentor e realiza-se, em certo sentido, uma preparação do encontro entre o Messias e as pessoas”, disse o papa. Essas intervenções do Espírito Santo fazem parte de “um único plano divino de amor”. A missão do Espírito Santo é a de “criar harmonia” e “obrar a paz” em todo contexto humano. “A diversidade de pessoas e de pensamento não deve provocar rejeição e obstáculos, porque a variedade é sempre enriquecedora”, disse o Santo Padre, exortando à invocação do Espírito Santo “com o coração ardente”, para que Ele possa “preparar o caminho da paz e da unidade”. Em segundo lugar, o Espírito Santo “unge”, como fez “interiormente” com Jesus e com os seus discípulos, para que eles tivessem “os mesmos sentimentos” do Mestre e adotassem “atitudes em favor da paz e da comunhão”. Recebida a “unção do Espírito”, a nossa humanidade é marcada pela “santidade de Jesus Cristo”, o que “nos permite amar os outros com o mesmo amor com que Deus nos ama”. “Gestos de humildade, fraternidade, perdão e reconciliação” são “premissa e condição para uma paz verdadeira, sólida e duradoura”. O papa Francisco prosseguiu: “Peçamos a unção do Pai para sermos plenamente seus filhos, cada vez mais semelhantes a Cristo, para nos sentirmos todos irmãos e assim nos afastarmos de amarguras e divisões e nos amarmos fraternalmente”. Em terceiro lugar, o Espírito Santo “nos envia” como “testemunhas e mensageiros da paz”. A paz é um “dom” e, como tal, “não pode ser comprada”, mas procurada “pacientemente” e construída “à mão”, através dos “grandes e pequenos gestos que envolvem a nossa vida diária”. O caminho da paz “se consolida quando reconhecemos que todos temos o mesmo sangue e fazemos parte do gênero humano”; “quando não nos esquecemos de que temos um único Pai Celestial e somos todos seus filhos, feitos à sua imagem e semelhança”, disse o papa. “Com este espírito, abraço todos vocês: o patriarca, os irmãos bispos, os sacerdotes, as pessoas consagradas, os fiéis leigos e tantas crianças que hoje recebem a sua primeira comunhão, bem como as suas famílias”. Francisco também ofereceu a sua “saudação e proximidade” aos “muitos refugiados cristãos da Palestina, da Síria e do Iraque e aos seus familiares”. “O Espírito Santo desceu sobre Jesus no Jordão e começou a obra da redenção para libertar o mundo do pecado e da morte. Peçamos que Ele prepare o nosso coração para o encontro com os irmãos, indo além das diferenças de ideias, línguas, cultura, religião; que Ele conceda a todo o nosso ser a unção da misericórdia, que cura as feridas dos erros, das incompreensões, das controvérsias; que Ele nos envie com humildade e mansidão pelos caminhos desafiadores, mas fecundos, da busca da paz”, concluiu Francisco.

Catequese: dons do Espírito Santo

Vaticano, 21 Mai (ACI/EWTN Noticias).- Na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco continuou sua catequese sobre os dons do Espírito Santo, abordando nesta ocasião o dom da ciência, o qual, afirmou, ajuda a perceber a grandeza de Deus através da criação e ensina a custodiar este presente para o benefício de todos e não cair em algumas atitudes excessivas ou equivocadas que levem a sua destruição. Ante os milhares de fiéis congregados na Praça de São Pedro, o Papa esclareceu que este dom não se limita ao conhecimento humano da natureza. “Quando os nossos olhos são iluminados pelo Espírito, abrem-se à contemplação de Deus, na beleza da natureza e na grandiosidade do cosmo, e nos levam a descobrir como cada coisa nos fala Dele e do seu amor”. A seguir a catequese do Papa na íntegra: Queridos irmãos e irmãs, bom dia Hoje gostaria de destacar outro dom do Espírito Santo, o dom da ciência. Quando se fala de ciência, o pensamento vai imediatamente à capacidade do homem de conhecer sempre melhor a realidade que o cerca e de descobrir as leis que regulam a natureza e o universo. A ciência que vem do Espírito Santo, porém, não se limita ao conhecimento humano: é um dom especial, que nos leva a entender, através da criação, a grandeza e o amor de Deus e a sua relação profunda com cada criatura. 1. Quando os nossos olhos são iluminados pelo Espírito, abrem-se à contemplação de Deus, na beleza da natureza e na grandiosidade do cosmo, e nos levam a descobrir como cada coisa nos fala Dele e do seu amor. Tudo isto suscita em nós grande admiração e um profundo sentido de gratidão! É a sensação que experimentamos também quando admiramos uma obra de arte ou qualquer outra maravilha que seja fruto da invenção e da criatividade do homem: diante de tudo isso, o Espírito nos leva a louvar o Senhor do fundo do nosso coração e a reconhecer, em tudo aquilo que temos e somos, um dom inestimável de Deus e um sinal do seu infinito amor por nós. 2. No primeiro capítulo do Gênesis, propriamente no início de toda a Bíblia, coloca-se em evidência que Deus se alegra com a sua criação, destacando repetidamente a beleza e a bondade de cada coisa. Ao término de cada dia, está escrito: “Deus viu que era coisa boa” (1, 12. 18. 21. 25): se Deus vê que a criação é uma coisa boa, é uma coisa bela, também nós devemos assumir esta atitude e ver que a criação é coisa boa e bela. Eis o dom da ciência que nos faz ver esta beleza, portanto louvamos a Deus agradecendo-lhe por ter nos dado tanta beleza. E quando Deus terminou de criar o homem não disse “viu que era coisa boa”, mas disse que era “muito boa” (v. 31). Aos olhos de Deus nós somos a coisa mais bela, grande, boa da criação: mesmo os anjos estão abaixo de nós, nós somos mais que os anjos, como ouvimos no livro dos Salmos. O Senhor nos quer bem! Devemos agradecer a Ele por isto. O dom da ciência nos coloca em profunda sintonia com o Criador e nos faz participar da clareza do seu olhar e do seu juízo. É nesta perspectiva que conseguimos entender no homem e na mulher o vértice da criação, como cumprimento de um projeto de amor que está impresso em cada um de nós e que nos faz reconhecer como irmãos e irmãs. 3. Tudo isto é motivo de serenidade e de paz e faz do cristão um testemunho alegre de Deus, nos passos de São Francisco de Assis e de tantos santos que souberam louvar e cantar o seu amor através da contemplação da criação. Ao mesmo tempo, porém, o dom da ciência nos ajuda a não cair em algumas atitudes excessivas ou erradas. A primeira é constituída pelo risco de nos considerarmos donos da criação. A criação não é uma propriedade, na qual podemos mandar de acordo com a nossa vontade; nem, tão pouco, é uma propriedade somente de alguns, de poucos: a criação é um presente, é um presente maravilhoso de Deus que nos deu para que cuidemos dela e a utilizemos em benefício de todos, sempre com grande respeito e gratidão. A segunda atitude errada é representada pela tentação de nos pararmos nas criaturas, como se estas pudessem oferecer a resposta a todas as nossas expectativas. Com o dom da ciência, o Espírito nos ajuda a não cair neste erro. Mas gostaria de retornar ao primeiro caminho errado: dominar a criação em vez de protegê-la. Devemos proteger a criação porque é um presente que o Senhor nos deu, é um presente de Deus para nós; nós somos guardiães da criação. Quando nós exploramos a criação, destruímos o sinal do amor de Deus. Destruir a criação é dizer a Deus: “não gosto”. E isto não é bom: eis o pecado. A proteção da criação é justamente a proteção do presente de Deus e é dizer a Deus: “obrigado, eu sou o guardião da criação, mas para fazê-la progredir, nunca para destruir o teu presente”. Esta deve ser a nossa atitude diante da criação: protegê-la, porque se nós destruímos a criação, a criação nos destruirá! Não se esqueçam disso. Uma vez eu estava no campo e ouvi um dito de uma pessoa simples, que gostava tanto das flores e cuidava delas. Disse-me: “Devemos proteger estas coisas belas que Deus nos deu; a criação é para nós a fim de que nós a aproveitemos bem; não explorar, mas protegê-la, porque Deus perdoa sempre, nós homens perdoamos algumas vezes, mas a criação não perdoa jamais e se você não a protege ela te destruirá”. Isto deve nos fazer pensar e pedir ao Espírito Santo o dom, o dom da ciência para entender bem que a criação é o mais belo presente de Deus. Ele fez tantas coisas boas para a melhor coisa que é a pessoa humana.

Papa: Com o Espírito Santo, abrir a mente para entender as palavras de Deus

A Praça S. Pedro ficou lotada para a Audiência Geral desta quarta-feira, em que a chuva dos últimos dias deu lugar ao sol e a uma temperatura mais amena. Por quase meia-hora, o Papa Francisco fez o giro de toda a Praça com o seu papamóvel, para receber e retribuir o carinho dos fiéis entusiasmados. Depois do período pascal, o Pontífice retomou o ciclo de catequeses sobre os sete dons do Espírito Santo, falando desta vez sobre o entendimento. “Não se trata da inteligência humana, da capacidade intelectual de ser mais ou menos dotados. Mas é um dom que torna o cristão capaz de ultrapassar o aspecto exterior da realidade para perscrutar as profundezas do pensamento de Deus e do seu plano de salvação”, explicou Francisco. Assim o dom do entendimento está intimamente ligado com a fé, pois nos faz analisar uma situação de acordo com a inteligência de Deus, e não com a inteligência humana. “Quando o Espírito Santo habita no nosso coração e ilumina a nossa inteligência, faz-nos crescer na compreensão daquilo que Jesus disse e realizou”, convidando a multidão a pedir esta graça. O próprio Jesus prometeu que o Espírito Santo havia de nos recordar os seus ensinamentos e Francisco citou um episódio do Evangelho de Lucas, dos dois discípulos a caminho de Emaús. À medida que iam ouvindo Jesus explicar nas Escrituras que Ele devia sofrer e morrer para depois ressuscitar, a mente deles abriu-se e recendeu-se a esperança nos seus corações. “É precisamente o que o Espírito Santo nos faz: nos abre a mente, para entender melhor as coisas de Deus, as coisas humanas, as situações, todas as coisas”, disse o Papa, que concluiu: “É importante o dom do entendimento para a nossa vida cristã! Peçamos ao Senhor que nos dê esta graça para entender como Ele compreende as coisas que acontecem a para entender, sobretudo, as palavras de Deus no Evangelho.” Na saudação aos fiéis presentes na Audiência, aos de língua portuguesa disse: “Dirijo uma cordial saudação aos peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente ao Rancho Folclórico de Macieira da Lixa e ao grupo brasileiro de Araraquara. Agradeço a vossa presença e encorajo-vos a continuar a dar o vosso fiel testemunho cristão na sociedade. Deixai-vos guiar pelo Espírito Santo para entenderdes o verdadeiro sentido da história. De bom grado abençoo a vós e aos vossos entes queridos”.   Fonte: news.va

Missa de Canonização de João Paulo II e João XXIII

Papa aos jovens de Buenos Aires: Olhai para Jesus, olhai para Maria e segui em frente

Aos rapazes, o Papa ilustrou sua mensagem com os exemplos dos apostólos e de jovens do Evangelho. Falou às moças pedindo-lhes que seguissem Maria, aquela que “obedeceu sem compreender”, “a mulher da fidelidade” Começa assim a videomensagem através da qual o Papa Francisco exprimiu a sua proximidade a jovens de Buenos Aires, reunidos, sábado 26 na capital argentina, para a Jornada Regional da Juventude. O objetivo foi recuperar a força necessária para levar fé pelas ruas. Neste interrogar-se sobre algo de novo para lhes dizer, o Papa recorreu então à figura de alguns jovens do Evangelho. Os Apóstolos, diz o Papa, eram quase todos jovens. Para além deles pensou também no jovem rico, mas triste, porque não conseguiu deixar os seus bens para seguir Jesus; no jovem que procurou uma nova vida com a herança do pai, ainda vivo, esbanjou tudo e voltou cheio de fome, mas como Deus é misericordioso, encontrou o Pai ansioso pelo seu retorno; no jovem morto que, devido à fé da mãe, foi ressuscitado por Jesus; no Apóstolo João que era “um muchachito”. O Papa chamou a atenção dos “chicos e chicas” reunidos em Buenos Aires, para o entusiasmo, o estupor que causou inicialmente, nos jovens do Evangelho, o encontro com Jesus, ao ponto de correrem para dizer aos amigos “Encontramos o Messias! Encontramos Aquele de que falam os profetas!”. Mas depois os Apóstolos esmoreceram, não se comportaram muito bem – fez ainda notar o Papa: Pedro renegou Jesus, Judas traiu-o, outros fugiram, ou seja – frisou – “depois veio a luta por ser féis a esse encontro com Jesus”. E aqui o Papa lançou uma pergunta aos jovens. “Quando te encontraste com Jesus?, Como foi o encontro com Ele, tiveste um encontro com Jesus, ou estás a tê-lo agora? Os jovens Apóstolos! Pensem em Pedro, Tiago, João, Natanael, como é que se foram encontrando com Jesus?!” Ainda no seu estilo interrogativo e interativo, depois de ilustrar esses jovens todos, os apóstolos e a seu comportamento, o Papa pôs os jovens do Encontro Regional da Juventude de Buenos Aires, perante uma outra série de interrogação. “Vós quem sois? O entusiasta como os Apóstolos inicialmente, antes de iniciar o caminho? Aquele que quer seguir Jesus, mas está cercado de tantas coisas que o atam e não O pode seguir, como o jovem rico à mundanidade, a tantas coisas? Como aquele que gastou toda a herança do seu pai, mas que teve a coragem de voltar e está sentindo neste momento o abraço da misericórdia? Ou estás morto? Se estás morto, saiba que a Mãe Igreja está chorando por ti e Jesus é capaz de ressuscitar-te. Digam-me: quem sois vós, Dizei-lo a vós mesmos e isso te dará força”. E antecipando aquilo que poderiam estar a pensar as meninas, o Papa frisou… “As meninas me vão dizer, mas Padre, você é injusto, porque os exemplos que deu é só para os rapazes”. A elas, então, o Papa Francisco indicou como único modelo Maria, Aquela que “obedeceu sem compreender”, “a mulher da fidelidade”. Pondo em evidência a capacidade de dar vida e de dar ternura, capacidade que os homens não têm, o Papa recordou às meninas que se diz “A Igreja, não o Igreja”. “A Igreja é feminina, é como Maria. Esse é o lugar para vós. Ser Igreja, conformar-se com a Igreja, estar junto a Jesus, dar ternura, acompanhar, deixar crescer.” E o Papa conclui pedindo a todos que “Não tenham medo, que olhem para Jesus e para Maria e que sigam em frente”. Esse encontro Regional da Juventude que teve lugar, dizíamos no sábado, 26, reuniu jovens de 11 Dioceses da Arquidiocese de Buenes Aires. Em jeito de jornada de reconciliação e também de agradecimento pela canonização dos dois Papas, o encontro contou com a presença de centenas de sacerdotes que confessaram os jovens e presidiram a momentos de oração comunitária. Não se previa a celebração da Missa. Fonte: Rádio Vaticana  

O Papa demonstrou verdadeira compaixão: com – paixão

Nesta semana, o Senhor nos surpreendeu através do encontro com o Santo Padre, o Papa Francisco. Chovia bastante na quarta-feira, contradizendo a previsão do tempo que era de sol com temperatura amena. Pedíamos ao Senhor que parasse a chuva, mas nos seus desígnios de Amor, quando Ele diz não, é para dar um SIM mais profundo. Deus é sempre AMEM! Pediram-nos para ir à Sala Paulo VI, pois o Santo Padre, que pensa sempre nos pobres e doentes, não queria que os doentes pegassem chuva. Chegando à sala, esperamos um pouco e, de repente, veio o Papa! Ficou 45 minutos na sala saudando cada doente antes de ir para a Praça de São Pedro. Quanta atenção, cuidado, desejo de ir primeiro as periferias antes de tudo! O Papa estabelece a mentalidade do Evangelho: para Deus, a periferia é que é o centro! Assim, Jesus não nasceu no centro do Império Romano, mas em Belém…e assim por diante, ao longo de dois mil anos de história da Igreja. Percebemos que Francisco é um homem que vive o que prega, sempre cuidando das ovelhas mais feridas, mais fragilizadas pela doença, pelo sofrimento! Não era um peso, não era um esforço, era Amor em ação, Amor pela pessoa, que se sentia única e amada por Deus. Quando o Papa parou diante de nós, disse-nos: “Ah, os brasileiros do Shalom!”. Apresentamo-nos e ele perguntou onde morávamos. Dissemos que éramos missionários na França, e depois começamos a partilhar sobre a doença da minha esposa, Luciane, que tem um tumor no cérebro. Ele a olhou com muito amor, sentia a sua dor, era a verdadeira compaixão: com – paixão, sofrer a mesma paixão. Colocou sua mão na cabeça dela e orou em silêncio, em seguida disse que rezaria por nós, por duas vezes. Depois nos propôs uma bênção especial para este tempo de provação. Luciane partilhou do papel de João Paulo II neste tempo, consolando-nos e, sobretudo, gerando as virtudes no meio da dor, ensinando-lhe de novo a andar fisicamente, mas, sobretudo, a viver de Amor neste tempo. O Papa olhou com muito carinho para a foto de João Paulo II, como se conversasse com ele. Depois nos saudou e nos deixou. Obrigado, Senhor, porque pelas mãos de Pedro, Tu nos confirmas na nossa oferta de vida e nos faz profundamente felizes de sofrermos por amor a Ti!  Daniel e Luciane Ramos

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